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Title: A Biblia Sagrada - Contendo o Velho e o Novo Testamento
Author: Various
Language: Portuguese
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Copyright Status: Not copyrighted in the United States. If you live elsewhere check the laws of your country before downloading this ebook. See comments about copyright issues at end of book.

*** Start of this Doctrine Publishing Corporation Digital Book "A Biblia Sagrada - Contendo o Velho e o Novo Testamento" ***

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(Images from Faithofgod.net)



                                    A
                             BIBLIA SAGRADA

                                CONTENDO
                       O VELHO E O NOVO TESTAMENTO

                         TRADUZIDA EM PORTUGUEZ
                                   POR
                         JOÃO FERREIRA D’ALMEIDA

                 COM REFERENCIAS E ALGUMAS ALTERNATIVAS
                      _EDIÇÃO REVISTA E CORRIGIDA_

                   _DEPOSITO DAS ESCRIPTURAS SAGRADAS_
                          32—JANELLAS VERDES—32

                                 LISBOA
                                  1911

                         _First Edition, 1900._

                         _6,000 reprinted 1911._



INDICE DOS LIVROS QUE CONTÉM A BIBLIA SAGRADA


_VELHO TESTAMENTO_

                                     Abreviaturas        Pag.      Cap.

    Genesis                               Gen.             1        50
    Exodo                                 Exo.            51        40
    Levitico                              Lev.            95        27
    Numeros                               Num.           128        36
    Deuteronomio                          Deu.           172        34
    Josué                                 Jos.           211        24
    Juizes                                Jui.           236        21
    Ruth                                  Ruth           261         4
    I Samuel                              I Sam.         265        31
    II Samuel                             II Sam.        299        24
    I Reis                                I Reis         326        22
    II Reis                               II Reis        358        25
    I Chronicas                           I Chr.         388        29
    II Chronicas                          II Chr.        416        36
    Esdras                                Esd.           451        10
    Nehemias ou II Esdras                 Neh.           461        13
    Esther                                Est.           475        10
    Job                                   Job            483        42
    Psalmos                               Psa.           510       150
    Proverbios                            Pro.           576        31
    Ecclesiastes                          Ecc.           600        12
    Cantico dos Canticos                  Can.           608         8
    Isaias                                Isa.           612        66
    Jeremias                              Jer.           663        52
    Lamentações de Jeremias               Lam.           719         5
    Ezequiel                              Eze.           725        48
    Daniel                                Dan.           776        12
    Oseas                                 Ose.           792        14
    Joel                                  Joel           800         3
    Amós                                  Amós           803         9
    Obadias                               Oba.           809         1
    Jonas                                 Jon.           810         4
    Miqueas                               Miq.           812         7
    Nahum                                 Nah.           816         3
    Habacuc                               Hab.           818         3
    Sofonias                              Sof.           820         3
    Aggeo                                 Agg.           823         2
    Zacharias                             Zac.           825        14
    Malachias                             Mal.           834         4


_NOVO TESTAMENTO_

                                     Abreviaturas        Pag.      Cap.

    Evangelho de S. Mattheus              Mat.           839        28
       ”      de S. Marcos                Mar.           875        16
       ”      de S. Lucas                 Luc.           898        24
       ”      de S. João                  João           936        21
       ”      Actos dos Apostolos         Act.           964        28
    Epistola de S. Paulo
       ”     aos Romanos                  Rom.          1000        16
       ”     I aos Corinthios             I Cor.        1015        16
       ”     II aos Corinthios            II Cor.       1030        13
       ”     aos Galatas                  Gal.          1039         6
       ”     aos Ephesios                 Eph.          1044         6
       ”     aos Philippenses             Phi.          1050         4
       ”     aos Colossenses              Col.          1054         4
       ”     I aos Thessalonicenses       I The.        1057         5
       ”     II aos Thessalonicenses      II The.       1061         3
       ”     I a Timotheo                 I Tim.        1063         6
       ”     II a Timotheo                II Tim.       1067         4
       ”     a Tito                       Tito          1070         3
       ”     a Philemon                   Phi.          1072         1
       ”     aos Hebreos                  Heb.          1073        13
       ”     de S. Thiago                 Thi.          1084         5
       ”     I de S. Pedro                I Ped.        1088         5
       ”     II de S. Pedro               II Ped.       1092         3
       ”     I de S. João                 I João        1095         5
       ”     II de S. João                II João       1099         1
       ”     III de S. João               III João      1099         1
       ”     de S. Judas                  Jud.          1100         1
    Apocalypse                            Apo.          1101        22



Nota do transcritor:

Algumas das referências estão erradas. Não foi possível para corrigi-los.



O PRIMEIRO LIVRO DE MOYSÉS CHAMADO GENESIS.



_A creação do ceu e da terra e de tudo o que n’elles se contém._

[Antes de Christo 4004]

1 No [1] principio creou [2] Deus os céus e a terra.

2 E a terra [3] era sem fórma e vasia; e _havia_ trevas sobre a face do
abysmo: e o [4] Espirito de Deus se movia sobre a face das aguas.

3 E disse Deus: [5] Haja luz: e [6] houve luz.

4 E viu Deus que era boa a luz: e fez Deus separação entre a luz e as
trevas.

5 E Deus chamou á luz Dia; e ás [7] trevas chamou Noite. E foi a tarde e
a manhã, o dia primeiro.

6 E disse Deus: Haja uma expansão no meio das aguas, e haja separação
entre aguas e aguas.

7 E fez Deus a expansão, [8] e fez separação entre as aguas que _estavam_
debaixo da expansão e as aguas que [9] _estavam_ sobre a expansão: e
assim foi.

8 E chamou Deus á expansão Céus, e foi a tarde e a manhã o dia segundo.

9 E disse Deus: Ajuntem-se [10] as aguas debaixo dos céus n’um logar; e
appareça a _porção_ secca: e assim foi.

10 E chamou Deus á _porção_ secca Terra; e ao ajuntamento das aguas
chamou Mares: e viu Deus que era bom.

11 Disse Deus: Produza a terra herva verde, herva que dê semente, arvore
fructifera que dê fructo segundo a sua especie, cuja semente _está_
n’ella sobre a terra: e assim foi.

12 E a terra produziu herva, herva dando semente conforme a sua especie,
e a arvore fructifera, cuja semente _está_ n’ella conforme a sua especie:
e viu Deus que era bom.

13 E foi a tarde, e a manhã, o dia terceiro.

14 E disse Deus: [11] Haja luminares na expansão dos céus, para haver
separação entre o dia e a noite; [12] e sejam elles para signaes e para
[A] tempos determinados e para dias e annos.

15 E sejam para luminares na expansão dos céus, para allumiar a terra: e
assim foi.

16 E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o
dia, e o luminar menor para governar a noite; e [13] as estrellas.

17 E Deus os poz na expansão dos céus para allumiar a terra,

18 E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e
as trevas: e viu Deus que era bom.

19 E foi a tarde, e a manhã, o dia quarto.

20 E disse Deus: Produzam as aguas abundantemente [B] reptis de alma
vivente; e vôem as aves sobre a face da expansão dos céus.

21 E Deus creou as [C] grandes balêas, e todo o reptil de alma vivente
que as aguas abundantemente produziram conforme as suas especies; e toda
a ave de azas conforme a sua especie: e viu Deus que era bom.

22 E Deus as abençoou, dizendo: Fructificae e multiplicae-vos, e enchei
as aguas nos mares; e as aves se multipliquem na terra.

23 E foi a tarde, e a manhã, o dia quinto.


_A creação dos seres viventes._

24 E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua especie;
gado e reptis, e bestas feras da terra conforme a sua especie: e assim
foi.

25 E fez Deus as bestas feras da terra conforme a sua especie, e o gado
conforme a sua especie, e todo o reptil da terra conforme a sua especie:
e viu Deus que era bom.

26 E disse Deus: [14] Façamos o homem á nossa imagem, conforme á nossa
similhança: e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e
sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o reptil que se [D] move
sobre a terra.

27 E creou Deus o homem á sua imagem: á imagem de Deus o creou: macho e
femea os creou.

28 E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Fructificae e multiplicae-vos,
e enchei a terra, e sujeitae-a: e dominae sobre os peixes do mar, e sobre
as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.

29 E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a herva que dá semente, que
_está_ sobre a face de toda a terra; e toda a arvore, em que ha fructo de
arvore que dá semente, [15] ser-vos-ha para mantimento.

30 E todo o animal da terra, e toda a ave dos céus, e todo o reptil da
terra, em que ha alma vivente; toda a herva verde _será_ para mantimento:
e assim foi.

31 E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom: e foi a
tarde, e a manhã, o dia sexto.

[1] Pro. 8.23. Heb. 1.10 e 11.3.

[2] Psa. 8.3 e 33.6. Isa. 40.26. Jer. 51.15. Zac. 12.1. Act. 14.15. Rom.
1.20. Col. 1.16.

[3] Jer. 4.23.

[4] Job 26.13. Psa. 104.30.

[5] Psa. 33.9.

[6] II Cor. 4.6.

[7] Isa. 45.7.

[8] Job 37.18. Jer. 10.12.

[9] Pro. 8.28. Psa. 148.3.

[10] Job 38.8. Psa. 104.9. Jer. 5.22. II Ped. 3.5.

[11] Psa. 136.7.

[12] Psa. 104.19.

[13] Psa. 138.6. Jer. 31.35.

[14] Ecc. 7.29. Eph. 4.24. Col. 3.10. I Cor. 11.7.

[15] cap. 9.3.



2 Assim os céus, e a terra e todo o seu exercito foram acabados.

2 E havendo Deus acabado no dia setimo a sua obra, que tinha feito, [1]
descançou no setimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.

3 E abençoou Deus o dia setimo, e o sanctificou; porque n’elle descançou
de toda a sua obra, que Deus creára e fizera.


_A formação do jardim do Eden._

4 Estas são as [E] origens dos céus e da terra, quando foram creados: no
dia em que o [F] Senhor Deus fez a terra e os céus:

5 E toda a planta do campo que ainda não estava na terra, e toda a herva
do campo que ainda não brotava; porque _ainda_ o Senhor Deus não tinha
feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra.

6 Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra.

7 E formou o Senhor Deus o homem do [2] pó da terra, e soprou em seus [3]
narizes o [4] folego da vida: e [5] o homem foi feito alma vivente.

8 E plantou o Senhor Deus um jardim no Eden, da banda do oriente: e poz
ali o homem que tinha formado.

9 [6] E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a arvore agradavel á
vista, e boa para comida: e a arvore da vida [7] no meio do jardim, e a
arvore da [G] sciencia do bem e do mal.

10 E sahia um rio do Eden para regar o jardim; e d’ali se dividia e se
tornava em quatro cabeças.

11 O nome do primeiro _é_ Pison: este é o que rodeia toda a terra de [8]
Havila, onde _ha_ oiro.

12 E o oiro d’essa terra _é_ bom: ali _ha_ o bdellio, e a pedra [H]
sardonica.

13 E o nome do segundo rio _é_ Gihon: este é o que rodeia toda a terra de
[I] Cush.

14 E o nome do terceiro rio _é_ [9] [J] Hiddekel: este é o que vae para a
banda do oriente da Assyria: e o quarto rio é o Euphrates.

15 E tomou o Senhor Deus o homem, e o poz no jardim do Eden para o lavrar
e o guardar.

16 E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a arvore do jardim
comerás livremente,

17 Mas da arvore da sciencia do bem e do mal, d’ella [10] não comerás;
porque no dia em que d’ella comeres, certamente morrerás.


_Como Deus creou a mulher._

18 E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só: [11]
far-lhe-hei uma ajudadora _que_ [K] _esteja_ como diante d’elle.

19 Havendo pois o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e
toda a ave dos céus _os_ trouxe [12] a Adão, para _este_ vêr como lhes
chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu
nome.

20 E Adão poz os nomes a todo o gado, e ás aves dos céus, e a toda a
besta do campo; mas para o homem não se achava ajudadora _que estivesse_
como diante d’elle.

21 Então o Senhor Deus fez cair um [13] somno pesado sobre Adão, e _este_
adormeceu: e tomou uma das suas costellas, e cerrou a carne em seu logar;

22 E da costella que o Senhor Deus tomou do homem, [L] formou uma mulher:
e trouxe-a a Adão.

23 E disse Adão: Esta é agora [14] osso dos meus ossos, e carne da minha
carne: esta será chamada varôa, porquanto do varão foi tomada.

24 Portanto deixará [15] o varão o seu pae e a sua mãe, e apegar-se-ha á
sua mulher, e serão ambos uma [16] carne.

25 E ambos estavam nús, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.

[1] Exo. 20.1. Isa. 58.13. Mat. 12.8. Col. 2.16, 17. Heb. 4.4, 9.

[2] cap. 3.19. Psa. 103.14. Isa. 64.8.

[3] I Cor. 15.47. Job 33.4.

[4] Isa. 2.22.

[5] I Cor. 15.45.

[6] Eze. 31.8, 9.

[7] cap. 3.22. Pro. 3.18. Apo. 2.7.

[8] cap. 25.18.

[9] Dan. 10.4.

[10] cap. 3.3, 11.

[11] I Cor. 11.9. I Tim. 2.13.

[12] Psa. 8.6.

[13] cap. 15.2.

[14] Eph. 5.30.

[15] Mar. 10.7.

[16] I Cor. 6.16.



_Tentação de Eva e queda do homem._

3 Ora a [1] serpente era [2] mais astuta que todas as alimarias do campo
que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse á mulher: É assim que Deus
disse: Não comereis de toda a arvore do jardim?

2 E disse a mulher á serpente: Do fructo das arvores do jardim comeremos,

3 Mas do fructo da arvore que está no meio do jardim, disse Deus: [3] Não
comereis d’elle, nem n’elle tocareis para que não morraes.

4 Então a [4] serpente disse á mulher: [5] Certamente não morrereis.

5 Porque Deus sabe que no dia em que d’elle comerdes se abrirão os vossos
olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.

6 E viu a mulher que aquella arvore _era_ boa para se comer, e agradavel
aos olhos, e arvore desejavel para dar intendimento; tomou do seu fructo,
e comeu, e deu tambem a seu marido comsigo, e _elle_ comeu.

7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que [6] _estavam_
nús; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si [M] aventaes.

8 E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do
dia: e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as
arvores do jardim.

9 E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?

10 E elle disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e [7] temi, porque estava
nú, e escondi-me.

11 E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nú? Comeste tu da arvore de
que te ordenei que não comesses?

12 Então disse Adão; [8] A mulher que me déste por companheira, ella me
deu da arvore, e comi.

13 E disse o Senhor Deus á mulher: Porque fizeste isto? E disse a mulher
A serpente me enganou, e eu comi.

14 Então o Senhor Deus disse á serpente: Porquanto fizeste isto, maldita
_serás_ mais que toda a besta, e mais que todos os animaes do campo:
sobre o teu ventre andarás, e [9] pó comerás todos os dias da tua vida.

15 E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a [10] tua semente e a
[11] sua semente: esta [N] te [12] ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o
calcanhar.

16 E á mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dôr, e a tua
conceição; [13] com dôr parirás filhos; e o teu desejo será para o teu
marido, e elle te dominará.

17 E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos á voz de tua mulher, e comeste
da arvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás d’ella: maldita _é_ a
terra por causa de ti; com [14] dôr comerás d’ella todos os dias da tua
vida.

18 [15] Espinhos, e cardos tambem, te produzirá; e comerás a herva do
campo.

19 No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes á terra;
porque d’ella foste tomado: porquanto és pó, e em pó te tornarás.

20 E chamou Adão o nome de sua mulher, [O] Eva; porquanto ella era a mãe
de todos os viventes.

21 E fez o Senhor Deus a Adão e a sua mulher tunicas de pelles, e [16] os
vestiu.

22 Então disse o Senhor Deus: Eis [17] que o homem é como um de Nós,
sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome
tambem da arvore da vida, [18] e coma e viva eternamente:

23 O Senhor Deus, pois, o enviou fóra do jardim do Eden, para lavrar a
terra de que fôra tomado.

24 E havendo lançado fóra o homem, poz [19] cherubins ao oriente do
jardim do Eden, e uma [20] espada inflammada que andava ao redor, para
guardar o caminho da arvore da vida.

[1] Apo. 12.9.

[2] II Cor. 11.3.

[3] cap. 2.17.

[4] João 8.44.

[5] I Tim. 2.14.

[6] cap. 2.25.

[7] I João 3.20.

[8] Pro. 28.13.

[9] Isa. 65.25. Miq. 7.17.

[10] Mat. 13.38. João 8.44. I João 3.8.

[11] Isa. 7.14. Miq. 5.3. Mat. 1.23. Luc. 1.35.

[12] Rom. 16.20.

[13] I Tim. 2.14.

[14] Rom. 8.20.

[15] Isa. 55.13.

[16] Isa. 61.10. Phi. 3.9.

[17] ver. 5.

[18] Apo. 2.7.

[19] Exo. 25.18, 20. Psa. 80.1 e 99.1.

[20] I Chr. 21.16.



_O nascimento de Caim, Abel, e Seth._

4 E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ella concebeu e pariu a [P] Caim,
e disse: Alcancei do Senhor um varão.

2 E pariu mais a seu irmão [Q] Abel: e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim
foi lavrador da terra.

3 E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fructo da terra uma
offerta ao Senhor.

4 E Abel tambem trouxe dos primogenitos das suas ovelhas, e da sua
gordura: e attentou o Senhor para [1] Abel e para a sua offerta,

5 Mas para Caim e para a sua offerta não attentou. E irou-se Caim
fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.

6 E o Senhor disse a Caim: Porque te iraste? E porque descaiu o teu
semblante?

7 Se bem fizeres, não haverá [R] acceitação para ti? se não fizeres
bem, o peccado jaz á porta, e para ti será o seu desejo, e sobre elle
dominarás.


_O primeiro homicidio._

8 E fallou Caim com o seu irmão Abel: e succedeu que, estando elles no
campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e [2] o matou.

9 E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E elle disse: Não
sei: sou eu guardador do meu irmão?

10 E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim
desde a terra.

11 E agora maldito _és_ tu desde a terra, que abriu a sua bocca para
receber o sangue do teu irmão da tua mão.

12 Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força: fugitivo e
vagabundo serás na terra.

13 Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha maldade que a que possa
[S] ser perdoada.

14 Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei;
e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquelle que me
achar, me matará.

15 O Senhor porém disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete
vezes será [T] castigado. E poz o Senhor um signal em Caim, para que o
não ferisse qualquer que o achasse.

16 E saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Nod, da
banda do oriente do Eden.

17 E conheceu Caim a sua mulher, e ella concebeu, e pariu a Enoch: e elle
edificou uma cidade, e chamou o nome da cidade pelo nome de seu filho
Enoch:

18 E a Enoch nasceu Irad, e Irad gerou a Mehujael, e Mehujael gerou a
Methusael e Methusael gerou a Lamech.

19 E tomou Lamech para si duas mulheres: o nome d’uma era Ada, e o nome
da outra, Zilla.

20 E Ada pariu a Jabal: este foi o pae dos que habitam em tendas, e
_teem_ gado.

21 E o nome do seu irmão era Jubal: este foi o pae de todos os que tocam
harpa e orgão.

22 E Zilla tambem pariu a Tubalcaim, mestre de toda a obra de cobre e de
ferro: e a irmã de Tubalcaim _foi_ Naama.

23 E disse Lamech a suas mulheres: Ada e Zilla, ouvi a minha voz; vós,
mulheres de Lamech, escutae o meu dito; porque eu matei um varão por
minha ferida, e um mancebo por minha pisadura.

24 Porque sete vezes Caim será castigado; mas Lamech setenta vezes sete.

25 E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ella pariu um filho, e chamou
o seu nome [U] Seth; porque, disse ella, Deus me deu outra semente em
logar de Abel; porquanto Caim o matou.

26 E a Seth mesmo tambem nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos: então
se começou a invocar o nome do Senhor.

[1] Heb. 11.4.

[2] I João 3.12.



_A genealogia de Seth._

5 Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus creou o homem,
[1] á similhança de Deus o fez.

2 Macho [2] e femea os creou; e os abençoou, e chamou o seu nome Adão, no
dia em que foram creados.

3 E Adão viveu cento e trinta annos, e gerou um _filho_ á [3] sua
similhança, conforme á sua imagem e chamou o seu nome Seth.

4 E foram os dias de Adão, depois que gerou a Seth, oitocentos annos: e
gerou filhos e filhas.

5 E foram todos os dias que Adão viveu, novecentos e trinta annos; [4] e
morreu.

6 E viveu Seth cento e cinco annos, e gerou a Enos.

7 E viveu Seth, depois que gerou a Enos, oitocentos e sete annos, e gerou
filhos e filhas.

8 E foram todos os dias de Seth novecentos e doze annos; e morreu.

9 E viveu Enos noventa annos; e gerou a Cainan.

10 E viveu Enos, depois que gerou a Cainan, oitocentos e quinze annos; e
gerou filhos e filhas.

11 E foram todos os dias de Enos novecentos e cinco annos; e morreu.

12 E viveu Cainan, setenta annos; e gerou a Mahalalel.

13 E viveu Cainan, depois que gerou a Mahalalel, oitocentos e quarenta
annos; e gerou filhos e filhas.

14 E foram todos os dias de Cainan novecentos e dez annos; e morreu.

15 E viveu Mahalalel sessenta e cinco annos; e gerou a Jared.

16 E viveu Mahalalel, depois que gerou a Jared, oitocentos e trinta
annos; e gerou filhos e filhas.

17 E foram todos os dias de Mahalalel oitocentos e noventa e cinco annos;
e morreu.

18 E viveu Jared cento e sessenta e dois annos; e gerou a Enoch.

19 E viveu Jared, depois que gerou a Enoch, oitocentos annos; e gerou
filhos e filhas.

20 E foram todos os dias de Jared novecentos e sessenta e dois annos; e
morreu.

21 E viveu Enoch sessenta e cinco annos; e gerou a Methusala.

22 E andou [5] Enoch com Deus, depois que gerou a Methusala, trezentos
annos; e gerou filhos e filhas.

23 E foram todos os dias de Enoch trezentos e sessenta e cinco annos.

24 E andou Enoch com Deus; e não estava _mais_; [6] porquanto Deus _para
si_ o tomou.

25 E viveu Methusala cento e oitenta e sete annos; e gerou a Lamech.

26 E viveu Methusala, depois que gerou a Lamech, setecentos e oitenta e
dois annos; e gerou filhos e filhas.

27 E foram todos os dias de Methusala novecentos e sessenta e nove annos;
e morreu.

28 E viveu Lamech cento e oitenta e dois annos; e gerou um filho,

29 E chamou o seu nome [V] Noé, dizendo: Este nos consolará ácerca de
nossas obras, e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o [7]
Senhor amaldiçoou.

30 E viveu Lamech, depois que gerou a Noé, quinhentos e noventa e cinco
annos; e gerou filhos e filhas.

31 E foram todos os dias de Lamech setecentos e setenta e sete annos; e
morreu.

32 E era Noé da edade de quinhentos annos; e gerou Noé a [8] Sem, Cão, e
Japhet.

[1] cap. 1.27. I Cor. 11.7. Col. 3.10.

[2] Mal. 2.15.

[3] Job 25.4. João 3.6. I Cor. 15.48.

[4] Heb. 9.27.

[5] cap. 6.9 e 17.1. Deu. 13.4. II Reis 20.3. Psa. 16.8. Amós 3.3. Mal.
2.6.

[6] Heb. 11.5.

[7] cap. 3.17 e 4.11.

[8] cap. 6.10 e 10.21.



_A corrupção geral do genero humano._

[Antes de Christo 2469]

6 E aconteceu que, como os homens se começaram a multiplicar sobre a face
da terra, e lhes nasceram filhas;

2 Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram [1] formosas; e
tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.

3 Então disse o Senhor: Não [W] contenderá o [2] meu Espirito para sempre
com o homem; porque elle tambem _é_ carne: [3] porém os seus dias serão
cento e vinte annos.

4 Havia n’aquelles dias gigantes na terra; e tambem depois, quando
os filhos de Deus entraram ás filhas dos homens, e _d’ellas_ geraram
_filhos_: estes _eram_ os valentes que houve na antiguidade, os varões de
fama.

5 E viu o [4] Senhor que a maldade do homem se multiplicára sobre a
terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má
continuamente.

6 Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e
pezou-lhe em seu coração.

7 E disse o Senhor: Destruirei o homem que creei de sobre a face da
terra, desde o homem até ao animal, até ao reptil, e até á ave dos céus;
porque me arrependo de os haver feito.

8 Noé [5] porém achou graça aos olhos do Senhor.

9 Estas _são_ as gerações de Noé: Noé era varão justo e recto em suas
gerações: Noé andava com Deus.

10 E gerou Noé tres filhos: Sem, Cão, e Japhet.

11 A terra porém estava corrompida diante da face de Deus: e encheu-se a
terra de violencia.

12 E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne
havia corrompido o seu caminho sobre a terra.


_Deus annuncia o diluvio a Noé._

13 Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha
face; porque a terra está cheia de violencia; e eis que os desfarei com a
terra.

14 Faze para ti uma arca da madeira de Gopher: farás [X] compartimentos
na arca, e a betumarás por dentro e por fóra com betume.

15 E d’esta maneira a farás: De trezentos covados o comprimento da arca,
e de cincoenta covados a sua largura, e de trinta covados a sua altura.

16 Farás na arca uma janella, e de um covado a acabarás em cima; e a
porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-has _andares_ baixos, segundos e
terceiros.

17 Porque eis que Eu trago um [6] diluvio de aguas sobre a terra, para
desfazer toda a carne em que _ha_ espirito de vida debaixo dos céus: tudo
o que ha na terra expirará.

18 Mas comtigo estabelecerei o meu pacto; e entrarás na arca tu e os teus
filhos, e a tua mulher, e as mulheres de teus filhos comtigo.

19 E de tudo o que vive, de toda a carne, [7] dois de cada especie,
metterás na arca, para os conservar vivos comtigo; macho e femea serão.

20 Das aves conforme a sua especie, e das bestas conforme a sua especie,
de todo o reptil da terra conforme a sua especie, dois de cada _especie_
virão a ti, para os conservar em vida.

21 E tu toma para ti de toda a comida que se come, e ajunta-a para ti; e
te será para mantimento para ti e para elles.

22 Assim fez Noé: [8] conforme a tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez.

[1] Job 31.1.

[2] Neh. 9.30. Isa. 5.4 e 63.10. Jer. 11.7, 11. I Ped. 3.20.

[3] Psa. 78.39.

[4] Psa. 14.2 e 53.2. Rom. 3.9.

[5] Eze. 14.14.

[6] Psa. 20.10.

[7] cap. 7.8, 9.

[8] Heb. 11.7.



_Noé e sua familia entram na arca._

[Antes de Christo 2448]

7 Depois disse o Senhor a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca: porque
te hei visto [1] justo diante de mim n’esta geração.

2 De todo o animal [2] limpo tomarás para ti sete _e_ sete, macho e sua
femea; mas dos animaes que não são limpos, dois, o macho e sua femea.

3 Tambem das aves dos céus sete _e_ sete, macho e femea, para conservar
em vida a semente sobre a face de toda a terra.

4 Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta
dias e quarenta noites; e desfarei de sobre a face da terra toda a
substancia que fiz.

5 E fez Noé conforme a tudo o que o Senhor lhe ordenára.

6 E _era_ Noé da edade de seiscentos annos, quando o diluvio das aguas
veiu sobre a terra.

7 E entrou Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos
com elle na arca, por causa das aguas do diluvio.

8 Dos animaes limpos, e dos animaes que não _são_ limpos, e das aves, e
de todo o reptil sobre a terra,

9 Entraram de dois em dois a Noé na arca, macho e femea, como Deus
ordenára a Noé.

10 E aconteceu que, passados sete dias, vieram sobre a terra as aguas do
diluvio.

11 No anno seiscentos da vida de Noé, no mez segundo, aos dezesete dias
do mez, n’aquelle mesmo dia [3] se romperam todas as fontes do grande
abysmo, e as janellas dos céus se abriram,

12 E houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.

13 E no mesmo dia entrou Noé, e Sem, e Cão, e Japhet, os filhos de Noé,
como tambem a mulher de Noé, e as tres mulheres de seus filhos com elle
na arca.

14 Elles, e todo o animal conforme a sua especie, e todo o gado conforme
a sua especie, e todo o reptil que se roja sobre a terra conforme a sua
especie, e toda a ave conforme a sua especie, todo o passaro de [Y] toda
a qualidade.

15 E de toda a carne, em que havia espirito de vida, entraram de dois em
dois a Noé na arca.

16 E os que entraram, macho e femea de toda a carne entraram, como Deus
lhe tinha ordenado: e o Senhor [4] o fechou por fóra.


_O diluvio._

17 E esteve o diluvio quarenta dias sobre a terra, e cresceram as aguas,
e levantaram a arca, e ella se elevou sobre a terra.

18 E prevaleceram as aguas, e cresceram grandemente sobre a terra; e a
arca andava sobre as aguas.

19 E as aguas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e [5] todos os
altos montes, que _havia_ debaixo de todo o céu, foram cobertos.

20 Quinze covados acima prevaleceram as aguas; e os montes foram cobertos.

21 E expirou toda a carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como
de gado e de feras, e de todo o reptil que se roja sobre a terra, e [6]
todo o homem.

22 Tudo o que _tinha_ folego de espirito de vida em seus narizes, tudo o
que _havia_ no secco, morreu.

23 Assim foi desfeita toda a substancia que _havia_ sobre a face da
terra, desde o homem até ao animal, até ao reptil, e até á ave dos céus;
e foram extinctos da terra: e ficou somente Noé, e os que com elle
_estavam_ na arca.

24 E prevaleceram as aguas sobre a terra [7] cento e cincoenta dias.

[1] I Ped. 3.20. II Ped. 2.5.

[2] Lev. 11.

[3] cap. 8.2. Pro. 8.28. Mat. 24.38. I The. 5.3.

[4] Deu. 33.27. Psa. 46.2.

[5] II Ped. 3.6.

[6] Job 22.15, 17.

[7] cap. 8.3.



_As aguas do diluvio diminuem._

[Antes de Christo 2349]

8 E [1] lembrou-se Deus de Noé, e [2] de toda a besta, e de todo o
animal, e de toda a rez que com elle _estava_ na arca: e Deus fez passar
[3] um vento sobre a terra, e aquietaram-se as aguas.

2 Cerraram-se tambem as [4] fontes do abysmo, e as janellas dos céus, e a
chuva dos céus deteve-se.

3 E as aguas tornaram de sobre a terra [Z] continuamente, e ao cabo de
cento e cincoenta dias as aguas minguaram.

4 E a arca repousou, no setimo mez, no dia dezesete do mez, sobre os
montes de Ararat.

5 E foram as aguas indo e minguando até ao decimo mez: no decimo mez, no
primeiro dia do mez, appareceram os cumes dos montes.

6 E aconteceu que, ao cabo de quarenta dias, [5] abriu Noé a janella da
arca que tinha feito.


_Noé solta um corvo e depois uma pomba._

7 E soltou um corvo, que saiu, indo e voltando, até que as aguas se
seccaram de sobre a terra.

8 Depois soltou uma pomba, a vêrse as aguas tinham minguado de sobre a
face da terra.

9 A pomba porém não achou repouso para a planta do seu pé, e voltou a
elle para a arca; porque as aguas _estavam_ sobre a face de toda a terra:
e elle estendeu a sua mão, e tomou-a, e metteu-a comsigo na arca.

10 E esperou ainda outros sete dias, e tornou a enviar a pomba fóra da
arca.

11 E a pomba voltou a elle sobre a tarde; e eis, arrancada, uma folha de
oliveira no seu bico: e conheceu Noé que as aguas tinham minguado sobre a
terra.

12 Então esperou ainda outros sete dias; e enviou fóra a pomba, mas não
tornou mais a elle.

13 E aconteceu _que_ no anno seiscentos e um, no _mez_ primeiro, no
primeiro _dia_ do mez, as aguas se seccaram de sobre a terra: então Noé
tirou a cobertura da arca, e olhou, e eis que a face da terra estava
enxuta.

14 E no segundo mez, aos vinte e sete dias do mez, a terra estava secca.


_Noé e sua familia saem da arca._

15 Então fallou Deus a Noé, dizendo:

16 Sae da arca, tu, e tua mulher, e teus filhos, e as mulheres de teus
filhos comtigo.

17 Todo o animal que _está_ comtigo, de toda a carne, de ave, e de gado,
e de todo o reptil que se roja sobre a terra traze fóra comtigo; e povôem
abundantemente a terra, e [6] fructifiquem, e se multipliquem sobre a
terra.

18 Então saiu Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus
filhos com elle,

19 Todo o animal, todo o reptil, e toda a ave, e tudo o que se move sobre
a terra, conforme as suas familias, saiu para fóra da arca.

20 E edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo o [7] animal limpo,
e de toda a ave limpa, e offereceu holocaustos sobre o altar.

21 E o Senhor cheirou o [8] suave cheiro, e disse o Senhor em seu
coração: [9] Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem;
porque a [10] imaginação do coração do homem _é_ má desde a sua meninice,
[11] nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz.

22 Emquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e
inverno, e dia e noite, [12] não cessarão.

[1] cap. 19.29. Exo. 2.24.

[2] Psa. 36.6.

[3] Exo. 14.21.

[4] Pro. 8.28.

[5] cap. 6.16.

[6] cap. 1.22.

[7] Lev. 1.11.

[8] Lev. 1.9. Eph. 5.2.

[9] cap. 3.17 e 6.17.

[10] cap. 6.5. Job 15.14. Jer. 17.9. Rom. 1.21.

[11] cap. 9.11, 15.

[12] Isa. 54.9. Jer. 33.20.



_O pacto que Deus fez com Noé._

9 E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: [1] Fructificae e
multiplicae-vos, e enchei a terra.

2 E será o vosso temor [2] e o vosso pavor sobre todo o animal da terra,
e sobre toda a ave dos céus: tudo o que se move sobre a terra, e todos os
peixes do mar, na vossa mão são entregues.

3 Tudo quanto se [3] move, que é vivente, será para vosso mantimento:
tudo vos tenho dado [4] como herva verde.

4 A carne, porém, com [5] sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.

5 E certamente requererei o vosso sangue, _o sangue_ das vossas [AA]
vidas; da mão de todo o animal o requererei: como tambem da mão [6] do
homem, e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem.

6 Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será
derramado: porque Deus fez [7] o homem conforme á _sua_ imagem.

7 Mas vós fructificae e multiplicae-vos: povoae abundantemente a terra, e
multiplicae-vos n’ella.

8 E fallou Deus a Noé, e a seus filhos com elle, dizendo:

9 E eu, eis que estabeleço o meu [8] concerto comvosco e com a vossa
semente depois de vós,

10 E com toda [AB] a alma vivente, [9] que comvosco está, de aves, de
rezes, e de todo o animal da terra comvosco: desde todos que sairam da
arca, até todo o animal da terra.

11 E eu comvosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruida
toda a carne pelas aguas [10] do diluvio: e que não haverá mais diluvio,
para destruir a terra.

12 E disse Deus: Este _é_ o signal [11] do concerto que ponho entre mim e
vós, e entre toda a alma vivente, que está comvosco, por gerações eternas.

13 O meu [12] arco tenho posto na nuvem: este será por signal do concerto
entre mim e a terra.

14 E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, apparecerá o
arco nas nuvens:

15 Então me lembrarei do meu concerto, que está entre mim [13] e vós, e
entre toda a alma vivente de toda a carne: e as aguas não se tornarão
mais em diluvio, para destruir toda a carne.

16 E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para me lembrar do concerto
eterno entre Deus e toda a alma vivente de toda a carne, que _está_ sobre
a terra.

17 E disse Deus a Noé: Este é o signal do concerto que tenho estabelecido
entre mim e entre toda a carne, que _está_ sobre a terra.

18 E os filhos de Noé, que da arca sairam, foram Sem, e Cão, e Japhet; e
[14] Cão, _é_ o pae de Canaan.

19 Estes tres _foram_ [15] os filhos de Noé; e d’estes se povoou toda a
terra.


_Noé planta uma vinha._

[Antes de Christo 2348]

20 E começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha:

21 E bebeu do [16] vinho, e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua
tenda.

22 E viu Cão, o pae de Canaan, a nudez do seu pae, e fel-o saber a ambos
seus irmãos fóra.

23 Então tomaram Sem e Japhet uma capa, e puzeram-n’a sobre ambos os seus
hombros, e indo [17] virados para traz, cubriram a nudez do seu pae, e os
seus rostos eram virados, de maneira que não viram a nudez do seu pae.

24 E despertou Noé do seu vinho, e soube o que seu filho menor lhe fizera.

25 E disse: Maldito seja [18] Canaan: servo dos servos seja aos seus
irmãos.

26 E disse: Bemdito seja o Senhor Deus de Sem: e seja-lhe Canaan por
servo.

27 Alargue Deus a Japhet, e habite nas tendas de Sem: e seja-lhe Canaan
por servo.

28 E viveu Noé, depois do diluvio, trezentos e cincoenta annos.

29 E foram todos os dias de Noé novecentos e cincoenta annos, e morreu.

[1] ver. 7, 19. cap. 10.32.

[2] Psa. 8.6. Thi. 3.7.

[3] Deu. 12.15 e 14.4. Act. 10.12, 14. I Tim. 4.3, 4.

[4] cap. 1.20.

[5] Lev. 17.10, 14 e 19.25. Deu. 12.23. I Sam. 14.34.

[6] Eze. 21.12, 28.

[7] Lev. 24.17. Rom. 13.4. cap. 1.27.

[8] ver. 11, 17. cap. 6.18.

[9] Psa. 145.9. cap. 8.1.

[10] II Ped. 3.7.

[11] cap. 17.11.

[12] Eze. 1.28. Apo. 4.3.

[13] Deu. 7.9. Neh. 9.32.

[14] cap. 10.1, 6.

[15] cap. 10.32. I Chr. 1.4.

[16] Pro. 20.1. Luc. 21.34. I Cor. 10.12.

[17] Gal. 6.1. I Ped. 4.8.

[18] Deu. 27.16. II Chr. 8.7, 8.



_Os descendentes de Noé._

[Antes de Christo 2347]

10 Estas pois são as gerações dos filhos de Noé. Sem, Cão, [1] e Japhet;
e nasceram-lhe filhos depois do diluvio.

2 Os filhos de Japhet, _são_: Gomer e Magog, e Madai, e Javan, e Tubal, e
Mesech, e Tiras.

3 E os filhos de Gomer, _são_: Asquenaz, e Riphath, e Togarmah.

4 E os filhos de Javan, _são_: Elishah e Tarshish, Kittim, e Dodanim.

5 Por estes foram repartidas [2] as ilhas das nações nas suas terras,
cada qual segundo a sua lingua, segundo as suas familias, entre as suas
nações.

6 E os filhos de Cão, _são_: [3] Cush, e Mizraim, e Put, e Canaan.

7 E os filhos de Cush, _são_: [4] Seba, e Havilah, e Sabtah, e Raamah, e
Sabteca: e os filhos de Raamah são, Scheba e Dedan.

8 E Cush gerou a [5] Nimrod: este começou a ser poderoso na terra.

9 E este foi poderoso caçador diante da face do Senhor: pelo que se diz:
Como Nimrod, poderoso caçador diante do Senhor.

10 E o principio do seu reino foi Babel, e Erech, e Accad, e [6] Calneh,
na terra de Shinar.

11 D’esta mesma terra saiu á Assyria e edificou a Ninive, e Rehoboth-Ir e
Calah,

12 E Resen, entre Niniveh e Calah (esta é a grande cidade).

13 E Mizraim gerou a Ludim, e a Anamim, e a Leabim, e a Naphtuhim,

14 E a [7] Pathrusim, e a Caslushim, (d’onde sairam os philisteus) e a
Caphtorim.

15 E Canaan gerou a Sidon, seu primogenito, e a Heth;

16 E ao Jebuseu, e Amorrheu, e Girgaseu,

17 E ao Heveu, e ao Arkeu, e ao Sineu,

18 E ao Arvadeu, e ao Zemareu, e ao Hamatheu, e depois se espalharam as
familias dos [8] cananeus.

19 E foi o termo dos cananeus desde Sidon, indo para Gerar, até Gaza;
indo para Sodoma, e Gomorrah, e Adamah e Zeboiim, até Lasha.

20 Estes são os filhos de Cão segundo as suas familias, segundo as suas
linguas, em suas terras, em suas nações.

21 E a Sem nasceram _filhos_, e elle _é_ o pae de todos os filhos de
Eber, o irmão mais velho de Japhet.

22 Os filhos [9] de Sem, _são_: Elam, e Assur, e Arpachshad, e Lud.

23 E os filhos de Aram _são_: Uz, e Hul, e Gether, e Mash.

24 E Arpachshad gerou a Shelah: e Shelah gerou a Eber.

25 E a Eber nasceram dois filhos: o nome d’um _foi_ Peleg, [AC] porquanto
em seus dias se repartiu a terra, e o nome do seu irmão foi Joktan.

26 E Joktan gerou a Almodad, e a Sheleph, e a Hazarmaveth, e a Jerah;

27 E a Hadoran, e a Uzal, e a Diclah;

28 E a Obal, e a Abimael, e a Sheba;

29 E a Ophir, e a Havila e a Jobab: todos estes foram filhos de Joktan.

30 E foi a sua habitação desde Mesha, indo para Sephar, montanha do
Oriente.

31 Estes _são_ os filhos de Sem segundo as suas familias, segundo as suas
linguas, nas suas terras, segundo as suas nações.

32 Estas são as familias dos filhos de Noé segundo as suas gerações,
nas suas nações: e d’estes foram divididas as nações na terra depois do
diluvio.

[1] I Chr. 1.5.

[2] Sof. 2.11.

[3] I Chr. 1.8.

[4] Psa. 72.10.

[5] Miq. 5.6.

[6] Amós 6.2.

[7] I Chr. 1.12.

[8] cap. 15.18, 21. Jos. 12.7, 8.

[9] I Chr. 1.17.



_Toda a terra com uma mesma lingua._

[Antes de Christo 2218]

11 E era toda a terra d’uma mesma lingua, e d’uma mesma falla.

2 E aconteceu que, partindo elles do Oriente, acharam um valle na terra
de Shinar; e habitaram ali.

3 E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos, e queimemol-os bem. E
foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal.

4 E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo [1] cume
toque nos céus, e façamo-nos [2] um nome, para que não [3] sejamos
espalhados sobre a face de toda a terra.

5 Então desceu o Senhor para [4] ver a cidade e a torre que os filhos dos
homens edificavam;

6 E disse: Eis que o povo é um, e todos teem uma mesma lingua; e isto é o
que começam a fazer: e agora, não haverá restricção para tudo o que elles
intentarem fazer?


_A confusão das linguas._

7 Eia, desçamos, e [5] confundamos ali a sua lingua, para que não intenda
um a lingua do outro.

8 Assim o Senhor os espalhou d’ali sobre a face de toda a terra: e
cessaram de edificar a cidade.

9 Por isso se chamou o seu nome Babel, [AD] porquanto ali confundiu o
Senhor a lingua de toda a terra, e d’ali os espalhou o Senhor sobre a
face de toda a terra.

10 Estas são as gerações [6] de Sem: Sem era da edade de cem annos, e
gerou a Arpachshad, dois annos depois do diluvio.

11 E viveu Sem, depois que gerou a Arpachshad, quinhentos annos; e gerou
filhos e filhas.

12 E viveu Arpachshad trinta e cinco annos, e gerou a Selah.

13 E viveu Arpachshad depois que gerou a Selah, quatrocentos e tres
annos; e gerou filhos e filhas.

14 E viveu Selah, trinta annos, e gerou a Eber:

15 E viveu Selah, depois que gerou a Eber, quatrocentos e tres annos, e
gerou filhos e filhas.

16 E viveu Eber trinta e quatro annos e gerou a Peleg:

17 E viveu Eber, depois que gerou a Peleg, quatrocentos e trinta annos, e
gerou filhos e filhas.

18 E viveu Peleg trinta annos, e gerou a Rehu:

19 E viveu Peleg, depois que gerou a Rehu, duzentos e nove annos, e gerou
filhos e filhas.

20 E viveu Rehu, trinta e dois annos, e gerou a Serug:

21 E viveu Rehu, depois que gerou a Serug, duzentos e sete annos e gerou
filhos e filhas.

22 E viveu Serug trinta annos, e gerou a Nahor:

23 E viveu Serug, depois que gerou a Nahor, duzentos annos, e gerou
filhos e filhas.

24 E viveu Nahor vinte e nove annos, e gerou a Terah:

25 E viveu Nahor, depois que gerou a Terah, cento e dezenove annos, e
gerou filhos e filhas.

26 E viveu Terah, setenta annos, e gerou a Abrão, a Nahor, [7] e a Haran.

27 E estas são as gerações de Terah: Terah gerou a Abrão, a Nahor, e a
Haran: e Haran gerou a Lot.

28 E morreu Haran estando seu pae Terah, ainda vivo, na terra do seu
nascimento, em Ur dos Chaldeus.

29 E tomaram Abrão e Nahor mulheres para si: o nome da mulher de Abrão
[8] era Sarai, e o nome da mulher de Nahor era [9] Milcah, filha de
Haran, pae de Milcah, e pae de Iscah.

30 E Sarai foi [10] esteril, e não tinha filhos.

31 E tomou Terah a Abrão seu filho, e a Lot filho de Haran, filho de seu
filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com elles de
Ur dos Chaldeus, [11] para ir á terra de Canaan; e vieram até Haran, e
habitaram ali.

32 E foram os dias de Terah duzentos e cinco annos: e morreu Terah em
Haran.

[1] Deu. 1.28.

[2] Psa. 49.2. Dan. 4.30. Pro. 10.7.

[3] ver. 9. Luc. 1.51.

[4] cap. 18.21.

[5] Psa. 55.9. Act. 2.6.

[6] cap. 10.24. I Chr. 1.17.

[7] Jos. 24.2. I Chr. 26.

[8] cap. 17.15.

[9] cap. 22.20 e 24.15.

[10] cap. 16.1 e 18.11 e 21.1, 2.

[11] cap. 12.1. Neh. 9.7. Act. 7.4.



_Deus chama Abrão e lhe faz promessas._

[Antes de Christo 1921]

12 Ora o [1] Senhor disse a Abrão: Sae-te da tua terra, e da tua
parentela, e da casa de teu pae, para a terra que eu te mostrarei.

2 E far-te-hei [2] uma grande nação, e abençoar-te-hei, e engrandecerei o
teu nome; e _tu_ serás uma benção.

3 E abençoarei [3] os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te
amaldiçoarem; e em ti serão bemditas [4] todas as familias da terra.

4 Assim partiu Abrão, como o Senhor lhe tinha dito, e foi Lot com elle: e
era Abrão de edade de setenta e cinco annos, quando saiu de Haran.

5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Lot, filho de seu irmão, e toda
a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe accresceram em
Haran: e sairam para irem á terra de Canaan; e vieram á terra de Canaan.

6 E passou Abrão por aquella terra até ao logar de Sichem, até ao
carvalho [5] de Moreh; e _estavam_ então os Cananeos na terra.

7 E appareceu o Senhor [6] a Abrão, e disse: Á tua semente darei esta
terra. E edificou ali um [7] altar ao Senhor, que lhe apparecêra.

8 E moveu-se d’ali para a montanha á banda do Oriente [8] de Bethel, e
armou a sua tenda, _tendo_ [9] Bethel ao Occidente, e Ai ao Oriente; e
edificou ali um altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor.

9 Depois caminhou Abrão _d’ali_, seguindo ainda para a banda do Sul.


_Abrão desce ao Egypto._

10 E havia fome n’aquella terra: e desceu Abrão ao Egypto, para
peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.

11 E aconteceu que, chegando elle para entrar no Egypto, disse a Sarai,
sua mulher: Ora bem sei que és mulher formosa á vista;

12 E será que, quando os Egypcios te virem, dirão: Esta é sua mulher. E
matar-me-hão a mim, e a ti te guardarão em vida.

13 Dize, peço-te, _que_ és [10] minha irmã, para que me vá bem por tua
causa, e que viva a minha alma por amor de ti.

14 E aconteceu que, entrando Abrão no Egypto, viram os Egypcios a mulher,
que era mui formosa.

15 E viram-n’a os principes do Pharaó, e gabaram-n’a diante do Pharaó: e
foi a mulher tomada para casa do Pharaó.

16 E fez bem a Abrão por amor d’ella; e elle teve ovelhas, e vaccas, e
jumentos, e servos e servas, e jumentas, e camelos.

17 Feriu, porém, o Senhor o Pharaó com grandes pragas, e a sua casa, por
causa de Sarai, mulher de Abrão.

18 Então chamou o Pharaó a Abrão, e disse: Que é isto _que_ [11] me
fizeste? porque não me disseste que ella _era_ tua mulher?

19 Porque disseste: É minha irmã? de maneira que a houvera tomado por
minha mulher: agora, pois, eis aqui tua mulher; toma-_a_ e vae-te.

20 E o Pharaó, [12] deu ordens aos seus varões a seu respeito, e
acompanharam-n’o a elle, e a sua mulher, e a tudo o que tinha.

[1] cap. 11.31. Isa. 51.2. Act. 7.3. Heb. 11.8.

[2] cap. 17.6.

[3] cap. 18.18 e 28.4.

[4] cap. 27.29. Exo. 23.22. Num. 24.9.

[5] Deu. 11.30.

[6] cap. 17.1 e 18.1.

[7] cap. 13.15. Rom. 9.8. Gal. 3.16 e 4.28.

[8] cap. 13.4, 18 e 26.25 e 33.20. cap. 28.19.

[9] cap. 20.2 e 26.7.

[10] I Chr. 16.21. Psa. 105.14.

[11] cap. 20.10 e 26.10.

[12] Pro. 21.1.



_Abrão volta do Egypto._

[Antes de Christo 1918]

13 Subiu, pois, Abrão do Egypto para a banda do Sul, elle e sua mulher, e
tudo o que tinha, e com elle Lot.

2 E _ia_ Abrão muito rico em gado, em prata, e em oiro.

3 E fez as suas jornadas do Sul até Beth-el, até ao logar onde ao
principio estivera a sua tenda, entre Beth-el e Ai;

4 Até ao logar do altar [1] que d’antes ali tinha feito; e Abrão invocou
ali o nome do Senhor.

5 E tambem Lot, que ia com Abrão, tinha rebanhos, e vaccas, e tendas.

6 E não tinha capacidade a terra para _poderem_ habitar juntos; porque a
sua fazenda era muita; de maneira que não podiam habitar juntos.


_Abrão e Lot separam-se._

7 E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão, e os pastores do
gado de Lot: e os Cananeus e os Perizeus habitavam então na terra.

8 E disse Abrão a Lot: [2] Ora não haja contenda entre mim e ti, e entre
os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos varões _somos_.

9 Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim;
se _escolheres_ a esquerda, irei para a direita; e se a direita
_escolheres_, eu irei para a esquerda.

10 E levantou Lot os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que
_era_ toda bem regada, antes do Senhor ter [3] destruido Sodoma e
Gomorrha, e _era_ como [4] o jardim do Senhor, como a terra do Egypto,
quando se entra em [5] Zoar.

11 Então Lot escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Lot para
o Oriente, e apartaram-se um do outro.

12 Habitou Abrão na terra de Canaan, e Lot habitou nas cidades da
campina, e armou as suas tendas até Sodoma.

13 Ora _eram_ maus os varões de Sodoma, e grandes peccadores [6] contra o
Senhor.

14 E disse o Senhor a Abrão, depois que Lot se apartou d’elle: Levanta
agora os teus olhos, e olha desde o logar onde estás, para a banda do
Norte, e do Sul, e do Oriente, e do Occidente;

15 Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e á tua semente,
[7] para sempre.

16 E farei a tua semente como [8] o pó da terra; de maneira que se alguem
podér contar o pó da terra, tambem a tua semente será contada.

17 Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura;
porque a ti a darei.

18 E Abrão armou as suas tendas, e veiu, e habitou nos carvalhaes de
Mamre, [9] que estão junto a Hebron; e edificou ali um altar ao Senhor.

[1] cap. 12.7, 8.

[2] Phi. 2.14. Heb. 12.14.

[3] cap. 19.25. Eze. 16.49.

[4] Isa. 51.3.

[5] cap. 14.2.

[6] cap. 18.20. II Ped. 2.7, 8.

[7] cap. 12.7.

[8] cap. 15.5 e 2.17 e 28.14. Num. 23.10. Deu. 1.10. I Reis 4.20. Jer.
33.22.

[9] cap. 18.1 e 35.27 e 37.14.



_Guerra de quatro reis contra cinco._

14 E aconteceu nos dias de Amraphel, rei de Shinar, Arioch, rei de
Ellasar, Chedorlaomer, rei de Elam, e Tidal, rei de [AE] Goiim,

2 Que _estes_ fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsha, rei de
Gomorrah, a Shinab, rei de Admah, e a Shemeber, rei de Zeboiim, e ao rei
de Bela (esta é Zoar).

3 Todos estes se ajuntaram no valle de Siddim (que é o mar de sal).

4 Doze annos haviam servido a Chedorlaomer, mas ao decimo terceiro anno
rebelaram-se.

5 E ao decimo quarto anno veiu Chedorlaomer, e os reis que estavam com
elle, e feriram aos Rephains em Ashteroth-karnaim, e aos Zuzins em Ham, e
aos Emins em Shave-kiriathaim,

6 E aos Horeos no seu monte Seir, até á campina de Paran, que _está_
junto ao deserto.

7 Depois tornaram e vieram a Enmispat (que é Cades), e feriram toda a
terra dos Amalekitas, e tambem os Amoreos, que habitavam em Hazazon-tamar.

8 Então saiu o rei de Sodoma, e o rei de Gomorrah, e o rei de Admah, e o
rei de Zeboiim, e o rei de Bela (esta é Zoar), e ordenaram batalha contra
elles no valle de Siddim,

9 Contra Chedorlaomer, rei de Elam, e Tidal, rei de Goiim, e Amraphel,
rei de Shinar, e Arioch, rei de Ellasar; quatro reis contra cinco.

10 E o valle de Siddim estava cheio de poços de betume: e fugiram os reis
de Sodoma, e de Gomorrah, e cairam ali; e os restantes fugiram para um
monte.

11 E tomaram toda a fazenda de Sodoma, e de Gomorrah, e todo o seu
mantimento, e foram-se.


_Lot é levado captivo._

12 Tambem tomaram a [1] Lot, que habitava em Sodoma, filho do irmão de
Abrão, e a sua fazenda, e foram-se.

13 Então veiu um que escapára, e o contou a Abrão, o Hebreu: elle [2]
habitava junto dos carvalhaes de Mamre, o Amoreo, irmão de Eshcol, e
irmão de Aner; elles eram confederados de Abrão.

14 Ouvindo pois Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus
creados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até
Dan.

15 E dividiu-se contra elles de noite, elle e os seus creados, e os
feriu, e os perseguiu até Hobah, que _fica_ á esquerda de Damasco.

16 E tornou a trazer toda a fazenda, e tornou a trazer tambem a Lot, seu
irmão, e a sua fazenda, e tambem as mulheres, e o povo.

17 E o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro (depois que voltou de ferir a
Chedorlaomer e aos reis que _estavam_ com elle) até ao valle de Schave,
que _é_ o valle [3] do rei.


_Melchizedec abençoa Abrão._

18 E Melchizedec, [4] rei de Salem, trouxe pão e vinho: e _era_ este
sacerdote [5] do Deus altissimo.

19 E abençoou-o, e disse: Bemdito _seja_ Abrão de Deus altissimo, o [6]
Possuidor dos céus e da terra;

20 E bemdito _seja_ o Deus altissimo, que entregou os teus inimigos nas
tuas mãos. E deu-lhe o dizimo [7] de tudo.

21 E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as almas, e a fazenda
toma para ti.

22 Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma: [8] Levantei minha mão ao
Senhor, o Deus altissimo, [9] o Possuidor dos céus e da terra,

23 Que desde um fio até á correia de um sapato, não _tomarei_ coisa
alguma de tudo o que _é_ teu: para que não digas: Eu enriqueci a Abrão;

24 Salvo _tão_ sómente o que os mancebos comeram, e a parte _que toca_
aos varões que commigo foram, Aner, Escol, e Mamre; estes que tomem a sua
parte.

[1] cap. 13.12. Isa. 6.9.

[2] cap. 13.18.

[3] II Sam. 18.18.

[4] Heb. 7.1.

[5] Psa. 110.4. Heb. 5.6.

[6] ver. 22.

[7] Heb. 7.1, 10.

[8] Exo. 6.8.

[9] ver. 19.



_Deus anima Abrão e promette-lhe um filho._

[Antes de Christo 1913]

15 Depois d’estas coisas veiu a palavra do Senhor a Abrão em visão, [1]
dizendo: Não temas, Abrão, [2] eu sou o teu escudo, o teu grandissimo
galardão.

2 Então disse Abrão: Senhor JEHOVAH, que me has de dar, pois ando sem [3]
filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Elieser?

3 Disse mais Abrão: Eis que me não tens dado semente, e eis que um
nascido na minha casa será o meu herdeiro.

4 E eis que _veiu_ a palavra do Senhor a elle, dizendo: Este não será o
teu herdeiro; mas aquelle que de tuas entranhas sair, este será o teu
herdeiro.

5 Então o levou fóra, e disse: Olha agora para os céus, e conta as [4]
estrellas, se as podes contar. E disse-lhe: [5] Assim será a tua semente.

6 E creu elle no Senhor, e [AF] imputou-lhe [6] isto _por_ justiça.

7 Disse-lhe mais: Eu _sou_ o Senhor, que te tirei [7] de _Ur_ dos
Chaldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdal-a.

8 E disse elle: [8] Senhor JEHOVAH, como saberei que hei-de herdal-a?

9 E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de tres annos, e uma cabra de tres
annos, e um carneiro de tres annos, uma rola, e um pombinho.

10 E trouxe-lhe todos estes, e [9] partiu-os pelo meio, e poz cada parte
d’elles em frente da outra; mas as aves não partiu.

11 E as aves desciam sobre os cadaveres; Abrão, porém, as enxotava.

12 E [10] pondo-se o sol, um profundo somno caiu sobre Abrão; e eis que
grande espanto e grande escuridão caiu sobre elle.

13 Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a
tua semente em terra _que_ não _é_ sua, e servil-os-hão; [11] e
affligil-os-hão quatrocentos annos;

14 Mas tambem eu julgarei a gente, a qual servirão, e depois sairão com
[12] grande fazenda.

15 E tu irás a teus paes em paz: em boa velhice [13] serás sepultado.

16 E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos
Amoreos [14] não _está_ ainda cheia.


_Deus faz um pacto com Abrão._

17 E succedeu que, posto o sol, houve escuridão: e eis um forno de fumo,
e uma tocha de fogo, que passou por aquellas metades.

18 N’aquelle mesmo dia fez o SENHOR um concerto com Abrão, dizendo: Á
tua semente tenho dado esta terra, desde o rio Egypto até ao grande rio
Euphrates;

19 E o Keneo, e o Kenezeo, e o Kadmoneo,

20 E o Hetheo, e o Pereseo, e os Rephains,

21 E o Amoreo, e o Cananeo, e o Girgaseo, e o Jebuseo.

[1] cap. 46.2. Num. 12.6. Dan. 10.1.

[2] Deu. 33.29. Psa. 84.11 e 91.4 e 119.114. Pro. 30.5.

[3] Act. 7.5.

[4] Deu. 1.10.

[5] Rom. 4.18.

[6] Rom. 4.3-6. Gal. 3.6. Can. 2.23.

[7] cap. 12.1.

[8] Jui. 6.17. II Reis 20.8. Luc. 1.18.

[9] Jer. 34.18, 19.

[10] cap. 2.21. I Sam. 26.12.

[11] Exo. 12.40. Act. 7.6.

[12] Exo. 12.36. Psa. 105.37.

[13] cap. 25.8.

[14] Mat. 23.32.



_Hagar é dada por mulher a Abrão._

[Antes de Christo 1911]

16 Ora Sarai, mulher d’Abrão, não lhe paria, e elle tinha uma serva
Egypcia, cujo nome _era_ [1] Hagar.

2 E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de parir; entra
[2] pois á minha serva; porventura [AG] terei filhos d’ella. E ouviu
Abrão a voz de Sarai.

3 Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Hagar Egypcia, sua serva, e deu-a
por mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez annos que Abrão habitara na
terra de Canaan.

4 E elle entrou a Hagar, e ella concebeu; e vendo ella que concebera, foi
sua senhora desprezada aos seus olhos.

5 Então disse Sarai a Abrão: Meu aggravo _seja_ sobre ti: minha serva puz
eu em teu regaço; vendo ella agora que concebeu, sou menosprezada aos
seus olhos: o SENHOR julgue entre mim e ti.

6 E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva _está_ na tua mão, faze-lhe o
que bom _é_ aos teus olhos. E affligiu-a Sarai, e ella fugiu de sua face.

7 E o anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte d’agua no deserto, junto á
fonte no caminho de Sur.

8 E disse: Hagar, serva de Sarai, d’onde vens, e para onde vaes? E _ella_
disse: Venho fugida da face de Sarai minha senhora.

9 Então lhe disse o anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora, e
humilha-te [3] debaixo de suas mãos.

10 Disse-lhe mais o anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua
semente, que não será contada, por numerosa _que_ será.

11 Disse-lhe tambem o anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e parirás um
filho, e chamarás o seu nome [AH] Ishmael; porquanto o SENHOR ouviu a tua
afflicção.

12 E elle será homem [AI] feroz, e a sua mão _será_ contra todos, [4] e a
mão de todos contra elle: e [5] habitará diante da face de todos os seus
irmãos.

13 E _ella_ chamou o nome do SENHOR, que com ella fallava: Tu és Deus da
vista, [AJ] porque disse: Não olhei eu tambem para [6] aquelle que me vê?

14 Por isso se chama aquelle poço de [AK] Lachai-roi; eis que _está_
entre Kades e Bered.

15 E Hagar pariu um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que
Hagar parira, Ishmael.

16 E _era_ Abrão da edade de oitenta e seis annos, quando Hagar pariu
Ishmael a Abrão.

[1] Gal. 4.24.

[2] cap. 30.3, 9.

[3] I Ped. 2.18.

[4] cap. 21.20.

[5] cap. 25.18.

[6] cap. 32.20. Jui. 6.22, 23.



_Deus muda o nome de Abrão._

17 Sendo pois Abrão da edade de noventa e nove annos, appareceu o SENHOR
a Abrão, e disse-lhe: Eu _sou_ o Deus [1] Todo-poderoso, anda [2] em
minha presença e sê perfeito:

2 E porei o meu concerto entre mim e ti, e te multiplicarei
grandissimamente.

3 Então caiu Abrão sobre o seu rosto, e fallou Deus com elle, dizendo:

4 Quanto a mim, eis o meu concerto, comtigo é e serás o pae [3] de uma
multidão de nações;

5 E não se chamará mais o teu nome [4] Abrão, [AL] mas Abrahão [AM] será
o teu nome; [5] porque por pae da multidão de nações te tenho posto:

6 E te farei fructificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis
[6] sairão de ti:

7 E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois
de ti em suas gerações, por concerto [7] perpetuo, para te ser a ti por
Deus, e á tua semente depois de ti.

8 E te darei a ti, e á tua semente depois de ti, a terra de tuas
peregrinações, [8] toda a terra de Canaan em perpetua possessão, e
ser-lhes-hei Deus.

9 Disse mais Deus a Abrahão: Tu, porém, guardarás o meu concerto, tu, e a
tua semente depois de ti, nas suas gerações.

10 Este _é_ o meu concerto, que guardareis entre mim e vós, e a tua
semente depois de ti: _Que_ todo o macho vos será circumcidado.

11 E circumcidareis a carne do vosso prepucio; e _isto_ será por signal
do concerto [9] entre mim e vós.

12 O filho de oito dias, pois, vos será circumcidado, todo o macho nas
vossas gerações: o nascido na casa, e o comprado por dinheiro a qualquer
estrangeiro, que não _fôr_ da tua semente.

13 Com effeito será circumcidado o nascido em tua casa, e o comprado
por teu dinheiro: e estará o meu concerto na vossa carne por concerto
perpetuo.

14 E o macho com prepucio, cuja carne do prepucio não estiver
circumcidada, aquella alma será extirpada dos seus povos; quebrantou o
meu concerto.


_Deus muda o nome de Sarai._

15 Disse Deus mais a Abrahão: A Sarai tua mulher não chamarás _mais_
pelo nome de Sarai, mas Sarah [AN] _será_ o seu nome,

16 Porque eu a hei de abençoar, e te hei de dar a ti d’ella um filho; e a
abençoarei, e será _mãe_ das nações; reis de povos sairão d’ella.

17 Então caiu Abrahão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu
coração: A um homem de cem annos ha de nascer _um filho_? e parirá Sarah
da edade de noventa annos?

18 E disse Abrahão a Deus: Oxalá que viva Ishmael diante de teu rosto!

19 E disse Deus: Na verdade, Sarah tua mulher te parirá um filho, e
chamarás o seu nome [AO] Isaac, e com elle estabelecerei o meu concerto,
por concerto perpetuo para a sua semente depois d’elle.

20 E emquanto a Ishmael, _tambem_ te tenho ouvido: eis aqui o
tenho abençoado, e fal-o-hei fructificar, e fal-o-hei multiplicar
grandissimamente: doze principes gerará, e d’elle farei uma grande nação.

21 O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaac, o qual Sarah te parirá
n’este tempo determinado, no anno [10] seguinte.

22 E acabou de fallar com elle, e saiu Deus de Abrahão.


_A instituição da circumcisão._

23 Então tomou Abrahão a seu filho Ishmael, e a todos os nascidos na
sua casa, e a todos os comprados por seu dinheiro, todo o macho entre
os homens da casa de Abrahão; e circumcidou a carne do seu prepucio,
n’aquelle mesmo dia, como Deus fallára com elle.

24 E _era_ Abrahão da edade de noventa e nove annos, quando lhe foi
circumcidada a carne do seu prepucio.

25 E Ishmael, seu filho, _era_ da edade de treze annos, quando lhe foi
circumcidada a carne do seu prepucio.

26 N’este mesmo dia foi circumcidado Abrahão e Ishmael seu filho,

27 E todos os homens da sua casa, o nascido em casa, e o comprado por
dinheiro do estrangeiro, foram circumcidados com elle.

[1] Exo. 6.3. Dan. 4.35.

[2] cap. 48.15. II Reis 20.3.

[3] cap. 13.16 e 22.17.

[4] Neh. 9.7.

[5] Rom. 4.17.

[6] ver. 16, 20. cap. 35.11.

[7] Lev. 26.12. Heb. 11.16.

[8] cap. 48.4.

[9] Act. 7.8. Rom. 4.11. Col. 2.11, 13.

[10] cap. 21.2.



_Apparecem tres anjos a Abrahão._

[Antes de Christo 1898]

18 Depois appareceu-lhe o SENHOR nos carvalhaes de [1] Mamre, estando
elle assentado á porta da tenda, quando tinha aquecido [AP] o dia.

2 E levantou os seus olhos, e olhou, [2] e eis tres varões estavam em pé
junto a elle. E vendo-_os_, correu da porta da tenda ao seu encontro, e
inclinou-se á terra,

3 E disse; Meu Senhor, se agora tenho achado graça nos teus olhos,
rogo-te que não [3] passes de teu servo,

4 Que se traga já uma [4] pouca d’agua, e lavae os vossos pés, e
recostae-vos debaixo d’esta arvore;

5 E trarei um bocado de pão, para que esforceis o vosso coração; depois
passareis adiante, porquanto por isso chegastes até vosso servo. E
disseram: Assim faze como tens dito.

6 E Abrahão apressou-se em ir ter com Sarah á tenda, e disse-lhe: Amassa
depressa tres medidas de flor de farinha, e faze bolos.

7 E correu Abrahão ás vaccas, e tomou uma vitella tenra e boa, e deu-_a_
ao moço, que se apressou era preparal-a.

8 E tomou [5] manteiga e leite, e a vitella que tinha preparado, e poz
_tudo_ diante d’elles, e elle estava em pé junto a elles debaixo da
arvore; e comeram.

9 E disseram-lhe: Onde _está_ Sarah, tua mulher? E elle disse: Eil-a _ahi
está_ na tenda.

10 E disse: Certamente [6] tornarei a ti por _este_ tempo da vida; e eis
que Sarah tua mulher terá um filho. E ouviu-_o_ Sarah á porta da tenda,
que _estava_ atraz d’elle.

11 E _eram_ Abrahão e Sarah já [7] velhos, _e_ adiantados em edade; já a
Sarah havia cessado o costume das [8] mulheres.

12 Assim pois riu-se Sarah comsigo, [9] dizendo: Terei [10] _ainda_
deleite depois de haver envelhecido, sendo tambem o meu senhor já [11]
velho?

13 E disse o Senhor a Abrahão: Porque se riu Sarah, dizendo: Na verdade
parirei eu ainda, havendo já envelhecido?

14 Haveria coisa alguma difficil [12] ao SENHOR? Ao tempo determinado
tornarei a ti por _este_ tempo da vida, e Sarah terá um filho.

15 E Sarah negou, dizendo: Não me ri: porquanto temeu. E _elle_ disse:
Não _digas isso_, porque [13] te riste.

16 E levantaram-se aquelles varões d’ali, e olharam para a banda de
Sodoma; e Abrahão ia com elles, acompanhando-os.


_Deus annuncia a destruição de Sodoma e Gomorrah._

17 E disse o SENHOR: [14] Occultarei eu a Abrahão o que faço?

18 Visto que Abrahão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação,
[15] e n’elle serão bemditas todas as nações da terra.

19 Porque eu o tenho conhecido, que elle ha de ordenar a seus filhos [16]
e a sua casa depois d’elle, para que guardem o caminho do SENHOR, para
obrar _com_ justiça e juizo: para que o SENHOR faça vir sobre Abrahão o
que ácerca d’elle tem fallado.

20 Disse mais o SENHOR: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorrah se tem
multiplicado, e porquanto o seu peccado se tem aggravado muito,

21 Descerei [17] agora, e verei se com effeito tem praticado segundo o
seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabel-o-hei.

22 Então viraram aquelles varões o rosto d’ali, e foram-se para Sodoma;
mas Abrahão ficou ainda em pé diante da face do Senhor.


_Abrahão intercede com Deus pelos homens._

23 E chegou-se Abrahão, dizendo: Destruirás tambem o justo com o impio?

24 Se porventura houver cincoenta justos na cidade, destruil-os-has
tambem, e não pouparás o logar por causa dos cincoenta justos que _estão_
dentro d’ella?

25 Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o impio: que
o justo seja como o impio, [18] longe de ti _seja_. Não faria justiça o
Juiz de toda a terra?

26 Então disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cincoenta justos [19]
dentro da cidade, pouparei a todo o logar por amor d’elles.

27 E respondeu Abrahão, dizendo: Eis que agora me atrevi a fallar ao
Senhor, ainda que _sou_ pó e [20] cinza:

28 Porventura faltarão de cincoenta justos cinco; destruirás por aquelles
cinco toda a cidade? E disse: Não _a_ destruirei, se eu achar ali
quarenta e cinco.

29 E continuou ainda a fallar-lhe, e disse: Porventura se acharão ali
quarenta. E disse: Não _o_ farei por amor dos quarenta.

30 Disse mais: Ora não se ire o Senhor, se eu _ainda_ fallar: Porventura
se acharão ali trinta. E disse: Não _o_ farei se achar ali trinta.

31 E disse: Eis que agora me atrevi a fallar ao Senhor: Porventura se
acharão ali vinte. E disse: Não _a_ destruirei por amor dos vinte.

32 Disse mais: Ora não se ire o Senhor, que _ainda_ só mais esta [21] vez
fallo: Porventura se acharão ali dez. E disse: Não _a_ destruirei por
amor dos dez.

33 E foi-se o Senhor, quando acabou de fallar a Abrahão: e Abrahão
tornou-se ao seu logar.

[1] cap. 13.18 e 14.13.

[2] cap. 19.1.

[3] Heb. 13.2.

[4] cap. 43.24.

[5] Jui. 5.25.

[6] ver. 14. cap. 17.19 e 21.2. II Reis 4.16. Rom. 9.9. Gal. 4.23.

[7] Rom. 4.19. Heb. 11.11, 12.

[8] cap. 31.35.

[9] cap. 21.6.

[10] Luc. 1.18.

[11] I Ped. 3.6.

[12] Jer. 32.17.

[13] Psa. 44.21.

[14] Psa. 25.14. Amós 3.7. João 15.15.

[15] cap. 12.13.

[16] Deu. 4.9, 10. Psa. 78.5-8. Eph. 6.4.

[17] cap. 11.5. Exo. 3.8.

[18] Job 8.3 e 34.17. Rom. 3.6.

[19] Jer. 5.1.

[20] Job 4.19.

[21] Jui. 6.39.



_Lot recebe os dois anjos em sua casa._

19 E vieram os dois [1] anjos a Sodoma á tarde, e estava Lot assentado
á porta de Sodoma; e vendo-_os_ Lot, levantou-se ao seu encontro, e
inclinou-se com o rosto á terra;

2 E disse: Eis agora, meus senhores, entrae, peço-vos, em casa de vosso
servo, e passae _n’ella_ a noite, e lavae os vossos pés; e de madrugada
vos levantareis, e ireis vosso caminho. E elles disseram: Não, antes na
rua passaremos a noite.

3 E porfiou com elles muito, e vieram com elle, e entraram em sua casa: e
fez-lhes banquete, e cozeu bolos sem levadura, e comeram.

4 E antes que se deitassem, cercaram a casa, os varões d’aquella cidade,
os varões de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os
bairros.

5 E chamaram a Lot, e disseram-lhe: Onde _estão_ os varões que a ti
vieram n’esta [2] noite? Tral-os fóra a nós, para que os conheçamos.

6 Então saiu Lot a elles á porta, e fechou a porta atraz de si,

7 E disse: Meus irmãos, rogo-vos que não [3] façaes mal:

8 Eis aqui, duas filhas tenho, que _ainda_ não [4] conheceram varão;
fora vol-as trarei, e fareis d’ellas como bom _fôr_ nos vossos olhos;
sómente nada façaes a estes varões, porque por isso vieram á sombra do
meu telhado.

9 Elles porém disseram: Sae d’ali. Disseram mais: Como estrangeiro este
individuo veiu _aqui_ habitar, e quereria ser juiz em tudo? Agora te
faremos mais mal a ti do que a elles. E arremessaram-se sobre o varão,
_sobre_ Lot, e approximaram-se para arrombar a porta.

10 Aquelles varões porém estenderam a sua mão, e fizeram entrar a Lot
comsigo na casa, e fecharam a porta;

11 E [5] feriram de cegueira os varões que _estavam_ á porta da casa,
desde o menor até ao maior, de maneira que se cançaram para achar a porta.

12 Então disseram aquelles varões a Lot: Tens alguem mais aqui? teu
genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens n’esta cidade,
tira-os fóra d’este logar;

13 Porque nós vamos destruir este logar, porque o seu clamor tem
engrossado [6] diante da face do Senhor, e o Senhor nos enviou a
destruil-o.

14 Então saiu Lot, e fallou a seus genros, aos que haviam de tomar as
suas filhas, e disse: Levantae-vos, sahi d’este logar; porque o Senhor
ha de destruir a cidade. Foi tido porém por zombador aos olhos de seus
genros.

15 E ao amanhecer os anjos apertaram com Lot, dizendo: Levanta-te, toma
tua mulher, e tuas duas filhas que aqui estão, para que não pereças na
injustiça d’esta cidade.

16 Elle porém demorava-se, e aquelles varões lhe pegaram pela mão, e pela
mão de sua mulher, e pela mão de suas duas filhas, sendo-lhe o Senhor
misericordioso, e tiraram-o, e puzeram-o fóra da cidade.

17 E aconteceu que, tirando-os fóra, disse: Escapa-te por tua vida; não
olhes [7] para traz de ti, e não pares em toda esta campina; escapa lá
para o monte, para que não pereças.

18 E Lot disse-lhe: Ora não, Senhor!

19 Eis que agora o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e
engrandeceste a tua misericordia que a mim me fizeste, para guardar a
minha alma em vida: e eu não posso escapar no monte, para que porventura
não me apanhe este mal, e eu morra.

20 Eis que agora esta cidade _está_ perto, para fugir para lá, e _é_
pequena: ora _para_ ali me escaparei (não _é_ pequena?), para que minha
alma viva.

21 E disse-lhe: Eis aqui, tenho-te acceitado tambem n’este negocio, para
não derribar esta cidade, de que fallaste:

22 Apressa-te, escapa-te para ali; porque nada poderei fazer, emquanto
não tiveres ali chegado. Por isso se chamou o nome da cidade [AQ] Zoar.

23 Saiu o sol sobre a terra, quando Lot entrou em Zoar.


_A destruição de Sodoma e Gomorrah._

24 Então o Senhor fez [8] chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus,
sobre Sodoma e Gomorrah;

25 E derribou aquellas cidades, e toda aquella campina, e todos os
moradores d’aquellas cidades, e o que nascia da terra.

26 E a mulher de _Lot_ olhou para traz d’elle, e ficou convertida n’uma
estatua de [9] sal.

27 E Abrahão levantou-se aquella mesma manhã, de madrugada, e foi para
aquelle logar onde estivera [10] diante da face do Senhor;

28 E olhou para Sodoma e Gomorrah, e para toda a terra da campina; e viu,
e eis que o fumo da terra subia, como o fumo d’uma fornalha.

29 E aconteceu que, destruindo Deus as cidades da campina, Deus se
lembrou de Abrahão, e tirou a Lot do meio da destruição, derribando
aquellas cidades em que Lot habitara.

30 E subiu Lot de Zoar, e habitou [11] no monte, e as suas duas filhas
com elle; porque temia de habitar em Zoar; e habitou n’uma caverna, elle
e as suas duas filhas.

31 Então a primogenita disse á menor: Nosso pae _é_ já velho, e não _ha_
varão na terra que entre a nós, segundo o costume de toda a terra;

32 Vem, demos de beber vinho a nosso pae, e deitemo-nos com elle, para
que em vida conservemos semente de nosso pae.

33 E deram de beber vinho a seu pae [12] n’aquella noite; e veiu a
primogenita, e deitou-se com seu pae, e não sentiu elle quando ella se
deitou, nem quando se levantou.

34 E succedeu, no outro dia, que a primogenita disse á menor: Vês aqui,
eu já hontem á noite me deitei com meu pae: demos-lhe de beber vinho
tambem esta noite, e então entra tu, deita-te com elle, para que em vida
conservemos semente de nosso pae.

35 E deram de beber vinho a seu pae, tambem n’aquella noite; e
levantou-se a menor, e deitou-se com elle; e não sentiu elle quando ella
se deitou, nem quando se levantou.

36 E conceberam [13] as duas filhas de Lot de seu pae.

37 E pariu a primogenita um filho, e chamou o seu nome Moab; este _é_ o
pae dos [14] moabitas, até ao dia d’hoje.

38 E a menor tambem pariu um filho, e chamou o seu nome Benammi; este _é_
o pae dos filhos de Ammon, até o dia [15] d’hoje.

[1] cap. 18.22.

[2] Jui. 19.22.

[3] Lev. 18.22. Deu. 23.17. Rom. 1.24. I Cor. 6.9, 11. Jud. 7.

[4] Jui. 19.24.

[5] II Reis 6.18. Act. 13.11.

[6] cap. 18.20.

[7] ver. 26.

[8] Deu. 29.23. Isa. 13.19. Jer. 49.18 e 50.40. Lam. 4.6. Eze. 16.49.
Mat. 11.23. Luc. 17.28, 29. II Ped. 2.6. Jud. 7. Apo. 20.9.

[9] Luc. 17.32.

[10] cap. 18.22.

[11] ver. 17, 19.

[12] Pro. 23.31, 33.

[13] Lev. 18.6, 7.

[14] Deu. 2.9, 19.

[15] Sof. 2.9.



_Abrahão nega que Sarah é sua mulher._

20 E partiu-se Abrahão d’ali para a terra do sul, e habitou entre Kades e
Sur; e peregrinou em Gerar.

2 E havendo Abrahão dito de Sarah sua mulher; [1] _É_ minha irmã, enviou
Abimelech, rei de Gerar, e tomou a Sarah.

3 Deus porém veiu a Abimelech em [2] sonhos de noite, e disse-lhe: Eis
que morto _és_ por causa da mulher que tomaste; porque ella _está_ casada
com marido.

4 Mas Abimelech _ainda_ não se tinha chegado a ella; por isso disse:
Senhor, matarás tambem uma nação justa?

5 Não me disse elle mesmo: É minha irmã? e ella tambem disse: É meu
irmão. Em sinceridade do coração e em pureza das minhas mãos tenho feito
isto.

6 E disse-lhe Deus em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu
coração fizeste isto; e tambem eu te tenho impedido de peccar contra mim;
[3] por isso te não permitti tocal-a;

7 Agora pois restitue a mulher ao seu marido, porque propheta é, e rogará
por ti, [4] para que vivas; porém senão lh’a restituires, sabe que
certamente morrerás, tu e tudo o que é teu.

8 E levantou-se Abimelech pela manhã de madrugada, chamou a todos os seus
servos, e fallou todas estas palavras em seus ouvidos; e temeram muito
aquelles varões.

9 Então chamou Abimelech a Abrahão e disse-lhe: Que nos fizeste? e em que
pequei contra ti, para trazeres sobre o meu reino tamanho peccado? Tu me
fizeste aquillo que não deverias ter feito.

10 Disse mais Abimelech a Abrahão: Que tens visto, para fazer tal coisa?

11 E disse Abrahão: Porque eu dizia commigo: [5] Certamente não _ha_
temor de Deus n’este logar, e elles me matarão por amor da minha mulher.

12 E, na verdade, é ella tambem minha irmã, filha de meu pae, mas não
filha da minha mãe; e veiu a ser minha mulher:

13 E aconteceu que, fazendo-me Deus sair errante da casa de meu pae,
eu lhe disse: _Seja_ esta a graça que me farás em todo o logar aonde
viermos: diz de mim: _É_ meu irmão.

14 Então tomou Abimelech ovelhas e vaccas, [6] e servos e servas, e os
deu a Abrahão; e restituiu-lhe Sarah, sua mulher.

15 E disse Abimelech: Eis que a minha terra _está_ diante da tua face:
habita onde bom _fôr_ aos teus olhos.

16 E a Sarah disse: Vês que tenho dado ao teu irmão mil _moedas_ de
prata: eis que elle te seja por véu dos olhos para com todos os que
comtigo _estão_, e até para com todos os _outros_; e estás advertida.

17 E orou Abrahão a Deus, e sarou Deus a Abimelech, e á sua mulher, e ás
suas servas, de maneira que pariram;

18 Porque o Senhor havia fechado totalmente todas as madres da casa de
Abimelech, por causa de Sarah, mulher de Abrahão.

[1] cap. 12.13 e 26.7.

[2] Job 33.15. Psa. 105.14.

[3] Psa. 51.4.

[4] I Sam. 7.5. Job 42.8. Thi. 5.16.

[5] Pro. 3.5.

[6] cap. 12.16.



_O nascimento de Isaac._

[Antes de Christo 1892]

21 E o Senhor [1] visitou a Sarah, como tinha dito; e fez o Senhor a
Sarah como tinha fallado.

2 E [2] concebeu Sarah, e pariu a Abrahão um filho na sua velhice, ao
tempo determinado, que Deus lhe tinha dito.

3 E chamou Abrahão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sarah lhe [3]
parira, [AR] Isaac.

4 E Abrahão circumcidou o seu filho Isaac, quando era da edade de oito
dias, como Deus lhe tinha [4] ordenado.

5 E _era_ Abrahão da edade de cem annos, quando lhe nasceu Isaac seu
filho.

6 E disse Sarah: Deus me tem feito riso: todo aquelle que o ouvir, se
rirá commigo.

7 Disse mais: Quem diria a Abrahão, que Sarah daria de mamar a filhos?
porque pari-_lhe_ um filho na sua velhice.

8 E cresceu o menino, e foi desmamado; então Abrahão fez um grande
banquete no dia em que Isaac foi desmamado.

9 E viu Sarah [5] que zombava o filho de Hagar a Egypcia, o qual tinha
parido a Abrahão.

10 E disse a Abrahão: Deita fóra esta [6] serva e o seu filho; porque o
filho d’esta serva não herdará com meu filho, com Isaac.

11 E pareceu esta palavra mui má aos olhos de Abrahão, por causa de seu
filho.

12 Porém Deus disse a Abrahão: Não te pareça mal aos teus olhos ácerca do
moço, e ácerca da tua serva; em tudo o que Sarah te diz, ouve a sua voz;
porque [7] em Isaac será chamada a tua semente.

13 Mas tambem do [8] filho d’esta serva farei uma nação, porquanto _é_
tua semente.


_O despedimento de Hagar e Ishmael._

14 Então se levantou Abrahão pela manhã de madrugada, e tomou pão, e um
odre d’agua, e os deu a Hagar, pondo-os sobre o seu hombro; tambem _lhe
deu_ o menino, e despediu-a; e ella foi-se, andando errante no deserto de
[AS] Berseba.

15 E consumida a agua do odre, lançou o menino debaixo de uma das arvores.

16 E foi-se, e assentou-se em frente, afastando-se a distancia d’um tiro
d’arco; porque dizia: Que não veja morrer o menino. E assentou-se em
frente, e levantou a sua voz, e chorou.

17 E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Hagar desde os
céus, e disse-lhe: Que tens, Hagar? não temas, porque Deus ouviu a voz do
moço desde o logar onde _está_.

18 Ergue-te, levanta o moço, e pega-lhe pela mão, porque d’elle farei uma
[9] grande nação.

19 E [10] abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço d’agua: e foi-se, e
encheu o odre d’agua, e deu de beber ao moço.

20 E era Deus com o moço, que cresceu; e habitou no deserto, e foi
frecheiro.

21 E habitou no deserto [11] de Paran; e sua mãe tomou-lhe mulher da
terra do Egypto.


_Abimelech faz um pacto com Abrahão._

22 E aconteceu n’aquelle mesmo tempo que Abimelech, com Phichol, [AT]
principe do seu exercito, fallou com Abrahão, dizendo: Deus _é_ [12]
comtigo em tudo o que fazes;

23 Agora pois, jura-me aqui por Deus que me não mentirás a mim, nem a meu
filho, nem a meu neto: segundo a beneficencia que te fiz, me farás a mim,
e á terra onde peregrinaste.

24 E disse Abrahão: Eu jurarei.

25 Abrahão, porém, reprehendeu a Abimelech por causa de um poço d’agua,
que os servos de Abimelech haviam tomado por [13] força.

26 Então disse Abimelech: Eu não sei quem fez isto; e tambem tu m’o não
fizeste saber, nem eu o ouvi senão hoje.

27 E tomou Abrahão ovelhas e vaccas, e deu-as a Abimelech; e fizeram
ambos concerto.

28 Poz Abrahão, porém, á parte sete cordeiras do rebanho.

29 E Abimelech disse a Abrahão: Para que estão aqui estas sete cordeiras,
que pozeste á parte?

30 E disse: Tomarás _estas_ sete cordeiras de minha mão, para que sejam
[14] em testemunho que eu cavei este poço.

31 Por isso se chamou aquelle logar [AU] Berseba, porquanto ambos juraram
ali.

32 Assim fizeram concerto em Berseba. Depois se levantou Abimelech
e Phichol, principe do seu exercito, e tornaram-se para a terra dos
philisteus.

33 E plantou um bosque em Berseba, e invocou lá o nome do Senhor, Deus
[15] eterno.

34 E peregrinou Abrahão na terra dos philisteus muitos dias.

[1] I Sam. 2.21. Luc. 1.68.

[2] Heb. 11.11.

[3] cap. 17.19.

[4] Lev. 12.3. Act. 7.8.

[5] Gal. 4.29.

[6] Gal. 4.30.

[7] Rom. 9.7, 8. Heb. 11.18.

[8] cap. 16.10.

[9] ver. 13.

[10] Num. 22.31. II Reis 6.17, 20. Luc. 24.16, 31.

[11] Num. 10.12.

[12] cap. 26.28 e 39.2.

[13] cap. 26.15, 22.

[14] cap. 31.48. Jos. 22.27.

[15] Psa. 90.2.



_Deus manda Abrahão matar seu filho Isaac._

[Antes de Christo 1891]

22 E aconteceu [1] depois d’estas coisas, que tentou Deus a Abrahão, e
disse-lhe: Abrahão! E elle disse: Eis-me _aqui_.

2 E disse: Toma agora o teu filho, o teu unico filho, Isaac, a quem amas,
e vae-te á terra de Moriah, e offerece-o ali em holocausto sobre uma das
montanhas, que eu te direi.

3 Então se levantou Abrahão pela manhã de madrugada, e albardou o seu
jumento, e tomou comsigo dois de seus moços e Isaac seu filho; e fendeu
lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao logar que Deus lhe
dissera.

4 Ao terceiro dia levantou Abrahão os seus olhos, e viu o logar de longe.

5 E disse Abrahão a seus moços: Ficae-vos aqui com o jumento, e eu e o
moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós.

6 E tomou Abrahão a lenha do holocausto, [2] e pôl-a sobre Isaac seu
filho; e elle tomou o fogo e o cutelo na sua mão, e foram ambos juntos.

7 Então fallou Isaac a Abrahão seu pae, e disse: Meu pae! E elle disse:
Eis-me _aqui_, meu filho! E elle disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas
onde _está_ o cordeiro para o holocausto?

8 E disse Abrahão: Deus proverá para si [3] o cordeiro para o holocausto,
meu filho. Assim caminharam ambos juntos.

9 E vieram ao logar que Deus lhe dissera, e edificou Abrahão ali um
altar, e poz em ordem a lenha, e amarrou a Isaac seu filho, [4] e
deitou-o sobre o altar em cima da lenha.

10 E estendeu Abrahão a sua mão, e tomou o cutelo para immolar o seu
filho;

11 Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde os céus, e disse: Abrahão,
Abrahão! E elle disse: Eis-me _aqui_.

12 Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças
nada: porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho,
o teu unico.

13 Então levantou Abrahão os seus olhos, e olhou; e eis um carneiro
detraz _d’elle_, travado pelas suas pontas n’um [5] matto; e foi Abrahão,
e tomou o carneiro, e offereceu-o em holocausto, em logar de seu filho.

14 E chamou Abrahão o nome d’aquelle logar, [AV] o Senhor proverá; d’onde
se diz _até_ ao dia de hoje: No monte do Senhor [6] se proverá.

15 Então o anjo do Senhor bradou a Abrahão pela segunda vez desde os céus,

16 E disse: Por mim mesmo, [7] jurei, diz o Senhor: Porquanto fizeste
esta acção, e não negaste o teu filho, o teu unico,

17 Que devéras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua
semente como as [8] estrellas dos céus, e como a areia que _está_ na
praia do mar; e a tua semente possuirá a porta dos seus inimigos;

18 E em tua semente serão bemditas todas as nações da terra; [9]
porquanto obedeceste á minha voz.

19 Então Abrahão tornou aos seus moços, e levantaram-se, e foram juntos
para Berseba; e Abrahão habitou em Berseba.

20 E succedeu depois d’estas coisas, que annunciaram a Abrahão, dizendo:
Eis que tambem [10] Milcah pariu filhos a Nahor teu irmão:

21 Uz o seu primogenito, e Buz seu irmão, e Kemuel, pae d’Aram,

22 E Chesed, e Hazo, e Pildas, e Jidlaph, e Bethuel.

23 E Bethuel [11] gerou Rebecca: estes oito pariu Milcah a Nahor, irmão
de Abrahão.

24 E a sua concubina, cujo nome _era_ Reuma, ella pariu tambem a Tebah, e
Gaham, e Tahash e Maacah.

[1] Deu. 8.2.

[2] João 19.17.

[3] João 1.29. Apo. 5.6.

[4] Heb. 11.17. Thi. 2.21.

[5] I Cor. 10.13. II Cor. 1.9, 10.

[6] ver. 8.

[7] Luc. 1.73. Heb. 6.13, 14.

[8] Deu. 1.10. Jer. 33.22.

[9] I Sam. 2.30.

[10] cap. 11.29.

[11] cap. 24.15.



_A morte de Sarah._

[Antes de Christo 1860]

23 E foi a vida de Sarah cento e vinte e sete annos: _estes foram_ os
annos da vida de Sarah.

2 E morreu Sarah em [1] Kiriath-arba, que é Hebron, na terra de Canaan; e
veiu Abrahão lamentar a Sarah e chorar por ella.

3 Depois se levantou Abrahão de diante do seu morto, e fallou aos filhos
de Heth, dizendo:

4 Estrangeiro e peregrino sou entre vós: dae-me [2] possessão de
sepultura comvosco, para que eu sepulte o meu morto de diante da minha
face.

5 E responderam os filhos de Heth a Abrahão, dizendo-lhe:

6 Ouve-nos, meu senhor; principe de Deus _és_ no meio de nós; enterra
o teu morto na _mais_ escolhida de nossas sepulturas; nenhum de nós te
vedará a sua sepultura, para enterrar o teu morto.

7 Então se levantou Abrahão, e inclinou-se diante do povo da terra,
diante dos filhos de Heth.

8 E fallou com elles, dizendo: Se é de vossa vontade que eu sepulte o meu
morto de diante de minha face, ouvi-me e fallae por mim a Ephron, filho
de Zohar,

9 Que elle me dê a cova de Machpelah, que elle _tem_ no fim do seu campo;
que m’a dê pelo devido preço em herança de sepulchro no meio de vós.

10 Ora Ephron habitava no meio dos filhos de Heth: e respondeu Ephron
hetheo a Abrahão, aos ouvidos dos filhos de Heth, de todos os que
entravam pela porta da sua cidade, dizendo:

11 Não, meu senhor: ouve-me, o campo te dou, tambem te dou a cova que
n’elle _está_, diante dos olhos dos filhos do meu povo t’a dou; sepulta o
teu morto.

12 Então Abrahão se inclinou diante da face do povo da terra,

13 E fallou a Ephron, aos ouvidos do povo da terra, dizendo: Mas se tu
estás _por isto_, ouve-me, peço-te: o preço do campo _o_ darei; toma-o de
mim, e sepultarei ali o meu morto.

14 E respondeu Ephron a Abrahão, dizendo-lhe:

15 Meu senhor, ouve-me, a terra _é_ de quatrocentos siclos de prata; que
é isto entre mim e ti? sepulta o teu morto.

16 E Abrahão deu ouvidos a Ephron e Abrahão pesou a Ephron a prata de
que tinha fallado aos ouvidos dos filhos de Heth, quatrocentos siclos de
prata, correntes entre mercadores.

17 Assim o campo de Ephron, que _estava_ em Machpelah, em frente de
Mamre, o campo e a cova que n’elle _estava_, e todo o arvoredo que no
campo _havia_, que _estava_ em todo o seu contorno ao redor,

18 Se confirmou a Abrahão em possessão diante dos olhos dos filhos de
Heth, de todos os que entravam pela porta da sua cidade.

19 E depois sepultou Abrahão a Sarah sua mulher na cova do campo de
Machpelah, em frente de Mamre, que é Hebron, na terra de Canaan.

20 Assim o campo e a cova que n’elle _estava_ se confirmou a Abrahão em
possessão de sepultura pelos filhos de Heth.

[1] Jos. 14.15. cap. 13.18.

[2] Act. 7.5.



_Abrahão manda seu servo buscar uma mulher para Isaac._

[Antes de Christo 1857]

24 E era Abrahão já velho _e_ adiantado em edade, e o Senhor havia [1]
abençoado a Abrahão em tudo.

2 E disse Abrahão ao [2] seu servo, o mais velho da casa, que tinha o
governo sobre tudo o que possuia: [3] Põe agora a tua mão debaixo da
minha coxa,

3 Para que eu te faça jurar pelo Senhor Deus dos céus e Deus da terra,
que não tomarás para meu filho [4] mulher das filhas dos cananeos no meio
dos quaes eu habito,

4 Mas [5] que irás á minha terra e á minha parentela, e _d’ahi_ tomarás
mulher para meu filho Isaac.

5 E disse-lhe o servo: Porventura não quererá seguir-me a mulher a esta
terra. Farei pois tornar o teu filho á terra d’onde saiste?

6 E Abrahão lhe disse: Guarda-te, que não faças lá tornar o meu filho.

7 O Senhor, Deus dos [6] céus, que me [7] tomou da casa de meu pae e da
terra da minha parentela, e que me fallou, e que me jurou, dizendo: Á
tua semente darei esta terra: Elle enviará o seu [8] anjo adiante da tua
face, para que tomes mulher de lá para meu filho.

8 Se a mulher, porém, não quizer seguir-te, serás livre d’este meu
juramento; sómente não faças lá tornar a meu filho.

9 Então poz o servo a sua mão debaixo da coxa de Abrahão seu senhor, e
jurou-lhe sobre este negocio.

10 E o servo tomou dez camelos, dos camelos do seu senhor, e partiu, pois
que toda a fazenda de seu senhor _estava_ em sua mão, e levantou-se e
partiu para [AW] Mesopotamia, para a cidade de [9] Nahor,

11 E fez ajoelhar os camelos fóra da cidade, junto a um poço d’agua, pela
tarde, ao tempo que as moças sahiam a tirar [10] _agua_.

12 E disse: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abrahão! [11] dá-me hoje bom
encontro, [12] e faze beneficencia ao meu senhor Abrahão!

13 Eis que eu estou em pé junto á fonte d’agua, e as filhas dous varões
d’esta cidade saem para tirar agua;

14 Seja pois que a donzella, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cantaro
para que eu beba; e ella disser: Bebe, e tambem darei de beber aos teus
camelos; esta _seja_ a quem designaste ao teu servo Isaac, e que eu [13]
conheça n’isso que fizeste beneficencia a meu senhor.


_O encontro de Rebecca._

15 E succedeu [14] que, antes que elle acabasse de fallar, eis que
Rebecca, que havia nascido a Bethuel, filho de Milcah, mulher de Nahor,
irmão de Abrahão, sahia com o seu cantaro sobre o seu hombro.

16 E a donzella _era_ mui formosa á vista, virgem, a quem varão não havia
conhecido: e desceu á fonte, e encheu o seu cantaro, e subiu.

17 Então o servo correu-lhe ao encontro, e disse: Ora deixa-me beber uma
pouca d’agua do teu cantaro.

18 E ella disse: Bebe, meu senhor. E apressou-se, e abaixou o seu cantaro
sobre a sua mão, e deu-lhe de beber.

19 E, acabando ella de lhe dar de beber, disse: Tirarei tambem _agua_
para os teus camelos, até que acabem de beber.

20 E apressou-se, e vasou o seu cantaro na pia, e correu outra vez ao
poço para tirar _agua_, e tirou para todos os seus camelos.

21 E o varão estava admirado de vel-a, calando-se, para saber se o Senhor
havia prosperado a sua jornada, ou não.

22 E aconteceu que, acabando os camelos de beber, tomou o varão um
pendente de oiro de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as suas
mãos, do peso de dez _siclos_ de oiro.

23 E disse: De quem _és_ filha? faze-m’o saber, peço-te; ha tambem em
casa de teu pae logar para nós pousarmos?

24 E ella lhe disse: Eu _sou_ a filha de [15] Bethuel, filho de Milcah, o
qual ella pariu a Nahor.

25 Disse-lhe mais: Tambem temos palha e muito pasto, e logar para passar
a noite.

26 Então inclinou-se [16] aquelle varão, e adorou ao Senhor,

27 E disse: Bemdito _seja_ o Senhor Deus de meu senhor Abrahão, que não
retirou a sua beneficencia e a sua verdade de meu senhor: quanto a mim, o
Senhor me guiou no caminho á casa dos irmãos de meu senhor.

28 E a donzella correu, e fez saber estas coisas na casa de sua mãe.

29 E Rebecca tinha um irmão, cujo nome _era_ [17] Labão; e Labão correu
ao encontro d’aquelle varão á fonte.

30 E aconteceu que, quando elle viu o pendente, e as pulseiras sobre as
mãos de sua irmã, e quando ouviu as palavras de sua irmã Rebecca, que
dizia: Assim me fallou aquelle varão; veiu o varão, e eis que estava em
pé junto aos camelos á fonte.

31 E disse: Entra, bemdito do Senhor, porque estarás fóra? pois eu já
preparei a casa, e o logar para os camelos.

32 Então veiu aquelle varão á casa, e desataram os camelos, e deram palha
e pasto aos camelos, e agua para lavar os pés d’elle e os pés dos varões
que _estavam_ com elle.

33 Depois pozeram de comer diante d’elle; elle porém disse: Não [18]
comerei, até que tenha dito as minhas palavras. E elle disse: Falla.

34 Então disse: Eu _sou_ o servo d’Abrahão.

35 E o Senhor [19] abençoou muito o meu senhor, de maneira que foi
engrandecido, [20] e deu-lhe ovelhas e vaccas, e prata e oiro, e servos e
servas, e camelos e jumentos.

36 E Sarah, a mulher do meu senhor, pariu um filho a meu senhor depois da
sua velhice, e elle deu-lhe tudo quanto tem.

37 E meu senhor me fez [21] jurar, dizendo: Não tomarás mulher para meu
filho das filhas dos cananeos, em cuja terra habito:

38 Irás porém á casa de meu pae, e á minha familia, e tomarás mulher para
meu filho.

39 Então disse eu ao meu senhor: Porventura não me seguirá a mulher.

40 E _elle_ me disse: O Senhor, em cuja presença tenho andado, enviará o
seu anjo comtigo, e prosperará o teu caminho, para que tomes mulher para
meu filho da minha familia e da casa de meu pae:

41 Então serás livre do meu juramento, quando fores á minha familia; e se
não t’a derem, livre serás do meu juramento.

42 E hoje cheguei á fonte, e disse: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abrahão!
se tu agora prosperas o meu caminho, no qual eu ando,

43 Eis que estou junto á fonte d’agua: seja pois que a donzella que sair
para tirar _agua_ e á qual eu disser: Ora dá-me uma pouca d’agua do teu
cantaro;

44 E ella me disser: Bebe tu tambem, e tambem tirarei agua para os [22]
teus camelos; esta _seja_ a mulher que o Senhor designou ao filho de meu
senhor.

45 E antes que eu acabasse de fallar no [23] meu coração, eis que Rebecca
sahia com o seu cantaro sobre o seu hombro, e desceu á fonte, e tirou
_agua_; e eu lhe disse: Ora dá-me de beber.

46 E ella se apressou, e abaixou o seu cantaro de sobre si, e disse:
Bebe, e tambem darei de beber aos teus camelos; e bebi, e ella deu tambem
de beber aos camelos.

47 Então lhe perguntei, e disse: De quem _és_ filha? E ella disse: Filha
de Bethuel, filho de Nahor, que lhe pariu Milcah. Então eu puz o pendente
no seu rosto, e as pulseiras sobre as suas mãos;

48 E inclinando-me adorei ao Senhor, e bemdisse ao Senhor, Deus do meu
senhor Abrahão, [24] que me havia encaminhado pelo caminho da verdade,
para tomar a filha do irmão de meu senhor para seu filho.

49 Agora pois, se vós haveis de fazer beneficencia e verdade a meu
senhor, fazei-m’o saber; e se não _tambem_ m’o fazei saber, para que eu
olhe á mão direita, ou á esquerda.

50 Então responderam Labão e Bethuel, e disseram: Do Senhor procedeu este
negocio; não podemos fallar-te mal ou [25] bem.

51 Eis que, Rebecca _está_ diante da tua face; toma-a, e vae-te; seja a
mulher do filho de teu senhor, como tem dito o Senhor.

52 E aconteceu que, o servo de Abrahão, ouvindo as suas palavras,
inclinou-se á terra diante do Senhor,

53 E tirou o servo [AX] vasos de prata e vasos de oiro, e vestidos, e
deu-os a Rebecca; tambem deu coisas preciosas a seu irmão e a sua mãe.

54 Então comeram e beberam, elle e os varões que com elle estavam, e
passaram a noite. E levantaram-se pela manhã, e disse: Deixae-me ir a meu
senhor.

55 Então disseram seu irmão e sua mãe: Fique a donzella comnosco _alguns_
dias, ou pelo menos dez dias, depois irá.

56 Elle porém lhes disse: Não me detenhaes, pois o Senhor tem prosperado
o meu caminho; deixae-me partir, que eu volte a meu senhor.

57 E disseram: Chamemos a donzella, e perguntemos-lh’o.


_Rebecca consente em casar com Isaac._

58 E chamaram a [26] Rebecca, e disseram-lhe: Irás tu com este varão?
Ella respondeu: Irei.

59 Então despediram a Rebecca sua [27] irmã, e sua ama, e o servo de
Abrahão, e seus varões.

60 E [28] abençoaram a Rebecca, e disseram-lhe: O nossa irmã, sejas tu
em milhares de milhares, e que a tua semente possua a [29] porta de seus
aborrecedores!

61 E Rebecca se levantou com as suas moças, e subiram sobre os camelos, e
seguiram o varão: e tomou aquelle servo a Rebecca, e partiu.

62 Ora Isaac vinha d’onde se vem do poço de Lahai-roi; porque habitava na
terra do sul.

63 E Isaac saira a orar [AY] no campo, sobre a tarde: e levantou os seus
olhos, e olhou, e eis que os camelos vinham.

64 Rebecca tambem levantou seus olhos, e viu a Isaac, e lançou-se do [30]
camelo.

65 E disse ao servo: Quem _é_ aquelle varão que vem pelo campo ao nosso
encontro? E o servo disse: Este _é_ meu senhor. Então tomou ella o véu, e
cobriu-se.

66 E o servo contou a Isaac todas as coisas que fizera.

67 E Isaac trouxe-a para a tenda de sua mãe Sarah, e tomou a Rebecca, e
foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim Isaac foi consolado depois _da morte_
de sua mãe.

[1] cap. 13.2.

[2] cap. 15.2.

[3] cap. 47.29.

[4] Deu. 7.3.

[5] cap. 11.28 e 28.2.

[6] Esd. 1.2.

[7] cap. 12.1, 7.

[8] Heb. 1.14.

[9] cap. 11.31.

[10] Exo. 2.16. I Sam. 9.11.

[11] ver. 27. cap. 26.24. Exo. 3.6.

[12] Neh. 1.11. Pro. 3.6.

[13] Jui. 6.17, 37.

[14] Isa. 65.24. Dan. 9.21.

[15] cap. 22.23.

[16] ver. 52. Exo. 4.31.

[17] cap. 29.5.

[18] João 4.34. Eph. 6.5, 7.

[19] Pro. 10.22 e 22.4.

[20] Psa. 18.35.

[21] ver. 3.

[22] Pro. 19.14.

[23] I Sam. 1.13. Neh. 2.4.

[24] Psa. 32.8 e 48.14 e 107.7.

[25] cap. 31.34. II Sam. 13.22.

[26] Psa. 45.10.

[27] cap. 35.8.

[28] Ruth 4.11, 12.

[29] cap. 22.17.

[30] Jos. 15.18. Jui. 1.14.



_Abrahão casa com Ketura e tem filhos d’ella._

25 E Abrahão tomou _outra_ mulher; e o seu nome _era_ [1] Ketura;

2 E pariu-lhe Zimran, e Joksan, e [2] Medan, e Midian, e Jisbac, e Shuah.

3 E Joksan gerou [3] Seba e Dedan: e os filhos de [4] Dedan foram
Assurim, e Letusim e Leummim.

4 E os filhos de Midian foram [5] Epha, e Epher, e Henoch, e Abidah, e
Eldah: estes todos _foram_ filhos de Ketura.

5 Porém Abrahão deu tudo o que tinha a Isaac;

6 Mas aos filhos das concubinas que Abrahão tinha, deu Abrahão presentes,
e, vivendo elle ainda, despediu-os do seu filho Isaac, ao oriente, para a
terra [6] oriental.

7 Estes pois _são_ os dias dos annos da vida de Abrahão, que viveu cento
e setenta e cinco annos.


_Abrahão morre._

[Antes de Christo 1822]

8 E Abrahão expirou e [7] morreu em boa velhice, velho e farto _de dias_:
[8] e foi congregado ao seu povo;

9 E sepultaram-o Isaac e Ishmael, seus filhos, na cova de Machpelah, no
campo d’Ephron, filho de Zohar hetheo, que _estava_ em frente de Mamre,

10 O campo que Abrahão comprara aos filhos de Heth. Ali está sepultado
Abrahão, e Sarah sua mulher.

11 E aconteceu depois da morte de Abrahão, que Deus abençoou a Isaac seu
filho; e habitava Isaac junto ao poço Lahai-roi.


_Os descendentes de Ishmael._

12 Estas porém são as gerações de Ishmael filho de Abrahão, que a serva
de Sarah, Hagar Egypcia, pariu a Abrahão.

13 E estes são os nomes dos filhos de Ishmael pelos seus nomes, segundo
as suas gerações: o [9] primogenito de Ishmael _era_ Nebajoth, depois
Kedar, e Abdeel, e Mibsam,

14 E Misma, e Duma, e Massa,

15 Hadar, e Tema, Jetur, Nafis, e Kedma.

16 Estes _são_ os filhos de Ishmael, e estes _são_ os seus nomes pelas
suas villas e pelos seus [AZ] castellos: doze principes [10] segundo as
suas [BA] familias.

17 E estes _são_ os annos da vida de Ishmael, cento e trinta e sete
annos; e elle expirou, e morreu, [11] e foi congregado ao seu povo.

18 E habitaram desde Havila até Sur, que _está_ em frente do Egypto, indo
para [BB] Assur; e fez o seu assento diante da face de todos os seus [12]
irmãos.


_Os descendentes de Isaac._

19 E estas _são_ as gerações de Isaac, filho de Abrahão: Abrahão gerou a
Isaac:

20 E era Isaac da edade de quarenta annos, quando tomou a Rebecca, filha
de Bethuel [BC] arameo de Paddan-aram, irmã de Labão arameo, por sua
mulher.

21 E Isaac orou instantemente ao Senhor por sua [13] mulher, porquanto
_era_ esteril; [14] e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebecca sua
mulher concebeu.

22 E os filhos luctavam dentro d’ella; então disse: Se assim _é_, porque
_sou_ eu _assim_? E foi-se a perguntar ao Senhor.

23 E o Senhor lhe disse: Duas nações _ha_ no teu ventre, e dois povos
se dividirão das tuas entranhas, e _um_ povo será mais forte do que o
_outro_ povo, e o maior servirá ao [15] menor.


_O nascimento de Esaú e Jacob._

[Antes de Christo 1838]

24 E cumprindo-se os seus dias para parir, eis gemeos no seu ventre.

25 E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido cabelludo; por isso
chamaram o seu nome [BD] Esaú.

26 E depois saiu o seu irmão, [16] agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú;
por isso se chamou o seu nome [BE] Jacob. E _era_ Isaac da edade de
sessenta annos quando os gerou.

27 E cresceram os meninos, e Esaú foi varão perito na caça, varão do
campo; mas Jacob _era_ varão simples, [17] habitando em tendas.

28 E amava Isaac a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebecca
amava a Jacob.

29 E Jacob cozera um guisado; e veiu Esaú do campo, e _estava_ elle [BF]
cançado:

30 E disse Esaú a Jacob: Deixa-me, peço-te, sorver d’esse _guisado_
vermelho, porque estou cançado. Por isso se chamou o seu nome [BG] Edom.

31 Então disse Jacob: Vende-me hoje a tua primogenitura.

32 E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer, e para que me _servirá_
logo a primogenitura?

33 Então disse Jacob: Jura-me hoje. E jurou-lhe [18] e vendeu a sua
primogenitura a Jacob.

34 E Jacob deu pão a Esaú e o guisado das lentilhas; e comeu, e bebeu, e
levantou-se, e foi-se. Assim desprezou Esaú a _sua_ primogenitura.

[1] I Chr. 1.32.

[2] Num. 22.4.

[3] I Sam. 10.1. Psa. 72.10.

[4] Jer. 25.23.

[5] Isa. 60.6.

[6] Jui. 6.3.

[7] cap. 15.15. Job 5.26.

[8] cap. 35.29 e 49.32.

[9] I Chr. 1.29.

[10] cap. 17.20.

[11] I Sam. 15.7.

[12] cap. 16.12.

[13] I Sam. 1.11. Luc. 1.13.

[14] I Chr. 5.20. I Chr. 23.13. Esd. 8.20. Pro. 10.24.

[15] Mal. 1.2, 4. Rom. 9.10, 12.

[16] Ose. 12.3.

[17] Heb. 11.9.

[18] cap. 27.36. Heb. 12.16.



_Isaac vae a Gerar por causa da fome._

[Antes de Christo 1804]

26 E havia fome na [1] terra, além da primeira fome, que foi nos dias de
Abrahão: por isso foi-se Isaac a Abimelech, [2] rei dos philisteus, em
Gerar.

2 E appareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egypto; habita na
terra que eu te disser:

3 Peregrina n’esta terra, e serei comtigo, e te abençoarei; porque a ti e
á tua semente darei todas estas [3] terras, e confirmarei o juramento que
tenho jurado a Abrahão teu pae;

4 E multiplicarei a tua semente como as estrellas dos céus, [4] e darei á
tua semente todas estas terras; e em tua semente serão bemditas todas as
nações da terra;

5 Porquanto Abrahão obedeceu á minha voz, e guardou o meu mandado, os
meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis.

6 Assim habitou Isaac em Gerar.

7 E perguntando-lhe os varões d’aquelle logar ácerca de sua mulher,
disse: _É_ minha irmã; [5] porque temia de dizer: [6] _É_ minha mulher;
para que porventura (_dizia elle_) me não matem os varões d’aquelle logar
por amor de Rebecca; porque _era_ formosa á vista.

8 E aconteceu que, como elle esteve ali muito tempo, Abimelech rei
dos philisteus olhou por uma janella, e viu, e eis que Isaac _estava_
brincando com Rebecca sua mulher.

9 Então chamou Abimelech a Isaac, e disse: Eis que na verdade _é_ tua
mulher; como pois disseste: _É_ minha irmã? E disse-lhe Isaac: Porque eu
dizia: Para que eu porventura não morra por causa d’ella.

10 E disse Abimelech: [7] Que _é_ isto _que_ nos fizeste? Facilmente se
teria deitado alguem d’este povo com a tua mulher, e tu terias trazido
sobre nós um delicto.

11 E mandou Abimelech a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar a este
varão ou a sua mulher, certamente morrerá.

12 E semeou Isaac n’aquella mesma terra, e achou n’aquelle mesmo anno
[BH] cem medidas, porque o Senhor o abençoava.

13 E engrandeceu-se o varão, e ia-se engrandecendo, até que se tornou mui
grande;

14 E tinha possessão d’ovelhas, e possessão de vaccas, e muita gente de
serviço, de maneira que os philisteus o [8] invejavam.

15 E todos os poços, que os servos de seu pae tinham cavado nos dias de
seu pae Abrahão, os philisteus entulharam e encheram de terra.

16 Disse tambem Abimelech a Isaac: Aparta-te de nós; porque muito mais
poderoso te tens feito do que nós.

17 Então Isaac foi-se d’ali e fez o seu assento no valle de Gerar, e
habitou lá.

18 E tornou Isaac, e cavou os poços d’agua que cavaram nos dias de
Abrahão seu pae, e que os philisteus taparam depois da morte de Abrahão,
e chamou-os pelos nomes que os chamara seu pae.

19 Cavaram pois os servos de Isaac n’aquelle valle, e acharam ali um
poço d’aguas vivas.

20 E os pastores de Gerar porfiaram com os pastores de Isaac, dizendo.
Esta agua _é_ nossa. Por isso chamou o nome d’aquelle poço [BI] Esek,
porque contenderam com elle.

21 Então cavaram outro poço, e tambem porfiaram sobre elle: por isso
chamou o seu nome [BJ] Sitnah.

22 E partiu d’ali, e cavou outro poço, e não porfiaram sobre elle: por
isso chamou o seu nome [BK] Rehoboth, e disse: Porque agora nos alargou o
Senhor, e crescemos n’esta terra.

23 Depois subiu d’ali a Berseba,

24 E appareceu-lhe o Senhor n’aquella mesma noite, e disse: Eu _sou_
o Deus de Abrahão teu pae: [9] não temas, porque eu _sou_ comtigo, e
abençoar-te-hei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abrahão meu
servo.

25 Então edificou ali um altar, e invocou o nome do Senhor, e armou ali a
sua tenda; e os servos de Isaac cavaram ali um poço.


_Abimelech faz um pacto com Isaac._

26 E Abimelech veiu a elle de Gerar, com Ahuzzath seu amigo, e Phichol,
[BL] principe do seu exercito.

27 E disse-lhes Isaac: Porque viestes a mim, pois que vós me aborreceis,
e [10] me enviastes de vós?

28 E elles disseram: Havemos visto, na verdade, que o Senhor é comtigo,
pelo que dissemos: [11] Haja agora juramento entre nós, entre nós e ti; e
façamos concerto comtigo,

29 Que nos não faças mal, como nós te não temos tocado, e como te fizemos
sómente bem, e te deixámos ir em paz. Agora tu _és_ o bemdito do Senhor.

30 Então lhes fez um [12] banquete, e comeram e beberam;

31 E levantaram-se de madrugada, e juraram um ao outro; depois os
despediu Isaac, e despediram-se d’elle em paz.

32 E aconteceu n’aquelle mesmo dia que vieram os servos de Isaac,
e annunciaram-lhe ácerca do negocio do peço, que tinham cavado; e
disseram-lhe: Temos achado agua.

33 E chamou-o [BM] Seba: por isso _é_ o nome d’aquella cidade [BN]
Berseba até o dia de hoje.

34 Ora sendo Esaú da edade de quarenta annos, tomou por mulher a Judith,
filha de Beeri, hetheo, [13] e a Basmath filha de Elon, hetheo.

35 E _estas_ foram a Isaac e a Rebecca uma amargura [14] de espirito.

[1] cap. 12.10.

[2] cap. 20.2.

[3] cap. 13.15 e 15.18 e 22.16.

[4] cap. 22.16. Psa. 72.17.

[5] cap. 12.13 e 20.2, 13.

[6] Pro. 29.25.

[7] cap. 20.9.

[8] Ecc. 4.4.

[9] Psa. 27.1, 5. Isa. 51.12.

[10] ver. 16.

[11] cap. 21.23. Zac. 8.23.

[12] cap. 31.54.

[13] cap. 36.2.

[14] cap. 27.45.



_Isaac manda Esaú fazer-lhe um guisado._

[Antes de Christo 1726]

27 E aconteceu que, como Isaac envelheceu, e os seus olhos se
escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho mais
velho, e disse-lhe: Meu filho. E elle lhe disse: Eis-me _aqui_.

2 E elle disse: Eis que já agora estou velho, e não sei o dia da minha
morte;

3 Agora pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, e sae ao
campo, e apanha para mim _alguma_ caça,

4 E faze-me um guisado saboroso, como eu o amo, e traze-m’_o_, para que
eu coma; para que minha alma [1] te abençoe, antes que morra.

5 E Rebecca escutou quando Isaac fallava ao seu filho Esaú: e foi-se Esaú
ao campo, para apanhar caça que havia de trazer.


_Rebecca e Jacob enganam Isaac._

[Antes de Christo 1760]

6 Então fallou Rebecca a Jacob seu filho, dizendo: Eis que tenho ouvido o
teu pae que fallava com Esaú teu irmão, dizendo:

7 Traze-me caça, e faze-me um guisado saboroso, para que eu coma, e te
abençoe diante da face do Senhor, antes da minha morte.

8 Agora pois, filho meu, ouve a minha voz n’aquillo que eu te mando:

9 Vae agora ao rebanho, e traze-me de lá dois bons cabritos das cabras, e
eu farei d’elles um guisado saboroso para teu pae, como elle ama,

10 E leval-o-has a teu pae, para que o coma; para que te abençoe antes da
sua morte.

11 Então disse Jacob a Rebecca, sua mãe: Eis que Esaú meu irmão _é_ varão
[2] cabelludo, e eu varão liso;

12 Porventura me apalpará o meu pae, e serei em seus olhos enganador:
assim trarei eu sobre mim maldição, e não benção.

13 E disse-lhe sua mãe: [3] Meu filho, sobre mim _seja_ a tua maldição;
sómente obedece á minha voz, e vae, traze-m’_os_.

14 E foi, e tomou-os, e trouxe-os a sua mãe; e sua mãe fez um guisado
saboroso, como seu pae amava.

15 Depois tomou Rebecca os vestidos [BO] de gala de Esaú, seu filho mais
velho, que _tinha_ comsigo em casa, e vestiu a Jacob, seu filho menor;

16 E com as pelles dos cabritos das cabras cobriu as suas mãos e a lisura
do seu pescoço;

17 E deu o guisado saboroso, e o pão que tinha preparado, na mão de Jacob
seu filho.

18 E veiu elle a seu pae, e disse: Meu pae! E elle disse: Eis-me _aqui_;
quem _és_ tu, meu filho?

19 E Jacob disse a seu pae: Eu _sou_ Esaú, teu primogenito; tenho feito
como me disseste: levanta-te agora, assenta-te, e come da minha caça,
para que a tua alma me abençoe.

20 Então disse Isaac a seu filho: Como _é isto, que_ tão cedo a achaste,
filho meu? E elle disse: [4] Porque o Senhor teu Deus _a_ mandou ao meu
encontro.

21 E disse Isaac a Jacob: Chega-te agora, para que te apalpe, meu filho,
se _és_ meu filho Esaú mesmo, ou não.

22 Então se chegou Jacob a Isaac seu pae, que o apalpou, e disse: A voz
_é_ a voz de Jacob, porém as mãos _são_ as mãos de Esaú.

23 E não o conheceu, porquanto as suas mãos estavam [5] cabelludas, como
as mãos de Esaú seu irmão: e abençoou-o.

24 E disse: _És_ tu meu filho Esaú mesmo? E elle disse: Eu [6] _sou_.

25 Então disse: Faze chegar _isso_ perto de mim, para que coma da caça
de meu filho; para que a minha alma te abençoe. E chegou-lh’o, e comeu;
trouxe-lhe tambem vinho, e bebeu.

26 E disse-lhe Isaac seu pae: Ora chega-te, e beija-me, filho meu.

27 E chegou-se, e beijou-o; então cheirou o cheiro dos seus vestidos, e
[7] abençoou-o, e disse: Eis que o cheiro do meu filho _é_ como o cheiro
do campo, que o Senhor abençoou:

28 Assim pois te dê Deus do [8] orvalho dos céus, e das gorduras da
terra, e abundancia de trigo e de mosto:

29 Sirvam-te povos, e nações se incurvem a ti: sê senhor de teus irmãos,
[9] e os filhos da tua mãe se incurvem a ti: malditos _sejam_ os que te
amaldiçoarem, e bemditos _sejam_ os que te abençoarem.


_Esaú traz ao seu pae o guisado e descobre que Jacob já tomou a benção._

30 E aconteceu que, acabando Isaac de abençoar a Jacob, apenas Jacob
acabava de sair da face de Isaac seu pae, veiu Esaú, seu irmão, da sua
caça;

31 E fez tambem elle um guisado saboroso, e trouxe-_o_ a seu pae; e disse
a seu pae: Levanta-te, meu pae, e come da caça de teu filho, para que me
abençoe a tua alma.

32 E disse-lhe Isaac seu pae: Quem _és_ tu? E elle disse: Eu _sou_ teu
filho, o teu primogenito, Esaú.

33 Então estremeceu Isaac de um estremecimento muito grande; e disse:
Quem, pois, _é_ aquelle que apanhou a caça, e _m’a_ trouxe? e comi de
tudo, antes que tu viesses, e abençoei-o: tambem será bemdito.

34 Esaú, ouvindo as palavras de seu pae, bradou com grande e mui amargo
brado, e disse a seu pae: [10] Abençoa-me tambem a mim, meu pae.

35 E elle disse: Veiu o teu irmão com subtileza, e tomou a tua benção.

36 Então disse elle: Não foi o seu nome _justamente_ chamado [11] Jacob,
por isso que já duas vezes me enganou? a minha primogenitura _me_ tomou,
e eis que agora _me_ tomou a minha benção. Mais disse: Não reservaste
pois para mim benção alguma?

37 Então respondeu Isaac, e disse a Esaú: Eis que o tenho posto por
senhor [12] sobre ti, e todos os seus irmãos lhe tenho dado por servos: e
de trigo e de mosto o tenho fortalecido;—que te farei pois agora _a ti_,
meu filho?

38 E disse Esaú a seu pae: Tens uma só benção, meu pae? abençoa-me tambem
a mim, meu pae. E levantou Esaú a sua voz, e chorou.

39 Então respondeu Isaac seu pae, e disse-lhe: Eis que nas gorduras
da terra será a tua habitação, e do orvalho dos céus do alto _serás
abençoado_,

40 E pela tua espada viverás, e ao teu irmão servirás. Acontecerá, porém,
que quando te senhoreares, então sacudirás o seu jugo [13] do teu pescoço.

41 E aborreceu Esaú a Jacob por causa d’aquella benção, com que seu pae
o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-hão os dias de
luto de meu pae: e matarei a Jacob meu irmão.

42 E foram denunciadas a Rebecca estas palavras de Esaú, seu filho mais
velho; e ella enviou, e chamou a Jacob seu filho menor, e disse-lhe: Eis
que Esaú teu irmão se consola a teu respeito, _propondo-se_ matar-te.

43 Agora pois, meu filho, ouve a minha voz, e levanta-te; acolhe-te a
Labão meu irmão, em [14] Haran,

44 E mora com elle alguns dias, até que passe o furor de teu irmão;

45 Até que se desvie de ti a ira de teu irmão, e se esqueça do que lhe
fizeste: então enviarei, e te farei vir de lá; porque seria eu desfilhada
tambem de vós ambos n’um mesmo dia?

46 E disse Rebecca a Isaac: [15] Enfadada estou da minha vida, por causa
das filhas de Heth; se Jacob tomar mulher das filhas de Heth, como estas
_são_ das filhas d’esta terra, para que me _será_ a vida?

[1] ver. 25.

[2] cap. 25.25.

[3] I Sam. 25.24. II Sam. 14.9.

[4] Exo. 20.7.

[5] ver. 16.

[6] Eph. 4.25.

[7] Heb. 11.20.

[8] Deu. 33.13, 28.

[9] cap. 25.23.

[10] Heb. 12.17.

[11] cap. 25.26, 34.

[12] ver. 29. II Sam. 8.14.

[13] II Reis 8.20. II Chr. 21.8.

[14] cap. 11.31.

[15] cap. 26.35.



_Isaac manda Jacob a Paddan-aram._

28 E Isaac chamou a Jacob, e abençoou-o, e ordenou-lhe, e disse-lhe: Não
tomes mulher de entre as filhas de [1] Canaan:

2 Levanta-te, vae a [2] Paddan-aram, á casa de [3] Bethuel, pae de tua
mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de [4] Labão, irmão de tua mãe;

3 E Deus Todo-poderoso te abençoe, e te faça fructificar, e te
multiplique, para que sejas uma multidão de povos;

4 E te dê [5] abenção de Abrahão, a ti e á tua semente comtigo, para que
em herança possuas a terra de tuas peregrinações, [6] que Deus deu a
Abrahão.

5 Assim enviou Isaac a Jacob, o qual se foi a Paddan-aram, a Labão, filho
de Bethuel [BP] arameo, irmão de Rebecca, mãe de Jacob e de Esaú.

6 Vendo pois Esaú [7] que Isaac abençoára a Jacob, e o enviára a
Paddan-aram, para tomar mulher para si d’ali, _e_ que, abençoando-o, lhe
ordenara, dizendo: Não tomes mulher das filhas de Canaan;

7 E que Jacob obedecera a seu pae e a sua mãe, e se fôra a Paddan-aram;

8 Vendo tambem Esaú que as filhas de Canaan eram más aos olhos de Isaac
seu pae,

9 Foi-se Esaú a Ishmael, e tomou para si por mulher, além das suas
mulheres, a Mahalath filha de Ishmael, filho de Abrahão, irmã de Nebajoth.


_A visão da escada de Jacob._

10 Partiu pois Jacob de Berseba, e foi-se a Haran;

11 E chegou a um logar onde passou a noite, porque já o sol era posto;
e tomou uma das pedras d’aquelle logar, e _a_ poz por sua cabeceira, e
deitou-se n’aquelle logar,

12 E sonhou: e eis uma escada _era_ posta na terra, cujo topo tocava nos
céus: e eis que os [8] anjos de Deus subiam e desciam por ella;

13 E eis que o Senhor estava em cima d’ella, e disse: Eu _sou_ o Senhor,
o Deus de Abrahão [9] teu pae, e o Deus de Isaac: esta terra, em que
_estás_ deitado, t’a darei a ti e á tua semente:

14 E a tua semente será como o pó da [10] terra, e estender-se-ha ao
occidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua semente
serão bemditas todas as [11] familias da terra:

15 E eis que _estou_ comtigo, e te guardarei por onde quer que [12]
fores, e te farei tornar a esta [13] terra: porque te não deixarei, até
que te haja feito o que te tenho dito.

16 Acordado pois Jacob do seu somno, disse: Na verdade o Senhor está
n’este logar; e eu não o sabia.

17 E temeu, e disse: Quão terrivel _é_ este logar! Este não _é outro
logar_ senão a casa de Deus; e este _é_ a porta dos céus.


_A columna de Bethel._

18 Então levantou-se Jacob pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que
tinha posto por sua cabeceira, e a poz por columna, e derramou azeite em
cima d’ella.

19 E chamou o nome d’aquelle logar [BQ] Bethel: o nome porém d’aquella
cidade d’antes _era_ Luz.

20 E Jacob votou um voto, dizendo: Se Deus fôr commigo, [14] e me guardar
n’esta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestidos para vestir;

21 E eu em paz tornar á casa de meu pae, o Senhor me será por Deus;

22 E esta pedra que tenho posto por [15] columna será casa de Deus; e de
tudo quanto me deres, certamente te darei o dizimo.

[1] cap. 24.3.

[2] Ose. 12.12.

[3] cap. 25.20.

[4] cap. 24.29.

[5] cap. 12.2.

[6] cap. 17.8.

[7] cap. 27.33.

[8] João 1.51. Heb. 1.14.

[9] cap. 26.24.

[10] cap. 13.16.

[11] cap. 22.18.

[12] Psa. 121.5, 8.

[13] cap. 35.6.

[14] II Sam. 15.8.

[15] cap. 35.7.



_Jacob chega ao poço de Haran._

29 Então poz-se Jacob a pé, e foi-se á terra dos filhos de oriente;

2 E olhou, e eis um poço no campo, e eis tres rebanhos d’ovelhas que
estavam deitados junto a elle; porque d’aquelle poço davam de beber aos
rebanhos: e _havia_ uma grande pedra sobre a bocca do poço.

3 E ajuntavam ali todos os rebanhos, e removiam a pedra de sobre a bocca
do poço, e davam de beber ás ovelhas: e tornavam _a pôr_ a pedra sobre a
bocca do poço, no seu logar.

4 E disse-lhes Jacob: Meus irmãos, d’onde _sois_? E disseram: _Somos_ de
Haran.

5 E elle lhes disse: Conheceis a Labão, filho de Nachor? E disseram:
Conhecemos.

6 Disse-lhes mais: Está elle bem? E disseram: Está bem, e eis aqui Rachel
sua filha, que vem com as ovelhas.

7 E elle disse: Eis que ainda é muito dia, não _é_ tempo de ajuntar o
gado; dae de beber ás ovelhas, e ide, apascentae-_as_.

8 E disseram: Não podemos, até que todos os rebanhos se ajuntem, e
removam a pedra de sobre a bocca do poço, para que demos de beber ás
ovelhas.


_Jacob encontra Rachel._

9 _Estando_ elle ainda fallando com elles, veiu Rachel com as ovelhas de
seu pae: porque ella _era_ pastora.

10 E aconteceu que, vendo Jacob a Rachel, filha de Labão, irmão de sua
mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou Jacob, e revolveu a
pedra de sobre a bocca [1] do poço, e deu de beber ás ovelhas de Labão,
irmão de sua mãe.

11 E Jacob beijou a Rachel, e levantou a sua voz, e chorou.

12 E Jacob annunciou a Rachel que _era_ [2] irmão de seu pae, e que _era_
filho de Rebecca: então ella correu, e o annunciou a seu pae.

13 E aconteceu que, ouvindo Labão as novas de Jacob, filho de sua irmã,
correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e beijou-o, e levou-o á sua casa: e
contou elle a Labão todas estas coisas.

14 Então Labão disse-lhe: Verdadeiramente _és_ tu o meu [3] osso e a
minha carne. E ficou com elle um mez inteiro.

15 Depois disse Labão a Jacob: Porque tu _és_ meu irmão, has de servir-me
de graça? declara-me qual _será_ o teu salario.

16 E Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha _era_ Leah, e o nome
da menor Rachel.

17 Leah porém _tinha_ olhos [BR] tenros, mas Rachel era de formoso
semblante e formosa á vista.

18 E Jacob amava a Rachel, e disse: Sete annos te servirei por Rachel,
tua filha menor.

19 Então disse Labão: Melhor _é_ que eu t’a dê, do que eu a dê a outro
varão: fica commigo.

20 Assim [4] serviu Jacob sete annos por Rachel; e foram aos seus olhos
como poucos dias, pelo muito que a amava.


_Labão engana Jacob._

[Antes de Christo 1753]

21 E disse Jacob a Labão: Dá-_me_ minha mulher, porque meus dias são
cumpridos, para que eu entre a ella.

22 Então ajuntou Labão a todos os varões d’aquelle logar, e fez um
banquete.

23 E aconteceu, á tarde, que tomou Leah sua filha, e trouxe-lh’a: e
entrou a ella.

24 E Labão deu sua serva Zilpah a Leah sua filha _por_ serva.

25 E aconteceu pela manhã, eis que _era_ Leah; pelo que disse a Labão:
Porque me fizeste isso? não te tenho servido por Rachel? porque pois me
enganaste?

26 E disse Labão: Não se faz assim no nosso logar, que a menor se dê
antes da primogenita.

27 Cumpre a semana d’esta; então te daremos tambem a outra, pelo serviço
que ainda outros sete annos servires commigo.


_Jacob casa com Rachel._

28 E Jacob fez assim: e cumpriu a semana d’esta: então lhe deu por mulher
Rachel sua filha.

29 E Labão deu [5] sua serva Bilha por serva a Rachel, sua filha.

30 E entrou tambem a Rachel, [6] e amou tambem a Rachel mais do que a
Leah; e serviu com elle ainda outros sete annos.

31 Vendo pois o Senhor que Leah _era_ aborrecida, abriu a sua [7] madre;
porém Rachel _era_ esteril.


_O nascimento a Jacob de doze filhos e uma filha._

32 E concebeu Leah, e pariu um filho, e chamou o seu nome [BS] Ruben,
porque disse: Porque o Senhor attendeu á minha afflicção, por isso agora
me amará o meu marido.

33 E concebeu outra vez, e pariu um filho, dizendo: Porquanto o Senhor
ouviu que eu _era_ aborrecida, me deu tambem este; e chamou o seu nome
[BT] Simeão.

34 E concebeu outra vez, e pariu um filho, dizendo: Agora esta vez se
ajuntará meu marido commigo, porque tres filhos lhe tenho parido: por
isso chamou o seu nome [BU] Levi.

35 E concebeu outra vez, e pariu um filho, dizendo: Esta vez louvarei ao
Senhor. Por isso chamou o seu nome [BV] Judah: e cessou de parir.

[1] Exo. 2.17.

[2] cap. 13.8 e 14.14, 16. cap. 35.6.

[3] Jui. 9.2. II Sam. 5.1 e 19.12.

[4] Ose. 12.13.

[5] cap. 35.22 e 37.2.

[6] Deu. 21.15.

[7] Psa. 127.3. cap. 30.1.



30 Vendo pois Rachel que não paria filhos a Jacob, [1] teve Rachel inveja
de sua irmã, e disse a Jacob: Dá-me filhos, ou se não morro.

[Antes de Christo 1749]

2 Então se accendeu a ira de Jacob contra Rachel, e disse: _Estou_ eu no
logar de Deus, que te impediu o [2] fructo de teu ventre?

3 E ella disse: Eis aqui minha serva Bilha; entra a ella, para que pára
sobre os meus joelhos, e eu tambem [BW] seja edificada d’ella.

4 Assim lhe deu a Bilha sua serva por [3] mulher: e Jacob entrou a ella.

5 E concebeu Bilha, e pariu a Jacob um filho.

6 Então disse Rachel: Julgou-me Deus, e tambem ouviu a minha voz, e me
deu um filho; por isso chamou o seu nome [BX] Dan.

7 E Bilha, serva de Rachel, concebeu outra vez, e pariu a Jacob o segundo
filho.

8 Então disse Rachel: Com luctas de Deus tenho luctado com minha irmã,
tambem venci; e chamou o seu nome [BY] Naphtali.

9 Vendo pois Leah que cessava de parir, tomou tambem a Zilpah sua serva,
e deu-a a Jacob por mulher.

10 E pariu Zilpah, serva de Leah, um filho a Jacob.

11 Então disse Leah: [BZ] Vem uma turba: e chamou o seu nome [CA] Gad.

12 Depois pariu Zilpah, serva de Leah, um segundo filho a Jacob.

13 Então disse Leah: [CB] Para minha ventura; porque as filhas me terão
por bemaventurada: e chamou o seu nome [CC] Asher.

14 E foi Ruben nos dias da sega do trigo, e [4] achou mandrágoras no
campo. E trouxe-as a Leah, sua mãe. Então disse Rachel a Leah: Ora dá-me
das mandrágoras do teu filho.

15 E ella lhe disse: _É já_ pouco que hajas tomado o meu marido, tomarás
tambem as mandrágoras do meu filho? Então disse Rachel: Por isso se
deitará comtigo esta noite pelas mandrágoras de teu filho.

16 Vindo pois Jacob á tarde do campo, saiu-lhe Leah ao encontro, e disse:
A mim entrarás, porque certamente te aluguei com as mandrágoras do meu
filho. E deitou-se com ella aquella noite.

17 E ouviu [5] Deus a Leah, e concebeu, e pariu um quinto filho.

18 Então disse Leah: Deus _me_ tem dado o meu galardão, pois tenho dado
minha serva ao meu marido: e chamou o seu nome [CD] Issacar.

19 E Leah concebeu outra vez, e pariu a Jacob um sexto filho.

20 E disse Leah: Deus me deu a mim uma boa dadiva; d’esta vez morará o
meu marido commigo, porque lhe tenho parido seis filhos: e chamou o seu
nome [CE] Zebulon.

21 E depois pariu uma filha, e chamou o seu nome [CF] Dinah.

22 E lembrou-se Deus [6] de Rachel, e Deus a ouviu, e abriu a sua madre,

23 E ella concebeu, e pariu um filho, e disse: [7] Tirou-me Deus a minha
vergonha.

24 E chamou o seu nome [CG] José, dizendo: O Senhor me accrescente outro
filho.

25 E aconteceu que, como Rachel pariu a José, disse Jacob a Labão:
Deixa-me ir, que me vá ao meu logar, e á minha terra.

26 Dá-_me_ as minhas mulheres, e os meus filhos, pelas quaes te tenho
servido, e ir-me-hei; pois tu sabes o meu serviço, que te tenho feito.


_Labão faz um novo pacto com Jacob._

[Antes de Christo 1748]

27 Então lhe disse Labão: Se agora tenho achado graça em teus olhos,
_fica commigo_. Tenho [CH] experimentado que o Senhor me abençoou [8] por
amor de ti.

28 E disse mais: Determina-me o teu salario, que _t’o_ darei.

29 Então lhe disse: Tu sabes como te tenho servido, e como passou o teu
gado commigo.

30 Porque o pouco que tinhas antes de mim, é augmentado até uma multidão:
e o Senhor te tem abençoado por meu trabalho. Agora pois, quando hei-de
trabalhar tambem por minha casa?

31 E disse _elle_: Que te darei? Então disse Jacob: Nada me darás; se me
fizeres isto, tornarei a apascentar _e_ a guardar o teu rebanho.

32 Passarei hoje por todo o teu rebanho, separando d’elle todos os
salpicados e malhados, e todos os morenos entre os cordeiros, e os
malhados e salpicados entre as cabras: [9] e _isto_ será o meu salario.

33 Assim testificará por mim a minha justiça no dia d’ámanhã, quando
vieres e o meu salario estiver diante de tua face: tudo o que não
for salpicado e malhado entre as cabras e moreno entre os cordeiros,
ser-me-ha por furto.

34 Então disse Labão: Eis que oxalá seja conforme á tua palavra.

35 E separou n’aquelle mesmo dia os bodes listrados e malhados e todas
as cabras salpicadas e malhadas, tudo em que _havia_ brancura, e todo o
moreno entre os cordeiros; e deu-os nas mãos dos seus filhos.

36 E poz tres dias de caminho entre si e Jacob: e Jacob apascentava o
resto dos rebanhos de Labão.


_A maneira como Jacob enganou Labão._

[Antes de Christo 1745]

37 Então tomou Jacob varas verdes d’alamo, e d’aveleira e de castanheiro,
e descascou n’ellas riscas brancas, descobrindo a brancura que nas varas
_havia_,

38 E poz estas varas, que tinha descascado, em frente do rebanho, nos
canos e nas pias d’agua, aonde o rebanho vinha a beber, e conceberam
vindo a beber,

39 E concebia o rebanho diante das varas, e as ovelhas pariam listrados,
salpicados [10] e malhados.

40 Então separou Jacob os cordeiros, e poz as faces do rebanho para os
listrados, e todo o moreno entre o rebanho de Labão; e poz o seu rebanho
á parte, e não o poz com o rebanho de Labão.

41 E succedia que cada vez que concebiam as ovelhas fortes, punha Jacob
as varas diante dos olhos do rebanho nos canos, para que concebessem
diante das varas.

42 Mas quando enfraqueceu o rebanho, não as poz. Assim as fracas eram de
Labão, e as fortes de Jacob.

43 E cresceu o varão em grande maneira, e teve muitos rebanhos, e servas,
e servos, e camelos e jumentos.

[1] I Thi. 4.5.

[2] I Sam. 1.5.

[3] cap. 16.3.

[4] Can. 7.13.

[5] Luc. 1.13.

[6] I Sam. 1.19.

[7] I Sam. 1.6. Isa. 4.1.

[8] cap. 39.3, 5.

[9] cap. 31.8.

[10] cap. 31.9, 12.



_Deus manda Jacob tornar á terra dos seus paes._

[Antes de Christo 1739]

31 Então ouvia as palavras dos filhos de Labão, que diziam: Jacob tem
tomado tudo o que _era_ de nosso pae, e do que _era_ de nosso pae fez
elle [1] toda esta [CI] gloria.

2 Viu tambem Jacob o rosto de Labão, e eis que não _era_ para com elle
como d’hontem e d’ante-hontem.

3 E disse o Senhor a Jacob: Torna-te á terra dos teus paes, e á tua
parentela, [2] e eu serei comtigo.

4 Então enviou Jacob, e chamou a Rachel e a Leah ao campo, ao seu rebanho,

5 E disse-lhes: Vejo que o rosto de vosso pae para commigo não _é_ como
d’hontem e d’ante-hontem; porém o Deus de meu pae esteve commigo;

6 E vós mesmas sabeis que com todo o meu poder tenho servido a vosso pae;

7 Mas vosso pae me enganou e mudou o salario dez vezes; [3] porém Deus
não lhe permittiu [4] que me fizesse mal.

8 Quando elle dizia assim: Os salpicados serão o teu salario; então todos
os rebanhos pariam salpicados. E quando elle dizia assim: Os listrados
serão o teu salario, então todos os teus rebanhos pariam listrados.

9 Assim Deus tirou o gado de vosso pae, e m’o deu a mim.

10 E succedeu que, ao tempo em que o rebanho concebia, eu levantei os
meus olhos, e vi em sonhos, e eis que os bodes, que cobriam as ovelhas,
_eram_ listrados, [5] salpicados e malhados.

11 E disse-me [6] o anjo de Deus em sonhos: Jacob. E eu disse: Eis-me
_aqui_.

12 E disse elle: Levanta agora os teus olhos, e vê todos os bodes que
cobrem o rebanho, _que são_ listrados, salpicados e malhados: [7] porque
tenho visto tudo o que Labão te fez.

13 Eu _sou_ o Deus de Beth-el, [8] onde teus ungido uma columna, onde me
tens votado o voto; levanta-te agora, sae-te d’esta terra, [9] e torna-te
á terra da tua parentela.

14 Então responderam Rachel e Leah, e disseram-lhe: _Ha_ ainda para nós
parte ou herança na casa de nosso pae?

15 Não nos considera elle como estranhas? [10] pois vendeu-nos, e comeu
de todo o nosso dinheiro.

16 Porque toda a riqueza, que Deus tirou de nosso pae, é nossa e de
nossos filhos: agora pois, faze tudo o que Deus te tem dito.

17 Então se levantou Jacob, pondo os seus filhos e as suas mulheres sobre
os camelos;

18 E levou todo o seu gado, e toda a sua fazenda, que havia adquirido, o
gado que possuia, que alcançara em Paddan-aram, [11] para ir a Isaac, seu
pae, á terra de Canaan.

19 E havendo Labão ido a tosquiar as suas ovelhas, furtou Rachel os
idolos [CJ] que seu pae _tinha_.

20 E esquivou-se Jacob de Labão o [CK] arameo, porque não lhe fez saber
que fugia.

21 E fugiu elle com tudo o que tinha, e levantou-se, [12] e passou o
rio: e poz o seu rosto _para_ a montanha de Gilead.


_Labão prosegue atraz de Jacob._

22 E no terceiro dia foi annunciado a Labão que Jacob tinha fugido.

23 Então tomou comsigo os seus irmãos, e atraz d’elle proseguiu o caminho
por sete dias; e alcançou-o na montanha de Gilead.

24 Veiu porém Deus a Labão o arameo em sonhos de noite, [13] e disse-lhe:
Guarda-te, que não falles com Jacob nem bem nem mal.

25 Alcançou pois Labão a Jacob, e armara Jacob a sua tenda n’aquella
montanha: armou tambem Labão com os seus irmãos _a sua_ na montanha de
Gilead.

26 Então disse Labão a Jacob: Que fizeste, que te esquivaste de mim, e
levaste as minhas filhas como captivas pela espada?

27 Porque fugiste occultamente, e te esquivaste de mim, e não me fizeste
saber, para que eu te enviasse com alegria, e com canticos, e com
tamboril e com harpa?

28 Tambem não me permittiste beijar os meus filhos e as minhas filhas.
Loucamente _pois_ agora fizeste, fazendo _assim_.

29 Poder havia em minha mão para vos fazer mal, mas o Deus de vosso pae
me fallou hontem á noite, dizendo: Guarda-te, que não falles com Jacob
nem bem nem mal.

30 E agora te querias ir _embora_, porquanto tinhas saudades de voltar a
casa de teu pae; [14] porque furtaste os meus deuses?

31 Então respondeu Jacob, e disse a Labão: Porque temia; pois que dizia
_commigo_, se porventura me não arrebatarias as tuas filhas.

32 Com quem achares os teus deuses, esse não viva; reconhece diante de
nossos irmãos o que _é_ teu do que está commigo, e toma-o para ti. Pois
Jacob não sabia que Rachel os tinha furtado.

33 Então entrou Labão na tenda de Jacob, e na tenda de Leah, e na tenda
d’ambas as servas, e não _os_ achou; e saindo da tenda de Leah, entrou na
tenda de Rachel.

34 Mas tinha tomado Rachel os idolos, [15] e os tinha posto na albarda de
um camelo, e assentara-se sobre elles; e apalpou Labão toda a tenda, e
não _os_ achou.

35 E ella disse a seu pae: Não se accenda a ira aos olhos de meu senhor,
[16] que não posso levantar-me diante da tua face; porquanto _tenho_ o
costume das mulheres. E elle procurou, mas não achou os idolos.

36 Então irou-se Jacob, [17] e contendeu com Labão; e respondeu Jacob, e
disse a Labão: Qual _é_ a minha transgressão? qual _é_ o meu peccado, que
_tão_ furiosamente me tens perseguido?

37 Havendo apalpado todos os meus moveis, que achaste de todos os moveis
da tua casa? põe-o aqui diante dos meus irmãos, e teus irmãos; e _que_
julguem entre nós ambos.

38 Estes vinte annos eu _estive_ comtigo, as tuas ovelhas e as tuas
cabras nunca moveram, e não comi os carneiros do teu rebanho.

39 Não te trouxe eu o despedaçado; eu o pagava; o furtado de dia e o
furtado de noite [18] da minha mão o requerias.

40 Estive eu _de sorte que_ de dia me consumia o calor, e de noite a
geada; e o meu somno foi-se dos meus olhos.

41 Tenho estado agora vinte annos na tua casa; [19] quatorze annos te
servi por tuas duas filhas, e seis annos por teu rebanho; [20] mas o meu
salario tens mudado dez vezes.

42 Se o Deus de meu pae, o Deus de Abrahão, e o Temor de Isaac [21] não
fôra commigo, por certo me enviarias agora vazio. Deus attendeu á minha
afflicção, e ao trabalho das minhas mãos, e reprehendeu-_te_ hontem á
noite.


_O pacto entre Labão e Jacob em Galeed._

43 Então respondeu Labão, e disse a Jacob: _Estas_ filhas _são_ minhas
filhas, e _estes_ filhos _são_ meus filhos, e _este_ rebanho _é_ o meu
rebanho, e tudo o que vês, meu _é_: e que farei hoje a estas minhas
filhas, ou a seus filhos, que pariram?

44 Agora pois vem, [22] e façamos concerto eu e tu, que seja por
testemunho entre mim e ti.

45 Então tomou Jacob [23] uma pedra, e erigiu-a _por_ columna.

46 E disse Jacob a seus irmãos: Ajuntae pedras. E tomaram pedras, e
fizeram um montão, e comeram ali sobre aquelle montão.

47 E chamou-o Labão [CL] Jegar-sahadutha: porém Jacob chamou-o [CM]
Galeed.

48 Então disse Labão: Este montão _seja_ hoje [24] por testemunha entre
mim e entre ti: por isso se chamou o seu nome Galeed,

49 E [CN] Mizpah, porquanto disse: Attente o Senhor entre mim e ti,
quando nós estivermos apartados um do outro:

50 Se affligires as minhas filhas, e se tomares mulheres além das minhas
filhas, ninguem _está_ comnosco: attenta [25] que Deus _é_ testemunha
entre mim e ti.

51 Disse mais Labão a Jacob: Eis aqui este mesmo montão, e eis aqui essa
columna que levantei entre mim e entre ti.

52 Este montão _seja_ testemunha, e esta columna _seja_ testemunha, que
eu não passarei este montão a ti, e que tu não passarás este montão e
esta columna a mim, para mal.

53 O Deus de Abrahão, e o Deus de Nahor, o Deus de seu pae julgue entre
nós. [26] E jurou Jacob pelo Temor de seu pae Isaac.

54 E sacrificou Jacob um sacrificou na montanha, e convidou seus irmãos,
para comer pão; e comeram pão, e passaram a noite na montanha.

55 E levantou-se Labão pela manhã de madrugada, e beijou seus filhos, e
suas filhas, e abençoou-os, e partiu; e voltou Labão ao seu logar.

[1] Ecc. 4.4.

[2] cap. 28.15.

[3] Num. 14.22. Neh. 4.12. Job 19.3. Zac. 8.23.

[4] Job 1.10. Psa. 37.28 e 105.14.

[5] cap. 30.39.

[6] cap. 48.16.

[7] Ecc. 5.8.

[8] cap. 28.18.

[9] cap. 32.9.

[10] cap. 29.15, 27.

[11] cap. 28.21.

[12] cap. 15.18.

[13] cap. 20.3. Job 33.15.

[14] Jui. 18.24.

[15] ver. 19.

[16] Jos. 24.2.

[17] Eph. 4.26.

[18] Exo. 22.10, 13.

[19] cap. 29.18, 30.

[20] ver. 7.

[21] ver. 53.

[22] cap. 26.28.

[23] cap. 28.18.

[24] Jui. 22.27 e 24.27.

[25] I Sam. 12.5. Jer. 42.5.

[26] Ose. 10.14.



32 E foi _tambem_ Jacob o seu caminho, e encontraram-o [1] os anjos de
Deus.

2 E Jacob disse, quando os viu: Este _é_ o exercito de Deus. E chamou o
nome d’aquelle logar [CO] Mahanaim.


_Jacob envia mensageiros a Esaú._

3 E enviou Jacob mensageiros diante da sua face a Esaú seu irmão, á terra
de Seir, territorio de Edom.

4 E ordenou-lhes, dizendo: Assim direis a meu senhor Esaú: [2] Assim diz
Jacob, teu servo: Como peregrino morei com Labão, e me detive _lá_ até
agora;

5 E tenho bois e jumentos, ovelhas, e servos e servas; e enviei para _o_
annunciar a meu senhor, para que ache graça em teus olhos.

6 E os mensageiros tornaram a Jacob, dizendo: Viemos a teu irmão Esaú; e
tambem elle vem a encontrar-te, e quatrocentos varões com elle.

7 Então Jacob temeu muito, e angustiou-se; e repartiu o povo que com elle
estava, e as ovelhas, e as vaccas, e os camelos, em dois bandos.

8 Porque dizia: Se Esaú vier a um bando, e o ferir, o outro bando
escapará.

9 Disse mais Jacob: Deus de meu pae Abrahão, e Deus de meu pae Isaac, o
Senhor, [3] que me disseste: Torna-te á tua terra, e á tua parentela, e
far-te-hei bem;

10 Menor sou eu que todas as beneficencias, e que toda a fidelidade que
fizeste ao teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão, e [4]
agora me tornei em dois bandos;

11 Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú: porque o temo,
que porventura não venha, [5] e me fira, _e_ a mãe com os filhos.

12 E tu o disseste: Certamente te farei bem, [6] e farei a tua semente
como a areia do mar, que pela multidão não se pode contar.

13 E passou ali aquella noite; e tomou do que lhe veiu á sua mão, [7] um
presente para seu irmão Esaú:

14 Duzentas cabras, e vinte bodes; duzentas ovelhas, e vinte carneiros;

15 Trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vaccas, e dez
novilhos; vinte jumentas, e dez jumentinhos;

16 E deu-o na mão dos seus servos, cada rebanho á parte, e disse a seus
servos: Passae adiante da minha face, e ponde espaço entre rebanho e
rebanho.

17 E ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar,
e te perguntar, dizendo: De quem _és_, e para onde vaes, e cujos _são_
estes diante da tua face,

18 Então dirás: São de teu servo Jacob, presente que envia a meu senhor,
a Esaú; e eis que elle mesmo vem tambem atraz de nós.

19 E ordenou tambem ao segundo, e ao terceiro, e a todos os que vinham
atraz dos rebanhos, dizendo: Conforme a esta mesma palavra, fallareis a
Esaú, quando o achardes.

20 E direis tambem: Eis que o teu servo Jacob _vem_ atraz de nós. Porque
dizia: [8] _Eu_ o aplacarei com o presente, que vae diante de mim, e
depois verei a sua face; porventura acceitará a minha face.

21 Assim passou o presente diante da sua face; elle porém passou aquella
noite no arraial.


_Jacob passa o váo de Jabbok e lucta com um Anjo._

22 E levantou-se aquella mesma noite, e tomou as suas duas mulheres, e as
suas duas servas, e os seus onze filhos, [9] e passou o váo de Jabbok.

23 E tomou-os, e fel-os passar o ribeiro; e fez passar _tudo_ o que
tinha.

24 Jacob porém ficou só; e luctou com elle um varão, até que a alva subia.

25 E vendo que não prevalecia contra elle, tocou a juntura de sua côxa, e
se deslocou a juntura da côxa de Jacob, luctando com elle.

26 E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém elle disse: [10]
Não te deixarei ir, se me não abençoares.

27 E disse-lhe: Qual _é_ o teu nome? E elle disse: Jacob.

28 Então disse: Não se chamará mais o teu nome Jacob, mas [CP]
Israel: pois como principe luctaste com Deus, [11] e com os homens, e
prevaleceste.

29 E Jacob lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E
disse: Porque perguntas pelo meu nome? [12] E abençoou-o ali.

30 E chamou Jacob o nome d’aquelle logar [CQ] Peniel, porque _dizia_:
Tenho visto a Deus face a face, [13] e a minha alma foi salva.

31 E saiu-lhe o sol, quando passou a Penuel; e manquejava da sua côxa.

32 Por isso os filhos de Israel não comem o nervo encolhido, que _está_
sobre a juntura da côxa, até o dia de hoje; porquanto tocara a juntura da
côxa de Jacob no nervo encolhido.

[1] Psa. 91.11. Heb. 1.14.

[2] Pro. 15.1.

[3] Psa. 50.15. cap. 31.3, 13.

[4] Psa. 18.35.

[5] Ose. 10.14.

[6] cap. 28.13, 15.

[7] Pro. 18.16.

[8] Pro. 21.14.

[9] Deu. 3.16.

[10] Luc. 18.1.

[11] cap. 33.4.

[12] Jui. 13.18.

[13] Jui. 6.22 e 13.22, 23. Isa. 6.5.



_O encontro de Esaú e Jacob._

33 E levantou Jacob os seus olhos, e olhou, [1] e eis que vinha Esaú,
e quatrocentos homens com elle. Então repartiu os filhos entre Leah e
Rachel, e as duas servas.

2 E poz as servas e seus filhos na frente, e a Leah e seus filhos atraz:
porém a Rachel e José os derradeiros.

3 E elle mesmo passou adiante d’elles, e inclinou-se á terra sete vezes,
_até_ que chegou a seu irmão.

4 Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, [2] e lançou-se sobre o
seu pescoço, e beijou-o; e choraram.

5 Depois levantou os seus olhos, e viu as mulheres, e os meninos, e
disse: Quem _são_ estes comtigo? E elle disse: Os filhos que Deus
graciosamente tem dado a teu servo.

6 Então chegaram as servas; ellas, e os seus filhos, e inclinaram-se.

7 E chegou tambem Leah com seus filhos, e inclinaram-se: e depois chegou
José e Rachel, e inclinaram-se.

8 E disse _Esaú_: De que te _serve_ todo este bando que tenho encontrado?
E elle disse: [3] Para achar graça aos olhos de meu senhor.

9 Mas Esaú disse: Eu tenho bastante, meu irmão; [4] seja para ti o que
tens.

10 Então disse Jacob: Não, se agora tenho achado graça em teus olhos,
peço-te que tomes o meu presente da minha mão: porquanto tenho visto o
teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus, e tomaste contentamento
em mim.

11 Toma, peço-te, a minha benção, que te foi trazida; porque Deus
graciosamente _m_’a tem dado; e porque tenho de tudo. E instou com elle,
até que a tomou.

12 E disse: Caminhemos, e andemos, e eu partirei adiante de ti.

13 Porém elle lhe disse: Meu senhor sabe que estes filhos _são_ tenros, e
que tenho commigo ovelhas e vaccas de leite; se as afadigarem sómente um
dia, todo o rebanho morrerá.

14 Ora passe o meu senhor diante da face de seu servo; e eu irei como
guia pouco a pouco, conforme ao passo do gado que _é_ adiante da minha
face, e conforme ao passo dos meninos, [5] até que chegue a meu senhor em
Seir.

15 E Esaú disse: Deixarei logo comtigo d’esta gente, que _está_ commigo.
E elle disse: Para que é isso? _Basta_ que eu ache graça aos olhos de meu
senhor.

16 Assim se tornou Esaú aquelle dia pelo seu caminho a Seir.

17 Jacob, porém, partiu para [6] Succoth e edificou para si [CR] uma
casa; e fez cabanas para o seu gado: por isso chamou o nome d’aquelle
logar [CS] Succoth.


_Jacob chega a Sichem e levanta um altar._

18 E chegou Jacob salvo á cidade de Sichem, [7] que _está_ na terra de
Canaan, quando vinha de Paddan-aram; e fez o seu assento diante da cidade.

19 E [8] comprou uma parte do campo em que estendera a sua tenda, da mão
dos filhos de Hemor, pae de Sichem, por cem peças de dinheiro.

20 E levantou ali um altar, [9] e chamou-o Deus, o Deus d’Israel.

[1] cap. 32.6.

[2] cap. 32.28.

[3] cap. 32.5.

[4] Pro. 16.7.

[5] cap. 32.3.

[6] Jos. 13.27. Jui. 8.5.

[7] João 4.5.

[8] Jos. 24.32. Act. 7.16.

[9] cap. 35.7.



_Dinah é desflorada._

[Antes de Christo 1732]

34 E saiu Dinah filha de Leah, [1] que parira a Jacob, para ver as filhas
da terra.

2 E Sichem filho de Hemor heveo, principe d’aquella terra, viu-a, e
tomou-a, e deitou-se com ella, e humilhou-a.

3 E apegou-se a sua alma com Dinah filha de Jacob, e amou a moça e
fallou [CT] affectuosamente á moça.

4 Fallou tambem Sichem a Hemor seu pae, dizendo: [2] Toma-me esta por
mulher.

5 Quando Jacob ouviu que contaminara a Dinah sua filha, estavam os seus
filhos no campo com o gado; e calou-se Jacob até que viessem.

6 E saiu Hemor pae de Sichem a Jacob, para fallar com elle.

7 E vieram os filhos de Jacob do campo, ouvindo isso, e entristeceram-se
os varões, e iraram-se muito, porquanto fizera doidice em Israel,
deitando-se com a filha de Jacob; o que não se devia fazer assim.

8 Então fallou Hemor com elles, dizendo: A alma de Sichem meu filho está
namorada da vossa filha; dae-lh’a, peço-te, por mulher;

9 E aparentae-vos comnosco, dae-nos as vossas filhas, e tomae as nossas
filhas para vós;

10 E habitareis comnosco; e a terra estará diante da vossa face: habitae
e negociae n’ella, e tomae possessão n’ella.

11 E disse Sichem ao pae d’ella, e aos irmãos d’ella: Ache eu graça em
vossos olhos, e darei o que me disserdes:

12 Augmentae muito sobre mim o dote e a dadiva, e darei o que me
disserdes; dae-me sómente a moça por mulher.

13 Então responderam os filhos de Jacob a Sichem e a Hemor seu pae
enganosamente, e fallaram, porquanto havia contaminado a Dinah sua irmã.

14 E disseram-lhes: Não podemos fazer isso, que déssemos a nossa irmã a
um varão não circumcidado; [3] porque isso _seria_ uma vergonha para nós;

15 N’isso, porém, consentiremos a vós: se fôrdes como nós, que se
circumcide todo o macho entre vós:

16 Então dar-vos-hemos as nossas filhas, e tomaremos nós as vossas
filhas, e habitaremos comvosco, e seremos um povo;

17 Mas se não nos ouvirdes, e não vos circumcidardes, tomaremos a nossa
filha e ir-nos-hemos.

18 E suas palavras foram boas aos olhos de Hemor, e aos olhos de Sichem
filho de Hemor.

19 E não tardou o mancebo em fazer isto; porque a filha de Jacob lhe
contentava: e elle _era_ o mais honrado de toda a casa de seu pae.

20 Veiu pois Hemor e Sichem seu filho á porta da sua cidade, e fallaram
aos varões da sua cidade, dizendo:

21 Estes varões _são_ pacificos comnosco; portanto habitarão n’esta
terra, e negociarão n’ella; eis que a terra é larga de espaço diante da
sua face: tomaremos nós as suas filhas por mulheres, e lhes daremos as
nossas filhas:

22 N’isto, porém, consentirão aquelles varões, de habitar comnosco, para
que sejamos um povo, se todo o macho entre nós se circumcidar, como elles
_são_ circumcidados.

23 O seu gado, as suas possessões, e todos os seus animaes não serão
nossos? consintamos sómente com elles, e habitarão comnosco.

24 E deram ouvidos a Hemor, e a Sichem seu filho [4] todos os que sahiam
da porta da cidade; e foi circumcidado todo o macho, de todos os que
sahiam pela porta da sua cidade.


_A traição de Simeão e Levi._

25 E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a _mais violenta_
dôr, os dois filhos de Jacob, Simeão e Levi, irmãos de Dinah, tomaram
cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade, [5] e mataram
todo o macho.

26 Mataram tambem ao fio da espada a Hemor, e a seu filho Sichem; e
tomaram a Dinah da casa de Sichem, e sairam.

27 Vieram os filhos de Jacob aos mortos e saquearam a cidade; porquanto
contaminaram a sua irmã.

28 As suas ovelhas, e as suas vaccas, e os seus jumentos, e o que na
cidade, e o que no campo _havia_, tomaram,

29 E toda a sua fazenda, e todos os seus meninos, e as suas mulheres
levaram presas, e despojaram-as, e tudo o que _havia_ em casa.

30 Então disse Jacob a Simeão e a Levi: Tendes-me turbado, [6] fazendo-me
cheirar mal entre os moradores d’esta terra, entre os Cananeus e
Phereseus, [7] _sendo_ eu pouco povo em numero; ajuntar-se-hão, e ficarei
destruido, eu e minha casa.

31 E elles disseram: Faria pois elle a nossa irmã como a uma prostituta?

[1] cap. 30.21. Tito 2.5.

[2] Jui. 14.2.

[3] Jos. 5.9.

[4] cap. 23.18.

[5] cap. 49.5, 7.

[6] Exo. 5.21.

[7] I Sam. 27.12.



_Deus manda Jacob a Bethel a levantar um altar._

35 Depois disse Deus a Jacob: [1] Levanta-te, sobe a Bethel, e habita
ali; e faz ali um altar ao Deus que te appareceu, quando fugiste diante
da face de Esaú teu irmão.

2 Então [2] disse Jacob á sua familia, e a todos os que com elle
_estavam_: Tiras os deuses estranhos, que ha no meio de vós, [3] e
purificae-vos, e mudae os vossos vestidos.

3 E levantemo-nos, e subamos a Bethel; e ali farei um altar ao Deus que
me respondeu no dia da minha angustia, [4] e _que_ foi commigo no caminho
que tenho andado.

4 Então deram a Jacob todos os deuses estranhos, que _tinham_ em suas
mãos, [5] e as arrecadas que _estavam_ em suas orelhas; e Jacob os
escondeu debaixo do carvalho que _está_ junto a Sichem.

5 E partiram; [6] e o terror de Deus foi sobre as cidades que _estavam_
ao redor d’elles, e não seguiram após os filhos de Jacob.

6 Assim chegou Jacob a Luz, que _está_ na terra de Canaan, (esta _é_
Bethel), elle e todo o povo que com elle _havia_.

7 E edificou ali um altar, e chamou aquelle logar [CU] El-beth-el:
porquanto Deus ali se lhe tinha manifestado quando fugia diante da face
de seu irmão.


_A morte de Debora._

8 E morreu Debora, a ama de Rebecca, e foi sepultada ao pé de Bethel,
debaixo do carvalho cujo nome chamou [CV] Allonbachuth.

9 E appareceu Deus outra vez a Jacob, vindo de Paddan-aram, e abençoou-o.

10 E disse-lhe Deus: O teu nome _é_ Jacob; não se chamará mais o teu nome
Jacob, mas Israel será o teu nome. [7] E chamou o seu nome Israel.

11 Disse-lhe mais Deus: Eu sou o Deus Todo-poderoso; [8] fructifica
e multiplica-te; uma nação e multidão de nações sairão de ti, e reis
procederão dos teus lombos;

12 E te darei a ti [9] a terra que tenho dado a Abrahão e a Isaac, e á
tua semente depois de ti darei a terra.

13 E Deus subiu d’elle, [10] do logar onde fallara com elle.

14 E Jacob poz uma columna no logar [11] onde fallara com elle, uma
columna de pedra; e derramou sobre ella uma libação, e deitou sobre ella
azeite.

15 E chamou Jacob o nome d’aquelle logar, onde Deus fallara com elle,
Bethel.


_O nascimento de Benjamin e a morte de Rachel._

16 E partiram de Bethel: e havia ainda um pequeno espaço de terra para
chegar a Ephrata, e pariu Rachel, e ella teve trabalho em seu parto.

17 E aconteceu que, tendo ella trabalho em seu parto, lhe disse a
parteira: [12] Não temas, porque tambem este filho terás.

18 E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou o seu
nome [CW] Benoni; mas seu pae o chamou [CX] Benjamin.

19 Assim morreu Rachel; [13] e foi sepultada no caminho d’Ephrata, este
_é_ Beth-lehem.

20 E Jacob poz uma columna sobre a sua sepultura; [14] esta _é_ a columna
da sepultura de Rachel até ao dia de hoje.

21 Então partiu Israel, e estendeu a sua tenda d’além de [CY] Migdal Eder.

22 E aconteceu que, [15] habitando Israel n’aquella terra, foi Ruben, e
deitou-se com Bilhah, concubina de seu pae; e Israel ouviu-o. E eram doze
os filhos de Jacob:

23 Os filhos de Leah: Ruben, o primogenito de Jacob, depois Simeão e
Levi, e Judah, e Issacar e Zebulon;

24 Os filhos de Rachel: José e Benjamin;

25 E os filhos de Bilhah, serva de Rachel: Dan e Naphtali;

26 E os filhos de Zilpah, serva de Leah: Gad e Aser. Estes _são_ os
filhos de Jacob, que lhe nasceram em Paddan-aram.

27 E Jacob veiu a seu pae Isaac, [16] a Mamre, a Kiriath-arba (que _é_
Hebron), onde peregrinaram Abrahão e Isaac.

28 E foram os dias de Isaac cento e oitenta annos.

29 E Isaac expirou, e morreu, [17] e foi recolhido aos seus povos, velho
e farto de dias; e Esaú e Jacob, seus filhos, o sepultaram.

[1] cap. 28.19.

[2] cap. 18.19.

[3] cap. 31.19. Psa. 101.2, 7. I Sam. 7.3.

[4] cap. 32.7, 24. cap. 28.20 e 31.3, 42.

[5] Ose. 2.13. Jos. 24.26. Jui. 9.6.

[6] Exo. 23.27. Deu. 11.25. Jos. 2.9. II Chr. 14.14.

[7] cap. 32.28.

[8] cap. 17.1. Exo. 6.3.

[9] cap. 12.7 e 26.3.

[10] cap. 17.22.

[11] cap. 28.18.

[12] I Sam. 4.20.

[13] cap. 48.7. Ruth 1.2. Miq. 5.2. Mat. 2.6.

[14] I Sam. 10.2.

[15] cap. 49.4. I Chr. 5.1. I Cor. 5.1.

[16] cap. 13.18. Jos. 14.15 e 15.13.

[17] cap. 25.8. cap. 25.9.



_Os descendentes de Esaú._

[Antes de Christo 1796]

36 E estas _são_ as gerações de Esaú ([1] que _é_ Edom).

2 Esaú tomou suas mulheres das filhas de Canaan: [2] a Adah, filha de
Elon hetheo, e a Aholibamah, filha de Anah, filha de Zibeon heveo.

3 E a Basemath, filha de Ishmael, irmã de Nebajoth.

4 E Adah pariu a Esaú Eliphaz; [3] e Basemath pariu a Rehuel;

5 E Aholibamah pariu a Jeush, e Jaelam e Corah: estes _são_ os filhos de
Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaan.

6 E Esaú tomou suas mulheres, e seus filhos, e suas filhas, e todas as
almas de sua casa, e seu gado, e todos os seus animaes, e toda a sua
fazenda, que havia adquirido na terra de Canaan; e foi-se a _outra_ terra
de diante da face de Jacob seu irmão;

7 Porque a fazenda d’elles era muita para habitarem juntos; e a terra de
suas peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado.

8 Portanto Esaú habitou [4] na montanha de Seir; Esaú é Edom.

9 Estas pois _são_ as gerações de Esaú, pae dos Idumeos, na montanha de
Seir.

10 Estes _são_ os nomes dos filhos de Esaú: Eliphaz, filho de Adah,
mulher de Esaú; Rehuel, filho de Basemath, mulher de Esaú.

11 E os filhos de Eliphsz foram: Teman, Omar, Zepho, e Gaetam, e Kenaz.

12 E Timnah era concubina de Eliphaz, filho de Esaú, e pariu a Eliphaz
Amelek: estes _são_ os filhos de Adah, mulher de Esaú.

13 E estes _foram_ os filhos de Rehuel: Nahath, e Zerah, Shammah, e
Mizzah: estes foram os filhos de Basemath, mulher de Esaú.

14 E estes foram os filhos de Aholibamah, filha de Anah, filha de Zibeon,
mulher de Esaú: e pariu a Esaú: Jeush, e Jalam, e Corah.

15 Estes _são_ os principes dos filhos de Esaú; o filhos de Eliphaz,
o primogenito de Esaú, _foram_: o principe Teman, o principe Omar, o
principe Zepho, o principe Kenaz,

16 O principe Corah, o principe Gatam, o principe Amalek; estes são os
principes de Eliphaz na terra de Edom, estes _são_ os filhos de Adah.

17 E estes _são_ os filhos de Rehuel, filho de Esaú: o principe Nahath,
o principe Zerah, o principe Shammah, o principe Mizzah; estes são os
principes de Rehuel, na terra de Edom, estes _são_ os filhos de Besemath,
mulher de Esaú.

18 E estes _são_ os filhos de Aholibamah, mulher de Esaú: o principe
Jeush, o principe Jalam, o principe Corah; estes _são_ os principes do
Aholibamah, filha de Anah, mulher de Esaú.

19 Estes _são_ os filhos de Esaú, e estes são seus principes: elle _é_
Edom.

20 Estes _são_ os filhos de Seir horeo, [5] moradores d’aquella terra:
Lotan, e Sobal e Zibeon, e Anah.

21 E Dishon, e Eser, e Dishan; estes _são_ os principes dos horeos,
filhos de Seir, na terra de Edom.

22 E os filhos de Lotan foram: Hori e Hemam; e a irmã de Lotan _era_
Timnah.

23 Estes _são_ os filhos de Sobal: Alvan, e Manahath, e Ebal, e Shepho, e
Onam.

24 E estes _são_ os filhos de Zibeon: Ajah, e Anah; este é o Anah que
achou os [CZ] mulos no deserto, quando apascentava os jumentos de Zibeon
seu pae.

25 E estes _são_ os filhos de Anah: Dishon, e Aholibamah, a filha de Anah.

26 E estes _são_ os filhos de Dishon: Hemdam, e Eshban, e Ithran, e
Cheran.

27 Estes _são_ os filhos de Eser: Bilhan, e Zaavan, e Akan.

28 Estes _são_ os filhos de Dishan: Uz, e Aran.

29 Estes _são_ os principes dos horeos: O principe Lotan, o principe
Shobal, o principe Zibeon, o principe Anah,

30 O principe Dishon, o principe Eser, o principe Dishan; estes _são_ os
principes dos horeos segundo seus principes na terra de Seir.

31 E estes _são_ os reis que reinaram na terra de Edom, antes que
reinasse rei _algum_ sobre os filhos d’Israel.

32 Reinou pois em Edom Bela, filho de Beor, e o nome da sua cidade _foi_
Dinhaba.

33 E morreu Bela; e Jobab, filho de Zerah de Bosrah, reinou em seu logar.

34 E morreu Jobab; e Husam, da terra dos Temanitas, reinou em seu logar.

35 E morreu Husam, e em seu logar reinou Hadad, filho de Bedad, o que
feriu a Midian no campo de Moab; e o nome da sua cidade _foi_ Avith.

36 E morreu Hadad: e Samlah de Masreca reinou em seu logar.

37 E morreu Samlah; e Shaul de Rehoboth, _pelo_ rio, reinou em seu logar.

38 E morreu Shaul; e Baal-hanan, filho de Achbor, reinou em seu logar.

39 E morreu Baal-hanan, filho de Achbor; e Hadar reinou em seu logar, e
o nome da sua cidade _foi_ Pau; e o nome de sua mulher _foi_ Mehetabel,
filha de Matred, filha de Mezahab.

40 E estes _são_ os nomes dos principes de Esaú; segundo as suas
gerações, segundo os seus logares, com os seus nomes: o principe Timnah,
o principe Alvah, o principe Jetheth,

41 O principe Aholibamah, o principe Elah o principe Pinon,

42 O principe Kenez, o principe Teman, o principe Mibzar,

43 O principe Magdiel, o principe Iram: estes _são_ os principes de Edom,
segundo as suas habitações, na terra da sua possessão; este _é_ Esaú, pae
de Edom.

[1] cap. 25.30.

[2] cap. 26.34.

[3] I Chr. 1.35.

[4] Deu. 2.5. Jos. 24.4.

[5] cap. 14.6. Deu. 2.12, 22.



_José é vendido por seus irmãos._

[Antes de Christo 1729]

37 E Jacob habitou na terra das peregrinações de seu pae, [1] na terra de
Canaan.

2 Estas _são_ as gerações de Jacob. _Sendo_ José de dezesete annos,
apascentava as ovelhas com seus irmãos, e _estava_ este mancebo com os
filhos de Bilhah, e com os filhos de Zilpah, mulheres de seu pae; e José
trazia uma má fama d’elles a seu pae.

3 E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque _era_
filho da sua velhice; e fez-lhe uma tunica de _varias_ côres.

4 Vendo pois seus irmãos que seu pae o amava mais do que a todos os seus
irmãos, [2] aborreceram-o, e não podiam fallar com elle pacificamente.

5 Sonhou tambem José um sonho, que contou a seus irmãos: por isso o
aborreciam ainda mais.

6 E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado:

7 Eis que _estavamos_ atando mólhos no meio do campo, e eis que o meu
mólho se levantava, e tambem ficava em pé, e eis que os vossos mólhos o
rodeavam, e se inclinavam ao meu mólho.

8 Então lhe disseram seus irmãos: Tu pois devéras reinarás sobre nós? Por
isso tanto mais [3] o aborreciam por seus sonhos e por suas palavras.

9 E sonhou ainda outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que
ainda sonhei um sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrellas se
inclinavam a mim.

10 E contando-o a seu pae e a seus irmãos, reprehendeu-o seu pae, e
disse-lhe: Que sonho _é_ este que sonhaste? porventura viremos, eu e tua
mãe, e teus irmãos, para inclinar-nos a ti em terra?

11 Seus irmãos pois o invejavam; seu pae porém guardava este negocio _no
seu coração_.

12 E seus irmãos foram apascentar o rebanho de seu pae, junto de Sichem.

13 Disse pois Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de
Sichem? vem, e enviar-te-hei a elles. E elle lhe disse: Eis-me _aqui_.

14 E elle lhe disse: Ora vae-te, vê como estão teus irmãos, e como está
o rebanho, e traze-me resposta. [4] Assim o enviou do valle de Hebron, e
veiu a Sichem.

15 E achou-o um varão, porque eis que andava errado pelo campo, e
perguntou-lhe o varão, dizendo: Que procuras?

16 E elle disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde elles
apascentam.

17 E disse aquelle varão: Foram-se d’aqui; porque ouvi-lhes dizer: Vamos
a Dothan. José pois seguiu atraz de seus irmãos, [5] e achou-os em Dothan.

18 E viram-o de longe, e, antes que chegasse a elles, [6] conspiraram
contra elle, para o matarem.

19 E disseram um ao outro: Eis lá vem o sonhador-mór!

20 Vinde pois agora, [7] e matemel-o, e lancemol-o n’uma d’estas covas, e
diremos: Uma besta fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.

21 E ouvindo-o Ruben, livrou-o das suas mãos, e disse: Não lhe tiremos a
vida.

22 Tambem lhes disse Ruben: Não derrameis sangue; lançae-o n’esta cova,
que _está_ no deserto, e não lanceis mãos n’elle; para livral-o das suas
mãos, e para tornal-o a seu pae.

23 E aconteceu que, chegando José a seus irmãos, tiraram a José a sua
tunica, [8] a tunica de _varias_ côres, que trazia.

24 E tomaram-o, e lançaram-o na cova; porém a cova _estava_ vasia, não
_havia_ agua n’ella.

25 Depois assentaram-se a comer pão; e levantaram os seus olhos, e
olharam, [9] e eis que uma companhia de ishmaelitas vinha de Gilead; e
seus camelos traziam especiarias, e balsamo, e myrrha, e iam leval-os ao
Egypto.

26 Então Judah disse aos seus irmãos: Que proveito _haverá_ que matemos a
nosso irmão, e escondamos a [DA] sua morte?

27 Vinde, e vendamol-o a estes ishmaelitas, e não seja nossa mão sobre
elle; porque elle _é_ nosso irmão, nossa carne. E seus irmãos obedeceram.

28 Passando pois os mercadores midianitas, tiraram, e alçaram a José da
cova, [10] e venderam José por vinte _moedas_ de prata aos ishmaelitas,
os quaes levaram José ao Egypto.

29 Tornando pois Ruben á cova, eis que José não _estava_ na cova; [11]
então rasgou os seus vestidos,

30 E tornou a seus irmãos, e disse: O moço não _apparece_; e eu aonde
irei?

31 Então tomaram a tunica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a
tunica no sangue,

32 E enviaram a tunica de _varias_ côres, e fizeram leval-a a seu pae, e
disseram: Temos achado esta _tunica_; conhece agora se esta _será_ ou não
a tunica de teu filho.

33 E conheceu-a, e disse: É a tunica de meu filho; uma besta fera o
comeu; [12] certamente é despedaçado José.

34 Então Jacob rasgou os seus vestidos, e poz sacco [13] sobre os seus
lombos, e lamentou a seu filho muitos dias.

35 E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o
consolarem; recusou porém ser consolado, e disse: Porquanto com chôro hei
de descer ao meu filho até á sepultura. Assim o chorou seu pae.

36 E os midianitas venderam-o no Egypto a Potifar, [DB] eunucho de
Pharaó, capitão da guarda.

[1] cap. 17.8 e 23.4 e 28.4. Heb. 11.9, 16.

[2] cap. 49.23. Psa. 38.19 e 69.4. Tito 3.3.

[3] cap. 42.6, 9 e 43.26 e 44.14. Psa. 119.22.

[4] cap. 35.27.

[5] II Reis 6.13.

[6] Psa. 31.13 e 37.12, 32. Mat. 21.38 e 27.1. João 11.53.

[7] Pro. 27.4.

[8] Mat. 27.28.

[9] ver. 28, 36. cap. 31.47. Jer. 8.22.

[10] Psa. 105.17. Zac. 11.12. Mat. 27.9. Act. 7.9.

[11] Num. 14.16. Jui. 11.35. Job 1.20.

[12] cap. 44.28.

[13] II Reis 19.1. Isa. 32.11. Jon. 3.5.



_Judah e Tamar._

[Antes de Christo 1727]

38 E aconteceu no mesmo tempo que Judah desceu de entre seus irmãos, e
entrou _na casa_ _d_’um varão de Adullam, cujo nome _era_ Hirah,

2 E viu Judah ali a filha d’um varão cananeu, cujo nome _era_ Shuah; e
tomou-a, e entrou a ella.

3 E ella concebeu, e pariu um filho, e chamou o seu nome [1] Er;

4 E tornou a conceber, e pariu um filho, e chamou o seu nome Onan;

5 E continuou ainda, e pariu um filho, e chamou o seu nome Selah; e elle
estava em Chezib, quando ella o pariu.

6 Judah pois tomou uma mulher para Er, o seu primogenito, e o seu nome
_era_ Tamar.

7 Er, porém, o primogenito de Judah, era mau aos olhos do Senhor, pelo
que o Senhor o matou.

8 Então disse Judah a Onan: Entra á mulher do teu irmão, [2] e casa-te
com ella, e suscita semente a teu irmão.

9 Onan, porém, soube que esta semente não havia de ser para elle; e
aconteceu que, quando entrava á mulher de seu irmão, derramava-_a_ na
terra, para não dar semente a seu irmão.

10 E o que fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que tambem o matou.

11 Então disse Judah a Tamar sua nóra: Fica-te viuva na casa de teu
pae, até que Selah, meu filho, seja grande. Porquanto disse: Para que
porventura não morra tambem este, como seus irmãos. Assim foi-se Tamar, e
ficou-se na casa de seu pae.

12 Passando-se pois muitos dias, morreu a filha de Shuah, mulher de
Judah; e depois se consolou Judah, e subiu aos tosquiadores das suas
ovelhas em Timnah, elle e Hirah seu amigo, o adullamita.

13 E deram aviso a Tamar, dizendo: [3] Eis que o teu sogro sobe a Timnah,
a tosquiar as suas ovelhas.

14 Então ella tirou de sobre si os vestidos da sua viuvez, e cobriu-se
com o véu, e envolveu-se, e assentou-se [DC] á entrada das duas fontes
que _estão_ no caminho de Timnah, porque via que Selah já era grande, e
ella lhe não fôra dada por mulher.

15 E vendo-a Judah, teve-a por uma prostituta; [4] porque ella tinha
coberto o seu rosto.

16 E apartou-se a ella ao caminho, e disse: Vem, peço-te, deixa-me entrar
a ti. Porquanto não sabia que _era_ sua nóra: e ella disse: Que darás,
para que entres a mim?

17 E elle disse: Eu _te_ enviarei um cabrito do rebanho. E ella disse:
Dás-me penhor até que o envies?

18 Então elle disse: Que penhor é que te darei? E ella disse: O teu
sello, e o teu lenço, [DD] e o cajado que _está_ em tua mão. O que elle
lhe deu, e entrou a ella, e ella concebeu d’elle.

19 E ella levantou-se, e foi-se, e tirou de sobre si o seu véu, [5] e
vestiu os vestidos da sua viuvez.

20 E Judah enviou o cabrito por mão do seu amigo o adullamita, para tomar
o penhor da mão da mulher, porém não a achou.

21 E perguntou aos homens d’aquelle logar, dizendo: Onde _está_ a
prostituta que _estava_ no caminho junto ás duas fontes? E disseram: Aqui
não esteve prostituta _alguma_.

22 E tornou-se a Judah, e disse: Não a achei; e tambem disseram os homens
d’aquelle logar: Aqui não esteve prostituta.

23 Então disse Judah: Tome-_o_ para si, para que porventura não venhamos
em desprezo; eis que tenho enviado este cabrito; mas tu não a achaste.

24 E aconteceu que, quasi tres mezes depois, deram aviso a Judah,
dizendo: Tamar, tua nóra, tem fornicado, e eis que _está_ pejada da
fornicação. Então disse Judah: [6] Tirae-a fóra para que seja queimada.

25 E tirando-a fóra, ella mandou dizer a seu sogro: Do varão de quem
_são_ estas _coisas_ eu concebi. E ella disse mais: Conhece, peço-te, de
quem _é_ este sello, [7] e estes [DE] lenços e este cajado.

26 E conheceu-os Judah, e disse: Mais justa é _ella_ do que eu, [8]
porquanto não a tenho dado a Selah meu filho. E nunca mais a conheceu.

27 E aconteceu ao tempo de parir, eis que _havia_ gemeos em seu ventre;

28 E aconteceu que, parindo ella, que _um_ poz fóra a mão, e a parteira
tomou-a, e atou em sua mão um _fio_ de grã, dizendo: Este saiu primeiro.

29 Mas aconteceu que, tornando elle a recolher a sua mão, eis que saiu
o seu irmão, e ella disse: Como tu tens rompido? sobre ti é a rotura. E
chamaram o seu nome Perez;

30 E depois saiu o seu irmão, em cuja mão estava o _fio_ de grã; e
chamaram o seu nome Zerah.

[1] Num. 26.19. I Chr. 2.3.

[2] Deu. 25.5. Mat. 22.24.

[3] Jos. 15.57.

[4] Can. 1.7.

[5] II Sam. 14.2, 5.

[6] Lev. 21.9. Deu. 22.21.

[7] ver. 18.

[8] ver. 14.



_José em casa de Potifar._

[Antes de Christo 1720]

39 E José foi levado ao Egypto, [1] e Potifar, eunucho [DF] de Pharaó,
capitão da guarda, varão egypcio, comprou-o da mão dos ishmaelitas que o
tinham levado lá.

2 E o Senhor estava com José, [2] e foi varão prospero; e estava na casa
de seu senhor egypcio.

3 Vendo pois o seu senhor que o Senhor _estava_ com elle, [3] e tudo o
que fazia o Senhor prosperava em sua mão,

4 José achou graça em seus olhos, [4] e servia-o; e elle o poz sobre a
sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.

5 E aconteceu que, desde que o puzera sobre a sua casa, e sobre tudo o
que tinha, o Senhor abençoou a casa do egypcio por amor de José; e a
benção do Senhor foi sobre tudo o que tinha, na casa e no campo.

6 E deixou tudo o que tinha na mão de José, de maneira que de nada sabia
_do que estava_ com elle, mais do que do pão que comia. [5] E José era
formoso de parecer, e formoso á vista.

7 E aconteceu depois d’estas coisas [6] que a mulher de seu senhor poz os
seus olhos em José, e disse: Deita-te commigo.

8 Porém elle recusou, e disse á mulher do seu senhor: Eis que o meu
senhor não sabe do que _ha_ em casa commigo, e entregou em minha mão tudo
o que tem;

9 Ninguem _ha_ maior do que eu n’esta casa, e nenhuma coisa me vedou,
senão a ti, porquanto tu _és_ sua mulher; [7] como pois faria eu este
tamanho mal, e peccaria contra [8] Deus?

10 E aconteceu que fallando ella cada dia a José, e não lhe dando elle
ouvidos, para deitar-se com ella, _e_ estar com ella,

11 Succedeu n’um certo dia que veiu á casa para fazer seu serviço; e
nenhum dos da casa _estava_ ali em casa;

12 E ella lhe pegou pelo seu vestido, dizendo: [9] Deita-te commigo. E
elle deixou o seu vestido na mão d’ella, e fugiu, e saiu para fóra.

13 E aconteceu que, vendo ella que deixara o seu vestido em sua mão, e
fugira para fóra,

14 Chamou aos homens de sua casa, e fallou-lhes, dizendo: Vêde,
trouxe-nos o varão hebreu, para escarnecer de nós; entrou a mim para
deitar-se commigo, e eu gritei com grande voz,

15 E aconteceu que, ouvindo elle que eu levantava a minha voz e gritava,
deixou o seu vestido commigo, e fugiu, e saiu para fóra.

16 E ella poz o seu vestido perto de si, até que o seu senhor veiu á sua
casa.

17 Então [10] fallou-lhe conforme as mesmas palavras, dizendo: Veiu a mim
o servo hebreo, que nos trouxeste para escarnecer de nim;

18 E aconteceu que, levantando eu a minha voz e gritando, elle deixou o
seu vestido commigo, e fugiu para fóra.

19 E aconteceu que, ouvindo o seu senhor as palavras de sua mulher, que
lhe fallava, dizendo: Conforme a estas mesmas palavras me fez teu servo;
[11] a sua ira se accendeu.

20 E o senhor de José o tomou, [12] e o entregou na casa do carcere, no
logar onde os presos do rei _estavam_ presos; assim esteve ali na casa do
carcere.

21 O Senhor, porém, estava com José, e estendeu sobre elle a sua
benignidade, [13] e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mór.

22 E o carcereiro-mór entregou na mão de José todos os presos que
_estavam_ na casa do carcere, e elle fazia tudo o que se fazia ali.

23 E o carcereiro-mór não teve cuidado de nenhuma coisa _que estava_ na
mão d’elle; porquanto o Senhor estava com elle, e _tudo_ o que fazia [14]
o Senhor prosperava.

[1] cap. 37.36. Psa. 105.17.

[2] I Sam. 16.18 e 18.14, 28. Act. 7.9.

[3] Jos. 1.7, 8. I Chr. 22.13. Psa. 1.3.

[4] ver. 21. I Sam. 16.22.

[5] I Sam. 16.12.

[6] Job 31.1. Psa. 119.37.

[7] Lev. 20.10. Pro. 6.29, 32.

[8] II Sam. 12.13. Psa. 51.4.

[9] Pro. 7.13. Ecc. 7.26.

[10] Exo. 23.1. Psa. 120.3. Pro. 12.19.

[11] Pro. 6.34, 35. Can. 8.6.

[12] Psa. 105.18.

[13] Exo. 12.36. Psa. 106.46. Pro. 16.7. Dan. 1.9. Act. 7.10.

[14] ver. 2, 3.



_José na prisão interpreta dois sonhos._

40 E aconteceu depois d’estas coisas que peccaram o copeiro do rei do
Egypto, e o padeiro, contra o seu senhor, o rei do Egypto.

2 E [1] indignou-se Pharaó muito contra os seus dois eunuchos, contra o
copeiro-mór e contra o padeiro-mór,

3 E entregou-os em guarda, [2] na casa do capitão da guarda, na casa do
carcere, no logar onde José _estava preso_.

4 E o capitão da guarda deu cargo d’elles a José, para que os servisse; e
estiveram _muitos_ dias na prisão.

5 E ambos sonharam um sonho, cada um seu sonho na mesma noite, [3] cada
um conforme a interpretação do seu sonho, o copeiro e o padeiro do rei do
Egypto, que _estavam_ presos na casa do carcere.

6 E veiu José a elles pela manhã, e olhou para elles, [4] e eis que
_estavam_ turbados.

7 Então perguntou aos eunuchos de Pharaó, que com elle _estavam_ no
carcere da casa de seu senhor, dizendo: Porque _estão_ hoje tristes os
vossos semblantes?

8 E elles lhe disseram: Temos sonhado um sonho, e ninguem _ha_ que o
interprete. E José disse-lhes: [5] Não _são_ de Deus as interpretações?
contae-m’o, peço-vos.

9 Então contou o copeiro-mór o seu sonho a José, e disse-lhe: Eis que em
meu sonho _havia_ uma vide diante da minha face,

10 E na vide tres sarmentos, e estava como brotando; a sua flôr sahia, os
seus cachos amadureciam em uvas:

11 E o copo de Pharaó _estava_ na minha mão, e eu tomava as uvas, e as
espremia no copo de Pharaó, e dava o copo na mão de Pharaó.

12 Então disse-lhe José: Esta _é_ a sua interpretação: os tres sarmentos
_são_ tres dias;

13 Dentro ainda de tres dias Pharaó levantará a tua cabeça, [6] e te
restaurará ao teu estado, e darás o copo de Pharaó na sua mão, conforme o
costume antigo, quando eras seu copeiro.

14 Porem lembra-te de mim, quando te fôr bem; e rogo-te que uses commigo
de compaixão, e que faças menção de mim a Pharaó, e faze-me sair d’esta
casa;

15 Porque, de facto, fui roubado da terra dos hebreus; [7] e tão pouco
aqui nada tenho feito para que me puzessem n’esta cova.

16 Vendo então o padeiro-mór que tinha interpretado bem, disse a José: Eu
tambem sonhava, e eis que tres cestos [DG] brancos estavam sobre a minha
cabeça;

17 E no cesto mais alto _havia_ de todos os manjares de Pharaó, da obra
de padeiro: e as aves o comiam do cesto de sobre a minha cabeça.

18 Então respondeu José, e disse: Esta é _a_ sua interpretação: os tres
cestos _são_ tres dias;

19 Dentro ainda de tres dias Pharaó levantará a tua cabeça sobre ti, e te
pendurará n’um pau, e as aves comerão a tua carne de sobre ti.

20 E aconteceu ao terceiro dia, o dia do nascimento de Pharaó, que fez um
banquete a todos os seus servos; e levantou a cabeça do copeiro-mór, e a
cabeça do padeiro-mór, no meio dos seus servos.

21 E fez tornar o copeiro-mór ao seu officio de copeiro, [8] e deu o copo
na mão de Pharaó,

22 Mas ao padeiro-mór enforcou, como José havia interpretado.

23 O copeiro-mór, porém, não se lembrou de José, antes esqueceu-se [9]
d’elle.

[1] Pro. 16.14.

[2] cap. 39.20, 23.

[3] Job 33.15, 17.

[4] Dan. 4.5.

[5] cap. 41.15. Dan. 2.11, 28.

[6] II Reis 25.27. Jer. 52.31.

[7] Psa. 59.3, 4. Dan. 6.21.

[8] ver. 13. II Sam. 21.10.

[9] Job 19.14.



_José interpreta os sonhos de Pharaó._

[Antes de Christo 1718]

41 E aconteceu que, ao fim de dois annos inteiros, [1] Pharaó sonhou, e
eis que estava em pé junto ao rio,

2 E eis que subiam do rio sete vaccas, formosas á vista e gordas de
carne, e pastavam no prado.

3 E eis que subiam do rio após ellas outras sete vaccas, feias á vista e
magras de carne; e paravam junto ás _outras_ vaccas na praia do rio.

4 E as vaccas feias á vista, e magras de carne, comiam as sete vaccas
formosas á vista e gordas. Então acordou Pharaó.

5 Depois dormiu, e sonhou outra vez, e eis que brotavam d’uma cana sete
espigas cheias e boas,

6 E eis que sete espigas miudas, e queimadas do vento oriental, brotavam
após ellas.

7 E as espigas miudas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então
acordou Pharaó, e eis que _era um_ sonho.

8 E aconteceu que pela manhã o seu espirito perturbou-se, [2] e enviou e
chamou todos os adivinhadores do Egypto, e todos os seus sabios; e Pharaó
contou-lhes os seus sonhos, mas ninguem _havia_ que os interpretasse a
Pharaó.

9 Então fallou o copeiro-mór a Pharaó, dizendo: Dos meus peccados me
lembro hoje:

10 Estando [3] Pharaó mui indignado contra os seus servos, e pondo-me em
guarda na casa do capitão da guarda, a mim e ao padeiro-mór,

11 Então [4] sonhámos um sonho na mesma noite, eu e elle, cada um
conforme a interpretação do seu sonho sonhámos.

12 E _estava_ ali comnosco um mancebo hebreu, servo do capitão da guarda,
e contámos-lh’os, e interpretou-nos os nossos sonhos, a cada um os
interpretou conforme o seu sonho.

13 E como elle nos interpretou, assim _mesmo_ foi feito: a mim me fez
tornar ao meu estado, e a elle fez enforcar.

14 Então enviou Pharaó, e chamou a José, e o fizeram sair logo da cova;
[5] e barbeou-se e mudou os seus vestidos, e veiu a Pharaó.

15 E Pharaó disse a José: Eu sonhei um sonho, e ninguem _ha_ que
o interprete; mas de ti ouvi dizer _que quando_ ouves um sonho o
interpretas.

16 E respondeu José a Pharaó, dizendo: Sem mim _é isso_: Deus responderá
paz a Pharaó.

17 Então disse Pharaó a José: Eis que em meu sonho [6] estava eu em pé na
praia do rio,

18 E eis que subiam do rio sete vaccas gordas de carne e formosas á
vista, e pastavam no prado.

19 E eis que outras sete vaccas subiam após estas, muito feias á vista,
e magras de carne; não tenho visto outras taes, emquanto á fealdade, em
toda a terra do Egypto.

20 E as vaccas magras e feias comiam os primeiras sete vaccas gordas;

21 E entravam em suas entranhas, mas não se conhecia que houvessem
entrado em suas entranhas: porque o seu parecer _era_ feio como no
principio. Então acordei.

22 Depois vi em meu sonho, e eis que d’uma cana subiam sete espigas
cheias e boas;

23 E eis que sete espigas seccas, miudas _e_ queimadas do vento oriental,
brotavam após ellas.

24 E as sete espigas miudas devoravam as sete espigas boas. E eu disse-o
aos [7] magos, mas ninguem _houve_ que m’o interpretasse.

25 Então disse José a Pharaó: O sonho de Pharaó _é_ um só; o que Deus ha
de fazer, [8] notificou a Pharaó.

26 As sete vaccas formosas _são_ sete annos; as sete espigas formosas
tambem _são_ sete annos: o sonho é um só.

27 E as sete vaccas feias á vista e magras, que subiam depois d’ellas,
_são_ sete annos; e as sete espigas miudas e queimadas do vento oriental,
[9] serão sete annos de fome.

28 Esta _é_ a palavra que tenho dito a Pharaó; o que Deus ha de fazer,
mostrou-o a Pharaó.

29 E eis que veem sete annos, e [10] haverá grande fartura em toda a
terra do Egypto.

30 E depois d’elles levantar-se-hão [11] sete annos de fome, e toda
aquella fartura será esquecida na terra do Egypto, e a fome consumirá a
terra;

31 E não será conhecida a abundancia na terra, por causa d’aquella fome
_que haverá_ depois; porquanto será gravissima.

32 E que o sonho foi duplicado duas vezes a Pharaó, é [12] porquanto esta
coisa é determinada de Deus, e Deus se apressa a fazel-a.

33 Portanto Pharaó se proveja agora d’um varão entendido e sabio, e o
ponha sobre a terra do Egypto:

34 Faça _isso_ Pharaó, e ponha governadores sobre a terra, [13] e tome a
quinta parte da terra do Egypto nos sete annos de fartura,

35 E ajuntem toda a comida d’estes bons annos, que veem, e amontoem o
trigo debaixo da mão de Pharaó, para mantimento nas cidades, e o guardem;

36 Assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete annos
de fome, que haverá na terra do Egypto; para que a terra não pereça de
fome.

37 E esta palavra foi boa aos olhos de Pharaó, [14] e aos olhos de todos
os seus servos.


_Pharaó põe José como governador do Egypto._

[Antes de Christo 1715]

38 E disse Pharaó a seus servos: Achariamos um varão como este, em quem
_haja_ o espirito de Deus?

39 Depois disse Pharaó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto,
ninguem _ha tão_ entendido e sabio como tu:

40 Tu estarás sobre a minha casa, [15] e por tua bocca se governará todo
o meu povo, sómente no throno eu serei maior que tu.

41 Disse mais Pharaó a José: Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra
do Egypto.

42 E tirou Pharaó o seu annel da sua mão, e o poz na mão de José, e o
fez vestir de vestidos de linho fino, [16] e poz um collar d’oiro no seu
pescoço,

43 E o fez subir no segundo carro que tinha, e clamavam diante d’elle:
Ajoelhae; [17] assim o poz sobre toda a terra do Egypto.

44 E disse Pharaó a José: Eu _sou_ Pharaó; porém sem ti ninguem levantará
a sua mão ou o seu pé em toda a terra do Egypto.

45 E chamou Pharaó o nome de José [DH] Zaphnath-paneah, e deu-lhe por
mulher a Asenath, [18] filha de Potiphera, sacerdote de On; e saiu José
por _toda_ a terra do Egypto.

46 E José _era_ da edade de trinta annos quando esteve diante da face de
Pharaó, rei do Egypto. E saiu José da face de Pharaó, e passou por toda a
terra do Egypto.

47 E a terra produziu nos sete annos de fartura a mãos cheias.

48 E ajuntou todo o mantimento dos sete annos, que houve na terra
do Egypto, e guardou o mantimento nas cidades, pondo nas cidades o
mantimento do campo que _estava_ ao redor de cada cidade.

49 Assim ajuntou José muitissimo trigo, como a areia do mar, até que
cessou de contar; porquanto não _havia_ numeração.

50 E nasceram a José dois [19] filhos (antes que viesse um anno de fome),
que lhe pariu Asenath, filha de Potiphera, sacerdote de On.

51 E chamou José o nome do primogenito Manasseh [DI]; porque _disse_:
Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pae.

52 E o nome do segundo chamou Ephraim [DJ]; porque _disse_: Deus me fez
[20] crescer na terra da minha afflicção.

53 Então acabaram-se os sete annos de fartura que havia na terra do
Egypto,

54 E começaram a vir os sete annos de fome, como José tinha dito; e havia
fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egypto havia pão.

55 E tendo toda a terra do Egypto fome, clamou o povo a Pharaó por pão;
e Pharaó disse a todos os egypcios: Ide a José; o que elle vos disser,
fazei.

56 Havendo pois fome sobre toda a terra, abriu José tudo em que havia
_mantimento_, [21] e vendeu aos egypcios; porque a fome prevaleceu na
terra de Egypto.

57 E todas as terras vinham ao Egypto, para comprar de José; porquanto a
fome prevaleceu em todas as terras.

[1] Dan. 2.1.

[2] Dan. 4.5, 19 e 7.28 e 8.27. Exo. 7.11. Isa. 29.14. Dan. 2.2.

[3] cap. 40.2.

[4] cap. 40.5.

[5] I Sam. 2.8. Psa. 105.20. Psa. 25.14. Dan. 5.16.

[6] ver. 1.

[7] ver. 8. Dan. 4.7.

[8] Dan. 2.29, 45.

[9] II Reis 8.1.

[10] ver. 47.

[11] ver. 54. cap. 47.13.

[12] cap. 37.7, 9. Num. 23.19. Isa. 46.10.

[13] Pro. 6.6, 8 e 22.3.

[14] Act. 7.10.

[15] Psa. 105.21.

[16] Dan. 5.7, 29.

[17] cap. 45.8, 26. Act. 7.10.

[18] Exo. 2.16.

[19] cap. 46.20 e 48.5.

[20] cap. 49.22.

[21] cap. 42.6.



_Os irmãos de José descem ao Egypto._

[Antes de Christo 1707]

42 Vendo então Jacob que havia mantimento no Egypto, [1] disse Jacob a
seus filhos: Porque estaes olhando uns para os outros?

2 Disse mais: Eis que tenho ouvido que ha mantimentos no Egypto; descei
para lá, e comprae-nos d’ali, para que vivamos e não morramos.

3 Então desceram os dez irmãos de José, para comprarem trigo do Egypto.

4 A Benjamin, porém, irmão de José não enviou Jacob com os seus irmãos,
porque dizia: [2] Para que lhe não succeda porventura algum desastre.

5 Assim vieram os filhos de Israel para comprar, entre os que vinham
_lá_; porque havia fome na terra de Canaan.

6 José, pois, era o governador d’aquella terra; [3] elle vendia a todo o
povo da terra; e os irmãos de José vieram, e inclinaram-se a elle com a
face na terra.

7 E José, vendo os seus irmãos, conheceu-os; porém mostrou-se estranho
para com elles, e fallou com elles asperamente, e disse-lhes: D’onde
vindes? E elles disseram: Da terra de Canaan, para comprarmos mantimento.

8 José, pois, conheceu os seus irmãos; mas elles não o conheceram.

9 Então José lembrou-se dos sonhos, [4] que havia sonhado d’elles, e
disse-lhes: Vós sois espias, _e_ sois vindos para ver a nudez da terra.

10 E elles lhe disseram: Não, senhor meu; mas teus servos são vindos a
comprar mantimento.

11 Todos nós somos filhos de um varão; somos homens de rectidão; os teus
servos não são espias.

12 E elle lhes disse: Não; antes viestes para ver a nudez da terra.

13 E elles disseram: Nós, teus servos, _somos_ doze irmãos, filhos de um
varão na terra de Canaan; e eis que aqui o mais novo _está_ com nosso pae
hoje; [5] mas um não está _mais_.

14 Então lhes disse José: Isso _é_ o que vos tenho dito, dizendo que
_sois_ espias:

15 N’isto sereis provados; [6] pela vida de Pharaó, não saireis d’aqui
senão quando vosso irmão mais novo vier aqui.

16 Enviae um d’entre vós, que traga vosso irmão, mas vós ficareis presos,
e vossas palavras sejam provadas, se _ha_ verdade comvosco; e se não,
pela vida de Pharaó, vós sois espias.

17 E pôl-os juntos em guarda tres dias.

18 E ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vivereis; [7]
_porque_ eu temo a Deus.

19 Se sois homens de rectidão, que fique um de vossos irmãos preso na
casa de vossa prisão; e vós ide, levae mantimento para a fome de vossa
casa,

20 E trazei-me o vosso irmão mais novo, [8] e serão verificadas vossas
palavras, e não morrereis. E elles assim fizeram.

21 Então disseram uns aos outros: [9] Na verdade, _somos_ culpados ácerca
de nosso irmão, pois vimos a angustia da sua alma, quando nos rogava; nós
porém não ouvimos: por isso vem sobre nós esta angustia.

22 E Ruben respondeu-lhes, dizendo: [10] Não vol-o dizia eu, dizendo:
Não pequeis contra o moço; mas não ouvistes: e vêdes aqui, o seu sangue
tambem á requerido.

23 E elles não sabiam que José os entendia, porque _havia_ interprete
entre elles.

24 E retirou-se d’elles, e chorou. Depois tornou a elles, e fallou-lhes,
e tomou a Simeão d’elles, e amarrou-o perante os seus olhos.


_Os irmãos de José voltam do Egypto._

25 E ordenou José, que enchessem os seus saccos de trigo, e que _lhes_
restituissem o seu dinheiro a cada um no seu sacco, e lhes dessem comida
para o caminho; [11] e fizeram-lhes assim.

26 E carregaram o seu trigo sobre os seus jumentos, e partiram d’ali.

27 E, abrindo [12] um _d’elles_ o seu sacco, para dar pasto ao seu
jumento na venda, viu o seu dinheiro; porque eis que estava na bocca do
seu sacco.

28 E disse a seus irmãos: Tornou-se o meu dinheiro, e eil-o tambem aqui
no meu sacco. Então lhes desfalleceu o coração, e pasmavam, dizendo um ao
outro: Que é isto que Deus nos tem feito?

29 E vieram para Jacob, seu pae, na terra de Canaan; e contaram-lhe tudo
o que lhes aconteceu, dizendo:

30 O varão, o senhor da terra, fallou comnosco asperamente, [13] e
tratou-nos como espias da terra;

31 Mas dissemos-lhe: Somos _homens_ de rectidão: não somos espias:

32 _Somos_ doze irmãos, filhos de nosso pae; um não _é mais_, e o mais
novo _está_ hoje com nosso pae na terra de Canaan.

33 E aquelle varão, o senhor da terra, nos disse: N’isto conhecerei que
vós sois _homens_ de rectidão; deixae commigo um de vossos irmãos, e
tomae para a fome de vossas casas, e parti,

34 E trazei-me vosso irmão mais novo; assim saberei que não sois espias,
mas _homens_ de rectidão; _então_ vos darei o vosso irmão e negociareis
na terra.

35 E aconteceu que, [14] despejando elles os seus saccos, eis que cada um
tinha a trouxinha com seu dinheiro no seu sacco; e viram as trouxinhas
com seu dinheiro, elles e seu pae, e temeram.

36 Então Jacob, seu pae, disse-lhes: Tendes-me desfilhado; [15] José não
_está mais_, e Simeão não _está mais_: agora levareis a Benjamin. Todas
estas coisas vieram sobre mim.

37 Mas Ruben fallou a seu pae, dizendo: Mata os meus dois filhos, se t’o
não tornar a trazer; dá-m’o em minha mão, e t’o tornarei a trazer.

38 Elle porém disse: Não descerá meu filho comvosco; [16] porquanto o
seu irmão é morto, e elle só ficou. Se lhe succedesse algum desastre no
caminho que fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza á sepultura.

[1] Act. 7.12.

[2] ver. 38.

[3] cap. 41.41.

[4] cap. 37.5, 9.

[5] cap. 37.30.

[6] I Sam. 1.26 e 17.55. Thi. 5.12.

[7] Lev. 25.43. Neh. 5.15. Luc. 18.2, 4.

[8] cap. 43.5.

[9] Num. 32.23. I Reis 17.18. Job 36.8, 9. Ose. 5.15.

[10] cap. 37.21. cap. 9.5. I Reis 2.32. II Chr. 24.22. Psa. 9.12.

[11] Mat. 5.44. Rom. 12.17, 20. Eph. 4.2.

[12] cap. 43.21.

[13] ver. 7, 12.

[14] cap. 43.21.

[15] cap. 43.14.

[16] cap. 44.29.



_Os irmãos de José descem outra vez ao Egypto._

43 E a fome [1] _era_ gravissima na terra.

2 E aconteceu que, como acabaram de comer o mantimento que trouxeram do
Egypto, disse-lhes seu pae: Tornae, comprae-nos um pouco de alimento.

3 Mas Judah respondeu-lhe, dizendo: Fortemente nos protestou aquelle
varão, dizendo: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não _vier_
comvosco.

4 Se enviares comnosco o nosso irmão, desceremos, e te compraremos
alimento;

5 Mas se não _o_ enviares, não desceremos; porquanto aquelle varão nos
disse: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não _vier_ comvosco.

6 E disse Israel: Porque me fizestes _tal_ mal, fazendo saber áquelle
varão que tinheis ainda _outro_ irmão?

7 E elles disseram: Aquelle varão particularmente nos perguntou por nós,
e pela nossa parentela, dizendo: Vive ainda vosso pae? tendes mais um
irmão? e respondemos-lhe conforme as mesmas palavras. Podiamos nós saber
que diria: Trazei vosso irmão?

8 Então disse Judah a Israel, seu pae: Envia o mancebo commigo, e
levantar-nos-hemos, e iremos, para que vivamos, e não morramos, nem nós,
nem tu, nem os nossos filhos.

9 Eu serei fiador por elle, da minha mão o requererás; [2] se eu não
t’o trouxer, e não o pozer perante a tua face, serei réu de crime para
comtigo para sempre:

10 E se nós não nos tivessemos detido, certamente já estariamos segunda
vez de volta.

11 Então disse-lhes Israel, seu pae: Pois que assim _é_, fazei isso;
tomae do mais precioso d’esta terra em vossos vasos, [3] e levae ao varão
um presente: um pouco de balsamo, e um pouco de mel, especiarias, e
myrrha, terebintho e [DK] amendoas;

12 E tomae em vossas mãos dinheiro dobrado, [4] e o dinheiro que tornou
na bocca dos vossos saccos tornae a levar em vossas mãos; bem pode ser
que fosse erro;

13 Tomae tambem a vosso irmão, e levantae-vos, e voltae áquelle varão;

14 E Deus Todo-poderoso vos dê misericordia diante do varão, para que
deixe vir comvosco vosso outro irmão, [5] e Benjamin; e eu, _se fôr_
desfilhado, desfilhado ficarei.


_Os irmãos de José jantam com elle._

15 E os varões tomaram aquelle presente, e tomaram dinheiro dobrado
em suas mãos, e a Benjamin: e levantaram-se, e desceram ao Egypto, e
apresentaram-se diante da face de José.

16 Vendo pois José a Benjamin com elles, disse ao que _estava_ sobre a
sua casa: [6] Leva _estes_ varões á casa, e mata rezes, e apresta; porque
_estes_ varões comerão commigo ao meio dia.

17 E o varão fez como José dissera, e o varão levou aquelles varões á
casa de José.

18 Então temeram aquelles varões, porquanto foram levados á casa de José,
e diziam: Por causa do dinheiro que d’antes foi [DL] tornado nos nossos
saccos, fomos levados _aqui_, para nos criminar e cair sobre nós, para
que nos tome por servos, e a nossos jumentos.

19 Por isso chegaram-se ao varão que _estava_ sobre a casa de José, e
fallaram com elle á porta da casa,

20 E disseram: Ai! senhor meu, certamente descemos d’antes a comprar
mantimento;

21 E aconteceu que, [7] chegando nós á venda, e abrindo os nossos saccos,
eis que o dinheiro de cada varão _estava_ na bocca do seu sacco, nosso
dinheiro por seu peso; e tornamos a trazel-o em nossas mãos;

22 Tambem trouxemos outro dinheiro em nossas mãos, para comprar
mantimento; não sabemos quem tenha posto o nosso dinheiro nos nossos
saccos.

23 E elle disse: Paz _seja_ comvosco, não temaes; o vosso Deus, e o
Deus de vosso pae, vos tem dado um thesoiro nos vossos saccos; o vosso
dinheiro me chegou a mim. E trouxe-lhes fóra a Simeão.

24 Depois levou o varão aquelles varões á casa de José, [8] e deu-_lhes_
agua, e lavaram os seus pés; tambem deu pasto aos seus jumentos.

25 E prepararam o presente, para quando José viesse ao meio dia; porque
tinham ouvido que ali haviam de comer pão.

26 Vindo pois José a casa, trouxeram-lhe a casa o presente, [9] que
estava na sua mão; e inclinaram-se a elle á terra.

27 E [10] elle lhes perguntou como estavam, e disse: Vosso pae, o velho
de quem fallastes, está bem? ainda vive?

28 E elles disseram: Bem está o teu servo, nosso pae [11] vive ainda. E
abaixaram a cabeça, e inclinaram-se.

29 E elle levantou os seus olhos, e viu a Benjamin, seu irmão, [12] filho
de sua mãe, e disse: Este _é_ vosso irmão mais novo de quem me fallastes?
Depois elle disse: Deus te dê a sua graça, meu filho.

30 E José apressou-se, [13] porque as suas entranhas moveram-se para o
seu irmão, e procurou _onde_ chorar; e entrou na camara, e chorou ali.

31 Depois lavou o seu rosto, e saiu; e conteve-se, e disse: Ponde pão.

32 E pozeram-lhe a _elle_ á parte, e a elles á parte, e aos egypcios, que
comiam com elle, á parte; porque os egypcios não podem comer pão com os
hebreus, porquanto _é_ abominação para os egypcios.

33 E assentaram-se diante d’elle, o primogenito segundo a sua
primogenitura, e o menor segundo a sua menoridade: do que os varões se
maravilhavam entre si.

34 E apresentou-lhes as porções que _estavam_ diante d’elle; porém a
porção de Benjamin era cinco vezes maior do que as porções d’elles todos.
E elles beberam, e se regalaram com elle.

[1] cap. 41.54.

[2] cap. 44.32.

[3] Pro. 18.16. cap. 37.25.

[4] cap. 42.35.

[5] Neh. 1.11. Psa. 37.5.

[6] cap. 44.1.

[7] cap. 42.27.

[8] cap. 18.4 e 24.32.

[9] cap. 37.7, 10.

[10] cap. 42.11, 13.

[11] cap. 37.7, 10.

[12] cap. 35.17, 18.

[13] I Reis 3.20. Jer. 31.20. Phi. 1.8 e 2.1. Col. 3.12.



_A astucia de José para deter seus irmãos._

44 E deu ordem ao que estava sobre a sua casa, dizendo: Enche os saccos
d’estes varões de mantimento, quanto poderem levar, e põe o dinheiro de
cada varão na bocca do seu sacco.

2 E o meu copo, o copo de prata, porás na bocca do sacco do mais novo,
com o dinheiro do seu trigo. E fez conforme a palavra de José, que tinha
dito.

3 Vinda a luz da manhã, despediram-se estes varões, elles com os seus
jumentos.

4 Saindo elles da cidade, _e_ não se havendo ainda distanciado, disse
José ao que _estava_ sobre a sua casa: Levanta-te, e persegue aquelles
varões: e, alcançando-os, lhes dirás: Porque pagastes mal por bem?

5 Não _é_ este o _copo_ por que bebe meu senhor? e em que elle bem [DM]
attenta? fizestes mal no que fizestes.

6 E alcançou-os, e fallou-lhes as mesmas palavras.

7 E elles disseram-lhe: Porque diz meu senhor taes palavras? longe
estejam teus servos de fazerem similhante coisa.

8 Eis que o dinheiro, [1] que temos achado nas boccas dos nossos saccos,
te tornámos a trazer desde a terra de Canaan: como pois furtariamos da
casa do teu senhor prata ou oiro?

9 Aquelle, [2] com quem de teus servos fôr achado, morra; e ainda nós
seremos escravos do meu senhor.

10 E elle disse: Ora seja tambem assim conforme as vossas palavras;
aquelle com quem se achar será meu escravo, porém vós sereis desculpados.

11 E elles apressaram-se, e cada um poz em terra o seu sacco, e cada um
abriu o seu sacco.

12 E buscou, começando do maior, e acabando no mais novo: e achou-se o
copo no sacco de Benjamin.

13 Então rasgaram os seus vestidos, [3] e carregou cada um o seu jumento,
e tornaram á cidade.

14 E veiu Judah com os seus irmãos á casa de José, porque elle ainda
estava ali; [4] e prostraram-se diante d’elle na terra.

15 E disse-lhes José: Que _é_ isto que obrastes? não sabeis vós que tal
homem como eu bem [DN] attentara?


_A humilde supplica de Judah._

16 Então disse Judah: Que diremos a meu senhor? que fallaremos? e como
nos justificaremos? Achou Deus a iniquidade de teus servos; [5] eis que
_somos_ escravos de meu senhor, tanto nós como aquelle em cuja mão foi
achado o copo.

17 Mas elle disse: [6] Longe de mim que eu tal faça; o varão em cuja mão
o copo foi achado, aquelle será meu servo; porém vós subi em paz para
vosso pae.

18 Então Judah se chegou a elle, e disse: Ai! senhor meu, deixa, peço-te,
o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu senhor, e não se accenda
a tua ira contra o teu servo; porque tu _és_ como Pharaó.

19 Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vós pae, ou irmão?

20 E dissemos a meu senhor: Temos um pae velho, e um moço da sua velhice,
o mais novo, cujo irmão é morto; e elle ficou só de sua mãe, [7] e seu
pae o ama.

21 Então tu disseste a teus servos: Trazei-m’o a mim, e porei os meus
olhos sobre elle.

22 E nós dissemos a meu senhor: Aquelle moço não poderá deixar a seu pae:
se deixar a seu pae, morrerá.

23 Então tu disseste a teus servos: Se vosso irmão mais novo não descer
comvosco, [8] nunca mais vereis a minha face.

24 E aconteceu que, subindo nós a teu servo meu pae, e contando-lhe as
palavras de meu senhor,

25 Disse nosso pae: [9] Tornae, comprae-nos um pouco de mantimento.

26 E nós dissemos: Não poderemos descer; se nosso irmão menor fôr
comnosco, desceremos; pois não poderemos ver a face do varão, se este
nosso irmão menor não _estiver_ comnosco.

27 Então disse-nos teu servo meu pae: [10] Vós sabeis que minha mulher me
pariu dois;

28 E um saiu de mim, e eu disse: [11] Certamente foi despedaçado, e não o
tenho visto até agora;

29 Se agora tambem tirardes a este da minha face, e lhe acontecesse algum
desastre, farieis descer as minhas cãs com dôr á sepultura.

30 Agora pois, vindo eu a teu servo meu pae, e o moço não indo comnosco,
pois que a sua alma está atada com a alma d’elle,

31 Acontecerá que, vendo elle que o moço ali não _está_, morrerá; e
teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pae, com tristeza á
sepultura.

32 Porque teu servo [12] se deu por fiador por este moço para com meu
pae, dizendo: Se não t’o tornar, eu serei culpado a meu pae todos os dias.

33 Agora, pois, fique teu servo em logar d’este moço por escravo de meu
senhor, e que suba o moço com os seus irmãos.

34 Porque como subirei eu a meu pae, se o moço não _fôr_ commigo? para
que não veja eu o mal que sobrevirá a meu pae.

[1] cap. 43.22.

[2] cap. 31.32.

[3] cap. 37.29, 34. Num. 14.6. II Sam. 1.11.

[4] cap. 37.7.

[5] Esd. 9.10. Job 40.4. Num. 32.23. Jos. 7.18. Luc. 12.2.

[6] Pro. 17.15.

[7] cap. 37.3.

[8] cap. 43.3, 5.

[9] cap. 43.2.

[10] cap. 30.23 e 35.18 e 46.19.

[11] cap. 37.33.

[12] cap. 43.9.



_José dá-se a conhecer a seus irmãos._

[Antes de Christo 1706]

45 Então José não se podia conter diante de todos os que estavam com
elle; e clamou: Fazei sair de mim a todo o varão; e ninguem ficou com
elle, quando José se deu a conhecer a seus irmãos.

2 E levantou a sua voz com chôro, de maneira que os egypcios o ouviam, e
a casa de Pharaó o ouviu.

3 E disse José a seus irmãos: Eu _sou_ José: vive ainda meu pae? E seus
irmãos não lhe poderam responder, porque estavam pasmados diante da sua
face.

4 E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegae-vos a mim. E chegaram-se;
então disse elle: Eu _sou_ José, vosso irmão, a quem vendestes para o
Egypto.

5 Agora, pois, não vos entristeçaes, [1] nem vos peze aos vossos olhos
por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me
enviou diante da vossa face.

6 Porque já houve dois annos de fome no meio da terra, e ainda _restam_
cinco annos em que não haverá lavoura nem sega.

7 Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para que ficasseis um
resto na terra, e para guardar-vos em vida por uma grande livração.

8 Assim não _fostes_ vós _que_ me enviastes para cá, senão Deus, que me
tem posto por pae de Pharaó, [2] e por senhor de toda a sua casa, e como
[DO] regente em toda a terra do Egypto.

9 Apressae-vos, e subi a meu pae, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho
José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egypto; desce a
mim, e não te demores;

10 E habitarás na terra de Gosen, [3] e estarás perto de mim, tu e os
teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas
vaccas, e tudo o que tens.

11 E ali te sustentarei, porque ainda _haverá_ cinco annos de fome, para
que não pereças de pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens.

12 E eis que vossos olhos o vêem, e os olhos de meu irmão Benjamin, _que
é_ minha bocca que vos falla.

13 E fazei saber a meu pae toda a minha gloria no Egypto, e tudo o que
tendes visto, [4] e apressae-vos a fazer descer meu pae para cá.

14 E lançou-se ao pescoço de Benjamin seu irmão, e chorou; e Benjamin
chorou _tambem_ ao seu pescoço.


_Pharaó ouve fallar dos irmãos de José._

15 E beijou a todos os seus irmãos, e chorou sobre elles; e depois seus
irmãos fallaram com elle.

16 E a fama ouviu-se na casa de Pharaó, dizendo: Os irmãos de José são
vindos; e pareceu bem aos olhos de Pharaó, e aos olhos de seus servos.

17 E disse Pharaó a José: Dize a teus irmãos: Fazei isto, carregae as
vossas bestas e parti, tornae á terra de Canaan,

18 E tornae a vosso pae, e a vossas familias, e vinde a mim; e eu vos
farei o melhor da terra do Egypto, [5] e comereis a gordura da terra.

19 A ti pois é ordenado; fazei isto, tomae vós da terra do Egypto carros
para vossos meninos, para vossas mulheres, e para vosso pae, e vinde.

20 E não vos peze _coisa alguma_ das vossas alfaias; porque o melhor de
toda a terra do Egypto _será_ vosso.

21 E os filhos de Israel fizeram assim. E José deu-lhes carros, conforme
o mandado de Pharaó; tambem lhes deu comida para o caminho.

22 A todos lhes deu, a cada um, mudas de vestidos; mas a Benjamin deu
trezentas peças de prata, [6] e cinco mudas de vestidos.

23 E a seu pae enviou similhantemente dez jumentos carregados do melhor
do Egypto, e dez jumentos carregados de trigo, e pão, e comida para seu
pae, para o caminho.

24 E despediu os seus irmãos, e partiram; e disse-lhes: Não contendaes
pelo caminho.

25 E subiram do Egypto, e vieram á terra de Canaan, a Jacob seu pae.

26 Então lhe annunciaram, dizendo: José ainda vive, e elle tambem é
regente em toda a terra do Egypto. [7] E o seu coração desmaiou-se,
porque não os acreditava.

27 Porém, havendo-lhe elles contado todas as palavras de José, que elle
lhes fallára, e vendo elle os carros que José enviara para leval-o,
reviveu o espirito de Jacob seu pae.

28 E disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei, e o verei
antes que morra.

[1] cap. 37.28. II Cor. 2.7.

[2] João 19.11. cap. 41.43.

[3] cap. 46.29 e 47.1, 6. Exo. 8.22 e 9.26.

[4] Act. 7.14.

[5] cap. 47.6.

[6] cap. 43.34.

[7] Job 9.16 e 29.24. Psa. 126.1. Luc. 24.11, 41.



_Jacob e toda a sua familia descem ao Egypto._

46 E partiu Israel com tudo quanto tinha, e veiu a [1] Berseba, e
sacrificou sacrificios ao Deus de seu pae Isaac.

2 E fallou Deus a Israel em visões da noite, [2] e disse: Jacob, Jacob! E
elle disse: Eis-me _aqui_.

3 E disse: Eu _sou_ o Deus, o Deus de teu pae; [3] não temas de descer ao
Egypto, porque eu te farei ali uma grande nação.

4 E descerei comtigo ao Egypto, e certamente te farei _tornar_ a subir,
[4] e José porá a sua mão sobro os teus olhos.

5 Então levantou-se Jacob de Berseba, e os filhos de Israel levaram a seu
pae Jacob, e seus meninos, e as suas mulheres, [5] nos carros que Pharaó
enviara para o levar.

6 E tomaram o seu gado e a sua fazenda que tinham adquirido na terra de
Canaan, [6] e vieram ao Egypto, Jacob e toda a sua semente com elle,

7 Os seus filhos, e os filhos de seus filhos com elle, as suas filhas, e
as filhas de seus filhos, e toda a sua semente levou comsigo ao Egypto.

8 E estes _são_ os nomes dos filhos de Israel, [7] que vieram ao Egypto,
Jacob e seus filhos: Ruben, o primogenito de Jacob,

9 E os filhos de Ruben: Hanoch, e Pallu, e Hezron, e Carmi.

10 E os filhos de Simeão: Jemuel, e Jamin, e Ohad, e Jachin, e Zohar, e
Shaul, filho de uma mulher cananea.

11 E os filhos de Levi: Gerson, Kohath, e Merari.

12 E os filhos de Judah: Er, e Onan, e Sela, e Perez, e Serah; [8] Er
e Onan, porém, morreram na terra de Canaan; e os filhos de Perez foram
Hezron e Hamul.

13 E os filhos de Issacar: Tola, e Puah, e Iob, e Simron.

14 E os filhos de Zebulon: Sered, e Elon, e Jahleel.

15 Estes _são_ os filhos de Leah, que pariu a Jacob em Paddan-aram, com
Dinah, sua filha: todas as almas de seus filhos e de suas filhas _foram_
trinta e tres.

16 E os filhos de Gad: Ziphion, e Haggi, Shuni, e Ezbon, Eri, e Arodi, e
Areli.

17 E os filhos de Asher: Imnah, e Ischva, e Ischvi, e Beria, e Serah, a
irmã d’elles: e os filhos de Beria: Heber e Malchiel.

18 Estes são os filhos de Zilpah, [9] que Labão deu á sua filha Leah; e
pariu a Jacob estas dezeseis almas.

19 Os filhos de Rachel, mulher de Jacob: José e Benjamin.

20 E nasceram a José na terra do Egypto Manasseh e Ephraim, que lhe pariu
Asenath, [10] filha de Potiphera, sacerdote de On.

21 E os filhos de Benjamin: Belah, Becher, e Asbel, Gera, e Naaman, Echi
e Rosh, Muppim, e Huppim, e Ard.

22 Estes são os filhos de Rachel, que nasceram a Jacob, ao todo quatorze
almas.

23 E os filhos de Dan: Husim.

24 E os filhos de Naphtali: Jahzeel, e Guni, e Jezer, e Shilem.

25 Estes são os filhos de Bilha, [11] que Labão deu á sua filha Rachel; e
pariu estes a Jacob; todas as almas foram sete.

26 Todas as almas que vieram com Jacob ao Egypto, que sairam da sua côxa,
sem as mulheres dos filhos de Jacob, todas foram sessenta e seis almas.

27 E os filhos de José, que lhe nasceram no Egypto, _eram_ duas almas.
Todas as almas da casa de Jacob, que vieram ao Egypto, [12] _foram_
setenta.


_O encontro de José com seu pae._

28 E enviou a Judah diante da sua face a José, para o encaminhar a Gosen;
e chegaram á [13] terra de Gosen.

29 Então José apromptou o seu carro, e subiu ao encontro de Israel, seu
pae, a Gosen. E, mostrando-se-lhe, lançou-se ao seu pescoço, e chorou
sobre o seu pescoço longo tempo.

30 E Israel disse a José: Morra eu agora, [14] pois já tenho visto o teu
rosto, que ainda vives.

31 Depois disse José a seus irmãos, e á casa de seu pae: Eu subirei, e
annunciarei a Pharaó, e lhe direi: Meus irmãos, e a casa de meu pae, que
_estavam_ na terra de Canaan, vieram a mim!

32 E os varões _são_ pastores de ovelhas, porque são homens de gado, e
trouxeram comsigo as suas ovelhas, e as suas vaccas, e tudo o que teem.

33 Quando pois acontecer que Pharaó vos chamar, e disser: [15] Qual _é_
vosso [DP] negocio?

34 Então direis: [16] Teus servos foram homens de gado desde a nossa
mocidade até agora, tanto nós como os nossos paes; para que habitemos
na terra de Gosen; porque todo o pastor de ovelhas _é_ abominação aos
egypcios.

[1] cap. 21.31 e 31.42, 53.

[2] cap. 15.1. Job 33.15.

[3] cap. 12.2. Deu. 26.5.

[4] cap. 15.16 e 50.13, 25. Exo. 3.8. cap. 50.1. Act. 7.15.

[5] cap. 45.19, 27.

[6] Num. 20.15. Deu. 26.5. Jos. 24.4. Psa. 105.23. Isa. 52.4.

[7] Exo. 1.1 e 6.14. Num. 26.5.

[8] I Chr. 2.3.

[9] cap. 29.24 e 30.10.

[10] cap. 41.50.

[11] cap. 29.29.

[12] Deu. 10.22. Act. 7.14.

[13] cap. 47.1.

[14] Luc. 2.29, 30.

[15] cap. 47.3.

[16] cap. 30.35 e 37.12. Exo. 8.26.



_José annuncia a Pharaó a chegada de seu pae._

47 Então veiu José, e annunciou a Pharaó, e disse: Meu pae, e os meus
irmãos, e as suas ovelhas, e as suas vaccas, com tudo o que teem, são
vindos da terra de Canaan, [1] e eis que _estão_ na terra de Gosen.

2 E [2] tomou uma parte de seus irmãos, a _saber_ cinco varões, e os poz
diante de Pharaó.

3 Então disse Pharaó a seus irmãos: Qual _é_ vosso negocio? E elles
disseram a Pharaó: Teus servos _são_ pastores de ovelhas, tanto nós como
nossos paes.

4 Disseram mais a Pharaó: [3] Viemos para peregrinar n’esta terra; porque
não ha pasto para as ovelhas de teus servos, porquanto a fome _é_ grave
na terra de Canaan; agora pois rogamos-te que teus servos habitem na
terra de Gosen.

5 Então fallou Pharaó a José, dizendo: Teu pae e teus irmãos vieram a ti:

6 A terra do Egypto está diante da tua face, no melhor da terra faze
habitar teu pae e teus irmãos; habitem na terra de Gosen: e se sabes que
entre elles ha homens [DQ] valentes, os porás por maioraes do [4] gado,
sobre o que eu tenho.

7 E trouxe José a Jacob, seu pae, e o poz diante de Pharaó; e Jacob
abençoou a Pharaó.

8 E Pharaó disse a Jacob: Quantos _são_ os dias dos annos da tua vida?

9 E Jacob disse a Pharaó: Os dias dos annos das minhas peregrinações
_são_ cento e trinta annos; [5] poucos e maus foram os dias dos annos da
minha vida, e não chegaram aos dias dos annos da vida de meus paes nos
dias das suas peregrinações.

10 E Jacob abençoou a Pharaó, e saiu de diante da face de Pharaó.

11 E José fez habitar a seu pae e seus irmãos, e deu-lhes possessão na
terra do Egypto, no melhor da terra, na terra de Rameses, [6] como Pharaó
ordenara.

12 E José sustentou de pão a seu pae, e seus irmãos, e toda a casa de seu
pae, segundo os seus meninos.


_Como José comprou toda a terra do Egypto para Pharaó._

13 E não havia pão em toda a terra, [7] porque a fome _era_ mui grave; de
maneira que a terra do Egypto e a terra de Canaan desfalleciam por causa
da fome.

14 Então José recolheu todo o dinheiro que se achou na terra do Egypto, e
na terra de Canaan, pelo trigo que compravam: e José trouxe o dinheiro á
casa de Pharaó.

15 Acabando-se pois o dinheiro da terra do Egypto, e da terra de Canaan,
vieram todos os egypcios a José, dizendo: Dá-nos pão; porque morreremos
em tua presença? porquanto o dinheiro nos falta.

16 E José disse: Dae o vosso gado, e eu vol-o darei por vosso gado, se
falta o dinheiro.

17 Então trouxeram o seu gado a José: e José deu-lhes pão em _troca_ de
cavallos, e do gado das ovelhas, e do gado das vaccas e dos jumentos; e
os sustentou de pão aquelle anno por todo o seu gado.

18 E acabado aquelle anno, vieram a elle no segundo anno, e disseram-lhe:
Não occultaremos ao meu senhor que o dinheiro é acabado, e meu senhor
possue os animaes, e nenhuma outra coisa _nos_ ficou diante da face de
meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra;

19 Porque morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa
terra? [8] compra-nos a nós e á nossa terra por pão, e nós e a nossa
terra seremos servos de Pharaó, e dá semente para que vivamos, e não
morramos, e a terra não se desole.

[Antes de Christo 1702]

20 Assim José comprou toda a terra do Egypto para Pharaó, porque os
egypcios venderam cada um o seu campo, porquanto a fome prevaleceu sobre
elles: e a terra ficou _sendo_ de Pharaó.

21 E, quanto ao povo, fel-o passar ás cidades, desde _uma_ extremidade da
terra do Egypto até á _outra_ extremidade.

22 Somente a terra dos sacerdotes não a comprou, porquanto os sacerdotes
tinham porção de Pharaó, e elles comiam a sua porção que Pharaó lhes
tinha dado; por isso não venderam a sua terra.

23 Então disse José ao povo: Eis que hoje tenho comprado a vós e a vossa
terra para Pharaó; eis ahi tendes semente para vós, para que semeeis a
terra.

24 Ha de ser, porém, que das colheitas dareis o quinto a Pharaó, e
as quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso
mantimento, e dos que _estão_ nas vossas casas, e para que comam vossos
meninos.

25 E disseram: A vida nos tens dado; achemos graça nos olhos de meu
senhor, e seremos servos de Pharaó.

26 José pois poz isto por estatuto até ao dia de hoje, sobre a terra do
Egypto, que Pharaó tirasse o quinto: só a terra dos sacerdotes não ficou
_sendo_ de Pharaó.

27 Assim habitou Israel na terra do Egypto, na terra de Gosen, e n’ella
tomaram possessão, [9] e fructificaram, e multiplicaram-se muito.

28 E Jacob viveu na terra do Egypto dezesete annos: de sorte que os dias
de Jacob, os annos da sua vida, foram cento e quarenta e sete annos.

29 Chegando-se pois o tempo da morte d’Israel, chamou a José seu filho, e
disse-lhe: Se agora tenho achado graça em teus olhos, rogo-te que ponhas
a tua mão debaixo da minha côxa, [10] e usa commigo de beneficencia e
verdade; rogo-te que me não enterres no Egypto.

30 Mas que _eu_ jaza com os meus paes; [11] por isso me levarás do
Egypto, e me sepultarás na sepultura d’elles. E elle disse: Farei
conforme a tua palavra.

31 E disse _elle_: Jura-me. E elle jurou-lhe; e Israel inclinou-se sobre
a cabeceira da cama.

[1] cap. 46.28.

[2] Act. 7.13.

[3] cap. 15.13. Deu. 26.5. Psa. 105.23. Isa. 52.4.

[4] I Chr. 27.29. Exo. 1.11.

[5] cap. 25.7, 8 e 35.28.

[6] ver. 6.

[7] cap. 41.30, 31.

[8] Job 2.4. Lam. 1.1.

[9] Exo. 1.7, 12. Deu. 10.22. Neh. 9.23.

[10] cap. 24.2.

[11] cap. 50.5, 13.



_Jacob adoece._

[Antes de Christo 1689]

48 E aconteceu pois depois d’estas coisas, que um disse a José: Eis que
teu pae está enfermo. Então tomou comsigo os seus dois filhos Manasseh e
Ephraim.

2 E um deu parte a Jacob, e disse: Eis que José teu filho vem a ti. E
esforçou-se Israel, e assentou-se sobre a cama.

3 E Jacob disse a José: [1] O Deus Todo-poderoso me appareceu em Luz, na
terra de Canaan, e me abençoou,

4 E me disse: Eis que te farei fructificar e multiplicar, e te porei por
multidão de povos, e darei esta terra á tua semente depois de ti, [2] em
possessão perpetua.

5 Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egypto,
[3] antes que eu viesse a ti no Egypto, _são_ meus: Ephraim e Manasseh
serão meus, como Ruben e Simeão;

6 Mas a tua geração, que gerarás depois d’elles, será tua: segundo o nome
de seus irmãos serão chamados na sua herança.

7 Vindo pois eu de Paddan, me [4] morreu Rachel na terra de Canaan, no
caminho, quando ainda _ficava um pequeno_ espaço de terra para vir a
Ephrata; e eu a sepultei ali, no caminho d’Ephrata, que _é_ Beth-lehem.

8 E Israel viu os filhos de José, e disse: Quem _são_ estes?

9 E José disse a seu pae: Elles _são_ meus filhos, que Deus me tem dado
aqui. E elle disse: [5] Peço-te, traze-m’os aqui, para que os abençoe.

10 Os olhos porem d’Israel eram carregados de velhice, já não podia vêr;
e fel-os chegar a elle, e beijou-os, e abraçou-os.


_Jacob abençoa José e os filhos d’este._

11 E Israel disse a José: Eu não cuidara vêr o teu rosto; [6] e eis que
Deus me fez vêr a tua semente tambem.

12 Então José os tirou de seus joelhos, [7] e inclinou-se á terra diante
da sua face.

13 E tomou José a ambos _elles_, a Ephraim na sua mão direita á esquerda
d’Israel, e Manasseh na sua mão esquerda á direita d’Israel, e fel-os
chegar a elle.

14 Mas Israel estendeu a sua mão direita, e a poz sobre a cabeça
d’Ephraim, ainda que era o menor, e a sua esquerda sobre a cabeça de
Manasseh, dirigindo as suas mãos avisadamente, ainda que Manasseh _era_
o primogenito.

15 E abençoou a José, e disse: O Deus, [8] em cuja presença andaram os
meus paes Abrahão e Isaac, o Deus que me sustentou, desde que eu nasci
até este dia:

16 O anjo que me [DR] livrou de todo o mal, [9] abençôe estes rapazes, e
seja chamado n’elle o meu nome, e o nome de meus paes Abrahão e Isaac, e
multipliquem-se, como peixes, em multidão no meio da terra.

17 Vendo pois José que seu pae punha a sua mão direita sobre a cabeça
d’Ephraim, foi máu aos seus olhos; e tomou a mão de seu pae, para a
transpor de sobre a cabeça de Ephraim á cabeça de Manasseh.

18 E José disse a seu pae: Não assim, meu pae, porque este _é_ o
primogenito; põe a tua mão direita sobre a sua cabeça.

19 Mas seu pae _o_ recusou, e disse: Eu o sei, filho meu, eu o sei:
tambem elle será um povo, e tambem elle [10] será grande: comtudo o seu
irmão menor será maior que elle, e a sua semente será uma [DS] multidão
de nações.

20 Assim os abençoou n’aquelle dia, dizendo: Em ti abençoará Israel,
dizendo: [11] Deus te ponha como a Ephraim e como a Manasseh. E poz a
Ephraim diante de Manasseh.

21 Depois disse Israel a José: Eis que eu morro, [12] mas Deus será
comvosco, e vos fará tornar á terra de vossos paes.

22 E eu te tenho dado a ti um pedaço da terra sobre teus irmãos, que [13]
tomei com a minha espada e com o meu arco da mão dos amorrheos.

[1] cap. 28.13, 19 e 35.6.

[2] cap. 17.8. Amós 9.14, 15.

[3] cap. 41.50, 52. I Chr. 5.1.

[4] cap. 35.16, 19.

[5] cap. 27.4. Heb. 11.21.

[6] cap. 37.33, 35 e 45.26.

[7] Exo. 20.12.

[8] cap. 17.1 e 24.40. Psa. 103.4, 5.

[9] cap. 31.11. Isa. 63.9. Psa. 34.22. Num. 26.34, 37.

[10] Deu. 33.17.

[11] Ruth 4.11, 12.

[12] cap. 50.24. Jos. 23.14.

[13] Jos. 24.32. João 4.5.



_Jacob abençoa seus filhos e morre._

49 Depois chamou Jacob a seus filhos, e disse: [1] Ajuntae-vos, e
annunciar-vos-hei o que vos ha de acontecer nos derradeiros dias:

2 Ajuntae-vos, [2] e ouvi, filhos de Jacob; e ouvi a Israel vosso pae:

3 Ruben, tu _és_ meu primogenito, minha força, [3] e o principio de meu
vigor, o _mais_ excellente em alteza, e o _mais_ excellente em potencia.

4 Fervente como a agua, não serás o _mais_ excellente; porquanto subiste
ao leito de teu pae. Então _o_ contaminaste; subiu á minha cama.

5 Simeão e Levi _são_ irmãos: [4] as suas espadas _são_ instrumentos de
violencia.

6 No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação
minha gloria não se ajunte; porque no seu furor mataram varões, e na sua
teima arrebataram bois.

7 Maldito _seja_ o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura:
[5] eu os dividirei em Jacob, e os espalharei em Israel.

8 Judah, te louvarão os teus irmãos; [6] a tua mão _será_ sobre o pescoço
de teus inimigos: os filhos de teu pae a ti se inclinarão.

9 Judah _é_ um leãosinho, [7] da preza subiste, filho meu: encurva-se, e
deita-se como um leão, e como um leão velho: quem o despertará?

10 O sceptro [8] não se arredará de Judah, nem o legislador d’entre seus
pés, até que não venha Shiloh; e a elle [DT] congregarão os povos.

11 Elle amarrará o seu jumentinho á vide, e o filho da sua jumenta á cepa
mais excellente: elle lavará _o_ seu vestido no vinho, e a sua capa em
sangue de uvas.

12 Os olhos serão vermelhos de vinho, e os dentes brancos de leite.

13 Zabulon [9] habitará no porto dos mares, e será porto dos navios, e o
seu termo _será_ para Sidon.

14 Issacar _é_ jumento de fortes ossos, [DU] deitado entre dois fardos.

15 E viu elle que o descanço _era_ bom, e seu hombro para acarretar, e
serviu debaixo de tributo.

16 Dan julgará o seu povo, como uma das tribus d’Israel.

17 Dan será serpente junto ao caminho, uma vibora junto á vereda, que
morde os calcanhares do cavallo, e faz cair o seu cavalleiro por detrás.

18 A tua salvação espero, [10] ó Senhor!

19 _Quanto a_ Gad, [11] uma tropa o accommetterá; mas elle _a_
accommetterá por fim.

20 De Aser, o seu pão _será_ gordo, e elle dará delicias reaes.

21 Naphtali _é_ uma cerva solta: elle dá palavras formosas.

22 José _é_ um ramo fructifero, ramo fructifero junto á fonte; seus ramos
correm sobre o muro.

23 Os frecheiros lhe deram amargura, [12] e o frecharam e [DV]
aborreceram.

24 O seu arco, porém, susteve-se no forte, [13] e os braços de suas mãos
foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacob (d’onde _é_ o pastor e
a pedra d’Israel).

25 Pelo Deus de teu pae, o qual te ajudará, e pelo Todo-poderoso, o qual
te abençoará com bençãos dos céus de cima, com bençãos do abysmo que está
debaixo, com bençãos dos peitos e da madre.

26 As bençãos de teu pae excederão as bençãos de meus paes, até á
extremidade dos outeiros eternos: ellas estarão sobre a cabeça de José, e
sobre o alto da cabeça do separado de seus irmãos.

27 Benjamin _é_ lobo _que_ despedaça; [14] pela manhã comerá a preza, e á
tarde repartirá o despojo.

28 Todas estas _são_ as doze tribus de Israel: e isto _é_ o que lhes
fallou seu pae quando os abençoou; a cada um d’elles abençoou segundo a
sua benção.

29 Depois ordenou-lhes, e disse-lhes: [15] Eu me congrego ao meu povo;
sepultae-me com meus paes, na cova que _está_ no campo de Ephron, o
hetheo,

30 Na cova que _está_ no campo de Machpela, que está em frente de Mamre,
na terra de Canaan, a qual Abrahão comprou com aquelle campo de Ephron, o
hetheo, por [16] herança de sepultura:

31 Ali sepultaram a Abrahão, e a Sarah sua mulher: ali sepultaram a
Isaac, e a Rebecca sua mulher: e ali eu sepultei a Leah.

32 O campo, e a cova que _está_ n’elle, _foi_ comprado aos filhos de Heth.

33 Acabando pois Jacob de dar mandamentos a seus filhos, encolheu os seus
pés na cama, [17] e espirou, e foi congregado ao seu povo.

[1] Deu. 33.1. Num. 24.14. Isa. 2.2.

[2] Deu. 21.17.

[3] cap. 35.22. I Chr. 5.1.

[4] cap. 29.33, 34 e 34.25, 29.

[5] Jos. 21.5, 7.

[6] I Chr. 5.2.

[7] Num. 23.24. Apo. 5.5.

[8] Num. 24.17. Psa. 60.7 e 108.8. Isa. 33.22. Isa. 9.5, 6. Luc. 1.32, 33.

[9] Deu. 33.18. Jos. 19.10.

[10] Isa. 25.9.

[11] I Chr. 5.18.

[12] cap. 37.4 &c. e 39.20.

[13] Job 29.20. Psa. 18.32, 34. cap. 45.10, 11 e 50.21. Isa. 28.16.

[14] Jui. 20.21, 25.

[15] cap. 47.30.

[16] cap. 23.3, &c.

[17] ver. 29.



_A lamentação por Jacob e o seu enterro._

50 Então José se lançou sobre o rosto de seu pae; e chorou sobre elle, e
o beijou.

2 E José ordenou aos seus servos, os medicos, que embalsamassem a seu
pae: e os medicos embalsamaram a Israel.

3 E cumpriram-se-lhe quarenta dias; porque assim se cumprem os dias
d’aquelles que se embalsamam: e os egypcios o choraram setenta dias.

4 Passados pois os dias de seu choro, fallou José á casa de Pharaó,
dizendo: Se agora tenho achado graça aos vossos olhos, rogo-vos que
falleis aos ouvidos de Pharaó, dizendo:

5 Meu pae me fez jurar, [1] dizendo: Eis que eu morro: em meu sepulchro,
que cavei para mim na terra de Canaan, ali me sepultarás. Agora pois, te
peço, que eu suba, para que sepulte a meu pae; então voltarei.

6 E Pharaó disse: Sobe, e sepulta a teu pae como elle te fez jurar.

7 E José subiu para sepultar a seu pae: e subiram com elle todos os
servos de Pharaó, os anciãos da sua casa, e todos os anciãos da terra do
Egypto,

8 Como tambem toda a casa de José, e seus irmãos, e a casa de seu pae:
sómente deixaram na terra de Gosen os seus meninos e as suas ovelhas, e
as suas vaccas.

9 E subiram tambem com elle, tanto carros como gente a cavallo; e o
concurso foi grandissimo.

10 Chegando elles pois á [DW] planicie do espinhal, que _está_ além do
Jordão, fizeram um grande e gravissimo pranto; e fez a seu pae um grande
pranto por sete dias.

11 E vendo os moradores da terra, os cananeos, o luto na planicie do
espinhal, disseram: _É_ este o pranto grande dos egypcios. Por isso
chamou-se o seu nome Abelmizraim, que _está_ além do Jordão.

12 E fizeram-lhe os seus filhos assim [2] como _elle_ lhes ordenara,

13 Pois os seus filhos o levaram á terra de Canaan, e o sepultaram na
cova do campo de Machpela, que Abrahão tinha comprado com o campo, por
herança de sepultura, d’Ephron, o hetheo, [3] em frente de Mamre.


_José anima a seus irmãos._

14 Depois tornou-se José para o Egypto, elle e seus irmãos, e todos os
que com elle subiram a sepultar seu pae, depois de haver sepultado seu
pae.

15 Vendo então os irmãos de José que seu pae já estava morto, disseram:
Porventura nos aborrecerá José, e nos pagará certamente todo o mal que
lhe fizemos.

16 Portanto enviaram a José, dizendo: Teu pae mandou, antes da sua morte,
dizendo:

17 Assim direis a José: Perdoa, rogo-te, a transgressão de teus irmãos,
e o seu peccado, [4] porque te fizeram mal: agora pois rogamos-te que
perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pae. E José chorou
quando elles lhe fallavam.

18 Depois vieram tambem seus irmãos, e prostraram-se diante d’elle, e
disseram: Eis-nos aqui por teus servos.

19 E José lhes disse: Não temaes, porque porventura [5] _estou_ eu em
logar de Deus?

20 Vós bem intentastes mal contra mim, _porém_ Deus o intentou para bem,
para fazer como _está_ n’este dia, [6] para conservar em vida a um povo
grande:

21 Agora pois não temaes: [7] eu vos sustentarei a vós e a vossos
meninos. Assim os consolou, e fallou segundo o coração d’elles.


_A morte de José._

22 José pois habitou no Egypto, elle e a casa de seu pae: e viveu José
cento e dez annos,

23 E viu José os filhos de Ephraim, da terceira _geração_: tambem [8] os
filhos de Machir, filho de Manasseh, nasceram sobre os joelhos de José.

24 E disse José a seus irmãos: Eu morro; [9] mas Deus certamente vos
visitará, e vos fará subir d’esta terra á terra que jurou a Abrahão, a
Isaac e a Jacob.

25 E [10] José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente vos
visitará Deus, e fareis transportar os meus ossos d’aqui.

26 E morreu José da edade de cento e dez annos; e o embalsamaram, e o
pozeram n’um caixão no Egypto.

[1] cap. 47.29.

[2] cap. 49.29.

[3] cap. 23.16. Act. 7.16.

[4] Mat. 6.12, 14 e 18.35. Luc. 17.3, 4. Eph. 4.32. Col. 3.13. Thi. 5.16.

[5] cap. 45.8. Job 34.29.

[6] Act. 2.23 e 3.18.

[7] Mat. 5.44.

[8] Job 42.16. Num. 32.39.

[9] Exo. 3.16. cap. 15.18 e 26.3 e 35.2.

[10] Exo. 13.19. Jos. 24.32. Heb. 11.22.



O SEGUNDO LIVRO DE MOYSÉS CHAMADO EXODO.



_Os descendentes de Jacob no Egypto._

[Antes de Christo 1635]

1 Estes pois _são_ [1] os nomes dos filhos de Israel, que entraram no
Egypto com Jacob: cada um entrou com sua casa:

2 Ruben, Simeão, Levi, e Judah;

3 Issacar, Zabulon, e Benjamin;

4 Dan e Naphtali, Gad e Aser.

5 Todas as almas, pois, que procederam da côxa de Jacob, foram [2]
setenta almas: José, porém, estava no Egypto.

6 Sendo pois José fallecido, e todos os seus irmãos, e toda aquella
geração,

7 Os filhos de Israel fructificaram, [3] e augmentaram muito, e
multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a
terra se encheu d’elles.

8 Depois levantou-se um novo rei sobre o Egypto, que não conhecera a José;

9 O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel _é_
muito, e mais poderoso do que nós.

10 Eia, [4] usemos sabiamente para com elle, para que não se multiplique,
e aconteça que, vindo guerra, elle tambem se ajunte com os nossos
inimigos, e peleje contra nós, e suba da terra.

11 E pozeram sobre elles maioraes de [DX] tributos, [5] para os
affligirem com suas cargas. Porque edificaram a Pharaó cidades de
thesouros, Pitom e Ramesses.

12 Mas quanto mais o affligiam, tanto mais se multiplicava, e tanto mais
crescia: de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.

13 E os egypcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;

14 Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão em barro, e em
tijolos, [6] e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em
que os serviam com dureza.


_As parteiras poupam as vidas aos recemnascidos._

15 E o rei do Egypto fallou ás parteiras das hebreas (das quaes o nome
de uma era Siphra, e o nome da outra Pua),

16 E disse: Quando ajudardes a parir as hebreas, e as virdes sobre os
assentos, se fôr filho, matae-o; mas se fôr filha, _então_ viva.

17 As parteiras, [7] porém, temeram a Deus, e não fizeram como o rei do
Egypto lhes dissera, antes conservavam os meninos com vida.

18 Então o rei do Egypto chamou as parteiras, e disse-lhes: Porque
fizestes isto, que guardastes os meninos com vida?

19 E as parteiras disseram a Pharaó: Porquanto as mulheres hebreas não
_são_ como as egypcias: porque _são_ [DY] vivas, e já teem parido antes
que a parteira venha a ellas.

20 Portanto Deus fez bem ás parteiras. [8] E o povo se augmentou, e se
fortaleceu muito.

21 E aconteceu que, porquanto as parteiras temeram a Deus, [9]
estabeleceu-lhes casas.

22 Então ordenou Pharaó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que
nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.

[1] Gen. 46.8.

[2] Gen. 46.27. Deu. 10.22.

[3] Gen. 46.3. Deu. 26.5. Psa. 105.24. Act. 7.17.

[4] Pro. 21.30. Act. 7.19.

[5] Gen. 15.13. cap. 3.7. Deu. 26.6. Psa. 81.6. Gen. 47.11.

[6] cap. 2.23 e 6.9.

[7] Dan. 3.18 e 6.13. Act. 5.29.

[8] Pro. 11.18. Ecc. 8.12. Isa. 3.10. Heb. 6.10.

[9] I Sam. 2.35. II Sam. 7.11. I Reis 2.24. Psa. 127.1.



_O nascimento de Moysés._

2 E foi-se [1] um varão da casa de Levi, e casou com uma filha de Levi.

2 E a mulher concebeu, [2] e pariu um filho, e, vendo que elle _era_
formoso, escondeu-o tres mezes.

3 Não podendo, porém, mais escondel-o tomou uma arca de juncos, e a
betumou com betume e pêz; e, pondo n’ella o menino, a poz nos juncos á
borda do rio.

4 E sua irmã parou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer.

5 E a filha de Pharaó desceu a lavar-se no rio, e as suas donzellas
passeavam, pela borda do rio: e ella viu a arca no meio dos juncos, e
enviou a sua creada, e a tomou.

6 E abrindo-a, viu ao menino, e eis que o menino chorava; e moveu-se [3]
de compaixão d’elle, e disse: Dos meninos dos hebreos _é_ este.

7 Então disse sua irmã á filha de Pharaó: Irei eu a chamar uma ama das
hebreas, que crie este menino por ti?

8 E a filha de Pharaó disse-lhe: Vae. E foi-se a moça, e chamou a mãe do
menino.

9 Então lhe disse a filha de Pharaó: Leva este menino, [4] e cria-m’o: eu
_te_ darei teu salario. E a mulher tomou o menino, e creou-o.

10 E, sendo o menino já grande, ella o trouxe á filha de Pharaó, a qual
o adoptou; e chamou o seu nome [DZ] Moysés, e disse: Porque das aguas o
tenho tirado.


_Moysés mata um egypcio e foge para Midian._

[Antes de Christo 1571]

11 E aconteceu n’aquelles dias que, sendo Moysés já grande, saiu a seus
irmãos, [5] e attentou nas suas cargas: e viu que um varão egypcio feria
a um hebreu, varão de seus irmãos.

12 E olhou a uma e a outra banda, e, vendo que ninguem _ali havia_, feriu
ao egypcio, e escondeu-o na areia.

13 E tornou a sair no dia seguinte, [6] e eis que dois varões hebreos
contendiam; e disse ao injusto: Porque feres a teu proximo?

14 O qual disse: Quem te tem posto a ti por [EA] maioral e juiz sobre
nós? pensas matar-me, como mataste o egypcio? Então temeu Moysés, e
disse: Certamente este negocio foi descoberto.

15 Ouvindo pois Pharaó este negocio, procurou matar a Moysés: [7] mas
Moysés fugiu de diante da face de Pharaó, e habitou na terra de Midian, e
assentou-se junto a um poço.

16 E o sacerdote de Midian tinha sete filhas, as quaes vieram a tirar
_agua_, e encheram as pias, para dar de beber ao rebanho de seu pae.

17 Então vieram os pastores, e lançaram-as d’ali; Moysés porém
levantou-se, e defendeu-as, e abeberou-lhes o rebanho.

18 E vindo ellas a Reuel seu pae, elle disse: Porque hoje tomastes tão
depressa?

19 E ellas disseram: Um homem egypcio nos livrou da mão dos pastores; e
tambem nos tirou _agua_ em abundancia, e abeberou o rebanho.

20 E disse a suas filhas: E onde está elle? porque deixastes o homem?
chamae-o para que coma pão.

21 E Moysés consentiu em morar com aquelle homem: [8] e elle deu a Moysés
sua filha Zippora,

22 A qual pariu um filho, e elle chamou o seu nome [EB] Gerson, porque
disse: Peregrino fui em terra estranha.


_A morte do rei do Egypto._

[Antes de Christo 1531]

23 E aconteceu depois de muitos d’estes dias, [9] morrendo o rei do
Egypto, que os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e
clamaram: e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão.

24 E ouviu Deus o seu gemido, [10] e lembrou-se Deus do seu concerto com
Abrahão, com Isaac, e com Jacob;

25 E attentou Deus para os filhos d’Israel, e conheceu-_os_ Deus.

[1] cap. 6.20.

[2] Act. 7.20. Heb. 11.23.

[3] Psa. 106.46.

[4] Psa. 27.10.

[5] Act. 7.23, 24. Heb. 11.24, 26.

[6] Act. 7.26.

[7] Act. 7.29.

[8] cap. 18.2.

[9] Num. 20.16. Deu. 26.7. Psa. 12.5. cap. 3.9.

[10] Gen. 15.14 e 26.3 e 46.4. Luc. 1.72, 76.



_Deus falla com Moysés do meio da sarça ardente._

[Antes de Christo 1491]

3 E apascentava Moysés o rebanho de Jethro, seu sogro, sacerdote em
Midian: e levou o rebanho atrás do deserto, [1] e veiu ao monte de Deus,
a Horeb.

2 E appareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chamma de fogo do meio d’uma
sarça: [2] e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se
consumia.

3 E Moysés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão,
porque a sarça se não queima.

4 E vendo o Senhor que se virava para lá a vêr, bradou Deus a elle do
meio da sarça, e disse: Moysés, Moysés. E elle disse: Eis-me aqui.

5 E disse: Não te chegues para cá: [3] tira os teus sapatos de teus pés;
porque o logar em que tu estás é terra sancta.

6 Disse mais: [4] Eu _sou_ o Deus de teu pae, o Deus de Abrahão, o Deus
de Isaac, e o Deus de Jacob. E Moysés encobriu o seu rosto, porque temeu
olhar para Deus.

7 E disse o Senhor: [5] Tenho visto attentamente a afflicção do meu povo,
que _está_ no Egypto, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus
exactores, porque conheci as suas dôres.

8 Portanto desci para livral-o da mão dos egypcios, [6] e para fazel-o
subir d’aquella terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana
leite e mel: ao logar do Cananeo, e do Hetheo, e do Amorrheo, e do
Pherezeo, e do Heveo, e do Jebuseo.

9 E agora, eis que o clamor dos filhos d’Israel é vindo a mim, e tambem
tenho visto a oppressão com que os egypcios os opprimem.

10 Vem agora, pois, e eu te enviarei a Pharaó, [7] para que tires o meu
povo (os filhos d’Israel), do Egypto.

11 Então Moysés disse a Deus: Quem _sou_ eu, [8] que vá a Pharaó e tire
do Egypto os filhos d’Israel?

12 E Deus disse: Certamente eu serei comtigo; e isto te será por signal
de que eu te enviei: Quando houveres tirado este povo do Egypto,
servireis a Deus n’este monte.

13 Então disse Moysés a Deus: Eis que quando vier aos filhos d’Israel, e
lhes disser: O Deus de vossos paes me enviou a vós; e elles me disserem:
Qual _é_ o seu nome? que lhes direi?

14 E disse Deus a Moysés: [EC] SEREI O QUE SEREI. Disse mais: Assim dirás
aos filhos d’Israel: [9] SEREI [ED] me enviou a vós.

15 E Deus disse mais a Moysés: Assim dirás aos filhos d’Israel: O Senhor
Deus de vossos paes, o Deus de Abrahão, o Deus de Isaac, e o Deus de
Jacob, me enviou a vós: este _é_ meu nome eternamente, e este _é_ meu
memorial de geração em geração.

16 Vae, e ajunta os anciãos d’Israel, e dize-lhes: O Senhor, o Deus
de vossos paes, o Deus de Abrahão, de Isaac e de Jacob, me appareceu,
dizendo: Certamente vos tenho visitado, [10] e _visto_ o que vos é feito
no Egypto.

17 Portanto eu disse: [11] Far-vos-hei subir da afflicção do Egypto á
terra do cananeo, do hetheo, e do amorrheo, e do pherezeo, e do heveo, e
do jebuseo, a uma terra que mana leite e mel.

18 E ouvirão a tua voz; e virás, tu e os anciãos d’Israel, ao rei do
Egypto, e dir-lhe-heis: O Senhor, o Deus dos hebreos, nos encontrou: [12]
agora pois deixa-nos ir caminho de tres dias para o deserto, para que
sacrifiquemos ao Senhor nosso Deus.

19 Eu sei, porém, que o rei do Egypto não vos deixará ir, [13] nem ainda
por uma mão forte.

20 Porque eu estenderei a minha mão, [14] e ferirei ao Egypto com todas
as minhas maravilhas que farei no meio d’elle: depois vos deixará ir.

21 E eu darei graça a este povo aos olhos dos egypcios; [15] e acontecerá
que, quando sairdes, não saireis vazios,

22 Porque _cada_ mulher pedirá á sua visinha e á sua hospeda [EE] vasos
de prata, e vasos de oiro, [16] e vestidos, os quaes poreis sobre vossos
filhos e sobre vossas filhas; e despojareis ao Egypto.

[1] cap. 18.5. I Reis 19.8.

[2] Deu. 33.16. Isa. 63.9. Act. 7.30.

[3] Jos. 5.15.

[4] Gen. 28.13. Mat. 22.32.

[5] Neh. 9.9. Psa. 142.3.

[6] Deu. 1.25.

[7] Miq. 6.4.

[8] Jer. 1.6.

[9] cap. 6.3. João 8.58.

[10] Gen. 50.24.

[11] Gen. 15.13, 20.

[12] cap. 5.3.

[13] cap. 5.2.

[14] cap. 7.3 e 11.9. Psa. 105.27. Jer. 32.20. Act. 7.36. cap. 12.31.

[15] cap. 11.3.

[16] cap. 12.36. Job 27.17. Pro. 13.22.



_A vara de Moysés torna-se em cobra._

4 Então respondeu Moysés, e disse: Mas eis que me não crerão, nem ouvirão
a minha voz, porque dirão: O Senhor não te appareceu.

2 E o Senhor disse-lhe: Que é _isso_ na tua mão? E elle disse: Uma vara.

3 E elle disse: Lança-a na terra. Elle a lançou na terra, e tornou-se em
cobra: e Moysés fugia d’ella.

4 Então disse o Senhor a Moysés: Estende a tua mão, e pega-lhe pela
cauda, E estendeu sua mão, e pegou-lhe pela cauda, e tornou-se em vara na
sua mão,

5 Para que creiam que te appareceu o Senhor, Deus de seus paes, o Deus de
Abrahão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob.

6 E disse-lhe mais o Senhor: Mette agora a tua mão no teu seio. E,
tirando-a, eis que a sua mão _estava_ leprosa, [1] _branca_ como a neve.

7 E disse: Torna a metter a tua mão no teu seio. E tornou a metter sua
mão no seu seio: depois tirou-a do seu seio, e eis que se tornara como a
sua _outra_ carne.

8 E acontecerá que, se elles te não crerem, nem ouvirem a voz do primeiro
signal, crerão a voz do derradeiro signal;

9 E se acontecer que ainda não creiam a estes dois signaes, nem ouvirem
a tua voz, tomarás das aguas do rio, e as derramarás na terra secca: e
as aguas, que tomarás do rio, [2] tornar-se-hão em sangue sobre a terra
secca.

10 Então disse Moysés ao Senhor: Ah Senhor! eu não sou homem que bem
falla, nem de hontem nem de antehontem, nem ainda desde que tens fallado
ao teu servo; porque sou pesado de bocca, e pesado de lingua.

11 E disse-lhe o Senhor: Quem fez a bocca do homem? [3] ou quem fez o
mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? não sou eu, o Senhor?

12 Vae pois agora, e eu serei com a tua bocca, [4] e te ensinarei o que
has de fallar.

13 Elle porém disse: Ah Senhor! envia pela mão _d’aquelle a quem_ tu has
de enviar.

14 Então se accendeu a ira do Senhor contra Moysés, e disse: Não é Aarão,
o levita, teu irmão? eu sei que elle fallará muito bem: e [5] eis que
elle tambem sae ao teu encontro; e, vendo-te, se alegrará em seu coração.

15 E tu lhe fallarás, e porás as palavras na sua bocca: e eu serei com a
tua bocca, e com a sua bocca, ensinando-vos o que haveis de fazer.

16 E elle fallará por ti ao povo: e acontecerá que elle te será por
bocca, [6] e tu lhe serás por Deus.

17 Toma pois esta vara na tua mão, [7] com que farás os signaes.


_Moysés volta para o Egypto._

18 Então foi-se Moysés, e voltou para Jethro seu sogro, e disse-lhe; Eu
irei agora, e tornarei a meus irmãos, que _estão_ no Egypto, para ver se
ainda vivem. Disse pois Jethro a Moysés: Vae em paz.

19 Disse tambem o Senhor a Moysés em Midian: Vae, volta para o Egypto;
[8] porque todos os que buscavam a tua alma morreram.

20 Tomou pois Moysés sua mulher e seus filhos, e os levou sobre um
jumento, e tornou-se á terra do Egypto; [9] e Moysés tomou a vara de Deus
na sua mão.

21 E disse o Senhor a Moysés: Quando fores tornado ao Egypto, attenta que
faças diante de Pharaó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão:
[10] mas eu endurecerei o seu coração, para que não deixe ir o povo.

22 Então dirás a Pharaó: Assim diz o Senhor: [11] Israel _é_ meu filho,
meu primogenito.

23 E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva; mas
tu recusaste deixal-o ir: eis que eu matarei a teu filho, [12] o teu
primogenito.

24 E aconteceu no caminho, n’uma estalagem, que o Senhor o encontrou,
[13] e o quiz matar.

25 Então Zippora tomou uma pedra _aguda_, e circumcidou o prepucio de seu
filho, [14] e o lançou a seus pés, e disse: Certamente me és um esposo
sanguinario.

26 E desviou-se d’elle. Então ella disse: Esposo sanguinario, por causa
da circumcisão.

27 Disse tambem o Senhor a Aarão: Vae ao encontro de Moysés ao deserto.
[15] E elle foi, encontrou-o no monte de Deus, e beijou-o.

28 E denunciou Moysés a Aarão todas as palavras do Senhor, que o enviara,
e todos os signaes que lhe mandara.

29 Então foram Moysés e Aarão, e ajuntaram todos os anciãos dos filhos de
Israel.

30 E Aarão fallou todas as palavras que o Senhor fallara a Moysés, [16] e
fez os signaes perante os olhos do povo,

31 E o povo creu, [17] e ouviram que o Senhor visitava aos filhos
d’Israel, e que via a sua afflicção: e inclinaram-se, e adoraram.

[1] Num. 12.10. II Reis 5.27.

[2] cap. 7.20. Psa. 78.44.

[3] Psa. 94.9. Jer. 1.6, 9.

[4] Mat. 10.19.

[5] ver. 27.

[6] cap. 7.1 e 18.19.

[7] ver. 2.

[8] cap. 2.15, 23. Mat. 2.20.

[9] cap. 7.3. Num. 20.8, 9.

[10] cap. 17.9. Deu. 2.30. Jos. 11.20. Isa. 6.10 e 63.17. João 12.40.
Rom. 9.18.

[11] Deu. 14.1. Jer. 31.9. Ose. 11.1. Rom. 9.4.

[12] cap. 11.5 e 12.29.

[13] Gen. 17.14.

[14] Jos. 5.2, 3.

[15] cap. 3.1.

[16] ver. 8.

[17] cap. 3.16. ver. 3, 9. cap. 12.27.



_Moysés e Aarão fallam a Pharaó._

5 E depois foram Moysés e Aarão, e disseram a Pharaó: Assim diz o Senhor
Deus d’Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no
deserto.

2 Mas Pharaó disse: [1] Quem _é_ o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para
deixar ir Israel? não conheço o Senhor, nem tão pouco deixarei ir Israel.

3 E elles disseram: O Deus dos hebreos nos encontrou; portanto deixa-nos
agora ir caminho de tres dias ao deserto, para que não venha sobre nós
com pestilencia ou com espada.

4 Então disse-lhes o rei do Egypto: Moysés e Aarão, porque fazeis cessar
o povo das suas obras? ide a vossas cargas.

5 E disse tambem Pharaó: Eis que o povo da terra já _é_ muito, e vós
fazeis cessal-os das suas cargas.


_Pharaó afflige os israelitas._

6 Portanto deu ordem Pharaó n’aquelle mesmo dia aos exactores do povo, e
aos seus officiaes, dizendo:

7 D’aqui em diante não torneis a dar palha ao povo, para fazer tijolos,
como _fizestes_ hontem e antehontem: vão elles mesmos, e colham palhas
para si.

8 E lhes imporeis a conta dos tijolos que fizeram hontem, e antehontem:
nada diminuireis d’ella: porque elles estão ociosos; por isso clamam,
dizendo: Vamos, sacrifiquemos ao nosso Deus.

9 Aggrave-se o serviço sobre estes homens, para que se occupem n’elle, e
não confiem em palavras de mentira.

10 Então sairam os exactores do povo, e seus officiaes, e fallaram ao
povo, dizendo: Assim diz Pharaó: Eu não vos darei palha;

11 Ide vós mesmos, e tomae vós palha d’onde a achardes: porque nada se
diminuirá de vosso serviço.

12 Então o povo se espalhou por toda a terra do Egypto, a colher rastolho
em logar de palha.

13 E os exactores _os_ apertavam, dizendo: Acabae vossa obra, a tarefa de
_cada_ dia, como quando havia palha.

14 E foram açoitados os officiaes dos filhos d’Israel, que os exactores
de Pharaó tinham posto sobre elles, dizendo _estes_: Porque não acabastes
vossa tarefa, fazendo tijolos como antes, assim tambem hontem e hoje?

15 Pelo que foram-se os officiaes dos filhos d’Israel, e clamaram a
Pharaó, dizendo: Porque fazes assim a teus servos?

16 Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei tijolos: e eis que
teus servos são açoitados; porém o teu povo tem a culpa.

17 Mas elle disse: Vós sois ociosos: vós sois ociosos: por isso dizeis:
Vamos, sacrifiquemos ao Senhor.

18 Ide pois agora, trabalhae: palha porém não se vos dará: comtudo,
dareis a conta dos tijolos.

19 Então os officiaes dos filhos d’Israel viram-se em afflicção,
porquanto [2] se dizia: Nada diminuireis de vossos tijolos, _da_ tarefa
do dia no seu dia.


_Os israelitas queixam-se de Moysés e Aarão._

20 E encontraram a Moysés e a Aarão, que estavam defronte d’elles, quando
sairam de Pharaó,

21 E disseram-lhes: O Senhor attente sobre vós, e julgue _isso_, [3]
porquanto fizeste feder o nosso cheiro diante de Pharaó, e diante de seus
servos, dando-lhes a espada nas mãos, para nos matar.

22 Então se tornou Moysés ao Senhor, e disse: Senhor! [4] porque fizeste
mal a este povo? porque me enviaste?

23 Porque desde que entrei a Pharaó, para fallar em teu nome, elle
maltratou a este povo; e de nenhuma sorte livraste o teu povo.

[1] Job 21.15. cap. 3.18.

[2] Ecc. 4.1 e 5.8.

[3] Gen. 34.30. I Sam. 27.12. II Sam. 10.6. I Chr. 19.6.

[4] Jer. 20.7. Hab. 2.3.



6 Então disse o Senhor a Moysés: Agora verás o que hei de fazer a Pharaó:
porque por uma mão poderosa os deixará ir, sim, por uma mão poderosa [1]
os lançará de sua terra.


_Deus promette livrar os israelitas._

2 Fallou mais Deus a Moysés, e disse: Eu _sou_ o [EF] Senhor,

3 E eu appareci a Abrahão, a Isaac, e a Jacob, como Deus o Todo-poderoso:
[2] mas _pelo_ meu nome, o Senhor, não lhes fui perfeitamente conhecido.

4 E tambem estabeleci o meu concerto com elles, [3] para dar-lhes a terra
de Canaan, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos.

5 E tambem tenho ouvido o gemido dos filhos d’Israel, [4] aos quaes os
egypcios fazem servir, e me lembrei do meu concerto.

6 Portanto dize aos filhos de Israel: Eu _sou_ o Senhor, e vos tirarei de
debaixo das cargas dos egypcios, [5] e vos resgatarei com braço estendido
e com juizos grandes.

7 E eu vos tomarei [6] por meu povo, e serei vosso Deus; e sabereis
que eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos
egypcios;

8 E eu vos levarei á terra, ácerca da qual levantei minha mão, que a
daria a Abrahão, a Isaac, e a Jacob, [7] e vol-a darei por herança, eu o
Senhor.

9 D’este modo fallou Moysés aos filhos d’Israel, mas elles não ouviram a
Moysés, por causa da ancia do espirito e da dura servidão.

10 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

11 Entra, e falla a Pharaó rei do Egypto, que deixe sair os filhos
d’Israel da sua terra.

12 Moysés, porém, fallou perante o Senhor, dizendo: Eis que os filhos
d’Israel me não teem ouvido; como pois Pharaó me ouvirá? [8] tambem eu
sou incircumciso dos labios.

13 Todavia o Senhor fallou a Moysés e a Aarão, e deu-lhes mandamento para
os filhos de Israel, e para Pharaó rei do Egypto, para que tirassem os
filhos de Israel da terra do Egypto.


_Genealogias de Ruben, Simeão e Levi._

14 Estas _são_ as cabeças das casas de seus paes: Os filhos de Ruben, o
primogenito de Israel: Hanoch e Pallu, [9] Hezron e Carmi; estas _são_ as
familias de Ruben.

15 E os filhos de Simeão: [10] Jemuel, e Jamin, e Ohad, e Jachin, e
Zohar, e Shaul, filho de uma cananea; estas _são_ as familias de Simeão.

16 E estes _são_ os nomes dos filhos de Levi, [11] segundo as suas
gerações: Gerson, e Koath, e Merari: e os annos da vida de Levi _foram_
cento e trinta e sete annos.

17 Os filhos de Gerson: Libni e Simei, segundo as suas familias;

18 E os filhos de Kohath: Amram, e Izhar, e Hebron, e Uzziel: e os annos
da vida de Kohath _foram_ cento e trinta e tres annos.

19 E os filhos de Merari: Mahali e Musi: estas _são_ as familias de Levi,
segundo as suas gerações.

20 E Amram [12] tomou por mulher a Jochebed, sua tia, e ella pariu-lhe a
Aarão e a Moysés: e os annos da vida de Amram _foram_ cento e trinta e
sete annos.

21 E os filhos de Izhar: [13] Korah, e Nepheg, e Zichri.

22 E os filhos de Uzziel: [14] Misael, e Elzaphan e Sithri.

23 E Aarão tomou por mulher a Eliseba, filha de Amminadab, irmã de
Nahasson; e ella pariu-lhe a Nadab, e Abihu, Eleazar e [15] Ithamar.

24 E os filhos de Korah: Assir, e Elkana, e Abiasaph: estas _são_ as
familias dos Korithas.

25 E Eleazar, filho de Aarão, tomou para si por mulher _uma_ das filhas
de Putiel, e ella pariu-lhe a Phineas: estas _são_ as cabeças dos paes
dos levitas, segundo as suas familias.

26 Estes _são_ Aarão e Moysés, aos quaes o Senhor disse: Tirae os filhos
de Israel da terra do Egypto, segundo os seus exercitos.

27 Estes _são_ os que fallaram a Pharaó, rei do Egypto, para que tirasse
do Egypto os filhos de Israel: [16] estes _são_ Moysés e Aarão.


_Deus anima Moysés, a fallar outra vez a Pharaó._

28 E aconteceu que n’aquelle dia, quando o Senhor fallou a Moysés na
terra do Egypto,

29 Fallou o Senhor a Moysés, dizendo: Eu _sou_ o Senhor; falla a Pharaó,
rei do Egypto, tudo quanto eu [17] te digo a ti.

30 Então disse Moysés perante o Senhor: Eis que eu [18] _sou_
incircumciso dos labios; como pois Pharaó me ouvirá?

[1] cap. 11.1.

[2] Gen. 17.1 e 35.11 e 48.3.

[3] Gen. 17.7, 8.

[4] cap. 2.24. Psa. 105.8.

[5] Deu. 26.8. Psa. 81.6. cap. 15.13. Deu. 7.8. I Chr. 17.21. Neh. 1.10.

[6] Deu. 4.20 e 7.6.

[7] Gen. 15.14 e 26.3 e 35.12.

[8] cap. 4.10. ver. 30.

[9] Gen. 46.9, &c.

[10] I Chr. 4.24.

[11] Num. 3.17. I Chr. 6.1.

[12] cap. 2.1. Num. 26.59.

[13] Num. 16.1.

[14] Lev. 10.4.

[15] Lev. 10.1, 6.

[16] Miq. 6.4.

[17] Jer. 1.7, 8, 17 e 26.2. Eze. 2.6, 7.

[18] ver. 12.



7 Então disse o Senhor a Moysés: Eis que te tenho posto _por_ Deus sobre
Pharaó, [1] e Aarão, teu irmão, será o teu propheta.

2 Tu fallarás tudo o que eu te mandar: e Aarão teu irmão fallará a
Pharaó, [2] que deixe ir os filhos de Israel da sua terra.

3 Eu, porém, endurecerei o coração de Pharaó, [3] e multiplicarei na
terra do Egypto os meus signaes e as minhas maravilhas.

4 Pharaó pois não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egypto, e
tirarei meus exercitos, meu povo, os filhos de Israel, da terra do
Egypto, com grandes juizos.

5 Então os egypcios saberão que eu _sou_ o Senhor, [4] quando estender a
minha mão sobre o Egypto, e tirar os filhos de Israel do meio d’elles.

6 Então fez Moysés e Aarão; como o Senhor lhes ordenara, assim fizeram.

7 E Moysés _era_ da edade de oitenta annos, e Aarão da edade de oitenta e
tres annos, quando fallaram a Pharaó.

8 E o Senhor fallou a Moysés e a Aarão, dizendo:

9 Quando Pharaó vos fallar, dizendo: Fazei por vós algum milagre; [5]
dirás a Aarão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Pharaó; e se tornará
em serpente.

10 Então Moysés e Aarão entraram a Pharaó, e fizeram assim como o Senhor
ordenara: e lançou Aarão a sua vara diante de Pharaó, e diante dos seus
servos, e tornou-se em serpente.

11 E Pharaó tambem chamou os sabios e encantadores: e os magos do Egypto
fizeram tambem o mesmo com os seus encantamentos,

12 Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes: mas a vara
de Aarão tragou as varas d’elles.

13 Porém o coração de Pharaó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor
tinha [6] dito.


_O coração de Pharaó mostra-se endurecido._

14 Então disse o Senhor a Moysés: O coração de Pharaó está [EG]
aggravado: [7] recusa deixar ir o povo.

15 Vae pela manhã a Pharaó: eis que elle sairá ás aguas: põe-te em frente
d’elle na praia do rio, e tomarás em tua mão a vara [8] que se tornou em
cobra.

16 E lhe dirás: O Senhor, o Deus dos hebreos, me tem enviado a ti,
dizendo: [9] Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis
que até agora não tens ouvido.

17 Assim diz o Senhor: N’isto saberás que eu _sou_ o Senhor: [10] Eis que
eu com esta vara, que tenho em minha mão, ferirei as aguas que _estão_ no
rio, e tornar-se-hão [11] em sangue.

18 E os peixes, que _estão_ no rio, morrerão, e o rio federá; e os
egypcios nausear-se-hão, bebendo a agua do rio.

19 Disse mais o Senhor a Moysés: Dize a Aarão: Toma tu a vara, e estende
a tua mão sobre as aguas do Egypto, sobre as suas correntes, sobre os
seus rios, e sobre os seus tanques, e sobre todo o ajuntamento das suas
aguas, para que se tornem em sangue: e haja sangue em toda a terra do
Egypto, assim nos _vasos_ de madeira como nos de pedra.


_A primeira praga: as aguas tornam-se em sangue._

20 E Moysés e Aarão fizeram assim como o Senhor tinha mandado: e levantou
a vara, e feriu as aguas que _estavam_ no rio, diante dos olhos de
Pharaó, e diante dos olhos de seus servos; e todas as aguas do rio se
tornaram em sangue.

21 E os peixes, que _estavam_ no rio, morreram, e o rio fedeu, que os
egypcios não podiam beber a agua do rio: e houve sangue por toda a terra
do Egypto.

22 Porém os magos do Egypto _tambem_ fizeram o mesmo com os seus
encantamentos; [12] de maneira que o coração de Pharaó se endureceu, e
não os ouviu, como o Senhor tinha dito.

23 E virou-se Pharaó, e foi para sua casa: [13] nem ainda n’isto poz seu
coração.

24 E todos os egypcios cavaram poços junto ao rio, para beberem agua;
porquanto não podiam beber das aguas do rio.

25 Assim se cumpriram sete dias, depois que o Senhor ferira o rio.

[1] cap. 4.16.

[2] cap. 6.29.

[3] cap. 4.21 e 11.9.

[4] cap. 14.4, 18.

[5] João 2.18. cap. 4.2, 17.

[6] ver. 4. cap. 4.21.

[7] cap. 8.15 e 10.1, 27.

[8] ver. 10.

[9] cap. 3.18 e 5.1, 3.

[10] ver. 5. I Reis 20.28. II Reis 19.19. Eze. 29.9 e 38.23.

[11] Psa. 78.44 e 105.29. Apo. 8.8 e 16.4, 6.

[12] II Tim. 3.8. ver. 14.

[13] Isa. 26.11. Jer. 5.3 e 36.24. Agg. 1.5.



_A praga das rans._

8 Depois disse o Senhor a Moysés: Entra a Pharaó, e dize-lhe: Assim diz o
Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

2 E se recusares deixal-o ir, eis que ferirei com rãs todos os teus
termos.

3 E o rio creará rãs, que subirão e virão á tua casa, e ao teu
dormitorio, e sobre a tua cama, e ás casas dos teus servos, e sobre o teu
povo, e aos teus fornos, e ás tuas amassadeiras.

4 E as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre todos os teus
servos.

5 Disse mais o Senhor a Moysés: Dize a Aarão: Estende a tua mão com tua
vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre os tanques, e faze
subir rãs sobre a terra do Egypto.

6 E Aarão estendeu a sua mão sobre as aguas do Egypto, [1] e subiram rãs,
e cobriram a terra do Egypto.

7 Então os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos: e fizeram
subir rãs sobre a terra do Egypto.

8 E Pharaó chamou a Moysés e a Aarão, e disse: [2] Rogae ao Senhor que
tire as rãs de mim e do meu povo; depois deixarei ir o povo, para que
sacrifiquem ao Senhor.

9 E Moysés disse a Pharaó: [EH] Tu tenhas a honra sobre mim: Quando
orarei por ti, e pelos teus servos, e por teu povo, para tirar as rãs de
ti, e das suas casas, _que_ sómente fiquem no rio?

10 E elle disse: Ámanhã. E _Moysés_ disse: Seja conforme á tua palavra,
para que saibas que ninguem _ha_ como o Senhor nosso [3] Deus.

11 E as rãs apartar-se-hão de ti, e das tuas casas, e dos teus servos, e
do teu povo: sómente ficarão no rio.

12 Então saiu Moysés e Aarão de Pharaó: [4] e Moysés clamou ao Senhor por
causa das rãs que tinha posto sobre Pharaó,

13 E o Senhor fez conforme á palavra de Moysés: e as rãs morreram nas
casas, nos pateos, e nos campos,

14 E ajuntaram-as em montões, e a terra fedeu.

15 Vendo pois Pharaó que havia descanço, aggravou o seu coração, [5] e
não os ouviu, como o Senhor tinha dito.


_A praga dos piolhos._

16 Disse mais o Senhor a Moysés: Dize a Aarão: Estende a tua vara, e fere
o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egypto.

17 E fizeram assim; porque Aarão estendeu a sua mão com a sua vara, e
feriu o pó da terra, e havia muitos piolhos nos homens e no gado: todo o
pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egypto.

18 E os magos fizeram tambem assim com os seus encantamentos para
produzir piolhos, mas não poderam: e havia piolhos nos homens e no gado.

19 Então disseram os magos a Pharaó: Isto _é_ [6] o dedo de Deus. Porém o
coração de Pharaó se endureceu, e não os ouvia, como o Senhor tinha dito.


_A praga das moscas._

20 Disse mais o Senhor a Moysés: Levanta-te pela manhã cedo, e põe-te
diante de Pharaó; eis que elle sairá ás aguas, e dize-lhe: Assim diz o
Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

21 Porque se não deixares ir o meu povo, eis que enviarei enxames de
moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e á tuas
casas; e as casas dos egypcios se encherão d’estes enxames, e tambem a
terra em que elles estiverem.

22 E n’aquelle dia eu separarei a terra de Goshen, [7] em que meu povo
habita, que n’ella não haja enxames de moscas, para que saibas que eu
_sou_ o Senhor no meio d’esta terra.

23 E porei [EI] separação entre o meu povo e o teu povo: ámanhã será este
signal.

24 E o Senhor fez assim; e vieram grandes enxames de moscas á casa de
Pharaó, e ás casas dos seus servos, e sobre toda a terra do Egypto: a
terra foi corrompida d’estes enxames.

25 Então chamou Pharaó a Moysés e a Aarão, e disse: Ide, e sacrificae ao
vosso Deus n’esta terra.

26 E Moysés disse: Não convem que façamos assim, porque sacrificariamos
ao Senhor nosso Deus a abominação dos egypcios: [8] eis que se
sacrificassemos a abominação dos egypcios perante os seus olhos, não nos
apedrejariam elles?

27 Deixa-nos ir caminho de tres dias ao deserto, [9] para que
sacrifiquemos ao Senhor nosso Deus, como elle nos dirá.

28 Então disse Pharaó: Deixar-vos-hei ir, para que sacrifiqueis ao Senhor
vosso Deus no deserto; sómente que, indo, não vades longe; orae _tambem_
por [10] mim.

29 E Moysés disse: Eis que saio de ti, e orarei ao Senhor, que estes
enxames de moscas se retirem ámanhã de Pharaó, dos seus servos, e do seu
povo: sómente que Pharaó não mais _me_ engane, [11] não deixando ir a
este povo para sacrificar ao Senhor.

30 Então saiu Moysés de Pharaó, e orou ao Senhor,

31 E fez o Senhor conforme á palavra de Moysés, e os enxames de moscas se
retiraram de Pharaó, dos seus servos, e do seu povo: não ficou uma só.

32 Mas aggravou Pharaó ainda esta vez seu coração, [12] e não deixou ir o
povo.

[1] Psa. 78.45 e 105.30.

[2] cap. 9.28 e 10.17. Num. 21.7. I Reis 13.6. Act. 8.24.

[3] Psa. 86.8. Jer. 10.6, 7.

[4] Deu. 34.10, 12.

[5] cap. 7.14. Ecc. 8.11. cap. 7.4.

[6] I Sam. 6.3, 9.

[7] cap. 9.4, &c. e 10.23 e 11.6, 7 e 12.13.

[8] Gen. 43.32 e 46.34.

[9] cap. 3.18.

[10] ver. 8.

[11] Psa. 78.34, 37. Jer. 42.20, 21.

[12] ver. 15. cap. 4.21. Rom. 2.5.



_A praga da peste nos animaes._

9 Depois o Senhor disse a Moysés: Entra a Pharaó, e dize-lhe: Assim diz o
Senhor, o Deus dos hebreos: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

2 Porque se recusares de os deixar ir, e ainda por força os detiveres,

3 Eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que _está_ no campo, sobre
os cavallos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois, e sobre
as ovelhas, com pestilencia gravissima.

4 E o Senhor fará separação entre o gado dos israelitas, e o gado dos
egypcios, que nada morra de tudo o que fôr dos filhos d’Israel.

5 E o Senhor assignalou certo tempo, dizendo: Ámanhã fará o Senhor esta
coisa na terra.

6 E o Senhor fez esta coisa no dia seguinte, [1] e todo o gado dos
egypcios morreu: porém do gado dos filhos d’Israel não morreu nenhum.

7 E Pharaó enviou a _ver_, e eis que do gado d’Israel não morrera nenhum:
porém o coração de Pharaó se aggravou, e não deixou ir o povo.

8 Então disse o Senhor a Moysés e a Aarão: Tomae vossos punhos cheios da
cinza do forno, e Moysés a espalhe para o céu diante dos olhos de Pharaó;

9 E tornar-se-ha em pó miudo sobre toda a terra do [2] Egypto, e se
tornará em sarna, que arrebente em ulceras nos homens e no gado, por toda
a terra do Egypto.

10 E elles tomaram a cinza do forno, e pozeram-se diante de Pharaó, e
Moysés a espalhou para o céu: e tornou-se em sarna, que arrebentava em
ulceras nos homens e no gado;

11 De maneira que os magos não podiam parar diante de Moysés, por causa
da sarna; porque havia sarna em os magos, e em todos os egypcios.

12 Porém o Senhor endureceu o coração de Pharaó, e não os ouviu, como o
Senhor tinha dito a [3] Moysés.


_As ameaças de Deus._

13 Então disse o Senhor a Moysés: Levanta-te pela manhã cedo, e põe-te
diante de Pharaó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreos:
Deixa ir o meu povo, para que me sirva;

14 Porque esta vez [4] enviarei todas as minhas pragas sobre o teu
coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que
não _ha_ outro como Eu em toda a terra.

15 Porque agora tenho estendido minha mão, para te ferir a ti e ao teu
povo com pestilencia, e para que sejas destruido da terra;

16 Mas devéras para isto te levantei, para mostrar minha potencia em ti,
[5] e para que o meu nome seja annunciado em toda a terra.

17 Tu ainda te levantas contra o meu povo, para não os deixar ir?

18 Eis que ámanhã por este tempo farei chover saraiva mui grave, qual
nunca houve no Egypto, desde o dia em que foi fundado até agora.

19 Agora pois envia, recolhe o teu gado, e tudo o que tens no campo; todo
o homem e animal, que fôr achado no campo, e não fôr recolhido á casa, a
saraiva cairá sobre elles, e morrerão.

20 Quem dos servos de Pharaó temia a palavra do Senhor, fez fugir os seus
servos e o seu gado para as casas;

21 Mas aquelle que não tinha applicado a palavra do Senhor ao seu
coração, deixou os seus servos e o seu gado no campo.


_A praga da saraiva._

22 Então disse o Senhor a Moysés: Estende a tua mão para o céu, e haverá
saraiva em toda a terra do Egypto, sobre os homens e sobre o gado, e
sobre toda a herva do campo na terra de Egypto.

23 E Moysés estendeu a sua vara para o céu, e o Senhor deu trovões e
saraiva, [6] e fogo corria pela terra; e o Senhor fez chover saraiva
sobre a terra do Egypto.

24 E havia saraiva, e fogo misturado entre a saraiva, mui grave, qual
nunca houve em toda a terra do Egypto, desde que veiu a ser uma nação.

25 E a saraiva feriu, em toda a terra do Egypto, tudo quanto _havia_ no
campo, desde os homens até aos animaes: tambem a saraiva feriu toda a
herva do campo, e quebrou todas as arvores do campo.

26 Sómente na terra de Goshen, [7] onde _estavam_, os filhos de Israel,
não havia saraiva.

27 Então Pharaó enviou para chamar a Moysés e a Aarão, e disse-lhes: Esta
vez pequei; o Senhor é justo, mas eu e o meu povo [8] impios.

28 Orae ao Senhor (pois que basta) para que não haja mais trovões de Deus
nem saraiva; e eu vos deixarei ir, e não ficareis mais _aqui_.

29 Então lhe disse Moysés: Em saindo da cidade estenderei minhas mãos
ao Senhor: os trovões cessarão, e não haverá mais saraiva; [9] para que
saibas que a terra é do Senhor.

30 Todavia, quanto a ti e aos teus servos, eu sei [10] que ainda não
temereis diante do Senhor Deus.

31 E o linho e a cevada foram feridos, porque a cevada já _estava_ na
espiga, e o linho na cana,

32 Mas o trigo e o centeio não foram feridos, porque _estavam_ cobertos.

33 Saiu pois Moysés de Pharaó, da cidade, e estendeu as suas mãos ao
Senhor: e cessaram os trovões e a saraiva, e a chuva não caiu _mais_
sobre a terra.

34 Vendo Pharaó que cessou a chuva, e a saraiva, e os trovões, continuou
em peccar: [11] e aggravou o seu coração, elle e os seus servos.

35 Assim o coração de Pharaó se endureceu, e não deixou ir os filhos de
Israel, como o Senhor tinha dito por Moysés.

[1] Psa. 78.50.

[2] Deu. 28.27. Job 2.7. Apo. 16.2.

[3] cap. 4.21.

[4] I Sam. 4.8.

[5] Pro. 16.4. Rom. 9.17. I Ped. 2.8.

[6] Jos. 10.11. Job 38.22, 23. Psa. 18.13 e 78.47 e 105.32. Isa. 30.30.
Eze. 38.22. Apo. 8.7.

[7] cap. 8.22.

[8] II Chr. 12.6.

[9] Psa. 24.1. I Chr. 10.26.

[10] Isa. 26.10.

[11] II Chr. 36.13. Rom. 2.4, 5.



_Deus ameaça Pharaó com a praga dos gafanhotos._

10 Depois disse o Senhor a Moysés: Entra a Pharaó, porque tenho aggravado
o seu coração, [1] e o coração de seus servos, para fazer estes meus
signaes no meio d’elle,

2 E para que contes aos ouvidos de teus filhos, [2] e dos filhos de teus
filhos, as coisas que obrei no Egypto, e os meus signaes, que tenho feito
entre elles: para que saibaes que eu _sou_ o Senhor.

3 Assim foram Moysés e Aarão a Pharaó, e disseram-lhe: Assim diz o
Senhor, o Deus dos hebreos: [3] Até quando recusas humilhar-te diante de
mim? deixa ir o meu povo, para que me sirva;

4 Porque se _ainda_ recusares deixar ir o meu povo, [4] eis que trarei
ámanhã gafanhotos aos teus termos,

5 E cobrirão a face da terra, que a terra não se poderá ver; e elles
comerão o resto do que escapou, o que vos ficou da saraiva: [5] tambem
comerão toda a arvore que vos cresce no campo;

6 E encherão as tuas casas, e as casas de todos os teus servos, e as
casas de todos os egypcios, quaes nunca viram teus paes, nem os paes de
teus paes, desde o dia, era que elles foram sobre a terra até ao dia de
hoje. E virou-se, e saiu da presença de Pharaó.

7 E os servos de Pharaó disseram-lhe: Até quando este nos ha de ser por
laço? [6] deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor seu Deus: ainda
não sabes que o Egypto está destruido?

8 Então Moysés e Aarão foram levados outra vez a Pharaó, e _elle_
disse-lhes: Ide, servi ao Senhor vosso Deus. Quaes são os que hão de ir?

9 E Moysés disse: Havemos de ir com os nossos meninos, e com os nossos
velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas
ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque festa do Senhor temos.

10 Então elle lhes disse: Seja o Senhor assim comvosco, como eu vos
deixarei ir a vós e a vossos filhos: olhae que ha mal diante da vossa
face.

11 Não _será_ assim: andae agora vós, varões, e servi ao Senhor; pois
isso é o que pedistes. E os empuxaram da face de Pharaó.


_A praga dos gafanhotos._

12 Então disse o Senhor a Moysés: Estende a tua mão sobre a terra do
Egypto pelos gafanhotos, para que venham sobre a terra do Egypto, e comam
toda a herva da terra, tudo o que deixou a saraiva.

13 Então estendeu Moysés sua vara sobre a terra do Egypto, e o Senhor
trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquelle dia e toda aquella
noite: e aconteceu que pela manhã o vento oriental trouxe os gafanhotos.

14 E vieram [7] os gafanhotos sobre toda a terra do Egypto, e
assentaram-se sobre todos os termos do Egypto; mui graves _foram_; antes
d’estes nunca houve taes gafanhotos, nem depois d’elles virão outros taes.

15 Porque cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se
escureceu; e comeram toda a herva da terra, e todo o fructo das arvores,
que deixara a saraiva; e não ficou alguma verdura nas arvores, nem na
herva do campo, em toda a terra do Egypto.

16 Então Pharaó se apressou a chamar a Moysés e a Aarão, e disse: Pequei
contra o Senhor vosso Deus, [8] e contra vós.

17 Agora, pois, peço-vos que perdoeis o meu peccado sómente d’esta vez, e
que oreis ao Senhor vosso Deus que tire de mim sómente esta [9] morte.

18 E saiu da presença de Pharaó, e orou ao Senhor.

19 Então o Senhor trouxe um vento occidental fortissimo, o qual levantou
os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; nem ainda um gafanhoto ficou
em todos os termos do Egypto.

20 O Senhor, porém, endureceu o coração de Pharaó, [10] e não deixou ir
os filhos de Israel.


_A praga das trevas._

21 Então disse o Senhor a Moysés: Estende a tua mão para o céu, e virão
trevas sobre a terra do Egypto, trevas que se apalpem.

22 E Moysés estendeu a sua mão para o céu, e houve trevas espessas em
toda a terra do Egypto por tres dias.

23 Não viu um ao outro, e ninguem se levantou do seu logar por tres dias;
mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas [11] habitações.

24 Então Pharaó chamou a Moysés, e disse: Ide, servi ao Senhor: sómente
fiquem vossas ovelhas e vossas vaccas: vão tambem comvosco as vossas
creanças.

25 Moysés, porém, disse: Tu tambem darás em nossas mãos sacrificios e
holocaustos, que offereçamos ao Senhor nosso Deus.

26 E tambem o nosso gado ha de ir comnosco, nem uma unha ficará; porque
d’aquelle havemos de tomar, para servir ao Senhor nosso Deus: porque não
sabemos com que havemos de servir ao Senhor, até que cheguemos lá.

27 O Senhor, porém, endureceu [12] o coração de Pharaó, e não os quiz
deixar ir.

28 E disse-lhe Pharaó: Vae-te de mim, guarda-te que não mais vejas o meu
rosto: porque no dia em que vires o meu rosto, morrerás.

29 E disse Moysés: Bem disseste; [13] eu nunca mais verei o teu rosto.

[1] cap. 7.13, 14.

[2] Deu. 4.9. Psa. 44.1 e 78.5.

[3] I Reis 21.29. II Chr. 7.14 e 33.12, 19. Job 42.6. Thi. 4.10.

[4] Pro. 30.27.

[5] cap. 9.32.

[6] Jos. 23.13.

[7] Psa. 78.46 e 105.34.

[8] cap. 9.27.

[9] I Reis 13.6.

[10] cap. 4.21.

[11] cap. 8.22 e 9.4, 26 e 12.13.

[12] ver. 1, 20. cap. 14.4, 8.

[13] Heb. 11.27.



_Deus annuncia a Moysés a morte de todos os primogenitos._

11 E o senhor dissera a Moysés: Ainda uma praga trarei sobre Pharaó e
sobre o Egypto: depois vos deixarei ir d’aqui: e, quando _vos_ deixar ir
totalmente, a toda a pressa [1] vos lançará d’aqui.

2 Falla agora aos ouvidos do povo, que cada varão peça ao seu visinho, e
cada mulher á sua visinha, [EJ] vasos de prata e vasos de oiro.

3 E o Senhor deu graça ao povo aos olhos dos egypcios; [2] tambem o varão
Moysés _era_ mui grande na terra do Egypto, aos olhos dos servos de
Pharaó, e aos olhos do povo.

4 Disse mais Moysés: Assim o Senhor tem dito: [3] Á meia noite eu sairei
pelo meio do Egypto;

5 E todo o primogenito na terra do Egypto morrerá, [4] desde o
primogenito de Pharaó, que houvera de assentar-se sobre o seu throno, até
ao primogenito da serva que _está_ detraz da mó, e todo o primogenito dos
animaes.

6 E haverá grande clamor [5] em toda a terra do Egypto, qual nunca houve
similhante e nunca haverá;

7 Mas entre todos os filhos de Israel nem ainda um cão moverá a sua
lingua, desde os homens até aos animaes, [6] para que saibaes que o
Senhor fez differença entre os egypcios e os israelitas.

8 Então todos estes teus servos [7] descerão a mim, e se inclinarão
diante de mim, dizendo: Sae tu, e todo o povo que te segue as pisadas; e
depois eu sairei. E saiu de Pharaó em ardor de ira.

9 O Senhor dissera a Moysés: Pharaó vos não ouvirá, para que as minhas
maravilhas se multipliquem na terra do [8] Egypto.

10 E Moysés e Aarão fizeram todas estas maravilhas diante de Pharaó; mas
o Senhor endureceu o coração de Pharaó, [9] que não deixou ir os filhos
de Israel da sua terra.

[1] cap. 12.31, 39.

[2] cap. 12.36.

[3] cap. 12.29. Job 34.20.

[4] cap. 4.23.

[5] cap. 12.30.

[6] Jos. 10.21. cap. 8.22.

[7] cap. 12.31, 33.

[8] cap. 7.3.

[9] cap. 10.20, 27.



_A instituição da primeira paschoa._

12 E fallou o Senhor a Moysés e a Aarão na terra do Egypto, dizendo:

2 Este mesmo mez [1] vos _será_ o principio dos mezes: este vos _será_ o
primeiro dos mezes do anno.

3 Fallae a toda a congregação d’Israel, dizendo: Aos dez d’este mez tome
cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos paes, um cordeiro para
cada casa.

4 Mas se a casa fôr pequena para um cordeiro, então elle tome a seu
visinho perto de sua casa, conforme ao numero das almas: cada um conforme
ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro.

5 O cordeiro, _ou cabrito_, será sem macula, um macho [2] de um anno, o
qual tomareis das ovelhas ou das cabras,

6 E o guardareis até ao decimo quarto dia d’este mez [3], e todo o
ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará á [EK] tarde.

7 E tomarão do sangue, e pol-o-hão em ambas as umbreiras, e na lumieira
da porta, nas casas em que o comerão.

8 E n’aquella noite comerão a carne assada no fogo, [4] com pães asmos;
com _hervas_ amargosas a comerão.

9 Não comereis d’elle crú, nem cozido em agua, senão assado ao fogo, a
sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura.

10 E nada d’elle deixareis até ámanhã: [5] mas o que d’elle ficar até
ámanhã, queimareis no fogo.

11 Assim pois o comereis: os vossos lombos cingidos, [6] os vossos
sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão: e o comereis apressadamente:
esta _é_ a paschoa do Senhor.

12 E eu passarei pela terra do Egypto esta noite, e ferirei todo o
primogenito na terra do Egypto, desde os homens até aos animaes; [7] e em
todos os deuses do Egypto farei juizos, Eu sou o Senhor.

13 E aquelle sangue vos será por signal nas casas em que _estiverdes_;
vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga
de mortandade, quando eu ferir a terra do Egypto.

14 E este dia vos será por memoria, [8] e celebral-o-heis por festa ao
Senhor: nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpetuo.

15 Sete dias comereis [9] pães asmos; ao primeiro dia tirareis o fermento
das vossas casas; porque qualquer que comer _pão_ levedado, desde o
primeiro até ao setimo dia, aquella alma será cortada d’Israel.

16 E ao primeiro dia _haverá_ sancta convocação; tambem ao setimo dia
tereis sancta convocação: [10] nenhuma obra se fará n’elles, senão o que
cada alma houver de comer; isso sómente apromptareis para vós.

17 Guardae pois a _festa_ dos pães asmos, porque n’aquelle mesmo dia
tirei vossos exercitos da terra do Egypto: pelo que guardareis a este dia
nas vossas gerações por estatuto perpetuo.

18 No primeiro _mez_, aos quatorze dias do mez, á tarde, comereis pães
asmos até vinte e um do mez á tarde.

19 Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas: [11]
porque qualquer que comer _pão_ levedado, aquella alma será cortada da
congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra.

20 Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações
comereis pães asmos.

21 Chamou pois Moysés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes:
Escolhei e tomae vós cordeiros para vossas familias, e sacrificae a [12]
paschoa.

22 Então tomae um mólho de hyssopo, e molhae-o no sangue que estiver na
bacia, e mettei na lumieira da porta, e em ambas as umbreiras, do sangue
que _estiver_ na bacia, [13] porém nenhum de vós saia da porta da sua
casa até á manhã.

23 Porque o Senhor passará para ferir aos egypcios, porém quando vir o
sangue na lumieira da porta, e em ambas as umbreiras, o Senhor passará
aquella [14] porta, e não deixará ao destruidor entrar em vossas casas,
para vos ferir.

24 Portanto guardae isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para
sempre.

25 E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará,
como tem dito, guardareis este culto.

26 E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto _é_
este [15] vosso?

27 Então direis: Este _é_ o sacrificio da paschoa ao Senhor, que passou
as casas dos filhos d’Israel no Egypto, quando feriu aos egypcios, e
livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e [16] adorou.

28 E foram os filhos d’Israel, e fizeram _isso_; como o Senhor ordenara a
Moysés e a Aarão, assim fizeram.


_A morte dos primogenitos._

29 E aconteceu, á meia noite, que o Senhor feriu a todos os primogenitos
na terra do Egypto, [17] desde o primogenito de Pharaó, que se sentava
em seu throno, até ao primogenito do captivo que _estava_ no carcere, e
todos os primogenitos dos animaes.

30 E Pharaó levantou-se de noite, elle e todos os seus servos, e todos os
egypcios; e havia grande clamor no Egypto, [18] porque não _havia_ casa
em que não _houvesse_ um morto.

31 Então chamou a Moysés e a Aarão de noite, e disse: Levantae-vos, sahi
do meio do meu povo, tanto vós como os filhos d’Israel: e ide, servi ao
Senhor, como tendes dito.

32 Levae tambem comvosco vossas ovelhas e vossas vaccas, como tendes
dito; e ide, e abençoae-me tambem a mim.

33 E os egypcios apertavam [19] ao povo, apressando-se para lançal-os da
terra; porque diziam: Todos _somos_ mortos.

34 E o povo tomou a sua massa, antes que levedasse, as suas amassadeiras
atadas em seus vestidos, sobre seus hombros.

35 Fizeram pois os filhos de Israel conforme á palavra de Moysés, e
pediram aos egypcios [EL] vasos de prata, e vasos de oiro, e [20]
vestidos.

36 E o Senhor deu graça ao povo em os olhos dos egypcios, e [EM]
emprestavam-lhes; e elles despojavam [21] aos egypcios.


_A saida dos israelitas do Egypto._

37 Assim partiram os filhos de Israel de Rameses [22] para Succoth, coisa
de seiscentos mil de pé, sómente de varões, sem contar os meninos.

38 E subiu tambem com elles muita mistura [23] de gente, e ovelhas, e
vaccas, uma grande multidão de gado.

39 E cozeram bolos asmos da massa que levaram do Egypto, porque não se
tinha levedado, porquanto foram lançados do Egypto; e não se poderam
deter, nem ainda se prepararam comida.

40 _O tempo_ que os filhos de Israel habitaram no Egypto [24] _foi de_
quatrocentos e trinta annos.

41 E aconteceu, passados os quatrocentos e trinta annos, n’aquelle mesmo
dia succedeu que todos os exercitos do Senhor sairam da terra do Egypto.

42 Esta noite se guardará ao Senhor, porque _n’ella_ os tirou da terra do
Egypto: esta _é_ a noite do Senhor, que devem guardar todos os filhos de
Israel [25] nas suas gerações.

43 Disse mais o Senhor a Moysés e a Aarão: Esta _é_ a ordenança da
paschoa; nenhum filho do estrangeiro comerá [26] d’ella.

44 Porém todo o servo de qualquer, comprado por dinheiro, depois que o
houveres circumcidado, [27] então comerá d’ella.

45 O estrangeiro e o assalariado não comerão [28] d’ella.

46 N’uma casa se comerá; não levarás d’aquella carne fóra da casa, nem
d’ella quebrareis [29] osso.

47 Toda a congregação de Israel o fará.

48 Porém se algum estrangeiro se hospedar comtigo, e quizer celebrar a
paschoa ao Senhor, seja-lhe circumcidado todo o macho, e então chegará
a celebral-a, e será como o natural da terra; mas nenhum incircumciso
comerá d’ella.

49 Uma mesma lei haja para o natural, e para o estrangeiro que peregrinar
entre [30] vós.

50 E todos os filhos de Israel o fizeram: como o Senhor ordenara a Moysés
e a Aarão, assim fizeram.

51 E aconteceu n’aquelle mesmo dia [31] que o Senhor tirou os filhos de
Israel da terra do Egypto, segundo os seus exercitos.

[1] cap. 13.4 e 34.18.

[2] Lev. 22.19, 21. Deu. 17.1. Mal. 1.8, 14. I Ped. 1.19.

[3] Lev. 23.5. Num. 9.3 e 28.16. Deu. 16.1, 6.

[4] cap. 34.25. Deu. 16.3. I Cor. 5.8.

[5] cap. 23.18.

[6] Luc. 12.35. Eph. 6.14. Eph. 6.15.

[7] Num. 33.4.

[8] Lev. 23.4, 5.

[9] cap. 13.6.

[10] Num. 29.12.

[11] cap. 23.15 e 34.18.

[12] Jos. 5.10. II Reis 23.21. Esd. 6.20. Mat. 26.18.

[13] Heb. 11.28.

[14] II Sam. 24.16. Eze. 9.4, 6. Apo. 7.3 e 9.4.

[15] cap. 13.8, 14. Jos. 4.6. Psa. 78.6.

[16] cap. 4.31.

[17] Num. 3.13 e 33.4. Psa. 78.51 e 105.36 e 135.8 e 136.10. Heb. 11.28.

[18] cap. 11.6.

[19] Psa. 105.38.

[20] cap. 11.2.

[21] cap. 3.21.

[22] Num. 33.3, 5. Num. 1.46 e 11.21.

[23] Num. 11.4.

[24] Gen. 15.13. Act. 7.6. Gal. 3.17.

[25] Deu. 16.1, 6.

[26] Eph. 2.19.

[27] Phi. 3.3.

[28] Lev. 22.10. Eph. 2.12.

[29] Num. 9.12. João 19.36.

[30] Num. 9.14. Gal. 3.28. Col. 3.11.

[31] ver. 41. cap. 6.26.



_Os primogenitos são sanctificados a Deus._

13 Então fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Sanctifica-me todo o primogenito, [1] o que abrir toda a madre entre os
filhos de Israel, de homens e de animaes: _porque_ meu é.

3 E Moysés disse ao povo: Lembrae-vos d’este mesmo dia, [2] em que
saistes do Egypto, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos
tirou d’aqui: portanto não comereis pão levedado.

4 Hoje, no mez de Abib, vós [3] sahis.

5 E acontecerá que, quando o Senhor te houver mettido na terra dos
cananeos, e dos hetheos, e dos amorrheos, e dos heveos, e dos jebuzeos,
a qual jurou a teus paes que t’a daria, [4] terra que mana leite e mel,
guardarás este culto n’este mez.

6 Sete dias comerãs pães asmos; [5] e ao setimo dia _haverá_ festa ao
Senhor.

7 Sete dias se comerão pães asmos, e o levedado não se verá comtigo, nem
ainda fermento será visto em todos os teus termos.

8 E n’aquelle mesmo dia farás saber a teu filho, dizendo: [6] _Isto é_
pelo que o Senhor me tem feito, quando eu sahi do Egypto.

9 E te será por signal sobre tua mão, [7] e por lembrança entre teus
olhos; para que a lei do Senhor esteja em tua bocca: porquanto com mão
forte o Senhor te tirou do Egypto.

10 Portanto tu guardarás este estatuto a seu tempo, de anno em anno.

11 Tambem acontecerá que, quando o Senhor te houver mettido na terra dos
cananeos, como jurou a ti e a teus paes, quando t’a houver dado,

12 Farás passar ao Senhor tudo o que abrir a madre, e tudo o que abrir a
_madre_ do fructo dos animaes que terás: os machos _serão_ do Senhor.

13 Porém tudo o que abrir a _madre_ da jumenta, resgatarás com [EN]
cordeiro; e se o não resgatares cortar-lhe-has a cabeça: mas todo o
primogenito do homem entre teus filhos resgatarás.

14 Se acontecer que teu filho no tempo futuro te pergunte, [8] dizendo:
Que _é_ isto? dir-lhe-has: O Senhor nos tirou com mão forte do Egypto,
da casa da servidão.

15 Porque succedeu que, endurecendo-se Pharaó, para não nos deixar ir,
o Senhor matou todos os primogenitos na terra do Egypto, do primogenito
do homem até ao primogenito dos animaes: por isso eu sacrifico ao Senhor
os machos de tudo que abre a madre; porém a todo o primogenito de meus
filhos eu resgato.

16 E será por signal sobre tua mão, e por frontaes entre os teus olhos;
porque o Senhor nos tirou do Egypto com mão [9] forte.


_Deus guia o povo pelo caminho._

17 E aconteceu, que quando Pharaó deixou ir o povo, Deus não os levou
pelo caminho da terra dos philisteos, que _estava mais_ perto; porque
Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra,
e se tornem ao [10] Egypto.

18 Mas Deus [11] fez rodear o povo pelo caminho no deserto do Mar
Vermelho: e subiram os filhos de Israel da terra do Egypto armados.

19 E tomou Moysés os ossos de José comsigo, porquanto havia este
estreitamente ajuramentado aos filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus
vos visitará; fazei pois subir d’aqui [12] os meus ossos comvosco.

20 Assim se partiram de Succoth, e acamparam-se em Etham, á entrada [13]
do deserto.

21 E o Senhor ia adiante d’elles, [14] de dia n’uma columna de nuvem,
para os guiar pelo caminho, e de noite n’uma columna de fogo, para os
allumiar, para que caminhassem de dia e de noite.

22 Nunca tirou de diante da face do povo a columna de nuvem, de dia, nem
a columna de fogo, de noite.

[1] cap. 22.29 e 34.19. Num. 3.13. Deu. 15.19. Luc. 2.23.

[2] cap. 12.42.

[3] cap. 23.15.

[4] Gen. 17.8 e 22.16.

[5] cap. 12.15.

[6] cap. 12.26. ver. 4.

[7] ver. 16. Deu. 6.8 e 11.18. Pro. 6.21. Can. 8.6.

[8] Deu. 6.20. Jos. 4.6, 21.

[9] Deu. 26.8.

[10] cap. 14.11, 12. Num. 14.1, 4.

[11] Deu. 32.10.

[12] Gen. 50.25. Jos. 24.32. Act. 7.16.

[13] Num. 33.6.

[14] Num. 9.15, 23 e 10.34 e 14.14. Deu. 1.33. Neh. 9.12, 19. Psa. 78.14
e 99.7 e 105.39. Isa. 4.5. I Cor. 10.2.



_Deus annuncia a ruina dos egypcios._

14 Então fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla aos filhos de Israel que tornem, e que se acampem diante de
Pi-hahiroth, [1] entre Migdol e o mar, diante de Baal-zephon: em frente
d’elle assentareis o campo junto ao mar.

3 Então Pharaó dirá dos filhos de Israel: Estão embaraçados na terra, o
deserto os encerrou.

4 E eu endurecerei [2] o coração de Pharaó, para que os persiga, e serei
glorificado em Pharaó em todo o seu exercito, e saberão os egypcios que
eu sou o Senhor. E elles fizeram assim.

5 Sendo pois annunciado ao rei do Egypto que o povo fugia, mudou-se o
coração de Pharaó e dos seus servos contra o povo, e disseram: Porque
fizemos isso, havendo deixado ir a Israel, que nos não sirva?

6 E apromptou o seu carro, e tomou comsigo o seu povo;

7 E tomou seiscentos carros escolhidos, [3] e todos os carros do Egypto,
e os capitães sobre elles todos.

8 Porque o Senhor endureceu o coração de Pharaó, rei do Egypto, que
perseguisse aos filhos de Israel: [4] porém os filhos de Israel sairam
com alta mão.

9 E os egypcios perseguiram-n’os, todos os cavallos e carros de Pharaó, e
os seus cavalleiros, e o seu exercito, e alcançaram-n’os acampados junto
ao mar, perto de Pi-hahiroth, diante de Baal-zephon.

10 E, chegando Pharaó, os filhos de Israel levantaram seus olhos, e eis
que os egypcios vinham atraz d’elles, e temeram muito; então os filhos de
Israel clamaram [5] ao Senhor.

11 E disseram a Moysés: Não havia sepulchros no Egypto, que nos tiraste
_de lá_, para que morramos n’este deserto? porque nos fizeste isto, que
nos tens tirado do Egypto?

12 Não _é_ esta a palavra que te temos fallado no Egypto, [6] dizendo:
Deixa-nos, que sirvamos aos egypcios? pois que melhor nos _fôra_ servir
aos egypcios, do que morrermos no deserto.

13 Moysés, porém, disse ao povo: Não temaes; [7] estae quietos, e vêde o
livramento do Senhor, que hoje vos fará: porque aos egypcios, que hoje
vistes, nunca mais vereis para sempre:

14 O Senhor pelejará [8] por vós, e vos calareis.


_A passagem pelo meio do mar._

15 Então disse o Senhor a Moysés: Porque clamas a mim? dize aos filhos de
Israel que marchem.

16 E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o,
para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em secco.

17 E eu, eis que endurecerei o coração dos egypcios, para que entrem
n’elle atraz d’elles; e eu serei glorificado em Pharaó, e em todo o seu
exercito, nos seus carros e nos seus cavalleiros,

18 E os egypcios saberão que eu _sou_ o Senhor, quando fôr glorificado em
Pharaó, nos seus carros e nos seus cavalleiros.

19 E o anjo de Deus, [9] que ia diante do exercito d’Israel, se retirou,
e ia detraz d’elles: tambem a columna de nuvem se retirou de diante
d’elles, e se poz atraz d’elles,

20 E ia entre o campo dos egypcios e o campo d’Israel: e a nuvem era
escuridade _para aquelles, e para estes_ esclarecia a noite: de maneira
que em toda a noite não chegou um ao outro.

21 Então Moysés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o
mar por um forte vento oriental toda aquella noite; e o mar tornou-se em
secco, e as aguas [10] foram partidas.

22 E os filhos d’Israel entraram pelo meio do mar em secco: [11] e as
aguas _foram_-lhes como muro á sua direita e á sua esquerda.

23 E os egypcios seguiram-n’os, e entraram atraz d’elles todos os
cavallos de Pharaó, os seus carros e os seus cavalleiros, até ao meio do
mar.

24 E aconteceu que, na vigilia d’aquella manhã, o Senhor, na columna
do fogo e da nuvem, viu o campo dos egypcios: e alvorotou o campo dos
egypcios,

25 E tirou-lhes as rodas dos seus carros, e fel-os andar
difficultosamente. Então disseram os egypcios: Fujamos da face d’Israel,
porque o Senhor por elles peleja contra os egypcios.

26 E disse o Senhor a Moysés: Estende a tua mão sobre o mar, para que
as aguas tornem sobre os egypcios, sobre os seus carros e sobre os seus
cavalleiros.


_Os egypcios perecem no mar._

27 Então Moysés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar tornou-se em sua
força ao amanhecer, e os egypcios fugiram ao seu encontro: e o Senhor
derribou os egypcios no meio do mar,

28 Porque as aguas, tornando, cobriram os carros e os cavalleiros de todo
o exercito de Pharaó, que os haviam seguido no mar: nem ainda um d’elles
ficou.

29 Mas os filhos d’Israel foram pelo meio do mar secco: e as aguas
foram-lhes como muro á sua mão direita e á sua esquerda.

30 Assim o Senhor salvou Israel n’aquelle dia da mão dos egypcios: e
Israel viu os egypcios mortos na praia do mar.

31 E viu Israel a grande mão que o Senhor mostrara aos egypcios; e temeu
o povo ao Senhor, e [12] creram no Senhor e em Moysés, seu servo.

[1] Num. 33.7.

[2] cap. 4.21.

[3] cap. 15.4.

[4] Num. 33.3. Deu. 26.8.

[5] Jos. 24.7. Neh. 9.9.

[6] cap. 5.21 e 6.9.

[7] Deu. 20.3. II Reis 6.16. II Chr. 20.15, 17. Psa. 27.1, 2 e 46.1, 3.
Isa. 41.10, 14.

[8] Deu. 1.30 e 20.4. Jos. 23.3, 10. Isa. 30.15.

[9] Num. 20.16. Isa. 63.9.

[10] Jos. 4.23. Psa. 66.6.

[11] I Cor. 10.1. Heb. 11.29.

[12] cap. 19.9. João 2.11.



_O cantico de Moysés._

15 Então cantou Moysés e os filhos d’Israel este cantico ao Senhor, e
fallaram, dizendo: Cantarei ao Senhor, porque summamente se exaltou:
lançou no mar o cavallo e o seu cavalleiro.

2 O Senhor _é_ a minha força, e o _meu_ cantico; [1] elle me foi por
salvação; este _é_ o meu Deus, [EO] portanto lhe farei uma habitação;
elle _é_ o Deus de meu pae, por isso o exaltarei.

3 O Senhor _é_ varão de guerra: [2] o Senhor _é_ o seu nome.

4 Lançou no mar os carros de Pharaó e o seu exercito; e os seus
escolhidos principes afogaram-se no Mar Vermelho.

5 Os abysmos os cobriram: desceram ás profundezas [3] como pedra.

6 A tua dextra, ó Senhor, se tem glorificado em potencia: a tua dextra, ó
Senhor, tem despedaçado o inimigo;

7 E com a grandeza da tua excellencia derribaste aos _que_ se levantaram
contra ti: enviaste o teu furor, que os consumiu [4] como o rastolho.

8 E com o sopro [5] dos teus narizes amontoaram-se as aguas, as correntes
pararam-se como montão: os abysmos coalharam-se no coração do mar.

9 O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos:
fartar-se-ha [EP] a minha alma d’elles, arrancarei a minha espada, a
minha mão os destruirá,

10 Sopraste com o teu vento, o mar os cobriu: afundaram-se como chumbo em
vehementes aguas.

11 Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? quem é como tu [EQ]
glorificado em sanctidade, terrivel em louvores, obrando maravilhas?

12 Estendeste a tua mão direita: a terra os tragou.

13 Tu, com a tua beneficencia, [6] guiaste a este povo, _que_ salvaste:
com a tua força o levaste á habitação da tua sanctidade.

14 Os povos o ouvirão, [7] elles estremecerão: apoderar-se-ha uma dôr dos
habitantes da Palestina.

15 Então os principes de Edom se pasmarão, dos poderosos dos moabitas
apoderar-se-ha um tremor, derreter-se-hão [8] todos os habitantes de
Canaan.

16 Espanto e pavor [9] cairá sobre elles: pela grandeza do teu braço
emmudecerão como pedra; até que o teu povo haja passado, ó Senhor, até
que passe este povo [10] _que_ adquiriste.

17 _Tu_ os introduzirás, [11] e os plantarás no monte da tua herança,
_no_ logar _que tu_, ó Senhor, apparelhaste para a tua habitação, _o_
sanctuario, ó Senhor, _que_ as tuas mãos estabeleceram.

18 O Senhor reinará [12] eterna e perpetuamente;

19 Porque os cavallos de Pharaó, com os seus carros e com os seus
cavalleiros, entraram no mar, e o Senhor fez tornar as aguas do mar sobre
elles; mas os filhos d’Israel passaram em secco pelo meio do mar.


_A dança de Miriam e das mulheres._

20 Então Miriam, a prophetiza, a irmã d’Aarão, tomou o tamboril na sua
mão, e todas as mulheres sairam atraz d’ella com tamboris e com danças.

21 E Miriam lhes respondia: Cantae ao Senhor, porque summamente se
exaltou, e lançou no mar o cavallo com o seu cavalleiro.

22 Depois fez Moysés partir os israelitas do Mar Vermelho, [13] e sairam
ao deserto de Sur: e andaram tres dias no deserto, e não acharam aguas.


_As aguas amargas tornam-se doces._

23 Então chegaram a [ER] Marah; [14] mas não poderam beber as aguas de
Marah, porque eram amargas: por isso chamou-se o seu nome Marah.

24 E o povo murmurou contra Moysés, dizendo: Que havemos de beber?

25 E _elle_ clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe um lenho que lançou
nas aguas, e as aguas se tornaram doces: [15] ali lhes deu estatutos e
uma ordenação, e ali os provou.

26 E disse: Se ouvires attento a voz do Senhor teu Deus, e obrares o
_que é_ recto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos
seus mandamentos, [16] e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das
enfermidades porei sobre ti, que puz sobre o Egypto; porque eu _sou_ o
Senhor [17] que te sara.

27 Então vieram [18] a Elim, e _havia_ ali doze fontes d’agua e setenta
palmeiras: e ali se acamparam junto das aguas.

[1] Psa. 118.14. Isa. 12.2.

[2] Psa. 24.8 e 45.3. Apo. 19.11.

[3] Neh. 9.11. Psa. 118.15, 16.

[4] Isa. 5.24 e 47.14.

[5] II Sam. 22.16. Job 4.9.

[6] Isa. 63.13.

[7] Num. 14.14. Jos. 2.10.

[8] Jos. 5.1.

[9] Deu. 2.25 e 11.25.

[10] Psa. 74.2.

[11] Psa. 44.2, 3. Psa. 78.54.

[12] Psa. 146.10. Dan. 4.3 e 7.27.

[13] Gen. 16.7.

[14] Num. 33.8.

[15] II Reis 2.21 e 4.41.

[16] cap. 23.25.

[17] Psa. 103.3.

[18] Num. 33.9.



_Deus manda o manná._

16 E partidos de Elim, [1] toda a congregação dos filhos d’Israel veiu
ao deserto de Sin, que _está_ entre Elim e Sinai, aos quinze dias do mez
segundo, depois que sairam da terra do Egypto.

2 E toda a congregação dos filhos d’Israel [2] murmurou contra Moysés e
contra Aarão no deserto.

3 E os filhos d’Israel disseram-lhes: Quem déra que nós morressemos por
mão do Senhor na terra do Egypto, quando estavamos sentados ás panellas
da carne, quando comiamos pão até fartar! [3] porque nos tendes tirado a
este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.

4 Então disse o Senhor a Moysés: Eis que vos choverei pão dos céus, [4]
e o povo sairá, e colherá cada dia a porção para cada dia, para que eu o
prove se anda em minha lei ou não.

5 E acontecerá, ao sexto dia, que apparelhem o que colheram: e será
dobrado [5] do que colhem cada dia.

6 Então disse Moysés, e Aarão a todos os filhos d’Israel: A tarde
sabereis que o Senhor vos tirou da terra do Egypto,

7 E ámanhã vereis a gloria do Senhor, porquanto ouviu as vossas
murmurações contra o Senhor: porque quem _somos_ nós, que murmureis
contra nós?

8 Disse mais Moysés: _Isso será_ quando o Senhor á tarde vos der carne
para comer, e pela manhã pão a fartar, porquanto o Senhor ouviu as vossas
murmurações, com que murmuraes contra elle: porque, quem _somos_ nós? As
vossas murmurações não _são_ contra nós, mas sim [6] contra o Senhor.

9 Depois disse Moysés a Aarão: Dize a toda a congregação dos filhos
d’Israel: Chegae-vos para diante do Senhor, porque ouviu as vossas
murmurações.

10 E aconteceu que, quando fallou Aarão a toda a congregação dos filhos
d’Israel, e elles se viraram para o deserto, eis que a gloria do Senhor
[7] appareceu na nuvem.


_Deus manda carne._

11 E o Senhor fallou a Moysés, dizendo:

12 Tenho [8] ouvido as murmurações dos filhos de Israel; falla-lhes,
dizendo: Entre as duas tardes comereis carne, e pela manhã vos fartareis
de pão: e sabereis que eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

13 E aconteceu que á tarde subiram codornizes, [9] e cobriram o arraial:
e pela manhã jazia o orvalho ao redor do arraial,

14 E, alçando-se o orvalho caido, eis que sobre a face do deserto
_estava_ uma coisa miuda, redonda, miuda como a geada sobre a terra.

15 E, vendo-a os filhos d’Israel, disseram uns aos outros: [ES] Que _é_
isto; porque não sabiam o que _era_. Disse-lhes pois Moysés: Este _é_ o
pão que o Senhor vos deu para comer.

16 Esta _é_ a palavra que o Senhor tem mandado: Colhei d’elle cada um
conforme ao que pode comer, um gomer por cada cabeça, _segundo_ o numero
das vossas almas; cada um tomará para os que _se acharem_ na sua tenda.

17 E os filhos d’Israel fizeram assim; e colheram, uns mais e outros
menos.

18 Porém, medindo-o com o gomer, não sobejava ao que colhera muito, nem
faltava [10] ao que colhera pouco; cada um colheu tanto quanto podia
comer.

19 E disse-lhes Moysés: Ninguem d’elle deixe para [11] ámanhã.

20 Elles, porém, não deram ouvidos a Moysés, antes alguns d’elles
deixaram d’elle para a manhã; e aquelle criou bichos, e fedeu; por isso
indignou-se Moysés contra elles.

21 Elles pois o colhiam cada manhã, cada um conforme ao que podia comer;
porque, aquentando o sol, derretia-se.

22 E aconteceu _que_ ao sexto dia colheram pão em dobro, dois
gomeres para cada um: e todos os principes da congregação vieram, e
contaram-_n’o_ a Moysés.

23 E _elle_ disse-lhes: Isto _é_ o que o Senhor tem [12] dito: Amanhã _é_
repouso, do sancto sabbado do Senhor: o que quizerdes cozer no forno,
cozei-o, e o que quizerdes cozer em agua, cozei-o em agua; e tudo o que
sobejar, para vós ponde em guarda até ámanhã.

24 E guardaram-n’o até ámanhã, como Moysés tinha ordenado: e não fedeu,
nem n’elle houve _algum_ [13] bicho.

25 Então disse Moysés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sabbado do
Senhor: hoje não o achareis no campo.

26 Seis dias o colhereis, mas o setimo dia _é_ o sabbado; n’aquelle não
haverá.

27 E aconteceu ao setimo dia, que _alguns_ do povo sairam para colher,
mas não o acharam.

28 Então disse o Senhor a Moysés: Até quando recusareis de guardar os
meus mandamentos [14] e as minhas leis?

29 Vêde, porquanto o Senhor vos deu o sabbado, portanto elle no sexto dia
vos dá pão para dois dias; cada um fique no seu logar, que ninguem saia
do seu logar no setimo dia.

30 Assim repousou o povo no setimo dia.

31 E chamou a casa de Israel o seu nome manná; [15] e era como semente de
coentro branco, e o seu sabor como bolos de mel.

32 E disse Moysés: Esta _é_ a palavra que o Senhor tem mandado: Encherás
um gomer d’elle em guarda para as vossas gerações, para que vejam o pão
que vos tenho dado a comer n’este deserto, quando eu vos tirei da terra
do Egypto.

33 Disse tambem Moysés a Aarão: Toma um vaso, [16] e mette n’elle um
gomer cheio de manná, e pôe-o diante do Senhor, em guarda para as vossas
gerações.

34 Como o Senhor tinha ordenado a Moysés, assim Aarão o poz diante do
testemunho em [17] guarda.

35 E comeram os filhos d’Israel manná quarenta annos, [18] até que
entraram em terra habitada: comeram manná até que chegaram aos termos da
terra de [19] Canaan.

36 E um [20] gomer é a decima _parte_ do epha.

[1] Num. 33.10.

[2] cap. 15.24.

[3] Num. 11.4, 5.

[4] Psa. 78.24. João 6.31, 32. I Cor. 10.3. Deu. 8.16.

[5] ver. 22.

[6] I Sam. 8.7.

[7] Num. 14.10.

[8] ver. 7.

[9] Num. 11.31. Psa. 105.40.

[10] II Cor. 8.15.

[11] Mat. 6.34.

[12] Gen. 2.3. cap. 20.8 e 31.15. Lev. 23.3.

[13] ver. 20.

[14] Num. 14.11.

[15] ver. 15. Num. 11.7, 8.

[16] Heb. 9.4. Apo. 2.17.

[17] cap. 25.16. Num. 17.10. I Reis 8.9.

[18] Deu. 8.2, 3. Neh. 9.21. João 6.31, 49.

[19] Jos. 5.12.

[20] ver. 16, 32, 33.



_A jornada pelo deserto de Sin e a falta de agua._

17 Depois toda a congregação dos filhos d’Israel partiu do deserto de Sin
[1] pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acamparam em
Rephidim; e não _havia ali_ agua para o povo beber.

2 Então contendeu o povo com Moysés, [2] e disseram: Dae-nos agua para
beber. E Moysés lhes disse: Porque contendeis commigo? porque tentaes ao
[3] Senhor?

3 Tendo pois ali o povo sêde d’agua, o povo murmurou contra Moysés, e
disse: Porque nos fizeste subir do Egypto, para nos matares de sêde, a
nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?

4 E clamou Moysés ao Senhor, dizendo: Que farei a este povo? d’aqui a
pouco me [4] apedrejarão.

5 Então disse o Senhor a Moysés: Passa diante do povo, e toma comtigo
_alguns_ dos anciãos de Israel: e toma na tua mão a tua vara, [5] com que
feriste o rio: vae.

6 Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horeb, e tu
ferirás a rocha, e d’ella sairão aguas [6] e o povo beberá. E Moysés
assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel.

7 E chamou o nome d’aquelle logar [ET] Massah e [EU] Meribah, por causa
da contenda dos filhos de Israel, e porquanto tentaram ao Senhor,
dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não?


_Amalek peleja contra os israelitas._

8 Então veiu Amalek, [7] e pelejou contra Israel em Rephidim.

9 Pelo que disse Moysés a Josué: Escolhe-nos homens, e sae, peleja contra
Amalek: ámanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, [8] e a vara de Deus
estará na minha mão.

10 E fez Josué como Moysés lhe dissera, pelejando contra Amalek: mas
Moysés, Aarão, e Hur subiram ao cume do outeiro.

11 E acontecia que, quando Moysés levantava a sua mão, Israel prevalecia:
mas quando elle abaixava a sua mão, Amalek prevalecia.

12 Porém as mãos de Moysés _eram_ pesadas, por isso tomaram uma pedra, e
a pozeram debaixo d’elle, para assentar-se sobre ella: [9] e Aarão e Hur
sustentaram as suas mãos, um d’uma _banda_, e o outra da outra: assim
ficaram as suas mãos firmes até que o sol se poz.

13 E assim Josué desfez a Amalek, e a seu povo, ao fio da espada.

14 Então disse o Senhor a Moysés; Escreve isto para memoria n’um livro, e
relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memoria
d’Amalek de debaixo [10] dos céus.

15 E Moysés edificou um altar, e chamou o seu nome, o Senhor _é_ minha
[EV] bandeira.

16 E disse: Porquanto jurou o Senhor, haverá guerra do Senhor contra
Amalek de geração em geração.

[1] cap. 16.1. Num. 33.12, 14.

[2] Num. 20.3, 4.

[3] Deu. 6.16. Psa. 78.18, 41 e 95.8, 9. Isa. 7.12. Mat. 4.7. I Cor. 10.9.

[4] I Sam. 30.6. João 8.59.

[5] cap. 7.20. Num. 20.8, 11.

[6] Psa. 78.15 e 105.41. I Cor. 10.4.

[7] Num. 24.20.

[8] cap. 4.20.

[9] cap. 24.14.

[10] Deu. 25.19. I Sam. 15.3.



_O sogro de Moysés traz-lhe sua mulher e seus filhos._

18 Ora Jethro, sacerdote de Midian, [1] sogro de Moysés, ouviu todas as
coisas que Deus tinha feito a Moysés e a Israel seu povo: como o Senhor
tinha tirado a Israel do Egypto.

2 E Jethro, sogro de Moysés, tomou a Zippora, a mulher de Moysés, depois
que elle _lh’a_ [2] enviara,

3 Com seus dois filhos, dos quaes [3] um se chamava Gerson; porque disse:
Eu fui peregrino em terra estranha;

4 E o outro se chamava Eliezer; porque _disse_: O Deus de meu pae foi por
minha ajuda, e me livrou da espada de Pharaó.

5 Vindo pois Jethro, o sogro de Moysés, com seus filhos e com sua mulher,
a Moysés no deserto, [4] ao monte de Deus, onde se tinha acampado,

6 Disse a Moysés: Eu, teu sogro Jethro, venho a ti, com tua mulher, e
seus dois filhos com ella.

7 Então saiu Moysés ao [5] encontro de seu sogro, e inclinou-se, e
beijou-o, e perguntaram um ao outro como estavam, e entraram na tenda.

8 E Moysés contou a seu sogro todas as coisas que o Senhor tinha feito a
Pharaó e aos egypcios por amor de Israel, e todo o trabalho que passaram
no caminho, e _como_ o [6] Senhor os livrara.

9 E alegrou-se Jethro de todo o bem que o Senhor tinha feito a Israel,
livrando-o da mão dos egypcios.

10 E Jethro disse: Bemdito [7] _seja_ o Senhor, que vos livrou das mãos
dos egypcios e da mão de Pharaó; que livrou a este povo de debaixo da mão
dos egypcios.

11 Agora sei que o Senhor [8] _é_ maior que todos os deuses: porque na
coisa, em que se ensoberbeceram, os sobrepujou.

12 Então tomou Jethro, o sogro de Moysés, holocausto e sacrificios para
Deus: e veiu Aarão, e todos os anciãos de Israel, para comerem pão com o
sogro de Moysés [9] diante de Deus.

13 E aconteceu que, ao outro dia, Moysés assentou-se para julgar o povo;
e o povo estava em pé diante de Moysés desde a manhã até á tarde.

14 Vendo pois o sogro de Moysés tudo o que elle fazia ao povo, disse: Que
_é_ isto, que tu fazes as povo? porque te assentas só, e todo o povo está
em pé diante de ti, desde a manhã até á tarde?

15 Então disse Moysés a seu sogro: É porque este [10] povo vem a mim,
para consultar a Deus:

16 Quando tem algum negocio [11] vem a mim, para que eu julgue entre um e
outro, e _lhes_ declare os estatutos de Deus, e as suas leis.

17 O sogro de Moysés porém lhe disse: Não _é_ bom o que fazes.

18 Totalmente desfallecerás, assim tu, como este povo que _está_ comtigo:
porque este negocio é mui difficil para ti; [12] tu só não o podes fazer.

19 Ouve agora minha voz, eu te aconselharei, [13] e Deus será comtigo: Sê
tu pelo povo diante de Deus, e leva tu as coisas a Deus;

20 E declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes saber o caminho
[14] em que devem andar, e a obra que devem fazer.

21 E tu d’entre todo o povo procura homens capazes, tementes [15] a Deus,
homens de verdade, que aborrecem a avareza; e põe-n’os sobre elles por
maioraes de mil, maioraes de cento, maioraes de cincoenta, e maioraes de
dez;

22 Para que julguem este povo em tempo; [16] e seja que todo o negocio
pequeno elles o julguem: assim a ti mesmo te alliviarás _da carga_, [17]
e _elles_ a levarão comtigo.

23 Se isto fizeres, e Deus t’o mandar, [18] poderás então subsistir:
assim tambem todo este povo em paz virá ao seu logar.

24 E Moysés deu ouvidos á voz de seu sogro, e fez tudo quanto tinha dito;

25 E escolheu Moysés homens capazes, de todo o Israel, [19] e os poz por
cabeças sobre o povo: maioraes de mil, maioraes de cento, maioraes de
cincoenta, e maioraes de dez.

26 E elles julgaram [20] o povo em todo o tempo; o negocio arduo
trouxeram a Moysés, e todo o negocio pequeno julgaram elles.

27 Então despediu Moysés o seu sogro, o qual se foi á sua terra.

[1] cap. 2.16 e 3.1.

[2] cap. 4.26.

[3] Act. 7.29. cap. 2.22.

[4] cap. 3.1, 12.

[5] I Reis 2.19. Gen. 29.13 e 33.4.

[6] Psa. 78.42.

[7] Gen. 14.20. II Sam. 18.28. Luc. 1.68.

[8] II Chr. 2.5. Psa. 95.3. cap. 5.2, 7. I Sam. 2.3. Neh. 9.10. Psa.
31.23. Luc. 1.51.

[9] Deu. 12.7. I Chr. 29.22. I Cor. 10.18, 21, 31.

[10] Lev. 24.12. Num. 15.34.

[11] cap. 23.7. Deu. 17.8. Act. 18.15. I Cor. 6.1. Lev. 24.15. Num. 15.35.

[12] Num. 11.14, 17. Deu. 1.9, 12.

[13] cap. 3.12 e 4.16. Deu. 5.5. Num. 27.5.

[14] Deu. 4.1. Psa. 143.8. Deu. 1.18.

[15] Deu. 1.15. II Chr. 19.5, 10. Act. 6.3. II Chr. 19.9. Eze. 18.8. Deu.
16.19.

[16] ver. 26. Lev. 24.11. Num. 15.33. Deu. 1.17.

[17] Num. 11.17.

[18] ver. 18.

[19] Deu. 1.15. Act. 6.5.

[20] ver. 22. Job 29.16.



_Deus falla com Moysés no monte de Sinai._

19 Ao terceiro mez da saida dos filhos de Israel da terra do Egypto, no
mesmo dia vieram [1] ao deserto de Sinai,

2 Porque partiram de Rephidim [2] e vieram ao deserto de Sinai, e
acamparam-se no deserto: Israel pois ali acampou-se defronte [3] do monte.

3 E subiu Moysés a Deus, [4] e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim
fallarás á casa de Jacob, e annunciarás aos filhos de Israel:

4 Vós tendes visto o que fiz aos egypcios, [5] como vos levei sobre azas
d’aguias, e vos trouxe a mim;

5 Agora pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz, [6] e guardardes o
meu concerto, então sereis a minha propriedade peculiar d’entre todos os
povos: porque toda a terra _é_ minha.

6 E vós me sereis um [7] reino sacerdotal e o povo sancto. Estas _são_ as
palavras que fallarás aos filhos de Israel.

7 E veiu Moysés, e chamou os anciãos do povo, e expoz diante d’elles
todas estas palavras, que o Senhor lhe tinha ordenado.

8 Então todo o povo respondeu [8] a uma voz, e disseram: Tudo o que o
Senhor tem fallado, faremos. E relatou Moysés ao Senhor as palavras do
povo.

9 E disse o Senhor a Moysés; Eis que eu virei a ti n’uma nuvem espessa,
para [9] que o povo ouça, fallando eu comtigo, e para que tambem te
creiam eternamente. Porque Moysés tinha annunciado as palavras do seu
povo ao Senhor.

10 Disse tambem o Senhor a Moysés: Vae ao povo, e sanctifica-os [10] hoje
e ámanhã, e lavem _elles_ os seus vestidos,

11 E estejam promptos para o terceiro dia: porquanto no terceiro dia o
Senhor descerá [11] ante dos olhos de todo o povo sobre o monte de Sinai.

12 E marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardae-vos que não
subaes ao monte, [12] nem toqueis o seu termo; todo aquelle, que tocar o
monte, certamente morrerá.

13 Nenhuma mão tocará n’elle: porque certamente será apedrejado ou
asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá; soando [13]
[EW] a buzina longamente, então subirão ao monte.

14 Então Moysés desceu do monte ao povo, e sanctificou o povo; [14] e
lavaram os seus vestidos.

15 E disse ao povo: Estae [15] promptos ao terceiro dia; e não chegueis a
mulher.

16 E aconteceu ao terceiro dia, ao amanhecer, que houve trovões [16] e
relampagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui
forte, [17] de maneira que estremeceu todo o povo que _estava_ no arraial.

17 E Moysés levou [18] o povo fóra do arraial ao encontro de Deus; e
puzeram-se ao pé do monte.

18 E todo o monte de Sinai [19] fumegava, porque o Senhor descera sobre
elle em fogo: e o seu fumo subiu como fumo d’um forno, e todo o monte
tremia grandemente.

19 E o sonido da buzina ia esforçando-se em grande maneira: [20] Moysés
fallava, e Deus lhe respondia em voz _alta_.

20 E, descendo o Senhor sobre o monte de Sinai, sobre o cume do monte,
chamou o Senhor a Moysés ao cume do monte; e Moysés subiu.

21 E disse o Senhor a Moysés: Desce, protesta ao povo que não trespassem
_o termo_, para ver o Senhor, [21] e muitos d’elles perecerem.

22 E tambem os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, se hão de
sanctificar, [22] para que o Senhor não se lance sobre elles.

23 Então disse Moysés ao Senhor: O povo não poderá subir ao monte de
Sinai, porque tu nos tens protestado, dizendo: Marca termos [23] ao
monte, e sanctifica-o.

24 E disse-lhe o Senhor: Vae, desce: depois subirás tu, e Aarão comtigo:
os sacerdotes, porém, e o povo não trespassem _o termo_ para subir ao
Senhor, para que não se lance sobre elles.

25 Então Moysés desceu ao povo, e disse-lhes _isto_.

[1] Num. 33.15.

[2] cap. 17.1.

[3] cap. 3.1, 12.

[4] cap. 20.21. Act. 7.38. cap. 3.4.

[5] Deu. 29.2. Isa. 63.9.

[6] Deu. 5.2. I Reis 8.53. Psa. 135.4. Isa. 41.8. Mal. 3.17. Tito 2.14.
Deu. 10.14. I Cor. 10.26.

[7] I Ped. 2.5, 9. Apo. 1.6. Lev. 20.26. Isa. 62.12. I Cor. 3.17. I The.
5.27.

[8] cap. 24.3, 7. Deu. 5.27.

[9] ver. 16. cap. 20.21. Mat. 17.5. Deu. 4.12, 36. João 12.29, 30. cap.
14.31.

[10] Lev. 11.44, 45. Heb. 10.22. ver. 14. Gen. 35.2.

[11] ver. 16, 18. cap. 34.5. Deu. 33.2.

[12] Heb. 12.20.

[13] ver. 16, 19.

[14] ver. 10.

[15] ver. 11. I Sam. 21.4, 5. I Cor. 7.5.

[16] Heb. 12.18, 19. Apo. 4.5. cap. 40.34. II Chr. 5.14.

[17] Apo. 1.10 e 4.1. Heb. 12.21.

[18] Deu. 4.10.

[19] Deu. 4.11. Jui. 5.5. Psa. 68.8, 9. Hab. 3.3. II Chr. 7.1, 2, 3. Apo.
15.8. Heb. 12.26.

[20] ver. 13. Neh. 9.13.

[21] cap. 3.5. I Sam. 6.19.

[22] Lev. 10.3. II Sam. 6.7, 8.

[23] ver. 12. Jos. 3.4.



_Os dez mandamentos._

20 Então fallou Deus todas [1] estas palavras, dizendo:

2 Eu _sou_ o Senhor teu Deus, [2] que te tirei da terra do Egypto, da
casa da servidão.

3 Não terás [3] outros deuses diante de mim.

4 Não farás para ti imagem [4] d’esculptura, nem alguma similhança _do_
que _ha_ em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas aguas debaixo
da terra.

5 Não te encurvarás a ellas [5] nem as servirás: porque eu, o Senhor teu
Deus, _sou_ Deus [6] zeloso, que visito a maldade dos paes nos filhos,
até á terceira e quarta _geração_ d’aquelles que me aborrecem,

6 E faço misericordia [7] em milhares, aos que me amam, e aos que guardam
os meus mandamentos.

7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão: porque o Senhor não terá
por innocente o [8] que tomar o seu nome em vão.

8 Lembra-te do dia do sabbado, para o [9] sanctificar.

9 Seis dias trabalharás, [10] e farás toda a tua obra,

10 Mas o setimo [11] dia _é_ o sabbado do Senhor teu Deus: não farás
nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem
a tua serva, nem a tua besta, nem o teu estrangeiro, [12] que _está_
dentro das tuas portas.

11 Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que
n’elles _ha_, e ao setimo dia descançou: portanto abençoou o Senhor o dia
do sabbado, e o sanctificou,

12 Honra a teu pae [13] e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias
na terra que o Senhor teu Deus te dá.

13 Não [14] matarás.

14 Não [15] adulterarás.

15 Não [16] furtarás.

16 Não dirás falso testemunho [17] contra o teu proximo.

17 Não cubiçarás a casa do teu proximo, [18] não cubiçarás a mulher do
teu proximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu
jumento, nem coisa alguma do teu proximo.

18 E todo o povo viu os [19] trovões e os relampagos, e o sonido da
buzina, e o monte fumegando: e o povo, vendo _isso_ retirou-se e poz-se
de longe.

19 E disseram a Moysés: Falla [20] tu comnosco, e ouviremos: e não falle
Deus comnosco, para que não morramos.

20 E disse Moysés ao povo: Não temaes, [21] que Deus veiu para
provar-vos, e para que o seu temor esteja diante de vós, para que não
pequeis.

21 E o povo estava em pé de longe: Moysés, porém, se chegou [22] á
escuridade, onde Deus _estava_.

22 Então disse o Senhor a Moysés: Assim dirás aos filhos d’Israel: Vós
tendes visto que eu fallei [23] comvosco desde os céus.

23 Não fareis outros deuses commigo; deuses de prata [24] ou deuses de
oiro não fareis para vós.

24 Um altar de terra me farás, e sobre elle sacrificarás os teus
holocaustos, e as tuas offertas pacificas, as tuas ovelhas, [25] e as
tuas vaccas: em todo o logar, onde eu fizer celebrar a memoria do meu
nome, virei a ti, e te abençoarei.

25 E se me fizeres um altar de pedras, [26] não o farás de _pedras_
lavradas: se sobre elle levantares o teu buril, profanal-o-has.

26 Não subirás tambem por degraus ao meu altar, para que a tua nudez não
seja descoberta diante d’elles.

[1] Deu. 5.22.

[2] Lev. 26.1, 13. Ose. 13.4. cap. 13.3.

[3] Deu. 5.7. Jer. 25.6.

[4] Lev. 26.1. Psa. 97.7.

[5] cap. 23.24. Jos. 23.7. II Reis 17.35. Isa. 44.15, 19. cap. 34.14.

[6] Jos. 24.19. Nah. 1.2. cap. 34.7. Num. 14.18, 33. Isa. 14.20, 21.

[7] cap. 34.7. Deu. 7.9. Rom. 11.28.

[8] Lev. 19.12. Deu. 5.11. Mat. 5.33.

[9] cap. 31.13, 14. Lev. 19.3, 30. Deu. 5.12.

[10] cap. 23.12. Lev. 23.3. Eze. 20.12. Luc. 13.14.

[11] Gen. 2.2, 3. cap. 16.26.

[12] Neh. 13.16, 19.

[13] Deu. 5.16. Mat. 15.4. Mar. 7.10. Luc. 18.20. Eph. 6.2.

[14] Deu. 5.17. Mat. 5.21. Rom. 13.9.

[15] Deu. 5.18. Mat. 5.27.

[16] Lev. 19.11. Mat. 19.18.

[17] cap. 23.1. Deu. 5.20.

[18] Deu. 5.21. Miq. 2.2. Hab. 2.9. Luc. 12.15. Rom. 7.7. Eph. 5.3, 5.
Heb. 13.5. Jer. 5.8. Mat. 5.28.

[19] Heb. 12.18. cap. 19.18.

[20] Heb. 12.19. Deu. 5.25.

[21] Isa. 41.10, 13. Gen. 22.1. Deu. 4.10.

[22] cap. 19.16. Deu. 5.5.

[23] Deu. 4.36. Neh. 9.13.

[24] cap. 32.4. II Reis 17.33. Dan. 5.4, 23. Sof. 1.5. II Cor. 6.14, 15,
16.

[25] Lev. 1.2. Deu. 12.5, 11, 21. Neh. 1.9. Jer. 7.10, 12. Deu. 7.13.

[26] Deu. 27.5. Jos. 8.31.



_As leis ácerca dos servos e dos homicidios._

21 Estes _são_ os estatutos [1] que lhes proporás.

2 Se comprares um servo [2] hebreo, seis annos servirá; mas ao setimo
sairá forro, de graça.

3 Se entrou _só_ com o seu corpo, _só_ com o seu corpo sairá: se elle
_era_ homem casado, sairá sua mulher com elle.

4 Se seu senhor lhe houver dado uma mulher, e ella lhe houver parido
filhos ou filhas, a mulher e seus filhos serão de seu senhor, e elle
sairá _só_ com seu corpo.

5 Mas se aquelle servo expressamente disser: [3] Eu amo a meu senhor, e a
minha mulher, e a meus filhos; não quero sair forro:

6 Então seu senhor o levará [4] aos juizes, e o fará chegar á porta, ou
ao postigo, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e o servirá
para sempre.

7 E se algum vender [5] sua filha por serva, não sairá como saem os
servos.

8 Se desagradar aos olhos de seu senhor, e não se desposar com ella,
fará que se resgate: não poderá vendel-a a um povo estranho, usando
deslealmente com ella.

9 Mas se a desposar com seu filho, fará com ella conforme ao direito das
filhas.

10 Se lhe tomar outra, não deminuirá o mantimento d’esta, nem o seu
vestido, nem a sua obrigação [6] marital.

11 E se lhe não fizer estas tres coisas, sairá de graça, sem dar dinheiro.

12 Quem ferir alguem, [7] que morra, _elle_ tambem certamente morrerá;

13 Porém o que _lhe_ não [8] armou ciladas, mas Deus o fez encontrar nas
suas mãos, ordenar-te-hei um logar, para onde elle fugirá.

14 Mas se alguem se ensoberbecer contra o seu proximo, [9] matando-o com
engano, tiral-o-has do meu altar, para que morra.

15 O que ferir a seu pae, ou a sua mãe, certamente morrerá.

16 E quem furtar _algum_ [10] homem, e o vender, ou fôr achado na sua
mão, certamente morrerá.


_As leis ácerca dos que amaldiçoam os paes ou ferem qualquer pessoa._

17 E quem amaldiçoar [11] a seu pae ou a sua mãe, certamente morrerá.

18 E se alguns homens pelejarem, ferindo-se um ao outro com pedra ou com
o punho, e este não morrer, mas cair na cama;

19 Se elle tornar a levantar-se e andar fóra sobre o seu bordão, então
aquelle que o feriu será absolvido: [12] sómente lhe pagará o tempo que
perdera e o fará curar totalmente.

20 Se alguem ferir a seu servo, ou a sua serva com pau, e morrer debaixo
da sua mão, certamente será [EX] castigado;

21 Porém se ficar vivo por um ou dois dias, não será castigado, [13]
porque _é_ seu dinheiro.

22 Se alguns homens pelejarem, e ferirem _uma_ mulher gravida, e forem
causa que aborte, porém não houver morte, certamente será multado, [14]
conforme ao que lhe impuzer o marido da mulher, e pagará diante dos
juizes.

23 Mas se houver morte, então darás vida por vida,

24 Olho por olho, [15] dente por dente, mão por mão, pé por pé,

25 Queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.

26 E quando alguem ferir o olho do seu servo, ou o olho da sua serva, e o
damnificar, o deixará ir forro pelo seu olho.

27 E se tirar o dente do seu servo, ou o dente da sua serva, o deixará ir
forro pelo seu dente.

28 E se algum boi escornear homem ou mulher, e morrer, o boi será
apedrejado [16] certamente, e a sua carne se não comerá; mas o dono do
boi _será_ absolvido.

29 Mas se o boi d’antes era escorneador, e o seu dono foi conhecedor
d’isso, e não o guardou, matando homem ou mulher, o boi será apedrejado,
e tambem o seu dono morrerá.

30 Se lhe fôr imposto resgate, então dará [17] por resgate da sua vida
tudo quanto lhe fôr imposto,

31 Quer tenha escorneado um filho, quer tenha escorneado uma filha;
conforme a este estatuto lhe será feito.

32 Se o boi escornear um servo, ou uma serva, dará [18] trinta siclos de
prata ao seu senhor, e o boi será apedrejado.

33 Se alguem abrir uma cova, ou se alguem cavar uma cova, e não a cobrir,
e n’ella cair um boi ou jumento,

34 O dono da cova _o_ pagará, ao seu dono o dinheiro restituirá; mas o
morto será seu.

35 Se o boi de alguem ferir o boi do seu proximo, e morrer, então se
venderá o boi vivo, e o dinheiro d’elle se repartirá egualmente, e tambem
o morto se repartirá egualmente.

36 Mas se foi notorio que aquelle boi d’antes era escorneador, e seu dono
não o guardou, certamente pagará boi por boi; porém o morto será seu.

[1] cap. 24.3, 4. Deu. 4.14 e 6.1.

[2] Lev. 25.39, 40, 41. Deu. 15.12. Jer. 34.14.

[3] Deu. 15.16, 17.

[4] cap. 12.12 e 22.8, 28.

[5] Neh. 5.5. ver. 2, 3.

[6] I Cor. 7.5.

[7] Gen. 9.6. Lev. 24.17. Num. 35.30. Mat. 26.52.

[8] Deu. 19.4, 5. I Sam. 24.4, 10, 18. Num. 35.11. Jos. 20.2.

[9] Num. 15.30. Deu. 19.11, 12. Heb. 10.26. I Reis 2.28, 34.

[10] Deu. 24.7. Gen. 37.28.

[11] Lev. 20.9. Pro. 20.20. Mat. 15.4. Mar. 7.10.

[12] II Sam. 3.29.

[13] Lev. 25.45, 46.

[14] ver. 30. Deu. 22.18, 19.

[15] Lev. 24.20. Mat. 5.38.

[16] Gen. 9.5.

[17] ver. 22. Num. 35.31.

[18] Zac. 11.12, 13. Mat. 26.15. ver. 28.



_As leis ácerca da propriedade._

22 Se alguem furtar boi ou ovelha, e o degolar ou vender, por um boi
pagará cinco bois, e [1] pela ovelha quatro ovelhas.

2 Se o ladrão fôr achado na mina, [2] e fôr ferido, e morrer, _o que o
feriu_ não será culpado do sangue.

3 Se o sol houver saido sobre elle, será culpado do sangue: totalmente o
restituirá: e se não tiver _com que pagar_, será vendido por seu furto.

4 Se o furto fôr achado vivo [3] na sua mão, seja boi, ou jumento, ou
ovelha, pagará o dobro.

5 Se alguem fizer pastar n’um campo ou n’uma vinha, e largar a sua besta,
para comer no campo de outro, o melhor do seu proprio campo e o melhor da
sua propria vinha restituirá.

6 Se arrebentar um fogo, e prender os espinhos, e abrazar a meda de
trigo, ou a seara, ou o campo, aquelle que accendeu o fogo totalmente
pagará o queimado.

7 Se alguem der prata, os vasos ao seu proximo a guardar, e fôr furtado
da casa d’aquelle homem, se o ladrão se achar, [4] pagará o dobro.

8 Se o ladrão não se achar, então o dono da casa será levado diante dos
juizes, [5] _a ver_ se não metteu a sua mão na fazenda do seu proximo.

9 Sobre todo o negocio de injustiça, sobre boi, sobre jumento, sobre gado
miudo, sobre vestido, sobre toda a coisa perdida, de que _alguem_ disser
que é sua a causa de ambos virá perante os juizes, [6] aquelle a quem
condemnarem os juizes o pagará em dobro ao seu proximo.

10 Se _alguem_ der a seu proximo a guardar um jumento, ou boi, ou ovelha,
ou alguma besta, e morrer, ou fôr dilacerado, ou afugentado, ninguem o
vendo,

11 _Então_ haverá juramento [7] do Senhor entre ambos, que não metteu a
sua mão na fazenda do seu proximo: e seu dono o acceitará, e o outro não
o restituirá.

12 Mas se lhe fôr furtado, o [8] pagará ao seu dono.

13 Porém se _lhe_ fôr dilacerado, tral-o-ha em testemunho d’isso, e não
pagará o dilacerado.

14 E se alguem a seu proximo pedir _alguma coisa_, e fôr damnificada ou
morta, não estando presente o seu dono, certamente a restituirá.

15 Se o seu dono esteve presente, não a restituirá: se foi alugada, será
pelo seu aluguer.


_As leis ácerca da immoralidade e idolatria._

16 Se alguem enganar [9] _alguma_ virgem, que não fôr desposada, e se
deitar com ella, certamente a dotará por sua mulher.

17 Se seu pae inteiramente recusar dar-lh’a, dará dinheiro conforme ao
dote das [10] virgens.

18 A feiticeira não [11] deixarás viver.

19 Todo aquelle que se deitar [12] com animal, certamente morrerá.

20 O que sacrificar [13] aos deuses, e não só ao Senhor, será morto.

21 O estrangeiro não [14] affligirás, nem o opprimirás; pois estrangeiros
fostes na terra do Egypto.

22 A nenhuma viuva nem orphão [15] affligireis.

23 Se de alguma maneira [16] os affligires, e elles clamarem a mim, eu
certamente ouvirei o seu clamor,

24 E a minha ira [17] se accenderá, e vos matarei á espada; e vossas
mulheres ficarão viuvas, e vossos filhos orphãos.

25 Se emprestares [18] dinheiro ao meu povo, ao pobre _que está_ comtigo,
não te haverás com elle como um usurario; não lhe imporeis usura.

26 Se tomares em penhor o vestido do teu proximo, [19] lh’o restituirás
antes do pôr do sol,

27 Porque aquella é a sua cobertura, e o vestido da sua pelle; em que se
deitaria? será pois que, quando clamar a [20] mim, eu o ouvirei, porque
sou misericordioso.

28 Os juizes não [21] amaldiçoarás, e o principe d’entre o teu povo não
maldirás.

29 As tuas primicias, [22] e os teus licores não dilatarás: o primogenito
de teus filhos me darás.

30 Assim farás dos teus bois [23] e das tuas ovelhas: sete dias estarão
com sua mãe, e ao oitavo dia m’os darás.

31 E ser-me-heis homens [24] sanctos; portanto não comereis carne
despedaçada no campo: aos cães a lançareis.

[1] II Sam. 12.6. Luc. 19.8. Pro. 6.31.

[2] Num. 35.27.

[3] cap. 21.16. ver. 1, 7. Pro. 6.31.

[4] ver. 4.

[5] cap. 21.6. ver. 28.

[6] Deu. 25.1. II Chr. 19.10.

[7] Heb. 6.16.

[8] Gen. 31.39.

[9] Deu. 22.28, 29.

[10] Gen. 14.12.

[11] Deu. 18.10, 11. I Sam. 28.3, 9.

[12] Lev. 18.23.

[13] Deu. 13.1, 2.

[14] cap. 23.9. Deu. 10.19. Jer. 7.6. Zac. 7.10.

[15] Deu. 10.18. Psa. 94.6. Isa. 1.17, 23. Thi. 1.27.

[16] Job 35.9. Psa. 18.6. Thi. 5.4.

[17] Psa. 69.24. Lam. 5.3.

[18] Deu. 23.19, 20. Psa. 15.5. Eze. 8.8, 17.

[19] Deu. 24.6, 10, 13, 17. Eze. 18.7, 16.

[20] cap. 34.6. II Chr. 30.9. Psa. 86.15.

[21] Ecc. 10.20. Act. 23.5. Jud. 8.

[22] cap. 23.16, 19. Pro. 3.9. cap. 13.2, 12.

[23] Lev. 22.27.

[24] cap. 19.6. Lev. 19.2. Deu. 14.21.



_O testemunho falso e a injustiça._

23 Não admittirás falso [1] rumor, e não porás a tua mão com o impio,
para seres testemunha falsa.

2 Não seguirás a multidão [2] para fazeres o mal: nem n’uma demanda
fallarás, tomando parte com o maior numero para torcer _o direito_.

3 Nem ao pobre favorecerás na sua demanda.

4 Se encontrares o [3] boi do teu inimigo, ou o seu jumento, desgarrado,
sem falta lh’o reconduzirás.

5 Se vires [4] o jumento d’aquelle que te aborrece deitado debaixo da sua
carga, deixarás pois de ajudal-o? certamente o ajudarás juntamente com
elle.

6 Não perverterás [5] o direito do teu pobre na sua demanda.

7 De palavras de falsidade te affastarás, [6] e não matarás o innocente e
o justo; porque não justificarei o impio.

8 Tambem presente não [7] tomarás: porque o presente cega os que teem
vista, e perverte as palavras dos justos.

9 Tambem não opprimirás [8] o estrangeiro; pois vós conheceis o coração
do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egypto.


_O anno de descanço e o sabbado._

10 Tambem seis annos semearás tua [9] terra, e recolherás os seus fructos;

11 Mas ao setimo a soltarás e deixarás descançar, para que possam comer
os pobres do teu povo, e do sobejo comam os animaes do campo. Assim farás
com a tua vinha e com o teu olival.

12 Seis dias farás os teus [10] negocios, mas ao setimo dia descançarás:
para que descance o teu boi, e o teu jumento; e para que tome alento o
filho da tua escrava, e o estrangeiro.

13 E em tudo o que vos tenho dito, guardae-vos: e [11] do nome de outros
deuses nem vos lembreis, nem se ouça da vossa bocca.


_As tres festas._

14 Tres vezes no anno me celebrareis [12] festa.

15 A festa [13] dos pães asmos guardarás: sete dias comerás pães asmos,
como te tenho ordenado, ao tempo apontado no mez de Abib; porque n’elle
saiste do Egypto: [14] e ninguem appareça vasio perante mim.

16 E a festa da sega dos primeiros fructos do teu trabalho, que houveres
semeado no campo, [15] e a festa da colheita á saida do anno, quando
tiveres colhido do campo o teu trabalho.

17 Tres vezes [16] no anno todos os teus machos apparecerão diante do
Senhor.

18 Não offerecerás [17] o sangue do meu sacrificio com pão levedado: nem
ficará a gordura da minha festa de noite até á manhã.

19 As primicias [18] dos primeiros fructos da tua terra trarás á casa do
Senhor teu Deus: não [19] cozerás o cabrito no leite de sua mãe.


_Deus promette enviar um anjo._

20 Eis-que eu envio [20] um anjo diante de ti, para que te guarde n’este
caminho, e te leve ao logar que _te_ tenho apparelhado.

21 Guarda-te diante d’elle, e ouve a sua voz, [21] e não o provoques á
ira: porque não perdoará a vossa rebellião; porque o meu nome _está_
n’elle.

22 Mas se diligentemente ouvires a sua voz, e fizeres tudo o que eu
disser, [22] então serei inimigo dos teus inimigos, e adversario dos teus
adversarios.

23 Porque o meu anjo [23] irá diante de ti, e te levará aos amorrheos, e
aos hetheos, e aos phereseos, e aos cananeos, heveos e jebuseos: e eu os
destruirei.

24 Não te inclinarás diante dos [24] seus deuses, nem os servirás, nem
farás conforme ás suas obras: antes os destruirás totalmente, e quebrarás
de todo [EY] as suas estatuas.

25 E servireis ao Senhor [25] vosso Deus, e elle abençoará o vosso pão e
a vossa agua: e eu tirarei do meio de ti as enfermidades.

26 Não haverá alguma [26] que [EZ] mova, nem esteril na tua terra: o
numero dos teus dias cumprirei.

27 Enviarei [27] o meu terror diante de ti, destruindo a todo o povo
aonde entrares, e farei que todos os teus inimigos te virem as costas.

28 Tambem enviarei [28] vespões diante de ti, que lancem fóra os heveos,
os cananeos, e os hetheos diante de ti.

29 N’um só anno os não lançarei fóra [29] diante de ti, para que a terra
se não torne em deserto, e as feras do campo se não multipliquem contra
ti.

30 Pouco a pouco os lançarei diante de ti, até que sejas multiplicado, e
possuas a terra por herança.

31 E porei os [30] teus termos desde o Mar Vermelho até ao mar dos
philisteos, e desde o deserto até ao [FA] rio: porque darei nas tuas mãos
os moradores [31] da terra, para que os lances fóra diante de ti.

32 Não farás concerto [32] algum com elles, ou com os seus deuses.

33 Na tua terra não habitarão, para que não te façam peccar contra mim:
se servires aos seus deuses, [33] certamente te será um laço.

[1] Lev. 19.16. II Sam. 19.27. cap. 20.16. I Reis 21.10, 13. Pro. 19.5.
Mat. 26.59. Act. 6.11, 13.

[2] Gen. 7.1. Jos. 24.15. Pro. 1.10. Mat. 27.24. Mar. 15.15. Luc. 23.23.
Act. 24.27. Lev. 19.15. Deu. 1.17.

[3] Deu. 22.1. Mat. 5.44. Rom. 12.20. I The. 5.15.

[4] Deu. 22.4.

[5] Deu. 27.19. Job 31.13, 21. Isa. 10.1, 2. Jer. 5.28. Amós 5.12.

[6] Lev. 19.11. Eph. 4.25. Pro. 17.15. Mat. 27.4. Rom. 1.18.

[7] Deu. 16.19. I Sam. 8.3. Pro. 15.27. Isa. 1.23. Eze. 22.12. Amós 5.12.
Act. 24.26.

[8] cap. 22.21. Deu. 10.19. Psa. 94.6. Eze. 22.7. Mal. 3.5.

[9] Lev. 25.3, 4.

[10] cap. 20.8, 9. Deu. 5.13. Luc. 13.14.

[11] Deu. 4.9. Jos. 22.5. Jos. 23.7.

[12] cap. 34.23. Lev. 23.4.

[13] cap. 12.15. Lev. 23.6.

[14] Deu. 16.16.

[15] Lev. 23.10. Deu. 16.13.

[16] Deu. 16.16.

[17] cap. 12.8. Lev. 2.11. Deu. 16.4.

[18] cap. 22.29. Lev. 23.10. Num. 18.12. Deu. 26.10. Neh. 10.35.

[19] cap. 34.26. Deu. 14.21.

[20] cap. 14.19. Num. 20.16. Jos. 5.13. Isa. 63.9.

[21] Num. 14.11. Heb. 3.10. Deu. 18.19. Jos. 24.19. I João 5.16.

[22] Gen. 12.3. Deu. 30.7. Jer. 30.20.

[23] cap. 33.2. Jos. 24.8.

[24] cap. 20.5. Lev. 18.3. Deu. 12.30. Num. 33.52. Deu. 7.5.

[25] Deu. 6.13. Jos. 22.5. I Sam. 7.3. Mat. 4.10. Deu. 7.13. cap. 15.26.

[26] Deu. 28.4. Job 21.10. Mal. 3.10. I Chr. 23.1. Job 5.26. Psa. 55.24.

[27] Gen. 35.5. cap. 15.14. Deu. 2.25. Jos. 2.9, 11. I Sam. 14.15. II
Chr. 14.14.

[28] Deu. 7.20. Jos. 24.12.

[29] Deu. 7.22.

[30] Gen. 15.18. Num. 34.3. Deu. 11.24. Jos. 1.4.

[31] Jos. 21.44. Jui. 1.4.

[32] cap. 34.12, 15. Deu. 7.2.

[33] cap. 34.12. Deu. 7.16. Jos. 23.13. Jui. 2.3.



_Deus manda Moysés e os anciãos subir ao monte._

24 Depois disse a Moysés: Sobe ao Senhor, tu e Aarão, Nadab [1] e Abihu,
e setenta dos anciãos d’Israel; e inclinae-vos de longe.

2 E Moysés só [2] se chegará ao Senhor; mas elles não se cheguem, nem o
povo suba com elle.

3 Vindo pois Moysés, e contando ao povo todas as palavras do Senhor, e
todos os estatutos, então o povo respondeu a uma voz, e disseram: Todas
as palavras, que o Senhor tem fallado, [3] faremos.

4 E Moysés escreveu todas as palavras do Senhor, [4] e levantou-se pela
manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte, e doze [FB]
monumentos, segundo as doze tribus d’Israel;

5 E enviou os mancebos dos filhos d’Israel, os quaes offereceram
holocaustos, e sacrificaram ao Senhor sacrificios pacificos de bezerros.

6 E Moysés tomou a metade [5] do sangue, e a poz em bacias; e a _outra_
metade do sangue espargiu sobre o altar.

7 E tomou o livro [6] do concerto e o leu aos ouvidos do povo, e elles
disseram: Tudo o que o Senhor tem fallado faremos, e obedeceremos.

8 Então tomou Moysés aquelle sangue, e espargiu-_o_ sobre o povo, e
disse: Eis-aqui o sangue [7] do concerto que o Senhor tem feito comvosco
sobre todas estas palavras.

9 E subiram Moysés e Aarão, Nadab e Abihu, e setenta dos anciãos [8]
d’Isrel,

10 E viram o Deus d’Israel, [9] e debaixo de seus pés _havia_ como uma
obra de pedra de saphira, e como o parecer do céu na _sua_ claridade.

11 Porém não estendeu a sua mão sobre os escolhidos dos filhos d’Israel,
mas [10] viram a Deus, e comeram e beberam.

12 Então disse o Senhor a Moysés: [11] Sobe a mim ao monte, e fica lá: e
dar-te-hei taboas de pedra, e a lei, e os mandamentos que tenho escripto,
para os ensinar.

13 E levantou-se Moysés com Josué seu servidor; [12] e subiu Moysés ao
monte de Deus,

14 E disse aos anciãos: Esperae-nos aqui, até que tornemos a vós: e eis
que Aarão e Hur _ficam_ comvosco; quem tiver _algum_ negocio, se chegará
a elles.

15 E, subindo Moysés [13] ao monte, a nuvem cobriu o monte.

16 E habitava a gloria [14] do Senhor sobre o monte de Sinai, e a nuvem o
cobriu por seis dias: e ao setimo dia chamou a Moysés do meio da nuvem.

17 E o parecer da gloria do Senhor _era_ como um [15] fogo consumidor no
cume do monte, aos olhos dos filhos d’Israel.

18 E Moysés [16] entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte: e
Moysés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites.

[1] cap. 28.1. Lev. 10.1.

[2] ver. 13, 15, 18.

[3] ver. 7. cap. 19.8. Deu. 5.27. Gal. 3.19.

[4] Deu. 31.9. Gen. 28.18 e 31.45.

[5] Heb. 9.18.

[6] Heb. 9.19. ver. 3.

[7] Heb. 9.20 e 13.20. I Ped. 1.2.

[8] ver. 1.

[9] Gen. 32.30. Jui. 13.22. Isa. 6.1, 5. João 1.18. I João 4.12. Eze.
1.26. Apo. 4.3.

[10] Deu. 4.33. I Cor. 10.18.

[11] ver. 2, 15, 18. cap. 31.18. Deu. 5.22.

[12] cap. 17.9 e 33.11.

[13] cap. 19.9, 16. Mat. 17.5.

[14] cap. 16.10. Num. 14.10.

[15] cap. 3.2 e 19.18. Deu. 4.36. Heb. 12.18, 29.

[16] cap. 34.28. Deu. 9.9.



_Deus manda o povo trazer offertas para o tabernaculo._

25 Então fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla aos filhos d’Israel, que me tragam uma offerta alçada: de todo
[1] o homem cujo coração se mover voluntariamente, _d’elle_ tomareis a
minha offerta alçada.

3 E esta _é_ a offerta alçada que tomareis d’elles: oiro, e prata, e
cobre,

4 E azul, e purpura, e carmezim, e linho fino, e _pellos_ de cabras,

5 E pelles de carneiros tintas de vermelho, e pelles de teixugos, e
madeira de [FC] sittim,

6 Azeite [2] para a luz, especiarias para o oleo da uncção, e especiarias
para o incenso,

7 Pedras sardonicas, e pedras d’engaste para o [3] ephod e para o
peitoral.

8 E me farão [4] um sanctuario, e habitarei no meio d’elles.

9 Conforme a tudo o que eu te mostrar _para_ modelo do tabernaculo, [5] e
para modelo de todos os seus vasos, assim mesmo o fareis.


_A arca de madeira de sittim._

10 Tambem farão uma arca [6] de madeira de sittim: o seu comprimento
_será_ de dois covados e meio, e a sua largura d’um covado e meio, e d’um
covado e meio a sua altura.

11 E cobril-a-has d’oiro puro, por dentro e por fóra a cobrirás: e farás
sobre ella uma corôa de oiro ao redor;

12 E fundirás para ella quatro argolas d’oiro, e _as_ porás nos quatro
cantos d’ella, duas argolas n’um lado d’ella, e duas argolas n’outro lado
d’ella.

13 E farás varas _de_ madeira de sittim, e as cobrirás com oiro,

14 E metterás as varas nas argolas, aos lados da arca, para levar-se com
ellas a arca.

15 As varas estarão nas argolas da arca, [7] não se tirarão d’ella.

16 Depois porás na arca o testemunho, [8] que eu te darei.


_O propiciatorio de oiro puro._

17 Tambem farás um [9] propiciatorio, d’oiro puro: o seu comprimento
_será_ de dois covados e meio, e a sua largura d’um covado e meio.

18 Farás tambem dois cherubins d’oiro: d’_oiro_ batido os farás, nas duas
extremidades do propiciatorio.

19 Farás um cherubim na extremidade d’uma parte, e o outro cherubim na
extremidade da outra parte: de uma só peça com o propiciatorio, fareis os
cherubins nas duas extremidades d’elle.

20 Os cherubins estenderão as _suas_ azas por de cima, [10] cobrindo com
as suas azas o propiciatorio; as faces d’elles uma defronte da outra: as
faces dos cherubins attentarão para o propiciatorio,

21 E porás o propiciatorio em cima da arca, [11] depois que houveres
posto na arca o testemunho que eu te darei.

22 E ali virei a ti, [12] e fallarei comtigo de cima do propiciatorio, do
meio dos dois cherubins (que estão sobre a arca do testemunho), tudo o
que eu te ordenar para os filhos d’Israel.


_A mesa de madeira de sittim._

23 Tambem farás uma mesa _de_ madeira de [13] sittim; o seu comprimento
_será_ de dois covados, e a sua largura d’um covado, e a sua altura de um
covado e meio,

24 E cobril-a-has com oiro puro: tambem lhe farás uma corôa d’oiro ao
redor.

25 Tambem lhe farás uma moldura ao redor, _da largura_ d’uma mão, e lhe
farás uma corôa d’oiro ao redor da moldura.

26 Tambem lhe farás quatro argolas d’oiro; e porás as argolas aos quatro
cantos, que estão nos seus quatro pés.

27 Defronte da moldura estarão as argolas, como logares para os varaes,
para levar-se a mesa.

28 Farás pois estes varaes de madeira _de_ sittim, e cobril-os-has com
oiro; e levar-se-ha com elles a mesa.

29 Tambem farás os seus pratos, [14] e as suas colheres, e as suas
cobertas, e as suas tigellas [FD] com que se hão de cobrir; d’oiro puro
os farás.

30 E sobre a mesa porás o pão [15] da proposição perante a minha face
continuamente.

31 Tambem farás um castiçal d’oiro puro; [16] d’_oiro_ batido se fará
este castiçal: o seu pé, as suas canas, as suas copas, as suas maçãs, e
as suas flores serão do mesmo.

32 E dos seus lados sairão seis canas: tres canas do castiçal d’um lado
d’elle, e tres canas do castiçal do outro lado d’elle.

33 N’uma cana _haverá_ tres copos a modo d’amendoas, uma maçã e uma flor;
e tres copos a modo d’amendoas na outra cana, uma maçã e uma flor: assim
serão as seis canas que saem do castiçal.

34 Mas no castiçal mesmo _haverá_ quatro copos a modo d’amendoas, com
suas maçãs e com suas flores;

35 E uma maçã debaixo de duas canas que _saem_ d’elle; e ainda uma maçã
debaixo de duas _outras_ canas que _saem_ d’elle; e _ainda mais_ uma maçã
debaixo de duas _outras_ canas que saem d’elle; _assim se fará_ com as
seis canas que saem do castiçal.

36 As suas macãs as suas canas serão do mesmo: tudo _será_ d’uma só peça,
obra batida d’oiro puro.

37 Tambem lhe farás sete lampadas, as quaes [17] se accenderão para
alumiar defronte d’elle.

38 Os seus espevitadores e os seus apagadores _serão_ d’oiro puro.

39 D’um talento d’oiro puro os farás, [18] com todos estes vasos.

40 Attenta pois que o faças conforme ao seu modelo, que te foi mostrado
no monte.

[1] cap. 35.5, 21. I Chr. 29.3, 5, 9, 14. Esd. 2.68 e 3.5 e 7.16. Neh.
11.2. II Cor. 8.12 e 9.7.

[2] cap. 27.20 e 30.23, 34.

[3] cap. 28.4, 6, 15.

[4] cap. 36.1, 3. Lev. 4.6. Heb. 9.1, 2. cap. 29.45. I Reis 6.13. Heb.
3.6. Apo. 21.3.

[5] ver. 40.

[6] cap. 37.1. Deu. 10.3. Heb. 9.4.

[7] I Reis 8.8.

[8] cap. 16.34. Deu. 10.2. II Reis 11.12. Heb. 9.4.

[9] cap. 37.6. Rom. 3.25. Heb. 9.5.

[10] I Reis 8.7. I Chr. 28.18.

[11] cap. 26.34. ver. 16.

[12] cap. 29.42, 43 e 30.6. Lev. 16.2. Num. 7.89. I Sam. 4.4. II Sam.
6.2. Psa. 80.1.

[13] cap. 37.10. I Reis 7.48. II Chr. 4.8. Heb. 9.2.

[14] cap. 37.16. Num. 4.7.

[15] Lev. 24.5, 6.

[16] cap. 37.17. I Reis 7.49. Zac. 4.2. Heb. 9.2.

[17] cap. 27.21. Lev. 24.3. II Chr. 13.11. Num. 8.2.

[18] cap. 26.30. Num. 8.4. I Chr. 28.11, 19. Act. 7.44. Heb. 8.5.



_As cortinas do tabernaculo._

26 E o tabernaculo farás _de_ [1] dez cortinas _de_ linho fino torcido, e
azul, purpura, e carmezim: _com_ cherubins as farás d’obra [FE] esmerada.

2 O comprimento d’uma cortina _será_ de vinte e oito covados, e a largura
de uma cortina de quatro covados: todas estas cortinas serão d’uma medida.

3 Cinco cortinas se enlaçarão uma á outra: e as _outras_ cinco cortinas
se enlaçarão uma com a outra.

4 E farás laçadas d’azul na ponta d’uma cortina, na extremidade, na
juntura: assim tambem farás na ponta da extremidade da _outra_ cortina,
na segunda juntura.

5 Cincoenta laçadas farás n’uma cortina, e _outras_ cincoenta laçadas
farás na extremidade da cortina que _está_ na segunda juntura: as laçadas
estarão travadas uma com a outra.

6 Farás tambem cincoenta colchetes d’oiro, e ajuntarás com estes
colchetes as cortinas, uma com a outra, e será um tabernaculo.

7 Farás [2] tambem cortinas de _pellos_ de cabras por tenda sobre o
tabernaculo: d’onze cortinas as farás.

8 O comprimento d’uma cortina _será_ de trinta covados, e a largura da
mesma cortina de quatro covados: estas onze cortinas _serão_ d’uma medida.

9 E ajuntarás cinco d’estas cortinas por si, e as _outras_ seis cortinas
_tambem_ por si: e dobrarás a sesta cortina diante da tenda.

10 E farás cincoenta laçadas na borda d’uma cortina, na extremidade, na
juntura, e _outras_ cincoenta laçadas na borda da _outra_ cortina, na
segunda juntura.

11 Farás tambem cincoenta colchetes de cobre, e metterás os colchetes
nas laçadas, e _assim_ ajuntarás a tenda, para que seja uma.

12 E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a metade da cortina que
sobejar, penderá de sobejo ás costas do tabernaculo.

13 E um covado d’uma banda, e outro covado da outra, que sobejará no
comprimento das cortinas da tenda, penderá de sobejo aos lados do
tabernaculo d’uma e d’outra banda, para cobril-o.

14 Farás [3] tambem á tenda uma coberta _de_ pelles de carneiro, tintas
de vermelho, e _outra_ coberta de pelles _de_ teixugo em cima.


_As taboas do tabernaculo._

15 Farás tambem as taboas para o tabernaculo de madeira _de_ sittim, que
estarão levantadas.

16 O comprimento d’uma taboa _será_ de dez covados, e a largura de cada
taboa _será_ d’um covado e meio.

17 Duas couceiras _terá_ cada taboa, travadas uma com a outra: assim
farás com todas as taboas do tabernaculo.

18 E farás as taboas para o tabernaculo _assim_: vinte taboas para a
banda do meio dia ao sul.

19 Farás tambem quarenta bases de prata debaixo das vinte taboas: duas
bases debaixo d’uma taboa para as suas duas couceiras, e duas bases
debaixo d’outra taboa para as suas duas couceiras.

20 Tambem _haverá_ vinte taboas ao outro lado do tabernaculo, para a
banda do norte,

21 Com as suas quarenta bases de prata: duas bases debaixo d’uma taboa, e
duas bases debaixo d’outra taboa,

22 E ao lado do tabernaculo para o occidente farás seis taboas.

23 Farás tambem duas taboas para os cantos do tabernaculo, d’ambos os
lados;

24 E por baixo se ajuntarão, e tambem em cima d’elle se ajuntarão n’uma
argola. Assim se fará com as duas _taboas_: ambas serão _por taboas_ para
os dois cantos.

25 Assim serão as oito taboas com as suas bases de prata, dezeseis bases:
duas bases debaixo d’uma taboa, e duas bases debaixo d’outra taboa.

26 Farás tambem cinco barras de madeira _de_ sittim, para as taboas d’um
lado do tabernaculo,

27 E cinco barras para as taboas do outro lado do tabernaculo; como
tambem cinco barras para as taboas do _outro_ lado do tabernaculo,
d’ambas as bandas para o occidente.

28 E a barra do meio _estará_ no meio das taboas, passando d’uma
extremidade até á outra.

29 E cobrirás d’oiro as taboas, e farás d’oiro as suas argolas, para
metter por ellas as barras: tambem as barras as cobrirás d’oiro.

30 Então levantarás o tabernaculo conforme [4] ao modelo que te foi
mostrado no monte.


_O véu do tabernaculo._

31 Depois farás um [5] véu de azul, e purpura, e carmezim, e de linho
fino torcido; com cherubins de obra prima se fará,

32 E o porás sobre quatro columnas _de madeira_ de sittim, cobertas de
oiro: seus colchetes _serão_ de oiro, sobre quatro bases de prata.

33 Pendurarás o véu debaixo dos colchetes, e metterás a arca [6] do
testemunho ali dentro do véu: e este véu vos fará separação [FF] entre o
sanctuario e o logar sanctissimo.

34 E porás a coberta do propiciatorio [7] sobre a arca do testemunho no
sanctissimo,

35 E a mesa porás [8] fóra do véu, e o castiçal defronte da mesa, ao lado
do tabernaculo, para o sul; mas a mesa porás á banda do norte.

36 Farás tambem para a porta da tenda [9] uma coberta de azul, e purpura,
e carmezim, e de linho fino torcido, de obra de bordador,

37 E farás para esta coberta [10] cinco columnas _de madeira_ de sittim,
e as cobrirás de oiro; seus colchetes _serão_ de oiro, e far-lhe-has de
fundição cinco bases de cobre.

[1] cap. 36.8.

[2] cap. 36.14.

[3] cap. 36.19.

[4] cap. 25.9. Act. 7.44. Heb. 8.5.

[5] cap. 36.35. Lev. 16.2. II Chr. 3.14. Mat. 27.51. Heb. 9.3.

[6] cap. 25.16. Lev. 16.2. Heb. 9.2, 3.

[7] cap. 25.21. Heb. 9.5.

[8] cap. 40.22. Heb. 9.2. cap. 40.24.

[9] cap. 36.37.

[10] cap. 36.38.



_O altar dos holocaustos._

27 Farás tambem o altar [1] _de madeira_ de sittim: cinco covados será o
comprimento, e cinco covados a largura (_será_ quadrado o altar), e tres
covados a sua altura.

2 E farás os seus cornos aos seus quatro cantos: os seus cornos serão do
mesmo, e o cobrirás [2] de cobre.

3 Far-_lhe_-has tambem as suas caldeirinhas, para recolher a sua cinza,
e as suas pás, e as suas bacias, e os seus garfos, e os seus brazeiros:
todos os seus vasos farás de cobre.

4 Far-lhe-has tambem um crivo de cobre era fórma de rede, e farás a esta
rede quatro argolas de metal aos seus quatro cantos,

5 E as porás dentro do cerco do altar para baixo, de maneira que a rede
chegue até ao meio do altar.

6 Farás tambem varaes para o altar, varaes de madeira _de_ sittim, e os
cobrirás de cobre.

7 E os varaes se metterão nas argolas, de maneira que os varaes estejam
de ambos os lados do altar, quando fôr levado.

8 Oco de taboas o farás; como _se_ te mostrou [3] no monte, assim o farão.


_O pateo do tabernaculo._

9 Farás tambem o [4] pateo do tabernaculo, ao lado do meio-dia para o
sul: o pateo _terá_ cortinas de linho fino torcido; o comprimento de cada
lado _será_ de cem covados.

10 Tambem as suas vinte columnas e as suas vinte bases _serão_ de cobre:
os colchetes das columnas e as suas faixas serão de prata.

11 Assim tambem ao lado do norte as cortinas na longura _serão_ de cem
covados de comprimento: e as suas vinte columnas e as suas vinte bases
_serão_ de cobre; os colchetes das columnas e as suas faixas serão de
prata.

12 E na largura do pateo ao lado do occidente _haverá_ cortinas de
cincoenta covados: as suas columnas dez, e as suas bases dez.

13 Similhantemente a largura do pateo ao lado oriental para o levante
_será_ de cincoenta covados.

14 De maneira que _haja_ quinze covados das cortinas de um lado: suas
columnas tres, e as suas bases tres.

15 E quinze _covados_ das cortinas ao outro lado: as suas columnas tres,
e as suas bases tres.

16 E á porta do pateo _haverá_ uma coberta de vinte covados, de azul, e
purpura, e carmezim, e de linho fino torcido, de obra de bordador: as
suas columnas quatro, e as suas bases quatro.

17 Todas as columnas do pateo ao redor _serão_ cingidas de faixas de
prata, mas as suas bases de cobre.

18 O comprimento do pateo _será_ de cem covados, e a largura de cada
banda de cincoenta, e a altura de cinco covados, de linho fino torcido:
mas as suas bases _serão_ de cobre.

19 No tocante a todos os vasos do tabernaculo em todo o seu serviço,
_até_ todos os seus pregos, e todos os pregos do pateo, _serão_ de cobre.


_O azeite puro._

20 Tu pois ordenarás [5] aos filhos de Israel que te tragam azeite puro
de oliveiras, batido para o candieiro; para fazer arder as lampadas
continuamente.

21 Na tenda da congregação [6] fóra do véu, que _está_ diante do
testemunho, Aarão e seus filhos as porão em ordem, desde a tarde até á
manhã, perante o Senhor: um estatuto perpetuo [7] _será este_ pelas suas
gerações, aos filhos de Israel.

[1] cap. 38.1. Exo. 43.13.

[2] Num. 16.38.

[3] cap. 25.40 e 26.30.

[4] cap. 38.9.

[5] Lev. 24.2.

[6] cap. 26.31, 33 e 30.8. I Sam. 3.3. II Chr. 13.11.

[7] cap. 28.43 e 29.9, 28. Lev. 3.17. Num. 18.23. I Sam. 30.25.



_Deus escolhe Aarão e seus filhos para sacerdotes._

28 Depois tu farás chegar a ti teu irmão Aarão, e seus filhos com elle,
do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o officio sacerdotal:
a _saber_, [1] Aarão, Nadab e Abihu, Eleazar e Ithamar, os filhos de
Aarão.

2 E [2] farás vestidos sanctos a Aarão teu irmão, para gloria e ornamento.

3 Fallarás [3] tambem a todos os _que são_ sabios de coração, a quem eu
tenho enchido do espirito da sabedoria, que façam vestidos a Aarão para
sanctifical-o; para que me administre o officio sacerdotal.


_As vestes sacerdotaes._

4 Estes pois _são_ os vestidos que farão: [4] um peitoral, e um ephod, e
um manto, e uma tunica bordada, uma mitra, e um cinto: farão pois sanctos
vestidos a Aarão teu irmão, e a seus filhos, para me administrarem o
officio sacerdotal.

5 E tomarão o oiro, e o azul, e a purpura, e o carmezim, e o linho fino,

6 E farão [5] o ephod de oiro, e de azul, e de purpura, e de carmezim, e
de linho fino torcido, de obra esmerada.

7 Terá duas hombreiras, que se unam ás suas duas pontas, e _assim_ se
unirá.

8 E o cinto de obra esmerada do seu ephod, que _estará_ sobre elle,
será da sua mesma obra, do mesmo, de oiro, de azul, e de purpura, e de
carmezim, e de linho fino torcido.

9 E tomarás duas pedras sardonicas, e lavrarás n’ellas os nomes dos
filhos de Israel,

10 Seis dos seus nomes n’uma pedra, e os _outros_ seis nomes na outra
pedra, segundo as suas gerações;

11 Conforme á obra do lapidario, _como_ [FG] o lavor de sêllos lavrarás
estas duas pedras, com os nomes dos filhos de Israel: engastadas ao redor
em oiro as farás.

12 E porás as duas pedras nas hombreiras do ephod, _por_ pedras de
memoria para os filhos de Israel: [6] e Aarão levará os seus nomes sobre
ambos os seus hombros, para memoria diante do Senhor.

13 Farás tambem engastes de oiro,

14 E duas cadeiasinhas de oiro puro: de egual medida, de obra de fieira
as farás: e as cadeiasinhas de fieira porás nos engastes.

15 Farás tambem o peitoral [7] do juizo de obra esmerada, conforme á obra
do ephod o farás: de oiro, de azul, e de purpura, e de carmezim, e de
linho fino torcido o farás.

16 Quadrado _e_ dobrado, será de um palmo o seu comprimento, e de um
palmo a sua largura;

17 E o encherás de pedras de engaste, [8] com quatro ordens de pedras:
a ordem de uma sardia, de um topazio, e de um carbunculo: esta _será_ a
primeira ordem:

18 E a segunda ordem _será_ de uma esmeralda, de uma saphira, e de um
diamante:

19 E a terceira ordem _será_ de um jacinto, de uma agatha, e de uma
amethista:

20 E a quarta ordem _será_ de uma turqueza, e de uma sardonica, e de um
jaspe; engastadas em oiro _serão_ nos seus engastes.

21 E serão aquellas pedras segundo os nomes dos filhos de Israel, doze
segundo os seus nomes: serão esculpidas como sêllos, cada uma com o seu
nome, para as doze tribus.

22 Tambem farás ao peitoral cadeiasinhas de egual medida da obra de
trança de oiro puro.

23 Tambem farás ao peitoral dois anneis de oiro, e porás os dois anneis
nas extremidades do peitoral.

24 Então metterás as duas _cadeiasinhas_ de fieira d’oiro nos dois
anneis, nas extremidades do peitoral:

25 E as duas pontas das duas _cadeiasinhas_ de fieira metterás nos dois
engastes, e as porás nas hombreiras do ephod, defronte d’elle.

26 Farás tambem dois anneis d’oiro, e os porás nas duas extremidades do
peitoral, na sua borda que _estiver_ junto ao ephod por dentro.

27 Farás tambem dois anneis d’oiro, que porás nas duas hombreiras do
ephod, abaixo, defronte d’elle, defronte da sua juntura, sobre o cinto
d’obra esmerada do ephod.

28 E ligarão o peitoral com os seus anneis aos anneis do ephod por cima
com um cordão d’azul, para que esteja sobre o cinto d’obra esmerada do
ephod; e nunca se separará o peitoral do ephod.

29 Assim Aarão levará os nomes dos filhos d’Israel no peitoral do juizo
sobre o seu coração, quando entrar no sanctuario, para memoria [9] diante
do Senhor continuamente.


_Urim e Thummim._

30 Tambem porás no peitoral [10] do juizo [FH] Urim e Thummim, para que
estejam sobre o coração de Aarão, quando entrar diante do Senhor: assim
Aarão levará o juizo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do
Senhor continuamente.

31 Tambem farás [11] o manto do ephod, todo azul.

32 E o collar da cabeça estará no meio d’elle: este collar terá uma borda
d’obra tecida ao redor: como collar de saia de malha será n’elle, para
que se não rompa.

33 E nas suas bordas farás romãs d’azul, e de purpura, e de carmezim, ao
redor das suas bordas; e campainhas d’oiro no meio d’ellas ao redor.

34 Uma campainha d’oiro, e uma romã, _outra_ campainha d’oiro, e _outra_
romã, _haverá_ nas bordas do manto ao redor,

35 E estará sobre Aarão quando ministrar, para que se ouça o seu sonido,
quando entrar no sanctuario diante do Senhor, e quando sair, para que não
morra.


_A lamina de oiro puro._

36 Tambem farás [12] uma lamina d’oiro puro, e n’ella gravarás á maneira
de gravuras de sellos: [FI] Sanctidade ao Senhor.

37 E atal-a-has com um cordão d’azul, de maneira que esteja na mitra;
sobre a frente da mitra estará.

38 E estará sobre a testa de Aarão, para que Aarão [13] leve a iniquidade
das coisas sanctas, que os filhos d’Israel sanctificarem em todas as
offertas de suas coisas sanctas; e estará continuamente na sua testa,
[14] para que tenham acceitação perante o Senhor.

39 Tambem farás tunica de linho fino: tambem farás uma mitra de linho
fino: mas o cinto farás d’obra de bordador.

40 Tambem farás tunicas aos filhos [15] de Aarão, e far-lhes-has cintos:
tambem lhes farás tiaras, para gloria e ornamento.

41 E vestirás com elles a Aarão teu irmão, e tambem seus filhos: e os
ungirás e consagrarás, [16] e os sanctificarás, para que me administrem o
sacerdocio.

42 Faze-lhes [17] tambem calções de linho, para cobrirem a carne nua:
serão dos lombos até ás pernas.

43 E estarão sobre Aarão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da
congregação, ou quando chegarem ao altar para ministrar no sanctuario,
para que não levem iniquidade, e morram; [18] _isto será_ estatuto
perpetuo para elle e para a sua semente depois d’elle.

[1] Num. 18.7. Heb. 5.1, 4.

[2] cap. 29.5, 29 e 31.10. Lev. 8.7, 30. Num. 20.26.

[3] cap. 31.6 e 36.1 e 31.3 e 35.30, 31.

[4] ver. 6, 15, 31, 39.

[5] cap. 39.2.

[6] ver. 29. cap. 39.7. Jos. 4.7.

[7] cap. 39.8.

[8] cap. 39.10, etc.

[9] ver. 12.

[10] Lev. 8.8. Num. 27.21. Deu. 33.8. I Sam. 28.6. Esd. 2.63. Neh. 7.65.

[11] cap. 39.22.

[12] cap. 39.30. Zac. 14.20.

[13] ver. 43. Lev. 10.17. Num. 18.1. Isa. 53.11. Eze. 4.4, 5. João 1.29.
Heb. 9.28. I Ped. 2.24.

[14] Lev. 1.4 e 22.27 e 23.11. Isa. 56.7.

[15] ver. 4. cap. 39.27, 28, 29, 41. Eze. 44.17, 18.

[16] cap. 29.7 e 30.30. cap. 29.9, etc. Lev. 8.

[17] cap. 39.28. Lev. 6.10 e 16.4. Eze. 44.18.

[18] Lev. 5.1, 17 e 20.19, 20 e 22.9. Num. 9.13 e 18.22. cap. 27.21.



_O sacrificio e as ceremonias da consagração._

29 Isto _é_ o que lhes has de fazer, para os sanctificar, para que me
administrem o sacerdocio: Toma um [1] novilho, e dois carneiros sem
macula,

2 E pão asmo, [2] e bolos asmos, amassados com azeite, e coscorões asmos,
untados com azeite: com flor de farinha de trigo os farás,

3 E os porás n’um cesto, e os trarás no cesto, com o novilho e os dois
carneiros.

4 Então farás chegar a Aarão e a seus filhos á porta da tenda da
congregação, e os lavarás [3] com agua;

5 Depois tomarás [4] os vestidos, e vestirás a Aarão da tunica e do manto
do ephod, e do ephod _mesmo_, e do peitoral: e o cingirás com o cinto de
obra de artifice do ephod.

6 E a [5] mitra porás sobre a sua cabeça: a corôa da sanctidade porás
sobre a mitra;

7 E tomarás o azeite da [6] uncção, e o derramarás sobre a sua cabeça:
assim o ungirás.

8 Depois farás [7] chegar seus filhos, e lhes farás vestir tunicas,

9 E os cingirás com o cinto, a Aarão e a seus filhos, e lhes atarás
as tiaras, para que tenham [8] o sacerdocio por estatuto perpetuo, e
sagrarás a Aarão e a seus filhos;

10 E farás chegar o novilho diante da tenda da congregação, [9] e Aarão e
seus filhos porão as suas mãos sobre a cabeça do novilho;

11 E degolarás o novilho perante o Senhor, _á_ porta da tenda da
congregação.

12 Depois tomarás do sangue [10] do novilho, e o porás com o teu dedo
sobre os cornos do altar, e todo o _de mais_ sangue derramarás á base do
altar.

13 Tambem tomarás toda [11] a gordura que cobre as entranhas, e o redenho
de sobre o figado, e ambos os rins, e a gordura que houver n’elles, e
queimal-os-has sobre o altar;

14 Mas a carne [12] do novilho, e a sua pelle, e o seu esterco queimarás
com fogo fóra do arraial: sacrificio por peccado _é_.

15 Depois tomarás [13] um carneiro, e Aarão e seus filhos porão as suas
mãos sobre a cabeça do carneiro,

16 E degolarás o carneiro, e tomarás o seu sangue, e o espalharás sobre o
altar ao redor;

17 E partirás o carneiro por suas partes, e lavarás as suas entranhas e
as suas pernas, e _as_ porás sobre as suas partes e sobre a sua cabeça,

18 Assim queimarás todo o carneiro sobre o altar: _é_ um holocausto para
o Senhor, cheiro suave; [14] uma offerta queimada ao Senhor.

19 Depois tomarás o outro [15] carneiro, e Aarão e seus filhos porão as
suas mãos sobre a cabeça do carneiro;

20 E degolarás o carneiro, e tomarás do seu sangue, e o porás sobre a
ponta da orelha direita de Aarão, e sobre a ponta das orelhas direitas de
seus filhos, como tambem sobre o dedo pollegar das suas mãos direitas,
e sobre o dedo pollegar dos seus pés direitos: e o _resto do_ sangue
espalharás sobre o altar ao redor:

21 Então tomarás do sangue, que _estará_ sobre o altar, e do azeite [16]
da uncção, e o espargirás sobre Aarão e sobre os seus vestidos, e sobre
seus filhos, e sobre os vestidos de seus filhos com elle; para que elle
seja sanctificado, e os seus vestidos, tambem seus filhos, e os vestidos
de seus filhos com elle.

22 Depois tomarás do carneiro a gordura, e a cauda, e a gordura que
cobre as entranhas, e o redenho do figado, e ambos os rins com a gordura
que _houver_ n’elles, e o hombro direito, porque _é_ carneiro das
consagrações;

23 E uma fogaça [17] de pão, e um bolo de pão azeitado, e um coscorão do
cesto dos pães asmos que _estiverem_ diante do Senhor,

24 E tudo porás nas mãos de Aarão, e nas mãos de seus filhos: e com
movimento o moverás [18] perante o Senhor.

25 Depois o [19] tomarás das suas mãos, e o queimarás no altar sobre o
holocausto por cheiro suave perante o Senhor; offerta queimada ao Senhor
_é_.

26 E tomarás [20] o peito do carneiro das consagrações, que é de Aarão, e
com movimento o moverás perante o Senhor: e _isto_ será [21] a tua porção.

27 E sanctificarás o peito do movimento e o hombro da offerta alçada, que
foi [22] movido e alçado do carneiro das consagrações, que fôr d’Aarão e
de seus filhos,

28 E será para Aarão e para seus filhos por estatuto [23] perpetuo dos
filhos d’Israel, porque é offerta alçada: e a offerta alçada será dos
filhos d’Israel dos seus sacrificios pacificos; a sua offerta alçada
_será_ para o Senhor.

29 E os vestidos sanctos, que _são_ d’Aarão, serão de [24] seus filhos
depois d’elle, para serem ungidos n’elles e para sagral-os n’elles.

30 Sete dias os vestirá aquelle que de seus filhos [25] fôr sacerdote
em seu logar, quando entrar na tenda da congregação para ministrar no
sanctuario.

31 E tomarás o carneiro das consagrações, e cozerás [26] a sua carne no
logar sancto;

32 E Aarão e seus filhos comerão a carne d’este carneiro, e o pão [27]
que _está_ no cesto á porta da tenda da congregação,

33 E comerão as coisas com que fôr feita [FJ] expiação, para [28]
consagral-os, e para sanctifical-os: mas um estranho _as_ não [29]
comerá, porque sanctas _são_.

34 E se sobejar _alguma coisa_ da carne das consagrações ou do pão até
á manhã, o que sobejar queimarás [30] com fogo: não se comerá, porque
sancto é.

35 Assim pois farás a Aarão e a seus filhos, conforme a tudo o que eu te
tenho ordenado: [31] por sete dias os sagrarás.

36 Tambem cada [32] dia prepararás um novilho _por_ sacrificio pelo
peccado para as expiações, e expiarás o altar, fazendo expiação sobre
elle; e o ungirás para sanctifical-o.

37 Sete dias farás expiação pelo altar, e o sanctificarás: [33] e o altar
será sanctissimo; tudo o que tocar o altar será sancto.

38 Isto pois _é_ o que offerecereis sobre o altar: dois [34] cordeiros
d’um anno cada dia continuamente.

39 Um cordeiro [35] offerecerás pela manhã, e o outro cordeiro
offerecerás de tarde.

40 Com um cordeiro a decima parte de flor de farinha, misturada com a
quarta parte d’um hin d’azeite moido, e para libação a quarta parte d’um
hin de vinho,

41 E o outro cordeiro offerecerás _á_ tarde, e [36] com elle farás como
com a offerta da manhã, e conforme á sua libação, por cheiro suave;
offerta queimada é ao Senhor.

42 _Este será_ o holocausto [37] continuo por vossas gerações, á porta da
tenda da congregação, perante o Senhor, onde vos encontrarei, [38] para
fallar comtigo ali.

43 E ali virei aos filhos d’Israel, [FK] para que por minha gloria [39]
sejam sanctificados,

44 E sanctificarei a tenda da congregação e o altar; tambem sanctificarei
a [40] Aarão e seus filhos, para que me administrem o sacerdocio.

45 E habitarei [41] no meio dos filhos d’Israel, e lhes serei por Deus,

46 E saberão que eu _sou_ [42] o Senhor seu Deus, que os tenho tirado da
terra do Egypto, para habitar no meio d’elles: Eu _sou_ o Senhor seu Deus.

[1] Lev. 8.2.

[2] Lev. 2.4 e 6.20, 21, 22.

[3] cap. 40.12. Lev. 8.6. Heb. 10.22.

[4] cap. 28.2. Lev. 8.7. cap. 28.8.

[5] Lev. 8.9.

[6] cap. 28.41. Num. 35.25.

[7] Lev. 8.13.

[8] Num. 18.7. cap. 28.41. Lev. 8.22, etc. Heb. 7.28.

[9] Lev. 1.4 e 8.14.

[10] Lev. 8.15. cap. 27.2 e 30.2.

[11] Lev. 3.3.

[12] Lev. 4.11, 12, 21. Heb. 13.11.

[13] Lev. 8.18 e 1.4-9.

[14] Gen. 8.21.

[15] ver. 3. Lev. 8.22.

[16] cap. 30.25, 31. Lev. 8.30. ver. 1. Heb. 9.22.

[17] Lev. 8.26.

[18] Lev. 7.30.

[19] Lev. 8.28.

[20] Lev. 8.29.

[21] Psa. 99.6.

[22] Lev. 7.31, 34. Num. 18.11, 18. Deu. 18.3.

[23] Lev. 10.15 e 7.34.

[24] Num. 20.26 e 18.8.

[25] Num. 20.28. Lev. 8.35 e 9.1, 8.

[26] Lev. 8.31.

[27] Mat. 12.4.

[28] Lev. 10.14, 15, 17.

[29] Lev. 22.10.

[30] Lev. 8.32.

[31] Exo. 40.12. Lev. 8.33, 34, 35.

[32] Heb. 10.11. cap. 30.26.

[33] cap. 44.10 e 30.29. Mat. 23.19.

[34] Num. 28.3. I Chr. 16.40. II Chr. 2.4. Esd. 3.3. Dan. 9.27 e 12.11.

[35] II Reis 16.15. Eze. 46.13.

[36] I Reis 18.26, 36. II Reis 16.15. Esd. 9.4, 5. Dan. 9.21.

[37] ver. 38. Num. 28.6. Dan. 8.11, 12, 13.

[38] cap. 25.22 e 30.6, 36. Num. 17.4.

[39] cap. 40.34. I Reis 8.11. II Chr. 5.14. Eze. 43.5. Mal. 3.1.

[40] Lev. 21.15.

[41] Exo. 25.8. Lev. 26.12. Zac. 2.10. João 14.17, 23. II Cor. 6.16. Apo.
21.3.

[42] cap. 20.2.



_O altar do incenso._

30 E farás [1] um altar para queimar o incenso: de madeira de sittim o
farás.

2 O seu comprimento _será_ d’um covado, e a sua largura d’um covado; será
quadrado, e dois covados a sua altura: d’elle mesmo serão os seus cornos.

3 E com oiro puro o forrarás, o seu tecto, e as suas paredes ao redor, e
os seus cornos; e lhe farás uma corôa d’oiro ao redor.

4 Tambem lhe farás duas argolas d’oiro debaixo da sua corôa; aos dois
lados as farás, d’ambas as bandas: e serão para logares dos varaes, com
que será levado.

5 E os varaes farás de madeira _de_ sittim, e os forrarás com oiro.

6 E o porás diante do véu que _está_ diante da arca do testemunho, diante
[2] do propiciatorio, que _está_ sobre o testemunho, onde me ajuntarei
comtigo.

7 E Aarão sobre elle queimará o incenso das especiarias; [3] cada manhã,
quando põe em ordem as lampadas, o queimara.

8 E, accendendo Aarão as lampadas á tarde, o queimará: _este será_
incenso continuo perante o Senhor pelas vossas gerações.

9 Não offerecereis sobre elle incenso estranho, [4] nem holocausto, nem
offerta: nem tão pouco derramareis sobre elle libações.

10 E uma vez no anno Aarão [5] fará expiação sobre os seus cornos com o
sangue do sacrificio das expiações: uma vez no anno fará expiação sobre
elle pelas vossas gerações: sanctissimo _é_ ao Senhor.

11 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:


_O resgate da alma._

12 Quando tomares a somma [6] dos filhos d’Israel, conforme á sua
conta, cada um _d’elles_ dará ao Senhor o resgate da sua alma, quando
os contares; para que não haja entre elles praga [7] alguma, quando os
contares.

13 Isto dará todo aquelle que passar ao arrolamento: [8] a metade d’um
siclo, segundo o siclo do sanctuario (este siclo é de vinte obolos): a
metade d’um siclo _é_ a offerta ao Senhor.

14 Qualquer que passar o arrolamento de vinte annos e acima, dará a
offerta alçada ao Senhor.

15 O rico [9] não augmentará, e o pobre não deminuirá da metade do siclo,
quando derem a offerta alçada ao Senhor, para fazer expiação por vossas
almas.

16 E tomarás o dinheiro das expiações dos filhos d’Israel, e o darás ao
[10] serviço da tenda da congregação; e será para memoria aos filhos
d’Israel diante do Senhor, para fazer expiação por vossas almas.


_A pia de cobre._

17 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

18 Farás tambem uma pia [11] de cobre com a sua base de cobre, para
lavar: e as porás entre a tenda da congregação e o altar; e deitarás agua
n’ella.

19 E Aarão e seus filhos n’ella lavarão [12] as suas mãos e os seus pés.

20 Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-hão com agua, para
que não morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para
accender a offerta queimada ao Senhor.

21 Lavarão pois as suas mãos e os seus pés, para que não morram: e _isto_
lhes será por estatuto perpetuo [13] a elle e á sua semente nas suas
gerações.


_O azeite da sancta uncção._

22 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

23 Tu pois toma para ti das principaes especiarias, [14] da mais pura
myrrha quinhentos _siclos_, e de canella aromatica a metade, _a saber_,
duzentos e cincoenta _siclos_, e de calamo aromatico duzentos e cincoenta
_siclos_,

24 E de cassia [15] quinhentos _siclos_, segundo o siclo do sanctuario, e
d’azeite de oliveiras um hin.

25 E d’isto farás o azeite [16] da sancta uncção, o perfume composto
segundo a obra do perfumista: _este_ será o azeite da sancta uncção.

26 E com elle ungirás [17] a tenda da congregação, e a arca do testemunho,

27 E a mesa com todos os seus vasos, e o castiçal com os seus vasos, e o
altar do incenso,

28 E o altar do holocausto com todos os seus vasos, e a pia com a sua
base.

29 Assim sanctificarás estas coisas, para que sejam sanctissimas: [18]
tudo o que tocar n’ellas será sancto.

30 Tambem ungirás [19] a Aarão e seus filhos, e os sanctificarás para me
administrarem o sacerdocio.

31 E fallarás aos filhos d’Israel, dizendo: Este me será o azeite da
sancta uncção nas vossas gerações.

32 Não se ungirá com elle a carne do homem, nem fareis _outro_ similhante
conforme á sua composição: sancto _é_, e será [20] sancto para vós.

33 O [21] homem que compozer tal _perfume_ como este, ou que d’elle pozer
sobre um estranho, será extirpado dos seus povos.


_O incenso sancto._

34 Disse mais o Senhor a Moysés: Toma-te especiarias [22] aromaticas,
estoraque, e onicha, e galbano; _estas_ especiarias _aromaticas_ e o
incenso puro de egual _peso_;

35 E d’isto farás incenso, um perfume segundo a arte [23] do perfumista,
temperado, puro _e_ sancto;

36 E d’elle moendo o pizarás, e d’elle porás diante do testemunho, na
[24] tenda da congregação, onde eu virei a ti: coisa sanctissima vos será.

37 Porém o incenso que farás conforme á composição d’este, [25] não o
fareis para vós mesmos: sancto será para o Senhor.

38 O homem que fizer tal [26] como este para cheirar, será extirpado do
seu povo.

[1] cap. 37.25. ver. 7, 8, 10. Lev. 4.7. Apo. 8.3.

[2] cap. 25.21, 22.

[3] ver. 34. I Sam. 2.28. I Chr. 23.13. Luc. 1.9. cap. 27.21.

[4] Lev. 10.1.

[5] Lev. 16.18 e 23.27.

[6] cap. 38.25. Num. 1.2. II Sam. 24.2. Num. 31.50. Job 33.24. Psa. 49.7.
Mat. 20.28. Mar. 10.45. I Tim. 2.6. I Ped. 1.18.

[7] II Sam. 24.15.

[8] Mat. 17.24. Lev. 27.25. Num. 3.47. Eze. 45.12.

[9] Job 34.19. Pro. 22.2. Eph. 6.9. Col. 3.25.

[10] cap. 38.25. Num. 16.40.

[11] cap. 38.8. I Reis 7.38. cap. 40.7, 30.

[12] cap. 40.31. Psa. 26.6. Isa. 52.11. João 13.10. Heb. 10.22.

[13] cap. 28.43.

[14] Can. 4.14. Eze. 27.22. Pro. 7.17. Jer. 6.20.

[15] Psa. 45.8. cap. 29.40.

[16] cap. 37.29. Num. 35.25. Psa. 89.20 e 133.2.

[17] cap. 40.9. Lev. 8.10. Num. 7.1.

[18] cap. 29.37.

[19] cap. 29.7, etc. Lev. 8.12, 30.

[20] ver. 25, 37.

[21] Gen. 17.14. cap. 12.15. Lev. 7.20.

[22] cap. 25.6 e 37.29.

[23] ver. 25.

[24] cap. 29.42. Lev. 16.2. cap. 29.37. Lev. 2.3.

[25] ver. 32.

[26] ver. 33.



_Os artifices da obra do tabernaculo._

31 Depois fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Eis que eu tenho chamado [1] por nome a Bezaleel, o filho de Uri, filho
d’Ur, da tribu de Judah,

3 E o enchi do espirito [2] de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e
de sciencia, em todo o artificio,

4 Para inventar invenções, e obrar em oiro, em prata, e em cobre,

5 E em lavramento de pedras para engastar, e em artificio de madeira,
para obrar em todo o lavor.

6 E eis que eu tenho posto com elle a [3] Aholiab, o filho de Ahisamach,
da tribu de Dan, e tenho dado sabedoria ao coração de todo aquelle que
_é_ sabio _de_ coração, para que façam tudo o que te tenho ordenado;

7 _A saber_, a tenda da [4] congregação, e a arca do testemunho, e o [5]
propiciatorio que _estará_ sobre ella, e todos os vasos da tenda;

8 E a mesa [6] com os seus vasos, e o castiçal puro com todos os seus
vasos, e o altar do incenso;

9 E o altar do holocausto [7] com todos os seus vasos, e a pia com a sua
base;

10 E os vestidos [8] do ministerio, e os vestidos sanctos de Aarão o
sacerdote, e os vestidos de seus filhos, para administrarem o sacerdocio;

11 E o azeite da uncção, [9] e o incenso aromatico para o sanctuario:
farão conforme a tudo que te tenho mandado.


_O sabbado sancto e as duas taboas do testemunho._

12 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

13 Tu pois falla aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis
[10] meus sabbados: porquanto isso _é_ um signal entre mim e vós nas
vossas gerações; para que saibaes que eu _sou_ o Senhor, que vos
sanctifica.

14 Portanto guardareis [11] o sabbado, porque sancto _é_ para vós:
aquelle que o profanar certamente morrerá; porque [12] qualquer que
n’elle fizer _alguma_ obra, aquella alma será extirpada do meio do seu
povo.

15 Seis dias se fará [13] obra, porém o setimo dia _é_ o sabbado do
descanço, sancto ao Senhor; qualquer que no dia do sabbado fizer obra,
certamente morrerá.

16 Guardarão pois o sabbado os filhos de Israel, celebrando o sabbado nas
suas gerações _por_ concerto perpetuo.

17 Entre mim e os filhos de Israel _será_ um signal [14] para sempre:
porque _em_ seis dias fez o Senhor [15] os céus e a terra, e ao setimo
dia descançou, e restaurou-se.

18 E deu a Moysés (quando acabou de fallar com elle no monte de Sinai) as
duas taboas [16] do testemunho, taboas de pedra, escriptas pelo dedo de
Deus.

[1] cap. 35.30 e 36.1. I Chr. 2.20.

[2] cap. 35.31. I Reis 7.14.

[3] cap. 35.34 e 28.3 e 35.10, 25 e 36.1.

[4] cap. 36.8 e 37.1.

[5] cap. 37.6.

[6] cap. 37.10, 17.

[7] cap. 38.1, 8.

[8] cap. 39.1, 41. Num. 4.5, 6, etc.

[9] cap. 30.25, 31 e 37.29. cap. 30.34.

[10] Lev. 19.3, 30 e 26.2. Eze. 20.12, 20 e 44.24.

[11] cap. 20.8. Deu. 5.12. Eze. 20.12.

[12] cap. 35.2. Num. 15.35.

[13] cap. 20.9. Gen. 2.2. cap. 16.23 e 20.10.

[14] Eze. 20.12, 20.

[15] Gen. 1.31 e 2.2.

[16] cap. 24.12 e 32.15, 16. Deu. 4.13 e 5.22. II Cor. 3.3.



_O bezerro de oiro._

32 Mas vendo o povo que Moysés [1] tardava em descer do monte, ajuntou-se
o povo a Aarão, e disseram-lhe; Levanta-te, [2] faze-nos [FL] deuses, que
vão adiante de nós: porque emquanto a este Moysés, _a_ este homem que
nos tirou da terra do Egypto, não sabemos o que lhe succedeu.

2 E Aarão lhes disse: Arrancae os pendentes de oiro, [3] que _estão_ nas
orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e
trazeim’os.

3 Então todo o povo arrancou [4] os pendentes de oiro, que _estavam_ nas
suas orelhas, e os trouxeram a Aarão,

4 E elle _os_ tomou das suas mãos, e formou o _oiro_ com um buril, e fez
d’elle um bezerro de fundição. Então disseram: [FM] Estes _são_ teus
deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egypto.

5 E Aarão, vendo isto, edificou um altar diante d’elle: e Aarão apregoou,
e disse: [5] Ámanhã _será_ festa ao Senhor.

6 E no dia seguinte madrugaram, e offereceram holocaustos, e trouxeram
offertas pacificas; e o povo [6] assentou-se a comer e a beber; depois
levantaram-se a folgar.

7 Então disse [7] o Senhor a Moysés: Vae, desce; porque o teu povo, que
fizeste subir do Egypto, se tem [8] corrompido,

8 E depressa se tem desviado do caminho que eu lhes tinha [9] ordenado:
fizeram para si um bezerro de fundição, e perante elle se inclinaram, e
sacrificaram-lhe, e disseram: Estes _são_ os teus deuses, [10] ó Israel,
que te tiraram da terra do Egypto.

9 Disse mais o Senhor a Moysés: Tenho visto [11] a este povo, e eis que
_é_ povo [FN] obstinado.

10 Agora pois deixa-me [12] que o meu furor se accenda contra elles, e os
consuma: e eu te farei uma grande nação.

11 Porém Moysés supplicou ao Senhor seu Deus, e disse: O Senhor, porque
se accende o teu [13] furor contra o teu povo, que tu tiraste da terra do
Egypto com grande força e com forte mão?

12 Porque hão de fallar [14] os egypcios, dizendo: Para mal os tirou,
para matal-os nos montes, e para destruil-os da face da terra? Torna-te
da ira do teu furor, e arrepende-te [15] _d’este_ mal contra o teu povo.

13 Lembra-te de Abrahão, de Isaac, e de Israel, os teus servos, aos quaes
por ti mesmo tens jurado, [16] e lhes disseste: Multiplicarei a vossa
semente como as estrellas dos céus, e darei á vossa semente toda esta
terra, de que tenho dito, para que a possuam por herança eternamente.

14 Então o Senhor [17] arrependeu-se do mal que dissera, que havia de
fazer ao seu povo.

15 E tornou-se Moysés, [18] e desceu do monte com as duas taboas do
testemunho na sua mão, taboas escriptas de ambas as bandas; de uma e de
outra banda escriptas _estavam_,

16 E aquellas taboas [19] _eram_ obra de Deus; tambem a escriptura _era_
a mesma escriptura de Deus, esculpida nas taboas.

17 E, ouvindo Josué a voz do povo que jubilava, disse a Moysés: Alarido
de guerra _ha_ no arraial.

18 Porém elle disse: Não _é_ alarido dos victoriosos, nem alarido dos
vencidos, mas o alarido dos que cantam eu ouço.


_Moysés quebra as taboas do testemunho._

19 E aconteceu que, chegando elle ao arraial, e vendo [20] o bezerro e as
danças, accendeu-se o furor de Moysés, e arremessou as taboas das suas
mãos, e quebrou-as ao pé do monte;

20 E tomou [21] o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo, moendo-o
até que se tornou em pó; e o espargiu sobre as aguas, e deu-o a beber aos
filhos de Israel.

21 E Moysés disse a Aarão: Que te tem feito este povo, [22] que sobre
elle trouxeste tamanho peccado?

22 Então disse Aarão: Não se accenda a ira do meu senhor: tu sabes [23]
que este povo é _inclinado_ ao mal;

23 E elles me disseram: [24] Faze-nos deuses que vão adiante de nós;
porque não sabemos que succedeu a este Moysés, a este homem que nos tirou
da terra do Egypto.

24 Então eu lhes disse: Quem tem oiro, arranque-o: e deram-m’o, e
lancei-o no fogo, [25] e saiu este bezerro.


_Moysés manda matar os idolatras._

25 E vendo Moysés que o povo estava despido, porque Aarão o havia despido
para vergonha [26] entre os seus inimigos,

26 Poz-se em pé Moysés na porta do arraial, e disse: Quem é do Senhor,
_venha_ a mim. Então se ajuntaram a elle todos os filhos de Levi.

27 E disse-lhes: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Cada um ponha a
sua espada sobre a sua coxa: e passae e tornae pelo arraial de porta em
porta, e mate [27] cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um
a seu proximo.

28 E os filhos de Levi fizeram conforme á palavra de Moysés: e cairam do
povo aquelle dia uns tres mil homens.

29 Porquanto Moysés tinha [28] dito: Consagrae hoje as vossas mãos ao
Senhor; porquanto cada um será contra o seu filho, e contra o seu irmão:
e isto para elle vos dar hoje benção.


_Moysés intercede pelo povo._

30 E aconteceu que no dia seguinte Moysés disse ao povo: Vós peccastes
[29] grande peccado: agora porém subirei ao Senhor; porventura farei
propiciação por vosso peccado.

31 Assim tornou-se Moysés [30] ao Senhor, e disse: Ora, este povo peccou
peccado grande, [31] fazendo para si deuses d’oiro.

32 Agora pois perdoa o seu peccado, senão risca-me, peço-te, [32] do teu
Livro, que tens escripto.

33 Então disse o Senhor a Moysés: Aquelle que peccar contra mim, a este
riscarei eu do meu [33] livro.

34 Vae pois agora, conduze este povo para onde te tenho dito: eis que
o meu [34] anjo irá adiante de ti; porém no dia da minha visitação
visitarei n’elles o seu peccado.

35 Assim feriu o Senhor o povo, porquanto fizeram [35] o bezerro que
Aarão tinha feito.

[1] cap. 24.18. Deu. 9.9.

[2] Act. 7.40. cap. 13.21.

[3] Jui. 8.24, 25, 26, 27.

[4] Deu. 9.16. Jui. 17.3. I Reis 12.23. Neh. 9.18. Isa. 46.6. Act. 7.41.
Rom. 1.23.

[5] Lev. 23.2, 4, 21, 37. II Reis 10.20. II Chr. 30.5.

[6] I Cor. 16.7.

[7] cap. 33.1. Deu. 9.12. Dan. 9.24.

[8] Gen. 6.11. Deu. 4.16. Jui. 2.19. Ose. 9.9.

[9] cap. 20.3. Deu. 9.16.

[10] I Reis 12.28.

[11] cap. 33.3. Deu. 9.6. II Chr. 30.8. Isa. 48.4. Act. 7.51.

[12] Deu. 9.14. cap. 22.24. Num. 14.12.

[13] Deu. 9.18. Psa. 74.1, 2.

[14] Num. 14.13. Deu. 9.28 e 32.27.

[15] ver. 14.

[16] Gen. 22.16. Heb. 6.13.

[17] Deu. 32.26. II Sam. 24.16. I Chr. 21.15. Psa. 106.45. Jer. 18.8.
Joel 2.13. Jon. 4.2.

[18] Deu. 9.15.

[19] cap. 31.18.

[20] Deu. 9.16, 17.

[21] Deu. 9.21.

[22] Gen. 20.9 e 26.10.

[23] cap. 14.11 e 15.24 e 16.2, 20, 28 e 17.2, 4.

[24] ver. 1.

[25] ver. 4.

[26] cap. 33.4, 5. II Chr. 28.19.

[27] Num. 25.5. Deu. 33.9.

[28] Num. 25.11, 12, 13. Deu. 13.6, 11. I Sam. 15.18, 22. Zac. 13.3. Mat.
10.37.

[29] I Sam. 12.20. Luc. 15.18. Amós 5.15. Num. 25.13.

[30] Deu. 9.18.

[31] cap. 20.23.

[32] Rom. 9.3. Dan. 12.1. Phi. 4.3. Apo. 3.5.

[33] Lev. 23.30. Eze. 18.4.

[34] cap. 33.2, 14, etc. Num. 20.16. Deu. 32.35. Rom. 2.5, 6.

[35] II Sam. 12.9. Act. 7.41.



_Deus não irá no meio do povo mas enviará um anjo._

33 Disse mais o Senhor a Moysés: Vae, sobe d’aqui, tu [1] e o povo que
fizeste subir da terra do Egypto, á terra que jurei a Abrahão, a Isaac, e
a Jacob, dizendo: Á tua semente [2] a darei.

2 E enviarei um anjo [3] diante de ti, e lançarei fóra os cananeos, e os
amorrheos, e os hetheos, e os phereseos, e os heveos, e os jebuseos,

3 A uma terra [4] que mana leite e mel: porque eu não subirei no meio
de ti, porquanto _és_ povo obstinado, para [5] que te não consuma eu no
caminho.

4 E, ouvindo o povo esta má palavra, entristeceram-se, [6] e nenhum
d’elles poz sobre si os seus atavios.

5 Porquanto o Senhor tinha dito a Moysés: Dize aos filhos de Israel: [7]
Povo obstinado _és_; se um momento subir no meio de ti, te consumirei:
porém agora tira de ti os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de
fazer.

6 Então os filhos d’Israel se despojaram dos seus atavios, ao pé do monte
de Horeb.

7 E tomou Moysés a tenda, e _a_ estendeu para si fóra do arraial,
desviada longe do arraial, e chamou-a [8] a tenda da congregação:
e aconteceu que todo aquelle que buscava o Senhor saiu á tenda da
congregação, que estava fóra do arraial.

8 E aconteceu que, saindo Moysés á tenda, todo o povo se levantava, e
cada um ficou em pé á porta da sua tenda: [9] e olhavam para Moysés pelas
costas, até elle entrar na tenda.

9 E aconteceu que, entrando Moysés na tenda, descia a columna de nuvem, e
punha-se á porta da tenda: e o Senhor fallava [10] com Moysés.

10 E, vendo todo o povo a columna de nuvem que estava á porta da tenda,
todo o povo se levantou e inclinaram-se [11] cada um á porta da sua tenda.

11 E fallava o Senhor a Moysés cara a cara, como qualquer falla com o seu
amigo: depois tornou-se ao arraial; mas o seu servidor [12] Josué, filho
de Nun, mancebo, nunca se apartava do meio da tenda.


_Moysés roga a Deus a Sua presença._

12 E Moysés disse ao Senhor: Eis que tu me dizes: [13] Faze subir a
este povo, porém não me fazes saber a quem has de enviar commigo: e tu
disseste: Conheço-te [14] por _teu_ nome, tambem achaste graça aos meus
olhos.

13 Agora pois, se tenho achado graça [15] aos teus olhos, rogo-te que
agora me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-hei, para que ache
graça aos teus olhos: [16] e attenta que esta nação _é_ o teu povo.

14 Disse pois: Irá [17] a minha face _comtigo_ para te fazer descançar.

15 Então disse-lhe: Se a tua [18] face não fôr _comnosco_, não nos faças
subir d’aqui.

16 Como pois se saberá agora que tenho achado graça aos teus olhos, eu
e o teu povo? _acaso_ não _é_ n’isso que andas [19] tu comnosco? assim
separados seremos, eu e o teu povo, de todo o povo que _ha_ sobre a face
da terra.

17 Então disse o Senhor a Moysés: Farei tambem isto, que tens [20] dito;
porquanto achaste graça aos meus olhos; e te conheço por nome.


_Moysés roga a Deus lhe mostre a sua gloria._

18 Então elle disse: Rogo-te que me mostres [21] a tua gloria.

19 Porém elle disse: Eu [22] farei passar toda a minha bondade por diante
de ti, e apregoarei o nome do Senhor diante de ti; e terei misericordia
de quem tiver misericordia, e me compadecerei de [23] quem me compadecer.

20 E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum
verá [24] a minha face, e viverá.

21 Disse mais o Senhor: Eis aqui um logar junto a mim; ali te porás sobre
a [FO] penha.

22 E acontecerá que, quando a minha gloria passar, te porei n’uma fenda
[25] da penha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado.

23 E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas costas: [26] mas a
minha face não se verá.

[1] cap. 32.7.

[2] Gen. 12.7. cap. 32.13.

[3] cap. 32.34. Deu. 7.22. Jos. 24.11.

[4] cap. 3.8.

[5] Deu. 9.6, 13. cap. 23.21 e 32.10. Num. 16.21, 45.

[6] Num. 14.1, 39. Lev. 10.6. II Sam. 19.24. I Reis 21.27. Esd. 9.3. Job
1.20. Isa. 32.11. Eze. 24.17.

[7] ver. 3. Num. 16.45, 46.

[8] cap. 29.42. Deu. 4.29. II Sam. 21.1.

[9] Num. 16.27.

[10] cap. 25.22 e 31.18. Psa. 99.7.

[11] cap. 4.31.

[12] Gen. 32.30. Num. 12.8. Deu. 34.10. cap. 24.13.

[13] cap. 32.24.

[14] Gen. 18.19. Jer. 1.5. João 10.14. II Tim. 2.19.

[15] cap. 34.9. Psa. 25.4.

[16] Deu. 9.26. Joel 2.17.

[17] cap. 13.21. Isa. 63.9. Deu. 3.20. Jos. 21.44.

[18] ver. 3. cap. 34.9.

[19] Num. 14.14. Deu. 4.7. II Sam. 7.23.

[20] Gen. 19.21. Thi. 5.16.

[21] ver. 20. I Tim. 6.16.

[22] cap. 34.5. Jer. 31.14.

[23] Rom. 9.15 e 4.4.

[24] Gen. 32.30. Deu. 5.24. Jui. 6.22. Isa. 6.5. Apo. 1.16, 17.

[25] Isa. 2.21. Psa. 91.1, 4.

[26] ver. 20. João 1.18.



_As novas taboas dos dez mandamentos._

34 Então disse o Senhor a Moysés: [1] Lavra-te duas taboas de pedra, como
as primeiras; e eu escreverei nas taboas as mesmas palavras que estavam
nas primeiras taboas, que tu quebraste.

2 E apparelha-te para ámanhã, para que subas pela manhã ao monte de
Sinai, e ali põe-te diante de mim no cume [2] do monte.

3 E ninguem suba [3] comtigo, e tambem ninguem appareça em todo o monte;
nem ovelhas nem bois se apascentem defronte do monte.

4 Então elle lavrou duas taboas de pedra, como as primeiras; e
levantou-se Moysés pela manhã de madrugada, e subiu ao monte de Sinai,
como o Senhor lhe tinha ordenado: e tomou as duas taboas de pedra na sua
mão.

5 E o Senhor desceu n’uma nuvem, e se poz ali junto a elle: e elle
apregoou [4] o nome do Senhor.

6 Passando pois o Senhor perante a sua face, clamou: Jehovah o
Senhor, [5] Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em
beneficencia e verdade;

7 Que guarda a beneficencia [6] em milhares; que perdoa a iniquidade, e a
transgressão, e o peccado; que o _culpado_ não tem por innocente; [7] que
visita a iniquidade dos paes sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos
até á terceira e quarta _geração_.

8 E Moysés apressou-se, e inclinou a cabeça á terra, encurvou-se,

9 E disse: Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, vá [8]
agora o Senhor no meio de nós: porque este é povo obstinado; porém perdoa
a nossa iniquidade e o nosso peccado, e toma-nos [9] pela tua herança.


_Deus faz um pacto._

10 Então disse: Eis que eu faço um concerto; farei diante de todo o [10]
teu povo maravilhas que nunca foram feitas em toda a terra, nem entre
gente alguma: de maneira que todo este povo, em cujo meio tu _estás_,
[11] veja a obra do Senhor; porque coisa terrivel _é_ o que faço comtigo.

11 Guarda o [12] que eu te ordeno hoje: eis que eu lançarei fóra diante
de ti os amorrheos, e os cananeos, e os hetheos, e os pereseos, e os
heveos e os jebuseos.

12 Guarda-te [13] que não faças concerto com os moradores da terra aonde
has de entrar; para que não seja por laço no meio de ti.

13 Mas os seus altares [14] transtornareis, e as suas estatuas
quebrareis, e os seus bosques cortareis.

14 Porque te não inclinarás [15] diante d’outro deus: pois o nome do
Senhor _é_ Zeloso: Deus zeloso _é_ elle:

15 Para que não faças concerto com os moradores da terra, [16] e não
forniquem após os seus deuses, nem sacrifiquem aos seus deuses, e tu,
convidado d’elles, comas dos seus sacrificios,

16 E tomes _mulheres_ das suas [17] filhas para os teus filhos, e suas
filhas, fornicando após os seus deuses, façam que tambem teus filhos [18]
forniquem após os seus deuses.

17 Não te farás deuses de fundição.

18 A festa dos _pães_ [19] asmos guardarás; sete dias comerás _pães_
asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado do mez de Abib: porque
no mez d’Abib sais-te do Egypto.

19 Tudo [20] o que abre a madre meu _é_, até todo o teu gado, que seja
macho, abrindo a _madre_ de vaccas e d’ovelhas;

20 O burro porém, [21] que abrir a _madre_, resgatarás com [FP] cordeiro:
mas, se o não resgatares, cortar-lhe-has a cabeça: todo o primogenito de
teus filhos resgatarás. E ninguem [22] apparecerá vazio diante de mim.

21 Seis dias obrarás, [23] mas ao setimo dia descançarás: na aradura e na
sega descançarás.

22 Tambem guardarás [24] a festa das semanas, que é a festa das primicias
da sega do trigo, e a festa da colheita á volta do anno.

23 Tres vezes no anno todo o macho entre ti apparecerá [25] perante o
Senhor, Jehovah, Deus d’Israel;

24 Porque eu lançarei fóra as nações de diante de [26] ti, e alargarei o
teu termo: ninguem cubiçará a tua terra, quando subires para apparecer
tres vezes no anno diante do Senhor teu Deus.

25 Não sacrificarás [27] o sangue do meu sacrificio com pão levedado, nem
o sacrificio da festa da paschoa ficará da noite para a manhã.

26 As primicias [28] dos primeiros fructos da tua terra trarás á casa do
Senhor teu Deus: não cozerás [29] o cabrito no leite de sua mãe.

27 Disse mais o Senhor a Moysés: Escreve-te [30] estas palavras: porque
conforme ao teor d’estas palavras tenho feito concerto comtigo e com
Israel.

28 E esteve ali [31] com o Senhor quarenta dias e quarenta noites: não
comeu pão, nem bebeu agua, [32] e escreveu nas taboas as palavras do
concerto, [FQ] os dez mandamentos.


_O rosto de Moysés resplandece._

29 E aconteceu que, descendo Moysés do monte Sinai (e Moysés trazia as
duas taboas [33] do testemunho em sua mão, quando desceu do monte),
Moysés não sabia que a pelle do [34] seu rosto resplandecia, depois que
fallara com elle.

30 Olhando pois Aarão e todos os filhos d’Israel para Moysés, eis que a
pelle do seu rosto resplandecia; pelo que temeram de chegar-se a elle.

31 Então Moysés os chamou, e Aarão e todos os principes da congregação
tornaram-se a elle: e Moysés lhes fallou.

32 Depois chegaram tambem todos os filhos d’Israel: e elle lhes ordenou
tudo [35] o que o Senhor fallára com elle no monte Sinai.

33 Assim acabou Moysés de fallar com elles, e tinha [36] posto um véu
sobre o seu rosto.

34 Porém, entrando [37] Moysés perante o Senhor, para fallar com elle,
tirava o véu até que sahia: e, saido, fallava com os filhos de Israel o
que lhe era ordenado.

35 Assim pois viam os filhos d’Israel o rosto de Moysés, que resplandecia
a pelle do rosto de Moysés: e tornou Moysés a pôr o véu sobre o seu
rosto, até que entrava para fallar com elle.

[1] cap. 32.16, 19. Deu. 10.1.

[2] cap. 19.20 e 24.12.

[3] cap. 19.12.

[4] cap. 33.19. Num. 14.17.

[5] Num. 14.18. II Chr. 30.9. Neh. 9.17. Psa. 86.15. Joel 2.13. Rom. 2.4.

[6] cap. 20.6. Deu. 5.10. Jer. 32.18. Dan. 9.4. Psa. 103.3. Eph. 4.32. I
João 1.9.

[7] Jos. 24.19. Job 10.14. Miq. 6.11. Nah. 1.3.

[8] cap. 33.3, 15, 16.

[9] Psa. 28.9. Jer. 10.16. Zac. 2.12.

[10] Deu. 5.2 e 29.12, 14. II Sam. 7.23. Psa. 77.14.

[11] Deu. 10.21. Psa. 145.6. Isa. 64.3.

[12] Deu. 5.32. cap. 33.2.

[13] cap. 23.32. Deu. 7.2. Jui. 2.2.

[14] cap. 23.24. Deu. 12.3. Jui. 2.2. II Reis 18.4 e 23.14. II Chr. 31.1.

[15] cap. 20.3, 5. Isa. 9.6.

[16] Deu. 31.16. Jui. 2.17. Jer. 3.9. Eze. 6.9. Num. 25.2. Psa. 106.28. I
Cor. 8.4, 7, 10.

[17] Deu. 7.3. I Reis 11.2. Esd. 9.2. Neh. 13.25. Num. 25.1. I Reis 11.4.

[18] Lev. 19.4.

[19] cap. 12.15 e 13.4 e 23.15.

[20] cap. 22.29. Eze. 44.30. Luc. 2.23.

[21] cap. 13.13. Num. 18.15.

[22] cap. 23.15. Deu. 16.16. I Sam. 9.7.

[23] cap. 20.9. Deu. 5.12. Luc. 13.14.

[24] cap. 23.16. Deu. 16.10.

[25] Deu. 16.16.

[26] cap. 33.2. Lev. 18.24. Deu. 7.1. Psa. 78.55. II Chr. 17.10. Pro.
16.7. Act. 18.10.

[27] cap. 23.18 e 12.10.

[28] cap. 23.19. Deu. 26.2, 10.

[29] Deu. 14.21.

[30] ver. 10. Deu. 4.13 e 31.9.

[31] cap. 24.18. Deu. 9.9, 18.

[32] ver. 1. cap. 31.18 e 32.16.

[33] cap. 32.15.

[34] Mat. 17.2. II Cor. 3.7, 13.

[35] cap. 24.3.

[36] II Cor. 3.13.

[37] II Cor. 3.16.



_O sabbado e as offertas para o tabernaculo._

35 Então fez Moysés ajuntar toda a congregação dos filhos d’Israel, e
disse-lhes: Estas [1] _são_ as palavras que o Senhor ordenou que se
fizessem.

2 Seis dias [2] se trabalhará, mas o setimo dia vos será sancto, o
sabbado do repouso ao Senhor: todo aquelle que fizer obra n’elle morrerá.

3 Não accendereis [3] fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do
sabbado.

4 Fallou mais Moysés a toda a congregação dos filhos d’Israel, dizendo:
[4] Esta é a palavra que o Senhor ordenou, dizendo:

5 Tomae, do que vós tendes, uma offerta para o Senhor: [5] cada um, cujo
coração é voluntariamente disposto, a trará por offerta alçada ao Senhor;
oiro, e prata, e cobre,

6 Como tambem azul, e purpura, e carmezim, e linho fino, e _pellos_ de
cabras.

7 E pelles de carneiros, tintas de vermelho, e pelles de teixugos,
madeira _de_ sittim,

8 E azeite para a luminaria, e especiarias para o [6] azeite da uncção, e
para o incenso aromatico,

9 E pedras sardonicas, e pedras d’engaste, para o ephod e para o peitoral.

10 E todos os sabios de coração entre vós [7] virão, e farão tudo o que o
Senhor tem mandado:

11 O tabernaculo, [8] a sua tenda, e a sua coberta, os seus colchetes, e
as suas taboas, as suas barras, as suas columnas, e as suas bases,

12 A arca [9] e os seus varaes, o propiciatorio e o véu da coberta,

13 A mesa, [10] e os seus varaes, e todos os seus vasos; e os pães da
proposição,

14 E o castiçal [11] da luminaria, e os seus vasos, e as suas lampadas, e
o azeite para a luminaria,

15 E o altar do incenso [12] e os seus varaes, e o azeite da uncção, e o
incenso aromatico, e a coberta da porta á entrada do tabernaculo,

16 O altar do [13] holocausto, e o crivo de cobre _que terá_ seus varaes,
e todos os seus vasos, a pia e a sua base,

17 As cortinas do pateo, [14] as suas columnas e as suas bases, e a
coberta da porta do pateo,

18 As estacas do tabernaculo, e as estacas do pateo, e as suas cordas,

19 Os vestidos [15] do ministerio para ministrar no sanctuario, os
vestidos sanctos d’Aarão o sacerdote, e os vestidos de seus filhos, para
administrarem o sacerdocio.


_A promptidão do povo em trazer offertas._

20 Então toda a congregação dos filhos d’Israel saiu de diante de Moysés,

21 E veiu todo o homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquelle cujo
espirito voluntariamente o excitou, e trouxeram a [16] offerta alçada ao
Senhor para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e
para os vestidos sanctos.

22 Assim que vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração:
trouxeram fivelas, e pendentes, e anneis, e braceletes, todo o vaso
d’oiro; e todo o homem offerecia offerta d’oiro ao Senhor;

23 E todo o homem que se achou com [17] azul, e purpura, e carmezim,
e linho fino, e _pellos_ de cabras, e pelles de carneiro tintas de
vermelho, e pelles de teixugos, os trazia;

24 Todo aquelle que offerecia offerta alçada de prata ou de metal, a
trazia por offerta alçada ao Senhor; e todo aquelle que se achava com
madeira de sittim, a trazia para toda a obra do serviço.

25 E todas as mulheres [18] sabias de coração fiavam com as suas mãos, e
traziam o fiado, o azul e a purpura, o carmezim e o linho fino.

26 E todas as mulheres, cujo coração as moveu em sabedoria, fiavam os
_pellos_ das cabras.

27 E os principes [19] traziam pedras sardonicas, e pedras d’engastes
para o ephod e para o peitoral,

28 E especiarias, [20] e azeite para a luminaria, e para o azeite da
uncção, e para o incenso aromatico.

29 Todo o homem e mulher, cujo coração voluntariamente se moveu a trazer
_alguma [21] coisa_ para toda a obra que o Senhor ordenara se fizesse
pela mão de Moysés, _aquillo_ trouxeram os filhos de Israel por offerta
voluntaria ao Senhor.


_Deus chama Bezaleel e Aholiab._

30 Depois disse Moysés aos filhos de Israel: Eis que o Senhor [22] tem
chamado por nome a Bezaleel, o filho de Uri, filho de Ur, da tribu de
Judah.

31 E o espirito de Deus o encheu de sabedoria, entendimento e sciencia em
todo o artificio,

32 E para inventar invenções, para trabalhar em oiro, e em prata, e em
cobre,

33 E em artificio de pedras para engastar, e em artificio de madeira para
obrar em toda a obra esmerada.

34 Tambem lhe tem dado no seu coração para ensinar _a outros_: a elle e a
[23] Aholiab, o filho de Ahisamach, da tribu de Dan.

35 Encheu-os de [24] sabedoria do coração, para fazer toda a obra de
mestre, e a mais engenhosa, e do bordador, em azul, e em purpura,
em carmezim, e em linho fino, e do tecelão: fazendo toda a obra, e
inventando invenções.

[1] cap. 34.32.

[2] cap. 20.9. Lev. 23.3. Num. 15.32. Deu. 5.12. Luc. 13.14.

[3] cap. 16.23.

[4] cap. 25.1, 2.

[5] cap. 25.2.

[6] cap. 25.6.

[7] cap. 31.6.

[8] cap. 26.1, 2, etc.

[9] cap. 25.10, etc.

[10] cap. 25.23, 30. Lev. 24.5, 6.

[11] cap. 25.31, etc.

[12] cap. 30.1, 23, 34.

[13] cap. 27.1.

[14] cap. 27.9.

[15] cap. 31.10 e 39.1, 41. Num. 4.5, 6, etc.

[16] ver. 5. cap. 25.2 e 36.2. I Chr. 28.2, 9. Esd. 7.27. II Cor. 8.12 e
9.7.

[17] I Chr. 29.8.

[18] cap. 28.3 e 31.6 e 36.1. II Reis 23.7. Pro. 31.19.

[19] I Chr. 29.6. Esd. 2.68.

[20] cap. 30.23.

[21] ver. 21. I Chr. 29.9.

[22] cap. 31.2, etc.

[23] cap. 31.6.

[24] ver. 31. cap. 31.3. I Reis 7.14. Isa. 28.26.



36 Assim obraram Bezaleel e Aholiab, e todo o homem [1] sabio de coração,
a quem o Senhor déra sabedoria e intelligencia, para saber como haviam de
fazer toda a obra para o serviço do [2] sanctuario, conforme a tudo o que
o Senhor tinha ordenado.


_Moysés entrega aos obreiros as offertas do povo._

2 Porque Moysés chamara a Bezaleel e a Aholiab, e a todo o homem sabio de
coração, em cujo coração Deus tinha dado sabedoria: a todo aquelle [3] a
quem o seu coração movera que se chegasse á obra para fazel-a.

3 Tomaram pois de diante de Moysés toda a offerta alçada, que trouxeram
os filhos de Israel para a obra [4] do serviço do sanctuario, para
fazel-a, e ainda elles lhe traziam cada manhã offerta voluntaria.

4 E vieram todos os sabios, que faziam toda a obra do sanctuario, cada um
da obra que elles faziam,

5 E fallaram a Moysés, dizendo: O povo [5] traz muito mais do que basta
para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse.

6 Então mandou Moysés que fizessem passar uma voz pelo arraial, dizendo:
Nenhum homem nem mulher faça mais obra alguma para a offerta alçada do
sanctuario. Assim o povo foi prohibido de trazer _mais_,

7 Porque tinham materia bastante para toda a obra que havia de fazer-se,
e ainda sobejava.

8 Assim todo o sabio [6] de coração, entre os que faziam a obra, fez
o tabernaculo de dez cortinas, de linho fino torcido, e de azul, e de
purpura, e de carmezim, _com_ cherubins; da obra mais esmerada as fez.

9 O comprimento de uma cortina _era_ de vinte e oito covados, e a largura
de outra cortina de quatro covados: todas as cortinas _tinham_ uma mesma
medida.

10 E elle ligou cinco cortinas uma com a outra; e _outras_ cinco cortinas
ligou uma com outra.

11 Depois fez laçadas de azul na borda de uma cortina, á extremidade, na
juntura: assim tambem fez na borda, á extremidade da juntura da segunda
cortina.

12 Cincoenta laçadas fez [7] n’uma cortina, e cincoenta laçadas fez
n’uma extremidade da cortina, que se ligava com a segunda: estas laçadas
travavam uma com a outra.

13 Tambem fez cincoenta colchetes de oiro, e com estes colchetes uniu as
cortinas uma com a outra; e foi feito assim um tabernaculo.

14 Fez tambem cortinas [8] de _pellos de_ cabras para a tenda sobre o
tabernaculo: de onze cortinas as fez.

15 O comprimento de uma cortina era de trinta covados, e a largura de uma
cortina de quatro covados: estas onze cortinas tinham uma mesma medida.

16 E elle uniu cinco cortinas á parte, e seis cortinas á parte,

17 E fez cincoenta laçadas na borda da ultima cortina, na juntura: tambem
fez cincoenta laçadas na borda da cortina, na outra juntura.

18 Fez tambem cincoenta colchetes de metal, para ajuntar a tenda, para
que fosse uma.


_A coberta de pelles e as taboas._

19 Fez tambem [9] para a tenda uma coberta de pelles de carneiros, tintas
de vermelho; e por cima uma coberta de pelles de teixugos.

20 Tambem fez [10] taboas levantadas para o tabernaculo, de madeira _de_
sittim.

21 O comprimento de uma taboa _era_ de dez covados, e a largura de cada
taboa _era_ de um covado e meio.

22 Cada taboa tinha duas coiceiras, pregadas uma com a outra: assim fez
com todas as taboas do tabernaculo.

23 Assim pois fez as taboas para o tabernaculo: vinte taboas para a banda
do sul ao meio dia:

24 E fez quarenta bases de prata debaixo das vinte taboas: duas bases
debaixo de uma taboa ás suas duas coiceiras, e duas bases de baixo
d’outra taboa ás suas duas coiceiras.

25 Tambem fez vinte taboas ao outro lado do tabernaculo da banda do norte,

26 Com as suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma taboa,
e duas bases debaixo de outra taboa.

27 E ao lado do tabernaculo para o occidente fez seis taboas.

28 Fez tambem duas taboas para os cantos do tabernaculo aos dois lados,

29 As quaes estavam juntas debaixo, e tambem se ajuntavam por cima com
uma argola: assim fez com ellas ambas nos dois cantos.

30 Assim eram oito taboas com as suas bases de prata, _a saber_, dezeseis
bases: duas bases debaixo de cada taboa.

31 Fez tambem barras [11] de madeira de sittim: cinco para as taboas d’um
lado do tabernaculo,

32 E cinco barras para as taboas do outro lado do tabernaculo; e _outras_
cinco barras para as taboas do tabernaculo d’ambas as bandas do occidente.

33 E fez que a barra do meio passasse pelo meio das taboas d’uma
extremidade até á outra.

34 E cobriu as taboas d’oiro, e as suas argolas (os logares das barras)
fez d’oiro: as barras tambem cobriu d’oiro.


_Os véus e as columnas._

35 Depois fez o véu [12] d’azul, e de purpura, e de carmezim, e de linho
fino torcido; d’obra esmerada o fez _com_ cherubins.

36 E fez-lhe quatro columnas de _madeira de_ sittim, e as cobriu d’oiro:
e seus colchetes fez d’oiro, e fundiu-lhe quatro bases de prata.

37 Fez tambem [13] para a porta da tenda o véu d’azul, e de purpura, e de
carmezim, e de linho fino torcido, da obra do bordador,

38 Com as suas cinco columnas e os seus colchetes; e as suas cabeças e as
suas molduras cobriu d’oiro: e as suas cinco bases _eram_ de cobre.

[1] cap. 28.3, 35.10, 35.

[2] cap. 25.8.

[3] cap. 35.21, 26. I Chr. 29.5.

[4] cap. 35.27.

[5] II Cor. 8.2.

[6] cap. 26.1.

[7] cap. 26.5.

[8] cap. 26.7.

[9] cap. 26.14.

[10] cap. 26.15.

[11] cap. 26.26.

[12] cap. 26.31.

[13] cap. 26.36.



_A arca._

37 Fez tambem Bezaleel [1] a arca de madeira _de_ sittim: o seu
comprimento _era_ de dois covados e meio; e a sua largura d’um covado e
meio; e a sua altura d’um covado e meio.

2 E cobriu-a d’oiro puro por dentro e por fóra; e fez-lhe uma corôa
d’oiro ao redor;

3 E fundiu-lhe quatro argolas d’oiro aos seus quatro cantos, n’um lado
duas, e no outro lado duas argolas;

4 E fez varaes de madeira _de_ sittim, e os cobriu d’oiro;

5 E metteu os varaes pelas argolas aos lados da arca, para levar a arca.


_O propiciatorio._

6 Fez tambem [2] d’oiro puro o propiciatorio: o seu comprimento _era_ de
dois covados e meio, e a sua largura d’um covado e meio.

7 Fez tambem dois cherubins d’oiro; d’obra batida os fez, ás duas
extremidades do propiciatorio;

8 Um cherubim a uma extremidade d’esta banda, e o outro cherubim á
_outra_ extremidade da outra banda: do _mesmo_ propiciatorio fez _sair_
os cherubins ás duas extremidades d’elles.

9 E os cherubins estendiam as azas por cima, cobrindo com as suas azas o
propiciatorio: e os seus rostos estavam defronte um do outro: os rostos
dos cherubins estavam _virados_ para o propiciatorio.


_A mesa._

10 Fez tambem [3] a mesa de madeira _de_ sittim: o seu comprimento _era_
de dois covados, e a sua largura d’um covado, e a sua altura d’um covado
e meio.

11 E cobriu-a d’oiro puro, e fez-lhe uma corôa d’oiro ao redor.

12 Fez-lhe tambem uma moldura da largura d’uma mão ao redor: e fez uma
corôa d’oiro ao redor da sua moldura.

13 Fundiu-lhe tambem quatro argolas d’oiro; e poz as argolas aos quatro
cantos que _estavam_ aos seus quatro pés.

14 Defronte da moldura estavam as argolas para os logares dos varaes,
para levar a mesa.

15 Fez tambem os varaes de madeira _de_ sittim, e os cobriu d’oiro, para
levar a mesa.

16 E fez os vasos que _haviam de estar_ sobre a mesa, os seus pratos, e
[4] as suas colheres, e as suas escudelas, e as suas [FR] cobertas, com
que se haviam de cobrir, d’oiro puro.


_O castiçal._

17 Fez tambem [5] o castiçal de oiro puro: d’obra batida fez este
castiçal: o seu pé, e as suas canas, os seus copos, as suas maçãs, e as
suas flôres do mesmo.

18 Seis canas sahiam dos seus lados: tres canas do castiçal, de um lado
d’elle, e tres canas do castiçal, d’outro lado.

19 N’uma cana _estavam_ tres copos a modo d’amendoas, uma maçã e uma
flôr: e n’outra cana tres copos a modo d’amendoas, uma maçã e uma flôr:
assim para as seis canas que sahiam do castiçal.

20 Mas no mesmo castiçal _havia_ quatro copos a modo d’amendoas com as
suas maçãs e com as suas flôres.

21 E _era_ uma maçã debaixo de duas canas do mesmo; e _outra_ maçã
debaixo de duas canas do mesmo; e mais uma maçã debaixo de duas canas do
mesmo: _assim se fez_ para as seis canas, que sahiam d’elle.

22 As suas maçãs e as suas canas eram do mesmo: tudo _era_ uma obra
batida de oiro puro.

23 E fez-lhe sete lampadas: os seus [FS] espivitadores e os seus [FT]
apagadores _eram_ d’oiro puro.

24 D’um talento d’oiro puro o fez, e todos os seus vasos.

25 E fez o altar [6] do incenso de madeira _de_ sittim: d’um covado _era_
o seu comprimento, e de um covado a sua largura, quadrado; e de dois
covados a sua altura: d’elle mesmo eram _feitos_ os seus cornos.

26 E cobriu-o de oiro puro, a sua coberta, e as suas paredes ao redor, e
os seus cornos: e fez-lhe uma corôa de oiro ao redor.

27 Fez-lhe tambem duas argolas de oiro debaixo da sua corôa, e os seus
dois cantos, d’ambos os seus lados, para os logares dos varaes, para
leval-o com elles.

28 E os varaes fez de madeira _de_ sittim, e os cobriu de oiro.

29 Tambem fez [7] o azeite sancto da uncção, e o incenso aromatico, puro,
de obra do perfumista.

[1] cap. 25.10.

[2] cap. 25.17.

[3] cap. 25.23.

[4] cap. 25.29.

[5] cap. 25.31.

[6] cap. 30.1.

[7] cap. 30.23, 34.



_O altar do holocausto._

38 Fez tambem [1] o altar do holocausto de madeira _de_ sittim: de cinco
covados _era_ o seu comprimento, e de cinco covados a sua largura,
quadrado; e de tres covados a sua altura.

2 E fez-lhe os seus cornos aos seus quatro cantos; do mesmo eram os seus
cornos; e cobriu-o de cobre.

3 Fez tambem todos os vasos do altar: os caldeirões, e as pás, e as
bacias, e os garfos, e os brazeiros: todos os seus vasos fez de cobre.

4 Fez tambem ao altar um crivo de cobre, de obra de rede, no seu cerco
debaixo, até ao meio d’elle.

5 E fundiu quatro argolas ás quatro extremidades do crivo de cobre, para
os logares dos varaes.

6 E fez os varaes de madeira _de_ sittim, e os cobriu de cobre.

7 E metteu os varaes pelas argolas aos lados do altar, para leval-o com
elles: fel-o oco de taboas.

8 Fez tambem a [2] pia de cobre com a sua base de cobre, dos espelhos das
_mulheres_ que se ajuntavam, ajuntando-se á porta da tenda da congregação.


_O pateo._

9 Fez tambem o [3] pateo da banda do meio dia ao sul: as cortinas do
pateo _eram_ de linho fino torcido, de cem covados.

10 As suas vinte columnas e as suas vinte bases _eram_ de cobre: os
colchetes d’estas columnas e as suas molduras _eram_ de prata;

11 E da banda do norte _cortinas_ de cem covados; as suas vinte columnas
e as suas vinte bases _eram_ de cobre, os colchetes das columnas e as
suas molduras _eram_ de prata.

12 E da banda do occidente cortinas de cincoenta covados, as suas
columnas dez, e as suas bases dez: os colchetes das columnas e as suas
molduras _eram_ de prata.

13 E da banda oriental, ao oriente, _cortinas_ de cincoenta covados.

14 As cortinas d’esta banda _da porta eram_ de quinze covados: as suas
columnas tres e as suas bases tres.

15 E da outra banda da porta do pateo de ambos os lados _eram_ cortinas
de quinze covados: as suas columnas tres e as suas bases tres.

16 Todas as cortinas do pateo ao redor _eram_ de linho fino torcido.

17 E as bases das columnas _eram_ de cobre: os colchetes das columnas e
as suas molduras _eram_ de prata; e a coberta das suas cabeças de prata;
e todas as columnas do pateo _eram_ cingidas de prata.

18 E a coberta da porta do pateo _era_ de obra de bordador, de azul, e de
purpura, e de carmezim, e de linho fino torcido; e o comprimento _era_
de vinte covados, e a altura, na largura, de cinco covados, defronte das
cortinas do pateo.

19 E as suas quatro columnas e as suas quatro bases _eram_ de cobre,
os seus colchetes de prata, e a coberta das suas cabeças, e as suas
molduras, de prata.

20 E todas as [4] estacas do tabernaculo e do pateo ao redor _eram_ de
cobre.


_A numeração das coisas do tabernaculo._

21 Esta _é_ a numeração das coisas contadas [5] do tabernaculo do
testemunho, que por ordem de Moysés foram contadas _para_ o ministerio
dos levitas por mão [6] de Ithamar, filho de Aarão o sacerdote.

22 Fez pois Bezaleel, [7] o filho de Uri, filho de Hur, da tribu de
Judah, tudo quanto o Senhor tinha ordenado a Moysés.

23 E com elle Aholiab, o filho de Ahisamach, da tribu de Dan, um mestre
de obra, e engenhoso artifice, e bordador em azul, e em purpura e em
carmezim e em linho fino.

24 Todo o oiro gasto na obra, em toda a obra do sanctuario, a saber,
o oiro da offerta, _foi_ vinte e nove talentos e setecentos e trinta
siclos, [8] conforme ao siclo do Sanctuario;

25 E a prata dos arrolados da congregação _foi_ cem talentos e mil e
setecentos e setenta e cinco siclos, conforme ao siclo do sanctuario;

26 Um beca por _cada_ cabeça, _isto é_, meio siclo, [9] conforme ao siclo
do sanctuario: de qualquer que passava aos arrolados, da edade de vinte
annos e acima, _que foram_ seiscentos e tres mil e quinhentos e cincoenta.

27 E houve cem talentos de prata para fundir as bases do sanctuario e as
bases do véu: para cem bases _eram_ cem talentos; um talento para cada
base.

28 Mas dos mil e setecentos e setenta _siclos_ fez os colchetes das
columnas, e cobriu as suas cabeças, e as cingiu de molduras.

29 E o cobre da offerta _foi_ setenta talentos e dois mil e quatrocentos
siclos.

30 E d’elle fez as bases da porta da tenda da congregação e o altar de
cobre, e o crivo de cobre e todos os vasos do altar,

31 E as bases do pateo ao redor, e as bases da porta do pateo, e todas as
estacas do tabernaculo e todas as estacas do pateo ao redor.

[1] cap. 27.1.

[2] cap. 30.18.

[3] cap. 27.9.

[4] cap. 27.19.

[5] Num. 1.50, 53 e 9.15 e 10.11 e 17.7, 8 e 18.2. II Chr. 24.6. Act.
7.44.

[6] Num. 4.28, 33.

[7] cap. 31.2, 6.

[8] cap. 30.13, 24. Lev. 5.15 e 27.3, 25. Num. 3.47 e 18.16.

[9] cap. 26.19, 21, 25, 32.



_As vestes dos Sacerdotes._

39 Fizeram tambem [1] os vestidos do ministerio, para ministrar no
sanctuario de azul, e de purpura e de carmezim: tambem fizeram [2] os
vestidos sanctos, para Aarão, [3] como o Senhor ordenara a Moysés.

2 Assim fez o ephod [4] de oiro, de azul, e de purpura, e de carmezim e
de linho fino torcido.

3 E estenderam as laminas de oiro, e as cortaram em fios, para entretecer
entre o azul, e entre a purpura, e entre o carmezim, e entre o linho fino
da obra mais esmerada.

4 Fizeram n’elle hombreiras que se ajuntassem: ás suas duas pontas se
ajuntava.

5 E o cinto [FU] de artificio do ephod, que _estava_ sobre elle, _era_
conforme á sua obra, do mesmo, de oiro, de azul, e de purpura, e de
carmezim, e de linho fino torcido, como o Senhor ordenara a Moysés.

6 Tambem prepararam as [5] pedras sardonicas, engastadas em oiro,
lavradas com gravuras de sêllo, com os nomes dos filhos de Israel,

7 E as poz sobre as hombreiras do ephod _por_ pedras [6] de memoria para
os filhos de Israel, como o Senhor ordenara a Moysés.

8 Fez tambem [7] o peitoral de obra de artifice, como a obra do ephod, de
oiro, de azul, e de purpura, e de carmezim, e de linho fino torcido.

9 Quadrado era; dobrado fizeram o peitoral: o seu comprimento _era_ de um
palmo, e a sua largura de um palmo dobrado.

10 E engastaram n’elle [8] quatro ordens de pedras: uma ordem de uma
sardia, de um topazio, e de um carbunculo; esta _é_ a primeira ordem:

11 E a segunda ordem de uma esmeralda, de uma saphira e de um diamante:

12 E a terceira ordem de um jacinto, de uma agatha, e de uma amethista:

13 E a quarta ordem de uma turqueza, e de uma sardonica, e de um jaspe,
engastadas nos seus engastes de oiro.

14 Estas pedras pois eram segundo os nomes dos filhos de Israel, doze
segundo os seus nomes; de gravura de sêllo, cada um com o seu nome,
segundo as doze tribus.

15 Tambem fizeram para o peitoral cadeiasinhas de egual medida, obra de
trança, de oiro puro.

16 E fizeram dois engastes de oiro e duas argolas de oiro; e pozeram as
duas argolas nas duas extremidades do peitoral.

17 E pozeram as duas cadeiasinhas de trança de oiro nas duas argolas, nas
duas extremidades do peitoral.

18 E as _outras_ duas pontas das duas _cadeiasinhas_ de trança pozeram
nos dois engastes: e as pozeram sobre as hombreiras do ephod, defronte
d’elle.

19 Fizeram tambem duas argolas de oiro, que pozeram nas _outras_ duas
extremidades do peitoral, na sua borda que _estava_ junto ao ephod por
dentro.

20 Fizeram mais [9] duas argolas de oiro, que pozeram nas duas hombreiras
do ephod, debaixo, defronte d’elle, defronte da sua juntura, sobre o
cinto d’artificio do ephod.

21 E ligaram o peitoral com as suas argolas ás argolas do ephod com um
cordão de azul, para que estivesse sobre o cinto de artificio do ephod, e
o peitoral não se apartasse do ephod, como o Senhor ordenara a Moysés.

22 E fez o manto do ephod de obra torcida, todo de azul.

23 E [FV] o collar do [10] manto _estava_ no meio d’elle, como collar
de saia de malha: este collar tinha uma borda em volta, para que se não
rompesse.

24 E nas bordas do manto fizeram romãs de azul, e de purpura, e de
carmezim, _a fio_ torcido.

25 Fizeram tambem as campainhas de oiro puro, [11] pondo as campainhas no
meio das romãs nas bordas da capa, em roda, entre as romãs:

26 Uma campainha e uma romã, _outra_ campainha e _outra_ romã, nas bordas
do manto á roda: para ministrar, como o Senhor ordenara a Moysés.

27 Fizeram tambem [12] as tunicas de linho fino, de obra tecida, para
Aarão e para seus filhos,

28 E a mitra [13] de linho fino, e o ornato das tiaras de linho fino, e
os calções de linho fino torcido,

29 E o cinto de linho fino torcido, e de azul, e de purpura, e de
carmezim, de obra de bordador, como o Senhor ordenara a Moysés.

30 Fizeram tambem [14] a folha da [FW] corôa de sanctidade de oiro puro,
e n’ella escreveram o escripto como de gravura de sêllo: [FX] SANCTIDADE
AO SENHOR.

31 E ataram-n’o com um cordão de azul, para a atar á mitra em cima, como
o Senhor ordenara a Moysés.

32 Assim se acabou toda a obra do tabernaculo da tenda da congregação; e
os filhos de Israel fizeram [15] conforme a tudo o que o Senhor ordenara
a Moysés; assim o fizeram.


_O tabernaculo é entregue a Moysés._

33 Depois trouxeram a Moysés o tabernaculo, a tenda e todos os seus
vasos; os seus colchetes, as suas taboas, os seus varaes, e as suas
columnas, e as suas bases;

34 E a coberta de pelles de carneiro tintas de vermelho, e a coberta de
pelles de teixugos, e o véu da coberta;

35 A arca do testemunho, e os seus varaes, e o propiciatorio:

36 A mesa com todos os seus vasos, e os pães da proposição;

37 O castiçal puro com suas lampadas, as lampadas da ordenança, e todos
os seus vasos, e o azeite para a luminaria;

38 Tambem o altar de oiro, e o azeite da uncção, e o incenso aromatico, e
a coberta da porta da tenda;

39 O altar de cobre, e o seu crivo de cobre, os seus varaes, e todos os
seus vasos, a pia, e a sua base;

40 As cortinas do pateo, as suas columnas, e as suas bases, e a coberta
da porta do pateo, as suas cordas, e os seus pregos, e todos os vasos do
serviço do tabernaculo, para a tenda da congregação;

41 Os vestidos do ministerio para ministrar no sanctuario; os sanctos
vestidos de Aarão o sacerdote, e os vestidos dos seus filhos, para
administrarem o sacerdocio.

42 Conforme a tudo o que o Senhor ordenara a Moysés, assim fizeram [16]
os filhos de Israel toda a obra.

43 Viu pois Moysés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o Senhor
ordenara, assim a fizeram: então Moysés [17] os abençoou.

[1] cap. 35.23.

[2] cap. 31.10 e 35.19.

[3] cap. 28.4.

[4] cap. 28.6.

[5] cap. 28.9.

[6] cap. 28.12.

[7] cap. 28.15.

[8] cap. 28.17, etc.

[9] cap. 28.31.

[10] cap. 28.33.

[11] cap. 28.33.

[12] cap. 28.4, 39, 40, 42. Eze. 44.18.

[13] cap. 28.39.

[14] cap. 28.36, 37.

[15] ver. 42, 43. cap. 25.40.

[16] cap. 35.10.

[17] Lev. 9.22, 23. Num. 6.23. Jos. 22.6. II Sam. 6.18. I Reis 8.14. II
Chr. 30.27.



_Deus manda Moysés levantar o tabernaculo._

40 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 No primeiro mez, [1] no primeiro dia do mez, levantarás [2] o
tabernaculo da tenda da congregação,

3 E porás [3] _n’elle_ a arca do testemunho, e cobrirás a arca com o véu.

4 Depois metterás [4] _n’elle_ a mesa, e porás em ordem o que se deve pôr
em ordem n’ella; tambem metterás [5] _n’elle_ o castiçal, e accenderás as
suas lampadas.

5 E porás [6] o altar de oiro para o incenso diante da arca do
testemunho: então pendurarás a coberta da porta do tabernaculo.

6 Porás tambem o altar do holocausto diante da porta do tabernaculo da
tenda da congregação.

7 E porás a [7] pia entre a tenda da congregação e o altar, e n’ella
porás agua.

8 Depois porás o pateo ao redor, e pendurarás a coberta á porta do pateo.

9 Então tomarás o azeite da [8] uncção, e ungirás o tabernaculo, e tudo
o que _ha_ n’elle: e o sanctificarás com todos os seus vasos, e será
sancto.

10 Ungirás tambem o altar do holocausto, e todos os seus vasos; e
sanctificarás o altar; e o altar será uma coisa sanctissima.

11 Então ungirás a pia e a sua base, [9] e a sanctificarás.

12 Farás tambem chegar a [10] Aarão e a seus filhos á porta da tenda da
congregação; e os lavarás com agua.

13 E vestirás a Aarão os vestidos sanctos, [11] e o ungirás, e o
sanctificarás, para que me administre o sacerdocio.

14 Tambem farás chegar a seus filhos, e lhes vestirás as tunicas,

15 E os ungirás como ungiste a seu pae, para que me administrem o
sacerdocio, e a sua uncção lhes será por sacerdocio perpetuo nas suas
gerações.

16 E fel-o Moysés: conforme a tudo o que o Senhor lhe ordenou, assim o
fez.


_O tabernaculo é levantado._

17 E aconteceu no mez primeiro, no anno segundo, ao primeiro do mez, que
o tabernaculo foi [12] levantado;

18 Porque Moysés levantou o tabernaculo, e poz as suas bases, e armou as
suas taboas, e metteu n’elle os seus varaes, e levantou as suas columnas;

19 E estendeu a tenda sobre o tabernaculo, e poz a coberta da tenda sobre
ella, em cima, como o Senhor ordenara a Moysés.

20 Tomou o testemunho, [13] e pôl-o na arca, e metteu os varaes á arca; e
poz o propiciatorio sobre a arca, em cima.

21 E levou a arca no tabernaculo, [14] e pendurou o véu da cobertura, e
cobriu a arca do testemunho, como o Senhor ordenara a Moysés.

22 Poz tambem [15] a mesa na tenda da congregação, ao lado do tabernaculo
para o norte, fóra do véu,

23 E sobre ella poz em ordem [16] o pão perante o Senhor, como o Senhor
ordenara a Moysés.

24 Poz tambem na tenda da congregação [17] o castiçal defronte da mesa,
ao lado do tabernaculo para o sul,

25 [18] E accendeu as lampadas perante o Senhor, como o Senhor ordenara a
Moysés.

26 E poz o altar d’oiro [19] na tenda da congregação, diante do véu,

27 E accendeu sobre [20] elle o incenso d’especiarias aromaticas, como o
Senhor ordenara a Moysés.

28 Pendurou tambem [21] a coberta da porta do tabernaculo,

29 E poz o altar do [22] holocausto á porta do tabernaculo da tenda
da congregação, e [23] offereceu sobre elle holocausto e offerta de
manjares, como o Senhor ordenara a Moysés.

30 Poz tambem [24] a pia entre a tenda da congregação e o altar, e
derramou agua n’ella, para lavar.

31 E Moysés, e Aarão e seus filhos lavaram n’ella as suas mãos e os seus
pés.

32 Quando entravam na tenda da congregação, e quando chegavam ao altar,
[25] lavavam-se, como o Senhor ordenara a Moysés.

33 Levantou tambem o [26] pateo ao redor do tabernaculo e do altar, e
pendurou a coberta da porta do pateo. Assim Moysés acabou a obra.


_A nuvem cobre o tabernaculo._

34 Então a nuvem [27] cobriu a tenda da congregação, e a gloria do Senhor
encheu o tabernaculo;

35 De maneira que Moysés não [28] podia entrar na tenda da congregação,
porquanto a nuvem ficava sobre elle, e a gloria do Senhor enchia o
tabernaculo.

36 Quando pois a nuvem [29] se levantava de sobre o tabernaculo, então os
filhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas.

37 Se a nuvem porém não se levantava, não [30] caminhavam, até ao dia em
que ella se levantava;

38 Porquanto a [31] nuvem do Senhor _estava_ de dia sobre o tabernaculo,
e o fogo estava de noite sobre elle, perante os olhos de toda a casa
d’Israel, em todas as suas jornadas.

[1] cap. 12.2 e 13.4.

[2] ver. 17. cap. 26.1, 30.

[3] ver. 21. cap. 26.33. Num. 4.5.

[4] ver. 22. cap. 26.35. ver. 23. cap. 25.30. Lev. 24.5, 6.

[5] ver. 24, 25.

[6] ver. 26.

[7] ver. 30. cap. 30.18.

[8] cap. 30.26.

[9] cap. 29.36, 37.

[10] Lev. 8.1, 13.

[11] cap. 28.41. Num. 25.13.

[12] ver. 1. Num. 7.1.

[13] cap. 25.16.

[14] cap. 26.33 e 35.12.

[15] cap. 26.35.

[16] ver. 4.

[17] cap. 26.35.

[18] ver. 4. cap. 25.37.

[19] ver. 5. cap. 30.6.

[20] cap. 30.7.

[21] ver. 5. cap. 26.36.

[22] ver. 6.

[23] cap. 29.38, etc.

[24] ver. 7. cap. 30.18.

[25] cap. 30.19, 20.

[26] ver. 8. cap. 27.9, 16.

[27] cap. 29.43. Lev. 16.2. Num. 9.15. II Reis 8.10, 11. II Chr. 5.13 e
7.2. Isa. 6.4. Agg. 2.7, 9. Apo. 15.8.

[28] II Chr. 5.14.

[29] Num. 9.17 e 10.11. Neh. 9.19.

[30] Num. 9.19, 22.

[31] cap. 13.21. Num. 9.15.



O TERCEIRO LIVRO DE MOYSÉS CHAMADO LEVITICO.



_Os holocaustos._

[Antes de Christo 1490]

1 E chamou [1] o Senhor a Moysés, e fallou com elle da [2] tenda da
congregação, dizendo:

2 Falla aos filhos d’Israel, e dize-lhes: [3] Quando algum de vós
offerecer offerta ao Senhor, offerecereis as vossas offertas de gado, de
vaccas e d’ovelhas.

3 Se a sua offerta _fôr_ [FY] holocausto de gado, offerecerá macho [4]
sem mancha: á porta da tenda da congregação a offerecerá, [FZ] de sua
propria vontade, perante o Senhor.

4 E porá a [5] sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja
acceito por elle, [6] para a sua expiação.

5 Depois degolará [7] o bezerro perante o Senhor; e os filhos de Aarão,
os sacerdotes, offerecerão o sangue, [8] e espargirão o sangue á roda
sobre o altar que _está diante_ da porta da tenda da congregação.

6 Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus pedaços.

7 E os filhos d’Aarão, os sacerdotes, porão fogo [9] sobre o altar, pondo
em ordem a lenha sobre o fogo.

8 Tambem os filhos d’Aarão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a
cabeça e o redenho sobre a lenha que _está_ no fogo em cima do altar;

9 Porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-hão com agua; e o
sacerdote tudo _isto_ queimará sobre o altar: holocausto _é_, offerta
queimada, [10] de cheiro suave ao Senhor.

10 E se a sua offerta _fôr_ de gado miudo, d’ovelhas ou de cabras, para
holocausto, offerecerá macho [11] sem mancha,

11 E o degolará ao lado do altar para a banda do norte [12] perante o
Senhor; e os filhos de Aarão, os sacerdotes, espargirão o seu sangue á
roda sobre o altar.

12 Depois o partirá nos seus pedaços, como tambem a sua cabeça e o seu
redenho: e o sacerdote os porá em ordem sobre a lenha que _está_ no fogo
sobre o altar.

13 Porém a fressura e as pernas lavar-se-hão com agua; e o sacerdote tudo
offerecerá, e o queimará sobre o altar; holocausto _é_, offerta queimada,
de cheiro suave ao Senhor.

14 E se a sua offerta ao Senhor _fôr_ holocausto d’aves, offerecerá a sua
offerta de rolas [13] ou de pombinhos;

15 E o sacerdote a offerecerá sobre o altar, e lhe torcerá o pescoço com
a sua unha, e _a_ queimará sobre o altar; e o seu sangue será espremido
na parede do altar;

16 E o seu papo com as suas pennas tirará e o lançará junto [14] ao
altar, para a banda do oriente, no logar da cinza;

17 E fendel-a-ha com as suas azas, _porém_ não a partirá; [15] e o
sacerdote a queimará em cima do altar sobre a lenha que _está_ no fogo:
holocausto _é_, offerta [16] queimada de cheiro suave ao Senhor.

[1] Exo. 19.3.

[2] Exo. 40.34, 35. Num. 12.4, 5.

[3] cap. 22.18, 19.

[4] Exo. 12.5. cap. 3.1 e 22.20, 21. Deu. 15.21. Mal. 1.14. Eph. 5.27.
Heb. 9.14. I Ped. 1.19.

[5] Exo. 29.10, 15, 19. cap. 3.2, 8, 13 e 4.15 e 8.14, 22 e 16.21.

[6] cap. 22.21, 27. Isa. 56.7. Rom. 12.1. Phi. 4.18. cap. 4.20, 26, 31,
35 e 9.7 e 16.24. Num. 15.25. II Chr. 29.23, 24.

[7] Miq. 6.6. II Chr. 35.11. Heb. 10.11.

[8] cap. 3.8. Heb. 12.24. I Ped. 1.2.

[9] Gen. 22.2.

[10] Gen. 8.21. Eze. 20.28, 41. II Cor. 2.15. Eph. 5.2. Phi. 4.18.

[11] ver. 3.

[12] ver. 5.

[13] cap. 5.7 e 12.8. Luc. 2.24.

[14] cap. 6.10.

[15] Gen. 15.10.

[16] ver. 9, 13.



_As offertas de manjares._

2 E quando _alguma_ pessoa offerecer [1] offerta de manjares ao Senhor, a
sua offerta será _de_ flor de farinha, e n’ella deitará azeite, e porá o
incenso sobre ella;

2 E a trará aos filhos de Aarão, os sacerdotes, _um_ dos quaes tomará
d’ella um punhado da flor de farinha, e do seu azeite com todo o seu
incenso: e o sacerdote queimará o seu memorial sobre o altar: [2] offerta
queimada _é_ de cheiro suave ao Senhor.

3 E o que sobejar [3] da offerta de manjares, _será_ de Aarão e de seus
filhos: [4] coisa sanctissima é, de offertas queimadas ao Senhor.

4 E, quando offereceres offerta de manjares, cozida no forno, _será_ de
bolos asmos de flor de farinha, amassados com azeite, e coscorões asmos
[5] untados com azeite.

5 E, se a tua offerta _fôr_ offerta de manjares, _cozida_ na caçoila,
será da flor de farinha sem fermento, amassada com azeite.

6 Em pedaços a partirás, e sobre ella deitarás azeite; offerta _é_ de
manjares.

7 E, se a tua offerta _fôr_ offerta de manjares da sertã, far-se-ha da
flor de farinha com azeite.

8 Então trarás a offerta de manjares, que se fará d’aquillo, ao Senhor; e
se apresentará ao sacerdote, o qual a levará ao altar.

9 E o sacerdote tomará d’aquella offerta de manjares o seu [6] memorial,
e a queimará [7] sobre o altar: offerta queimada _é_ de cheiro suave ao
Senhor.

10 E, o que sobejar da offerta de manjares, [8] _será_ de Aarão e de seus
filhos: coisa sanctissima _é_ de offertas queimadas ao Senhor.

11 Nenhuma offerta de manjares, que offerecerdes ao Senhor, se fará com
[9] fermento: porque de nenhum fermento, nem de mel algum, offerecereis
offerta queimada ao Senhor.

12 D’elles [10] offerecereis ao Senhor por offerta das primicias; porém
sobre o altar não subirão por cheiro suave.

13 E toda a offerta dos teus manjares salgarás [11] com sal; e não
deixarás faltar á tua offerta de manjares o sal do concerto do teu Deus:
em toda [12] a tua offerta offerecerás sal.

14 E, se offereceres ao Senhor offerta de manjares das primicias,
offerecerás a offerta de manjares das tuas primicias de espigas verdes,
[13] tostadas ao fogo; _isto é_, do grão trilhado de espigas verdes
cheias.

15 E sobre ella deitarás azeite, [14] e porás sobre ella incenso; offerta
é de manjares.

16 Assim o sacerdote queimará [15] o seu memorial do seu grão trilhado, e
do seu azeite, com todo o seu incenso: offerta queimada _é_ ao Senhor.

[1] cap. 6.14 e 9.17. Num. 15.4.

[2] ver. 9. cap. 5.12 e 6.15 e 24.7. Act. 10.4.

[3] cap. 7.9 e 10, 12, 13.

[4] Exo. 29.37. Num. 18.9.

[5] Exo. 29.2.

[6] ver. 2.

[7] Exo. 29.18.

[8] ver. 3.

[9] cap. 6.17. Mat. 16.12. Mar. 8.15. Luc. 12.1. I Cor. 5.8. Gal. 5.9.

[10] Exo. 23.29. cap. 23.10, 11.

[11] Mar. 9.49. Col. 4.6. Num. 18.19.

[12] Eze. 43.24.

[13] cap. 22.10, 14. II Reis 4.42.

[14] ver. 1.

[15] ver. 2.



_Os sacrificios de paz ou das graças._

3 E se a sua offerta _fôr_ [1] sacrificio [GA] pacifico: se _a_ offerecer
de gado macho ou femea, a offerecerá sem mancha [2] diante do Senhor.

2 E porá a sua mão sobre [3] a cabeça da sua offerta, e a degolará
_diante_ da porta da tenda da congregação: e os filhos de Aarão, os
sacerdotes, espargirão o sangue sobre o altar em roda.

3 Depois offerecerá do sacrificio pacifico a offerta queimada ao Senhor;
a gordura que cobre a fressura, e toda a gordura que [4] _está_ sobre a
fressura.

4 Então ambos os rins, e a gordura que _está_ sobre elles, e sobre as
tripas, e o redenho que _está_ sobre o figado com os rins, tirará.

5 E os filhos de Aarão o [5] queimarão sobre o altar, em cima do
holocausto, que _estará_ sobre a lenha que _está_ no fogo: offerta
queimada _é_ de cheiro suave ao Senhor.

6 E, se a sua [6] offerta _fôr_ de gado miudo por sacrificio pacifico ao
Senhor, _seja_ macho ou femea, sem mancha o offerecerá.

7 Se offerecer um cordeiro por sua offerta, offerecel-o-ha perante o
Senhor;

8 E porá a sua mão sobre a cabeça da sua offerta, e a degolará diante da
tenda da congregação; e os filhos de Aarão espargirão o seu sangue sobre
o altar em redor.

9 Então do sacrificio pacifico offerecerá ao Senhor por offerta queimada
a sua gordura, a cauda toda, a qual tirará do espinhaço, e a gordura que
cobre a fressura, e toda a gordura que _está_ sobre a fressura;

10 Como tambem tirará ambos os rins, e a gordura que _está_ sobre elles,
e sobre as tripas, e o redenho que _está_ sobre o figado com os rins.

11 E o sacerdote o queimará sobre o altar: manjar [7] _é_ da offerta
queimada ao Senhor.

12 Mas, se a sua offerta _fôr_ uma cabra, perante o Senhor [8] a
offerecerá,

13 E porá a sua mão sobre a sua cabeça, e a degolará diante da tenda da
congregação; e os filhos de Aarão espargirão o seu sangue sobre o altar
em redor.

14 Depois offerecerá d’ella a sua offerta, por offerta queimada ao
Senhor, a gordura que cobre a fressura, e toda a gordura que _está_ sobre
a fressura;

15 Como tambem tirará ambos os rins, e a gordura que _está_ sobre elles,
e sobre as tripas, e o redenho que _está_ sobre o figado com os rins.

16 E o sacerdote o queimará sobre o altar; manjar _é_ da offerta queimada
de cheiro suave. Toda [9] a gordura _será_ do Senhor.

17 Estatuto perpetuo [10] _é_ nas vossas gerações, em todas as vossas
habitações: [11] nenhuma gordura nem sangue algum comereis.

[1] cap. 7.11, 29 e 22.21.

[2] cap. 1.3.

[3] Exo. 29.10. cap. 1.4, 5.

[4] Exo. 29.13, 22. cap. 4.8, 9.

[5] Exo. 29.13. cap. 6.12.

[6] ver. 1, etc.

[7] cap. 21.6, 8, 17, 21 e 22.25. Eze. 44.7. Mal. 1.7, etc.

[8] ver. 1, 7, etc.

[9] cap. 7.23, 25. I Sam. 2.15. II Chr. 7.7.

[10] cap. 23.14.

[11] ver. 16. Gen. 9.4. cap. 7.23, 26 e 17.10, 14. Deu. 12.16. I Sam.
14.33. Eze. 44.7, 15.



_O sacrificio pelos erros dos sacerdotes._

4 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla aos filhos de Israel, dizendo: Quando uma [1] alma peccar por
erro contra alguns dos mandamentos do Senhor, _ácerca do_ que se não deve
fazer, e obrar _contra_ algum d’elles:

3 Se o sacerdote ungido [2] peccar para escandalo do povo, offerecerá
pelo seu peccado, que peccou, um novilho sem mancha, ao Senhor, por
expiação do peccado.

4 E trará o novilho á porta [3] da tenda da congregação, perante o
Senhor, e porá a sua mão sobre a cabeça do novilho, e degolará o novilho
perante o Senhor.

5 Então o sacerdote ungido tomará do [4] sangue do novilho, e o trará á
tenda da congregação:

6 E o sacerdote molhará o seu dedo no sangue, e d’aquelle sangue
espargirá sete vezes perante o Senhor, diante do véu do sanctuario.

7 Tambem porá [5] o sacerdote d’aquelle sangue sobre os cornos do
altar do incenso _aromatico_, perante o Senhor, que _está_ na tenda da
congregação: e todo o _resto do_ sangue do novilho derramará á base do
altar do holocausto, que _está_ á porta da tenda da congregação.

8 E toda a gordura do novilho da expiação tirará d’elle: a gordura que
cobre a fressura, e toda a gordura que _está_ sobre a fressura,

9 E os dois rins, e a gordura que _está_ sobre elles, que _está_ sobre as
tripas, e o redenho de sobre o figado, com os rins, o tirará,

10 Como se tira [6] do boi do sacrificio pacifico: e o sacerdote o
queimará sobre o altar do holocausto.

11 Mas o coiro [7] do novilho, e toda a sua carne, com a sua cabeça e as
suas pernas, e as suas entranhas, e o seu esterco,

12 Todo aquelle novilho levará fóra do arraial a um logar limpo, onde se
lança [8] a cinza, e o queimará com fogo sobre a lenha: onde se lança a
cinza se queimará.


_O sacrificio pelos erros do povo._

13 Mas, se toda a congregação d’Israel errar, [9] e o negocio fôr
occulto aos olhos da congregação, e se fizerem, _contra_ um de todos os
mandamentos do Senhor, _aquillo_ que se não deve fazer, e forem culpados;

14 E o peccado em que peccarem fôr notorio, então a congregação
offerecerá um novilho, por expiação do peccado, e o trará diante da tenda
da congregação,

15 E os anciãos da congregação porão [10] as suas mãos sobre a cabeça do
novilho perante o Senhor: e degolar-se-ha o novilho perante o Senhor.

16 Então o sacerdote [11] ungido trará do sangue do novilho á tenda da
congregação,

17 E o sacerdote molhará o seu dedo n’aquelle sangue, e o espargirá sete
vezes perante o Senhor, diante do véu.

18 E d’aquelle sangue porá sobre os cornos do altar, que _está_ perante
a face do Senhor, na tenda da congregação: e todo o _resto do_ sangue
derramará á base do altar do holocausto, que _está diante_ da porta da
tenda da congregação.

19 E tirará d’elle toda a sua gordura, e queimal-a-ha sobre o altar;

20 E fará a este novilho, [12] como fez ao novilho da expiação; assim lhe
fará, e o sacerdote por elles fará propiciação, e lhes será perdoado _o
peccado_.

21 Depois levará o novilho fóra do arraial, e o queimará como queimou o
primeiro novilho: _é_ expiação do peccado da congregação.


_O sacrificio pelos erros d’um principe._

22 Quando um principe peccar, e por erro [13] obrar _contra_ algum de
todos os mandamentos do Senhor seu Deus, _n’aquillo_ que se não deve
fazer, e _assim_ fôr culpado;

23 Ou _se_ o seu [14] peccado, no qual peccou, lhe fôr notificado, então
trará pela sua offerta um bode _tirado_ das cabras, macho sem mancha,

24 E porá a sua mão [15] sobre a cabeça do bode, e o degolará no logar
onde se degola o holocausto, perante a face do Senhor: expiação do
peccado _é_.

25 Depois o sacerdote [16] com o seu dedo tomará do sangue da expiação, e
_o_ porá sobre os cornos do altar do holocausto: então o _resto do seu_
sangue derramará á base do altar do holocausto.

26 Tambem queimará [17] sobre o altar toda a sua gordura como gordura
do sacrificio pacifico: assim o sacerdote por elle fará expiação do seu
peccado, e lhe será perdoado.


_O sacrificio pelos erros de qualquer pessoa._

27 E, se qualquer _outra_ pessoa do [18] povo da terra peccar por erro,
fazendo _contra_ algum dos mandamentos do Senhor, _aquillo_ que se não
deve fazer, e _assim_ fôr culpada;

28 Ou _se_ o seu [19] peccado, no qual peccou, lhe fôr notificado, então
trará pela sua offerta uma cabra sem mancha, pelo seu peccado que peccou,

29 E porá a sua mão sobre [20] a cabeça da expiação do peccado, e
degolará a expiação do peccado no logar do holocausto.

30 Depois o sacerdote com o seu dedo tomará do seu sangue, e o porá
sobre os cornos do altar do holocausto: e todo o _resto do seu_ sangue
derramará á base do altar;

31 E tirará toda a gordura, [21] como se tira a gordura do sacrificio
pacifico; e o sacerdote a queimará sobre o altar por [22] cheiro suave ao
Senhor: e o sacerdote fará propiciação por ella, e lhe será perdoado _o
peccado_.

32 Mas, se pela sua offerta trouxer uma cordeira para expiação do
peccado, [23] sem mancha trará,

33 E porá a sua mão sobre a cabeça da expiação do peccado, e a degolará
por expiação do peccado, no logar onde se degola o holocausto.

34 Depois o sacerdote com o seu dedo tomará do sangue da expiação do
peccado, e _o_ porá sobre os cornos do altar do holocausto: então todo o
_resto do_ seu sangue derramará na base do altar,

35 E tirará toda a sua gordura, como se tira a gordura do cordeiro do
sacrificio pacifico; e o sacerdote a queimará [24] sobre o altar, em
cima das offertas queimadas do Senhor: assim o sacerdote por ella fará
expiação dos seus peccados que peccou, e lhe será perdoado _o peccado_.

[1] cap. 5.15, 17. Num. 15.22, etc.

[2] cap. 9.2.

[3] cap. 1.3, 4.

[4] cap. 16.14. Num. 19.4.

[5] cap. 8.15 e 9.9 e 16.18 e 5.9.

[6] cap. 3.3, 4, 5.

[7] Exo. 29.14. Num. 19.5.

[8] cap. 6.11. Heb. 13.11.

[9] Num. 15.24. Jos. 7.11. cap. 5.2, 3, 4, 17.

[10] cap. 1.4.

[11] ver. 5. Heb. 9.12, 13, 14.

[12] ver. 3. Num. 15.25. Rom. 5.11. Heb. 2.17 e 10.10, 11, 12. I João 1.7
e 2.2.

[13] ver. 2, 13.

[14] ver. 14.

[15] ver. 4, etc.

[16] ver. 30.

[17] ver. 20. cap. 3, 5. Num. 15.28.

[18] ver. 2. Num. 15.27.

[19] ver. 23.

[20] ver. 4, 24.

[21] cap. 3.3, 14.

[22] Exo. 29.18. cap. 1.9. ver. 26.

[23] ver. 28.

[24] cap. 3.5. ver. 26, 31.



_O sacrificio pelos peccados occultos._

5 E quando _alguma_ pessoa [1] peccar, ouvindo uma voz de blasphemia,
de que _fôr_ testemunha, seja que _o_ viu, ou que o soube, se o não
denunciar, [2] então levará a sua iniquidade.

2 Ou, quando _alguma_ pessoa [3] tocar em alguma coisa immunda, seja
corpo morto de besta fera immunda, seja corpo morto d’animal immundo,
seja corpo morto de reptil immundo, ainda que lhe fosse occulto, contudo
será elle immundo e culpado.

3 Ou, quando tocar [4] a immundicia d’um homem, seja qualquer que _fôr_ a
sua immundicia, com que se faça immundo, e lhe fôr occulto, e _o_ souber
_depois_, será culpado.

4 Ou, quando _alguma_ pessoa jurar, pronunciando temerariamente com os
_seus_ beiços, [5] para fazer mal, ou para fazer bem, em tudo o que o
homem pronuncia temerariamente com juramento, e lhe fôr occulto, e _o_
souber _depois_, culpado será n’uma d’estas _coisas_.

5 Será pois que, culpado sendo n’uma d’estas _coisas_, confessará [6]
aquillo em que peccou,

6 E a sua expiação trará ao Senhor, pelo seu peccado que peccou: uma
femea de gado miudo, uma cordeira, ou uma cabrinha pelo peccado: assim o
sacerdote por ella fará expiação do seu peccado.

7 Mas, se a sua mão não alcançar o que bastar para gado miudo, então
trará, em sua expiação da culpa que commetteu, [7] ao Senhor duas
rolas ou dois pombinhos; um para expiação do peccado, e o outro para
holocausto;

8 E os trará ao sacerdote, o qual primeiro offerecerá aquelle que _é_
para expiação do peccado; e com a sua unha lhe torcerá [8] a cabeça junto
ao pescoço, mas não o partirá:

9 E do sangue da expiação do peccado espargirá sobre a parede do altar,
porém [9] o que sobejar d’aquelle sangue espremer-se-ha á base do altar:
expiação do peccado _é_.

10 E do outro fará holocausto [10] conforme ao costume: assim o sacerdote
por ella fará expiação do seu peccado que peccou, e lhe será perdoado.

11 Porém, se a sua mão não alcançar duas rolas, ou dois pombinhos, então
aquelle que peccou trará pela sua offerta a decima parte d’um epha _de_
flor de farinha, para expiação do peccado: não deitará sobre ella [11]
azeite, nem lhe porá em cima o incenso, porquanto _é_ expiação do peccado:

12 E a trará ao sacerdote, e o sacerdote d’ella tomará o seu punho
cheio pelo seu memorial, e _a_ queimará sobre o altar, [12] em cima das
offertas queimadas do Senhor: expiação de peccado _é_.

13 Assim o sacerdote por [13] ella fará expiação do seu peccado, que
peccou em alguma d’estas coisas, e lhe será perdoado; e _o resto_ será do
sacerdote, como a offerta de manjares.


_O sacrificio pelo sacrilegio._

14 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

15 Quando _alguma_ pessoa commetter um trespasso, e peccar [14] por
ignorancia nas coisas sagradas do Senhor, então trará ao Senhor pela
expiação [15] um carneiro sem mancha do rebanho, conforme á tua estimação
em siclos de prata, segundo o siclo do sanctuario, para expiação da culpa.

16 Assim restituirá o que peccar nas coisas sagradas, e ainda de mais
accrescentará [16] o seu quinto, e o dará ao sacerdote: [17] assim o
sacerdote com o carneiro da expiação fará expiação por ella, e ser-lhe-ha
perdoado _o peccado_.


_O sacrificio pelos peccados de ignorancia._

17 E, se alguma pessoa [18] peccar, e obrar _contra_ algum de todos os
mandamentos do Senhor o que se não deve fazer, ainda que o não soubesse,
comtudo será ella culpada, [19] e levará a sua iniquidade:

18 E trará ao sacerdote um carneiro sem [20] mancha do rebanho, conforme
á tua estimação, para expiação da culpa, e o sacerdote [21] por ella fará
expiação do seu erro em que errou sem saber; e lhe será perdoado.

19 Expiação de culpa _é_: [22] certamente se fez culpado ao Senhor.

[1] I Reis 8.31.

[2] ver. 17. cap. 7.18 e 17.16 e 19.8 e 20.17. Num. 9.13.

[3] cap. 11.24, 28, 31, 39. Num. 19.11, 13, 16. ver. 17.

[4] cap. 12 e 13 e 15.

[5] Act. 23.12. Mar. 6.23.

[6] cap. 26.40. Num. 5.7. Esd. 10.11, 12.

[7] cap. 1.14 e 12.8 e 14.21.

[8] cap. 1.15.

[9] cap. 4.7, 18, 30, 34.

[10] cap. 1.14 e 4.26.

[11] Num. 5.15.

[12] cap. 2.2 e 4.35.

[13] cap. 4.26 e 2.3.

[14] cap. 22.14.

[15] Esd. 10.19.

[16] cap. 6.5 e 22.14 e 27.13, 15, 27, 31. Num. 5.7.

[17] cap. 4.26.

[18] cap. 4.2.

[19] ver. 15. cap. 4.2, 13, 22, 27. Psa. 19.12. Luc. 12.48. ver. 1, 2.

[20] ver. 15.

[21] ver. 16.

[22] Esd. 10.2.



_O sacrificio pelos peccados voluntarios._

6 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Quando _alguma_ pessoa peccar, [1] e trespassar contra o Senhor, e
negar ao seu proximo o que se lhe deu em guarda, ou o que depoz na sua
mão, ou o roubo, ou [2] o que retem violentamente ao seu proximo,

3 Ou que achou [3] o perdido, e o negar com falso juramento, ou fizer
alguma _outra_ coisa de todas em que o homem costuma peccar;

4 Será pois que, porquanto peccou e ficou culpado, restituirá o roubo que
roubou, ou o retido que retem violentamente, ou o deposito que lhe foi
dado em guarda, ou o perdido que achou,

5 Ou tudo aquillo [4] sobre que jurou falsamente; e o restituirá no seu
cabedal, e ainda sobre isso accrescentará o quinto; áquelle de quem _é_ o
dará no dia de sua expiação.

6 E a sua expiação trará ao Senhor: um carneiro [5] sem mancha do
rebanho, conforme á tua estimação, para expiação da culpa, _trará_ ao
sacerdote:

7 E o sacerdote fará expiação por ella diante do Senhor, [6] e será
perdoada de qualquer de todas as coisas que fez, sendo culpada n’ellas.


_A lei do holocausto._

8 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

9 Dá ordem a Aarão e a seus filhos, dizendo: Esta _é_ a lei do
holocausto; o holocausto será queimado sobre o altar toda a noite até á
manhã, e o fogo do altar arderá n’elle.

10 E o sacerdote [7] vestirá a sua veste de linho, e vestirá as calças de
linho sobre a sua carne, e levantará a cinza, quando o fogo [8] houver
consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto ao altar.

11 Depois despirá [9] as suas vestes, e vestirá outras vestes: e levará a
cinza fóra do arraial para um logar [10] limpo.

12 O fogo pois sobre o altar arderá n’elle, não se apagará; mas o
sacerdote accenderá lenha n’elle cada manhã, e sobre elle porá em ordem o
holocausto, e sobre elle [11] queimará a gordura das offertas pacificas.

13 O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.


_A lei da offerta de manjares._

14 E esta _é_ a lei [12] da offerta de manjares: _um_ dos filhos de Aarão
a offerecerá perante o Senhor diante do altar,

15 E d’ella tomará o seu punho cheio _da_ flor de farinha da offerta e do
seu azeite, e todo o incenso que _estiver_ sobre a offerta de manjares:
então o accenderá sobre o altar, cheiro suave [13] é isso, por ser
memorial ao Senhor.

16 E o restante [14] d’ella comerão Aarão e seus filhos: asmo [15] se
comerá no logar sancto, no pateo da tenda da congregação o comerão.

17 Levedado não se cozerá: [16] sua porção _é_ que _lhes_ dei das minhas
offertas queimadas: coisa sanctissima [17] é, como a expiação do peccado
e como a expiação da culpa.

18 Todo o macho [18] entre os filhos d’Aarão comerá d’ella: estatuto
perpetuo _será_ para as vossas gerações das offertas queimadas do Senhor;
tudo o que tocar n’ellas será [19] sancto.


_A offerta na consagração dos sacerdotes._

19 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

20 Esta _é_ a offerta [20] d’Aarão e de seus filhos, que offerecerão ao
Senhor no dia em que fôr ungido: a decima parte d’um [21] epha _de_ flor
de farinha pela offerta de manjares continua; a metade d’ella pela manhã,
e a _outra_ metade d’ella á tarde.

21 N’uma caçoila se fará com azeite; cosida a trarás; _e_ os pedaços
cosidos da offerta offerecerás em cheiro suave ao Senhor.

22 Tambem o sacerdote, que de entre seus filhos [22] fôr ungido em seu
logar, fará o mesmo; por estatuto perpetuo _seja_, toda será queimada ao
Senhor.

23 Assim toda a offerta do sacerdote totalmente será queimada; não se
comerá.


_A lei da expiação do peccado._

24 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

25 Falla a Aarão e a seus filhos, dizendo: [23] Esta _é_ a lei da
expiação do peccado: no logar onde se degola o holocausto se degolará a
expiação do peccado perante o Senhor; [24] coisa sanctissima _é_.

26 O sacerdote que a offerecer [25] pelo peccado a comerá: no logar
sancto se comerá, no pateo da tenda da congregação.

27 Tudo o que tocar [26] a sua carne será sancto: se espargir alguem do
seu sangue sobre o seu vestido, lavarás aquillo sobre o que caiu n’um
logar sancto.

28 E o vaso de barro em que fôr cosida [27] será quebrado; porém, se fôr
cosida n’um vaso de cobre, esfregar-se-ha e lavar-se-ha na agua.

29 Todo o macho entre os sacerdotes a [28] comerá: coisa sanctissima _é_.

30 Porém nenhuma expiação de peccado, [29] cujo sangue se traz á tenda da
congregação, para expiar no sanctuario, se comerá: no fogo será queimada.

[1] Num. 5.6. cap. 19.11. Act. 5.4. Col. 3.9. Exo. 22.7, 10.

[2] Pro. 24.28 e 26.19.

[3] Deu. 22.1, 2, 3. Exo. 22.11. cap. 19.12. Jer. 7.9. Zac. 5.4.

[4] cap. 5.16. Num. 5.7. II Sam. 12.6. Luc. 19.8.

[5] cap. 5.15.

[6] cap. 4.26.

[7] Exo. 28.39, 40, 41, 43. cap. 16.4. Eze. 44.17, 18.

[8] cap. 1.16.

[9] Eze. 44.19.

[10] cap. 4.12.

[11] cap. 3.3, 9, 14.

[12] cap. 2.1. Num. 15.4.

[13] cap. 2.2, 9.

[14] cap. 2.3. Eze. 44.29.

[15] ver. 26. cap. 10.12, 13. Num. 18.10.

[16] cap. 2.11. Num. 18.10.

[17] ver. 25. Exo. 29.37. cap. 2.3 e 7.1.

[18] ver. 29. Num. 18.10. cap. 3.17.

[19] Exo. 29.37. cap. 22.3, 4, 5, 6, 7.

[20] Exo. 29.2.

[21] Exo. 16.36.

[22] cap. 4.3. Exo. 29.25.

[23] cap. 4.2 e 1.3, 5, 11 e 4.24, 29, 33.

[24] ver. 17. cap. 21.22.

[25] cap. 10.17, 18. Num. 18.10. Eze. 44.28, 29. ver. 16.

[26] Exo. 29.37 e 30.29.

[27] cap. 11.33 e 15.12.

[28] ver. 18, 25. Num. 18.10.

[29] cap. 4.7, 11, 12, 18, 21 e 10.18 e 16.27. Heb. 13.11.



_A lei da expiação da culpa._

7 E esta _é_ a [1] lei da expiação da culpa: coisa sanctissima _é_.

2 No logar onde degolam [2] o holocausto, degolarão a expiação da culpa,
e o seu sangue se espargirá sobre o altar em redor.

3 E d’ella se offerecerá toda a sua gordura; a cauda, [3] e a gordura que
cobre a fressura.

4 Tambem ambos os rins, e a gordura que n’elles _ha_, que _está_ sobro as
tripas, e o redenho sobre o figado, com os rins se tirará,

5 E o sacerdote o queimará sobre o altar em offerta queimada ao Senhor:
expiação da culpa _é_.

6 Todo o macho [4] entre os sacerdotes a comerá: no logar sancto se
comerá: coisa sanctissima _é_.

7 Como a expiação do [5] peccado, assim _será_ a expiação da culpa:
uma mesma lei _haverá_ para ellas; será do sacerdote que houver feito
propiciação com ella.

8 Tambem o sacerdote, que offerecer o holocausto d’alguem, o mesmo
sacerdote terá o coiro do holocausto que offerecer.

9 Como tambem toda a offerta que se cozer no forno, [6] com tudo que se
preparar na sertã e na caçoila, será do sacerdote que o offerece.

10 Tambem toda a offerta amassada com azeite, ou secca, será de todos os
filhos d’Aarão, assim de um como de outro.


_A lei do sacrificio da paz._

11 E esta _é_ a lei [7] do sacrificio pacifico que se offerecerá ao
Senhor:

12 Se o offerecer por _offerta de_ louvores, com o sacrificio de
louvores, offerecerá bolos asmos amassados com azeite; [8] e coscorões
asmos amassados com azeite; e os bolos amassados com azeite serão fritos,
de flor de farinha.

13 Com os bolos offerecerá [9] pão levedado _pela_ sua offerta, com o
sacrificio de louvores da sua offerta pacifica.

14 E de toda a offerta offerecerá um d’elles _por_ offerta alçada ao
Senhor, _que_ será do sacerdote [10] que espargir o sangue da offerta
pacifica.

15 Mas a carne do sacrificio de louvores da sua offerta pacifica [11] se
comerá no dia do seu offerecimento: nada se deixará d’ella até á manhã.

16 E, se [12] o sacrificio da sua offerta _fôr_ voto, ou offerta
voluntaria, no dia em que offerecer o seu sacrificio se comerá; e o que
d’elle ficar tambem se comerá no dia seguinte;

17 E o que _ainda_ ficar da carne do sacrificio ao terceiro dia será
queimado no fogo.

18 Porque, se da carne do seu sacrificio pacifico se comer ao terceiro
dia, aquelle que a offereceu não será [13] acceito, nem lhe será
imputado; coisa abominavel será, e a pessoa que comer d’ella levará a sua
iniquidade.

19 E a carne que tocar alguma _coisa_ immunda não se comerá; com fogo
será queimada: mas da _outra_ carne qualquer que estiver limpo comerá
d’ella.

20 Porém, se _alguma_ pessoa comer a carne do sacrificio pacifico, que
_é_ do Senhor, tendo ella sobre si a sua immundicia, aquella pessoa será
[14] extirpada dos seus povos.

21 E, se _uma_ pessoa tocar alguma _coisa_ immunda, [15] _como_
immundicia de homem, ou gado immundo, ou qualquer abominação immunda, e
comer da carne do sacrificio pacifico, que _é_ do Senhor, aquella pessoa
será extirpada dos seus povos.


_Deus prohibe o comer a gordura e o sangue._

22 Depois fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

23 Falla aos filhos de Israel, dizendo: Nenhuma gordura de boi, nem de
carneiro, nem de cabra [16] comereis,

24 Porém pode usar-se da gordura do corpo morto, e da gordura do
dilacerado, para toda a obra, mas de nenhuma maneira a comereis;

25 Porque qualquer que comer a gordura do animal, do qual se offerecer
ao Senhor offerta queimada, a pessoa que a comer será extirpada dos seus
povos.

26 E nenhum sangue comereis em qualquer das vossas habitações, [17] quer
de aves quer de gado.

27 Toda a pessoa que comer algum sangue, aquella pessoa será extirpada
dos seus povos.


_A porção dos sacerdotes._

28 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

29 Falla aos filhos de Israel, dizendo: Quem offerecer ao Senhor o seu
sacrificio pacifico, [18] trará a sua offerta ao Senhor do seu sacrificio
pacifico.

30 As suas proprias mãos trarão as offertas queimadas do Senhor; a
gordura do [19] peito com o peito trará para movel-o _por_ offerta movida
perante o Senhor.

31 E o sacerdote queimará [20] a gordura sobre o altar, porém o peito
[21] será de Aarão e de seus filhos.

32 Tambem a espadua [22] direita dareis ao sacerdote _por_ offerta alçada
dos vossos sacrificios pacificos.

33 Aquelle dos filhos de Aarão que offerecer o sangue do sacrificio
pacifico, e a gordura, aquelle terá a espadua direita para a _sua_
porção;

34 Porque o peito movido [23] e a espadua alçada tomei dos filhos de
Israel dos seus sacrificios pacificos, e os dei a Aarão, o sacerdote, e a
seus filhos, por estatuto perpetuo dos filhos de Israel.

35 Esta _é_ a porção de Aarão e a porção de seus filhos das offertas
queimadas do Senhor, no dia _em que_ os apresentou para administrar o
sacerdocio ao Senhor.

36 O que o Senhor ordenou que se lhes désse d’entre os filhos de Israel
[24] no dia em que os ungiu, [GB] estatuto perpetuo é pelas suas gerações.

37 Esta _é_ a lei do holocausto, [25] da offerta de manjares, e da
expiação do peccado, [26] e da expiação da culpa, [27] e da offerta das
consagrações, [28] e do sacrificio pacifico.

38 Que o Senhor ordenou a Moysés no monte Sinai, no dia em que ordenou
aos filhos de Israel que offerecessem [29] as suas offertas ao Senhor no
deserto de Sinai.

[1] cap. 5 e 6.1-7 e 6.17, 25 e 21.22.

[2] cap. 1.3, 5, 11 e 4.24, 29, 33.

[3] cap. 3, 4, 9, 10, 14, 15, 16 e 4.8, 9. Exo. 29.13.

[4] cap. 6.16, 17, 18. Num. 18.9, 10. cap. 2.3.

[5] cap. 6.25, 26 e 14.13.

[6] cap. 2.3, 10. Num. 18.9. Eze. 44.29.

[7] cap. 3.1 e 22.18, 21.

[8] cap. 2.4. Num. 6.15.

[9] Amós 4, 5.

[10] Num. 18.8, 11, 19.

[11] cap. 22.30.

[12] cap. 19.6, 7, 8.

[13] cap. 11.10, 11, 41 e 19.7.

[14] cap. 15.3. Gen. 17.14.

[15] cap. 21 e 13 e 15 e 11.24, 28. Eze. 4.14. ver. 20.

[16] cap. 3.17.

[17] Gen. 9.4. cap. 3.17 e 17.10-14.

[18] cap. 3.1.

[19] cap. 3.3, 4, 9, 14. Exo. 29.24, 27. cap. 8.27 e 9.21. Num. 6.20.

[20] cap. 3.5, 11, 16.

[21] ver. 34.

[22] ver. 34. cap. 9.21. Num. 6.20.

[23] Exo. 29.28. cap. 10.14, 15. Num. 18.18, 19. Deu. 18.3.

[24] Exo. 40.13, 15. cap. 8.12, 30.

[25] cap. 6.9.

[26] cap. 6.14.

[27] cap. 6.25. ver. 1.

[28] Exo. 29.1. cap. 6.20. ver. 11.

[29] cap. 1.2.



_A consagração de Aarão e seus filhos._

8 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Toma [1] a Aarão e a seus filhos com elle, e os vestidos, e o azeite
da uncção, como tambem o novilho da expiação do peccado, e os dois
carneiros, e o cesto dos _pães_ asmos,

3 E ajunta toda a congregação á porta da tenda da congregação.

4 Fez pois Moysés como o Senhor lhe ordenara, e a congregação ajuntou-se
á porta da tenda da congregação.

5 Então disse Moysés á congregação: isto _é_ [2] o que o Senhor ordenou
_que_ se fizesse.

6 E Moysés fez chegar a Aarão e a seus filhos, [3] e os lavou com agua,

7 E lhe vestiu a tunica, [4] e cingiu-o com o cinto, e pôz sobre elle
o manto; tambem pôz sobre elle o ephod, e cingiu-o com o cinto de [GC]
artificio do ephod, e o apertou com elle.

8 Depois poz-lhe o [5] peitoral, pondo no peitoral o Urim e o Thummim;

9 E pôz a mitra sobre a sua [6] cabeça, e na mitra diante do seu rosto
pôz a lamina de oiro, a corôa da [GD] sanctidade, como o Senhor ordenara
a Moysés.

10 Então Moysés tomou o [7] azeite da uncção, e ungiu o tabernaculo, e
tudo o que _havia_ n’elle, e o sanctificou;

11 E d’elle espargiu sete vezes sobre o altar, e ungiu o altar e todos os
seus vasos, como tambem a pia e a sua base, para sanctifical-as.

12 Depois derramou [8] do azeite da uncção sobre a cabeça de Aarão, e
ungiu-o, para sanctifical-o.

13 Tambem Moysés fez chegar os filhos [9] de Aarão, e vestiu-lhes as
tunicas, e cingiu-os com o cinto, e apertou-lhes as tiaras, como o Senhor
ordenara a Moysés.

14 Então fez chegar o novilho da expiação do peccado; [10] e Aarão e seus
filhos pozeram as suas mãos sobre a cabeça do novilho da expiação do
peccado;

15 E o degolou; e Moysés [11] tomou o sangue, e pôz _d’elle_ com o seu
dedo sobre os cornos do altar em redor, e expiou o altar: depois derramou
o _resto do_ sangue á base do altar, e o sanctificou, para fazer expiação
sobre elle.

16 Depois tomou toda a gordura _que está_ na fressura, [12] e o redenho
do figado, e os dois rins e a sua gordura: e Moysés o queimou sobre o
altar.

17 Mas o novilho com o seu coiro, e a sua carne, e o seu esterco queimou
com fogo fóra do arraial, como o Senhor [13] ordenara a Moysés.

18 Depois fez [14] chegar o carneiro do holocausto; e Aarão e seus filhos
pozeram as suas mãos sobre a cabeça do carneiro:

19 E o degolou; e Moysés espargiu o sangue sobre o altar em redor.

20 Partiu tambem o carneiro nos seus pedaços; e Moysés queimou a cabeça,
e os pedaços e a gordura.

21 Porém a fressura e as pernas lavou com agua; e Moysés queimou todo o
carneiro sobre o altar: holocausto de cheiro suave, uma offerta queimada
_era_ ao Senhor, [15] como o Senhor ordenou a Moysés.

22 Depois fez [16] chegar o outro carneiro, o carneiro da consagração: e
Aarão com seus filhos pozeram as suas mãos sobre a cabeça do carneiro,

23 E o degolou; e Moysés tomou do seu sangue, e _o_ poz sobre a ponta da
orelha direita de Aarão, e sobre o pollegar da sua mão direita, e sobre
o pollegar do seu pé direito.

24 Tambem fez chegar os filhos de Aarão; e Moysés poz d’aquelle sangue
sobre a ponta da orelha direita d’elles, e sobre o pollegar da sua mão
direita, e sobre o pollegar do seu pé direito: e Moysés espargiu o _resto
do_ sangue sobre o altar em redor.

25 E tomou a gordura, e a cauda, [17] e toda a gordura que _está_ na
fressura, e o redenho do figado, e ambos os rins, e a sua gordura e a
espadua direita.

26 Tambem do cesto dos _pães_ asmos, que _estava_ diante do Senhor, tomou
um bolo asmo, e um bolo de pão azeitado, e um coscorão, e _os_ poz sobre
a gordura e sobre a espadua direita.

27 E tudo _isto_ deu nas mãos [18] de Aarão e nas mãos de seus filhos: e
os moveu _por offerta de_ movimento perante o Senhor.

28 Depois Moysés [19] tomou-os das suas mãos, e _os_ queimou no altar
sobre o holocausto; _estas foram_ uma consagração, por cheiro suave,
offerta queimada ao Senhor.

29 E tomou Moysés o peito, e moveu-o _por offerta [20] de_ movimento
perante o Senhor: aquella foi a porção de Moysés do carneiro da
consagração, como o Senhor ordenara a Moysés.

30 Tomou [21] Moysés tambem do azeite da uncção, e do sangue que _estava_
sobre o altar, e o espargiu sobre Aarão e sobre os seus vestidos, e
sobre os seus filhos, e sobre os vestidos de seus filhos com elle; e
sanctificou a Aarão _e_ os seus vestidos, e seus filhos, e os vestidos de
seus filhos com elle.

31 E Moysés disse a Aarão, e a seus filhos: [22] Cozei a carne diante
da porta da tenda da congregação, e ali a comei com o pão que _está_ no
cesto da consagração, como tenho ordenado, dizendo: Aarão e seus filhos a
comerão.

32 Mas o [23] que sobejar da carne e do pão, queimareis com fogo.

33 Tambem da porta da tenda da congregação não saireis em sete dias, até
ao dia em que se cumprirem os dias da vossa consagração: porquanto por
sete [24] dias elle vos consagrará.

34 Como se fez n’este dia, _as_sim o Senhor ordenou se fizesse, para
fazer expiação por vós.

35 Ficareis pois _á_ porta da tenda da congregação dia e noite [25] por
sete dias, e fareis a guarda do Senhor, para que não morraes: porque
assim me foi ordenado.

36 E Aarão e seus filhos fizeram todas as coisas que o Senhor ordenou
pela mão de Moysés.

[1] Exo. 29.1, 2, 3 e 28.2, 4 e 30.24, 25.

[2] Exo. 29.4.

[3] Exo. 29.4.

[4] Exo. 29.5 e 28.4.

[5] Exo. 28.30.

[6] Exo. 29.6 e 28.37.

[7] Exo. 30.26, 27, 28, 29.

[8] Exo. 29.7 e 30.30. cap. 21.10, 12. Psa. 133.2.

[9] Exo. 29.8, 9.

[10] Exo. 29.10. Eze. 43.19. cap. 4.4.

[11] Exo. 29.12, 36. cap. 4.7. Eze. 43.20, 26. Heb. 9.22.

[12] Exo. 29.13. cap. 4.8.

[13] Exo. 29.14. cap. 4.11, 12.

[14] Exo. 29.15.

[15] Exo. 29.28.

[16] Exo. 29.19, 31.

[17] Exo. 29.18.

[18] Exo. 29.24, etc.

[19] Exo. 29.25.

[20] Exo. 29.26.

[21] Exo. 29.21 e 30.30. Num. 3.3.

[22] Exo. 29.31, 32.

[23] Exo. 29.34.

[24] Exo. 29.30, 35. Eze. 43.25, 26.

[25] Num. 3.7 e 9.19. Deu. 11.1. I Reis 2.3.



_Aarão offerece sacrificios por si e pelo povo._

9 E aconteceu, ao dia [1] oitavo, _que_ Moysés chamou a Aarão e seus
filhos, e os anciãos de Israel,

2 E disse a Aarão: Toma-te [2] um bezerro, para _expiação do_ peccado, e
um carneiro para holocausto, sem mancha: e traze-_os_ perante o Senhor.

3 Depois fallarás aos filhos de Israel, dizendo: Tomae um [3] bode para
_expiação do_ peccado, e um bezerro, e um cordeiro d’um anno, sem mancha,
para holocausto:

4 Tambem um boi e um carneiro por _sacrificio_ pacifico, para sacrificar
perante o Senhor, e offerta de manjares, [4] amassada com azeite:
porquanto hoje o Senhor vos apparecerá.

5 Então trouxeram o que ordenou Moysés, diante da tenda da congregação, e
chegou-se toda a congregação, e se poz perante o Senhor.

6 E disse Moysés: Esta coisa que o Senhor ordenou fareis: [5] e a gloria
do Senhor vos apparecerá.

7 E disse Moysés a Aarão: Chega-te ao altar, [6] e faze a tua expiação de
peccado e o teu holocausto; e faze expiação por ti e pelo povo: depois
faze a offerta [7] do povo, e faze expiação por elles, como ordenou o
Senhor.

8 Então Aarão se chegou ao altar, e degolou o bezerro da expiação que
_era_ por elle.

9 E os filhos d’Aarão trouxeram-lhe o sangue, [8] e molhou o seu dedo
no sangue, e _o_ poz sobre os cornos do altar; e o _resto do_ sangue
derramou á base do altar.

10 Mas a gordura, e [9] os rins, e o redenho do figado de expiação do
peccado queimou sobre o altar, [10] como o Senhor ordenara a Moysés.

11 Porém a carne [11] e o coiro queimou com fogo fóra do arraial.

12 Depois degolou o holocausto, e os filhos d’Aarão lhe entregaram o
sangue, [12] e espargiu-o sobre o altar em redor.

13 Tambem lhe entregaram [13] o holocausto nos seus pedaços, com a
cabeça; e queimou-o sobre o altar.

14 E lavou [14] a fressura e as pernas, e as queimou sobre o holocausto
no altar.

15 Depois fez chegar a offerta do povo, e tomou o bode [15] da expiação
do peccado, que _era_ do povo, e o degolou, e o preparou por expiação do
peccado, como o primeiro.

16 Fez tambem chegar [16] o holocausto, e o preparou segundo o rito.

17 E fez chegar a offerta de manjares, e [17] a sua mão encheu d’ella, e
a queimou sobre o altar, além do holocausto da manhã.

18 Depois degolou o boi e o [18] carneiro em sacrificio pacifico, que
_era_ do povo; e os filhos de Aarão entregaram-lhe o sangue, que espargiu
sobre o altar em redor,

19 Como tambem a gordura do boi e do carneiro, a cauda, e o que cobre _a
fressura_, e os rins, e o redenho do figado.

20 E pozeram a gordura sobre os peitos, e queimou [19] a gordura sobre o
altar;

21 Mas os peitos e a espadua [20] direita Aarão moveu _por offerta de_
movimento perante o Senhor, como Moysés tinha ordenado.

22 Depois Aarão levantou as suas mãos ao povo [21] e os abençoou; e
desceu, havendo feito a expiação do peccado, e o holocausto, e a offerta
pacifica.

23 Então entraram Moysés e Aarão na tenda da congregação: depois sairam,
e abençoaram ao povo; e a gloria [22] do Senhor appareceu a todo o povo,

24 Porque o fogo saiu [23] de diante do Senhor, e consumiu o holocausto e
a gordura sobre o altar: o que vendo todo o povo [24], jubilaram e cairam
sobre as suas faces.

[1] Eze. 43.27.

[2] Exo. 29.1. cap. 4.3 e 8.14, 18.

[3] cap. 4.23. Esd. 6.17 e 10.19.

[4] cap. 2.4. ver. 23. Exo. 29.43.

[5] ver. 23. Exo. 24.16.

[6] cap. 4.3. Heb. 5.3 e 7.27 e 9.

[7] cap. 4.16, 20. Heb. 5.1.

[8] cap. 8.15 e 4.7.

[9] cap. 8.16.

[10] cap. 4.8.

[11] cap. 4.11 e 8.17.

[12] cap. 1.5 e 8.19.

[13] cap. 8.20.

[14] cap. 8.21.

[15] ver. 3. Heb. 2.17 e 5.3.

[16] cap. 1.3, 10.

[17] ver. 4. cap. 2.1, 2. Exo. 29.38.

[18] cap. 3.1, etc.

[19] cap. 3.5, 16.

[20] Exo. 29.24, 26. cap. 7.30, 31, 32, 33, 34.

[21] Num. 6.23. Deu. 21.5. Luc. 24.50.

[22] ver. 6. Num. 14.10 e 16.19, 42.

[23] Jui. 6.21. I Reis 18.38. II Chr. 7.1. Psa. 20.3.

[24] I Reis 18.39. II Chr. 7.3. Esd. 3.11.



_Nadab e Abihu morrem diante do Senhor._

10 E os filhos d’Aarão, Nadab [1] e Abihu, tomaram cada um o seu
incensario, e puzeram n’elles fogo, e puzeram incenso sobre elle, [2] e
trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara.

2 Então [3] saiu fogo de diante do Senhor, e os consumiu; e morreram
perante o Senhor.

3 E disse Moysés a Aarão: Isto _é_ o que o Senhor fallou, dizendo: Serei
sanctificado n’aquelles que se [4] cheguem a mim, e serei glorificado
diante de todo o povo. Porém Aarão [5] calou-se.

4 E Moysés chamou a Misael e a Elzaphan, filhos d’Ussiel, [6] tio
de Aarão, e disse-lhes: Chegae, tirae a vossos irmãos de diante do
sanctuario, [7] para fóra do arraial.

5 Então chegaram, e levaram-n’os nas suas tunicas para fóra do arraial,
como Moysés tinha dito.

6 E Moysés disse a Aarão, e a seus filhos Eleazar e Ithamar: Não
descobrireis [8] as vossas cabeças, nem rasgareis vossos vestidos, para
que não morraes, nem venha grande indignação sobre toda a congregação:
mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem este incendio que o
Senhor accendeu.

7 Nem saireis da porta da tenda da congregação, para que não [9] morraes;
porque _está_ sobre vós o azeite da uncção do Senhor. E fizeram conforme
á palavra de Moysés.

8 E fallou o Senhor a Aarão, dizendo:

9 Vinho nem bebida forte tu e teus filhos [10] comtigo não bebereis,
quando entrardes na tenda da congregação, para que não morraes: estatuto
perpetuo _será isso_ entre as vossas gerações;

10 E para fazer differença [11] entre o sancto e o profano e entre o
immundo e o limpo,

11 E para ensinar [12] aos filhos d’Israel todos os estatutos que o
Senhor lhes tem fallado pela mão de Moysés.


_A lei ácerca das coisas sanctas._

12 E disse Moysés a Aarão, e a Eleazar e a Ithamar, seus filhos, que
_lhe_ ficaram: [13] Tomae a offerta de manjares, restante das offertas
queimadas do Senhor, e comei-a sem levadura junto ao altar, porquanto uma
[14] coisa sanctissima _é_.

13 Portanto o comereis no logar sancto; porque _isto é_ a tua porção,
e a porção de teus filhos das offertas queimadas do Senhor: [15] porque
assim me foi ordenado.

14 Tambem o peito da _offerta do_ movimento e a espadua _da offerta_
alçada comereis em logar limpo, tu, e teus filhos [16] e tuas filhas
comtigo; porque _foram_ dados por tua porção, e por porção de teus
filhos, dos sacrificios pacificos dos filhos de Israel.

15 A espadua _da offerta_ alçada [17] e o peito _da offerta_ do movimento
trarão com as offertas queimadas de gordura, para mover _por offerta de_
movimento perante o Senhor; o que será por estatuto perpetuo, para ti e
para teus filhos comtigo, como o Senhor tem ordenado.

16 E Moysés diligentemente buscou o bode [18] da expiação, e eis que já
era queimado: portanto indignou-se grandemente contra Eleazar e contra
Ithamar, os filhos que de Aarão ficaram, dizendo:

17 Porque não comestes [19] a expiação do peccado no logar sancto? pois
uma coisa sanctissima _é_: e o Senhor a deu a vós, para que levasseis a
iniquidade da congregação, para fazer expiação por elles diante do Senhor.

18 Eis-que não se trouxe o [20] seu sangue para dentro do sanctuario;
certamente haveis de comel-a no sanctuario, como [21] tenho ordenado.

19 Então disse Aarão a Moysés: Eis-que hoje [22] offereceram a sua
expiação de peccado e o seu holocausto perante o Senhor, e taes coisas me
succederam: _se_ eu hoje comera a expiação do peccado, [23] seria pois
acceito aos olhos do Senhor?

20 E Moysés ouvindo _isto_, foi acceito aos seus olhos.

[1] cap. 16.1 e 22.9. Num. 3.3, 4 e 26.61. I Chr. 24.2. cap. 16.12. Num.
16.18.

[2] Exo. 30.9.

[3] cap. 9.24. Num. 16.35. II Sam. 6.7.

[4] Exo. 19.22 e 29.43. cap. 21.6, 17, 21. Eze. 20.41. Isa. 49.3. Eze.
28.22. João 13.31, 32 e 14.13. II The. 1.10.

[5] Psa. 39.9.

[6] Exo. 6.18, 22. Num. 3.19, 30.

[7] Luc. 7.12. Act. 5.6, 9, 10 e 8.2.

[8] Exo. 33.5. cap. 13.45 e 21.1, 10. Eze. 24.16, 17. Num. 16.22, 46.
Jos. 7.1 e 22.18, 20. II Sam. 24.1.

[9] cap. 21.12. Exo. 28.41. cap. 8.30.

[10] Eze. 44.21. Luc. 1.15. I Tim. 3.3. Tito 1.7.

[11] cap. 11.47 e 20.25. Jer. 15.19. Eze. 22.26 e 44.23.

[12] Deu. 24.8. Neh. 8.2, 8, 9, 13. Mal. 3.7.

[13] Exo. 29.2. cap. 6.16.

[14] cap. 21.22.

[15] cap. 2.3 e 6.16.

[16] Exo. 29.24, 26, 27. cap. 7.31, 34. Num. 18.11.

[17] cap. 7.29, 30, 34.

[18] cap. 9.3, 15.

[19] cap. 6.26.

[20] cap. 6.30.

[21] cap. 6.26.

[22] cap. 9.8, 12.

[23] Jer. 6.20 e 14.12. Ose. 9.4. Mal. 1.10, 13.



_Os animaes que se devem comer e os que se não devem comer._

11 E fallou o Senhor a Moysés e a Aarão, dizendo-lhes:

2 Falla aos filhos d’Israel, dizendo: [1] Estes _são_ os animaes, que
comereis de todas as bestas que _ha_ sobre a terra:

3 Tudo o que tem unhas fendidas, e a fenda das unhas se divide em duas,
_e_ remoe, entre os animaes, aquillo comereis.

4 D’estes porém não comereis, dos que remoem ou dos que teem unhas
fendidas: o camelo, que remoe mas não tem unhas fendidas; este vos _será_
immundo;

5 E o coelho, porque remoe, mas não tem as unhas fendidas; este vos
_será_ immundo;

6 E a lebre, porque remoe, mas não tem as unhas fendidas esta vos _será_
immunda.

7 Tambem o porco, porque tem unhas fendidas, e a fenda das unhas se
divide em duas, mas não remoe; este vos _será_ immundo.

8 Da sua carne não comereis, nem tocareis no seu cadaver; [2] estes vos
_serão_ immundos.

9 Isto comereis [3] de tudo o que _ha_ nas aguas, tudo o que tem
barbatanas e escamas nas aguas, nos mares e nos rios; aquillo comereis.

10 Mas tudo o que não tem barbatanas nem escamas, nos mares e nos rios,
de todo o reptil das aguas, e de toda a [GE] alma vivente que _ha_ nas
aguas, estes _serão_ para vós [4] abominação.

11 Ser-vos-hão pois por abominação: da sua carne não comereis, e
abominareis o seu cadaver.

12 Tudo o que não tem barbatanas ou escamas, nas aguas, _será_ para vós
abominação.

13 E estas abominareis [5] das aves: não se comerão, _serão_ abominação:
a aguia, e o quebrantosso, e o xofrango,

14 E o milhano, e o abutre segundo a sua especie,

15 Todo o corvo segundo a sua especie,

16 E o abestruz, e o mocho, e o cuco, e o gavião segundo a sua especie,

17 E o bufo, e o corvo marinho, e a curuja,

18 E a gralha, e o cisne, e o pelicão,

19 E a cegonha, a garça segundo a sua especie, e a poupa, e o morcego.

20 Todo o reptil que vôa, que anda sobre quatro _pés_, _será_ para vós
uma abominação.

21 Mas isto comereis de todo o reptil que vôa, que anda sobre quatro
_pés_: o que tiver pernas sobre os seus pés, para saltar com ellas sobre
a terra.

22 D’elles comereis estes: o gafanhoto [6] segundo a sua especie, e o
solham segundo a sua especie, e o hargol segundo a sua especie, e o hagab
segundo a sua especie.

23 E todo o reptil que vôa, que tem quatro pés, _será_ para vós uma
abominação,

24 E por estes sereis immundos: qualquer que tocar os seus cadaveres,
immundo será até á tarde.

25 Qualquer que levar os seus cadaveres [7] lavará os seus vestidos, e
será immundo até á tarde.

26 Todo o animal que tem unhas fendidas, mas a fenda não se divide em
duas, e _todo o_ que não remoe, vos _será_ por immundo: qualquer que
tocar n’elles será immundo.

27 E tudo o que anda sobre as suas patas, de todo o animal que anda
a quatro _pés_, vos _será_ por immundo: qualquer que tocar nos seus
cadaveres será immundo até á tarde.

28 E o que levar os seus cadaveres lavará os seus vestidos, e será
immundo até á tarde: elles vos _serão_ por immundos.

29 Estes tambem vos _serão_ por immundos entre os reptis que se arrastam
sobre a terra: a doninha, e o rato, [8] e o cágado segundo a sua especie,

30 E o ouriço cacheiro, e o lagarto, e a lagartixa, e a lesma e a
toupeira.

31 Estes vos _serão_ por immundos entre todo o reptil; qualquer que os
tocar, estando elles mortos, será immundo até á tarde.

32 E tudo aquillo sobre o que d’elles cair _alguma coisa_, estando elles
mortos, será immundo; seja vaso de madeira, ou vestido, ou pelle, ou
sacco, qualquer instrumento, com que se faz _alguma_ obra, será mettido
[9] na agua, e será immundo até á tarde; depois será limpo.

33 E todo o vaso de barro, em que cair _alguma coisa_ d’elles, tudo o que
houver n’elle será immundo, e o [10] _vaso_ quebrareis.

34 Todo o manjar que se come, sobre o que vier tal agua, será immundo; e
toda a bebida que se bebe, em todo o vaso, será immunda.

35 E aquillo sobre o que cair alguma coisa de seu corpo morto, será
immundo: o forno e o vaso de barro serão quebrados; immundos _são_:
portanto vos serão por immundos.

36 Porém a fonte ou cisterna, em que _se_ recolhem aguas, será limpa, mas
quem tocar no seu cadaver será immundo.

37 E, se dos seus cadaveres cair _alguma coisa_ sobre _alguma_ semente de
semear, que se semeia, _será_ limpa;

38 Mas se fôr deitada agua sobre a semente, e se do seu cadaver cair
_alguma coisa_ sobre ella, vos _será_ por immunda.

39 E se morrer _algum_ dos animaes, que vos _servem_ de mantimento, quem
tocar no seu cadaver será immundo até á tarde;

40 E quem comer [11] do seu cadaver lavará os seus vestidos, e será
immundo até á tarde; e quem levar o seu corpo morto lavará os seus
vestidos, e será immundo até á tarde.

41 Tambem todo o reptil, que se arrasta sobre a terra, _será_ abominação;
não se comerá.

42 Tudo o que anda sobre o ventre, e tudo o que anda sobre quatro _pés_,
ou que tem mais pés, entre todo o reptil que se arrasta sobre a terra,
não comereis, porquanto _são_ uma abominação.

43 Não façaes [12] as vossas almas abominaveis por nenhum reptil que se
arrasta, nem n’elles vos contamineis, para ser immundos por elles;

44 Porque eu _sou_ o Senhor vosso Deus: portanto [13] vós os
sanctificareis, e sereis sanctos, porque eu _sou_ sancto; e não
contaminareis as vossas almas por nenhum reptil que se arrasta sobre a
terra;

45 Porque eu _sou_ [14] o Senhor, que vos faço subir da terra do Egypto,
para que eu seja vosso Deus, e para que sejaes sanctos; porque eu _sou_
sancto.

46 Esta é a lei dos animaes, e das aves, e de toda a alma vivente que se
move nas aguas, e de toda a alma que se arrasta sobre a terra;

47 Para fazer [15] differença entre o immundo e o limpo; e entre os
animaes que se podem comer e os animaes que não se podem comer.

[1] Deu. 14.4. Act. 10.12, 14.

[2] Isa. 65.4 e 66.3, 17 e 52.11. Mat. 15.11, 20. Mar. 7.2, 15, 18. Act.
10.14, 15 e 15.29. Rom. 14.14, 17. I Cor. 8.8. Col. 2.16, 21. Heb. 9.10.

[3] Deu. 14.9.

[4] cap. 7.18. Deu. 14.3.

[5] Deu. 14.12.

[6] Mat. 3.4. Mar. 1.6.

[7] cap. 14.8 e 15.5. Num. 19.10, 22 e 31.24.

[8] Isa. 66.17.

[9] cap. 15.12.

[10] cap. 6.28 e 15.12.

[11] cap. 17.15. Deu. 14.21. Eze. 4.14 e 44.31.

[12] cap. 20.25.

[13] Exo. 19.6. cap. 19.2 e 20.7, 26. I The. 4.7. I Ped. 1.16.

[14] Exo. 6.7. ver. 44.

[15] cap. 10.10.



_A purificação da mulher depois do parto._

12 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla aos filhos d’Israel, dizendo: Se uma mulher conceber [1] e parir
um macho, será immunda sete dias, assim como nos dias da separação da sua
enfermidade será immunda.

3 E no dia oitavo [2] se circumcidará _ao menino_ a carne do seu prepucio.

4 Depois ficará ella trinta e tres dias no sangue da sua purificação;
nenhuma coisa sancta tocará, e não virá ao sanctuario até que se cumpram
os dias da sua purificação.

5 Mas, se parir uma femea, será immunda duas semanas, como na sua
separação: depois ficará sessenta e seis dias no sangue da sua
purificação.

6 E, quando forem cumpridos os dias da sua purificação [3] por filho ou
por filha, trará um cordeiro d’um anno por holocausto, e um pombinho
ou uma rola para expiação do peccado, diante da porta da tenda da
congregação, ao sacerdote,

7 O qual o offerecerá perante o Senhor, e por ella fará propiciação; e
será limpa do fluxo do seu sangue: esta é a lei da que parir macho ou
femea.

8 Mas, se a sua mão [4] não alcançar assaz para um cordeiro, então tomará
duas rolas, ou dois pombinhos, um para o holocausto e outro para a
propiciação do peccado: [5] assim o sacerdote por ella fará expiação, e
será limpa.

[1] cap. 15.19. Luc. 2.22.

[2] Gen. 17.12. Luc. 1.59 e 2.21. João 7.22, 23.

[3] Luc. 2.22.

[4] cap. 5.7. Luc. 2.24.

[5] cap. 4.26.



_As leis ácerca da praga da lepra._

13 Fallou mais o Senhor a Moysés e a Aarão, dizendo:

2 O homem, quando na pelle da sua carne houver inchação, [1] ou pustula,
ou empola branca, que estiver na pelle de sua carne _como_ praga da
lepra, então será levado [2] a Aarão o sacerdote, ou a um de seus filhos,
os sacerdotes,

3 E o sacerdote examinará a praga na pelle da carne; se o pello na praga
se tornou branco, e a praga parecer mais profunda do que a pelle da sua
carne, praga da lepra _é_; o sacerdote, vendo-o, então o declarará por
immundo.

4 Mas, se a empola na pelle de sua carne _fôr_ branca, e não parecer
mais profunda do que a pelle, e o pello não se tornou branco, então o
sacerdote encerrará _o que tem_ a praga por sete dias;

5 E ao setimo dia o sacerdote o examinará; e eis que, se a praga ao seu
parecer parou, e a praga na pelle se não estendeu, então o sacerdote o
encerrará por outros sete dias;

6 E o sacerdote ao setimo dia o examinará outra vez; e eis-que, se a
praga se recolheu, e a praga na pelle se não estendeu, então o sacerdote
o declarará por limpo: apostema _é_; e lavará [3] os seus vestidos, e
será limpo.

7 Mas, se a apostema na pelle se estende grandemente, depois que foi
mostrado ao sacerdote para a sua purificação, outra vez será mostrado ao
sacerdote,

8 E o sacerdote o examinará, e eis que, se a apostema na pelle se tem
estendido, o sacerdote o declarará por immundo: lepra é.

9 Quando no homem houver praga de lepra, será levado ao sacerdote,

10 E o sacerdote o [4] examinará, e eis que, se ha inchação branca na
pelle, a qual tornou o pello em branco, e _houver alguma_ vivificação da
carne viva na inchação,

11 Lepra envelhecida é na pelle da sua carne: portanto o sacerdote o
declarará por immundo: não o encerrará, porque immundo é.

12 E, se a lepra florescer de todo na pelle, e a lepra cobrir toda a
pelle do que tem a praga, desde a sua cabeça até aos seus pés, quanto
podem ver os olhos do sacerdote.

13 Então o sacerdote examinará, e eis-que, se a lepra tem coberto toda a
sua carne, então declarará _o que tem_ a praga por limpo: todo se tornou
branco; limpo está.

14 Mas no dia em que apparecer n’ella carne viva será immundo.

15 Vendo pois o sacerdote a carne viva, declaral-o-ha por immundo: a
carne é immunda: lepra é.

16 Ou, tornando a carne viva, e mudando-se em branca, então virá ao
sacerdote,

17 E o sacerdote o examinará, e eis que, se a praga se tornou branca,
então o sacerdote por limpo declarará _o que tem_ a praga; limpo está.

18 Se tambem a carne, em cuja pelle houver alguma [5] ulcera, se sarar,

19 E, em logar da apostema, vier inchação branca ou empola branca,
tirando a vermelho, mostrar-se-ha então ao sacerdote.

20 E o sacerdote examinará, e eis que, se ella parece mais funda do que
a pelle, e o seu pello se tornou branco, o sacerdote o declarará por
immundo: praga da lepra é; pela apostema brotou.

21 E o sacerdote, vendo-a, e eis que n’ella não _apparece_ pello branco,
nem estiver mais funda do que a pelle, mas encolhida, então o sacerdote o
encerrará por sete dias.

22 Se depois grandemente se estender na pelle, o sacerdote o declarará
por immundo; praga é.

23 Mas, se a empola parar no seu logar, não se estendendo, inflammação da
apostema é; o sacerdote pois o declarará por limpo.

24 Ou, quando na pelle da carne houver queimadura de fogo, e no que é
sarado da queimadura houver empola branca, tirando a vermelho ou branco,

25 E o sacerdote vendo-a, e eis que o pello na empola se tornou branco,
e ella parece mais funda do que a pelle, lepra é, _que_ floresceu pela
queimadura: portanto o sacerdote o declarará por immundo; praga de lepra
é.

26 Mas, se o sacerdote, vendo-a, e eis que, na empola não apparecer pello
branco, nem estiver mais funda do que a pelle, mas recolhida, o sacerdote
o encerrará por sete dias.

27 Depois o sacerdote o examinará ao setimo dia; se grandemente se houver
estendido na pelle, o sacerdote o declarará por immundo; praga de lepra é.

28 Mas se a empola parar no seu logar, e na pelle não se estender, mas se
recolher, inchação da queimadura é: portanto o sacerdote o declarará por
limpo, porque signal é da queimadura.

29 E, quando homem ou mulher tiverem chaga na cabeça ou na barba,

30 E o sacerdote, examinando a chaga, e eis que, se ella parece mais
funda do que a pelle, e pello amarello fino n’ella ha, o sacerdote o
declarará por immundo; tinha é, lepra da cabeça ou da barba é.

31 Mas, se o sacerdote, havendo examinado a praga da tinha, e eis que, se
ella não parece mais funda do que a pelle, e se n’ella não houver pello
preto, então o sacerdote encerrará _o que tem_ a praga da tinha por sete
dias,

32 E o sacerdote examinará a praga ao setimo dia, e eis que se a tinha
não fôr estendida, e n’ella não houver pello amarello, nem a tinha
parecer mais funda do que a pelle,

33 Então se rapará; mas não rapará a tinha; e o sacerdote segunda vez
encerrará _o que_ a tinha por sete dias.

34 Depois o sacerdote examinará a tinha ao setimo dia; e eis que, se a
tinha não se houver estendido na pelle, e ella não parecer mais funda
do que a pelle, o sacerdote o declarará por limpo, e lavará os seus
vestidos, e será limpo.

35 Mas, se a tinha, depois da sua purificação, se houver estendido
grandemente na pelle,

36 Então o sacerdote o examinará, e eis que, se a tinha se tem estendido
na pelle, o sacerdote não buscará pello amarello: immundo está.

37 Mas, se a tinha ao seu ver parou, e pello preto n’ella cresceu, a
tinha está sã, limpo está: portanto o sacerdote o declarará por limpo.

38 E, quando homem ou mulher tiverem empolas brancas na pelle da sua
carne,

39 Então o sacerdote olhará, e eis que, se na pelle da sua carne
apparecem empolas recolhidas, brancas, bustela branca é, _que_ floresceu
na pelle; limpo está.

40 E, quando se pellar a cabeça do homem, calvo é, limpo está.

41 E, se se lhe pellar a frente da cabeça, meio calvo é; limpo está.

42 Porém, se na calva, ou na meia calva houver praga branca avermelhada,
lepra é, florescendo na sua calva ou na sua meia calva.

43 Havendo pois o sacerdote examinado, e eis que, se a inchação da praga
na sua calva ou meia calva _está_ branca, tirando a vermelho, como parece
a lepra na pelle da carne,

44 Leproso é aquelle homem, immundo está: o sacerdote o declarará
totalmente por immundo, na sua cabeça tem a sua praga.

45 Tambem os vestidos do leproso, em quem está a praga, serão rasgados, e
a sua cabeça será descoberta, e [6] cobrirá o beiço superior, e clamará:
Immundo, immundo.

46 Todos os dias em que a praga _houver_ n’elle, será immundo; immundo
está, habitará só: a sua habitação [7] _será_ fóra do arraial.

47 Quando tambem em algum vestido houver praga de lepra, em vestido de
lã, ou em vestido de linho,

48 Ou no fio urdido, ou no fio tecido, seja de linho, ou seja de lã, ou
em pelle, ou em qualquer obra de pelles,

49 E a praga no vestido, ou na pelle, ou no fio urdido, ou no fio tecido,
ou em qualquer coisa de pelles apparecer verde ou vermelha, praga de
lepra é, pelo que se mostrará ao sacerdote,

50 E o sacerdote examinará a praga, e encerrará _a coisa que tem_ a praga
por sete dias.

51 Então examinará a praga ao setimo dia; se a praga se houver estendido
no vestido, ou no fio urdido, ou no fio tecido, ou na pelle, para
qualquer obra que fôr feita da pelle, lepra [8] roedora é, immunda está;

52 Pelo que se queimará aquelle vestido, ou fio urdido, ou fio tecido de
lã, ou de linho, ou de qualquer obra de pelles, em que houver a praga,
porque lepra roedora é; com fogo se queimará.

53 Mas, o sacerdote, vendo, e eis que, se a praga se não estendeu no
vestido, ou no fio urdido, ou no tecido, ou em qualquer obra de pelles,

54 Então o sacerdote ordenará que se lave _aquillo_ no qual _havia_ a
praga, e o encerrará segunda vez por sete dias;

55 E o sacerdote, examinando a praga, depois que fôr lavada, e eis que se
a praga não mudou o seu parecer, nem a praga se estendeu, immundo está,
com fogo o queimarás; _praga_ penetrante é, seja raso [GF] em todo ou em
parte.

56 Mas se o sacerdote vir que a praga se tem recolhido, depois que fôr
lavada, então a rasgará do vestido, ou da pelle, ou do fio urdido ou
tecido;

57 E, se ainda apparecer no vestido, ou no fio urdido ou tecido ou em
qualquer coisa de pelles, _lepra_ brotante é: com fogo queimarás aquillo
em que ha a praga;

58 Mas o vestido, ou fio urdido ou tecido, ou qualquer coisa de pelles,
que lavares, e de que a praga se retirar, se lavará segunda vez, e será
limpo.

59 Esta _é_ a lei da praga da lepra do vestido de lã, ou de linho, ou do
fio urdido ou tecido, ou de qualquer coisa de pelles, para declaral-o por
limpo, ou para declaral-o por immundo.

[1] Deu. 28.27. Isa. 3.17.

[2] Deu. 17.8, 9 e 24.8. Luc. 17.14.

[3] cap. 11.25 e 14.8.

[4] Num. 12.10, 12. II Reis 5.27. II Chr. 26.20.

[5] Exo. 9.9.

[6] Eze. 24.17, 22. Miq. 3.7. Lam. 4.15.

[7] Num. 5.2 e 12.14. II Reis 7.3 e 15.5. II Chr. 26.21. Luc. 17.12.

[8] cap. 14.44.



_A lei ácerca do leproso depois de sarado._

14 Depois fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado [1]
ao sacerdote,

3 E o sacerdote sairá fóra do arraial, e o sacerdote, examinando, e eis
que, se a praga da lepra do leproso fôr sarada,

4 Então o sacerdote ordenará que _por_ aquelle que se houver de purificar
se tomem duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, [2] e carmezim e
hyssopo.

5 Mandará tambem o sacerdote que se degole uma ave n’um vaso de barro
sobre aguas vivas,

6 E tomará a ave viva, e o pau de cedro, e o carmezim, e o hyssopo, e os
molhará com a ave viva no sangue da ave que foi degolada sobre as aguas
vivas.

7 E sobre aquelle que ha de purificar-se da lepra espargirá [3] sete
vezes; então o declarará por limpo, e soltará a ave viva sobre a face do
campo.

8 E aquelle que tem a [4] purificar-se lavará os seus vestidos, e rapará
todo o seu pello, e se lavará com agua; assim será limpo: e depois
entrará no arraial, porém ficará [5] fóra da sua tenda por sete dias;

9 E será que ao setimo dia rapará todo o seu pello, a sua cabeça, e a
sua barba, e as sobrancelhas dos seus olhos; e rapará todo o seu _outro_
pello, e lavará os seus vestidos, e lavará a sua carne com agua, e será
limpo.

10 E ao dia oitavo tomará dois cordeiros sem mancha, e uma cordeira sem
mancha, de um anno, e tres dizimas de flor de farinha _para_ offerta de
manjares, amassada [6] com azeite, e um log de azeite;

11 E o sacerdote que faz a purificação apresentará ao homem que houver de
purificar-se com aquellas coisas perante o Senhor, á porta da tenda da
congregação.

12 E o sacerdote tomará um dos cordeiros, [7] e o offerecerá por expiação
da culpa, e o log de azeite; e os moverá _por_ offerta movida perante o
Senhor.

13 Então degolará o cordeiro [8] no logar em que se degola a expiação do
peccado e o holocausto, no logar sancto; porque _assim_ a [9] expiação da
culpa como a expiação do peccado é para o sacerdote; coisa sanctissima é.

14 E o sacerdote tomará do sangue da expiação da culpa, e o sacerdote
o porá sobre a ponta [10] da orelha direita d’aquelle que tem a
purificar-se, e sobre o dedo pollegar da sua mão direita, e no dedo
pollegar do seu pé direito.

15 Tambem o sacerdote tomará do log de azeite, e o derramará na palma da
sua propria mão esquerda.

16 Então o sacerdote molhará o seu dedo direito no azeite que está na
sua mão esquerda, e d’aquelle azeite com o seu dedo espargirá sete vezes
perante o Senhor;

17 E o restante do azeite, que _está_ na sua mão, o sacerdote porá sobre
a ponta da orelha direita d’aquelle que tem a purificar-se, e sobre o
dedo pollegar da sua mão direita, e sobre o dedo pollegar do seu pé
direito, em cima do sangue da expiação da culpa;

18 E o restante do azeite que _está_ na mão do sacerdote, o porá sobre a
cabeça d’aquelle que tem a purificar-se: assim o sacerdote fará expiação
por elle perante o Senhor.

19 Tambem o sacerdote fará a expiação do peccado, e fará [11] expiação
por aquelle que tem a purificar-se da sua immundicia; e depois degolará
[12] o holocausto;

20 E o sacerdote offerecerá o holocausto e a offerta de manjares sobre o
altar: assim o sacerdote fará expiação por elle, e será limpo.

21 Porém se _fôr_ pobre, [13] e a sua mão não alcançar _tanto_, tomará
um cordeiro _para_ expiação da culpa em offerta de movimento, para fazer
expiação por elle, e a dizima _de_ flor de farinha, amassada com azeite,
_para_ offerta de manjares, e um log de azeite,

22 E duas rolas, ou dois [14] pombinhos, conforme alcançar a sua mão,
_dos quaes_ um será para expiação do peccado, e o outro _para_ holocausto.

23 E ao oitavo [15] dia da sua purificação os trará ao sacerdote, á porta
da tenda da congregação, perante o Senhor,

24 E o sacerdote tomará [16] o cordeiro da expiação da culpa, e o log de
azeite, e o sacerdote os moverá _por_ offerta movida perante o Senhor.

25 Então degolará o cordeiro [17] da expiação da culpa, e o sacerdote
tomará do sangue da expiação da culpa, e _o_ porá sobre a ponta da orelha
direita d’aquelle que tem a purificar-se, e sobre o dedo pollegar da sua
mão direita, e sobre o dedo pollegar do seu pé direito.

26 Tambem o sacerdote derramará do azeite na palma da sua propria mão
esquerda;

27 Depois o sacerdote com o seu dedo direito espargirá do azeite que
_está_ na sua mão esquerda, sete vezes perante o Senhor,

28 E o sacerdote porá do azeite que _está_ na sua mão na ponta da orelha
direita d’aquelle que tem a purificar-se, e no dedo pollegar da sua mão
direita, e no dedo pollegar do seu pé direito; no logar do sangue da
expiação da culpa.

29 E o que sobejar do azeite que _está_ na mão do sacerdote porá sobre a
cabeça do que tem a purificar-se, para fazer expiação por elle perante o
Senhor.

30 Depois offerecerá uma das [18] rolas ou dos pombinhos, conforme
alcançar a sua mão.

31 Do que alcançar a sua mão, será um _para_ expiação do peccado e o
outro _para_ holocausto com a offerta de manjares; e _assim_ o sacerdote
fará expiação por aquelle que tem a purificar-se perante o Senhor.

32 Esta _é_ a lei _d’aquelle_ em quem estiver a praga da lepra, cuja mão
não alcançar _aquillo_ para a sua purificação.


_A lei ácerca da lepra n’uma casa._

33 Fallou mais o Senhor a Moysés e a Aarão, dizendo:

34 Quando tiverdes entrado na terra [19] de Canaan que vos hei de dar por
possessão, e eu enviar a praga da lepra em alguma casa da terra da vossa
possessão,

35 Então virá aquelle, cuja fôr a casa, e o fará saber ao sacerdote,
dizendo: Parece-me que ha como que [20] praga em minha casa.

36 E o sacerdote ordenará que despejem a casa, antes que venha o
sacerdote para examinar a praga, para que tudo o que _está_ na casa não
seja contaminado: e depois virá o sacerdote, para examinar a casa:

37 E, vendo a praga, e eis que se a praga nas paredes da casa tem
covinhas verdes ou vermelhas, e parecem mais fundas do que a parede,

38 Então o sacerdote sairá d’aquella casa para fóra da porta da casa, e
cerrará a casa por sete dias.

39 Depois tornará o sacerdote ao setimo dia, e examinará; e se _vir_ que
a praga nas paredes da casa se tem estendido,

40 Então o sacerdote ordenará que arranquem as pedras, em que _estiver_ a
praga, e que as lancem fóra da cidade n’um logar immundo:

41 E fará raspar a casa por dentro ao redor, e o pó que houverem raspado
lançarão fóra da cidade n’um logar immundo.

42 Depois tomarão outras pedras, e as porão no logar das primeiras
pedras; o outro barro se tomará, e a casa se rebocará.

43 Porém, se a praga tornar, e brotar na casa, depois de se arrancarem as
pedras, e depois da casa ser raspada, e depois de ser rebocada,

44 Então o sacerdote entrará, e, examinando, _eis_ que, se a praga na
casa se tem estendido, lepra roedora ha na casa: immunda está.

45 Portanto se derribará a casa, as suas pedras, e a sua madeira, como
tambem todo o barro da casa; e se levará para fóra [21] da cidade a um
logar immundo.

46 E o que entrar n’aquella casa, em qualquer dia em que estiver fechada,
será immundo até á tarde.

47 Tambem o que se deitar a dormir em _tal_ casa, lavará os seus
vestidos: e o que comer em _tal_ casa lavará os seus vestidos.

48 Porém, tornando o sacerdote a entrar, e, examinando, eis que, se a
praga na casa se não tem estendido, depois que a casa foi rebocada, o
sacerdote declarará a casa por limpa, porque a praga está curada.

49 Depois tomará para [22] expiar a casa duas aves, e pau de cedro, e
carmezim e hyssopo:

50 E degolará uma ave n’um vaso de barro sobre aguas vivas:

51 Então tomará pau de cedro, e o hyssopo, e o carmezim, e a ave viva,
e o molhará na ave degolada e nas aguas vivas, e espargirá a casa sete
vezes:

52 Assim expiará aquella casa com o sangue da avezinha, e com as aguas
vivas, e com a avezinha viva, e com o pau de cedro, e com o hyssopo, e
com o carmezim.

53 Então soltará a ave viva para fóra da cidade sobre a face do campo:
assim fará expiação pela casa, [23] e será limpa.

54 Esta _é_ a lei de toda a praga da lepra, [24] e da tinha,

55 E da lepra dos vestidos, [25] e das casas,

56 E da inchação, [26] e da apostema, e das empolas;

57 Para ensinar [27] em que dia _alguma coisa será_ immunda, e em que dia
_será_ limpa. Esta _é_ a lei da lepra.

[1] Mat. 8.2, 4. Mar. 1.40, 44. Luc. 5.12, 14 e 17.14.

[2] Num. 19.6. Heb. 9.19. Psa. 51.7.

[3] Heb. 9.13. II Reis 5.10, 14.

[4] cap. 13.6. cap. 11.25.

[5] Num. 12.15.

[6] cap. 2.1. Num. 15.4, 15.

[7] cap. 5.18 e 6.6, 7. Exo. 29.24.

[8] Exo. 29.11. cap. 1.5, 11 e 4.4, 24.

[9] cap. 7.7 e 2.3 e 7.6 e 21.22.

[10] Exo. 29.20. cap. 8.23.

[11] cap. 4.26.

[12] cap. 5.1, 6 e 12.7.

[13] cap. 5.7 e 12.8.

[14] cap. 15.14, 15.

[15] ver. 10, 11.

[16] ver. 12.

[17] ver. 14.

[18] ver. 22. cap. 15.15.

[19] Gen. 17.8. Num. 32.22. Deu. 7.1 e 32.49.

[20] Psa. 91.10. Pro. 3.33. Zac. 5.4.

[21] cap. 13.51. Zac. 5.4.

[22] ver. 4.

[23] ver. 20.

[24] cap. 13.30.

[25] cap. 13.47. ver. 34.

[26] cap. 13.2.

[27] Deu. 24.8. Eze. 44.23.



_Immundicias do homem e da mulher._

15 Fallou mais o Senhor a Moysés e a Aarão, dizendo:

2 Fallae aos filhos de Israel, e dizei-lhes; Qualquer homem que tiver
fluxo da sua carne, [1] será immundo por _causa do_ seu fluxo.

3 Esta pois será a sua immundicia por causa do seu fluxo: se a sua carne
vasa do seu fluxo, ou se a sua carne estanca do seu fluxo, esta é a sua
immundicia.

4 Toda a cama, em que se deitar o que tiver fluxo, será immunda; e toda a
coisa, sobre o que se assentar, será immunda.

5 E, qualquer que tocar a sua cama, lavará os seus vestidos, e se banhará
em agua, e será immundo até á tarde.

6 E aquelle que se assentar sobre aquillo em que se assentou o que tem o
fluxo, lavará os seus vestidos, e se banhará em agua e será immundo até á
tarde.

7 E aquelle que tocar a carne do que tem o fluxo, lavará os seus
vestidos, e se banhará em agua, [2] e será immundo até á tarde.

8 Quando tambem o que tem o fluxo cuspir sobre um limpo, então lavará
este os seus vestidos, e se banhará em agua, e será immundo até á tarde.

9 Tambem toda a sella, em que cavalgar o que tem o fluxo, será immunda.

10 E qualquer que tocar em alguma coisa que estiver debaixo d’elle, será
immundo até á tarde; e aquelle que a levar, lavará os seus vestidos, e se
banhará em agua, e será immundo até á tarde.

11 Tambem todo aquelle, a quem tocar o que tem o fluxo, sem haver lavado
as suas mãos com agua, lavará os seus vestidos, e se banhará em agua e
será immundo até á tarde.

12 E [3] o vaso de barro, que tocar o que tem o fluxo, será quebrado;
porém todo o vaso de madeira será lavado com agua.

13 Quando, pois, o que tem o fluxo, estiver limpo do seu fluxo, [4]
contar-se-ha sete dias para a sua purificação, e lavará os seus vestidos,
e banhará a sua carne em aguas vivas; e será limpo.

14 E ao dia oitavo tomará [5] duas rolas ou dois pombinhos, e virá
perante o Senhor, á porta da tenda da congregação, e os dará ao sacerdote:

15 E o sacerdote offerecerá [6] um _para_ expiação do peccado, e o outro
_para_ holocausto; e _assim_ [7] o sacerdote fará por elle expiação do
seu fluxo perante o Senhor.

16 Tambem o [8] homem, quando sair d’elle a semente da copula, toda a sua
carne banhará com agua, e será immundo até á tarde.

17 Tambem todo o vestido, e toda a pelle em que houver semente da copula,
se lavará com agua, e será immundo até á tarde.

18 E tambem a mulher, com que homem se deitar com semente da copula,
ambos se banharão com agua, e serão [9] immundos até á tarde;

19 Mas [10] a mulher, quando tiver fluxo, e o seu fluxo de sangue estiver
na sua carne, estará sete dias na sua separação, e qualquer que a tocar
será immundo até á tarde.

20 E tudo aquillo, sobre o que ella se deitar durante a sua separação,
será immundo; e tudo, sobre o que se assentar, será immundo.

21 E qualquer que tocar a sua cama, lavará os seus vestidos, e se
banhará com agua, e será immundo até á tarde.

22 E qualquer que tocar alguma coisa, sobre o que ella se tiver
assentado, lavará os seus vestidos, e se banhará com agua, e será immundo
até á tarde.

23 Se tambem _alguma coisa estiver_ sobre a cama, ou sobre o vaso em que
ella se assentou, se a tocar, será immundo até á tarde.

24 E se, com effeito, qualquer homem se [11] deitar com ella, e a sua
immundicia estiver sobre elle, immundo será por sete dias; tambem toda a
cama, sobre que se deitar, será immunda.

25 Tambem a mulher, [12] quando manar o fluxo do seu sangue, por muitos
dias fóra do tempo da sua separação, ou quando tiver fluxo de sangue
por mais tempo do que a sua separação, todos os dias do fluxo da sua
immundicia será immunda, como nos dias da sua separação.

26 Toda a cama, sobre que se deitar todos os dias do seu fluxo,
ser-lhe-ha como a cama da sua separação; e toda a coisa, sobre que se
assentar, será immunda, conforme á immundicia da sua separação.

27 E qualquer que a tocar será immundo; portanto lavará os seus vestidos,
e se banhará com agua, e será immundo até á tarde.

28 Porém quando fôr [13] limpa do seu fluxo, então se contarão sete dias,
e depois será limpa.

29 E ao oitavo dia tomará duas rolas, ou dois pombinhos, e os trará ao
sacerdote, á porta da tenda da congregação.

30 Então o sacerdote offerecerá um _para_ expiação do peccado, e o outro
_para_ holocausto: e o sacerdote fará por ella expiação do fluxo da sua
immundicia perante o Senhor.

31 Assim separareis os [14] filhos de Israel das suas immundicias, para
que não morram nas suas immundicias, contaminando [15] o meu tabernaculo,
que está no meio d’elles.

32 Esta _é_ a [16] lei d’aquelle que tem o fluxo, e _d’aquelle_ de quem
sae a semente da copula, e que fica por _ella_ immundo;

33 Como tambem da mulher enferma na sua [17] separação, e d’aquelle que
padece do seu fluxo, _seja_ macho ou femea, e do homem que se deita com
_mulher_ immunda.

[1] cap. 22.4. Num. 5.2. II Sam. 3.29. Mat. 9.20. Mar. 5.25. Luc. 8.43.

[2] cap. 11.25 e 17.15.

[3] cap. 6.28 e 11.32, 33.

[4] ver. 28. cap. 14.8.

[5] cap. 14.22, 23.

[6] cap. 14.30, 31.

[7] cap. 14.19, 31.

[8] cap. 22.4. Deu. 23.10.

[9] I Sam. 21.4.

[10] cap. 12.2.

[11] cap. 20.18.

[12] Mat. 9.20. Mar. 5.25. Luc. 8.43.

[13] ver. 13.

[14] cap. 11.47. Deu. 24.8. Eze. 44.23.

[15] Num. 5.3 e 19.13, 20. Eze. 5.11 e 23.38.

[16] ver. 2 e 16.

[17] ver. 19, 24 e 25.



_Como Aarão deve entrar no sanctuario._

16 E fallou o Senhor a Moysés, depois que [1] morreram os dois filhos de
Aarão, quando se chegaram diante do Senhor e morreram.

2 Disse pois o Senhor a Moysés: Dize a Aarão, teu irmão que não [2]
entre no sanctuario em todo o tempo, para dentro do véu, diante do
propiciatorio que _está_ sobre a arca, para que não morra; [3] porque eu
appareço na nuvem sobre o propiciatorio.

3 Com isto Aarão entrará no sanctuario: [4] com um novilho, para expiação
do peccado, e um carneiro para holocausto.

4 Vestirá elle [5] a tunica sancta de linho, e terá ceroulas de linho
sobre a sua carne, e cingir-se-ha com um cinto de linho, e se cobrirá com
uma mitra de linho: estes _são_ vestidos sanctos: por isso banhará a sua
carne na agua, e [6] os vestirá.

5 E da [7] congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para
expiação do peccado e um carneiro para holocausto.

6 Depois Aarão offerecerá o novilho da [8] expiação, que _será_ para
elle; e fará expiação por si e pela sua casa.

7 Tambem tomará ambos os bodes, e os porá perante o Senhor, á porta da
tenda da congregação.

8 E Aarão lançará sortes sobre os dois bodes: uma sorte pelo Senhor, e a
outra sorte pelo bode emissario.

9 Então Aarão fará chegar o bode, sobre o qual cair a sorte pelo Senhor,
e o offerecerá _para_ expiação do peccado.

10 Mas o bode, sobre que cair a sorte para ser bode emissario,
apresentar-se-ha vivo perante o Senhor, para fazer expiação [9] com elle,
para envial-o ao deserto como bode emissario.


_O sacrificio pelo proprio summo sacerdote._

11 E Aarão fará chegar o novilho da expiação, que _será_ para elle, e
fará expiação por si e pela sua casa; e degolará o novilho da expiação,
que _é_ para elle.

12 Tomará tambem [10] o incensario cheio de brazas de fogo do altar, de
diante do Senhor, e os seus punhos [11] cheios de incenso _aromatico_
moido, e o metterá dentro do véu.

13 E porá [12] o incenso sobre o fogo perante o Senhor, e a nuvem do
incenso cobrirá o propiciatorio, que _está_ sobre o [13] testemunho, para
que não morra.

14 E tomará do sangue [14] do novilho, e com o seu dedo espargirá sobre a
face do propiciatorio, para a banda do oriente; e perante o propiciatorio
espargirá sete vezes do sangue com o seu dedo.


_O sacrificio pelo povo._

15 Depois degolará o [15] bode da expiação, que _será_ para o povo, e
trará o seu sangue para dentro do [16] véu; e fará com o seu sangue como
fez com o sangue do novilho, e o espargirá sobre o propiciatorio, e
perante a face do propiciatorio.

16 Assim fará expiação [17] pelo sanctuario por causa das immundicias
dos filhos de Israel e das suas transgressões, segundo todos os seus
peccados: e assim fará para a tenda da congregação que mora com elles no
meio das suas immundicias.

17 E nenhum homem [18] estará na tenda da congregação quando elle entrar
a fazer expiação no sanctuario, até que elle saia: assim fará expiação
por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel.

18 Então sairá ao altar, que está perante o Senhor, e [19] fará expiação
por elle; e tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá
sobre os cornos do altar ao redor.

19 E d’aquelle sangue espargirá sobre elle com o seu dedo sete vezes, e o
[20] purificará das immundicias dos filhos de Israel, e o sanctificará.

20 Havendo pois acabado de expiar o sanctuario, [21] e a tenda da
congregação, e o altar, então fará chegar o bode vivo.

21 E Aarão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vive, e sobre
elle confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as
suas transgressões, [22] segundo todos os seus peccados: e os porá sobre
a cabeça do bode, e envial-o-ha ao deserto, pela mão d’um homem designado
_para isso_.

22 Assim aquelle bode [23] levará sobre si todas as iniquidades d’elles á
terra solitaria; e enviará o bode ao deserto.

23 Depois Aarão virá á tenda da congregação, e despirá [24] os vestidos
de linho, que havia vestido quando entrara no sanctuario, e ali os
deixará.

24 E banhará a sua carne em agua no logar sancto, e vestirá os seus
vestidos; então sairá e preparará [25] o seu holocausto, e o holocausto
do povo, e fará expiação por si e pelo povo.

25 Tambem queimará a gordura da expiação do peccado sobre [26] o altar.

26 E aquelle que tiver levado o bode (que era bode emissario) lavará os
seus vestidos, e banhará a sua [27] carne em agua; e depois entrará no
arraial.

27 Mas [28] o novilho da expiação, e o bode da expiação do peccado, cujo
sangue foi trazido para fazer expiação no sanctuario, será levado fóra do
arraial: porém as suas pelles, a sua carne, e o seu esterco queimarão com
fogo.

28 E aquelle que os queimar lavará os seus vestidos, e banhará a sua
carne em agua; e depois entrará no arraial.


_A festa annual das expiações._

29 E _isto_ vos será por estatuto perpetuo: no setimo mez, aos dez [29]
do mez, affligireis as vossas almas, e nenhuma obra fareis, _nem_ o
natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós.

30 Porque n’aquelle dia fará expiação por vós, para purificar-vos: _e_
sereis purificados [30] de todos os vossos peccados perante o Senhor.

31 É um [31] sabbado de descanço para vós, e affligireis as vossas almas:
isto _é_ estatuto perpetuo.

32 E o sacerdote, que fôr [32] ungido, e que fôr sagrado, para
administrar o sacerdocio no logar de seu pae, fará a expiação, havendo
vestido os vestidos de linho, os vestidos sanctos:

33 Assim expiará [33] o sancto sanctuario; tambem expiará a tenda da
congregação e o altar; similhantemente fará expiação pelos sacerdotes e
por todo o povo da congregação.

34 E isto vos [34] será por estatuto perpetuo, para fazer expiação pelos
filhos d’Israel de todos os seus peccados, uma vez no anno. [35] E fez
_Aarão_ como o Senhor ordenara a Moysés.

[1] cap. 10.1, 2.

[2] Heb. 10.19.

[3] Exo. 25.22 e 40.34. I Reis 8.10, 11, 12.

[4] Heb. 9.7, 12, 24, 25. cap. 4.3.

[5] Exo. 28.39, 42, 43. cap. 6.10. Eze. 44.17, 18.

[6] Exo. 30.20. cap. 8.6, 7.

[7] cap. 4.14. Num. 29.11. II Chr. 29.21. Esd. 6.17. Eze. 45.22, 23.

[8] cap. 9.7. Heb. 7.27, 28 e 9.7.

[9] I João 2.2.

[10] cap. 10.1. Num. 16.18, 46. Apo. 8.5.

[11] Exo. 30.34.

[12] Exo. 30.1, 7, 8. Num. 16.7, 18, 46. Apo. 8.3, 4.

[13] Exo. 25.21.

[14] cap. 4.5. Heb. 9.13, 25 e 10.4. cap. 4.6.

[15] Heb. 2.17 e 5.2 e 9.7, 28.

[16] ver. 2. Heb. 6.19 e 9.3, 7, 12.

[17] Exo. 29.36. Eze. 45.18. Heb. 9.22, 23.

[18] Exo. 34.3. Luc. 1.10.

[19] Exo. 30.10. cap. 4.7, 18. Heb. 9.22, 28.

[20] Eze. 43.20.

[21] ver. 16. Eze. 45.20.

[22] Isa. 53.6.

[23] Isa. 53.11, 12. João 1.29. Heb. 9.28. I Ped. 2.24.

[24] Eze. 42.14 e 44.19.

[25] ver. 3, 5.

[26] cap. 4.10.

[27] cap. 15.5.

[28] cap. 4.12, 21 e 6.30. Heb. 13.11.

[29] cap. 23.27. Num. 29.7. Isa. 58.3, 5.

[30] Psa. 51.2. Jer. 33.8. Eph. 5.26. Heb. 9.13, 14 e 10.1, 2. I João
1.7, 9.

[31] cap. 23.32.

[32] cap. 4.3, 5, 16. Exo. 29.29, 30. Num. 20.26, 28. ver. 4.

[33] ver. 6, 16, 17, 18, 24.

[34] cap. 23.31.

[35] Exo. 30.10. Heb. 9.7, 25.



_O sangue de todos os animaes deve trazer-se á porta do tabernaculo._

17 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla a Aarão e aos seus filhos, e a todos os filhos d’Israel, e
dize-lhes: Esta _é_ a palavra que o Senhor ordenou, dizendo:

3 Qualquer homem da casa de Israel que degolar [1] boi, ou cordeiro, ou
cabra, no arraial, ou quem os degolar fóra do arraial,

4 E os não trouxer [2] á porta da tenda da congregação, para offerecer
offerta ao Senhor diante do tabernaculo do Senhor, a tal homem será
imputado o sangue; derramou sangue: [3] pelo que tal homem será extirpado
do seu povo,

5 Para que os filhos de Israel, trazendo os seus sacrificios, que
sacrificam sobre a face [4] do campo, os tragam ao Senhor, á porta da
tenda da congregação, ao sacerdote, e os sacrifiquem _por_ sacrificios
pacificos ao Senhor.

6 E o sacerdote espargirá [5] o sangue sobre o altar do Senhor, á porta
da tenda da congregação, [6] e queimará a gordura por cheiro suave ao
Senhor.

7 E nunca mais sacrificarão os seus sacrificios [7] aos demonios, após
os quaes elles fornicam: isto ser-lhes-ha por estatuto perpetuo nas suas
gerações.

8 Dize-lhes pois: Qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros
que peregrinam entre vós, que offerecer holocausto [8] ou sacrificio,

9 E não trouxer á porta [9] da tenda da congregação, para offerecel-o ao
Senhor, o tal homem será extirpado dos seus povos.


_A prohibição de comer sangue._

10 E, qualquer homem [10] da casa de Israel, ou dos estrangeiros que
peregrinam entre elles, que comer algum sangue, [11] contra aquella alma
que comer sangue, eu porei a minha face, e a extirparei do seu povo.

11 Porque [12] a [GG] alma da carne está no sangue; pelo que vol o tenho
dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas: porquanto _é_
o sangue que [13] fará expiação pela alma.

12 Portanto tenho dito aos filhos de Israel: Nenhuma alma de entre vós
comerá sangue, nem o estrangeiro, que peregrine entre vós, comerá sangue.

13 Tambem, qualquer homem dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que
peregrinam entre elles, que caçar [14] caça d’animal ou d’ave que se
come, [15] derramará o seu sangue, e o cobrirá com pó;

14 Porquanto [16] _é_ a alma de toda a carne; o seu sangue _é_ pela sua
alma: por isso tenho dito aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de
nenhuma carne, porque a alma de toda a carne _é_ o seu sangue; qualquer
que o comer será extirpado.

15 E toda a alma entre os naturaes, ou entre os estrangeiros, [17] que
comer corpo morto ou dilacerado, [18] lavará os seus vestidos, e se
banhará com agua, e será immunda até á tarde; depois será limpa.

16 Mas, se _os_ não lavar, nem banhar a sua carne, levará [19] _sobre si_
a sua iniquidade.

[1] Deu. 12.15, 21.

[2] Deu. 12.6, 13, 14.

[3] Gen. 17.14.

[4] Gen. 21.33 e 22.2 e 31.54. II Reis 16.4 e 17.10. II Chr. 28.4. Eze.
20.28.

[5] cap. 3.2.

[6] Exo. 29.18. cap. 3.5, 11, 16 e 4.31. Num. 18.17.

[7] Deu. 32.17. II Chr. 11.15. Psa. 106.37. I Cor. 10.20. Apo. 9.20. Exo.
34.15. cap. 20. Deu. 31.16.

[8] cap. 1.2, 3.

[9] ver. 4.

[10] Gen. 9.4. cap. 3.17 e 7.26, 27 e 19.26. Deu. 12.16, 23 e 15.23. I
Sam. 14.33. Eze. 44.7.

[11] cap. 20.3, 5, 6 e 26.17. Jer. 44.11. Eze. 14.8 e 15.7.

[12] ver. 14. Mat. 26.28. Mar. 14.24. Rom. 3.25 e 5.9. Eph. 1.7. Col.
1.14, 20. Heb. 13.12. I Ped. 1.2. I João 1.7. Apo. 1.5.

[13] Heb. 9.22.

[14] cap. 7.26.

[15] Deu. 12.16, 24 e 15.23. Eze. 24.7.

[16] ver. 11, 12. Gen. 9.4. Deu. 12.23.

[17] Exo. 22.31. cap. 22.8. Deu. 14.21. Eze. 4.14 e 44.31.

[18] cap. 11.25 e 15.5.

[19] cap. 5.1 e 19.8. Num. 19.20.



_Casamentos illicitos._

18 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou [1] o Senhor vosso Deus.

3 Não fareis segundo [2] as obras da terra do Egypto, em que habitastes,
nem fareis segundo as obras da terra de Canaan, na qual eu vos metto, nem
andareis nos seus estatutos.

4 Fareis _conforme_ aos [3] meus juizos, e os meus estatutos guardareis,
para andardes n’elles: Eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

5 Portanto os meus estatutos e os meus juizos guardareis; os quaes,
fazendo [4] o homem, viverá por elles: Eu _sou_ o Senhor.

6 Nenhum homem se chegará a qualquer parenta da sua carne, para descobrir
a sua nudez: Eu _sou_ o Senhor.

7 Não descobrirás [5] a nudez de tua mãe: _ella_ é tua mãe; não
descobrirás a sua nudez.

8 Não descobrirás a nudez [6] da mulher de teu pae.

9 A nudez [7] de tua irmã, filha de teu pae, ou filha de tua mãe, nascida
em casa, ou fóra da casa, a sua nudez não descobrirás.

10 A nudez da filha do teu filho, ou da filha de tua filha, a sua nudez
não descobrirás: porque _ella_ é tua nudez.

11 A nudez da filha da mulher de teu pae, gerada de teu pae (_ella_ é tua
irmã), a sua nudez não descobrirás.

12 A nudez da irmã de teu pae não descobrirás; [8] _ella_ é parenta de
teu pae.

13 A nudez da irmã de tua mãe não descobrirás; pois _ella_ é parenta de
tua mãe.

14 A nudez do irmão de teu pae não descobrirás; [9] não chegarás á sua
mulher; _ella_ é tua tia.

15 A nudez de tua nora não descobrirás: [10] _ella_ é mulher de teu
filho: não descobrirás a sua nudez.

16 A nudez da mulher de teu irmão não descobrirás; [11] é a nudez de teu
irmão.

17 A nudez d’uma mulher e de sua filha não descobrirás: [12] não tomarás
a filha de seu filho, nem a filha de sua filha, para descobrir a sua
nudez; parentas são: maldade é.

18 E não tomarás [13] uma mulher com sua irmã, para affligil-a,
descobrindo a sua nudez com ella na sua vida.


_Uniões abominaveis._

19 E não chegarás [14] á mulher durante a separação da sua immundicia,
para descobrir a sua nudez,

20 Nem te deitarás [15] com a mulher de teu proximo para copula de
semente, para te contaminar com ella.

21 E da tua semente não darás para fazer passar _pelo fogo_ [16] perante
Molech; e não profanarás [17] o nome de teu Deus: Eu _sou_ o Senhor.

22 Com macho te não [18] deitarás, como se fosse mulher: abominação é;

23 Nem te deitarás [19] com um animal, para te não contaminar com elle:
nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com elle;
confusão é.

24 Com nenhuma d’estas coisas vos contamineis: [20] porque em todas estas
coisas se contaminaram as gentes que eu lanço fóra de diante da vossa
face.

25 Pelo que a terra está contaminada; [21] e eu visitarei sobre ella a
sua iniquidade, e a terra vomitará os seus moradores.

26 Porém vós guardareis [22] os meus estatutos e os meus juizos, e
_nenhuma_ d’estas abominações fareis, _nem_ o natural, nem o estrangeiro
que peregrina entre vós;

27 Porque todas estas abominações fizeram os homens d’esta terra, que
_n’ella estavam_ antes de vós; e a terra foi contaminada.

28 Para que a terra vos não vomite, [23] havendo-a contaminado, como
vomitou a gente que _n’ella estava_ antes de vós.

29 Porém, qualquer que fizer alguma d’estas abominações, as almas que
_as_ fizeram serão extirpadas do seu povo.

30 Portanto guardareis o meu mandado, não fazendo [24] nenhum dos
estatutos abominaveis que se fizeram antes de vós, e não vos contamineis
com elles: Eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

[1] ver. 4. Exo. 6.7. cap. 11.14 e 19.4, 10, 34 e 20.7. Eze. 20.5, 7, 19,
20.

[2] Eze. 20.7, 8 e 23.8. Exo. 23.24. cap. 20.23. Deu. 12.4, 30, 31.

[3] Deu. 4.1, 2 e 6.1. Eze. 20.19.

[4] Eze. 20.11, 13, 21. Luc. 10.28. Rom. 10.5. Gal. 3.12. Exo. 6.2, 6,
29. Mal. 3.6.

[5] cap. 20.11.

[6] Gen. 49.4. cap. 20.11. Deu. 22.30 e 27.20. Eze. 22.10. Amós 2.7. I
Cor. 5.1.

[7] cap. 20.17. II Sam. 13.12. Eze. 22.11.

[8] cap. 20.19.

[9] cap. 20.20.

[10] Gen. 38.18, 26. cap. 20.12. Eze. 22.11.

[11] cap. 20.21. Mat. 14.4. Deu. 25.5. Mat. 22.24. Mar. 12.19.

[12] cap. 20.14.

[13] I Sam. 1.6, 8.

[14] cap. 20.18. Eze. 18.6 e 22.10.

[15] cap. 20.10. Exo. 20.14. Deu. 5.18 e 22.22. Pro. 6.29, 32. Mal. 3.5.
Mat. 5.37. Rom. 2.22. I Cor. 6.9. Heb. 13.4.

[16] cap. 20.2. II Reis 16.3 e 21.6 e 23.10. Jer. 19.5. Eze. 20.31 e
23.37, 39. I Reis 11.7, 33. Act. 7.43.

[17] cap. 19.12 e 20.3 e 21.6 e 22.2, 32. Eze. 36.20, etc. Mal. 1.12.

[18] cap. 20.13. Rom. 1.27. I Cor. 6.9. I Tim. 1.10.

[19] cap. 20.15, 16. Exo. 22.19. cap. 20.12.

[20] ver. 30. Mar. 7.21, 22, 23. I Cor. 3.17. cap. 20.23. Deu. 18.12.

[21] Num. 35.34. Jer. 2.7 e 16.18. Eze. 36.17. Isa. 26.21. Jer. 5.9, 29
e 23.2. Ose. 2.13 e 8.13 e 9.9.

[22] ver. 5, 30. cap. 20.22, 23.

[23] cap. 20.22. Jer. 9.19. Eze. 36.13, 17.

[24] ver. 8, 26. cap. 20.23. Deu. 18.9. ver. 2, 4, 24.



_A repetição de diversas leis._

19 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: [1]
Sanctos sereis, porque Eu, o Senhor vosso Deus, _sou_ sancto.

3 Cada um temerá a sua mãe [2] e a seu pae, e guardará os meus sabbados:
Eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

4 Não vos virareis para os idolos, [3] nem vos fareis deuses de fundição:
Eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

5 E, quando sacrificardes sacrificio pacifico [4] ao Senhor, [GH] da
vossa propria vontade o sacrificareis.

6 No dia em que o sacrificardes, e no dia seguinte, se comerá; mas o que
sobejar ao terceiro dia será queimado com fogo.

7 E, se alguma coisa d’elle fôr comida ao terceiro dia, coisa abominavel
é: não será acceita.

8 E _qualquer_ que o comer levará a sua iniquidade, porquanto profanou a
sanctidade do Senhor; por isso tal alma será extirpada do seu povo.

9 Quando tambem segardes [5] a sega da vossa terra, o canto do teu campo
não segarás totalmente, nem as espigas caidas colherás da tua sega.

10 Similhantemente não rabiscarás a tua vinha, nem colherás os bagos
caidos da tua vinha: deixal-os-has ao pobre e ao estrangeiro: Eu _sou_ o
Senhor vosso Deus.

11 Não furtareis [6] nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com
o seu proximo;

12 Nem jurareis [7] falso pelo meu nome, pois profanarás o nome do teu
Deus: Eu _sou_ o Senhor.

13 Não opprimirás [8] o teu proximo, nem o roubarás: a paga do jornaleiro
não ficará comtigo até á manhã.

14 Não amaldiçoarás ao surdo, nem porás tropeço [9] diante do cego: mas
terás temor do teu Deus: Eu _sou_ o Senhor.

15 Não fareis injustiça [10] no juizo: não acceitarás o pobre, nem
respeitarás o grande; com justiça julgarás o teu proximo.

16 Não andarás como [11] mexeriqueiro entre os teus povos: não te porás
contra [12] o sangue do teu proximo: Eu _sou_ o Senhor.

17 Não aborrecerás a [13] teu irmão no teu coração: não deixarás de [14]
reprehender o teu proximo, e n’elle não soffrerás peccado.

18 Não te vingarás [15] nem guardarás _ira_ contra os filhos do teu povo;
mas amarás o teu proximo como a ti mesmo: Eu _sou_ o Senhor.

19 Guardareis os meus estatutos: não permittirás que se ajuntem
misturadamente os teus animaes de differente especie: no teu campo
[16] não semearás _semente de_ mistura, e vestido de diversos estofos
misturados não vestireis.

20 E, quando um homem se deitar com uma mulher que fôr serva desposada do
homem, e não fôr resgatada, nem se lhe houver dado liberdade, então serão
açoitados; não morrerão, pois não foi libertada.

21 E, _por_ expiação da sua [17] culpa, trará ao Senhor, á porta da tenda
da congregação, um carneiro da expiação,

22 E, com o carneiro da expiação da culpa, o sacerdote fará propiciação
por elle perante o Senhor, pelo seu peccado que peccou; e o seu peccado,
que peccou, lhe será perdoado.

23 E, quando tiverdes entrado na terra, e plantardes toda a arvore
de comer, ser-vos-ha incircumciso o seu fructo; tres annos vos será
incircumciso; _d’elle_ não se comerá.

24 Porém no quarto anno todo o seu fructo será sancto para dar [18]
louvores ao Senhor.

25 E no quinto anno comereis o seu fructo, para que [GI] vos faça crescer
a sua novidade: Eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

26 Não comereis [19] _coisa alguma_ com o sangue; não agourareis nem
adivinhareis.

27 Não cortareis o cabello, [20] arredondando os cantos da vossa cabeça,
nem damnificarás a ponta da tua barba.

28 Pelos mortos não dareis golpes [21] na vossa carne: nem fareis marca
alguma sobre vós: Eu _sou_ o Senhor.

29 Não contaminarás [22] a tua filha, fazendo-a fornicar: para que a
terra não fornique, nem se encha de maldade.

30 Guardareis [23] os meus sabbados, e o meu sanctuario reverenciareis:
Eu _sou_ o Senhor.

31 Não vos virareis para [24] os adivinhadores e encantadores; não os
busqueis, contaminando-vos com elles: Eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

32 Diante das cãs te levantarás, [25] e honrarás a face do velho; e terás
temor do teu Deus: Eu _sou_ o Senhor.

33 E quando o estrangeiro [26] peregrinar comtigo na vossa terra, não o
opprimireis.

34 Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina comvosco:
amal-o-has [27] como a ti mesmo, pois estrangeiros fostes na terra do
Egypto: Eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

35 Não commettereis [28] injustiça no juizo, nem na vara, nem no peso,
nem na medida.

36 Balanças justas, [29] pedras justas, epha justa, e justo hin tereis:
Eu _sou_ o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egypto.

37 Pelo que guardareis todos os meus estatutos, [30] e todos os meus
juizos, e os fareis: Eu _sou_ o Senhor.

[1] cap. 11.44 e 20.7, 26. I Ped. 1.16.

[2] Exo. 20.8, 12 e 31.13.

[3] Exo. 20.4. cap. 26.1. I Cor. 10.14. I João 5.21. Exo. 34.17. Deu.
27.15.

[4] cap. 7.16.

[5] cap. 23.22. Deu. 24.19, 20, 21. Ruth 2.15, 16.

[6] Exo. 20.15 e 22.1, 7, 10-12. Deu. 5.19. cap. 6.2. Eph. 4.25. Col. 3.9.

[7] Exo. 20.7. cap. 6.3. Deu. 5.11. Mat. 5.33. Thi. 5.12. cap. 18.21.

[8] Mar. 10.19. I The. 4.6. Deu. 24.14, 15. Mal. 3.5. Thi. 5.4.

[9] Deu. 27.18. Rom. 14.13. ver. 32. Gen. 42.18. cap. 25.17. Ecc. 5.7. I
Ped. 2.17.

[10] Exo. 23.2, 3. Deu. 1.17 e 16.19 e 27.19. Pro. 24.23. Thi. 2.9.

[11] Exo. 23.1. Psa. 15.3 e 50.20. Pro. 11.13 e 20.19. Eze. 22.9.

[12] Exo. 23.1, 7. I Reis 21.13. Mat. 26.60.

[13] I João 2.9, 11 e 3.15.

[14] Mat. 18.15. Luc. 17.3. Gal. 6.1. Eph. 5.11. I Tim. 5.20. II Tim.
4.2. Tito 1.13 e 2.15.

[15] II Sam. 13.22. Pro. 20.22. Rom. 12.17, 19. Gal. 5.20. Eph. 4.31.
Thi. 5.9. I Ped. 2.1. Mat. 5.43.

[16] Deu. 22.9, 10, 11.

[17] cap. 5.15 e 6.6.

[18] Deu. 12.17, 18. Pro. 3.9.

[19] cap. 17.10, etc. Deu. 12.23 e 18.10, 11, 14. I Sam. 15.23. II Reis
17.17 e 21.6. II Chr. 33.6. Mal. 3.5.

[20] cap. 21.5. Isa. 15.2. Jer. 48.37.

[21] cap. 21.5. Deu. 14.1. Jer. 16.6 e 48.37.

[22] Deu. 23.17.

[23] ver. 3. cap. 26.2. Ecc. 5.1.

[24] Exo. 22.18. cap. 20.6, 27. Deu. 18.10. I Sam. 28.7. I Chr. 10.13.
Isa. 8.19. Act. 16.16.

[25] Pro. 20.29. I Tim. 5.1. ver. 14.

[26] Exo. 22.21 e 23.9.

[27] Exo. 12.48, 49. Deu. 10.19.

[28] ver. 15.

[29] Deu. 25.13, 15. Pro. 11.1 e 16.11 e 20.10.

[30] cap. 13.4, 5. Deu. 4.5, 6 e 5.1 e 6.25.



_As penas de diversos crimes._

20 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Tambem dirás [1] aos filhos de Israel: Qualquer que, dos filhos de
Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam em Israel, dér da sua semente
a Molech, certamente morrerá; o povo da terra o apedrejará com pedras.

3 E eu porei [2] a minha face contra esse homem, e o extirparei do meio
do seu povo, porquanto deu da sua semente a Molech, para contaminar o meu
sanctuario e profanar o meu sancto nome.

4 E, se o povo da terra de alguma maneira esconder os seus olhos
d’aquelle homem que houver dado da sua semente a Molech, assim que o [3]
não matem,

5 Então eu porei a minha [4] face contra aquelle homem, e contra a sua
familia, e o extirparei do meio do seu povo, com todos os que fornicam
após d’elle, fornicando após de Molech.

6 Quando uma alma se virar para [5] os adivinhadores e encantadores, para
fornicar após d’elles, eu porei a minha face contra aquella alma, e a
extirparei do meio do seu povo.

7 Portanto sanctificae-vos, [6] e sêde sanctos, pois Eu _sou_ o Senhor
vosso Deus.

8 E guardae os meus estatutos, [7] e fazei-os: Eu _sou_ o Senhor que vos
sanctifica.

9 Quando um homem amaldiçoar a seu [8] pae ou a sua mãe certamente
morrerá: amaldiçoou a seu pae ou a sua mãe; o seu sangue [9] _é_ sobre
elle.

10 Tambem o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado
[10] com a mulher do seu proximo, certamente morrerá o adultero e a
adultera.

11 E o homem que se deitar com a mulher de seu pae [11] descobriu a nudez
de seu pae; ambos certamente morrerão: o seu sangue _é_ sobre elles.

12 Similhantemente, quando um homem se deitar com a sua nora, [12] ambos
certamente morrerão: fizeram confusão; o seu sangue _é_ sobre elles.

13 Quando tambem um homem se deitar com _outro_ homem, [13] como com
mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue _é_
sobre elles.

14 E, quando um homem tomar uma mulher e a sua mãe, [14] maldade é: a
elle e a ellas queimarão com fogo, para que não haja maldade no meio de
vós.

15 Quando tambem um homem se deitar [15] com um animal, certamente
morrerá; e matareis o animal.

16 Tambem a mulher que se chegar a algum animal, para ter ajuntamento com
elle, aquella mulher matarás com o animal; certamente morrerão; o seu
sangue _é_ sobre elles.

17 E, quando um homem tomar [16] a sua irmã, filha de seu pae, ou filha
de sua mãe, e elle vir a nudez d’ella, e ella vir a sua, torpeza é:
portanto serão extirpados aos olhos dos filhos do seu povo: descobriu a
nudez de sua irmã, levará _sobre si_ a sua iniquidade.

18 E, quando um homem [17] se deitar com uma mulher que tem a sua
enfermidade, e descobriu a sua nudez, descobrindo a sua fonte, e ella
descobrir a fonte do seu sangue, ambos serão extirpados do meio do seu
povo.

19 Tambem a nudez [18] da irmã de tua mãe, ou da irmã de teu pae não
descobrirás: porquanto descobriu a sua parenta, sobre si levarão a sua
iniquidade.

20 Quando tambem um homem se deitar com a sua tia [19] descobriu a nudez
de seu tio: seu peccado sobre si levarão; sem filhos morrerão.

21 E quando um homem tomar a mulher de seu irmão, [20] immundicia é: a
nudez de seu irmão descobriu: sem filhos ficarão.

22 Guardae pois todos os meus estatutos, e todos os meus juizos, e
fazei-os, [21] para que vos não vomite a terra, na qual eu vos metto para
habitar n’ella.

23 E não andeis [22] nos estatutos da gente que eu lanço fóra diante da
vossa face, porque fizeram todas estas coisas: portanto fui enfadado
d’elles.

24 E a vós [23] vos tenho dito: Em herança possuireis a sua terra, e eu
a darei a vós, para possuil-a em herança, terra que mana leite e mel: Eu
_sou_ o Senhor vosso Deus, [24] que vos separei dos povos.

25 Fareis pois differença [25] entre os animaes limpos e immundos, e
entre as aves immundas e as limpas; [26] e as vossas almas não fareis
abominaveis por _causa_ dos animaes, ou das aves, ou de tudo o que se
arrasta sobre a terra; as quaes coisas apartae de vós, para tel-as por
immundas.

26 E ser-me-heis sanctos, [27] porque Eu, o Senhor, _sou_ sancto, e
separei-vos dos povos, para serdes meus.

27 Quando pois algum homem ou mulher em si tiver um espirito adivinho,
[28] ou fôr encantador, certamente morrerão: com pedras se apedrejarão; o
seu sangue _é_ sobre elles.

[1] cap. 18.2, 21. Jer. 7.31 e 32.35. Eze. 20.31.

[2] cap. 17.10. Eze. 5.11 e 23.38, 39. cap. 18.21.

[3] Deu. 17.2, 3, 5.

[4] cap. 17.10. Exo. 20.5. cap. 17.7.

[5] cap. 19.31.

[6] cap. 11.44 e 19.2. I Ped. 1.16.

[7] cap. 19.37. Exo. 31.13. cap. 21.8. Eze. 37.28.

[8] Exo. 21.17. Deu. 27.16. Pro. 20.20. Mat. 15.4.

[9] ver. 11, 12, 13, 16, 27. II Sam. 1.16.

[10] cap. 18.20. Deu. 22.22.

[11] cap. 18.8. Deu. 27.23.

[12] cap. 18.22. Deu. 23.17. Gen. 19.5.

[13] cap. 18.22. Deu. 23.17. Gen. 19.5.

[14] cap. 18.17. Deu. 27.33.

[15] cap. 18.23. Deu. 27.21.

[16] cap. 18.9. Deu. 27.22. Gen. 20.12.

[17] cap. 18.19 e 15.24.

[18] cap. 18.6, 12, 13.

[19] cap. 18.14.

[20] cap. 18.16.

[21] cap. 18.26 e 18.25, 28.

[22] cap. 18.3, 24, 20. cap. 18.27. Deu. 9.5.

[23] Exo. 3.17 e 6.8.

[24] ver. 26. Exo. 19.5 e 33.16. Deu. 7.6 e 14.2. I Reis 8.53.

[25] cap. 11.47. Deu. 14.4.

[26] cap. 11.47.

[27] ver. 7. cap. 19.2. I Ped. 1.16. ver. 24. Tito 2.14.

[28] Exo. 22.18. cap. 19.31. Deu. 18.10, 11. I Sam. 28.7, 8. ver. 9.



_Leis ácerca dos sacerdotes._

21 Depois disse o Senhor a Moysés: Falla aos sacerdotes, filhos d’Aarão,
e dize-lhes: O sacerdote não se contaminará [1] por _causa_ d’um morto
entre os seus povos,

2 Salvo por seu parente mais chegado a elle: por sua mãe, e por seu pae,
e por seu filho, e sua filha, e por seu irmão,

3 E por sua irmã virgem, chegada a elle, que ainda não teve marido: por
ella se contaminará.

4 Não se contaminará por principe entre os seus povos, para se profanar.

5 Não farão calva na sua cabeça, [2] e não raparão a ponta da sua barba,
nem darão golpes na sua carne.

6 Sanctos serão a seu Deus, e não profanarão [3] o nome do seu Deus,
porque offerecem as offertas queimadas do Senhor, o pão do seu Deus:
portanto serão sanctos.

7 Não tomarão mulher [4] prostituta ou infame, nem tomarão mulher
repudiada de seu marido; pois sancto é a seu Deus.

8 Portanto o sanctificarás, porquanto offerece o pão do teu Deus: sancto
será para ti, pois Eu, o Senhor [5] que vos sanctifica, _sou_ sancto.

9 E quando a filha [6] d’um sacerdote começar a fornicar, profana a seu
pae; com fogo será queimada.

10 E o summo sacerdote entre seus irmãos, [7] sobre cuja cabeça foi
derramado o azeite da uncção, e que fôr sagrado para vestir os vestidos,
não descobrirá a sua cabeça nem rasgará os seus vestidos;

11 E não se chegará [8] a cadaver algum, _nem_ por _causa_ de seu pae,
nem por sua mãe, se contaminará;

12 Nem sairá [9] do sanctuario, para que não profane o sanctuario do seu
Deus, pois a corôa do azeite da uncção do seu Deus _está_ sobre elle; Eu
_sou_ o Senhor.

13 E elle tomará uma mulher na [10] sua virgindade.

14 Viuva, ou repudiada, ou deshonrada, _ou_ prostituta, estas não tomará,
mas virgem dos seus povos tomará por mulher.

15 E não profanará a sua semente entre os seus povos; porque Eu _sou_
[11] o Senhor _que_ o sanctifico.

16 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

17 Falla a Aarão, dizendo: Ninguem da tua semente, nas suas gerações, em
que houver alguma falta, se chegará a offerecer o pão do seu Deus.

18 Pois nenhum homem em quem houver alguma deformidade se chegará: _como_
homem cego, ou côxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente
compridos,

19 Ou homem que tiver quebrado o pé, ou quebrada a mão,

20 Ou corcovado, ou anão, ou que tiver belida no olho, ou sarna, ou
impigens, [12] ou que tiver testiculo quebrado.

21 Nenhum homem da semente de Aarão, o sacerdote, em quem houver alguma
deformidade, se chegará [13] para offerecer as offertas queimadas do
Senhor: falta n’elle ha; não se chegará para offerecer o pão do seu Deus.

22 O pão [14] do seu Deus [GJ] das sanctidades de sanctidades e das
coisas sanctas poderá comer.

23 Porém até ao véu não entrará, nem se chegará ao altar, porquanto falta
ha n’elle, [15] para que não profane os meus sanctuarios; porque Eu _sou_
o Senhor _que_ os sanctifico.

24 E Moysés fallou _isto_ a Aarão e a seus filhos, e a todos os filhos de
Israel.

[1] Eze. 44.25.

[2] cap. 19.27, 28. Deu. 14.1. Eze. 44.20.

[3] cap. 18.21 e 19.12.

[4] Eze. 44.22. Deu. 24.1, 2.

[5] cap. 20.7, 8.

[6] Gen. 38.24.

[7] Exo. 29.29, 30. cap. 8.12 e 16.32. Num. 35.25. Exo. 28.2. cap. 16.32
e 10.6.

[8] Num. 19.14. ver. 1, 2.

[9] cap. 10.7. cap. 8.12, 30.

[10] ver. 7. Eze. 44.22.

[11] ver. 8.

[12] Deu. 23.1.

[13] ver. 6.

[14] cap. 2.3, 10 e 6.17, 29 e 7.1 e 24.9. Num. 18.9.

[15] ver. 12.



_A lei ácerca de comer coisas sanctas._

22 Depois fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Dize a Aarão e a seus filhos que se apartem [1] das coisas sanctas dos
filhos de Israel, que a mim me sanctificam, para que não profanem [2] o
[GK] nome da minha sanctidade: Eu _sou_ o Senhor.

3 Dize-lhes: Todo o homem, que entre as vossas gerações, de toda a vossa
semente, se chegar ás coisas sanctas que os filhos de Israel sanctificam
ao Senhor, tendo sobre si a sua [3] immundicia, aquella alma será
extirpada de diante da minha face: Eu _sou_ o Senhor.

4 Ninguem da semente d’Aarão, que fôr leproso, ou tiver [4] fluxo, comerá
das coisas sanctas, até que seja limpo: como tambem o que tocar alguma
coisa immunda de cadaver, ou aquelle de que sair a semente da copula,

5 Ou qualquer que tocar a algum reptil, [5] pelo que se fez immundo, ou a
algum homem, pelo que se fez immundo, segundo toda a sua immundicia.

6 O homem que o tocar será immundo até á tarde, e não comerá das coisas
sanctas, [6] mas banhará a sua carne em agua.

7 E havendo-se o sol já posto, então será limpo, e depois comerá das
coisas sanctas; porque este é o seu [7] pão.

8 O corpo morto e o dilacerado não comerá, [8] para n’elle se não
contaminar: Eu _sou_ o Senhor.

9 Guardarão pois o meu [9] mandamento, para que por isso não levem
peccado, e morram n’elle, havendo-as profanado: Eu _sou_ o Senhor _que_
os sanctifico.

10 Tambem nenhum estranho comerá das coisas sanctas: nem o hospede do
sacerdote nem o jornaleiro comerão das coisas sanctas.

11 Mas quando o sacerdote comprar alguma alma com o seu dinheiro, aquella
comerá d’ellas, e o nascido na sua casa: estes comerão [10] do seu pão.

12 E, quando a filha do sacerdote se _casar_ com homem estranho, ella não
comerá da offerta movida das coisas sanctas.

13 Mas quando a filha do sacerdote fôr viuva ou repudiada, e não tiver
semente, [11] e se houver tornado á casa de seu pae, como na sua
mocidade, do pão de seu pae comerá; mas nenhum estranho comerá d’elle.

14 E quando alguem por erro [12] comer a coisa sancta, sobre ella
accrescentará seu quinto, e _o_ dará ao sacerdote com a coisa sancta.

15 Assim não profanarão [13] as coisas sanctas dos filhos de Israel, que
offerecem ao Senhor,

16 Nem os farão levar a iniquidade da culpa, [14] comendo as suas coisas
sanctas: pois Eu _sou_ o Senhor que as sanctifico.


_Os animaes sacrificados devem ser sem defeito._

17 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

18 Falla a Aarão, e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel, e
dize-lhes: [15] Qualquer que, da casa de Israel, ou dos estrangeiros
em Israel, offerecer a sua offerta, quer dos seus votos, quer das suas
offertas voluntarias, que offerecerem ao Senhor em holocausto,

19 [GL] Segundo a sua [16] vontade, offerecerá macho sem mancha, das
vaccas, dos cordeiros, ou das cabras.

20 Nenhuma coisa em que haja defeito [17] offerecereis, porque não seria
acceita por vós.

21 E, quando alguem offerecer sacrificio pacifico [18] ao Senhor,
separando das vaccas ou das ovelhas um voto, ou offerta voluntaria, sem
mancha será, para que seja acceito; nenhum defeito haverá n’elle.

22 O cego, [19] ou quebrado, ou aleijado, o verrugoso, ou sarnoso, ou
cheio de impigens, este não offerecereis ao Senhor, e d’elles não poreis
offerta queimada ao Senhor sobre o altar.

23 Porém boi, [20] ou gado miudo, comprido ou curto de membros, poderás
offerecer _por_ offerta voluntaria, mas por voto não será acceito.

24 O machucado, ou moido, ou despedaçado, ou cortado, não offerecereis ao
Senhor: não fareis isto na vossa terra.

25 Tambem da mão do [21] estrangeiro nenhum manjar offerecereis ao vosso
Deus, de todas estas coisas, pois a sua corrupção está n’ellas; falta
n’ellas ha; não serão acceitas por vós.

26 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

27 Quando nascer o boi, [22] ou cordeiro, ou cabra, sete dias estará
debaixo de sua mãe; depois, desde o dia oitavo em diante, será acceito
por offerta queimada ao Senhor.

28 Tambem boi ou gado miudo, [23] a elle e a seu filho não degolareis
n’um dia.

29 E, quando sacrificardes sacrificio de [24] louvores ao Senhor, o
sacrificareis da vossa vontade.

30 No mesmo dia se comerá; nada deixareis ficar [25] até á manhã: Eu
_sou_ o Senhor.

31 Pelo que guardareis [26] os meus mandamentos, e os fareis: Eu _sou_ o
Senhor.

32 E não profanareis [27] o meu sancto nome, para que eu seja
sanctificado no meio dos filhos de Israel: Eu _sou_ o Senhor que vos
sanctifico;

33 Que vos tirei [28] da terra do Egypto, para vos ser por Deus: Eu _sou_
o Senhor.

[1] Num. 6.3.

[2] cap. 18.21. Exo. 28.33. Num. 18.32. Deu. 15.19.

[3] cap. 7.20.

[4] cap. 15.2 e 14.2 e 15.13. Num. 19.11, 22. cap. 15.16.

[5] cap. 11.24, 43, 44 e 15.7, 19.

[6] cap. 15.5. Heb. 10.22.

[7] cap. 21.22. Num. 18.11, 13.

[8] Exo. 22.31. cap. 17.15. Eze. 44.31.

[9] Exo. 28.43. Num. 18.22, 32.

[10] Num. 18.22, 32.

[11] Gen. 38.11. cap. 10.14. Num. 18.11.

[12] cap. 5.15, 16.

[13] Num. 18.32.

[14] ver. 9.

[15] cap. 1.2, 3, 10. Num. 15.14.

[16] cap. 1.3.

[17] Deu. 15.21 e 17.1. Mal. 1.8, 14. Eph. 5.27. Heb. 9.14. I Ped. 1.19.

[18] cap. 3.1, 6. cap. 7.16. Num. 15.3, 8. Deu. 23.21, 23. Psa. 61.8 e
65.1. Ecc. 5.4, 5.

[19] ver. 20. Mal. 1.8. cap. 1.9, 13 e 3.3, 5.

[20] cap. 21.18.

[21] Num. 15.15, 16.

[22] Exo. 22.30.

[23] Deu. 22.6.

[24] cap. 7.12. Psa. 107.23 e 116.17. Amós 4.5.

[25] cap. 7.15.

[26] cap. 19.37. Num. 15.40. Deu. 4.40.

[27] cap. 18.21 e 10.3. Mat. 6.9. Luc. 11.2. cap. 20.8.

[28] Exo. 6.7. cap. 11.45 e 19.36 e 25.38.



_As festas solemnes do Senhor._

23 Depois fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla [1] aos filhos de Israel, e dize-lhes: As solemnidades do Senhor,
que convocareis, serão sanctas convocações: estas _são_ as minhas
solemnidades:


_O sabbado._

3 Seis dias obra se fará, [2] mas ao setimo dia _será o_ sabbado do
descanço, sancta convocação; nenhuma obra fareis; sabbado do Senhor _é_
em todas as vossas habitações.


_A paschoa._

4 Estas _são_ as solemnidades [3] do Senhor, as sanctas convocações, que
convocareis ao seu tempo determinado;

5 No mez primeiro, aos [4] quatorze do mez, pela tarde, _é_ a paschoa do
Senhor.

6 E aos quinze dias d’este mez _é_ a festa dos asmos do Senhor: sete dias
comereis asmos.

7 No primeiro dia [5] tereis sancta convocação: nenhuma obra servil
fareis;

8 Mas sete dias offerecereis offerta queimada ao Senhor: ao setimo dia
_haverá_ sancta convocação: nenhuma obra servil fareis.


_As primicias._

9 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

10 Falla aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes [6] entrado
na terra, que vos hei de dar, e segardes a sua sega, então trareis um
mólho das primicias da vossa sega ao sacerdote:

11 E elle moverá o mólho perante o Senhor, para que sejaes acceitos: ao
seguinte dia do sabbado o moverá o sacerdote.

12 E no dia em que moverdes o mólho, preparareis um cordeiro sem mancha,
de um anno, em holocausto ao Senhor,

13 E a sua offerta [7] de manjares, duas dizimas _de_ flor de farinha,
amassada com azeite, para offerta queimada em cheiro suave ao Senhor, e a
sua libação de vinho, o quarto de um hin.

14 E não comereis pão, nem trigo tostado, nem espigas verdes, até áquelle
mesmo dia em que trouxerdes a offerta do vosso Deus: estatuto perpetuo
_é_ por vossas gerações, em todas as vossas habitações.

15 Depois para vós [8] contareis desde o dia seguinte ao sabbado, desde
o dia em que trouxerdes o mólho da offerta movida: sete semanas inteiras
serão.

16 Até ao dia seguinte, ao setimo sabbado, contareis [9] cincoenta dias:
então offerecereis nova offerta de manjares ao Senhor.

17 Das vossas habitações trareis dois pães de movimento: de duas dizimas
de farinha serão, levedados se cozerão: [10] primicias _são_ ao Senhor.

18 Tambem com o pão offerecereis sete cordeiros sem mancha, de um anno,
e um novilho, e dois carneiros; holocausto serão ao Senhor, com a sua
offerta de manjares, e as suas libações, _por_ offerta queimada de cheiro
suave ao Senhor.

19 Tambem offerecereis um [11] bode para expiação do peccado, e dois
cordeiros de um anno por sacrificio pacifico.

20 Então o sacerdote os moverá com o pão das primicias _por_ offerta
movida perante o Senhor, com os dois cordeiros: sanctidade [12] serão ao
Senhor para o sacerdote.

21 E n’aquelle mesmo dia apregoareis _que_ tereis sancta convocação:
nenhuma obra servil fareis: estatuto perpetuo _é_ em todas as vossas
habitações pelas vossas gerações.

22 E, quando segardes a [13] sega da vossa terra, não acabarás de segar
os cantos do teu campo, nem colhereis as [14] espigas _caidas_ da tua
sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás: Eu _sou_ o Senhor
vosso Deus.

23 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

24 Falla aos filhos de Israel, dizendo: No mez setimo, [15] ao primeiro
do mez, tereis descanço, [16] memoria da jubilação, sancta convocação.

25 Nenhuma obra servil fareis, mas offerecereis offerta queimada ao
Senhor.


_O dia da expiação._

26 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

27 Mas aos dez d’este [17] mez setimo _será_ o dia da expiação: tereis
sancta convocação, e affligireis as vossas almas; e offerecereis offerta
queimada ao Senhor.

28 E n’aquelle mesmo dia nenhuma obra fareis, porque é o dia da expiação,
para fazer expiação por vós perante o Senhor vosso Deus.

29 Porque toda a alma, que n’aquelle mesmo dia se não affligir, será
extirpada [18] do seu povo.

30 Tambem toda a alma, que n’aquelle mesmo dia fizer alguma obra, aquella
alma eu destruirei do meio do seu povo.

31 Nenhuma obra fareis: [19] estatuto perpetuo _é_ pelas vossas gerações
em todas as vossas habitações.

32 Sabbado de descanço vos será; então affligireis as vossas almas: aos
nove do mez á tarde, d’uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso
sabbado.

33 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

34 Falla aos filhos de Israel, [20] dizendo: Aos quinze dias d’este mez
setimo _será_ a festa dos tabernaculos ao Senhor por sete dias.

35 Ao primeiro dia _haverá_ sancta convocação: nenhuma obra servil fareis.

36 Sete dias offerecereis offertas queimadas ao Senhor: [21] ao dia
oitavo tereis sancta convocação, e offerecereis offertas queimadas ao
Senhor: dia de prohibição _é_, nenhuma obra servil fareis.

37 Estas _são_ as solemnidades do Senhor, [22] que apregoareis para
sanctas convocações, para offerecer ao Senhor offerta queimada,
holocausto e offerta de manjares, sacrificio e libações, cada qual em seu
dia proprio:

38 Além [23] dos sabbados do Senhor, e além dos vossos dons, e além de
todos os vossos votos, e além de todas as vossas offertas voluntarias que
dareis ao Senhor.

39 Porém aos quinze dias do mez setimo, quando tiverdes recolhido [24] a
novidade da terra, celebrareis a festa do Senhor por sete dias; ao dia
primeiro _haverá_ descanço, e ao dia oitavo _haverá_ descanço.

40 E [25] ao primeiro dia [GM] tomareis para vós ramos de formosas
arvores, ramos de palmas, ramos de arvores espessas, e salgueiros de
ribeiras; [26] e vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus por sete dias.

41 E [27] celebrareis esta festa ao Senhor por sete dias cada anno:
estatuto perpetuo _é_ pelas vossas gerações; no mez setimo a celebrareis.

42 Sete [28] dias habitareis debaixo de tendas: todos os naturaes em
Israel habitarão em tendas:

43 Para que saibam as vossas gerações [29] que eu fiz habitar os filhos
de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egypto; Eu sou o Senhor
vosso Deus.

44 Assim pronunciou [30] Moysés as solemnidades do Senhor aos filhos de
Israel.

[1] ver. 4, 37. Exo. 32.5. II Reis 10.20. Psa. 81.3.

[2] Exo. 20.9 e 23.12 e 31.15 e 34.21. cap. 19.3. Deu. 5.13. Luc. 13.14.

[3] ver. 2, 37. Exo. 23.14.

[4] Exo. 12.6, 14, 18 e 13.3 e 23.15 e 34.18. Num. 9.2, 3 e 28.16, 17.
Deu. 16.1, 8. Jos. 5.10.

[5] Exo. 12.16. Num. 28.18, 25.

[6] Exo. 23.16, 19 e 34.22, 26. Num. 15.2, 18 e 28.26. Deu. 16.9. Jos.
3.15. Thi. 1.18. Apo. 14.4.

[7] cap. 2.14, 15, 16.

[8] cap. 25.8. Deu. 16.9.

[9] Act. 2.1. Num. 28.26.

[10] Exo. 23.19 e 34.22, 26. Num. 15.17, 21 e 28.26.

[11] cap. 4.23, 28. Num. 28.30. cap. 3.1.

[12] Deu. 18.4.

[13] cap. 19.9.

[14] Deu. 24.19.

[15] Num. 29.1.

[16] cap. 25.9.

[17] cap. 16.30. Num. 29.7.

[18] Gen. 17.14.

[19] cap. 20.3, 5, 6.

[20] Num. 29.12. Deu. 16.13. Esd. 3.4 e 8.14. Zac. 14.16. João 7.37.

[21] Num. 29.35. Neh. 8.18. João 7.37. Deu. 16.8. II Chr. 7.9. Joel 1.14
e 2.15.

[22] ver. 2, 4.

[23] Num. 29.39.

[24] Exo. 23.16. Deu. 16.13.

[25] Neh. 8.15.

[26] Deu. 16.14, 15.

[27] Num. 29.12. Neh. 8.18.

[28] Neh. 8.14, 15, 16.

[29] Deu. 31.13. Psa. 78.5, 6.

[30] ver. 2.



_A lei ácerca das lampadas._

24 E Fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Ordena [1] aos filhos d’Israel que te tragam azeite de oliveiras, puro,
batido, para a luminaria, para accender as lampadas continuamente.

3 Aarão as porá em ordem perante o Senhor continuamente, desde a tarde
até á manhã, fóra do véu do testemunho, na tenda da congregação: estatuto
perpetuo _é_ pelas vossas gerações.

4 Sobre o castiçal puro porá em ordem as lampadas [2] perante o Senhor
continuamente.


_O pão para a mesa do Senhor._

5 Tambem tomarás _da_ flor de farinha, e d’ella cozerás [3] doze bolos:
cada bolo será de duas dizimas.

6 E os porás em duas fileiras, seis em _cada_ fileira, sobre a [4] mesa
pura, perante o Senhor.

7 E sobre _cada_ fileira porás incenso puro, para que seja para o pão por
offerta memorial; offerta queimada _é_ ao Senhor.

8 Em cada dia de [5] sabbado, isto se porá em ordem perante o Senhor
continuamente, pelos filhos de Israel, por concerto perpetuo.

9 E será [6] de Aarão e de seus filhos, os quaes o comerão no logar
sancto, porque uma coisa sanctissima é para elle, das offertas queimadas
ao Senhor, por estatuto perpetuo.


_A pena do peccado de blasphemia._

10 E saiu um filho d’uma mulher israelita, o qual _era_ filho d’um homem
egypcio, no meio dos filhos de Israel; e o filho da israelita e um homem
israelita porfiaram no arraial.

11 Então o filho da mulher israelita blasphemou o [7] nome do Senhor, e
o amaldiçoou, pelo que o trouxeram a Moysés: e o nome de sua mãe _era_
Shelomith, filha de Dibri, da tribu de Dan.

12 E o levaram á prisão, [8] até que se lhes fizesse declaração pela
bocca do Senhor.

13 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

14 Tira o que tem blasphemado para fóra do arraial; e todos os que
o ouviram porão [9] as suas mãos sobre a sua cabeça: então toda a
congregação o apedrejará.

15 E aos filhos de Israel fallarás, dizendo: Qualquer que amaldiçoar o
seu Deus, [10] levará sobre _si_ o seu peccado.

16 E aquelle que blasphemar o [11] nome do Senhor, certamente morrerá;
toda a congregação certamente o apedrejará; assim o estrangeiro como o
natural, blasphemando o nome do Senhor, será morto.

17 E quem matar [12] a alguem certamente morrerá.

18 Mas quem matar [13] um animal, o restituirá, vida por vida.

19 Quando tambem alguem desfigurar o seu proximo, como elle fez [14]
assim lhe será feito:

20 Quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente: como elle
tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará.

21 Quem pois matar [15] um animal, restituil-o-ha, mas quem matar um
homem [16] será morto.

22 Uma mesma lei tereis; [17] assim será o estrangeiro como o natural;
pois eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

23 E disse Moysés aos filhos de Israel que levassem [18] o que tinha
blasphemado para fóra do arraial, e o apedrejassem com pedras: e fizeram
os filhos de Israel como o Senhor ordenara a Moysés.

[1] Exo. 27.20.

[2] Exo. 31.8 e 39.37.

[3] Exo. 25.30.

[4] I Reis 7.48. II Chr. 4.19 e 13.11. Heb. 9.2.

[5] Num. 4.7. II Chr. 2.4.

[6] Exo. 29.33. cap. 8.31 e 21.22.

[7] ver. 16. Job 1.5, 11 e 2.5, 9, 10. Isa. 8.21.

[8] Num. 15.34. Num. 27.5.

[9] Deu. 13.9 e 17.7.

[10] cap. 5.1 e 20.17. Num. 9.13.

[11] I Reis 21.10, 13. Psa. 74.10, 18. Mat. 12.31. Mar. 3.28. Thi. 2.7.

[12] Num. 35.31. Deu. 19.11, 12.

[13] ver. 21.

[14] Exo. 21.24. Deu. 19.21. Mat. 5.38 e 7.2.

[15] ver. 18. Exo. 21.23.

[16] ver. 17.

[17] Exo. 12.49. cap. 19.34. Num. 15.16.

[18] ver. 14.



25 Fallou mais o Senhor a Moysés no monte de Sinai, dizendo:

2 Falla aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na
terra, que eu vos dou, então a terra descançará um [1] sabbado ao Senhor.

3 Seis annos semearás a tua terra, e seis annos podarás a tua vinha, e
colherás a sua novidade:

4 Porém ao setimo anno haverá sabbado de descanço para a terra, um
sabbado ao Senhor: não semearás o teu campo nem podarás a tua vinha.

5 O que nascer de si mesmo da tua sega não segarás, [2] e as uvas da tua
separação não vindimarás: anno de descanço será para a terra.

6 E o sabbado da terra vos será por alimento, a ti, e ao teu servo, e á
tua serva, e ao teu jornaleiro, e ao estrangeiro que peregrina comtigo;

7 E ao teu gado, e aos teus animaes, que _estão_ na tua terra, toda a sua
novidade será por mantimento.


_O anno do jubileu._

8 Tambem contarás sete semanas d’annos, sete vezes sete annos: de maneira
que os dias das sete semanas d’annos te serão quarenta e nove annos.

9 Então no mez setimo, aos dez do mez, farás passar a trombeta do
jubileu: no dia da expiação [3] fareis passar a trombeta por toda a vossa
terra.

10 E sanctificareis o anno quinquagesimo, e apregoareis [4] liberdade na
terra a todos os seus moradores: anno de jubileu vos será, e tornareis,
cada um á sua possessão, e [5] tornareis, cada um á sua familia.

11 O anno quinquagesimo vos será jubileu: não semearás [6] nem segarás
o que n’elle nascer de si mesmo, nem n’elle vindimareis _as uvas_ das
separações,

12 Porque jubileu é, sancto será para vós: a novidade do campo [7]
comereis.

13 N’este [8] anno do jubileu tornareis cada um á sua possessão.

14 E quando venderdes alguma coisa ao vosso proximo, ou a comprardes da
mão do vosso proximo, ninguem opprima [9] a seu irmão:

15 Conforme ao numero dos annos desde o jubileu, [10] comprarás ao teu
proximo; e conforme ao numero dos annos das novidades, elle a venderá a
ti.

16 Conforme á multidão dos annos, augmentarás o seu preço, e conforme á
diminuição dos annos abaixarás o seu preço; porque _conforme_ ao numero
das novidades _é que_ elle te vende.

17 Ninguem pois opprima [11] ao seu proximo; mas terás temor do teu Deus:
porque Eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

18 E fazei os meus [12] estatutos, e guardae os meus juizos, e fazei-os:
assim habitareis [13] seguros na terra.

19 E a terra dará o seu fructo, e comereis a [14] fartar, e n’ella
habitareis seguros.

20 E se disserdes: Que comeremos no [15] anno setimo? eis que não havemos
de semear [16] nem colher a nossa novidade;

21 Então _eu_ mandarei [17] a minha benção sobre vós no sexto anno, para
que dê fructo por tres annos.

22 E no oitavo anno semeareis, [18] e comereis da novidade velha até ao
anno nono: até que venha a sua novidade, comereis a velha.

23 Tambem a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra _é_
minha: pois [19] vós _sois_ estrangeiros e peregrinos comigo.

24 Portanto em toda a terra da vossa possessão dareis resgate á terra.

25 Quando teu irmão [20] empobrecer e vender _alguma porção_ da sua
possessão, então virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que
vendeu seu irmão.

26 E se alguem não tiver resgatador, porém a sua mão alcançar e achar o
que basta para o seu resgate,

27 Então contará [21] os annos desde a sua venda, e o que ficar
restituirá ao homem a quem o vendeu, e tornará á sua possessão.

28 Mas, se a sua mão não alcançar o que basta para restituir-lh’a, então
a _que fôr_ vendida ficará na mão do comprador até ao anno do jubileu:
[22] porém no anno do jubileu sairá, e elle tornará á sua possessão.

29 E, quando algum vender uma casa de moradia em cidade murada, então
a pode resgatar até que se cumpra o anno da sua venda; durante um anno
inteiro será _licito_ o seu resgate.

30 Mas, se, cumprindo-se-lhe um anno inteiro, ainda não fôr resgatada,
então a casa, que estiver na cidade que tem muro, em perpetuidade ficará
ao que a comprou, pelas suas gerações: não sairá no jubileu.

31 Mas as casas das aldeias que não teem muro em roda serão estimadas
como o campo da terra: para ellas haverá resgate, e sairão no jubileu.

32 Mas, tocante ás cidades dos levitas, ás casas das cidades [23] da sua
possessão, _direito_ perpetuo _de_ resgate terão os levitas.

33 E, havendo feito resgate um dos levitas, então a compra da casa e
da cidade da sua possessão sairá no jubileu: [24] porque as casas das
cidades dos levitas são a sua possessão no meio dos filhos de Israel.

34 Mas o campo do arrabalde das suas cidades [25] não se venderá, porque
_lhes é_ possessão perpetua.

35 E, quando teu irmão empobrecer, e as suas forças decairem, então
sustental-o-has, [26] como estrangeiro e peregrino, para que viva comtigo.

36 Não tomarás d’elle usura [27] nem ganho; mas do teu Deus terás temor,
[28] para que teu irmão viva comtigo.

37 Não lhe darás teu dinheiro com usura, nem darás o teu manjar por
interesse.

38 Eu [29] _sou_ o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egypto,
para vos dar a terra de Canaan, para ser vosso Deus.

39 Quando tambem teu irmão empobrecer, _estando_ elle comtigo, e se
vender a ti, [30] não o farás servir serviço de escravo.

40 Como jornaleiro, como peregrino estará comtigo; até ao anno do jubileu
te servirá:

41 Então sairá do teu _serviço_, elle e seus filhos com elle, e tornará á
sua familia, [31] e á possessão de seus paes tornará.

42 Porque _são_ meus [32] servos, que tirei da terra do Egypto: não serão
vendidos como se vendem os escravos.

43 Não te assenhorearás d’elle com rigor, mas do teu Deus [33] terás
temor.

44 E quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, _serão_ das
gentes que estão ao redor de vós; d’elles comprareis escravos e escravas.

45 Tambem os comprareis dos filhos dos forasteiros [34] que peregrinam
entre vós, d’elles e das suas gerações que _estiverem_ comvosco, que
tiverem gerado na vossa terra; e vos serão por possessão.

46 E possuil-os-heis por [35] herança para vossos filhos depois de vós,
para herdarem a possessão; perpetuamente os fareis servir: [36] mas sobre
vossos irmãos, os filhos de Israel, cada um sobre seu irmão, não vos
assenhoreareis d’elle com rigor.

47 E quando a mão do estrangeiro e peregrino _que está_ comtigo alcançar
_riqueza_, e teu irmão, _que está_ com elle, [37] empobrecer, e se vender
ao estrangeiro _ou_ peregrino _que está_ comtigo, ou á raça da linhagem
do estrangeiro.

48 Depois que se houver vendido, haverá resgate para elle: um de seus
irmãos [38] o resgatará;

49 Ou seu tio, ou o filho de seu tio o resgatará; ou um dos seus
parentes, da sua familia, o resgatará; ou, se a sua mão alcançar
_riqueza_, [39] se resgatará a si mesmo.

50 E contará com aquelle que o comprou, desde o anno que se vendeu a elle
até ao anno do jubileu, e o dinheiro da sua venda será conforme ao numero
dos annos: conforme [40] aos dias de um jornaleiro estará com elle.

51 Se ainda muitos annos _faltarem_, conforme a elles restituirá o seu
resgate do dinheiro pelo qual foi vendido,

52 E se ainda restarem poucos annos até ao anno do jubileu, então fará
contas com elle: segundo os seus annos restituirá o seu resgate.

53 Como jornaleiro, de anno em anno, estará com elle: não se assenhoreará
sobre elle com rigor diante dos teus olhos.

54 E, se d’esta _sorte_ se não [41] resgatar, sairá no anno do jubileu,
elle e seus filhos com elle.

55 Porque [42] os filhos de Israel me _são_ servos; meus servos _são_
elles, que tirei da terra do Egypto: Eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

[1] Exo. 23.10. cap. 26.34, 35. II Chr. 36.21.

[2] II Reis 19.29.

[3] cap. 23.24, 27.

[4] Isa. 61.2 e 63.4. Jer. 34.8, 15, 17. Luc. 4.19.

[5] ver. 13. Num. 36.4.

[6] ver. 5.

[7] ver. 6, 7.

[8] ver. 10. cap. 27.24. Num. 36.4.

[9] ver. 17. cap. 19.13. I Sam. 12.3, 4. Miq. 2.2. I Cor. 6.8.

[10] cap. 27.18, 23.

[11] ver. 14, 43. cap. 19.14, 32.

[12] cap. 19.37.

[13] cap. 26.5. Deu. 12.10. Psa. 3.8. Pro. 1.33. Jer. 23.6.

[14] cap. 26.5. Eze. 34.25, 27, 28.

[15] Mat. 6.25, 31.

[16] ver. 4, 5.

[17] Deu. 28.8.

[18] II Reis 19.29. Jos. 5.11, 12.

[19] I Chr. 29.15. Psa. 39.12 e 119.19. I Ped. 2.11.

[20] Ruth 2.20 e 4.4, 6 e 3.2, 9, 12. Jer. 32.7, 8.

[21] ver. 50, 51, 52.

[22] ver. 13.

[23] Num. 35.2. Jos. 21.2, etc.

[24] ver. 28.

[25] Act. 4.36, 37.

[26] Deu. 15.7, 8. Psa. 37.26 e 41.2 e 112.5, 9. Pro. 14.31. Luc. 6.35.
Act. 11.29. Rom. 12.10. I João 3.17.

[27] Exo. 22.25. Deu. 23.19. Neh. 5.7. Psa. 15.5. Pro. 28.8. Eze. 18.8,
13, 17 e 22.12.

[28] ver. 17. Neh. 5.9.

[29] cap. 22.32, 33.

[30] Exo. 21.2. Deu. 15.12. I Reis 9.22. II Reis 4.1. Neh. 5.5. Jer.
34.14.

[31] Exo. 21.3. ver. 28.

[32] ver. 55. Rom. 6.22. I Cor. 7.23.

[33] Eph. 6.9. Col. 4.1. ver. 46. Exo. 1.13. ver. 17. Exo. 1.17, 21. Deu.
25.18. Mal. 3.5.

[34] Isa. 56.3, 6.

[35] Isa. 14.2.

[36] ver. 43.

[37] ver. 25, 35.

[38] Neh. 5.5.

[39] ver. 26.

[40] Job 7.1. Isa. 16.14 e 21.26.

[41] ver. 41. Exo. 21.2, 3.

[42] ver. 42.



_Mandamentos, promessas e ameaças._

26 Não fareis para vós idolos, [1] nem vos levantareis imagem de
esculptura nem [GN] estatua, nem poreis pedra figurada na vossa terra,
para inclinar-vos a ella: porque Eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

2 Guardareis [2] os meus sabbados, e reverenciareis o meu sanctuario: Eu
_sou_ o Senhor.

3 Se [3] andardes nos meus estatutos, e guardardes os meus mandamentos, e
os fizerdes,

4 Então eu vos darei as vossas chuvas [4] a seu tempo; e a terra dará a
sua novidade, e a arvore do campo dará o seu fructo:

5 E a debulha se vos chegará á [5] vindima, e a vindima se chegará á
sementeira: [6] e comereis o vosso pão a fartar, e habitareis seguros na
vossa terra.

6 Tambem darei paz [7] na terra, e dormireis _seguros_, e não haverá quem
_vos_ espante: [8] e farei cessar as más bestas da terra, e pela vossa
terra não passará espada.

7 E perseguireis os vossos inimigos, e cairão á espada diante de vós.

8 Cinco [9] de vós perseguirão um cento, e cem de vós perseguirão dez
mil; e os vossos inimigos cairão á espada diante de vós.

9 E para vós olharei, [10] e vos farei fructificar, e vos multiplicarei,
e confirmarei o meu concerto comvosco.

10 E comereis o deposito velho, depois [11] de envelhecido; e tirareis
fóra o velho por causa do novo.

11 E porei [12] o meu tabernaculo no meio de vós, e a minha alma de vós
não se [13] enfadará.

12 E andarei [14] no meio de vós, e eu vos serei por Deus, e vós me
sereis por povo.

13 Eu _sou_ [15] o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra dos
egypcios, para que não fosseis seus escravos: e quebrantei [16] os timões
do vosso jugo, e vos fiz andar direitos.

14 Mas, se [17] me não ouvirdes, e não fizerdes todos estes mandamentos,

15 E se rejeitardes [18] os meus estatutos, e a vossa alma se enfadar dos
meus juizos, não fazendo todos os meus mandamentos, para invalidar o meu
concerto.

16 Então eu tambem vos farei isto: porei sobre vós terror, a tisica
e a febre ardente, [19] que consumam os olhos e atormentem a alma: e
semeareis debalde [20] a vossa semente, e os vossos inimigos a comerão.

17 E porei [21] a minha face contra vós, e sereis feridos diante de
vossos inimigos; e os que vos [22] aborrecerem de vós se assenhorearão, e
fugireis, sem ninguem vos perseguir.

18 E, se ainda com estas coisas não me ouvirdes, então eu proseguirei a
castigar-vos [23] sete vezes _mais_ por _causa dos_ vossos peccados.

19 Porque quebrantarei [24] a soberba da vossa força; e farei que os
vossos céus _sejam_ como ferro e a vossa terra como cobre.

20 E debalde se gastará a sua força: [25] a vossa terra não dará a sua
novidade, e as arvores da terra não darão o seu fructo.

21 E se andardes contrariamente para comigo, e não me quizerdes ouvir,
trazer-vos-hei pragas sete vezes _mais_, conforme aos vossos peccados.

22 Porque enviarei [26] entre vós as feras do campo, as quaes vos
destilharão, e desfarão o vosso gado, e vos apoucarão; e os vossos
caminhos [27] serão desertos.

23 Se ainda com estas coisas não fôrdes [28] restaurados por mim, mas
_ainda_ andardes contrariamente comigo,

24 Eu tambem comvosco andarei contrariamente, [29] e eu, mesmo eu, vos
ferirei sete vezes _mais_ por causa dos vossos peccados.

25 Porque trarei sobre vós a espada, que executará [30] a vingança do
concerto; e ajuntados estareis nas vossas cidades: então enviarei [31] a
peste entre vós, e sereis entregues na mão do inimigo.

26 Quando eu vos quebrantar [32] o sustento do pão, então dez mulheres
cozerão o vosso pão n’um forno, e tornar-vos-hão o vosso pão por peso; e
comereis, mas não vos [33] fartareis.

27 E se [34] com isto me não ouvirdes, mas _ainda_ andardes
contrariamente comigo,

28 Tambem eu comvosco andarei contrariamente [35] em furor; e vos
castigarei sete vezes _mais_ por _causa dos_ vossos peccados.

29 Porque comereis [36] a carne de vossos filhos, e a carne de vossas
filhas comereis.

30 E destruirei [37] os vossos altos, e desfarei as vossas imagens do
sol, e lançarei os vossos cadaveres sobre os cadaveres mortos [38] dos
vossos deuses; a minha alma se enfadará de vós.

31 E porei as vossas cidades por deserto, [39] e assolarei os vossos
sanctuarios, e não cheirarei o vosso cheiro suave.

32 E assolarei a [40] terra e se espantarão d’isso os vossos inimigos que
n’ella morarem.

33 E vos espalharei entre [41] as nações, e desembainharei a espada após
de vós; e a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas.

34 Então [42] a terra folgará nos seus sabbados, todos os dias da sua
assolação, e vós _estareis_ na terra dos vossos inimigos; então a terra
descançará, e folgará nos seus sabbados.

35 Todos os dias da assolação descançará, porque não descançou nos vossos
sabbados, [43] quando habitaveis n’ella.

36 E, quanto aos que de vós ficarem, eu metterei tal pavor [44] nos seus
corações, nas terras dos seus inimigos, que o sonido d’uma folha movida
os perseguirá; e fugirão _como_ de fugida da espada; e cairão sem ninguem
os perseguir.

37 E cairão [45] uns sobre os outros como de diante da espada, sem
ninguem os perseguir; e não podereis parar diante [46] dos vossos
inimigos.

38 E perecereis entre as gentes, e a terra dos vossos inimigos vos
consumirá.

39 E aquelles que entre vós ficarem se derreterão [47] pela sua
iniquidade nas terras dos vossos inimigos, e pela iniquidade de seus paes
com elles se derreterão.

40 Então confessarão [48] a sua iniquidade, e a iniquidade de seus paes,
com os seus trespassos, com que trespassaram contra mim; como tambem
elles andaram contrariamente para comigo,

41 Eu tambem andei com elles contrariamente, e os fiz entrar na terra dos
seus inimigos; se então o seu coração [49] incircumciso se humilhar, e
então tomarem por bem o castigo da sua iniquidade,

42 Tambem eu me lembrarei [50] do meu concerto _com_ Jacob, e tambem
do meu concerto _com_ Isaac, e tambem do meu concerto _com_ Abrahão me
lembrarei, e da terra me lembrarei.

43 E a terra será desamparada d’elles, e [51] folgará nos seus sabbados,
sendo assolada por causa d’elles; e tomarão por bem o castigo da sua
iniquidade, em razão mesmo de que rejeitaram os meus juizos e a sua alma
se enfastiou dos meus estatutos.

44 E, demais d’isto tambem, estando elles na terra dos seus inimigos, não
os rejeitarei [52] nem me enfadarei d’elles, para consumil-os e invalidar
o meu concerto com elles, porque Eu _sou_ o Senhor seu Deus.

45 Antes por amor d’elles me lembrarei [53] do concerto com os seus
antepassados, que tirei da terra do Egypto perante os olhos das nações,
para lhes ser por Deus: Eu _sou_ o Senhor.

46 Estes _são_ os estatutos, [54] e os juizos, e as leis que deu o Senhor
entre si e os filhos de Israel, no monte Sinai, pela mão de Moysés.

[1] Exo. 20.4, 5. Deu. 5.8 e 16.22.

[2] cap. 19.30.

[3] Deu. 11.13 e 28.1-14.

[4] Isa. 30.26. Eze. 30.26. Joel 2.23. Eze. 34.26 e 36.30. Zac. 8.12.

[5] Amós 9.13.

[6] cap. 25.19. Deu. 11.15. Joel 2.19, 26. cap. 25.18. Job 11.18. Eze.
34.25.

[7] I Sam. 29.9. Psa. 29.11 e 146.14. Isa. 45.7. Agg. 2.9. Job 11.19.
Isa. 35.9. Jer. 30.10. Ose. 2.18. Sof. 3.13.

[8] II Reis 17.25.

[9] Deu. 32.30. Jos. 23.10.

[10] Exo. 2.25. I Reis 13.23. Gen. 17.6. Neh. 9.23.

[11] cap. 25.22.

[12] Exo. 25.8. Jos. 22.19. Psa. 76.2. Eze. 37.26. Apo. 21.3.

[13] cap. 20.23. Deu. 32.19.

[14] II Cor. 6.16. Exo. 6.7. Jer. 7.23 e 11.4. Eze. 11.20 e 36.28.

[15] cap. 25.38.

[16] Jer. 2.20. Eze. 34.27.

[17] Deu. 28.15. Lam. 2.17. Mal. 2.2.

[18] ver. 43. II Reis 17.15.

[19] Deu. 28.65 e 32.25. Jer. 15.8. Deu. 28.22. I Sam. 2.33.

[20] Deu. 28.33. Job 31.8. Jer. 5.17 e 12.13. Miq. 6.15.

[21] cap. 17.10. Deu. 28.25. Jui. 2.14. Jer. 19.7.

[22] Psa. 106.41. Pro. 28.1.

[23] I Sam. 2.5. Pro. 24.16.

[24] Isa. 25.11 e 25.5. Eze. 7.24 e 30.6. Deu. 28.23.

[25] Psa. 127.1. Isa. 49.4. Deu. 11.17. Agg. 1.10.

[26] Deu. 32.24. II Reis 17.25. Eze. 5.17 e 14.15.

[27] Jui. 5.6. II Chr. 15.5. Isa. 33.8. Zac. 7.14.

[28] Jer. 2.30. Amós 4.6-12.

[29] II Sam. 22.27.

[30] Eze. 5.17 e 6.3 e 14.17 e 29.8 e 32.2.

[31] Num. 14.12. Deu. 28.21. Jer. 14.12 e 24.10. Amós 4.10.

[32] Psa. 105.16. Isa. 3.1. Eze. 4.16 e 5.16.

[33] Isa. 9.20. Miq. 6.14. Agg. 1.6.

[34] ver. 21, 24.

[35] Isa. 59.18 e 63.3. Jer. 21.5. Eze. 5.13, 15.

[36] Deu. 28.53. II Reis 6.29. Lam. 4.10. Eze. 5.10.

[37] II Chr. 34.3, 4, 7. Isa. 27.9. Eze. 6.3-13.

[38] II Reis 23.20. II Chr. 34.5. cap. 20.23. Psa. 78.58. Jer. 14.19.

[39] Neh. 2.3. Jer. 4.7. Lam. 1.10. Eze. 9.6.

[40] Jer. 9.11 e 25.11, 18. Deu. 28.37. I Reis 9.8. Eze. 5.15.

[41] Deu. 4.27 e 28.64. Psa. 44.12. Jer. 9.16. Eze. 12.15. Zac. 7.14.

[42] II Chr. 36.21.

[43] cap. 25.2.

[44] Eze. 21.7. Job 15.21. Pro. 28.1.

[45] Isa. 10.4. Jui. 7.22. I Sam. 14.15.

[46] Jos. 7.12. Jui. 2.14.

[47] Deu. 4.27. Neh. 1.8. Jer. 3.25. Eze. 4.71 e 6.9 e 20.43. Ose. 5.15.
Zac. 10.9.

[48] Num. 5.7. I Reis 8.33, 35, 47. Neh. 9.2. Pro. 28.13. Dan. 9.3, 4.
Luc. 15.18. I João 1.9.

[49] Jer. 9.25, 26. Eze. 44.7. Act. 7.31. Rom. 2.29. Col. 2.11. I Reis
21.29. II Chr. 12 e 32.26.

[50] Exo. 2.24 e 6.5. Psa. 106.45. Eze. 16.60.

[51] ver. 15, 34, 35.

[52] Deu. 4.31. II Reis 13.23. Rom. 11.2.

[53] Rom. 11.28. cap. 22.33 e 25.38. Eze. 20.9.

[54] cap. 27.34. Deu. 6.1 e 12.1 e 33.4. João 1.17. cap. 25.1.



_Votos particulares e a avaliação d’elles._

27 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando alguem fizer particular
voto, [1] segundo a tua avaliação _serão_ as pessoas ao Senhor.

3 Se fôr a tua avaliação d’um macho, da edade de vinte annos até á edade
de sessenta, será a tua avaliação de cincoenta siclos de prata, segundo o
siclo [2] do sanctuario.

4 Porém, se fôr femea, a tua avaliação será de trinta siclos.

5 E, se _fôr_ de cinco annos até vinte, a tua avaliação d’um macho será
vinte siclos, e da femea dez siclos.

6 E, se _fôr_ d’um mez até cinco annos, a tua avaliação d’um macho será
de cinco siclos de prata, e a tua avaliação pela femea _será_ de tres
siclos de prata.

7 E, se _fôr_ de sessenta annos e acima, pelo macho a tua avaliação será
de quinze siclos, e pela femea dez siclos.

8 Mas, se _fôr_ mais pobre do que a tua avaliação, então apresentar-se-ha
diante do sacerdote, para que o sacerdote o avalie: conforme ao que
alcançar a mão do que fez o voto, o avaliará o sacerdote.

9 E, se _fôr_ animal de que se offerece offerta ao Senhor, tudo quanto
der d’elle ao Senhor será sancto.

10 Não o mudará, nem o trocará bom por mau, ou mau por bom: se porém em
alguma maneira trocar animal por animal, o tal e o trocado serão _ambos_
sanctos.

11 E, se _fôr_ algum animal immundo, dos que se não offerecem em offerta
ao Senhor, então apresentará o animal diante do sacerdote,

12 E o sacerdote o avaliará, seja bom ou seja mau: segundo a avaliação do
sacerdote, assim será.

13 Porém, se em alguma maneira o resgatar, então [3] accrescentará o seu
quinto além da tua avaliação.

14 E quando algum sanctificar a sua casa para _ser_ sancta ao Senhor, o
sacerdote a avaliará, seja boa ou seja má: como o sacerdote a avaliar,
assim será.

15 Mas, se o que sanctificou resgatar a sua casa, então accrescentará o
quinto a mais do dinheiro da tua avaliação, e será sua.


_Voto d’um campo e o resgate d’elle._

16 Se tambem algum sanctificar ao Senhor [4] uma parte do campo da sua
possessão, então a tua avaliação será segundo a sua semente: um homer de
semente de cevada _será avaliado_ por cincoenta siclos de prata.

17 Se sanctificar o seu campo desde o anno do jubileu, conforme á tua
avaliação ficará.

18 Mas, se sanctificar o seu campo depois do anno do jubileu, então o
sacerdote lhe contará o [5] dinheiro conforme aos annos restantes até ao
anno do jubileu, e _isto_ se abaterá da tua avaliação.

19 E se [6] aquelle que sanctificou o campo d’alguma maneira o resgatar,
então accrescentará o quinto, a mais do dinheiro da tua avaliação, e lhe
ficará.

20 E se não resgatar o campo, ou se vender o campo a outro homem, nunca
mais se resgatará.

21 Porém, havendo o campo [7] saido no _anno do_ jubileu, será sancto ao
Senhor, como campo consagrado: [8] a possessão d’elle será do sacerdote.

22 E se sanctificar ao Senhor o campo que comprou, e não _fôr_ do campo
da sua [9] possessão,

23 Então o sacerdote [10] lhe contará a somma da tua avaliação até ao
anno do jubileu; e no mesmo dia dará a tua avaliação por [GO] sanctidade
ao Senhor.

24 No anno do jubileu [11] o campo tornará áquelle de quem o comprou,
áquelle cuja era a possessão do campo.

25 E toda a tua avaliação se fará conforme ao siclo do sanctuario: o
siclo será de [12] vinte geras.

26 Mas o que primeiro nascer d’um animal, [13] ninguem ao Senhor
sanctificará; seja boi ou gado miudo, do Senhor é.

27 Mas, se _fôr_ d’um animal immundo, o resgatará, segundo a tua
estimação, e sobre elle [14] accrescentará o seu quinto: e, se não se
resgatar, vender-se-ha segundo a tua estimação.


_Não ha resgate para as coisas consagradas._

28 Todavia, nenhuma coisa consagrada, [15] que algum consagrar ao Senhor
de tudo o que tem, d’homem, ou d’animal, ou do campo da sua possessão, se
venderá nem resgatará: toda a coisa consagrada será uma coisa sanctissima
ao Senhor.

29 Toda a coisa consagrada [16] que fôr consagrada do homem, não será
resgatada: certamente morrerá.

30 Tambem todas as dizimas [17] do campo, da semente do campo, do fructo
das arvores, são do Senhor: sanctas _são_ ao Senhor.

31 Porém, se algum [18] das suas dizimas resgatar _alguma coisa_,
accrescentará o seu quinto sobre ella.

32 Tocante a todas as dizimas de vaccas e ovelhas, tudo o que passar
debaixo da vara, [19] o dizimo será sancto ao Senhor.

33 Não esquadrinhará entre o bom e o mau, [20] nem o trocará: mas, se
em alguma maneira o trocar, o tal e o trocado será sancto; não será
resgatado.

34 Estes _são_ os mandamentos [21] que o Senhor ordenou a Moysés, para os
filhos de Israel, no monte de Sinai.

[1] Num. 6.2. Jui. 11.30, 31, 39. I Sam. 1.11, 28.

[2] Exo. 30.13.

[3] ver. 15, 19.

[4] ver. 13.

[5] cap. 25.15, 16.

[6] ver. 13.

[7] cap. 25.10. ver. 28.

[8] Num. 14.14. Eze. 44.29.

[9] cap. 25.25.

[10] ver. 18.

[11] cap. 25.28.

[12] Exo. 30.13.

[13] Exo. 13.2, 12 e 22.30. Deu. 15.19.

[14] ver. 11-13.

[15] ver. 21.

[16] Num. 21.2.

[17] Gen. 28.22. Num. 13.21. II Chr. 31.5, 6, 12. Neh. 13.12. Mal. 3.8.

[18] ver. 13.

[19] Jer. 33.13. Eze. 20.37. Miq. 7.14.

[20] ver. 10.

[21] cap. 26.46.



O QUARTO LIVRO DE MOYSÉS CHAMADO NUMEROS.



_Deus manda Moysés numerar as tribus._

1 Fallou mais o Senhor a Moysés no deserto [1] de Sinai, na tenda da
congregação, no primeiro _dia_ do mez segundo no segundo anno da sua
saida da terra do Egypto, dizendo:

2 Tomae [2] a somma de toda a congregação dos filhos d’Israel, segundo as
suas gerações, segundo a casa de seus paes, no numero dos nomes de todo o
macho, cabeça por cabeça;

3 Da edade de vinte annos e para cima, todos os que saem á guerra em
Israel: a estes contareis segundo os seus exercitos, tu e Aarão.

4 Estará comvosco de cada tribu um homem que seja cabeça da casa de seus
paes,

5 Estes pois _são_ os nomes dos homens que estarão comvosco: De Ruben,
Elizur, filho de Sedeur;

6 De Simeão, Selumiel, filho de Surisaddai;

7 De Judah, Naasson, filho de Amminadab;

8 D’Issacar, Nathanael, filho de Suhar;

9 De Zebulon, Eliab, filho de Helon;

10 Dos filhos de José: d’Ephraim; Elisama, filho d’Ammihud; de Manasseh,
Gamaliel, filho de Pedazur;

11 De Benjamin, Abidan, filho de Gideoni;

12 De Dan, Ahieser, filho de Ammisaddai;

13 De Aser, Pagiel, filho d’Ochran;

14 De Gad, Eliasaph, filho de [3] Dehuel;

15 De Naphtali, Ahira, filho d’Enan.

16 Estes _foram_ os chamados da congregação, os principes [4] das tribus
de seus paes, os Cabeças dos milhares d’Israel.

17 Então tomaram Moysés e Aarão a estes homens, que foram declarados
pelos _seus_ nomes.

18 E ajuntaram toda a congregação no primeiro dia do mez segundo, e
declararam a sua descendencia segundo as suas familias, segundo a casa de
seus paes, pelo numero dos nomes dos de vinte annos e para cima, cabeça
por cabeça;

19 Como o Senhor ordenara a Moysés, assim os contou no deserto de Sinai.

20 Foram pois os filhos de Ruben, o primogenito d’Israel; as suas
gerações pelas suas familias, segundo a casa de seus paes, pelo numero
dos nomes, cabeça por cabeça, todo _o_ macho de vinte annos e para cima,
todos os que podiam sair á guerra;

21 _Foram_ contados d’elles, da tribu de Ruben, quarenta e seis mil e
quinhentos.

22 Dos filhos de Simeão, as suas gerações pelas suas familias, segundo a
casa dos seus paes; os seus contados, pelo numero dos nomes, cabeça por
cabeça, todo o macho de vinte annos e para cima, todos os que podiam sair
á guerra,

23 _Foram_ contados d’elles, da tribu de Simeão, cincoenta e nove mil e
trezentos.

24 Dos filhos de Gad, as suas gerações pelas suas familias, segundo a
casa de seus paes, pelo numero dos nomes _dos_ de vinte annos e para
cima, todos os que podiam sair á guerra,

25 _Foram_ contados d’elles, da tribu de Gad, quarenta e cinco mil e
seiscentos e cincoenta.

26 Dos filhos de Judah, as suas gerações pelas suas familias, segundo
a casa de seus paes; pelo numero dos nomes _dos_ de vinte annos e para
cima, todos os que podiam sair á guerra,

27 _Foram_ contados d’elles, da tribu de Judah, setenta e quatro mil e
seiscentos.

28 Dos filhos d’Issacar, as suas gerações pelas suas familias, segundo
a casa de seus paes, pelo numero dos nomes _dos_ de vinte annos e para
cima, todos os que podiam sair á guerra,

29 _Foram_ contados d’elles, da tribu d’Issacar, cincoenta e quatro mil e
quatrocentos.

30 Dos filhos de Zebulon, as suas gerações, pelas suas familias, segundo
a casa de seus paes, pelo numero dos nomes _dos_ de vinte annos e para
cima, todos os que podiam sair á guerra,

31 _Foram_ contados d’elles, da tribu de Zebulon, cincoenta e sete mil e
quatrocentos.

32 Dos filhos de José, dos filhos d’Ephraim, as suas gerações, pelas suas
familias, segundo a casa de seus paes, pelo numero dos nomes _dos_ de
vinte annos e para cima, todos os que podiam sair á guerra,

33 _Foram_ contados d’elles, da tribu d’Ephraim, quarenta mil e
quinhentos.

34 Dos filhos de Manasseh, as suas gerações, pelas suas familias, segundo
a casa de seus paes, pelo numero dos nomes _dos_ de vinte annos e para
cima, todos os que podiam sair á guerra,

35 _Foram_ contados d’elles, da tribu de Manasseh, trinta e dois mil e
duzentos.

36 Dos filhos de Benjamin, as suas gerações, pelas suas familias, segundo
a casa de seus paes, pelo numero dos nomes _dos_ de vinte annos e para
cima, todos os que podiam sair á guerra,

37 _Foram_ contados d’elles, da tribu de Benjamin, trinta e cinco mil e
quatrocentos.

38 Dos filhos de Dan, as suas gerações, pelas suas familias, segundo a
casa de seus paes, pelo numero dos nomes _dos_ de vinte annos e para
cima, todos os que podiam sair á guerra,

39 _Foram_ contados d’elles, da tribu de Dan, sessenta e dois mil e
setecentos.

40 Dos filhos d’Aser, as suas gerações, pelas suas familias, segundo a
casa de seus paes, pelo numero dos nomes _dos_ de vinte annos e para
cima, todos os que podiam sair á guerra,

41 _Foram_ contados d’elles, da tribu d’Aser, quarenta e um mil e
quinhentos.

42 Dos filhos de Naphtali, as suas gerações, pelas suas familias, segundo
a casa de seus paes, pelo numero dos nomes _dos_ de vinte annos e para
cima, todos os que podiam sair á guerra,

43 _Foram_ contados d’elles, da tribu de Naphtali, cincoenta e tres mil e
quatrocentos.

44 Estes [5] _foram_ os contados, que contou Moysés e Aarão, e os
principes d’Israel, doze homens, cada um era pela casa de seus paes.

45 Assim _foram_ todos os contados dos filhos d’Israel, segundo a casa de
seus paes, de vinte annos e para cima, todos os que podiam sair á guerra
em Israel;

46 Todos os contados pois _foram_ seiscentos [6] e tres mil e quinhentos
e cincoenta.


_Os levitas não são contados._

47 Mas os levitas, [7] segundo a tribu de seus paes, não _foram_ contados
entre elles,

48 Porquanto o Senhor tinha fallado a Moysés, dizendo:

49 Porém não contarás [8] a tribu de Levi, nem tomarás a somma d’elles
entre os filhos d’Israel:

50 Mas tu [9] põe os levitas sobre o tabernaculo do testemunho, e sobre
todos os seus vasos, e sobre tudo o que pertence a elle: elles levarão o
tabernaculo e todos os seus vasos; e elles o administrarão, e assentarão
o seu arraial ao [10] redor do tabernaculo.

51 E, quando o tabernaculo [11] partir, os levitas o desarmarão; e,
quando o tabernaculo assentar no arraial, os levitas o armarão; e o
estranho [12] que se chegar morrerá.

52 E os filhos d’Israel assentarão as suas tendas, [13] cada um no seu
esquadrão, e cada um junto á sua bandeira, segundo os seus exercitos.

53 Mas os levitas assentarão as suas tendas ao redor do tabernaculo do
[14] testemunho, para que não haja indignação sobre a congregação dos
filhos d’Israel, [15] pelo que os levitas terão o cuidado da guarda do
tabernaculo do testemunho.

54 Assim fizeram os filhos d’Israel: conforme a tudo o que o Senhor
ordenara a Moysés, assim o fizeram.

[1] Exo. 19.1. cap. 10.12. Exo. 25.22.

[2] Exo. 30.12. cap. 26.2, 63, 64. II Sam. 24.2. I Chr. 21.2.

[3] cap. 2.14.

[4] cap. 7.2. I Chr. 27.16. Exo. 18.21.

[5] cap. 26.64.

[6] Exo. 38.26 e 12.37. cap. 2.32 e 26.51.

[7] cap. 2.33. I Chr. 21.6.

[8] cap. 26.62.

[9] Exo. 38.21. cap. 3.7, 8 e 4.15, 25.

[10] cap. 3.23, 29, 35, 38.

[11] cap. 10.17, 21.

[12] cap. 3.10, 38 e 18.22.

[13] cap. 2.2, 34.

[14] Lev. 10.6. cap. 8.19 e 16.46 e 18.5. I Sam. 6.19.

[15] cap. 8.24, 25, 26 e 31.30, 47. I Chr. 23.32. II Chr. 13.11.



_A ordem das tribus no acampamento._

2 E fallou o Senhor a Moysés e a Aarão, dizendo:

2 Os filhos [1] d’Israel assentarão as suas tendas, cada um debaixo
da sua bandeira, segundo as insignias da casa de seus paes; ao redor,
defronte da tenda da congregação, assentarão as _suas_ tendas.

3 Os que assentarem as _suas_ tendas da banda do oriente para o nascente
_serão os da_ bandeira do exercito de Judah, segundo os seus esquadrões,
[2] e Naasson, filho d’Amminadab, _será_ principe dos filhos de Judah.

4 E o seu exercito, e os que _foram_ contados d’elles, _foram_ setenta e
quatro mil e seiscentos.

5 E junto a elle assentará as suas tendas a tribu d’Issacar, e Nathanael,
filho de Suhar, _será_ principe dos filhos d’Issacar.

6 E o seu exercito, e os _que foram_ contados d’elles, _foram_ cincoenta
e quatro mil e quatrocentos.

7 Depois a tribu de Zebulon; e Eliab, filho de Helon, _será_ principe dos
filhos de Zebulon.

8 E o seu exercito, e os que _foram_ contados d’elles, _foram_ cincoenta
e sete mil e quatrocentos.

9 Todos os que _foram_ contados do exercito de Judah, cento e oitenta
e seis mil e quatrocentos, segundo os seus esquadrões, [3] _estes_
marcharão os primeiros.

10 A bandeira do exercito de Ruben, segundo os seus esquadrões, _estará_
para a banda do sul: e Eliasur, filho de Sedeur, _será_ principe dos
filhos de Ruben.

11 E o seu exercito, e os que _foram_ contados d’elles _foram_ quarenta e
seis mil e quinhentos.

12 E junto a elle assentará as _suas_ tendas a tribu de Simeão; e
Selumiel, filho de Surisaddai, _será_ principe dos filhos de Simeão.

13 E o seu exercito, e os _que foram_ contados d’elles, _foram_ cincoenta
e nove mil e trezentos.

14 Depois a tribu de Gad; e Eliasaph, filho de Rehuel, [4] _será_
principe dos filhos de Gad.

15 E o seu exercito, e os _que foram_ contados d’elles, _foram_ quarenta
e cinco mil e seiscentos e cincoenta.

16 Todos os _que foram_ contados no exercito de Ruben _foram_ cento
e cincoenta e um mil e quatrocentos e cincoenta, segundo os seus
esquadrões: e _estes_ [5] marcharão, os segundos.

17 Então partirá a tenda da congregação [6] _com_ o exercito dos levitas
no meio dos exercitos: como assentaram as _suas_ tendas, assim marcharão,
cada um no seu logar, segundo as suas bandeiras.

18 A bandeira do exercito d’Ephraim, segundo os seus esquadrões, _estará_
para a banda do occidente; e Elisama, filho d’Ammihud, _será_ principe
dos filhos d’Ephraim.

19 E o seu exercito, e os _que foram_ contados d’elles, _foram_ quarenta
mil e quinhentos.

20 E junto a elle a tribu de Manasseh: e Gamaliel, filho de Pedazur,
_será_ principe dos filhos de Manasseh.

21 E o seu exercito, e os _que foram_ contados d’elles, _foram_ trinta e
dois mil e duzentos.

22 Depois a tribu de Benjamin: e Abidan, filho de Gideoni, _será_
principe dos filhos de Benjamin,

23 E o seu exercito, e os _que foram_ contados d’elles, _foram_ trinta e
cinco mil e quatrocentos.

24 Todos os _que foram_ contados no exercito de Ephraim _foram_ cento e
oito mil e cem, segundo os seus esquadrões: e _estes_ [7] marcharão os
terceiros.

25 A bandeira do exercito de Dan _estará_ para o norte, segundo os seus
esquadrões: e Ahiezer, filho de Ammisaddai, _será_ principe dos filhos de
Dan.

26 E o seu exercito, e os _que foram_ contados d’elles, _foram_ sessenta
e dois mil e setecentos.

27 E junto a elle assentará as _suas_ tendas a tribu de Aser: e Pagiel,
filho de Ochran, _será_ principe dos filhos de Aser.

28 E o seu exercito, e os _que foram_ contados d’elles, _foram_ quarenta
e um mil e quinhentos.

29 Depois a tribu de Naphtali: e Ahira, filho de Enan, _será_ principe
dos filhos de Naphtali.

30 E o seu exercito, e os _que foram_ contados d’elles, _foram_ cincoenta
e tres mil e quatrocentos.

31 Todos os _que foram_ contados no exercito de Dan _foram_ cento e
cincoenta e sete mil e seiscentos: _estes_ marcharão [8] no ultimo logar,
segundo as suas bandeiras.

32 Estes _são_ os _que foram_ contados dos filhos de Israel, segundo a
casa de seus paes: todos os _que foram_ contados dos exercitos pelos seus
esquadrões _foram_ [9] seiscentos e tres mil e quinhentos e cincoenta.

33 Mas os levitas [10] não foram contados entre os filhos de Israel, como
o Senhor ordenara a Moysés.

34 E os filhos de Israel fizeram conforme a tudo o que o Senhor ordenara
a Moysés; assim [11] assentaram o arraial segundo as suas bandeiras, e
assim marcharam, cada qual segundo as suas gerações, segundo a casa de
seus paes.

[1] cap. 1.52. Jos. 3.4.

[2] cap. 10.14. Ruth 4.20. I Chr. 2.10. Mat. 1.4. Luc. 3.32.

[3] cap. 10.14.

[4] cap. 1.14 e 7.42.

[5] cap. 10.18.

[6] cap. 10.17, 21.

[7] cap. 10.22.

[8] cap. 10.25.

[9] Exo. 38.26. cap. 1.46 e 11.21.

[10] cap. 1.47.

[11] cap. 24.2, 5, 6.



_Os filhos de Aarão e os levitas são escolhidos para o serviço do
tabernaculo._

3 E estas _são_ as gerações de Aarão e de Moysés, no dia _em que_ o
Senhor fallou com Moysés no monte de Sinai.

2 E estes _são_ os nomes dos filhos de Aarão: o primogenito [1] Nadab;
depois Abihu, Eleasar e Ithamar.

3 Estes _são_ os nomes dos filhos de Aarão, [2] dos sacerdotes ungidos,
cujas mãos foram sagradas para administrar o sacerdocio.

4 Mas [3] Nadab e Abihu morreram perante o Senhor, quando offereceram
fogo estranho perante o Senhor no deserto de Sinai, e não tiveram filhos:
porém Eleasar e Ithamar administraram o sacerdocio diante de Aarão, seu
pae.

5 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

6 Faze chegar [4] a tribu de Levi, e põe-n’a diante de Aarão, o
sacerdote, para que o sirvam,

7 E tenham cuidado da sua guarda, e da guarda de toda [5] a congregação,
diante da tenda da congregação, para administrar o ministerio do
tabernaculo.

8 E tenham cuidado de todos os vasos da tenda da congregação, e da guarda
dos filhos de Israel, para administrar o ministerio do tabernaculo.

9 Darás [6] pois os levitas a Aarão e a seus filhos: d’entre os filhos de
Israel lhes _são_ dados em dadiva.

10 Mas a Aarão e a seus filhos ordenarás que guardem o seu sacerdocio,
[7] e estranho que chegar morrerá.

11 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

12 E eu, [8] eis que, tenho tomado os levitas do meio dos filhos de
Israel, em logar de todo o primogenito, que abre a madre, entre os filhos
de Israel: e os levitas serão meus.

13 Porque todo o [9] primogenito meu _é_: desde o dia em que tenho
ferido a todo o primogenito na terra do Egypto, sanctifiquei-me todo o
primogenito em Israel, desde o homem até ao animal: meus serão; Eu _sou_
o Senhor.

14 E fallou o Senhor a Moysés no deserto de Sinai, dizendo:

15 Conta os filhos de Levi, segundo a casa de seus paes, pelas suas
gerações; contarás a todo [10] o macho da edade de um anno e para cima.

16 E Moysés os contou conforme ao mandado do Senhor, como lhe foi
ordenado.

17 Estes pois foram os filhos [11] de Levi pelos seus nomes: Gerson, e
Kohath e Merari.

18 E estes _são_ os nomes dos filhos de Gerson pelas suas gerações; [12]
Libni e Simei.

19 E os filhos de Kohath pelas suas gerações: Amram, [13] e Jizhar,
Hebron e Uziel.

20 E os filhos de [14] Merari pelas suas gerações: Maheli e Musi: estas
_são_ as gerações dos levitas, segundo a casa de seus paes.

21 De Gerson _é_ a geração dos libnitas e a geração dos simeitas: estas
_são_ as gerações dos gersonitas.

22 Os _que_ d’elles _foram_ contados pelo numero de todo o macho da edade
de um mez e para cima, os que d’elles foram contados _foram_ sete mil e
quinhentos.

23 As gerações [15] dos gersonitas assentarão as _suas_ tendas atraz do
tabernaculo, ao occidente.

24 E o principe da casa paterna dos gersonitas _será_ Eliasaph, filho de
Lael.

25 E a guarda [16] dos filhos de Gerson na tenda da congregação _será_ o
tabernaculo, e a tenda, a [17] sua coberta, e o véu da porta da tenda da
congregação,

26 E as cortinas do pateo, e o pavilhão da porta do pateo, que _estão_
junto ao tabernaculo e junto ao altar, em redor: como tambem as suas
cordas para todo o seu serviço.

27 E de Kohath [18] _é_ a geração dos amramitas, e a geração dos
jiznaritas, e a geração dos hebronitas, e a geração dos hussielitas:
estas _são_ as gerações dos kohathitas.

28 Pelo numero contado de todo o macho da edade de um mez e para cima,
_foram_ cito mil e seiscentos, que tinham cuidado da guarda do sanctuario.

29 As gerações dos filhos de Kohath assentarão [19] as _suas_ tendas ao
lado do tabernaculo, da banda do sul.

30 E o principe de casa paterna das gerações dos kohathitas _será_
Elisaphan, filho de Ussiel.

31 E a sua guarda _será_ a [20] arca, e a mesa, e o castiçal, e os
altares, e os vasos do sanctuario com que ministram, e o véu com todo o
seu serviço.

32 E o principe dos principes de Levi _será_ Eleasar, filho de Aarão, o
sacerdote: _terá_ a superintendencia sobre os que teem cuidado da guarda
do sanctuario.

33 De Merari _é_ a geração dos mahelitas e a geração dos musitas; estas
_são_ as gerações de Merari.

34 E os _que_ d’elles _foram_ contados pelo numero de todo o macho de um
mez e para cima _foram_ seis mil e duzentos.

35 E o principe da casa paterna das gerações de Merari _será_ Suriel,
filho de Abihail: assentarão [21] as _suas_ tendas ao lado do
tabernaculo, da banda do norte.

36 E o cargo [22] da guarda dos filhos de Merari _serão_ as taboas do
tabernaculo, e os seus varaes, e as suas columnas, e as suas bases, e
todos os seus vasos, com todo o seu serviço,

37 E as columnas do pateo em redor, e as suas bases, e as suas estacas e
as suas cordas.

38 E os que assentarão [23] as _suas_ tendas diante do tabernaculo,
ao oriente, diante da tenda da congregação, para a banda do nascente,
_serão_ Moysés e Aarão, com seus filhos, tendo o cuidado da guarda do
sanctuario, pela guarda dos filhos de Israel: [24] e o estranho que se
chegar morrerá.

39 Todos os _que foram_ contados dos levitas, que contou [25] Moysés e
Aarão, por mandado do Senhor, segundo as suas gerações, todo o macho de
um mez e para cima, _foram_ vinte e dois mil.

40 E disse o Senhor a Moysés: Conta [26] todo e primogenito macho dos
filhos d’Israel, da edade d’um mez e para cima, e toma o numero dos seus
nomes.

41 E para mim tomarás [27] os levitas (Eu sou o Senhor), em logar de todo
o primogenito dos filhos d’Israel, e os animaes dos levitas, em logar de
todo o primogenito entre os animaes dos filhos d’Israel.

42 E contou Moysés, como o Senhor lhe ordenara, todo o primogenito entre
os filhos d’Israel.

43 E todos os primogenitos dos machos, pelo numero dos nomes dos da edade
d’um mez e para cima, segundo os _que foram_ contados d’elles, foram
vinte e dois mil e duzentos e sessenta e tres.

44 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

45 Toma [28] os levitas em logar de todo o primogenito entre os filhos
d’Israel, e os animaes dos levitas em logar dos seus animaes: porquanto
os levitas serão meus: Eu _sou_ o Senhor.

46 Quanto [29] aos duzentos e setenta e tres, que se houverem de
resgatar, que sobrepujam [30] aos levitas dos primogenitos dos filhos
d’Israel,

47 Tomarás por cada cabeça [31] cinco siclos: conforme ao siclo do
sanctuario os tomarás, a vinte geras o [32] siclo.

48 E a Aarão e a seus filhos darás o dinheiro dos resgatados, dos que
sobejam entre elles.

49 Então Moysés tomou o dinheiro do resgate dos que sobejaram sobre os
resgatados pelos levitas.

50 Dos primogenitos dos filhos d’Israel tomou o dinheiro, [33] mil e
trezentos e sessenta e cinco _siclos_, segundo o siclo do sanctuario.

51 E Moysés deu [34] o dinheiro dos resgatados a Aarão e a seus filhos,
segundo o mandado do Senhor, como o Senhor ordenara a Moysés.

[1] Exo. 6.23.

[2] Exo. 28.41. Lev. 8.

[3] Lev. 10.1. cap. 26.61. I Chr. 24.2.

[4] cap. 8.6 e 18.2.

[5] cap. 1.50 e 8.11, 15, 24, 26.

[6] cap. 8.19.

[7] cap. 18.7. ver. 38. cap. 1.51 e 16.40.

[8] ver. 41. cap. 8.16 e 18.6.

[9] Exo. 13.2. Lev. 27.26. Luc. 2.23. Exo. 13.12, 15. cap. 8.17.

[10] ver. 39. cap. 26.62.

[11] Gen. 46.11. Exo. 6.16. cap. 26.57. I Chr. 6.1 e 23.6.

[12] Exo. 6.17.

[13] Exo. 6.18.

[14] Exo. 6.19.

[15] cap. 1.53.

[16] cap. 4.24-26.

[17] Exo. 25.9 e 26.1, 7.

[18] I Chr. 26.23.

[19] cap. 1.53.

[20] cap. 4.15. Exo. 25.10, 23, 31 e 27.1 e 30.1 e 26.32.

[21] cap. 1.53.

[22] cap. 4.31, 32.

[23] cap. 1.53 e 18.5. ver. 7, 8.

[24] ver. 10.

[25] cap. 26.62.

[26] ver. 15.

[27] ver. 12, 45.

[28] ver. 12, 41.

[29] Exo. 13.13. cap. 18.15.

[30] ver. 39, 43.

[31] Lev. 27.6. cap. 18.16.

[32] Exo. 30.13. Lev. 27.25. cap. 18.16. Eze. 45.12.

[33] ver. 46, 47.

[34] ver. 48.



_Os deveres dos levitas._

4 E fallou o Senhor a Moysés e a Aarão, dizendo:

2 Toma a somma dos filhos de Kohath, do meio dos filhos de Levi, pelas
suas gerações, segundo a casa de seus paes;

3 Da edade de [1] trinta annos e para cima até aos cincoenta annos _será_
todo aquelle que entrar n’este exercito, para fazer obra na tenda da
congregação.

4 Este _será_ o ministerio [2] dos filhos de Kohath na tenda da
congregação, nas _coisas_ sanctissimas.

5 Quando partir o arraial, Aarão e seus filhos virão, e tirarão o véu da
[3] coberta, e com elle cobrirão a arca do testemunho;

6 E pôr-lhe-hão por cima uma coberta de pelles de teixugos, e sobre ella
estenderão um panno, todo d’azul, e lhe metterão [4] os varaes.

7 Tambem sobre a mesa da proposição estenderão um panno d’azul: e sobre
ella porão os pratos [GP] os seus incensarios, e as taças e escudellas;
tambem o pão continuo estará sobre ella.

8 Depois estenderão em cima d’elles um panno de carmezim, e com a coberta
de pelles de teixugos o cobrirão, e _lhe_ porão os seus varaes.

9 Então tomarão um panno d’azul, e cobrirão [5] o castiçal da luminaria,
e as suas lampadas, [6] e [GQ] os seus espivitadores, e os seus
apagadores, e todos os seus vasos d’azeite, com que o servem.

10 E metterão, a elle e a todos os seus vasos, na coberta de pelles de
teixugos: e _o_ porão sobre os varaes.

11 E sobre o [7] altar d’oiro estenderão um panno d’azul, e com a coberta
de pelles de teixugos o cobrirão, e _lhe_ porão os seus varaes.

12 Tambem tomarão todos os vasos do ministerio, com que servem no
sanctuario; e os porão n’um panno d’azul, e os cobrirão com uma coberta
de pelles de teixugos, e _os_ porão sobre os varaes.

13 E tirarão as cinzas do altar, e por cima d’elle estenderão um panno de
purpura.

14 E sobre elle porão todos os seus instrumentos com que o servem: os
seus brazeiros, os garfos, e as pás, e as bacias; todos os vasos do
altar: e por cima d’elle estenderão uma coberta de pelles de teixugos, e
_lhe_ porão os seus varaes.

15 Havendo pois Aarão e seus filhos, ao partir do arraial, acabado de
cobrir o sanctuario, e todos os instrumentos do sanctuario, então [8]
os filhos de Kohath virão para leval-o; mas no sanctuario não tocarão,
para que não morram: este _é_ o cargo dos filhos de Kohath na tenda da
congregação.

16 Porém o cargo d’Eleasar, filho d’Aarão, o sacerdote, _será_ [9] o
azeite da luminaria, e o incenso _aromatico_, e a continua offerta dos
manjares, e azeite da uncção, o cargo de todo o tabernaculo, e de tudo
que n’elle _ha_, no sanctuario e nos seus vasos.

17 E fallou o Senhor a Moysés e a Aarão, dizendo:

18 Não deixareis extirpar a tribu das gerações dos kohatitas do meio dos
levitas.

19 Mas isto lhes fareis, para que vivam e não morram, [10] quando
chegarem [GR] á Sanctidade das Sanctidades: Aarão e seus filhos virão, e
a cada um porão no seu ministerio e no seu cargo.

20 Porem [11] não entrarão a ver, quando cobrirem o sanctuario, para que
não morram.

21 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

22 Toma tambem a somma dos filhos de Gerson, segundo a casa de seus paes,
segundo as suas gerações;

23 Da edade de trinta [12] annos e para cima, até aos cincoenta, contarás
a todo aquelle que entrar a servir no seu serviço, para administrar o
ministerio na tenda da congregação.

24 Este _será_ o ministerio das gerações dos gersonitas, no serviço e no
cargo.

25 Levarão pois as cortinas [13] do tabernaculo, e a tenda da
congregação, e a sua coberta, e a coberta de pelles de teixugos, que
_está_ em cima sobre elle, e o véu da porta da tenda da congregação,

26 E as cortinas do pateo, e o véu da porta do pateo, que _está_ junto
ao tabernaculo, e junto ao altar em redor, e as suas cordas, e todos os
instrumentos do seu ministerio, com tudo o que se adereçar para elles,
para que ministrem.

27 Todo o ministerio dos filhos dos gersonitas, em todo o seu cargo, e em
todo o seu ministerio, será segundo o mandado d’Aarão e de seus filhos: e
lhes encommendareis em guarda todo o seu cargo.

28 Este _é_ o ministerio das gerações dos filhos dos gersonitas na tenda
da congregação: e a sua guarda _será_ debaixo da mão d’Ithamar, filho
d’Aarão, o sacerdote.

29 Quanto aos filhos de Merari, segundo as suas gerações e segundo a casa
de seus paes os contarás;

30 Da edade de trinta [14] annos e para cima, até aos cincoenta, contarás
a todo aquelle que entrar n’este serviço, para administrar o ministerio
da tenda da congregação.

31 Esta pois _será_ a guarda do seu cargo, [15] segundo todo o seu
ministerio, na tenda da congregação: as taboas do tabernaculo, e os seus
varaes, e as suas columnas, e as suas bases;

32 Como tambem as columnas do pateo em redor, e as suas bases, e as suas
estacas, e as suas cordas, com todos [16] os seus instrumentos, e com
todo o seu ministerio; e contareis os vasos da guarda do seu cargo, nome
por nome.

33 Este _é_ o ministerio das gerações dos filhos de Merari, segundo todo
o seu ministerio, na tenda da congregação, debaixo da mão d’Ithamar,
filho d’Aarão, o sacerdote.

34 Moysés, pois, [17] e Aarão e os principes da congregação contaram os
filhos dos kohathitas, segundo as suas gerações e segundo a casa de seus
paes;

35 Da edade de trinta annos e para cima, até ao cincoenta, todo aquelle
que entrou n’este serviço, para o ministerio da tenda da congregação.

36 Os _que_ d’elles _foram_ contados, pois, segundo as sua gerações,
foram dois mil e setecentos e cincoenta.

37 Estes _são_ os _que foram_ contados das gerações dos kohathitas, de
todo aquelle que ministrava na tenda da congregação, os quaes contaram
Moysés e Aarão, conforme ao mandado do Senhor pela mão de Moysés.

38 Similhantemente os _que foram_ contados dos filhos de Gerson, segundo
as suas gerações, e segundo a casa de seus paes,

39 Da edade de trinta annos e para cima, até aos cincoenta, todo aquelle
que entrou n’este serviço, para o ministerio na tenda da congregação.

40 Os _que_ d’elles _foram_ contados, segundo as suas gerações, segundo a
casa de seus paes, _foram_ dois mil e seiscentos e trinta.

41 Estes _são_ os contados das gerações dos filhos de Gerson, de todo
aquelle que ministrava na tenda da congregação: [18] os quaes contaram
Moysés e Aarão, conforme ao mandado do Senhor.

42 E os _que foram_ contados das gerações dos filhos de Merari, segundo
as suas gerações, segundo a casa de seus paes;

43 Da edade de trinta annos e para cima, até aos cincoenta, todo aquelle
que entrou n’este serviço, para o ministerio na tenda da congregação.

44 Foram pois os _que foram_ d’elles contados, segundo as suas gerações,
tres mil e duzentos.

45 Estes _são_ os contados das gerações dos filhos de Merari: os quaes
contaram Moysés e Aarão, conforme ao mandado do Senhor, [19] pela mão de
Moysés.

46 Todos os _que_ d’elles _foram_ contados, que contaram Moysés e Aarão,
e os principes de Israel, dos levitas, segundo as suas gerações, segundo
a casa de seus paes;

47 Da edade de [20] trinta annos e para cima, até aos cincoenta, todo
aquelle que entrava a executar o ministerio da administração, e o
ministerio do cargo na tenda da congregação.

48 Os _que_ d’elles _foram_ contados foram oito mil quinhentos e oitenta.

49 Conforme ao mandado do Senhor, pela mão de Moysés, foram contados,
[21] cada qual segundo o seu ministerio, e segundo o seu cargo: e foram,
os _que_ d’elles _foram_ contados, aquelles que [22] o Senhor ordenara a
Moysés.

[1] cap. 8.24. I Chr. 23.3, 24, 27.

[2] ver. 15, 19.

[3] Exo. 26.31 e 25.10, 16.

[4] Exo. 25.13, 23, 29, 30. Lev. 24.6.

[5] Exo. 25.31.

[6] Exo. 25.37.

[7] Exo. 30.1, 3.

[8] cap. 7 e 9.10, 21. Deu. 31.9. II Sam. 6.13. I Chr. 15.2, 15. II Sam.
6.6. I Chr. 13.9. cap. 3.31.

[9] Exo. 25.6. Lev. 24.2. Exo. 30.34 e 29.40.

[10] ver. 4.

[11] Exo. 19.21. I Sam. 6.19.

[12] ver. 3.

[13] cap. 3.25, 26.

[14] ver. 3.

[15] cap. 3.36, 37. Exo. 26.15.

[16] Exo. 38.21.

[17] ver. 2.

[18] ver. 22.

[19] ver. 29.

[20] ver. 3, 23, 30.

[21] ver. 15, 24, 31.

[22] ver. 1, 21.



_O leproso e o immundo são lançados fóra do arraial._

5 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Ordena aos filhos de Israel que lancem fóra do arraial a todo [1] o
leproso, e a todo o que padece fluxo, e a todos os immundos por _causa de
contacto com algum_ morto.

3 Desde o[_o_?] homem até á mulher os lançareis: fóra do arraial os
lançareis, para que não contaminem os seus arraiaes, no meio dos quaes eu
[2] habito.

4 E os filhos de Israel fizeram assim, e os lançaram fóra do arraial:
como o Senhor fallara a Moysés, assim fizeram os filhos de Israel.

5 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

6 Dize aos filhos de Israel: [3] Quando homem ou mulher fizer algum de
todos os peccados humanos, trespassando contra o Senhor, tal alma culpada
é.

7 E confessarão o seu peccado [4] que fizeram; então restituirá a sua
culpa, segundo a somma total, e lhe accrescentará o seu quinto, e o dará
áquelle contra quem se fez culpado.

8 Mas, se aquelle homem não tiver resgatador, a quem se restitua a culpa,
então a culpa que se restituir ao Senhor _será_ do sacerdote, além do
carneiro [5] da expiação com que por elle fará expiação.

9 Similhantemente toda a [6] offerta de todas as coisas sanctificadas dos
filhos de Israel, que trouxerem ao sacerdote, será sua.

10 E as coisas sanctificadas de cada um serão suas: o que alguem der ao
sacerdote [7] será seu.


_A prova da mulher suspeita de adulterio._

11 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

12 Falla aos filhos de Israel, e dize-lhes; Quando a mulher de algum se
desviar, e trespassar contra elle,

13 De maneira que algum homem se houver [8] deitado com ella, e fôr
occulto aos olhos de seu marido, e ella o tiver occultado, havendo-se
ella contaminado, e contra ella não houver testemunha, e _no feito_ não
fôr apanhada,

14 E o espirito de ciumes vier sobre elle, e de sua mulher tiver ciumes,
por ella se haver contaminado, ou sobre elle vier o espirito de ciumes, e
de sua mulher tiver ciumes, não se havendo ella contaminado,

15 Então aquelle varão trará a sua mulher perante o sacerdote, e
juntamente trará a sua offerta por ella: uma decima de epha de farinha
de cevada, sobre a qual não deitará azeite, nem sobre ella porá incenso,
porquanto é offerta de manjares de ciumes, offerta memorativa, [9] que
traz a iniquidade em memoria.

16 E o sacerdote a fará chegar, e a porá perante a face do Senhor.

17 E o sacerdote tomará agua sancta n’um vaso de barro; tambem tomará o
sacerdote do pó que houver no chão do tabernaculo, e o deitará na agua.

18 Então o sacerdote apresentará a mulher perante o Senhor, e descobrirá
a cabeça da mulher; e a offerta memorativa de manjares, que é a offerta
de manjares dos ciumes, porá sobre as suas mãos, e a agua amarga, que
traz comsigo a maldição, estará na mão do sacerdote.

19 E o sacerdote a conjurará, e dirá áquella mulher: Se ninguem comtigo
se deitou, e se não te apartaste de teu marido pela immundicia, d’estas
aguas amargas, amaldiçoantes, serás livre.

20 Mas, se te apartaste de teu marido, e te contaminaste, e algum homem,
fóra de teu marido, se deitou comtigo;

21 Então o sacerdote conjurará á mulher com a conjuração da maldição;
e o sacerdote dirá [10] á mulher: O Senhor te ponha por maldição e por
conjuração no meio do [11] teu povo, fazendo-te o Senhor descair a côxa e
inchar o ventre.

22 E esta agua [12] amaldiçoante entre nas tuas entranhas, para te fazer
inchar o ventre, e te fazer descair a côxa. Então a mulher dirá: [13]
Amen, Amen.

23 Depois o sacerdote escreverá estas mesmas maldições n’um livro, e com
a agua amarga as apagará.

24 E a agua amarga, amaldiçoante, dará a beber á mulher, e a agua
amaldiçoante entrará n’ella para amargurar.

25 E o sacerdote tomará a offerta de manjares dos ciumes da mão da
mulher, e moverá a offerta de manjares [14] perante o Senhor; e a
offerecerá sobre o altar.

26 Tambem o sacerdote tomará um punhado [15] da offerta de manjares, da
offerta memorativa, e sobre o altar o queimará: e depois dará a beber a
agua á mulher.

27 E, havendo-lhe dado a beber aquella agua, será que, se ella se tiver
contaminado, e contra seu marido tiver trespassado, a agua amaldiçoante
entrará n’ella para amargura, e o seu ventre se inchará, e a sua côxa
descairá; e aquella mulher será [16] por maldição no meio do seu povo.

28 E, se a mulher se não tiver contaminado, mas estiver limpa, então será
livre, e conceberá semente.

29 Esta _é_ a lei dos ciumes, quando a mulher, em poder de seu marido, se
desviar [17] e fôr contaminada;

30 Ou quando sobre o homem vier o espirito de ciumes, e tiver ciumes de
sua mulher, apresente a mulher perante o Senhor, e o sacerdote n’ella
execute toda esta lei.

31 E o homem será livre da iniquidade, porém a mulher levará [18] a sua
iniquidade.

[1] Lev. 13.3, 46. cap. 12.14. Lev. 15.2. cap. 9.6, 10 e 19.11.

[2] Lev. 26.11. II Cor. 6.16.

[3] Lev. 6.2, 3.

[4] Lev. 5.5 e 26.40. Jos. 7.19.

[5] Lev. 6.6 e 7.7.

[6] Exo. 29.28. Lev. 6.17, 18, 26. cap. 18.8, 9, 19. Deu. 18.3. Eze.
44.29.

[7] Lev. 10.13.

[8] Lev. 18.20.

[9] I Reis 17.18. Eze. 29.16.

[10] Jos. 6.28. I Sam. 14.24. Neh. 10.29.

[11] Jer. 29.22.

[12] Psa. 109.18.

[13] Deu. 27.15.

[14] Lev. 8.27.

[15] Lev. 2.2, 9.

[16] Deu. 28.27. Jer. 24.9 e 29.18, 22. Zac. 8.13.

[17] ver. 19.

[18] Lev. 20.17, 19, 20.



_A lei do nazireado._

6 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla aos filhos d’Israel, e dize-lhes: Quando um homem ou mulher se
tiver separado, fazendo voto [1] de nazireo, para se separar ao Senhor,

3 De vinho e de bebida forte se apartará: [2] vinagre de vinho, nem
vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem d’uvas;
nem uvas frescas nem seccas comerá.

4 Todos os dias do seu nazireado não comerá de coisa alguma, que se faz
da vinha, desde os caroços até ás cascas.

5 Todos os dias do voto do seu nazireado sobre a sua cabeça não passará
navalha: [3] até que se cumpram os dias, que se separou ao Senhor, sancto
será, deixando crescer as guedelhas do cabello da sua cabeça.

6 Todos os dias que se separar ao Senhor não [4] se chegará a corpo d’um
morto.

7 Por seu pae, ou por sua mãe, por seu irmão, ou por sua irmã, por elles
se não contaminará, [5] quando forem mortos; porquanto o nazireado do seu
Deus _está_ sobre a sua cabeça.

8 Todos os dias do seu nazireado sancto será ao Senhor.

9 E se o morto vier a morrer junto a elle por acaso, subitamente, que
contaminasse a cabeça do seu nazireado, então no dia da sua purificação
[6] rapará a sua cabeça, e ao setimo dia a rapará.

10 E ao oitavo [7] dia trará duas rolas, ou dois pombinhos, ao sacerdote,
á porta da tenda da congregação:

11 E o sacerdote offerecerá um para expiação do peccado, e o outro para
holocausto; e fará propiciação por elle, do que peccou no corpo morto:
assim n’aquelle mesmo dia sanctificará a sua cabeça.

12 Então separará os dias do seu nazireado ao Senhor, e para expiação do
trespasso trará um cordeiro d’um anno: [8] e os dias antecedentes serão
perdidos, porquanto o seu nazireado foi contaminado.

13 E esta _é_ a lei do nazireo: no dia em que se [9] cumprirem os dias do
seu nazireado, tral-o-hão á porta da tenda da congregação:

14 E elle offerecerá a sua offerta ao Senhor, um cordeiro sem mancha d’um
anno em holocausto, e uma cordeira sem mancha de um anno para expiação do
[10] peccado, e um carneiro sem mancha por offerta pacifica;

15 E um [11] cesto de _bolos_ asmos, bolos _de_ flor de farinha com
azeite, amassados, e coscorões asmos untados com azeite, [12] como tambem
a sua offerta de manjares, e as suas libações.

16 E o sacerdote os trará perante o Senhor, e sacrificará a sua expiação
do peccado, e o seu holocausto:

17 Tambem sacrificará o carneiro em sacrificio pacifico ao Senhor, com
o cesto dos _bolos_ asmos: e o sacerdote offerecerá a sua offerta de
manjares, e a sua libação.

18 Então o nazireo á porta da tenda da congregação rapará a cabeça do seu
nazireado, e tomará o [13] cabello da cabeça do seu nazireado, e o porá
sobre o fogo que _está_ debaixo do sacrificio pacifico.

19 Depois o sacerdote tomará a espadua [14] cozida do carneiro, e um bolo
asmo do cesto, e um coscorão asmo, e os porá nas mãos do nazireo, depois
de haver rapado o seu nazireado.

20 E o sacerdote os moverá _em_ offerta de movimento perante o Senhor;
isto é sancto [15] para o sacerdote, juntamente com o peito da offerta
de movimento, e com a espadua da offerta alçada; e depois o nazireo beba
vinho.

21 Esta é a lei do nazireo, que fizer voto da sua offerta ao Senhor pelo
seu nazireado, além do que alcançar a sua mão: segundo o seu voto, que
fizer, assim fará conforme á lei do seu nazireado.

22 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:


_O modo de abençoar os filhos de Israel._

23 Falla a Aarão, e a seus filhos, dizendo: [16] Assim abençoareis os
filhos d’Israel, dizendo-lhes:

24 O Senhor te abençoe e te guarde:

25 O Senhor faça resplandecer o seu rosto [17] sobre ti, e tenha
misericordia de ti:

26 O Senhor sobre ti levante o seu rosto, [18] e te dê a paz.

27 Assim porão o meu [19] nome sobre os filhos d’Israel, e eu os
abençoarei.

[1] Lev. 27.2. Jui. 13.5. Act. 21.23.

[2] Amós 2.12. Luc. 1.15.

[3] Jui. 16.17. I Sam. 1.11.

[4] cap. 19.11, 16.

[5] Lev. 21.1, 2, 11. cap. 9.6.

[6] Act. 18.18 e 21.24.

[7] Lev. 5.7 e 14.22 e 15.14, 29.

[8] Lev. 5.6.

[9] Act. 21.26.

[10] Lev. 4.2, 27, 32 e 3.6.

[11] Lev. 2.4.

[12] Exo. 29.2. cap. 15.5, 7, 10.

[13] Act. 21.24.

[14] I Sam. 2.15. Exo. 29.23, 24.

[15] Exo. 29.27, 28.

[16] Lev. 9.22. I Chr. 23.13.

[17] Psa. 31.16 e 119.135. Dan. 9.17. Gen. 43.29.

[18] João 14.27. II The. 3.16.

[19] Deu. 28.10. II Chr. 7.14. Isa. 43.7. Dan. 9.18.



_As offertas dos principes na dedicação do tabernaculo e do altar._

7 E aconteceu, no dia em que Moysés acabou [1] de levantar o tabernaculo,
e o ungiu, e o sanctificou, e todos os seus vasos; tambem o altar, e
todos os seus vasos, e os ungiu, e os sanctificou,

2 Que os principes [2] d’Israel, os Cabeças da casa de seus paes, os que
foram principes das tribus, que estavam sobre os _que foram_ contados,
offereceram,

3 E trouxeram a sua offerta perante o Senhor, seis carros cobertos,
e doze bois; por dois principes um carro, e por cada um um boi: e os
trouxeram diante do tabernaculo.

4 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

5 Toma _os_ d’elles, e serão para servir no ministerio da tenda da
congregação: e os darás aos levitas, a cada qual segundo o seu ministerio.

6 Assim Moysés tomou os carros e os bois, e os deu aos levitas.

7 Dois carros e quatro bois deu [3] aos filhos de Gerson, segundo o seu
ministerio:

8 E [4] quatro carros e oito bois deu aos filhos de Merari, segundo o seu
ministerio, debaixo da mão [5] d’Ithamar, filho d’Aarão, o sacerdote.

9 Mas aos filhos de Kohath nada deu, [6] porquanto a seu cargo estava o
ministerio e o levavam aos hombros.

10 E offereceram os principes para a consagração [7] do altar, no dia em
que foi ungido; offereceram pois os principes a sua offerta perante o
altar.

11 E disse o Senhor a Moysés: Cada principe offerecerá a sua offerta
(cada qual em seu dia) para a consagração do altar.

12 O que pois no primeiro dia offereceu a sua offerta foi Naasson, [8]
filho d’Amminadab, pela tribu de Judah.

13 E a sua offerta _foi_ um prato de prata, do peso de cento e trinta
_siclos_, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo [9] o siclo do
sanctuario; ambos cheios _de_ flor de farinha, [10] amassada com azeite,
para offerta de manjares;

14 Uma [GS] taça de dez _siclos_ de oiro, [11] cheia de incenso;

15 Um novilho, [12] um carneiro, um cordeiro d’um anno, para holocausto;

16 Um bode [13] para expiação do peccado;

17 E para sacrificio [14] pacifico dois bois, cinco carneiros, cinco
bodes, cinco cordeiros d’um anno: esta _foi_ a offerta de Naasson, filho
d’Amminadab.

18 No segundo dia fez a sua offerta Nathanael, filho de Suhar, principe
d’Issacar.

19 E _pela_ sua offerta offereceu um prato de prata, do peso de cento e
trinta _siclos_, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do
sanctuario: ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para a
offerta de manjares;

20 Uma taça de dez siclos de oiro, cheia de incenso;

21 Um novilho, um carneiro, um cordeiro d’um anno, para holocausto;

22 Um bode para expiação do peccado;

23 E para sacrificio pacifico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes,
cinco cordeiros d’um anno: esta _foi_ a offerta de Nathanael, filho de
Suhar.

24 No terceiro dia _offereceu_ o principe dos filhos de Zebulon, Eliab,
filho de Helon.

25 A sua offerta _foi_ um prato de prata, do peso de cento e trinta
_siclos_, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do
sanctuario; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para
offerta de manjares;

26 Uma taça de dez _siclos_ de oiro, cheia de incenso;

27 Um novilho, um carneiro, um cordeiro d’um anno, para holocausto;

28 Um bode para expiação do peccado;

29 E para sacrificio pacifico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes,
cinco cordeiros d’um anno: esta _foi_ a offerta d’Eliab, filho de Helon.

30 No quarto dia _offereceu_ o principe dos filhos de Ruben, Elizur,
filho de Sedeur:

31 A sua offerta _foi_ um prato de prata, do peso de cento e trinta
_siclos_, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do
sanctuario; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para
offerta de manjares;

32 Uma taça de dez _siclos_ d’oiro, cheia de incenso;

33 Um novilho, um carneiro, um cordeiro d’um anno, para holocausto;

34 Um bode para expiação do peccado;

35 E para sacrificio pacifico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes,
cinco cordeiros d’um anno: esta foi a offerta de Elizur, filho de Sedeur.

36 No quinto dia _offereceu_ o principe dos filhos de Simeão, Selumiel,
filho de Surisaddai.

37 A sua offerta _foi_ um prato de prata, de peso de cento e trinta
_siclos_, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do
sanctuario; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para
offerta de manjares;

38 Uma taça de dez _siclos_ d’oiro, cheia de incenso;

39 Um novilho, um carneiro, um cordeiro d’um anno, para holocausto;

40 Um bode para expiação do peccado.

41 E para sacrificio pacifico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes,
cinco cordeiros d’um anno: esta _foi_ a offerta de Selumiel, filho de
Surisaddai.

42 No sexto dia _offereceu_ o principe dos filhos de Gad, Eliasaph, filho
de Dehuel.

43 A sua offerta _foi_ um prato de prata, do peso de cento e trinta
_siclos_, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do
sanctuario; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para
offerta de manjares;

44 Uma taça de dez _siclos_ d’oiro, cheia de incenso;

45 Um novilho, um carneiro, um cordeiro d’um anno, para holocausto;

46 Um bode para expiação do peccado;

47 E para sacrificio pacifico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes,
cinco cordeiros d’um anno: esta _foi_ a offerta d’Eliasaph, filho de
Dehuel.

48 No setimo dia _offereceu_ o principe dos filhos d’Ephraim, Elisama,
filho d’Ammihud.

49 A sua offerta _foi_ um prato de prata do peso de cento e trinta
_siclos_, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do
sanctuario; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para
offerta de manjares;

50 Uma taça de dez _siclos_ d’oiro, cheia de incenso;

51 Um novilho, um carneiro, um cordeiro d’um anno, para holocausto;

52 Um bode para expiação do peccado;

53 E para sacrificio pacifico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes,
cinco cordeiros d’um anno: esta _foi_ a offerta d’Elisama, filho
d’Ammihud.

54 No oitavo dia _offereceu_ o principe dos filhos de Manasseh, Gamaliel,
filho de Pedazur:

55 A sua offerta _foi_ um prato de prata, do peso de cento e trinta
_siclos_, uma bacia de setenta siclos, segundo o siclo do sanctuario;
ambos cheios de flor de farinha amassada, com azeite para offerta de
manjares;

56 Uma taça de dez _siclos_ d’oiro, cheia de incenso;

57 Um novilho, um carneiro, um cordeiro d’um anno, para holocausto;

58 Um bode para expiação do peccado;

59 E para sacrificio pacifico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes,
cinco cordeiros d’um anno: esta _foi_ a offerta de Gamaliel, filho de
Pedazur.

60 No dia nono _offereceu_ o principe dos filhos de Benjamin, Abidan,
filho de Gideoni:

61 A sua offerta _foi_ um prato de prata, do peso de cento e trinta
_siclos_, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do
sanctuario; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para
offerta de manjares;

62 Uma taça de dez _siclos_ d’oiro, cheia de incenso;

63 Um novilho, um carneiro, um cordeiro d’um anno, para holocausto;

64 Um bode para expiação do peccado;

65 E para sacrificio pacifico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes,
cinco cordeiros d’um anno; esta _foi_ a offerta d’Abidan, filho de
Gideoni.

66 No decimo dia _offereceu_ o principe dos filhos de Dan, Ahieser, filho
d’Amisaddai,

67 A sua offerta _foi_ um prato de prata, do peso de cento e trinta
_siclos_, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do
sanctuario; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para
offerta de manjares;

68 Uma taça de dez _siclos_ d’oiro, cheia de incenso;

69 Um novilho, um carneiro, um cordeiro d’um anno, para holocausto;

70 Um bode para expiação do peccado;

71 E para sacrificio pacifico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes,
cinco cordeiros d’um anno: esta _foi_ a offerta d’Ahieser, filho
d’Amisaddai.

72 No dia undecimo _offereceu_ o principe dos filhos d’Aser, Pagiel,
filho d’Ochran.

73 A sua offerta _foi_ um prato de prata, do peso de cento e trinta
_siclos_, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do
sanctuario; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para
offerta de manjares;

74 Uma taça de dez _siclos_ d’oiro, cheia de incenso;

75 Um novilho, um carneiro, um cordeiro d’um anno para holocausto;

76 Um bode para expiação do peccado;

77 E para sacrificio pacifico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes,
cinco cordeiros d’um anno: esta _foi_ a offerta de Pagiel, filho d’Ochran.

78 No duodecimo dia _offereceu_ o principe dos filhos de Naphtali, Ahira,
filho d’Enan.

79 A sua offerta _foi_ um prato de prata, do peso de cento e trinta
_siclos_, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do
sanctuario; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para
offerta de manjares;

80 Uma taça de dez _siclos_ d’oiro, cheia de incenso;

81 Um novilho, um carneiro, um cordeiro d’um anno para holocausto;

82 Um bode para expiação do peccado;

83 E para sacrificio pacifico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes,
cinco cordeiros d’um anno: esta _foi_ a offerta d’Ahira, filho d’Enan.

84 Esta _é_ a consagração do altar, _feita_ pelos principes d’Israel, no
dia em que foi ungido, doze pratos de prata, doze bacias de prata, doze
[GT] taças d’oiro.

85 Cada prato de prata de cento e trinta _siclos_, e cada bacia de
setenta: toda a prata dos vasos _foi_ dois mil e quatrocentos _siclos_,
segundo o siclo do sanctuario:

86 Doze taças d’oiro cheias de incenso, cada taça de dez _siclos_,
segundo o siclo do sanctuario: todo o oiro das taças _foi_ de cento e
vinte _siclos_;

87 Todos os bois para holocausto _foram_ doze novilhos, doze carneiros,
doze cordeiros d’um anno, com a sua offerta de manjares, e doze bodes
para expiação do peccado.

88 E todos os bois para sacrificio pacifico _foram_ vinte e quatro
novilhos: os carneiros sessenta, os bodes sessenta, os cordeiros d’um
anno sessenta: esta _é_ a consagração do altar, depois que [15] foi
ungido.

89 E, quando Moysés entrava na tenda da congregação [16] para fallar com
Elle, então ouvia a voz que lhe fallava de cima do propiciatorio, que
_está_ sobre a arca do testemunho entre os dois cherubins: assim com elle
fallava.

[1] Exo. 40.18. Lev. 8.10.

[2] cap. 1.4, etc.

[3] cap. 4.25.

[4] cap. 4.31.

[5] cap. 4.28, 33.

[6] cap. 4.6, 8, 10, 12, 14, 15. II Sam. 6.13.

[7] Deu. 20.5. I Reis 8.63. II Chr. 7.5, 9. Esd. 6.16. Neh. 12.27.

[8] cap. 2.3.

[9] Exo. 30.13.

[10] Lev. 2.1.

[11] Exo. 30.34.

[12] Lev. 1.2.

[13] Lev. 4.23.

[14] Lev. 3.1.

[15] ver. 1.

[16] cap. 12.8. Exo. 33.9, 11 e 25.22.



_Como devem ser accesas as lampadas._

8 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla a Aarão, e dize-lhe: Quando accenderes [1] as lampadas, defronte
do candieiro allumiarão as sete lampadas.

3 E Aarão fez assim: defronte da face do candieiro accendeu as suas
lampadas, como o Senhor ordenara a Moysés.

4 E _era_ esta obra [2] do candieiro de oiro batido; desde o seu pé até
ás suas flores _era_ batido: [3] conforme ao modelo que o Senhor mostrara
a Moysés, assim _elle_ fez o candieiro.


_A consagração dos levitas._

5 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

6 Toma os levitas do meio dos filhos de Israel, e purifica-os;

7 E assim lhes farás, para os purificar: Esparge sobre elles [4] a agua
da expiação; e sobre [5] toda a sua carne farão passar a navalha, e
lavarão os seus vestidos, e se purificarão.

8 Então tomarão um novilho, com a sua offerta de manjares _de_ flor de
farinha [6] amassada com azeite; e tomarás outro novilho, para expiação
do peccado.

9 E farás chegar os levitas [7] perante a tenda da congregação; e farás
ajuntar toda a congregação dos filhos de Israel.

10 Farás pois chegar os levitas perante o Senhor; e os filhos de Israel
porão [8] as suas mãos sobre os levitas.

11 E Aarão moverá os levitas _por_ offerta de movimento perante o Senhor
pelos filhos de Israel; e serão para servirem no ministerio do Senhor.

12 E os levitas porão [9] as suas mãos sobre a cabeça dos novilhos: então
sacrifica tu um _para_ expiação do peccado, e o outro _para_ holocausto
ao Senhor, para fazer expiação sobre os levitas.

13 E porás os levitas perante Aarão, e perante os seus filhos, e os
moverás _por_ offerta de movimento ao Senhor.

14 E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel, para que os
levitas meus [10] sejam.

15 E depois os levitas entrarão para fazerem o serviço da tenda da
congregação: e tu os purificarás, e _por_ offerta de movimento os moverás.

16 Porquanto elles [11] do meio dos filhos de Israel, me são dados: em
[12] logar de todo aquelle que abre a madre, do primogenito de cada qual
dos filhos de Israel, para mim os tenho tomado.

17 Porque meu _é_ todo [13] o primogenito entre os filhos de Israel,
entre os homens e entre os animaes; no dia em que, na terra do Egypto,
feri a todo o primogenito, os sanctifiquei para mim.

18 E tomei os levitas em logar de todo o primogenito entre os filhos de
Israel.

19 E os levitas, dados [14] a Aarão e a seus filhos, do meio dos filhos
de Israel, tenho dado para ministrarem o ministerio dos filhos de Israel
na tenda da congregação, e para fazer expiação pelos filhos de Israel,
para que não haja praga [15] entre os filhos de Israel, chegando-se os
filhos de Israel ao sanctuario.

20 E fez Moysés e Aarão, e toda a congregação dos filhos de Israel, com
os levitas _assim_: conforme a tudo o que o Senhor ordenara a Moysés
ácerca dos levitas, assim os filhos de Israel lhes fizeram.

21 E os levitas se [16] purificaram, e lavaram os seus vestidos, e Aarão
os moveu _por_ offerta movida [17] perante o Senhor, e Aarão fez expiação
por elles, para purifical-os.

22 E depois [18] vieram os levitas, para ministrarem o seu ministerio na
tenda da congregação, perante Aarão e perante os seus filhos: como [19] o
Senhor ordenara a Moysés ácerca dos levitas, assim lhes fizeram.

23 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

24 Isto _é o officio_ dos levitas: Da edade de vinte e cinco [20] annos
e para cima entrarão, para fazerem o serviço no ministerio da tenda da
congregação;

25 Mas desde a edade de cincoenta annos sairá [GU] da milicia d’este
ministerio, e nunca mais servirá:

26 Porém com os seus irmãos servirá na tenda da congregação, para terem
cuidado da guarda; [21] porém o ministerio não ministrará: assim farás
com os levitas nas suas guardas.

[1] Exo. 25.37 e 40.25.

[2] Exo. 25.31.

[3] Exo. 25.18, 40.

[4] cap. 19.9, 17, 18.

[5] Lev. 14.8.

[6] Lev. 2.1.

[7] Exo. 29.4 e 40.12. Lev. 8.3.

[8] Lev. 1.4.

[9] Exo. 29.10.

[10] cap. 3.45 e 16.9.

[11] ver. 11, 13.

[12] cap. 3.12, 45.

[13] Exo. 13.2, 12, 13, 15. cap. 3.13. Luc. 2.23.

[14] cap. 3.9.

[15] cap. 1.53 e 16.46 e 18.5. II Chr. 26.16.

[16] ver. 7.

[17] ver. 11, 12.

[18] ver. 5, etc.

[19] cap. 4.3.

[20] I Chr. 23.3, 24, 27.

[21] cap. 1.53.



_A celebração da paschoa no deserto de Sinai._

9 E fallou o Senhor a Moysés no deserto de Sinai, no anno segundo da sua
saida da terra do Egypto, no mez primeiro, dizendo:

2 Que os filhos de Israel celebrem a paschoa a [1] seu tempo determinado.

3 No dia quatorze d’este mez, pela tarde, a seu tempo determinado a
celebrareis: segundo todos os seus estatutos, e segundo todos os seus
ritos, a celebrareis.

4 Disse pois Moysés aos filhos de Israel que celebrassem a paschoa.

5 Então celebraram [2] a paschoa no dia quatorze do mez primeiro, pela
tarde, no deserto de Sinai; conforme a tudo o que o Senhor ordenara a
Moysés, assim fizeram os filhos de Israel.


_Segunda celebração para os ausentes e os immundos._

6 E houve alguns que estavam [3] immundos pelo corpo de um homem morto; e
no mesmo dia não podiam celebrar a paschoa: pelo que se chegaram perante
[4] Moysés e perante Aarão aquelle mesmo dia.

7 E aquelles homens disseram-lhe: Immundos _estamos_ nós pelo corpo de um
homem morto; porque seriamos privados de offerecer a offerta do Senhor a
seu tempo determinado no meio dos filhos de Israel?

8 E disse-lhes Moysés: Esperae, e ouvirei o que o Senhor [5] vos ordenará.

9 Então fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

10 Falla aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguem entre vós, ou entre
as vossas gerações, fôr immundo por corpo morto, ou se achar em jornada
longe de vós, comtudo ainda celebrará a paschoa ao Senhor.

11 No mez segundo, no dia [6] quatorze, de tarde, a celebrarão: [7] com
_pães_ asmos e _hervas_ amargas a comerão.

12 D’ella nada [8] deixarão até á manhã, e d’ella não quebrarão osso
algum: segundo todo o estatuto da paschoa a celebrarão.

13 Porém, quando um homem fôr limpo, e não estiver de caminho, e deixar
de celebrar a paschoa, tal alma dos [9] seus povos será extirpada:
porquanto não offereceu a offerta do Senhor a seu tempo determinado; tal
homem levará o seu peccado.

14 E, quando um estrangeiro peregrinar entre vós, e tambem celebrar a
paschoa ao Senhor, segundo o estatuto da paschoa e segundo o seu rito
assim a celebrará: um mesmo [10] estatuto haverá para vós, assim para o
estrangeiro como para o natural da terra.


_A nuvem guiando a marcha dos israelitas._

15 E no dia [11] de levantar o tabernaculo, a nuvem cobriu o tabernaculo
sobre a tenda do testemunho: e á tarde [12] estava sobre o tabernaculo
como uma apparencia de fogo até á manhã.

16 Assim era de continuo: a nuvem o cobria, e de noite _havia_ apparencia
de fogo.

17 Mas sempre [13] que a nuvem se alçava sobre a tenda, os filhos de
Israel após d’ella partiam: e no logar onde a nuvem parava, ali os filhos
de Israel assentavam o seu arraial.

18 Segundo o dito do Senhor, os filhos de Israel partiam, e segundo o
dito do Senhor assentavam o arraial: todos os dias [14] em que a nuvem
parava sobre o tabernaculo assentavam o arraial.

19 E, quando a nuvem se detinha muitos dias sobre o tabernaculo, então os
filhos de Israel tinham cuidado da guarda [15] do Senhor, e não partiam.

20 E era que, quando a nuvem poucos dias estava sobre o tabernaculo,
segundo o dito do Senhor se alojavam, e segundo o dito do Senhor partiam.

21 Porém era que, quando a nuvem desde a tarde até a manhã ficava _ali_,
e a nuvem se alçava pela manhã, então partiam: quer de dia quer de noite,
alçando-se a nuvem, partiam.

22 Ou, quando a nuvem sobre o tabernaculo se detinha dois dias, ou um
mez, ou um anno, ficando sobre elle, [16] então os filhos d’Israel se
alojavam, e não partiam; e alçando-se ella partiam.

23 Segundo o dito do Senhor se alojavam, e segundo o dito do Senhor
partiam: da guarda [17] do Senhor tinham cuidado segundo o dito do Senhor
pela mão de Moysés.

[1] Exo. 12.1, etc. Lev. 23.5. cap. 28.16. Deu. 16.1.

[2] Jos. 5.10.

[3] cap. 5.2 e 19.11, 16. João 18.28.

[4] Exo. 18.15, 19, 26. cap. 27.2.

[5] cap. 27.5.

[6] II Chr. 30.2, 15.

[7] Exo. 12.8.

[8] Exo. 12.10 e 12.43, 46. João 19.36.

[9] Gen. 17.14. Exo. 12.15. ver. 7. cap. 5.31.

[10] Exo. 12.49.

[11] Exo. 40.34. Neh. 9.12, 19. Psa. 78.14.

[12] Exo. 13.21 e 40.36, 37.

[13] cap. 10.11, 33, 34. Psa. 80.2.

[14] I Cor. 10.1.

[15] cap. 1.53 e 3.8.

[16] Exo. 40.36, 37.

[17] ver. 19.



_As duas trombetas de prata._

10 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Faze-te duas trombetas de prata: _d’obra_ batida as farás: e te serão
para a [1] convocação da congregação, e para a partida dos arraiaes.

3 E, quando [2] as tocarem _ambas_, então toda a congregação se
congregará a ti á porta da tenda da congregação.

4 Mas, quando tocar uma _só_, então a ti se congregarão os principes, os
[3] Cabeças dos milhares de Israel.

5 Quando, retinindo, as tocardes, então partirão [4] os arraiaes que
alojados estão da banda do oriente.

6 Mas, quando a segunda vez, retinindo, as tocardes, então partirão os
arraiaes que se alojam da banda [5] do sul: retinindo, _as_ tocarão para
as suas partidas.

7 Porém, ajuntando a congregação, _as_ tocareis; mas sem [6] retinir.

8 E os filhos [7] d’Aarão, sacerdotes, tocarão as trombetas: e a vós
serão por estatuto perpetuo nas vossas gerações.

9 E, quando na [8] vossa terra sairdes a pelejar contra o inimigo, que
vos aperta, tambem tocareis as trombetas retinindo, e perante o Senhor
vosso Deus haverá lembrança [9] de vós, e sereis salvos de vossos
inimigos.

10 Similhantemente, no dia [10] da vossa alegria, e nas vossas
solemnidades, e nos principios dos vossos mezes, tambem tocareis as
trombetas sobre os vossos holocaustos, sobre os vossos sacrificios
pacificos, e vos serão por memorial perante vosso Deus: Eu _sou_ o Senhor
vosso Deus.


_Os israelitas partem de Sinai._

11 E aconteceu, no anno segundo, no segundo mez, aos vinte do mez, que a
nuvem se alçou [11] de sobre o tabernaculo da congregação.

12 E os filhos d’Israel se [12] partiram segundo as suas partidas do
deserto de Sinai: e a nuvem parou [13] no deserto de Paran.

13 Assim partiram pela primeira vez segundo [14] o dito do Senhor, pela
mão de Moysés.

14 Porque primeiramente partiu a bandeira do arraial dos filhos de Judah
segundo os seus exercitos: [15] e sobre o seu exercito _estava_ Naasson,
filho d’Amminadab.

15 E sobre o exercito da tribu dos filhos d’Issacar, Nathanael, filho de
Suhar.

16 E sobre o exercito da tribu dos filhos de Zebulon, Eliab, filho de
Helon.

17 Então desarmaram o [16] tabernaculo, e os filhos de Gerson e os filhos
de Merari partiram, levando o tabernaculo.

18 Depois partiu [17] a bandeira do arraial de Ruben segundo os seus
exercitos: e sobre o seu exercito _estava_ Elizur, filho de Sedeur.

19 E sobre o exercito da tribu dos filhos de Simeão, Selumiel, filho de
Surisaddai.

20 E sobre o exercito da tribu dos filhos de Gad, Eliasaph, filho de
Dehuel.

21 Então partiram os kohathitas, levando o sanctuario; e _os outros_
levantaram [18] o tabernaculo, entretanto que estes vinham.

22 Depois partiu a bandeira do arraial [19] dos filhos d’Ephraim segundo
os seus exercitos: e sobre o seu exercito _estava_ Elisama, filho
d’Ammihud.

23 E sobre o exercito da tribu dos filhos de Manasseh, Gamaliel, filho de
Pedazur.

24 E sobre o exercito da tribu dos filhos de Benjamin, Abidan, filho de
Gideoni.

25 Então partiu [20] a bandeira do arraial dos filhos de Dan, fechando
todos os arraiaes segundo os seus exercitos: e sobre o seu exercito
_estava_ Ahiezer, filho de Ammisaddai.

26 E sobre o exercito da tribu dos filhos d’Aser, Pagiel, filho de Ochran.

27 E sobre o exercito da tribu dos filhos de Naphtali, Ahira, filho
d’Enan.

28 Estas _eram_ as partidas [21] dos filhos d’Israel segundo os seus
exercitos, quando partiam.


_Moysés roga a Hobab que vá com elles._

29 Disse então Moysés a Hobab, filho de Reguel [22] o midianita, sogro de
Moysés: Nós caminhamos para aquelle logar, de que o Senhor disse: Vol-o
darei: [23] vae comnosco, e te faremos bem; porque o Senhor fallou bem
[24] sobre Israel.

30 Porém elle lhe disse: Não irei; antes irei á minha terra e á minha
parentela.

31 E elle disse: Ora não nos deixes: porque tu sabes que nós nos alojamos
no deserto; nos servirás [25] d’olhos.

32 E será que, vindo tu comnosco, e succedendo o bem, com que o Senhor
[26] nos fará bem, tambem nós te faremos bem.

33 Assim partiram [27] do monte do Senhor caminho de tres dias: e a arca
do concerto do Senhor [28] caminhou diante d’elles caminho de tres dias,
para lhes buscar logar de descanço.

34 E a nuvem [29] do Senhor ia sobre elles de dia, quando partiam do
arraial.

35 Era pois que, partindo a arca, Moysés dizia: Levanta-te, [30]
Senhor, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os
aborrecedores.

36 E, pousando ella, dizia: Torna-te, ó Senhor, para os muitos milhares
d’Israel.

[1] Isa. 1.13.

[2] Jer. 4.5. Joel 2.15.

[3] Exo. 18.21. cap. 1.16 e 7.2.

[4] cap. 2.3.

[5] cap. 2.10.

[6] ver. 3. Joel 2.1.

[7] cap. 31.6. Jos. 6.4. I Chr. 15.24.

[8] cap. 31.6. Jos. 6.5. II Chr. 13.14. Jui. 2.18 e 4.3 e 6.9 e 10.8. I
Sam. 10.18. Psa. 106.42.

[9] Gen. 8.1. Psa. 106.42.

[10] cap. 29.1. Lev. 23.24. II Chr. 5.12 e 7.6. Esd. 3.10. Neh. 12.35.

[11] cap. 9.17.

[12] Exo. 40.36. cap. 2.9, 16, 24, 31. Exo. 19.1. cap. 1.1 e 9.5.

[13] Gen. 21.21. cap. 12.26 e 13.3, 26. Deu. 1.1.

[14] ver. 5, 6. cap. 2.34.

[15] cap. 2.3, 9. cap. 1.7.

[16] cap. 1.51. cap. 4.24, 31 e 7.6, 8.

[17] cap. 2.10, 16.

[18] cap. 4.4, 15.

[19] cap. 2.18, 24.

[20] cap. 2.25, 31. Jos. 6.9.

[21] cap. 2.34.

[22] Exo. 2.18.

[23] Gen. 12.7.

[24] Gen. 32.12. Exo. 3.8 e 6.7, 8.

[25] Job 29.15.

[26] Jui. 1.16.

[27] Exo. 3.1.

[28] Deu. 1.33. Jos. 3.3, 4, 6. Psa. 132.8.

[29] Exo. 13.21. Neh. 9.12, 19.

[30] Psa. 68.1, 2, 3.



_As murmurações dos israelitas._

11 E aconteceu [1] que, queixando-se o povo, era mal aos ouvidos do
Senhor; porque o Senhor ouviu-o, e a sua ira se accendeu, [2] e o fogo do
Senhor ardeu entre elles, e consumiu _os que estavam_ na ultima parte do
arraial.

2 Então o povo clamou a Moysés, e Moysés orou [3] ao Senhor, e o fogo se
apagou.

3 Pelo que chamou aquelle logar Tabera, porquanto o fogo do Senhor se
accendera entre elles.

4 E o vulgo, [4] que _estava_ no meio d’elles, veiu a ter grande desejo:
pelo que os filhos d’Israel tornaram a chorar, e disseram: Quem nos dará
carne a comer?

5 Lembramo-nos dos peixes [5] que no Egypto comiamos de graça; _e_ dos
pepinos, e dos melões, e dos pórros, e das cebolas, e dos alhos.

6 Mas agora a [6] nossa alma se secca; coisa nenhuma _ha_ senão este
manná _diante dos_ nossos olhos.

7 E era [7] o manná como semente de coentro, e a sua côr como a côr de
bedelio.

8 Espalhava-se o povo, e _o_ colhia, e em moinhos _o_ moia, ou n’um gral
_o_ pizava, e em panellas _o_ cozia, e d’elle fazia bolos: e o seu sabor
[8] era como o sabor d’azeite fresco.

9 E, quando o orvalho [9] descia de noite sobre o arraial, o manná descia
sobre elle.

10 Então Moysés ouviu chorar o povo pelas suas familias, cada qual á
porta da sua tenda: [10] e a ira do Senhor grandemente se accendeu, e
pareceu mal aos olhos de Moysés.


_Moysés acha pesado o seu cargo._

11 E disse [11] Moysés ao Senhor: Porque fizeste mal a teu servo, e
porque não achei graça aos teus olhos; que pozesses sobre mim o cargo de
todo este povo?

12 Concebi eu porventura todo este povo? pari-o [12] eu? que me
dissesses: leva-o ao teu collo, como o aio leva o que cria, á terra que
juraste a seus paes?

13 D’onde [13] teria eu carne para dar a todo este povo? porquanto contra
mim choram, dizendo: Dá-nos carne a comer:

14 Eu só não posso [14] levar a todo este povo, porque muito pesado _é_
para mim.

15 E se assim fazes comigo, mata-me eu t’o peço, [15] se tenho achado
graça aos teus olhos, e não me deixes ver [16] o meu mal.


_Deus designa setenta anciãos para ajudarem Moysés._

16 E disse o Senhor a Moysés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos
d’Israel [17], de quem sabes que são anciãos do povo, e seus officiaes: e
os trarás perante a tenda da congregação, e ali se porão comtigo.

17 Então eu descerei [18] e ali fallarei comtigo, e tirarei [19] do
espirito que _está_ sobre ti, e _o_ porei sobre elles: e comtigo levarão
o cargo do povo, para que tu só _o_ não leves.

18 E dirás ao povo: [20] Sanctificae-vos para ámanhã, e comereis carne:
porquanto chorastes aos ouvidos do Senhor, dizendo: [21] Quem nos dará
carne a comer? pois bem nos ia no Egypto: pelo que o Senhor vos dará
carne, e comereis:

19 Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco dias, nem dez dias, nem
vinte dias;

20 Até um mez inteiro, [22] até vos sair pelos narizes, até que vos
enfastieis d’ella: porquanto rejeitastes ao Senhor, que _está_ no meio de
vós, e chorastes diante d’elle, dizendo: Porque [23] saimos do Egypto?

21 E disse Moysés: Seiscentos mil _homens de pé é_ este [24] povo, no
meio do qual _estou_: e tu tens dito: Dar-lhes-hei carne, e comerão um
mez inteiro.

22 Degolar-se-hão [25] para elles ovelhas e vaccas, que lhes bastem? ou
ajuntar-se-hão para elles todos os peixes do mar, que lhes bastem?

23 Porém o Senhor disse a Moysés: Seria pois [26] encurtada a mão do
Senhor? agora verás [27] se a minha palavra te acontecerá ou não.

24 E saiu Moysés, e fallou as palavras do Senhor ao povo, [28] e ajuntou
setenta homens dos anciãos do povo e os poz de roda da tenda.

25 Então o Senhor desceu [29] na nuvem, e lhe fallou; e, tirando do
espirito, que _estava_ sobre elle, _o_ poz sobre aquelles setenta
anciãos: e aconteceu que, assim como o espirito repousou sobre elles,
[30] prophetizaram; mas depois nunca mais.

26 Porém no arraial ficaram dois homens; o nome d’um _era_ Eldad, e o
nome do outro Medad; e repousou sobre elles o espirito (porquanto estavam
entre os escriptos, aiuda que não sairam [31] á tenda), e prophetizavam
no arraial.

27 Então correu um moço, e o annunciou a Moysés, e disse: Eldad e Medad
prophetizam no arraial.

28 E Josué, filho de Nun, servidor de Moysés, um dos seus mancebos
escolhidos, respondeu, e disse: [32] Senhor meu, Moysés, prohibe-lh’o.

29 Porém Moysés lhe disse: Tens tu ciumes por mim? Oxalá que todo o povo
do Senhor fosse propheta, que o Senhor désse o seu espirito sobre elle!

30 Depois Moysés se recolheu ao arraial, elle e os anciãos de Israel.

31 Então soprou um vento [33] do Senhor, e trouxe codornizes do mar, e as
espalhou pelo arraial quasi caminho d’um dia d’uma banda, e quasi caminho
d’um dia da outra banda, á roda do arraial; e estavam quasi dois covados
sobre a terra.

32 Então o povo se levantou todo aquelle dia e toda aquella noite, e todo
o dia seguinte, e colheram as codornizes; o que menos tinha, colhera [34]
dez homers; e as estenderam para si ao redor do arraial.

33 Quando a [35] carne _estava_ entre os seus dentes, antes que fosse
mastigada, se accendeu a ira do Senhor contra o povo, e feriu o Senhor o
povo com uma praga mui grande.

34 Pelo que o nome d’aquelle logar se chamou [GV] Kibroth-hattaava
porquanto ali enterraram [36] o povo que teve o desejo.

35 De Kibroth-hattaava caminhou o povo para Hazaaroth, e pararam em
Hazaaroth.

[1] Deu. 9.22.

[2] Psa. 78.21. Lev. 10.2. cap. 16.35. II Reis 1.12. Psa. 106.18.

[3] Thi. 5.16.

[4] Exo. 12.38. Psa. 78.18 e 106.14. I Cor. 10.6.

[5] Exo. 16.3.

[6] cap. 21.5.

[7] Exo. 16.14, 31. Gen. 2.12.

[8] Exo. 16.31.

[9] Exo. 16.13, 14.

[10] Psa. 78.21.

[11] Deu. 1.12.

[12] Isa. 40.11 e 49.23. I The. 2.7. Gen. 26.3 e 50.24. Exo. 13.5.

[13] Mat. 15.33. Mar. 8.4.

[14] Exo. 18.18.

[15] I Reis 19.4. Jon. 4.3.

[16] Sof. 3.15.

[17] Exo. 24.1, 9. Deu. 16.18.

[18] ver. 25. Gen. 11.5 e 18.21. Exo. 19.20.

[19] I Sam. 10.6. II Reis 2.15. Neh. 9.20. Isa. 44.3. Joel 2.28.

[20] Exo. 19.10.

[21] Exo. 16.7. ver. 5. Act. 7.39.

[22] Psa. 78.29 e 106.15.

[23] cap. 21.5.

[24] Gen. 12.2. Exo. 12.37 e 38.26. cap. 1.46.

[25] II Reis 7.2. Mat. 15.33. Mar. 8.4. João 6.7, 9.

[26] Isa. 50.2 e 59.1.

[27] cap. 23.19. Eze. 12.25 e 24.14.

[28] ver. 16.

[29] ver. 17. cap. 12.5.

[30] II Reis 2.15. I Sam. 10.5, 6, 10 e 19.20, 21, 23. Joel 2.28. Act.
2.17. I Cor. 14.1, etc.

[31] I Sam. 20.26. Jer. 36.5.

[32] Mar. 9.38. Luc. 9.49. João 3.26.

[33] Exo. 16.13. Psa. 78.26 e 105.40.

[34] Exo. 16.36. Eze. 45.11.

[35] Psa. 78.30, 31.

[36] cap. 33.17.



_A sedição de Miriam e Aarão._

12 E fallaram Miriam e Aarão contra Moysés, [1] por causa da mulher
cushita, que tomara: porquanto tinha tomado a mulher cushita.

2 E disseram: Porventura fallou o Senhor sómente por Moysés? não fallou
[2] tambem por nós? [3] E o Senhor o ouviu.

3 E _era_ o homem Moysés mui manso, mais de que todos os homens que
_havia_ sobre a terra.

4 E logo o Senhor disse [4] a Moysés, e a Aarão, e a Miriam: Vós tres
sahi á tenda da congregação. E sairam elles tres.

5 Então o Senhor desceu [5] na columna da nuvem, e se poz á porta da
tenda: depois chamou a Aarão e a Miriam, e elles sairam ambos.

6 E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se _entre_ vós houver propheta,
Eu, o Senhor, em visão a elle me farei conhecer, _ou_ em sonhos [6]
fallarei com elle.

7 Não _é_ assim com o meu servo Moysés [7] que _é_ fiel em toda a minha
casa.

8 Bocca a bocca fallo [8] com elle, e _de_ vista, e não por figuras; pois
_elle_ vê a similhança do Senhor: porque pois não [9] tivestes temor de
fallar contra o meu servo, contra Moysés?

9 Assim a ira do Senhor contra elles se accendeu; e foi-se.

10 E a nuvem se desviou de sobre a tenda; e eis que [10] Miriam _era_
leprosa como a neve: e olhou Aarão para Miriam, e eis que _era_ leprosa.

11 Pelo que Aarão disse a Moysés: Ah senhor meu, ora não ponhas [11]
sobre nós este peccado, que fizemos loucamente, e _com_ que havemos
peccado.

12 Ora não seja ella como [12] um morto, que saindo do ventre de sua mãe,
a metade da sua carne já está consumida.

13 Clamou pois Moysés ao Senhor, dizendo: Ó Deus, rogo-te que a cures.

14 E disse o Senhor a Moysés: [13] Se seu pae cuspira em seu rosto, não
seria envergonhada sete dias? esteja fechada [14] sete dias fóra do
arraial, e depois a recolham.

15 Assim Miriam esteve [15] fechada fóra do arraial sete dias, e o povo
não partiu, até que recolheram a Miriam.

16 Porém depois o povo [16] partiu de Hazeroth; e assentaram o arraial no
deserto de Paran.

[1] Exo. 2.21.

[2] Exo. 15.20. Miq. 6.4.

[3] Gen. 29.33. cap. 11.1. II Reis 19.4. Isa. 37.4. Eze. 35.12.

[4] Psa. 76.10.

[5] cap. 11.25 e 16.19.

[6] Gen. 15.1. Job 33.15. Eze. 1.1. Dan. 8.2 e 10.8, 16. Luc. 1.11, 22.
Act. 10.11, 17 e 22.17. Gen. 31.10. I Reis 3.5. Mat. 1.20.

[7] Psa. 105.26. Heb. 3.2, 5. I Tim. 3.15.

[8] Exo. 33.11. Deu. 34.10. I Cor. 13.12. Exo. 33.19.

[9] II Ped. 2.10. Jud. 8.

[10] Deu. 24.9. II Reis 5.27 e 15.5. II Chr. 26.19, 20.

[11] II Sam. 19.19 e 24.10. Pro. 30.32.

[12] Psa. 88.4.

[13] Heb. 12.9.

[14] Lev. 13.46. cap. 5.2, 3.

[15] Deu. 24.9. II Chr. 26.20, 21.

[16] cap. 11.35 e 33.18.



_Doze homens são enviados para espiar a terra de Canaan._

13 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Envia [1] homens que espiem a terra de Canaan, que eu hei de dar aos
filhos d’Israel; de cada tribu de seus paes enviareis um homem, _sendo_
cada qual maioral entre elles.

3 E enviou-os Moysés do [2] deserto de Paran, segundo o dito do Senhor;
todos aquelles homens eram Cabeças dos filhos d’Israel.

4 E estes _são_ os seus nomes: Da tribu de Ruben, Sammua, filho de Saccur,

5 Da tribu de Simeão [3] Saphath, filho de Hori;

6 Da tribu de Judah, Caleb, filho de Jefoné;

7 Da tribu d’Issacar, Jigeal, filho de José;

8 Da tribu d’Ephraim, Hosea, [4] filho de Nun;

9 Da tribu de Benjamin, Palti, filho de Raphu;

10 Da tribu de Zebulon, Gaddiel, filho de Sodi;

11 Da tribu de José, pela tribu de Manasseh, Gaddi filho de Susi;

12 Da tribu de Dan, Ammiel, filho de Gemalli;

13 Da tribu d’Aser, Sethur, filho de Michael;

14 Da tribu de Naphtali, Nabbi, filho de Vophsi;

15 Da tribu de Gad, Guel, filho de Machi.

16 Estes _são_ os nomes dos homens que Moysés enviou a espiar aquella
terra: e a Hosea, [5] filho de Nun, Moysés chamou Josué.

17 Enviou-os pois Moysés a espiar a terra de Canaan: e disse-lhes: Subi
por aqui para a banda do sul, [6] e subi á montanha:

18 E vêde que terra _é_, e o povo que n’ella habita; se _é_ forte ou
fraco; se pouco ou muito.

19 E qual _é_ a terra em que habita, se boa [7] ou má: e quaes _são_ as
cidades em que habita; ou em arraiaes, ou em fortalezas.

20 Tambem qual _é_ a terra, se grossa ou magra: se n’ella ha arvores, ou
não: e esforçae-vos, e [8] tomae do fructo da terra. E _eram_ aquelles
dias os dias das primicias das uvas.

21 Assim subiram, e espiaram a terra desde o [9] deserto de Zin, até
Rehob, á entrada de Hamath.

22 E subiram para a banda do sul, e vieram até Hebron; e _estavam_ [10]
ali Aiman, Sesai, e Talmai, filhos d’Enac: e Hebron foi [11] edificada
sete annos antes de Zoan no Egypto.

23 Depois vieram até ao valle [12] d’Escol, e d’ali cortaram _um_ ramo de
vide com um cacho d’uvas, o qual trouxeram dois _homens_ sobre uma verga:
como tambem das romãs e dos figos.

24 Chamaram áquelle logar o valle [GW] d’Escol, por causa do cacho que
d’ali cortaram os filhos de Israel.

25 Depois tornaram-se d’espiar a terra, ao fim de quarenta dias.

26 E caminharam, e vieram a Moysés e a Aarão, e a toda a congregação
dos filhos de Israel no [13] deserto de Paran, a Cades, e, tornando,
deram-lhes conta a elles, e a toda a congregação, e mostraram-lhes o
fructo da terra.

27 E contaram-lhe e disseram: Fomos á terra a que nos enviaste; e
verdadeiramente mana [14] leite e mel, e este é o fructo.

28 O povo porém que habita n’essa terra é poderoso, [15] e as cidades
fortes _e_ mui grandes; e tambem ali vimos os filhos d’Enac.

29 Os amalequitas [16] habitam na terra do sul; e os heteos, e os
jebuseos, e os amorrheos habitam na montanha: e os cananeos habitam ao pé
do mar, e pela ribeira do Jordão.

30 Então Caleb [17] fez calar o povo perante Moysés, e disse: Subamos
animosamente, e possuamol-a em herança: porque certamente prevaleceremos
contra ella.

31 Porém os homens que com elle subiram [18] disseram: Não poderemos
subir contra aquelle povo, porque _é_ mais forte do que nós.

32 E infamaram a terra que tinham espiado [19] para com os filhos
d’Israel, dizendo: A terra, pelo meio da qual passamos a espiar, _é_
terra que consome os seus moradores; e todo o povo que vimos [20] no meio
d’ella _são_ homens de grande estatura.

33 Tambem vimos ali gigantes, filhos d’Enac, _descendentes_ [21] dos
gigantes: e eramos aos nossos olhos como gafanhotos, [22] e assim
_tambem_ eramos aos seus olhos.

[1] cap. 32.8. Deu. 1.22.

[2] cap. 12.16 e 52.8. Deu. 1.19 e 9.23.

[3] cap. 34.19. I Chr. 4.15. ver. 30. cap. 14.6, 7, 13, 14. Jui. 1.12.

[4] ver. 16.

[5] ver. 8. Exo. 17.9. cap. 14.6, 30.

[6] ver. 21. Gen. 14.10. Jui. 1.9, 19.

[7] Neh. 9.25, 35. Eze. 34.14.

[8] Deu. 31.6, 7, 23.

[9] cap. 34.4. Jos. 15.1 e 19.28.

[10] Jos. 11.21, 22 e 15.13. Jui. 1.10. ver. 33.

[11] Jos. 21.11. Psa. 78.12. Isa. 19.11.

[12] Deu. 1.24, 25.

[13] ver. 3. cap. 20.1, 16 e 32.8 e 33.36. Deu. 1.19. Jos. 14.6.

[14] Exo. 3.8 e 33.3. Deu. 1.25.

[15] Deu. 1.28 e 9.1, 2. ver. 33.

[16] Exo. 17.8. cap. 14.43. Jui. 6.3. I Sam. 14.48 e 15.3, etc.

[17] cap. 14.6, 24. Jos. 14.7.

[18] cap. 32.9. Deu. 1.28. Jos. 14.8.

[19] cap. 14.36, 37.

[20] Amós 2.9.

[21] Deu. 2.10, 20 e 9.2.

[22] Isa. 40.22. I Sam. 17.42.



_Os israelitas querem voltar para o Egypto._

14 Então levantou-se toda a congregação, e alçaram a sua voz: e o povo
chorou [1] n’aquella mesma noite.

2 E todos os filhos d’Israel murmuraram [2] contra Moysés e contra Aarão;
e toda a congregação lhe disse: Ah se morrêramos na terra do Egypto! ou,
ah se morrêramos n’este deserto!

3 E porque o Senhor nos traz a esta terra, [3] para cairmos á espada,
_e para que_ nossas mulheres e nossas creanças sejam por presa? não nos
seria melhor voltar-mos ao Egypto?

4 E diziam um ao outro: Levantemo-nos [4] um capitão, e voltemos ao
Egypto.

5 Então [5] Moysés e Aarão cairam sobre os seus rostos perante todo o
ajuntamento dos filhos de Israel.

6 E Josué, [6] filho de Nun, e Caleb filho de Jefoné, dos que espiaram a
terra, rasgaram os seus vestidos.

7 E fallaram a toda a congregação dos filhos d’Israel, dizendo: [7] A
terra pelo meio da qual passámos a espiar é terra muito boa.

8 Se o Senhor [8] se agradar de nós, então nos porá n’esta terra, e nol-a
dará: terra que [9] mana leite e mel.

9 Tão sómente não sejaes [10] rebeldes contra o Senhor, e não temaes
o povo d’esta terra, porquanto são _elles_ nosso pão: [11] retirou-se
d’elles o seu amparo, e o Senhor [12] é comnosco; não os temaes.

10 Então disse toda [13] a congregação que os apedrejassem com pedras:
porém a gloria [14] do Senhor appareceu na tenda da congregação a todos
os filhos d’Israel.

11 E disse o Senhor a Moysés: Até quando me provocará [15] este povo?
e até quando me não crerão [16] por todos os signaes que fiz no meio
d’elles?

12 Com pestilencia o ferirei, e o rejeitarei: e te farei a ti povo maior
e mais forte do que este.

13 E disse Moysés [17] ao Senhor: Assim os egypcios o ouvirão; porquanto
com a tua força fizeste subir este povo do meio d’elles.

14 E dirão aos [18] moradores d’esta terra, _os que_ ouviram que tu, ó
Senhor, _estás_ no meio d’este povo, que [GX] de cara a cara, ó Senhor,
lhes appareces, que tua nuvem [19] está sobre elles, e que vaes adiante
d’elles n’uma columna de nuvem de dia, e n’uma columna de fogo de noite.

15 E matarias este povo como a um só homem? as gentes pois, que ouviram a
tua fama, fallarão, dizendo:

16 Porquanto o Senhor não podia [20] pôr este povo na terra que lhes
tinha jurado; por isso os matou no deserto.

17 Agora, pois, rogo-te que a força do meu Senhor se engrandeça; como
tens fallado, dizendo:

18 O Senhor _é_ longanimo, [21] e grande em beneficencia, que perdôa a
iniquidade e a transgressão, que o _culpado_ não tem por innocente, e
[22] visita a iniquidade dos paes sobre os filhos até á terceira e quarta
_geração_.

19 Perdôa [23] pois a iniquidade d’este povo, segundo a grandeza da tua
benignidade: e como tambem perdoaste a este povo desde a terra do Egypto
até aqui.

20 E disse o Senhor: [24] Conforme á tua palavra lhe perdoei.

21 Porém _tão_ certamente _como_ eu vivo, [25] que a gloria do Senhor
encherá toda a terra,

22 E que todos [26] os homens que viram a minha gloria e os meus signaes,
que fiz no Egypto e no deserto; e me tentaram estas [27] dez vezes, e não
obedeceram á minha voz;

23 Não [28] verão a terra de que a seus paes jurei, e até nenhum
d’aquelles que me provocaram a verá.

24 Porém o meu servo [29] Caleb, porquanto n’elle houve outro espirito, e
perseverou em [30] seguir-me, eu o levarei á terra em que entrou, e a sua
semente a possuirá em herança:

25 E os amalequitas e os cananeos habitam no valle: tornae-vos [31]
ámanhã, e caminhae para o deserto _pelo_ caminho do Mar Vermelho.


_Aos murmuradores não é permittido entrar na terra de Canaan._

26 Depois fallou o Senhor a Moysés e a Aarão, dizendo:

27 Até quando _soffrerei_ esta má congregação, que murmura contra mim?
tenho ouvido [32] as murmurações dos filhos de Israel, com que murmuram
contra mim.

28 Dize-lhes: _Assim_ eu vivo, [33] diz o Senhor, que, como fallastes aos
meus ouvidos, assim farei a vós outros.

29 N’este deserto cairão os vossos cadaveres, como tambem [34] todos os
_que_ de vós _foram_ contados segundo toda a vossa conta, de vinte annos
e para cima, os que _d’entre vós_ contra mim murmurastes;

30 Não entrareis na terra, _pela_ qual levantei a minha mão que vos faria
habitar n’ella, [35] salvo Caleb, filho de Jefoné, e Josué, filho de Nun.

31 Mas os vossos filhos, [36] de que dizeis: Por presa serão, metterei
_n’ella_; e elles saberão da terra que vós [37] desprezastes.

32 Porém, _quanto_ a vós, os vossos cadaveres [38] cairão n’este deserto.

33 E vossos filhos [39] pastorearão n’este deserto quarenta annos, e
levarão _sobre si_ as vossas fornicações, até que os vossos cadaveres se
consumam n’este deserto.

34 Segundo [40] o numero dos dias em que espiastes esta terra, quarenta
dias, por cada dia um anno, levareis _sobre vós_ as vossas iniquidades
quarenta annos, e conhecereis o meu apartamento.

35 Eu, o Senhor, fallei: [41] se assim não fizer a toda esta má
congregação, que se levantou contra mim, n’este deserto se consumirão, e
ahi fallecerão.

36 E os homens que [42] Moysés mandara a espiar a terra, e que, voltando,
fizeram murmurar toda a congregação contra elle, infamando a terra,

37 Aquelles mesmos homens, que infamaram a terra, [43] morreram da praga
perante o Senhor.

38 Mas [44] Josué, filho de Nun, e Caleb, filho de Jefoné, _que eram_ dos
homens que foram espiar a terra, ficaram com vida.

39 E fallou Moysés estas palavras a todos os filhos de Israel: então o
povo se contristou [45] muito.

40 E levantaram-se pela manhã de madrugada, e subiram ao cume do monte,
dizendo: [46] Eis-nos aqui, e subiremos ao logar que o Senhor tem dito;
porquanto havemos peccado.

41 Mas Moysés disse: Porque quebrantaes [47] o mandado do Senhor? pois
isso não prosperará.

42 Não subaes, [48] pois o Senhor não _estará_ no meio de vós, para que
não sejaes feridos diante dos vossos inimigos.

43 Porque os amalequitas e os cananeos _estão_ ali diante da vossa face,
e caireis á espada: pois, porquanto [49] vos desviastes do Senhor, o
Senhor não será comvosco.

44 Comtudo, temerariamente, [50] tentaram subir ao cume do monte: mas a
arca do concerto do Senhor e Moysés não se apartaram do meio do arraial.

45 Então desceram os amalequitas e [51] os cananeos, que habitavam na
montanha, e os feriram, derrotando-os até [52] Horma.

[1] cap. 11.4.

[2] Exo. 16.2 e 17.3. cap. 16.41. Psa. 106.26.

[3] ver. 28, 29.

[4] Neh. 9.17. Deu. 17.16. Act. 6.39.

[5] cap. 16.4.

[6] ver. 24, 30. cap. 13.6, 8.

[7] cap. 13.27. Deu. 1.25.

[8] Deu. 10.15. II Sam. 15.25 e 22.20. I Reis 10.9.

[9] cap. 13.27.

[10] Deu. 9.7, 23, 24.

[11] Deu. 7.18 e 20.3. cap. 24.8.

[12] Gen. 48.21. Exo. 33.16. Deu. 20.1 e 31.6, 8. Jos. 1.5. Jui. 1.22. II
Chr. 13.12 e 15.2 e 20.17 e 32.8. Isa. 41.10. Amós 5.14. Zac. 8.23.

[13] Exo. 17.4.

[14] Exo. 16.10 e 24.16, 17. Lev. 9.23. cap. 16.19.

[15] ver. 23. Psa. 95.8. Heb. 3.8, 16.

[16] Deu. 1.32 e 9.23. Psa. 78.22. João 12.37. Heb. 3.18.

[17] Exo. 32.12. Psa. 106.23. Deu. 9.26 e 32.27. Eze. 20.9, 14.

[18] Exo. 15.14. Jos. 2.9, 10 e 5.1.

[19] Exo. 13.21 e 40.38. cap. 10.34. Neh. 9.12.

[20] Deu. 9.28. Jos. 7.9.

[21] Exo. 34.6, 7. Psa. 103.8 e 144.8. Jon. 4.2.

[22] Exo. 20.5 e 34.7.

[23] Exo. 34.9. Psa. 106.45. Psa. 78.38.

[24] Psa. 106.23. Thi. 5.16. I João 5.14.

[25] Psa. 72.19.

[26] Deu. 1.35. Psa. 95.11 e 106.26. Heb. 3.17.

[27] Gen. 31.7.

[28] cap. 32.11. Eze. 20.15.

[29] Deu. 1.36. Jos. 14.6, 8, 9, 14.

[30] cap. 32.12.

[31] Deu. 1.40.

[32] ver. 11. Exo. 16.28. Mat. 17.16. Exo. 16.12.

[33] cap. 26.65 e 32.11. Deu. 1.35. Heb. 3.17.

[34] cap. 1.45 e 26.64.

[35] ver. 38. cap. 26.65 e 32.12. Deu. 1.36.

[36] Deu. 1.39.

[37] Psa. 106.24.

[38] I Cor. 10.5. Heb. 3.17.

[39] cap. 32.13. Psa. 107.40. Deu. 2.14. Eze. 23.35.

[40] cap. 13.25. Psa. 95.10. Eze. 4.6. I Reis 8.56. Psa. 105.42. Heb. 4.1.

[41] cap. 23.19. ver. 27, 29. cap. 26.65. I Cor. 10.5.

[42] cap. 13.31, 32.

[43] I Cor. 10.10. Heb. 3.17. Jud. 5.

[44] cap. 26.65. Jos. 14.6, 19.

[45] Exo. 33.4.

[46] Deu. 1.41.

[47] ver. 25. II Chr. 24.20.

[48] Deu. 1.42.

[49] II Chr. 15.

[50] Deu. 1.43.

[51] ver. 43. Deu. 1.17.

[52] cap. 21.3. Jui. 1.17.



_A repetição de diversas leis._

15 Depois fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla [1] aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando entrardes na terra
das vossas habitações, que eu vos hei de dar;

3 E ao Senhor fizerdes [2] offerta queimada, holocausto, ou sacrificio,
para lhe separar um voto, ou em offerta voluntaria, ou nas vossas
solemnidades, para ao Senhor fazer um cheiro suave de ovelhas ou vaccas;

4 Então aquelle [3] que offerecer a sua offerta ao Senhor, por offerta
de manjares offerecerá uma decima _de_ flor de farinha misturada com a
quarta parte d’um hin de azeite.

5 E de vinho para libação preparareis a quarta _parte_ [4] de um hin,
para holocausto ou para sacrificio por _cada_ cordeiro:

6 E por _cada_ carneiro [5] prepararás uma offerta de manjares de duas
decimas _de_ flor de farinha, misturada com a terça _parte_ d’um hin de
azeite.

7 E de vinho para a libação offerecerás a terça parte de um hin ao
Senhor, em cheiro suave.

8 E, quando preparares novilho para holocausto ou sacrificio, para
separar um voto, ou um [6] sacrificio pacifico ao Senhor,

9 Com o novilho [7] offerecerás uma offerta de manjares de tres decimas
_de_ flor de farinha misturada com a metade d’um hin de azeite,

10 E de vinho para a libação offerecerás a metade de um hin, offerta
queimada em cheiro suave ao Senhor.

11 Assim se fará [8] com _cada_ boi, ou com _cada_ carneiro, ou com o
gado miudo dos cordeiros ou das cabras.

12 Segundo o numero que offerecerdes, assim o fareis com cada um, segundo
o numero d’elles.

13 Todo o natural assim fará estas coisas, offerecendo offerta queimada
em cheiro suave ao Senhor.

14 Quando tambem peregrinar comvosco algum estrangeiro, ou que _estiver_
no meio de vós nas vossas gerações, e elle offerecer uma offerta queimada
de cheiro suave ao Senhor, como vós fizerdes assim fará elle.

15 Um mesmo [9] estatuto haja para vós, ó congregação, e para o
estrangeiro que _entre vós_ peregrina, por estatuto perpetuo nas vossas
gerações; como vós, assim será o peregrino perante o Senhor.

16 Uma mesma lei e um mesmo direito haverá para vós e para o estrangeiro
que peregrina comvosco.

17 Fallou mais [10] o Senhor a Moysés, dizendo:

18 Falla aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando entrardes na terra em
que vos hei de metter,

19 Acontecerá que, quando comerdes do pão da [11] terra, então
offerecereis ao Senhor offerta alçada.

20 Das primicias [12] da vossa massa offerecereis um bolo em offerta
alçada: como a offerta da eira, assim o offerecereis.

21 Das primicias das vossas massas dareis ao Senhor offerta alçada nas
vossas gerações.

22 E, quando vierdes a errar, e não fizerdes todos estes mandamentos, que
o Senhor fallou a Moysés,

23 Tudo quanto o Senhor vos tem mandado por mão de Moysés, desde o dia
que o Senhor ordenou, e _d’ali_ em diante, nas vossas gerações;

24 Será que, quando se fizer _alguma coisa_ por erro, [13] _e fôr
encoberto_ aos olhos da congregação, toda a congregação offerecerá um
novilho para holocausto em cheiro suave ao Senhor, com a [14] sua offerta
de manjares e libação conforme ao estatuto, e um bode para expiação do
peccado.

25 E [15] o sacerdote fará propiciação por toda a congregação dos filhos
de Israel, e lhes será perdoado, porquanto foi erro: e trouxeram a sua
offerta, offerta queimada ao Senhor, e a sua expiação do peccado perante
o Senhor, por causa do seu erro.

26 Será pois perdoado a toda a congregação dos filhos de Israel, e
mais ao estrangeiro que peregrina no meio d’elles, porquanto por erro
_sobreveiu_ a todo o povo.

27 E, se alguma alma [16] peccar por erro, para expiação do peccado
offerecerá uma cabra d’um anno.

28 E [17] o sacerdote fará expiação pela alma errante, quando peccar por
erro, perante o Senhor, fazendo expiação por ella, e lhe será perdoado.

29 Para o natural [18] dos filhos de Israel, e para o estrangeiro que no
meio d’elles peregrina, uma mesma lei vos será, para aquelle que _isso_
fizer por erro.

30 Mas [19] a alma que fizer _alguma coisa_ á mão levantada, quer _seja_
dos naturaes quer dos estrangeiros, injuria ao Senhor: e tal alma será
extirpada do meio do seu povo,

31 Pois desprezou [20] a palavra do Senhor, e annulou o seu mandamento:
totalmente _será_ extirpada aquella alma, a sua iniquidade será sobre
ella.

32 Estando pois os filhos de Israel no deserto, [21] acharam um homem
apanhando lenha no dia de sabbado.

33 E os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moysés e a Aarão, e a
toda a congregação.

34 E o pozeram em [22] guarda; porquanto _ainda_ não estava declarado o
que se lhe devia fazer.

35 Disse pois o Senhor a Moysés: Certamente morrerá o tal [23] homem;
toda a congregação com pedras o apedrejará para fóra do arraial.

36 Então toda a congregação o tirou para fóra do arraial, e com pedras o
apedrejaram, e morreu, como o Senhor ordenara a Moysés.

37 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:


_A lei ácerca das bordas dos vestidos._

38 Falla aos filhos de Israel, e dize-lhes: Que nas bordas [24] dos seus
vestidos façam franjas pelas suas gerações: e nas franjas das bordas
porão um cordão de azul.

39 E nas franjas vos estará, para que o vejaes, e vos lembreis de todos
os mandamentos do Senhor, e os façaes: e não seguireis [25] após o vosso
coração, nem após os vossos olhos, após os quaes andaes fornicando.

40 Para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os façaes, e
sanctos [26] sejaes a vosso Deus.

41 Eu _sou_ o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egypto, para
vos ser por Deus: Eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

[1] ver. 18. Lev. 23.10. Deu. 7.1.

[2] Lev. 1.2, 3 e 22.18, 21 e 23.8, 12. cap. 28.19, 27 e 29.2, 8, 13.
Deu. 16.10. Gen. 8.21. Exo. 29.18.

[3] Lev. 2.1 e 6.14. Exo. 29.40. Lev. 23.13 e 14.10. cap. 28.5.

[4] cap. 28.7, 14.

[5] cap. 28.12, 14.

[6] Lev. 7.11.

[7] cap. 28.12, 14.

[8] cap. 28.

[9] ver. 29. Exo. 12.49. cap. 9.14.

[10] ver. 2. Deu. 26.1.

[11] Jos. 5.11.

[12] Lev. 2.14 e 23.10, 16. Deu. 26.2, 10. Pro. 3.9, 10.

[13] Lev. 4.13.

[14] ver. 8, 9, 10. Lev. 4.23. cap. 28.15. Esd. 6.17 e 8.35.

[15] Lev. 4.20.

[16] Lev. 4.27.

[17] Lev. 4.35.

[18] ver. 15.

[19] Deu. 17.12. Heb. 10.26. II Ped. 2.10.

[20] II Sam. 12.9. Pro. 13.13. Lev. 5.1. Eze. 18.20.

[21] Exo. 31.14 e 35.2, 3.

[22] Lev. 24.12.

[23] Lev. 24.14. I Reis 21.13. Act. 7.58.

[24] Deu. 22.12. Mat. 23.5.

[25] Deu. 29.19. Job 31.7. Jer. 9.14. Eze. 6.9. Psa. 73.27 e 106.39. Thi.
4.4.

[26] Lev. 11.44, 45. Rom. 12.1. Col. 1.22. I Ped. 1.15, 16.



_A rebellião de Coré, Dathan e Abiram._

[Antes de Christo 1471]

16 E Coré, filho [1] de Jizhar, filho de Kohath, filho de Levi, tomou
comsigo a Dathan e a Abiram, filhos de Eliab, e a On, filho de Peleth,
filhos de Ruben,

2 E levantaram-se perante Moysés com duzentos e cincoenta homens dos
filhos de Israel, maioraes da congregação, chamados ao ajuntamento,
varões de nome,

3 E se congregaram contra Moysés e contra Aarão, e lhes disseram:
Baste-vos, pois toda esta [2] congregação, pois que toda a congregação
é sancta, todos elles _são_ sanctos, e o Senhor _está_ no meio d’elles:
porque pois vos elevaes sobre a congregação do Senhor?

4 Como Moysés isto ouviu, [3] caiu sobre o seu rosto,

5 E fallou a Coré e a toda a sua congregação, dizendo: _Ámanhã_ pela
manhã o Senhor fará saber quem _é_ seu, e _quem_ o sancto que elle fará
chegar a si: [4] e aquelle a quem [5] escolher fará chegar a si.

6 Fazei isto: tomae vós incensarios, Coré e toda a sua congregação;

7 E, pondo fogo n’elles ámanhã, sobre elles deitae incenso perante o
Senhor: e será _que_ o homem a quem o Senhor escolher, este _será_ o
sancto: baste-vos, filhos de Levi.

8 Disse mais Moysés a Coré: Ouvi agora, filhos de Levi:

9 _Porventura_ pouco [6] para vós _é_ que o Deus de Israel vos separou
[7] da congregação de Israel, para vos fazer chegar a si, a administrar
o ministerio do tabernaculo do Senhor e estar perante a congregação para
ministrar-lhe:

10 E te fez chegar, e todos os teus irmãos, os filhos de Levi, comtigo;
ainda tambem procuraes o sacerdocio?

11 Pelo que tu e toda a tua congregação congregados _estaes_ contra o
Senhor; e Aarão, [8] que _é_ elle, que murmuraes contra elle?

12 E Moysés enviou a chamar a Dathan e a Abiram, filhos de Eliab: porém
elles disseram: Não subiremos;

13 _Porventura_ pouco _é_ que nos fizeste subir [9] de uma terra que
mana leite e mel, para nos matares n’este deserto, senão que tambem
totalmente te assenhoreias [10] de nós?

14 Nem tão pouco nos trouxeste a uma terra [11] que mana leite e mel, nem
nos déste campos e vinhas em herança; _porventura_ arrancarás os olhos a
estes homens? não subiremos.

15 Então Moysés irou-se muito, e disse ao Senhor; Não [12] attentes para
a sua offerta; nem um só jumento tomei d’elles, nem a nenhum d’elles fiz
mal.

16 Disse mais Moysés a Coré: Tu e toda [13] a tua congregação vos ponde
perante o Senhor, tu, e elles, e Aarão, ámanhã.

17 E tomae cada um o seu incensario, e n’elles ponde incenso; e trazei
cada um o seu incensario perante o Senhor, duzentos e cincoenta
incensarios; tambem tu e Aarão, cada qual o seu incensario.

18 Tomaram pois cada qual o seu incensario, e n’elles pozeram fogo,
e n’elles deitaram incenso, e se pozeram perante a porta da tenda da
congregação com Moysés e Aarão.

19 E Coré fez ajuntar contra elles toda a congregação á porta da tenda da
congregação: então a gloria do [14] Senhor appareceu a toda a congregação.

20 E fallou o Senhor a Moysés e a Aarão, dizendo:

21 Apartae-vos [15] do meio d’esta congregação, e os consumirei como n’um
momento.

22 Mas elles se prostraram sobre os seus rostos, [16] e disseram: Ó
Deus, Deus dos espiritos de toda a carne, peccaria um só homem, e
indignar-te-has tu tanto contra toda esta congregação?

23 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

24 Falla a toda esta congregação, dizendo: Levantae-vos do redor da
habitação de Coré, Dathan e Abiram.

25 Então Moysés levantou-se, e foi a Dathan e a Abiram: e após d’elle
foram os anciãos de Israel.

26 E fallou á congregação, [17] dizendo: Desviae-vos, peço-vos, das
tendas d’estes impios homens, e não toqueis nada do que é seu, para que
_porventura_ não pereçaes em todos os seus peccados.

27 Levantaram-se pois do redor da habitação de Coré, Dathan e Abiram. E
Dathan e Abiram sairam, e se pozeram á porta das suas tendas, juntamente
com as suas mulheres, e seus filhos, e suas creanças.

28 Então disse Moysés: N’isto [18] conhecereis que o Senhor me enviou a
fazer todos estes feitos, que de meu coração não _procedem_.

29 Se estes morrerem como morrem todos os homens, e se forem visitados
como se visitam [19] todos os homens, _então_ o Senhor me não enviou.

30 Mas, se o Senhor crear alguma coisa [20] nova, e a terra abrir a sua
bocca e os tragar com tudo o que _é_ seu, e vivos descerem ao sepulchro,
então conhecereis que estes homens irritaram ao Senhor.

31 E aconteceu que, acabando [21] elle de fallar todas estas palavras, a
terra que _estava_ debaixo d’elles se fendeu.

32 E a terra abriu a sua bocca, e os tragou com as suas casas, como
tambem a todos os homens que _pertenciam_ a Coré, e a [22] toda a sua
fazenda.

33 E elles e tudo o que _era_ seu desceram vivos ao sepulchro, e a terra
os cobriu, e pereceram do meio da congregação.

34 E todo o Israel, _que estava ao_ redor d’elles, fugiu do clamor
d’elles; porque diziam: Para que _porventura tambem_ nos não trague a
terra a nós.

35 Então saiu [23] fogo do Senhor, e consumiu os duzentos e cincoenta
homens que offereciam o incenso.

36 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

37 Dize a Eleazar, filho de Aarão, o sacerdote, que tome os incensarios
do meio do incendio, e espalhe o fogo longe, porque [24] sanctos são;

38 Quanto aos incensarios d’aquelles [25] que peccaram contra as suas
almas, d’elles se façam folhas estendidas _para_ cobertura do altar;
porquanto os trouxeram perante o Senhor; pelo que sanctos são: e serão
por [26] signal aos filhos de Israel.

39 E Eleazar, o sacerdote, tomou os incensarios de metal, que trouxeram
aquelles _que foram_ queimados, e os estenderam _para_ cobertura do altar,

40 _Por_ memorial para os filhos de Israel, que nenhum estranho, [27]
que não fôr da semente de Aarão, se chegue para accender incenso perante
o Senhor; para que não seja como Coré e a sua congregação, como o Senhor
lhe tinha dito pela bocca de Moysés.

41 Mas no dia seguinte toda [28] a congregação dos filhos de Israel
murmurou contra Moysés e contra Aarão, dizendo; Vós matastes o povo do
Senhor.

42 E aconteceu que, ajuntando-se a congregação contra Moysés e Aarão, e
virando-se para a tenda da congregação, eis que a nuvem a cobriu, e a
gloria do Senhor appareceu.

43 Vieram pois Moysés e Aarão perante a tenda da congregação.

44 Então fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

45 Levantae-vos [29] do meio d’esta congregação, e a consumirei como n’um
momento: então se prostraram [30] sobre os seus rostos,

46 E disse Moysés a Aarão: Toma o teu incensario, e põe n’elle fogo do
altar, e deita incenso sobre elle, e vae depressa á congregação, e faze
expiação por elles: porque grande indignação saiu de diante do Senhor;
[31] já começou a praga.

47 E tomou-o Aarão, como Moysés tinha fallado, e correu ao meio da
congregação; e eis que já a praga havia começado entre o povo; e deitou
incenso n’elle, e fez expiação pelo povo.

48 E estava em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga.

49 E os que morreram d’aquella praga foram quatorze mil e setecentos,
fóra os que morreram pela causa de Coré.

50 E voltou Aarão a Moysés á porta da tenda da congregação: e cessou a
praga.

[1] Exo. 6.21. cap. 26.9 e 27.3. Jud. 11.

[2] Exo. 19.6 e 29.45. cap. 14.14 e 35.34.

[3] cap. 14.5 e 20.6.

[4] ver. 3. Lev. 21.6, 7, 8, 12, 15.

[5] Exo. 28.1. cap. 17.5. I Sam. 2.28. cap. 3.10. Lev. 10.3 e 21.17, 18.
Eze. 40.46 e 44.15, 16.

[6] I Sam. 18.23. Isa. 7.13.

[7] cap. 3.41, 45 e 8.14. Deu. 10.8.

[8] Exo. 16.8. I Cor. 3.5.

[9] ver. 9.

[10] Exo. 2.14. Act. 7.27, 35.

[11] Exo. 3.8. Lev. 20.24.

[12] Gen. 4.4, 5. I Sam. 12.3. Act. 20.33. II Cor. 7.2.

[13] ver. 6, 7. I Sam. 12.3, 7.

[14] Exo. 16.7, 10. Lev. 9.6, 23. cap. 14.10.

[15] ver. 45. Gen. 19.17, 22. Jer. 51. Act. 2.40. Apo. 18.4.

[16] cap. 14.5 e 27.16. Job 12.10. Ecc. 12.7. Isa. 57.16. Zac. 12.1.
Heb. 12.9.

[17] Gen. 19.12, 14. Isa. 52.11. II Cor. 6.17. Apo. 18.4.

[18] Exo. 3.12. Deu. 18.22. Zac. 2.9, 11 e 4.9. João 5.36. cap. 24.13.
Jer. 23.16. Eze. 13.17. João 5.30 e 6.38.

[19] Exo. 20.5. Job 35.15. Isa. 10.3. Jer. 5.9.

[20] Job 31.3. Isa. 28.21. ver. 33. Psa. 55.15.

[21] cap. 26.10 e 27.3. Deu. 11.6.

[22] ver. 17. cap. 26.11. I Chr. 6.22, 37.

[23] Lev. 10.2. cap. 11.1. Psa. 106.18. ver. 17.

[24] Lev. 27.28.

[25] Pro. 20.2. Heb. 2.10.

[26] cap. 17.10 e 26.10. Eze. 14.8.

[27] cap. 3.10. II Chr. 26.18.

[28] cap. 14.2. Psa. 106.25.

[29] ver. 21, 24.

[30] ver. 22. cap. 20.6.

[31] Lev. 10.6. cap. 1.53 e 8.19 e 11.33. I Chr. 27.24. Psa. 106.29.



_A vara de Aarão floresce._

17 Então fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla aos filhos d’Israel, e toma d’elles uma vara por cada casa
paterna de todos os seus principes, segundo as casas de seus paes doze
varas; _e_ escreverás o nome de cada um sobre a sua vara.

3 Porém o nome de Aarão escreverás sobre a vara de Levi; porque _cada_
cabeça da casa de seus paes terá uma vara.

4 E as porás na tenda da congregação, perante o testemunho, onde [1] eu
virei a vós.

5 E será _que_ a vara do homem que eu tiver escolhido [2] florescerá;
assim farei cessar as murmurações dos filhos d’Israel contra mim, com que
murmuram [3] contra vós.

6 Fallou pois Moysés aos filhos d’Israel: e todos os seus maioraes
deram-lhe _cada um_ uma vara, por cada maioral uma vara, segundo as casas
de seus paes; doze varas; e a vara d’Aarão _estava_ entre as suas varas.

7 E Moysés poz estas varas perante o Senhor na tenda do [4] testemunho.

8 Succedeu pois que no dia seguinte Moysés entrou na tenda do testemunho,
e eis-que a vara d’Aarão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira
flores, e brotara renovos e dera amendoas.

9 Então Moysés tirou todas as varas de diante do Senhor a todos os filhos
d’Israel; e elles o viram, e tomaram cada um a sua vara.

10 Então o Senhor disse a Moysés: Torna a pôr a vara [5] d’Aarão perante
o testemunho, para que se guarde por signal para os filhos rebeldes:
assim farás acabar as suas murmurações contra mim, e não morrerão.

11 E Moysés fez assim; como lhe ordenára o Senhor, assim fez.

12 Então fallaram os filhos de Israel a Moysés, dizendo: Eis-aqui, nós
expiramos, perecemos, nós perecemos todos.

13 Todo aquelle [6] que se approximar do tabernaculo do Senhor, morrerá:
seremos pois todos consumidos?

[1] Exo. 25.22 e 29.42, 43 e 30.36.

[2] cap. 16.5.

[3] cap. 16.11.

[4] Exo. 38.21. cap. 18.2. Act. 7.44.

[5] Heb. 9.4. cap. 16.38. ver. 5.

[6] cap. 1.51 e 18.4, 7.



_Os deveres e direitos dos sacerdotes, e dos levitas._

18 Então disse o Senhor a Aarão: [1] Tu, e teus filhos, e a casa de teu
pae comtigo, levareis _sobre vós_ a iniquidade do sanctuario: e tu e teus
filhos comtigo levareis _sobre vós_ a iniquidade do vosso sacerdocio.

2 E tambem farás chegar comtigo a teus irmãos, a tribu [2] de Levi, a
tribu de teu pae, para que se ajuntem a ti, e te sirvam; mas tu e teus
filhos comtigo _estareis_ perante a tenda do testemunho.

3 E elles farão a tua guarda, a guarda de toda [3] a tenda: mas não se
chegarão aos vasos do sanctuario, e ao altar, para que não morram, tanto
elles como vós.

4 Mas se ajuntarão a ti, e farão a guarda da tenda da congregação em todo
o ministerio da tenda; e o estranho [4] não se chegará a vós.

5 Vós pois fareis [5] a guarda do sanctuario e a guarda do altar; para
que não haja outra vez furor sobre os filhos d’Israel.

6 E eu, eis-que eu tenho tomado vossos irmãos, os [6] levitas, do meio
dos filhos d’Israel: a vós são dados em [7] dadiva pelo Senhor, para
administrar o ministerio da tenda da congregação.

7 Mas tu [8] e teus filhos comtigo guardareis o vosso sacerdocio em
todo o negocio do altar, e no _que estiver_ dentro do [9] véu, _isto_
administrareis: eu _vos_ tenho dado o vosso sacerdocio em dadiva
ministerial, e o estranho que se chegar morrerá.

8 Disse mais o Senhor a Aarão: E eu, eis-que [10] te tenho dado a guarda
das minhas offertas alçadas, com todas as coisas sanctas dos filhos
d’Israel; por causa da uncção as tenho dado a ti [11] e a teus filhos por
estatuto perpetuo.

9 Isto terás das _coisas_ sanctissimas do fogo: todas as suas offertas
com todas as suas offertas de manjares, [12] e com todas as suas
expiações do peccado, e com todas as suas expiações da culpa, que me
restituirão; _será coisa_ sanctissima para ti e para teus filhos.

10 No _logar_ sanctissimo [13] o comerás: todo o macho o comerá;
sanctidade será para ti.

11 Tambem isto _será_ teu: [14] a offerta alçada dos seus dons com todas
as offertas movidas dos filhos d’Israel; a ti, a teus filhos, e a tuas
filhas comtigo, as tenho dado por estatuto perpetuo; todo o _que estiver_
limpo na [15] tua casa as comerá.

12 Tudo o [16] melhor do azeite, e tudo o melhor do mosto e do grão, as
suas primicias que derem ao Senhor, as tenho dado a ti.

13 Os primeiros fructos de tudo que houver na terra, [17] que trouxerem
ao Senhor, serão teus: todo o _que estiver_ limpo na tua casa os comerá.

14 Toda a coisa [18] consagrada em Israel será tua.

15 Tudo o que abrir a madre, de [19] toda a carne que trouxerem ao
Senhor, tanto d’homens como d’animaes, será teu; porém os primogenitos
dos homens resgatarás; tambem os primogenitos dos animaes immundos
resgatarás.

16 Os que pois d’elles se houverem de resgatar [20] resgatarás, da edade
d’um mez, segundo a tua avaliação, por cinco siclos de dinheiro, segundo
o siclo do sanctuario, que é de vinte geras.

17 Mas [21] o primogenito de vacca, ou primogenito d’ovelha, ou
primogenito de cabra, não resgatarás, sanctos são: o seu sangue
espargirás sobre o altar, e a sua gordura queimarás _em_ offerta queimada
de cheiro suave ao Senhor.

18 E a carne d’elles será tua: _assim_ como o peito do movimento, e [22]
como o hombro direito, tua será.

19 Todas as offertas [23] alçadas das sanctidades, que os filhos de
Israel offerecerem ao Senhor, tenho dado a ti, e a teus filhos e a tuas
filhas comtigo, por estatuto perpetuo: concerto perpetuo de sal perante o
Senhor é, para ti e para a tua semente comtigo.

20 Disse tambem o Senhor a Aarão: Na sua terra possessão nenhuma terás, e
no meio d’elles, nenhuma parte terás: eu [24] _sou_ a tua parte e a tua
herança no meio dos filhos d’Israel.

21 E eis-que aos filhos de Levi tenho dado [25] todos os dizimos em
Israel por herança, pelo seu ministerio que administra, o ministerio da
[26] tenda da congregação.

22 E nunca mais os filhos de Israel se chegarão [27] á tenda da
congregação, para que não levem _sobre si_ o peccado, e morram.

23 Mas os levitas [28] administrarão o ministerio da tenda da
congregação, e elles levarão sobre si a sua iniquidade: pelas vossas
gerações estatuto perpetuo será; e no meio dos filhos d’Israel nenhuma
herança herdarão.

24 Porque os dizimos dos filhos d’Israel, que [29] offerecerem ao Senhor
em offerta alçada, tenho dado por herança aos levitas: porquanto eu lhes
disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança herdarão.

25 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

26 Tambem fallarás aos levitas, e dir-lhes-has: Quando receberdes os
dizimos dos filhos de Israel, que eu d’elles vos tenho dado em vossa
herança, d’elles offerecereis uma offerta alçada ao Senhor; os [30]
dizimos dos dizimos.

27 E contar-se-vos-ha a vossa offerta alçada, como grão da eira, e como
plenitude do lagar.

28 Assim tambem offerecereis ao Senhor uma offerta alçada de todos os
vossos dizimos, que receberdes dos filhos d’Israel, e d’elles dareis a
offerta alçada do Senhor a Aarão, o sacerdote.

29 De todos os vossos dons offerecereis toda a offerta alçada do Senhor:
de tudo o melhor d’elles, a sua sancta parte.

30 Dir-lhes-has pois: Quando offerecerdes o melhor d’elles, como novidade
da eira, e [31] como novidade do lagar, se contará aos levitas.

31 E o comereis em todo o logar, vós e a vossa casa, porque vosso
galardão _é_ [32] pelo vosso ministerio na tenda da congregação.

32 Pelo que não levareis _sobre vós_ o peccado, [33] quando d’elles
offerecerdes o melhor: e não [34] profanareis as coisas sanctas dos
filhos de Israel, para que não morraes.

[1] cap. 17.13. Exo. 28.38.

[2] Gen. 29.34. cap. 3.6, 7, 10.

[3] cap. 3.25, 31, 36 e 16.40 e 4.15.

[4] cap. 3.10.

[5] Exo. 27.21 e 30.7. Lev. 24.3. cap. 8.2 e 16.46.

[6] cap. 3.12, 45.

[7] cap. 3.9 e 8.19.

[8] ver. 5.

[9] Heb. 9.3, 6.

[10] Lev. 6.16, 18, 26 e 7.6, 32. cap. 5.9.

[11] Exo. 29.29.

[12] Lev. 2.2 e 4.22 e 5.1, 7 e 6.25 e 10.12 e 14.13.

[13] Lev. 6.16, 18, 26, 29.

[14] Exo. 29.27, 28. Lev. 7.30, 34 e 10.14. Deu. 18.3.

[15] Lev. 22.2, 3, 11, 12, 13.

[16] Exo. 23.19. Deu. 18.4. Neh. 10.35. Exo. 22.29.

[17] Exo. 34.26. Lev. 2.14. cap. 15.19. Deu. 26.2. ver. 11.

[18] Lev. 27.28.

[19] Exo. 13.2. Lev. 27.26. cap. 13.13 e 34.20.

[20] Lev. 27.2, 6, 25. cap. 3.47. Eze. 45.12.

[21] Deu. 15.16. Lev. 3.2.

[22] Exo. 29.26. Lev. 7.31.

[23] ver. 11. Lev. 2.3. II Chr. 13.5.

[24] Deu. 10.9 e 12.12. Jos. 13.14, 33 e 14.3. Eze. 44.28.

[25] ver. 24, 26. Lev. 27.30. Neh. 10.37 e 12.41. Heb. 7.5.

[26] cap. 3.7, 8.

[27] cap. 1.51. Lev. 22.9.

[28] cap. 3.7.

[29] ver. 21, 20. Deu. 10.9 e 14.27, 29 e 18.1.

[30] Neh. 10.38. ver. 30.

[31] ver. 27.

[32] Mat. 10.10. Luc. 10.7. I Cor. 9.13. I Tim. 5.18.

[33] Lev. 19.18.

[34] Lev. 22.2, 15.



_A agua de separação._

19 Fallou mais o Senhor a Moysés e a Aarão, dizendo:

2 Este é o estatuto da lei, que o Senhor ordenou, dizendo: Dize aos
filhos de Israel que te tragam uma bezerra ruiva sem defeito, que não
_tenha_ mancha, _e_ [1] sobre que não subiu jugo.

3 E a dareis a Eleazar, o sacerdote; e a tirará fóra [2] do arraial, e se
degolará diante d’elle.

4 E Eleazar, o sacerdote, tomará do seu sangue com o seu dedo, e d’elle
espargirá [3] para a frente da tenda da congregação sete vezes.

5 Então queimará a bezerra perante os seus olhos; o seu coiro, e a sua
[4] carne, e o seu sangue, com o seu esterco se queimará.

6 E o sacerdote tomará pau de cedro, e hyssopo, [5] e carmezim, e _os_
lançará no meio do incendio da bezerra.

7 Então o sacerdote lavará [6] os seus vestidos, e banhará a sua carne na
agua, e depois entrará no arraial, e o sacerdote será immundo até á tarde.

8 Tambem o que a queimou lavará os seus vestidos com agua, e em agua
banhará a sua carne, e immundo será até á tarde.

9 E um homem limpo ajuntará a cinza [7] da bezerra, e a porá fóra do
arraial, n’um logar limpo, e estará _ella_ em guarda para a congregação
dos filhos d’Israel, para a agua da [8] separação: expiação é.

10 E o que apanhou a cinza da bezerra lavará os seus vestidos, e será
immundo até á tarde: isto será por estatuto perpetuo aos filhos d’Israel
e ao estrangeiro que peregrina no meio d’elles.

11 Aquelle que tocar [9] a algum morto, cadaver d’algum homem, immundo
será sete dias.

12 Ao [10] terceiro dia se purificará com ella, e ao setimo dia será
limpo: mas, se ao terceiro dia se não purificar, não será limpo ao setimo
dia.

13 Todo aquelle que tocar a algum morto, cadaver d’algum homem, que
estiver morto, e não se purificar, contamina o tabernaculo [11] do
Senhor: e aquella alma será extirpada d’Israel: porque a agua da
separação não foi espargida sobre elle, immundo será: está n’elle ainda a
sua immundicia.

14 Esta _é_ a lei, quando morrer algum homem em alguma tenda: todo
aquelle que entrar n’aquella tenda, e todo aquelle que _estiver_
n’aquella tenda, será immundo sete dias.

15 Tambem todo o vaso [12] aberto, sobre que não houver panno atado, será
immundo.

16 E todo aquelle que sobre a face do campo [13] tocar a _algum_ que fôr
morto pela espada, ou outro morto, ou aos ossos d’algum homem, ou a uma
sepultura, será immundo sete dias.

17 Para um immundo pois tomarão do pó [14] da queima da expiação, e sobre
elle porão agua viva n’um vaso.

18 E um homem limpo tomará [15] hyssopo, e o molhará n’aquella agua, e a
espargirá sobre aquella tenda, e sobre todo o fato, e sobre as almas que
ali estiverem: como tambem sobre aquelle que tocar os ossos, ou a _algum_
que foi morto, ou que falleceu, ou uma sepultura.

19 E o limpo ao terceiro e setimo dia espargirá sobre o immundo: e ao
setimo dia o purificará; e [16] lavará os seus vestidos, e se banhará na
agua, e á tarde será limpo.

20 Porém o que fôr immundo, e se não purificar, a tal alma do meio da
congregação será extirpada; porquanto contaminou [17] o sanctuario do
Senhor: agua de separação sobre elle não foi espargida; immundo é.

21 Isto lhes será por estatuto perpetuo: e o que espargir a agua da
separação lavará os seus vestidos; e o que tocar a agua da separação será
immundo até á tarde.

22 E tudo [18] o que tocar ao immundo tambem será immundo; e a alma que o
tocar será immunda até á tarde.

[1] Deu. 21.3. I Sam. 6.7.

[2] Lev. 4.12, 21 e 26.27. Heb. 13.11.

[3] Lev. 4.6 e 16.14, 19. Heb. 9.13.

[4] Exo. 29.14. Lev. 4.11, 12.

[5] Lev. 14.4, 6, 49.

[6] Lev. 11.25 e 15.5.

[7] Heb. 9.13.

[8] ver. 13, 20, 21. cap. 31.23.

[9] ver. 16. Lev. 21.1. cap. 5.2 e 9.6, 10 e 31.19. Lam. 4.14. Agg. 2.13.

[10] cap. 31.19.

[11] Lev. 15.20 e 22.3. ver. 9. cap. 8.7. Lev. 7.20 e 22.3.

[12] Lev. 11.32. cap. 31.20.

[13] ver. 11.

[14] ver. 9.

[15] Psa. 51.9.

[16] Lev. 14.9.

[17] ver. 13.

[18] Agg. 2.13. Lev. 15.5.



_A morte de Miriam._

[Antes de Christo 1453]

20 Chegando [1] os filhos d’Israel, toda a congregação, ao deserto de
Zin, no mez primeiro, o povo ficou em Cades: e Miriam [2] morreu ali, e
ali foi sepultada.

2 E não havia agua [3] para a congregação: então se congregaram contra
Moysés e contra Aarão.

3 E o povo contendeu [4] com Moysés, e fallaram, dizendo: Oxalá
tivessemos expirado quando expiraram nossos irmãos perante o Senhor!

4 E [5] porque trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para
que morramos ali, nós e os nossos animaes?

5 E porque nos fizestes subir do Egypto, para nos trazer a este logar
máu? logar não de semente, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem
d’agua para beber.

6 Então Moysés e Aarão se foram de diante da congregação á porta da tenda
da congregação, e se [6] lançaram sobre os seus rostos: e a gloria do
Senhor lhes appareceu.


_Moysés fere a rocha e as aguas saem._

7 E o Senhor fallou a Moysés, dizendo:

8 Toma a vara, [7] e ajunta a congregação, tu e Aarão, teu irmão, e
fallae á rocha perante os seus olhos, e dará a sua agua: assim lhes
tirarás [8] agua da rocha, e darás a beber á congregação e aos seus
animaes.

9 Então Moysés tomou a vara de diante do Senhor, [9] como lhe tinha
ordenado,

10 E Moysés e Aarão congregaram a congregação diante da rocha, e [10]
disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos agua d’esta rocha
para vós?

11 Então Moysés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua
vara, e [11] sairam muitas aguas; e bebeu a congregação e os seus animaes.

12 E o Senhor disse a Moysés e a Aarão: Porquanto não me crestes a mim,
[12] para me sanctificar diante dos filhos de Israel, por isso não
mettereis esta congregação na terra que lhes tenho dado.

13 Estas são as aguas de [13] Meribah, porque os filhos de Israel
contenderam com o Senhor: e se sanctificou n’elles.


_Moysés solicita passagem pelo Edom._

14 Depois Moysés [14] desde Cades mandou mensageiros ao rei d’Edom,
_dizendo_: Assim diz teu irmão Israel: sabes todo o trabalho que nos
sobreveiu:

15 Como nossos paes desceram ao Egypto, [15] e nós no Egypto habitámos
muitos dias; e _como_ os egypcios nos maltrataram, a nós e a nossos paes:

16 E clamámos ao Senhor, [16] e _elle_ ouviu a nossa voz, e mandou um
anjo, e nos tirou do Egypto: e eis que estamos em Cades, cidade na
extremidade dos teus termos.

17 Deixa-nos _pois_ passar [17] pela tua terra; não passaremos pelo
campo, nem pelas vinhas, nem beberemos a agua dos poços: iremos pela
estrada real; não nos desviaremos para a direita nem para a esquerda, até
que passemos pelos teus termos.

18 Porém Edom lhe disse: Não passarás por mim, para que porventura _eu_
não saia á espada ao teu encontro.

19 Então os filhos d’Israel lhe disseram: Subiremos pelo caminho
egualado, e se eu e o meu gado bebermos das tuas aguas, [18] darei o
preço d’ellas: sem alguma outra coisa sómente passarei a pé.

20 Porém _elle_ disse: [19] Não passarás. E saiu-lhe Edom ao encontro com
muita gente, e com mão forte.

21 Assim recusou [20] Edom deixar passar a Israel pelo seu termo: pelo
que Israel se desviou d’elle.


_A morte de Aarão._

22 Então partiram de Cades: [21] e os filhos de Israel, toda a
congregação, vieram ao monte de Hor.

23 E fallou o Senhor a Moysés e a Aarão no monte de Hor, nos termos da
terra de Edom, dizendo:

24 Aarão [22] recolhido será a seus povos, porque não entrará na terra
que tenho dado aos filhos de Israel, porquanto rebeldes fostes á minha
bocca, ás aguas de Meribah.

25 Toma [23] a Aarão e a Eleazar, seu filho, e faze-os subir ao monte de
Hor.

26 E despe a Aarão os seus vestidos, e veste-os a Eleazar, seu filho,
porque Aarão será recolhido, e morrerá ali.

27 Fez pois Moysés como o Senhor lhe ordenara: porque subiram ao monte de
Hor perante os olhos de toda a congregação.

28 E Moysés despiu a Aarão os vestidos, [24] e os vestiu a Eleazar, seu
filho; e morreu Aarão ali sobre o cume do monte; e [25] desceram Moysés e
Eleazar do monte.

29 Vendo pois toda a congregação que Aarão era morto, [26] choraram a
Aarão trinta dias, toda a casa de Israel.

[1] cap. 22.36.

[2] Exo. 15.20. cap. 26.59.

[3] Exo. 17.1. cap. 16.19, 42.

[4] Exo. 17.2. cap. 11.1, 33 e 14.37 e 16.32, 35, 49.

[5] Exo. 17.3.

[6] cap. 14.5 e 16.4, 22.

[7] Exo. 17.5.

[8] Neh. 9.15. Psa. 79.15 e 105.41 e 114.8. Isa. 43.20 e 48.21.

[9] cap. 17.10.

[10] Psa. 107.33.

[11] Exo. 17.6. Deu. 8.15. I Cor. 10.4.

[12] cap. 27.14. Deu. 1.37 e 3.26 e 32.51. Lev. 10.3. Eze. 20.41 e 36.23.
I Ped. 3.15.

[13] Deu. 33.8. Psa. 96.8 e 107.32, etc.

[14] Jui. 11.16. Deu. 2.4, etc. e 23.7. Abd. 10, 12.

[15] Gen. 46.6. Act. 7.15. Exo. 12.40. Deu. 26.6. Act. 7.19.

[16] Exo. 2.23 e 3.2, 7 e 14.19.

[17] cap. 21.22. Deu. 2.27.

[18] Deu. 2.6, 28.

[19] Jui. 11.17.

[20] Deu. 2.27 e 2.4, 5, 8. Jui. 11.18.

[21] cap. 33.37 e 21.4.

[22] Gen. 25.8. cap. 27.13 e 31.2. Deu. 32.50.

[23] cap. 33.38. Deu. 32.50.

[24] Exo. 29.20, 30.

[25] cap. 33.38. Deu. 10.6 e 32.50.

[26] Deu. 34.8.



_Os israelitas destroem aos cananeos._

21 Ouvindo [1] o cananeo, o rei de Harad, que habitava para a banda do
sul, que Israel vinha pelo [2] caminho das espias, pelejou contra Israel,
e d’elle levou _alguns_ d’elles por prisioneiros.

2 Então Israel [3] fez um voto ao Senhor, dizendo: Se totalmente
entregares este povo na minha mão, [4] destruirei totalmente as suas
cidades.

3 O Senhor pois ouviu a voz de Israel, e entregou os cananeos, e os
destruiu totalmente, a elles e ás suas cidades: e o nome d’aquelle logar
chamou Horma.


_As serpentes ardentes e a serpente de metal._

4 Então partiram [5] do monte de Hor, pelo caminho do Mar Vermelho, a
rodear a terra de Edom: porém a alma do povo angustiou-se n’este caminho.

5 E o povo fallou [6] contra Deus e contra Moysés: Porque nos fizestes
subir do Egypto para que morressemos n’este deserto? pois aqui nem pão
nem agua _ha_: [7] e a nossa alma tem fastio d’este pão tão vil.

6 Então o Senhor [8] mandou entre o povo serpentes ardentes, que morderam
o povo; e morreu muito povo de Israel.

7 Pelo que o povo veiu a Moysés, e [9] disse: Havemos peccado, porquanto
temos fallado contra o Senhor e contra ti; [10] ora ao Senhor que tire de
nós estas serpentes. Então Moysés orou pelo povo.

8 E disse o Senhor a Moysés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-n’a
sobre uma haste: e será que viverá todo o mordido que attentar para ella.

9 E Moysés [11] fez uma serpente de metal, e pôl-a sobre uma haste; e
era que, mordendo alguma serpente a alguem, attentava para a serpente de
metal, e ficava vivo.


_Jornadas dos israelitas._

10 Então os filhos de Israel partiram, [12] e alojaram-se em Oboth.

11 Depois partiram [13] de Oboth, e alojaram-se nos outeiros de Abarim,
no deserto que _está_ defronte de Moab, ao nascente do sol.

12 D’ali partiram, [14] e alojaram-se junto ao ribeiro de Zered.

13 E d’ali partiram, e alojaram-se d’esta banda de Arnon, que _está_ no
deserto e sae dos termos dos amorrheos: porque [15] Arnon _é_ o termo de
Moab, entre Moab e os amorrheos.

14 Pelo que se diz no livro das guerras do Senhor: Contra Vaheb em Supha,
e contra os ribeiros de Arnon,

15 E _contra_ a corrente dos ribeiros, que se volve para a situação de
Ar, [16] e se encosta aos termos de Moab.

16 E d’ali _se partiram_ a Beer; este é o poço [17] do qual o Senhor
disse a Moysés: Ajunta o povo, e lhe darei agua

17 (Então [18] Israel cantou este cantico: Sobe, poço, cantae d’elle:

18 Tu, poço, que cavaram os principes, que escavaram os nobres do povo,
e o legislador [19] com os seus bordões): e do deserto _partiram_ para
Mattana;

19 E de Mattana a Nahaliel, e de Nahaliel a Bamoth;


_Os israelitas ferem os reis de Moab e de Bashan._

[Antes de Christo 1452]

20 E de Bamoth ao valle que _está_ no campo de Moab, [20] no cume de
Pisga, e á vista do deserto.

21 Então Israel [21] mandou mensageiros a Sehon, rei dos amorrheos,
dizendo:

22 Deixa-me [22] passar pela tua terra; não nos desviaremos pelos campos
nem pelas vinhas: as aguas dos poços não beberemos: iremos pela estrada
real até que passemos os teus termos.

23 Porem [23] Sehon não deixou passar a Israel pelos seus termos; antes
Sehon congregou todo o seu povo, e saiu ao encontro de Israel ao deserto,
e veiu [24] a Jazha, e pelejou contra Israel.

24 Mas Israel [25] o feriu ao fio da espada, e tomou a sua terra em
possessão, desde Arnon até Jabbok, até aos filhos de Ammon: porquanto o
termo dos filhos de Ammon era firme.

25 Assim Israel tomou todas estas cidades: e Israel habitou em todas as
cidades dos amorrheos, em Hesbon e em todas as suas aldeias.

26 Porque Hesbon _era_ cidade de Sehon, rei dos amorrheos, e tinha
pelejado contra o precedente rei dos moabitas, e tinha tomado da sua mão
toda a sua terra até Arnon.

27 Pelo que dizem os que fallam em proverbios: Vinde a Hesbon;
edifique-se e fortifique-se a cidade de Sehon.

28 Porque fogo [26] saiu de Hesbon, e uma chamma da cidade de Sehon: e
consumiu a Ar dos moabitas, _e_ os senhores dos altos de Arnon.

29 Ai de ti, Moab! perdido és, povo de Chamoz! [27] entregou seus filhos,
que iam fugindo, e suas filhas, a _ser_ captivos a Sehon, rei dos
amorrheos.

30 E nós os derribámos: [28] Hesbon perdida é até Dibon, e os assolámos
até Nophah, que _se estende_ até [29] Medeba.

31 Assim Israel habitou na terra dos amorrheos.

32 Depois mandou Moysés espiar a [30] Jaezer, e tomaram as suas aldeias,
e d’aquella possessão lançaram os amorrheos que _estavam_ ali.

33 Então viraram-se, [31] e subiram o caminho de Basan: e Og, rei de
Basan, saiu contra elles, elle e todo o seu povo, á peleja em [32] Edrei.

34 E disse o Senhor a [33] Moysés: Não o temas, porque eu t’o tenho
dado na tua mão, a elle, e a todo o seu povo, e a sua terra, [34] e
far-lhe-has como fizeste a Sehon, rei dos amorrheos, que habitava em
Hesbon.

35 E de tal maneira o feriram, [35] a elle e a seus filhos, e a todo o
seu povo, que nenhum d’elles escapou: e tomaram a sua terra em possessão.

[1] cap. 33.21. Jui. 1.16.

[2] cap. 13.21.

[3] Gen. 28.20. Jui. 11.30.

[4] Lev. 27.28.

[5] cap. 20.22 e 33.41. Jui. 11.18.

[6] Psa. 78.19. Exo. 16.3 e 17.3.

[7] cap. 11.6.

[8] I Cor. 10.9. Deu. 8.15.

[9] Psa. 78.34. ver. 5.

[10] Exo. 8.8, 28. I Sam. 12.19. I Reis 13.6. Act. 8.24.

[11] II Reis 18.4. João 3.14.

[12] cap. 33.43.

[13] cap. 23.44.

[14] Deu. 2.13.

[15] cap. 22.36. Jui. 11.18.

[16] Deu. 2.18, 29.

[17] Jui. 9.21.

[18] Exo. 15.1. Psa. 105.2 e 106.12.

[19] Isa. 33.22.

[20] cap. 23.28.

[21] Deu. 2.26, 27. Jui. 11.19.

[22] cap. 20.17.

[23] Deu. 29.7.

[24] Deu. 2.32. Jui. 11.20.

[25] Deu. 2.33 e 29.7. Jos. 12.1, 2 e 24.8. Neh. 9.22. Psa. 135.10 e
136.19. Amós 2.9.

[26] Jer. 48.45. Deu. 2.9, 18. Isa. 15.1.

[27] Jui. 11.24. I Reis 11.7, 33. II Reis 23.13. Jer. 48.7, 13.

[28] Jer. 48.18, 22.

[29] Isa. 15.2.

[30] cap. 32.1. Jer. 48.32.

[31] Deu. 3.1 e 29.7.

[32] Jos. 13.12.

[33] Deu. 3.2.

[34] ver. 24. Psa. 135.10 e 136.20.

[35] Deu. 3.3, 4, etc.



_Balac e Balaão._

22 Depois [1] partiram os filhos de Israel, e acamparam-se nas campinas
de Moab, d’esta banda do Jordão _de_ Jericó.

2 Vendo pois [2] Balac, filho de Zippor, tudo o que Israel fizera aos
amorrheos,

3 Moab temeu [3] muito diante d’este povo, porque era muito: e Moab
andava angustiado por causa dos filhos de Israel.

4 Pelo que Moab disse aos [4] anciãos dos midianitas: Agora lamberá esta
congregação tudo _quanto houver_ ao redor de nós, como o boi lambe a
herva do campo. N’aquelle tempo Balac, filho de Zippor, _era_ rei dos
moabitas.

5 Este enviou [5] mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Pethor, que
_está_ junto ao rio, na terra dos filhos do seu povo, a chamal-o,
dizendo: [6] Eis que um povo saiu do Egypto; eis que cobre a face da
terra, e parado está defronte de mim.

6 Vem pois agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois mais poderoso é
do que eu; porventura o poderei ferir, e o lançarei fóra da terra: porque
eu sei que, a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares
será amaldiçoado.

7 Então foram-se os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas com
o _preço_ dos encantamentos nas suas mãos: [7] e chegaram a Balaão, e lhe
fallaram as palavras de Balac.

8 E _elle_ lhes disse: Passae [8] aqui esta noite, e vos trarei a
resposta, como o Senhor me fallar: então os principes dos moabitas
ficaram com Balaão.

9 E veiu Deus a Balaão, [9] e disse: Quem _são_ estes homens _que estão_
comtigo?

10 E Balaão disse a Deus: Balac, filho de Zippor, rei dos moabitas,
m’_os_ enviou, _dizendo_:

11 Eis que o povo que saiu do Egypto cobriu a face da terra: vem agora,
amaldiçoa-m’o; porventura poderei pelejar contra elle, e o lançarei fóra.

12 Então disse Deus a Balaão: Não irás com elles, nem amaldiçoarás a este
povo, porquanto [10] bemdito _é_.

13 Então Balaão levantou-se pela manhã, e disse aos principes de Balac:
Ide á vossa terra, porque o Senhor recusa deixar-me ir comvosco.

14 E levantaram-se os principes dos moabitas, e vieram a Balac, e
disseram: Balaão recusou vir comnosco.

15 Porém Balac proseguiu ainda em enviar mais principes, e mais honrados
do que aquelles,

16 Os quaes vieram a Balaão, e lhe disseram: Assim diz Balac, filho de
Zippor: Rogo-te que não te demores em vir a mim,

17 Porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres: vem
pois, rogo-te, [11] amaldiçoa-me este povo.

18 Então Balaão [12] respondeu, e disse aos servos de Balac: Ainda que
Balac me désse a sua casa cheia de prata e de oiro, [13] eu não poderia
traspassar [GY] o mandado do Senhor meu Deus, para fazer coisa pequena ou
grande;

19 Agora, pois, rogo-vos que tambem aqui [14] fiqueis esta noite, para
que eu saiba o que o Senhor me fallar mais.

20 Veiu pois o Senhor a Balaão, de noite, e disse-lhe: [15] Se aquelles
homens te vieram chamar, levanta-te, vae com elles; todavia, farás o que
eu te disser.

21 Então Balaão levantou-se pela manhã, e albardou a sua jumenta, e
foi-se com os principes de Moab.

22 E a ira de [16] Deus accendeu-se, porque elle se ia: e o anjo do
Senhor poz-se-lhe no caminho por adversario: e elle ia caminhando,
montado na sua jumenta, e dois de seus moços com elle.

23 Viu pois a [17] jumenta o anjo do Senhor, que estava no caminho,
com a sua espada desembainhada na mão; pelo que desviou-se a jumenta
do caminho, e foi-se pelo campo: então Balaão espancou a jumenta para
fazel-a tornar ao caminho.

24 Mas o anjo do Senhor poz-se n’uma vereda de vinhas, _havendo_ uma
parede d’esta banda e uma parede da outra.

25 Vendo pois a jumenta o anjo do Senhor, apertou-se contra a parede, e
apertou contra a parede o pé de Balaão; pelo que tornou a espancal-a.

26 Então o anjo do Senhor passou mais adiante, e poz-se n’um logar
estreito, onde não _havia_ caminho para se desviar nem para a direita nem
para a esquerda.

27 E, vendo a jumenta o anjo do Senhor, deitou-se debaixo de Balaão: e a
ira de Balaão accendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão.

28 Então o Senhor abriu [18] a bocca da jumenta, a qual disse a Balaão:
Que te fiz eu, que me espancaste estas tres vezes?

29 E Balaão disse á jumenta: Porque zombaste de mim: [19] oxalá tivesse
eu uma espada na mão, porque agora te matara.

30 E a jumenta disse a Balaão: _Porventura_ não sou a tua jumenta, em que
cavalgaste desde o tempo que eu _fui_ tua até hoje? costumei eu alguma
vez de fazer assim comtigo? E _elle_ respondeu: Não.

31 Então o Senhor abriu os [20] olhos a Balaão, e elle viu o anjo do
Senhor, que estava no caminho, e a sua espada desembainhada [21] na mão:
pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se sobre a sua face.

32 Então o anjo do Senhor lhe disse: Porque já tres vezes espancaste a
tua jumenta? Eis que eu sahi para ser _teu_ adversario, porquanto [22] o
_teu_ caminho é perverso diante de mim:

33 Porém a jumenta me viu, e já tres vezes se desviou de diante de mim:
se ella se não desviara de diante de mim, na verdade que _eu_ agora te
tivera matado, e a ella deixara com vida.

34 Então Balaão disse ao anjo do Senhor: [23] Pequei, que não soube que
estava n’este caminho para me oppôr: e agora, se _parece_ mal aos teus
olhos, tornar-me-hei.

35 E disse o anjo do Senhor a Balaão: Vae-te com estes [24] homens; mas
sómente a palavra que eu fallar a ti esta fallarás. Assim Balaão foi-se
com os principes de Balac.

36 Ouvindo pois Balac que Balaão vinha, saiu-lhe ao encontro até á cidade
de Moab, [25] que _está_ no termo de Arnon, na extremidade do termo
_d’elle_.

37 E Balac disse a Balaão: _Porventura_ não enviei diligentemente
a chamar-te? [26] porque não vieste a mim? não posso eu na verdade
honrar-te?

38 Então Balaão disse a Balac: Eis que eu tenho vindo a ti: porventura
poderei eu agora de alguma fórma fallar alguma coisa? [27] a palavra que
Deus pozer na minha bocca esta fallarei.

39 E Balaão foi com Balac, e vieram a Quiriath-huzoth.

40 Então Balac matou bois e ovelhas; e _d’elles_ enviou a Balaão e aos
principes que _estavam_ com elle.

41 E succedeu que, pela manhã, Balac tomou a Balaão, e o fez subir [28]
aos altos de Baal, e viu elle d’ali a ultima _parte_ do povo.

[1] cap. 33.48.

[2] Jui. 11.25.

[3] Exo. 15.15.

[4] cap. 31.8. Jos. 13.21.

[5] Deu. 23.4. Jos. 13.22 e 24.9. Neh. 13.1. Miq. 6.5. II Ped. 2.15.
Jud. 11. Apo. 2.14.

[6] cap. 23.7. Deu. 23.4.

[7] I Sam. 9.7, 8.

[8] ver. 13.

[9] ver. 20. Gen. 20.3.

[10] cap. 23.20. Rom. 11.29.

[11] ver. 6.

[12] cap. 24.3.

[13] I Reis 22.14. II Chr. 18.13.

[14] ver. 8.

[15] ver. 35. cap. 23.12, 26 e 24.13.

[16] Exo. 4.24.

[17] II Reis 6.17. Dan. 10.7. Act. 22.9. Jud. 11.

[18] II Ped. 2.16.

[19] Pro. 12.10.

[20] Gen. 21.19. II Reis 6.17. Luc. 24.16, 31.

[21] Exo. 34.8.

[22] II Ped. 2.14, 15.

[23] I Sam. 15.24, 30 e 26.21. II Sam. 12.13. Job 34.31.

[24] ver. 20.

[25] Gen. 14.17. cap. 21.13.

[26] ver. 17. cap. 24.11.

[27] cap. 23.26 e 24.13. I Reis 22.14. II Chr. 18.13.

[28] Deu. 12.2.



_Balac edifica sete altares._

23 Então Balaão disse a Balac: [1] Edifica-me aqui sete altares, e
prepara-me aqui sete bezerros e sete carneiros.

2 Fez pois Balac como Balaão dissera: [2] e Balac e Balaão offereceram um
bezerro e um carneiro sobre _cada_ altar.

3 Então Balaão disse a Balac: [3] Fica-te ao pé do teu holocausto, e eu
irei; porventura o Senhor me sairá [4] ao encontro, e o que me mostrar te
notificarei. Então foi a um alto.

4 E, encontrando-se Deus [5] com Balaão, lhe disse _este_: Preparei sete
altares, e offereci um bezerro e um carneiro sobre _cada_ altar.

5 Então o Senhor poz a palavra [6] na bocca de Balaão, e disse: Torna-te
para Balac, e falla assim.

6 E, tornando para elle, eis que estava ao pé do seu holocausto, elle e
todos os principes dos moabitas.

7 Então alçou a [7] sua parabola, e disse: Da Syria me mandou trazer
Balac, rei dos moabitas, das montanhas do oriente, [8] _dizendo_: Vem,
amaldiçoa-me a Jacob; e vem, detesta a Israel.

8 Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? e como detestarei, _quando_
o Senhor não detesta?

9 Porque do cume das penhas o vejo, e dos outeiros o contemplo: [9] eis
que este povo habitará só, e entre as gentes não será contado.

10 Quem contará [10] o pó de Jacob e o numero da quarta _parte_ de
Israel? a minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o
seu.

11 Então disse Balac a Balaão: Que me fizeste? [11] chamei-te para
amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que inteiramente _os_ abençoaste.

12 E elle respondeu, [12] e disse: _Porventura_ não terei cuidado de
fallar o que o Senhor poz na minha bocca?

13 Então Balac lhe disse: Rogo-te que venhas comigo a outro logar, d’onde
o verás; verás sómente a ultima _parte_ d’elle, mas a todo elle não
verás: e amaldiçoa-m’o d’ali.

14 Assim o tomou comsigo ao campo de Zophim, ao cume de Pisga: e edificou
sete [13] altares, e offereceu um bezerro e um carneiro sobre _cada_
altar.

15 Então disse a Balac: Fica aqui ao pé do teu holocausto, e eu irei ali
ao _seu_ encontro.

16 E, encontrando-se o Senhor com Balaão, poz [14] uma palavra na sua
bocca, e disse: Torna para Balac, e falla assim.

17 E, vindo a elle, eis-que estava ao pé do holocausto, e os principes
dos moabitas com elle: disse-lhe pois Balac: Que coisa fallou o Senhor?


_As prophecias de Balaão._

18 Então alçou a sua parabola, e disse: [15] Levanta-te, Balac, e ouve:
inclina os teus ouvidos a mim, filho de Zippor.

19 Deus não _é_ homem, para que minta; nem filho do homem, para que se
arrependa: _porventura_ diria _elle_, e não _o_ faria? ou fallaria, e não
o confirmaria?

20 Eis que recebi _mandado_ de abençoar: [16] pois elle tem abençoado, e
eu não o posso revogar.

21 Não viu iniquidade [17] em Israel, nem contemplou maldade em Jacob: o
Senhor seu Deus [18] _é_ com elle, e n’elle, e entre elles _se ouve_ o
alarido d’um rei.

22 Deus [19] os tirou do Egypto; as suas forças _são_ como as do
unicornio.

23 Pois contra Jacob não vale encantamento, nem adivinhação contra
Israel: n’este tempo se dirá de Jacob e d’Israel: [20] Que coisas Deus
tem obrado!

24 Eis que o povo se levantará como leoa, [21] e se exalçará como leão:
não se deitará até que coma _a_ presa, e beba o sangue de mortos.

25 Então Balac disse a Balaão: Nem totalmente o amaldiçoarás, nem
totalmente o abençoarás.

26 Porém Balaão respondeu, e disse a Balac: Não te fallei eu, dizendo:
Tudo o que [22] o Senhor fallar aquillo farei?

27 Disse mais Balac a [23] Balaão: Ora vem, e te levarei a outro logar:
porventura bem parecerá aos olhos de Deus que d’ali m’o amaldiçoes.

28 Então Balac levou Balaão comsigo ao cume de Peor, [24] que olha para a
banda do deserto.

29 Balaão disse a Balac: [25] Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me
aqui sete bezerros e sete carneiros.

30 Balac pois fez como dissera Balaão; e offereceu um bezerro e um
carneiro sobre _cada_ altar.

[1] ver. 29.

[2] ver. 14, 30.

[3] ver. 15.

[4] cap. 24.1.

[5] ver. 16.

[6] cap. 22.35. Deu. 18.18. Jer. 1.9.

[7] ver. 18. cap. 24.3, 15, 23. Job 27.1 e 29.1. Psa. 78.2. Eze. 17.2.
Miq. 2.4. Hab. 2.6.

[8] cap. 22.6, 11, 17. I Sam. 17. Isa. 47.12.

[9] Deu. 33.28. Exo. 33.16. Esd. 9.2. Eph. 2.14.

[10] Gen. 13.16 e 22.17. Psa. 116.15.

[11] cap. 22.11, 17 e 24.10.

[12] cap. 22.38.

[13] ver. 1, 2.

[14] ver. 5. cap. 22.35.

[15] Jui. 2.20. I Sam. 15.29. Mal. 3.6. Rom. 11.29. Tito 1.2. Thi. 1.17.

[16] Gen. 12.2 e 22.17. cap. 22.12.

[17] Rom. 4.7.

[18] Exo. 13.21 e 29.45, 46 e 33.14. Psa. 89.16.

[19] cap. 24.8. Deu. 33.17. Job 39.10.

[20] Psa. 31.20 e 44.2.

[21] Gen. 49.9, 27.

[22] ver. 12. cap. 22.38. I Reis 22.14.

[23] ver. 13.

[24] cap. 21.20.

[25] ver. 1.



24 Vendo Balaão que bem parecia aos olhos do Senhor que abençoasse
a Israel, não se foi esta vez [1] como d’antes ao encontro dos
encantamentos: mas poz o seu rosto para o deserto.

2 E, levantando Balaão os seus olhos, e vendo a Israel, [2] que habitava
segundo as suas tribus, veiu sobre elle o Espirito de Deus.

3 E alçou [3] a sua parabola, e disse: Falla, Balaão, filho de Beor, e
falla o homem d’olhos abertos;

4 Falla aquelle que ouviu os ditos de Deus, o que vê a visão do
Todo-poderoso [4] caido _em extasis_ e d’olhos abertos:

5 Que boas são as tuas tendas, ó Jacob! as tuas moradas ó Israel.

6 Como ribeiros se estendam, como jardins ao pé dos rios: [5] como
arvores de sandalo o Senhor os plantou, como cedros junto ás aguas,

7 De seus baldes manarão aguas, e a sua semente _estará_ [6] em muitas
aguas: e o seu rei se exalçará mais do que Agag, e [7] o seu reino será
levantado.

8 Deus o tirou do Egypto; as suas forças _são_ como as do unicornio:
consumirá [8] as gentes, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e com as
suas settas os atravessará.

9 Encurvou-se, [9] deitou-se como leão, e como leoa: quem o despertará?
bemditos os que te abençoarem, [10] e malditos os que te amaldiçoarem.

10 Então a ira de Balac se accendeu contra Balaão, e bateu elle as
suas palmas: [11] e Balac disse a Balaão: [12] Para amaldiçoar os meus
inimigos te tenho chamado; porém agora já tres vezes _os_ abençoaste
inteiramente.

11 Agora pois foge para o ten logar: eu tinha dito _que_ te honraria [13]
grandemente; mas eis que o Senhor te privou d’esta honra.

12 Então Balaão disse a Balac: Não fallei _eu_ tambem aos teus
mensageiros, que me enviaste, dizendo:

13 Ainda que [14] Balac me désse a sua casa cheia de prata e oiro, não
posso traspassar o mandado do Senhor, fazendo bem ou mal de meu _proprio_
coração: o que o Senhor fallar, isso fallarei eu.

14 Agora pois eis que me vou ao meu povo: vem, [15] avisar-te-hei do que
este povo fará ao teu povo nos ultimos dias.

15 Então alçou [16] a sua parabola, e disse: Falla Balaão, filho de Beor,
e falla o homem d’olhos abertos;

16 Falla aquelle que ouviu os ditos de Deus, e o que sabe a sciencia do
Altissimo: o que viu a visão do Todo Poderoso, caido _em extasis_, e
d’olhos abertos:

17 Vel-o-hei, [17] mas não agora contemplal-o-hei mas não de perto: [18]
uma estrella procederá de Jacob, e um sceptro subirá de Israel, que
ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de [GZ] Seth.

18 E Edom [19] será uma possessão, e Seir tambem será uma possessão
hereditaria para os seus inimigos: pois Israel fará proezas.

19 E dominará _um_ de Jacob, [20] e matará os que restam das cidades.

20 E vendo os amalequitas, alçou a sua parabola, e disse: Amalek _é_ o
primeiro das gentes; porém o seu fim _será_ para perdição.

21 E vendo os quenitas, alçou a sua parabola, e disse: Firme _está_ a tua
habitação, e pozeste o teu ninho na penha.

22 Todavia o quenita será consumido, até que Assur te leve por
prisioneiro.

23 E, alçando ainda a sua parabola, disse: Ai, quem viverá, quando Deus
fizer isto?

24 E as naus [21] das costas de Chittim affligirão a Assur; tambem
affligirão a Heber; e tambem elle _será_ para perdição.

25 Então Balaão levantou-se, e foi-se, e voltou ao seu logar [22], e
tambem Balac foi-se pelo seu caminho.

[1] cap. 23.3, 15.

[2] cap. 2.2, etc. e 11.25. I Sam. 10.10 e 19.20, 23. II Chr. 15.1.

[3] cap. 23.7, 18.

[4] I Sam. 19.24. Eze. 1.28. Dan. 8.18 e 10.15, 16. II Cor. 12.2, 3, 4.
Apo. 1.10, 17.

[5] Psa. 1.3. Jer. 17.8. Psa. 104.16.

[6] Jer. 51.13. Apo. 17.1, 15.

[7] I Sam. 15.9. II Sam. 5.12. I Chr. 14.2. cap. 23.22.

[8] cap. 14.9. Psa. 2.9. Isa. 38.13. Jer. 50.9.

[9] Gen. 49.9.

[10] Gen. 12.3 e 27.29.

[11] Eze. 21.14, 17 e 22.13.

[12] cap. 23.11. Deu. 23.4, 5. Jos. 24.9. Neh. 13.2.

[13] cap. 22.17, 37.

[14] cap. 22.18.

[15] Miq. 6.5. Apo. 2.14. Gen. 49.1. Dan. 2.28 e 10.14.

[16] ver. 3, 4.

[17] Apo. 1.7.

[18] Mat. 2.2. Apo. 22.16. Gen. 49.10. Psa. 110.2.

[19] II Sam. 8.14. Psa. 60.10, 11, 13.

[20] Gen. 49.10.

[21] Dan. 11.30. Gen. 10.21, 26.

[22] cap. 31.8.



_Os israelitas peccam com as filhas dos moabitas._

25 E Israel deteve-se em [1] Sittim, e o povo começou a fornicar com as
filhas dos moabitas.

2 E convidaram o povo aos [2] sacrificios dos seus deuses; e o povo
comeu, e inclinou-se aos seus deuses.

3 Juntando-se pois Israel a Baalpeor, a ira [3] do Senhor se accendeu
contra Israel.

4 Disse o Senhor a Moysés: [4] Toma todos os Cabeças do povo, e
enforca-os ao Senhor diante do sol, e o ardor da ira [5] do Senhor se
retirará d’Israel.

5 Então Moysés disse aos [6] juizes d’Israel: Cada [7] um mate os seus
homens que se conjuntaram a Baalpeor.

6 E eis que veiu um homem dos filhos de Israel, e trouxe a seus irmãos
uma midianita aos olhos de Moysés, e aos olhos de toda a congregação dos
filhos de Israel, chorando elles [8] _diante_ da tenda da congregação.

7 Vendo _isso_ Phineas, [9] filho de Eleazar, o filho d’Aarão, sacerdote,
se levantou do meio da congregação, e tomou uma lança na sua mão;

8 E foi após do varão israelita até á tenda, e os atravessou a ambos, ao
varão israelita e á mulher, pela sua barriga: então a praga cessou de
sobre os filhos de Israel.

9 E os que morreram d’aquella praga foram [10] vinte e quatro mil.

10 Então o Senhor fallou a Moysés, dizendo:

11 Phineas, [11] filho d’Eleazar, o filho d’Aarão sacerdote, desviou a
minha ira de sobre os filhos de Israel, pois zelou o meu zelo no meio
d’elles; que no meu [12] zelo não consumi os filhos d’Israel.

12 Portanto dize: [13] Eis que lhe dou o meu concerto de paz,

13 E elle, e a sua [14] semente depois d’elle, terá o concerto do
sacerdocio perpetuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus, e fez propiciação
pelos filhos d’Israel.

14 E o nome do israelita morto, que foi morto com a midianita, _era_
Zimri, filho de Salu, maioral da casa paterna dos simeonitas.

15 E o nome da mulher midianita, morta, _era_ Cosbi, filha [15] de Zur,
cabeça do povo da casa paterna entre os midianitas.

16 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

17 Affligireis os midianitas e os ferireis,

18 Porque elles vos affligiram a vós outros com os seus enganos [16] com
que vos enganaram no negocio de Peor, e no negocio de Cosbi, filha do
maioral dos midianitas, a irmã d’elles, que foi morta no dia da praga no
negocio de Peor.

[1] cap. 33.49. Jos. 2.1. Miq. 6.5. cap. 31.16. I Cor. 10.8.

[2] Jos. 2.1. Ose. 9.10. I Cor. 10.20.

[3] Psa. 106.29.

[4] Deu. 4.3. Jos. 22.17.

[5] ver. 11. Deu. 13.17.

[6] Exo. 18.21, 25.

[7] Exo. 32.27. Deu. 13.6, 9, 13, 15.

[8] Joel 2.17.

[9] Psa. 106.30. Exo. 6.25.

[10] Deu. 4.3. I Cor. 10.8.

[11] Psa. 106.30.

[12] Exo. 20.5. Deu. 32.16, 21. I Reis 14.22. Eze. 16.38. Sof. 1.18.

[13] Mal. 2.4, 5 e 3.1.

[14] I Chr. 6.4, etc. Exo. 40.15. Act. 22.3. Rom. 10.2. Heb. 2.17.

[15] cap. 31.8. Jos. 13.21.

[16] cap. 31.16. Apo. 2.14.



_Deus manda tomar a somma de todos os israelitas._

26 Aconteceu pois que, depois d’aquella praga, fallou o Senhor a Moysés,
e a Eleazar, filho d’Aarão o sacerdote, dizendo:

2 Tomae [1] a somma de toda a congregação dos filhos de Israel, da edade
de vinte annos e para cima, segundo as casas de seus paes: todo o que em
Israel sae ao exercito.

3 Fallou-lhes pois Moysés e Eleazar o sacerdote, nas campinas [2] de
Moab, ao pé do Jordão _de_ Jericó, dizendo:

4 _Conta_ o povo da edade de vinte annos e para cima, como o [3] Senhor
ordenara a Moysés e aos filhos d’Israel, que sairam do Egypto.

5 Ruben, [4] o primogenito de Israel: os filhos de Ruben _foram_ Hanoch,
_do qual_ era a familia dos hanochitas: de Pallu a familia dos palluitas;

6 De Hezrona, familia dos hezronitas: de Carmi, a familia dos carmitas:

7 Estas _são_ as familias dos rubenitas: e os _que foram_ d’elles
contados, foram quarenta e tres mil e setecentos e trinta.

8 E os filhos de Pallu, Eliab:

9 E os filhos d’Eliab, Nemuel, e Dathan, e Abiram: estes, Dathan e
Abiram, _foram_ os afamados da congregação, [5] que moveram a contenda
contra Moysés e contra Aarão na congregação de Coré, quando moveram a
contenda contra o Senhor;

10 E a terra abriu [6] a sua bocca, e os tragou com Coré, quando morreu
a congregação: quando o fogo consumiu duzentos e cincoenta homens, [7] e
foram por signal.

11 Mas [8] os filhos de Coré não morreram.

12 Os filhos de Simeão, segundo as suas familias: de Nemuel, [9] a
familia dos nemuelitas: de Jamin, a familia dos jaminitas: de Jachin, a
familia dos jachinitas:

13 De Zerah, [10] a familia dos zerahitas: de Saul, a familia dos
saulitas.

14 Estas _são_ as familias dos simeonitas vinte e dois mil e duzentos.

15 Os filhos de Gad, segundo as suas gerações: de Zephon, [11] a familia
dos zephonitas: de Haggi, a familia dos haggitas: de Suni, a familia dos
sunitas:

16 De Ozni, a familia dos oznitas: de Heri, a familia dos heritas:

17 De Arod [12], a familia dos aroditas: de Areli, a familia dos arelitas.

18 Estas _são_ as familias dos filhos de Gad, segundo os _que foram_
d’elles contados, quarenta mil e quinhentos.

19 Os filhos [13] de Judah, Er e Onan: mas Er e Onan morreram na terra de
Canaan.

20 Assim os filhos [14] de Judah foram segundo as suas familias; de Selah
a familia dos selanitas: de Pharez, a familia dos pharezitas; de Zerah, a
familia dos zerahitas.

21 E os filhos de Pharez foram; de Hezron, a familia dos hezronitas: de
Hamul, a familia doa hamulitas.

22 Estas _são_ as familias de Judah, segundo os _que foram_ d’elles
contados, setenta e seis mil e quinhentos.

23 Os filhos d’Issacar, segundo as suas familias, _foram_; de Tola, a
familia dos tolaitas: de Puva a familia dos puvitas,

24 De Jasub a familia dos jasubitas: de Simron, a familia dos simronitas.

25 Estas _são_ as familias d’Issacar, segundo os _que foram_ d’elles
contados, sessenta e quatro mil e trezentos.

26 Os filhos [15] de Zebulon, segundo as suas familias, _foram_; de
Sered, a familia dos sereditas: d’Elon, a familia dos elonitas: de
Jahleel, a familia dos jahleelitas.

27 Estas _são_ as familias dos zebulonitas, segundo os _que foram_
d’elles contados, sessenta mil e quinhentos.

28 Os filhos de José [16] segundo as suas familias, _foram_ Manasseh e
Ephraim.

29 Os filhos de Manasseh _foram_; de Machir, [17] a familia dos
machiritas; e Machir gerou a Gilead: de Gilead, a familia dos gileaditas.

30 Estes _são_ os filhos de Gilead: [18] _de_ Jezer, a familia dos
jezeritas: de Helek, a familia das helekitas:

31 E d’Asriel, a familia dos asrielitas: e de Sechen, a familia dos
sechenitas:

32 E _de_ Semida, a familia dos semidaitas: e de Hepher, a familia dos
hepheritas.

33 Porém Selofad, [19] filho de Hepher, não tinha filhos, senão filhas: e
os nomes das filhas de Selofad _foram_ Machla, Noa, Hogla, Milca e Tirza.

34 Estas _são_ as familias de Manasseh: e os que _foram_ d’elles
contados, _foram_ cincoenta e dois mil e setecentos.

35 Estes _são_ os filhos d’Ephraim, segundo as suas familias: de Sutelah,
a familia dos sutelahitas: [20] de Becher, a familia dos becheritas: de
Tahan, a familia dos tahanitas.

36 E estes _são_ os filhos de Sutelah: d’Eran, a familia dos eranitas.

37 Estas _são_ as familias dos filhos d’Ephraim, segundo os _que foram_
d’elles contados, trinta e dois mil e quinhentos: estes _são_ os filhos
de José, segundo as suas familias.

38 Os filhos [21] de Benjamin, segundo as suas familias; de Bela, a
familia dos belaitas: d’Asbel, a familia dos asbelitas: de [22] Ahiram, a
familia dos ahiramitas;

39 De Supham, [23] a familia dos suphamitas: de Hupham, a familia dos
huphamitas.

40 E os filhos de Bela foram [24] Ard e Naaman: _d’Ard_ a familia dos
arditas: de Naaman a familia dos naamanitas.

41 Estes _são_ os filhos de Benjamin, segundo as suas familias: e os _que
foram_ d’elles contados, _foram_ quarenta e cinco mil e seiscentos.

42 Estes _são_ os filhos [25] de Dan, segundo as suas familias; de Suham
a familia dos suhamitas: estas _são_ as familias de Dan, segundo as suas
familias.

43 Todas as familias dos suhamitas, secundo os _que foram_ d’elles
contados, _foram_ sessenta e quatro mil e quatrocentos.

44 Os filhos d’Aser, [26] segundo as suas familias, _foram_: d’Imna, a
familia dos imnaitas: d’Isvi, a familia dos isvitas, de Berish, a familia
dos beriitas.

45 Dos filhos de Beriah, _foram_; de Heber, a familia dos heberitas; de
Malchiel, a familia dos malchielitas.

46 E o nome da filha d’Aser _foi_ Serah.

47 Estas _são_ as familias dos filhos d’Aser, segundo os _que foram_
d’elles contados, cincoenta e tres mil e quatrocentos.

48 Os filhos de [27] Naphtali, segundo as suas familias: de Jahzeel, a
familia dos jahzeelitas: de Guni, a familia dos gunitas:

49 De Jezer, a familia dos jezeritas: de Sillem, [28] a familia dos
sillemitas.

50 Estas _são_ as familias de Naphtali, segundo as suas familias: e os
_que foram_ d’elles contados, _foram_ quarenta e cinco mil e quatrocentos.

51 Estes [29] _são_ os contados dos filhos d’Israel, seiscentos e um mil
e setecentos e trinta.


_A lei ácerca da divisão da terra._

52 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

53 A [30] estes se repartirá a terra em herança, segundo o numero dos
nomes.

54 Aos muitos multiplicarás [31] a sua herança, e aos poucos diminuirás
a sua herança: a cada qual se dará a sua herança, segundo os _que foram_
d’elles contados.

55 Todavia a terra se repartirá [32] por sortes: segundo os nomes das
tribus de seus paes a herdarão.

56 Segundo _sair_ a sorte, se repartirá a herança d’elles entre os muitos
e poucos.

57 E estes [33] _são_ os _que foram_ contados de Levi, segundo as suas
familias: de Gerson, a familia dos gersonitas; de Kohath, a familia dos
kohathitas; de Merari, a familia dos meraritas.

58 Estas _são_ as familias de Levi: a familia dos libnitas, a familia dos
hebronitas, a familia dos mahlitas, a familia dos musitas, a familia dos
corhitas: e Kohath gerou a Amram.

59 E o nome da mulher de Amram _foi_ Jochebed, [34] filha de Levi, a qual
a Levi nasceu no Egypto: e esta a Amram pariu Aarão, e Moysés, e Miriam,
sua irmã.

60 E a Aarão [35] nasceram Nadab, Abihu, Eleazar, e Ithamar.

61 Porém [36] Nadab e Abihu morreram quando trouxeram fogo estranho
perante o Senhor.

62 E foram [37] os _que foram_ d’elles contados vinte e tres mil, todo
o macho da edade de um mez e para cima: porque estes não foram contados
entre os filhos de Israel, porquanto lhes não foi dada herança entre os
filhos de Israel.

63 Estes _são_ os _que foram_ contados por Moysés e Eleazar, o sacerdote,
que contaram os filhos de Israel nas [38] campinas de Moab, ao pé do
Jordão _de_ Jericó.

64 E entre [39] estes nenhum houve dos _que foram_ contados por Moysés e
Aarão, o sacerdote; quando contaram aos filhos de Israel no deserto de
Sinai.

65 Porque o Senhor dissera d’elles que certamente morreriam no deserto: e
nenhum d’elles ficou, senão Caleb, filho de Jefoné, e Josué, filho de Nun.

[1] Exo. 30.12 e 38.25, 26. cap. 1.2, 3.

[2] ver. 63. cap. 22.1 e 31.12 e 33.48 e 35.1.

[3] cap. 1.1.

[4] Gen. 46.8. Exo. 6.14. I Chr. 5.1.

[5] cap. 16.1, 2.

[6] cap. 16.32, 35.

[7] cap. 16.33. I Cor. 10.6. II Ped. 2.6.

[8] Exo. 6.24. I Chr. 6.22.

[9] Gen. 46.10. Exo. 6.15. I Chr. 4.24.

[10] Gen. 46.10.

[11] Gen. 46.16.

[12] Gen. 46.16.

[13] Gen. 38.2, etc. e 46.12.

[14] I Chr. 2.3.

[15] Gen. 46.14.

[16] Gen. 46.20.

[17] Jos. 17.1. I Chr. 7.14, 15.

[18] Jos. 17.2. Jui. 6.11, 24, 34.

[19] cap. 27.1 e 36.1.

[20] I Chr. 7.20.

[21] Gen. 46.21. I Chr. 7.6.

[22] Gen. 45.21. I Chr. 8.1.

[23] Gen. 46.21.

[24] I Chr. 8.3.

[25] Gen. 46.17. I Chr. 7.30.

[26] Gen. 46.24. I Chr. 7.13.

[27] I Chr. 7.13.

[28] cap. 1.46.

[29] Jos. 11.23 e 14.1.

[30] cap. 33.54.

[31] cap. 33.54 e 34.13. Jos. 11.23 e 14.2.

[32] Gen. 46.11. Exo. 6.16, 17, 18, 19. I Chr. 6.1, 16.

[33] Exo. 2.1, 2 e 6.20.

[34] cap. 3.2.

[35] Lev. 10.1. cap. 3.4. I Chr. 24.2.

[36] cap. 3.39 e 1.49 e 18.20, 23, 24. Deu. 10.9. Jos. 13.14, 33 e 14.3.

[37] ver. 3.

[38] cap. 1. Deu. 2.14.

[39] cap. 14.28. I Cor. 10.5. cap. 14.30.



_A lei ácerca das heranças._

27 E chegaram as filhas [1] de Selofad, filho de Hepher, filho de Gilead,
filho de Machir, filho de Manasseh, entre as familias de Manasseh, filho
de José: (e estes _são_ os nomes de suas filhas: Machla, Noa, Hogla,
Milca, e Tirza);

2 E pozeram-se diante de Moysés, e diante de Eleazar, o sacerdote,
e diante dos principes e de toda a congregação, á porta da tenda da
congregação, dizendo:

3 Nosso pae morreu [2] no deserto, e não estava entre a congregação dos
que se congregaram contra o Senhor na congregação de Coré: mas morreu no
seu proprio peccado, e não teve filhos.

4 Porque se tiraria o nome de nosso pae do meio da sua familia, porquanto
não teve filhos? [3] Dá-nos possessão entre os irmãos de nosso pae.

5 E Moysés levou [4] a sua causa perante o Senhor.

6 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

7 As filhas de Selofad fallam rectamente: [5] certamente lhes darás
possessão de herança entre os irmãos de seu pae; e a herança de seu pae
farás passar a ellas.

8 E fallarás aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguem morrer, e não
tiver filho, então fareis passar a sua herança a sua filha.

9 E, se não tiver filha, então a sua herança dareis a seus irmãos.

10 Porém, se não tiver irmãos, então dareis a sua herança aos irmãos de
seu pae.

11 Se tambem seu pae não tiver irmãos, então a sua herança dareis a seu
parente, _áquelle que_ lhe _fôr_ o mais chegado da sua familia, para
que a possua: isto aos filhos de Israel será por [6] estatuto de [HA]
direito, como o Senhor ordenou a Moysés.


_Deus annuncia a morte de Moysés._

12 Depois disse o Senhor a Moysés: Sobe [7] a este monte de Abarim, e vê
a terra que tenho dado aos filhos de Israel.

13 E, havendo-a visto, [8] então serás recolhido aos teus povos, assim tu
como foi recolhido teu irmão Aarão:

14 Porquanto rebeldes [9] fostes no deserto de Zin, na contenda da
congregação, ao meu mandado de me sanctificar nas aguas diante dos seus
olhos: (estas _são_ as aguas [10] de Meribah de Cades, no deserto de Zin.)

15 Então fallou Moysés ao Senhor, dizendo:

16 O Senhor, [11] Deus dos espiritos de toda a carne, ponha um homem
sobre esta congregação,

17 Que saia [12] diante d’elles, e que entre diante d’elles, e que os
faça sair, e que os faça entrar: para que a congregação do Senhor não
seja como ovelhas que não teem pastor.


_Josué é designado para successor de Moysés._

18 Então disse o Senhor a Moysés: Toma para ti a Josué, filho de Nun,
[13] homem em quem _ha_ o espirito, e põe a tua mão sobre elle.

19 E apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a
congregação, e dá-lhe mandamentos aos olhos d’elles.

20 E põe sobre elle da tua gloria, para que [14] obedeça toda a
congregação dos filhos de Israel.

21 E se porá perante Eleazar, [15] o sacerdote, o qual por elle
consultará, segundo o juizo de Urim, perante o Senhor: conforme ao seu
dito sairão, e conforme ao seu dito entrarão, elle e todos os filhos de
Israel com elle, e toda a congregação.

22 E fez Moysés como o Senhor lhe ordenara: porque tomou a Josué, e
apresentou-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação:

23 E sobre elle poz as suas mãos, e lhe deu mandamentos, [16] como o
Senhor ordenara pela mão de Moysés.

[1] cap. 26.33 e 36.1, 11. Jos. 17.3.

[2] cap. 14.35 e 26.64, 65 e 16.1, 2.

[3] Jos. 17.4.

[4] Exo. 18.15, 19.

[5] cap. 36.2.

[6] cap. 35.29.

[7] cap. 33.47. Deu. 3.27 e 32.49 e 34.1.

[8] cap. 20.24, 28 e 31.2. Deu. 10.6.

[9] cap. 20.12, 24. Deu. 1.37 e 32.51. Psa. 106.32.

[10] Exo. 17.7.

[11] cap. 16.22. Heb. 12.9.

[12] Deu. 31.2. I Sam. 8.20 e 18.13. II Chr. 1.10. I Reis 22.17. Zac.
10.2. Mat. 9.36. Mar. 6.34.

[13] Gen. 41.38. Jui. 3.10 e 11.29. I Sam. 16.13, 18. Deu. 34.9.

[14] Deu. 31.7. cap. 11.17. I Sam. 10.6, 9. II Reis 2.15. Jos. 1.16.

[15] Jos. 9.14. Jui. 1.1 e 20.18, 23, 26. I Sam. 23.9 e 30.7. Exo. 28.30.
Jos. 9.14. I Sam. 22.10, 13, 15.

[16] Deu. 3.28, 31.7.



_O holocausto perpetuo._

28 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Dá ordem aos filhos de Israel, e dize-lhes: Da minha offerta, [1] do
meu manjar para as minhas offertas queimadas, do meu cheiro suave, tereis
cuidado, para m’as offerecer ao seu tempo determinado.

3 E dir-lhes-has: Esta _é_ a offerta queimada que [2] offerecereis ao
Senhor: dois cordeiros d’um anno, sem mancha, cada dia, _em_ continuo
holocausto:

4 Um cordeiro sacrificarás pela manhã, e o outro cordeiro sacrificarás de
tarde:

5 E a decima _parte_ d’um [3] epha _de_ flor de farinha em offerta de
manjares, misturada com a quarta _parte_ d’um hin de azeite moido.

6 Este _é_ o holocausto [4] continuo, instituido no monte Sinai, em
cheiro suave, offerta queimada ao Senhor.

7 E a sua libação _será_ a quarta _parte_ d’um hin para um cordeiro: no
sanctuario [5] offerecerás a libação de bebida forte ao Senhor.

8 E o outro cordeiro sacrificarás de tarde, como a offerta de manjares
da manhã, e como a sua libação _o_ apparelharás em offerta queimada de
cheiro suave ao Senhor.


_As offertas nos sabbados, nas luas novas, na paschoa e no dia das
primicias._

9 Porém no dia de sabbado dois cordeiros d’um anno, sem mancha, e duas
decimas _de_ flor de farinha, misturada com azeite, _em_ offerta de
manjares, com a sua libação.

10 Holocausto _é_ do sabbado em cada sabbado, [6] além do holocausto
continuo, e a sua libação.

11 E nos principios [7] dos vossos mezes offerecereis, em holocausto ao
Senhor, dois bezerros e um carneiro, sete cordeiros d’um anno, sem mancha;

12 E tres decimas _de_ flor de farinha misturada com azeite, _em_ offerta
de manjares, para um bezerro; e duas decimas _de_ flor de farinha
misturada com azeite, _em_ offerta de manjares, para um carneiro.

13 E uma decima _de_ flor de farinha misturada com azeite, _em_ offerta
de manjares, para um cordeiro: holocausto _é_ de cheiro suave, offerta
queimada ao Senhor.

14 E as suas libações serão a metade d’um hin de vinho para um bezerro,
e a terça _parte_ d’um hin para um carneiro, e a quarta _parte_ d’um hin
para um cordeiro: este _é_ o holocausto da lua nova de cada mez, segundo
os mezes do anno.

15 Tambem um bode para expiação [8] do peccado ao Senhor, além do
holocausto continuo, com a sua libação se offerecerá.

16 Porém no mez [9] primeiro, aos quatorze dias do mez, _é_ a paschoa do
Senhor.

17 E aos quinze [10] dias do mesmo mez _haverá_ festa: sete dias se
comerão _pães_ asmos.

18 No [11] primeiro dia _haverá_ sancta convocação: nenhuma obra servil
fareis:

19 Mas offerecereis offerta queimada em holocausto ao Senhor, dois
bezerros e um carneiro, e sete cordeiros d’um anno: servos-hão elles [12]
sem mancha.

20 E a sua offerta de manjares _será de_ flor de farinha misturada com
azeite: offerecereis tres decimas para um bezerro, e duas decimas para um
carneiro.

21 Para cada cordeiro offerecereis uma decima, para cada um dos sete
cordeiros;

22 E um bode [13] _para_ expiação do peccado, para fazer expiação por vós.

23 Estas coisas offerecereis, além do holocausto da manhã, que _é_ o
holocausto continuo.

24 Segundo este modo, cada dia offerecereis por sete dias o manjar da
offerta queimada em cheiro suave ao Senhor: além do holocausto continuo
se offerecerá com a sua libação.

25 E no setimo [14] dia tereis sancta convocação: nenhuma obra servil
fareis.

26 Similhantemente, tereis sancta convocação no dia das primicias, [15]
quando offerecerdes offerta nova de manjares ao Senhor, segundo as vossas
semanas; nenhuma obra servil fareis.

27 Então offerecereis ao Senhor por holocausto, em cheiro suave, dois
bezerros, [16] um carneiro e sete cordeiros d’um anno:

28 E a sua offerta de manjares _de_ flor de farinha misturada com azeite:
tres decimas para um bezerro, duas decimas para um carneiro;

29 Para cada cordeiro uma decima, para cada um dos sete cordeiros;

30 Um bode para fazer expiação por vós.

31 Além do holocausto continuo, e a sua offerta de manjares, _os_
offerecereis (ser-vos-hão elles sem [17] mancha) com as suas libações.

[1] Lev. 3.11 e 21.6, 8. Mal. 1.7, 12.

[2] Exo. 29.38.

[3] Exo. 16.36. cap. 15.4. Lev. 2.1. Exo. 29.40.

[4] Exo. 29.46. Amós 5.25.

[5] Exo. 29.42.

[6] Eze. 46.1.

[7] cap. 10.10. I Sam. 20.5. I Chr. 23.31. II Chr. 2.4. Esd. 3.5. Neh.
10.33. Isa. 1.13, 14. Eze. 45.17. Ose. 2.11. Col. 2.16.

[8] ver. 22. cap. 15.24.

[9] Exo. 12.6, 18. Lev. 23.5. cap. 9.3. Deu. 16.1. Eze. 45.21.

[10] Lev. 23.6.

[11] Exo. 12.16. Lev. 23.7.

[12] ver. 31. Lev. 22.20. cap. 29.8. Deu. 15.21.

[13] ver. 15.

[14] Exo. 12.16 e 13.6. Lev. 23.8.

[15] Exo. 23.16 e 34.22. Lev. 23.10, 15. Deu. 16.10. Act. 2.1.

[16] Lev. 23.18, 19.

[17] ver. 19.



_As offertas na festa das trombetas._

29 Similhantemente, tereis sancta convocação no setimo mez, no primeiro
_dia_ do mez: nenhuma obra servil fareis: servos-ha um [1] dia de
jubilação.

2 Então _por_ holocausto, em cheiro suave ao Senhor, offerecereis um
bezerro, um carneiro e sete cordeiros d’um anno, sem mancha.

3 E _pela_ sua offerta de manjares _de_ flor de farinha misturada com
azeite, tres decimas para o bezerro, e duas decimas para o carneiro,

4 E uma decima para um cordeiro, para cada um dos sete cordeiros.

5 E um bode _para_ expiação do peccado, para fazer expiação por vós;

6 Além do holocausto [2] do mez, e a sua offerta manjares, e o holocausto
continuo, e a sua offerta de manjares, com as suas libações, segundo o
seu estatuto, em cheiro suave, offerta queimada ao Senhor.

7 E no dia [3] dez d’este setimo mez tereis sancta convocação, e
affligireis as vossas almas: nenhuma obra fareis.

8 Mas _por_ holocausto, _em_ cheiro suave ao Senhor, offerecereis um
bezerro, um carneiro e sete cordeiros d’um anno: ser-vos-hão elles sem
mancha.

9 E, _pela_ sua offerta de manjares _de_ flor de farinha misturada com
azeite, tres decimas para o bezerro, duas decimas para o carneiro,

10 E uma decima para um cordeiro, para cada um dos sete cordeiros;

11 Um bode para expiação do peccado, além da [4] expiação do peccado
pelas propiciações, e o holocausto continuo, e a sua offerta de manjares
com as suas libações.


_As offertas nas festas solemnes._

12 Similhantemente, aos quinze dias [5] d’este setimo mez tereis sancta
convocação; nenhuma obra servil fareis: mas sete dias celebrareis festa
ao Senhor.

13 E, _por_ holocausto [6] _em_ offerta queimada, de cheiro suave ao
Senhor, offerecereis treze bezerros, dois carneiros e quatorze cordeiros
d’um anno: ser-vos-hão elles sem mancha.

14 E, _pela_ sua offerta de manjares _de_ flor de farinha misturada com
azeite, tres decimas para um bezerro, para cada um dos treze bezerros,
duas decimas para cada carneiro, entre os dois carneiros;

15 E para um cordeiro uma decima, para cada um dos quatorze cordeiros;

16 E um bode _para_ expiação do peccado, além do holocausto continuo, a
sua offerta de manjares e a sua libação:

17 Depois, no segundo dia, doze bezerros, dois carneiros, quatorze
cordeiros d’um anno, sem mancha;

18 E a sua offerta de manjares e as suas libações para os bezerros, para
os carneiros e para os cordeiros, conforme ao seu numero, segundo [7] o
estatuto;

19 E um bode _para_ expiação do peccado, além do holocausto continuo, a
sua offerta de manjares e as suas libações.

20 E, no terceiro dia, onze bezerros, dois carneiros, quatorze cordeiros
d’um anno, sem mancha;

21 E as suas offertas de manjares, e as suas libações para os bezerros,
para os carneiros e para os cordeiros, conforme ao seu numero, segundo
[8] o estatuto;

22 E um bode _para_ expiação do peccado, além do holocausto continuo, e a
sua offerta de manjares e a sua libação.

23 E, no quarto dia, dez bezerros, dois carneiros, quatorze cordeiros
d’um anno, sem mancha;

24 A sua offerta de manjares, e as suas libações para os bezerros, para
os carneiros e para os cordeiros, conforme ao numero, segundo o estatuto;

25 E um bode _para_ expiação do peccado, além do holocausto continuo, a
sua offerta de manjares e a sua libação.

26 E, no quinto dia, nove bezerros, dois carneiros e quatorze cordeiros
d’um anno sem mancha;

27 E a sua offerta de manjares, e as suas libações para os bezerros, para
os carneiros e para os cordeiros, conforme ao numero, segundo o estatuto;

28 E um bode _para_ expiação do peccado, além do holocausto continuo, e a
sua offerta de manjares e a sua libação.

29 E, no sexto dia, oito bezerros, dois carneiros, quatorze cordeiros
d’um anno, sem mancha;

30 E a sua offerta de manjares, e as suas libações para os bezerros,
para os carneiros e para os cordeiros, conforme ao seu numero, segundo o
estatuto;

31 E um bode _para_ expiação do peccado, de mais do holocausto continuo,
a sua offerta de manjares e a sua libação.

32 E, no setimo dia, sete bezerros, dois carneiros, quatorze cordeiros
d’um anno, sem mancha;

33 E a sua offerta de manjares, e as suas libações para os bezerros, para
os carneiros e para os cordeiros, conforme ao seu numero, segundo o seu
estatuto,

34 E um bode _para_ expiação do peccado, de mais do holocausto continuo,
a sua offerta de manjares e a sua libação.

35 No oitavo dia tereis _dia de_ solemnidade; [9] nenhuma obra servil
fareis;

36 E _por_ holocausto _em_ offerta queimada de cheiro suave ao Senhor
offerecereis um bezerro, um carneiro, sete cordeiros d’um anno, sem
mancha;

37 A sua offerta de manjares e as suas libações para o bezerro, para o
carneiro e para os cordeiros, conforme ao seu numero, segundo o estatuto,

38 E um bode _para_ expiação do peccado, [10] de mais do holocausto
continuo, e a sua offerta de manjares e a sua libação.

39 Estas _coisas_ fareis ao Senhor nas vossas solemnidades, de mais
dos vossos votos, e das vossas offertas voluntarias, com os vossos
holocaustos, e com as vossas offertas de manjares, e com as vossas
libações, e com as vossas offertas pacificas.

40 E fallou Moysés aos filhos d’Israel, conforme a tudo o que o Senhor
ordenara a Moysés.

[1] Lev. 23.24.

[2] cap. 28.11, 3 e 15.11, 12.

[3] Lev. 16.29 e 23.27. Psa. 35.13. Isa. 58.5.

[4] Lev. 16.3, 5.

[5] Lev. 23.34. Deu. 16.13. Eze. 45.25.

[6] Esd. 3.4.

[7] ver. 3, 4, 9, 10. cap. 15.12 e 28.7, 14.

[8] ver. 18.

[9] Lev. 23.36.

[10] Lev. 23.2. I Chr. 23.31. II Chr. 31.3. Esd. 3.5. Neh. 10.33. Isa.
1.14. Lev. 7.11, 16 e 22.21, 23.



_A lei ácerca dos votos das mulheres._

30 E fallou Moysés aos Cabeças [1] das tribus dos filhos d’Israel,
dizendo: Esta _é_ a palavra que o Senhor tem ordenado:

2 Quando um homem [2] fizer voto ao Senhor, ou jurar juramento, ligando
a sua alma com obrigação, não violará a sua palavra: segundo tudo o que
saiu da sua bocca, fará.

3 Tambem quando uma mulher fizer voto ao Senhor, e com obrigação _se_
ligar em casa de seu pae na sua mocidade;

4 E seu pae ouvir o seu voto e a sua obrigação, com que ligou a sua alma;
e seu pae se calar para com ella, todos os seus votos serão valiosos: e
toda a obrigação com que ligou a sua alma, será valiosa.

5 Mas se seu pae lhe tolher no dia que tal ouvir, todos os seus votos e
as suas obrigações, com que tiver ligado a sua alma, não serão valiosos:
mas o Senhor lh’o perdoará, porquanto seu pae lh’os tolheu.

6 E se ella tiver marido, e fôr obrigada a alguns votos, ou á
pronunciação dos seus beiços, com que tiver ligado a sua _alma_;

7 E seu marido o ouvir, e se calar para com ella no dia em que o ouvir,
os seus votos serão valiosos: e as suas obrigações com que ligou a sua
alma, serão valiosas.

8 Mas se seu marido lh’o tolher no dia em que o ouvir, e anullar o seu
voto a que [3] estava obrigada, como tambem a pronunciação dos seus
beiços, com que ligou a sua alma; o Senhor lh’o perdoará.

9 No tocante ao voto da viuva, ou da repudiada; tudo com que ligar a sua
alma, sobre ella será valioso.

10 Porém se fez voto na casa de seu marido, ou ligou a sua alma com
obrigação de juramento;

11 E seu marido o ouviu, e se calou para com ella, e lh’o não tolheu;
todos os seus votos serão valiosos; e toda a obrigação, com que ligou a
sua alma, será valiosa.

12 Porém se seu marido lh’os annullou no dia em que _os_ ouviu; tudo
quanto saiu dos seus beiços, quer dos seus votos, quer da obrigação da
sua alma, não será valioso: seu marido lh’os annullou, e o Senhor lh’o
perdoará.

13 Todo _o_ voto, e todo o juramento d’obrigação, para humilhar a alma,
seu marido o confirmará, ou annullará.

14 Porém se seu marido de dia em dia se calar inteiramente para com
ella; então confirma todos os seus votos e todas as suas obrigações, que
estiverem sobre ella: confirmado lh’os tem, porquanto se calou para com
ella no dia em que o ouviu.

15 Porém se de todo lh’os annullar depois que _o_ ouviu; então elle
levará a iniquidade d’ella.

16 Estes _são_ os estatutos que o Senhor ordenou a Moysés entre o marido
e sua mulher; entre o pae e a sua filha, na sua mocidade, em casa de seu
pae.

[1] cap. 1.4, 16 e 7.2.

[2] Lev. 27.2. Deu. 23.21. Jui. 11.30, 35. Ecc. 5.4. Lev. 5.4. Mat. 14.9.
Act. 23.14. Job 22.27. Psa. 22.24 e 41.14. Nah. 1.15.

[3] Gen. 3.16.



_A victoria sobre os midianitas._

31 E fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Vinga [1] os filhos d’Israel dos midianitas: [2] depois recolhido serás
aos teus povos.

3 Fallou pois Moysés ao povo, dizendo: Armem-se alguns de vós para a
guerra, e saiam contra os midianitas, para fazerem a vingança do Senhor
nos midianitas.

4 Mil de cada tribu entre todas as tribus de Israel enviareis á guerra.

5 Assim foram dados dos milhares d’Israel mil de _cada_ tribu: doze mil
armados para a peleja.

6 E Moysés os mandou á guerra de _cada_ tribu mil, a elles e a Phineas,
filho d’Eleazar sacerdote, á guerra com os vasos sanctos, e com [3] as
trombetas do alarido na sua mão.

7 E pelejaram contra os midianitas, como o Senhor ordenara a Moysés: [4]
e mataram a todo o macho.

8 Mataram mais, além dos que já foram mortos, os reis dos midianitas,
Evi, [5] e a Requem, e a Zur, e a Hur, e a Reba, cinco reis dos
midianitas: tambem a Balaão [6] filho de Beor mataram á espada.

9 Porém os filhos d’Israel levaram presas as mulheres dos midianitas, e
as suas creanças: tambem roubaram todos os seus animaes, e todo o seu
gado, e toda a sua fazenda.

10 E queimaram a fogo todas as suas cidades com todas as suas habitações,
e todos os seus acampamentos.

11 E tomaram todo o despojo e toda a presa [7] d’homens e d’animais.

12 E trouxeram a Moysés e a Eleazar o sacerdote e á congregação dos
filhos de Israel os captiveiros, e a presa, e o despojo para o arraial,
nas campinas de Moab, que _estão_ junto do Jordão _de_ Jericó.


_A purificação dos soldados._

13 Porém Moysés e Eleazar, o sacerdote, e todos os maioraes da
congregação sairam a recebel-os até fóra do arraial.

14 E indignou-se Moysés grandemente contra os officiaes do exercito,
capitães dos milhares e capitães das centenas, que vinham do serviço
d’aquella guerra.

15 E Moysés disse-lhes: [8] Deixastes viver todas as mulheres?

16 Eis que estas foram as que por conselho de Balaão deram occasião [9]
aos filhos de Israel de traspassar contra o Senhor, no negocio de Peor:
[10] pelo que aquella praga houve entre a congregação do Senhor.

17 Agora pois matae todo [11] o macho entre as creanças; e matae toda a
mulher, que conheceu algum homem, deitando-se com elle.

18 Porém todas as creanças femeas, que não conheceram algum homem
deitando-se com elle, para vós deixae viver.

19 E vós alojae-vos sete dias fóra [12] do arraial: qualquer que tiver
matado alguma pessoa, e qualquer que tiver tocado algum morto, ao
terceiro dia, e ao setimo dia vos purificareis, a vós e a vossos captivos.

20 Tambem purificareis todo o vestido, e toda a obra de pelles, e toda a
obra _de pellos_ de cabras, e todo o vaso de madeira.

21 E disse Eleazar, o sacerdote, aos homens da guerra, que partiram á
peleja: Este _é_ o estatuto da lei que o Senhor ordenou a Moysés.

22 Comtudo o oiro, e a prata, o cobre, o ferro, o estanho, e o chumbo;

23 Toda a cousa que pode supportar o fogo, para que fique limpo: todavia
se expiará com a agua da separação: mas tudo que não pode supportar o
fogo, o fareis passar [13] pela agua.

24 Tambem lavareis [14] os vossos vestidos ao setimo dia, para que
fiqueis limpos: e depois entrareis no arraial.


_A divisão da presa._

25 Fallou mais o Senhor a Moysés dizendo:

26 Toma a somma da presa [15] dos prisioneiros, de homens, e d’animaes,
tu e Eleazar, o sacerdote, e os Cabeças das casas dos paes da congregação;

27 E divide a presa em duas metades, entre os que accometteram a peleja,
e sairam á guerra, e toda a congregação.

28 Então para o [16] Senhor tomará o tributo dos homens de guerra, que
sairam a esta guerra, de _cada_ quinhentos uma alma, dos homens, e dos
bois, e dos jumentos e das ovelhas.

29 Da sua ametade _o_ tomareis, e _o_ dareis ao sacerdote, Eleazar,
_para_ a offerta alçada do Senhor.

30 Mas da metade dos filhos de Israel [17] tomarás de cada cincoenta um,
dos homens, dos bois, dos jumentos, e das ovelhas, de todos os animaes;
e os darás aos levitas [18] que teem cuidado da guarda do tabernaculo do
Senhor.

31 E fizeram Moysés e Eleazar, o sacerdote, como o Senhor ordenara a
Moysés.

32 Foi pois a presa, o restante do despojo, que tomaram os homens de
guerra, seiscentas e setenta e cinco mil ovelhas;

33 E setenta e dois mil bois;

34 E sessenta e um mil jumentos;

35 E, das mulheres que não conheceram homem algum deitando-se com elle,
todas as almas _foram_ trinta e duas mil.

36 E a metade, a parte dos que sairam á guerra, foi em numero de
trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas.

37 E das ovelhas foi o tributo para o Senhor seiscentas e setenta e cinco.

38 E _foram_ os bois trinta e seis mil: e o seu tributo para o Senhor
setenta e dois.

39 E _foram_ os jumentos trinta mil e quinhentos: e o seu tributo para o
Senhor sessenta e um.

40 E _houve_ d’almas humanas dezeseis mil: e o seu tributo para o Senhor
trinta e duas almas.

41 E deu Moysés a Eleazar, o sacerdote, o tributo da offerta alçada do
Senhor, como [19] o Senhor ordenara a Moysés.

42 E da metade dos filhos de Israel que Moysés partira da dos homens que
pelejaram.

43 (A metade para a congregação foi, das ovelhas, trezentas e trinta e
sete mil e quinhentas;

44 E dos bois trinta e seis mil;

45 E dos jumentos trinta mil e quinhentos;

46 E das almas humanas dezeseis mil),

47 D’esta metade dos filhos de Israel, Moysés [20] tomou um de _cada_
cincoenta, d’homens e d’animaes, e os deu aos levitas, que tinham cuidado
da guarda do tabernaculo do Senhor, como o Senhor ordenara a Moysés.


_A offerta voluntaria dos capitães._

48 Então chegaram-se a Moysés os capitães que _estavam_ sobre os milhares
do exercito, os tribunos e os centuriões;

49 E disseram a Moysés: Teus servos tomaram a somma dos homens de guerra
que _estiveram_ sob a nossa mão; e nenhum falta de nós.

50 Pelo que trouxemos uma offerta ao Senhor, cada um o que achou, [HB]
vasos d’oiro, cadeias, ou manilhas, anneis, arrecadas, e collares, para
fazer propiciação [21] pelas nossas almas perante o Senhor.

51 Assim Moysés e Eleazar o sacerdote tomaram d’elles o oiro; _sendo_
todos os vasos bem obrados.

52 E foi todo o oiro da offerta alçada, que offereceram ao Senhor,
dezeseis mil e setecentos e cincoenta siclos, dos tribunos e dos
centuriões.

53 (_Pois_ os homens de guerra, cada um tinha tomado presa [22] para si).

54 Tomaram pois Moysés e Eleazar o sacerdote o oiro dos tribunos e dos
centuriões, e o trouxeram á tenda da congregação [23] _por_ lembrança
para os filhos d’Israel perante o Senhor.

[1] cap. 25.17.

[2] cap. 27.13.

[3] cap. 10.9.

[4] Deu. 20.13. Jui. 21.11. I Sam. 27.9. I Reis 11.15, 16. Jui. 6.1, 2,
33.

[5] Jos. 13.21.

[6] Jos. 13.22.

[7] Deu. 20.14.

[8] Deu. 20.14. I Sam. 15.3.

[9] cap. 25.2 e 24.14. II Ped. 2.15. Apo. 10.14.

[10] cap. 25.9.

[11] Jui. 21.11.

[12] cap. 5.2 e 19.11, etc.

[13] cap. 19.9, 17.

[14] Lev. 11.25.

[15] Jos. 22.8. I Sam. 30.27.

[16] ver. 30, 47. cap. 18.26.

[17] ver. 42, 17.

[18] cap. 3.7, 8, 25, 31, 36 e 18.3, 4.

[19] cap. 18.8, 19.

[20] ver. 30.

[21] Exo. 30.12, 16.

[22] Deu. 20.14.

[23] Exo. 30.16.



_As tribus de Ruben e Gad pedem a terra de Gilead._

32 E os filhos de Ruben e os filhos de Gad tinham muito gado em grande
multidão; e viram a terra de Jaezer, e [1] a terra de Gilead, e eis que o
logar _era_ logar de gado.

2 Vieram pois os filhos de Gad e os filhos de Ruben, e fallaram a Moysés
e a Eleazar, o sacerdote, e aos maioraes da congregação, dizendo:

3 Ataroth, e Dibon, e Jaezer, e Nimra, [2] e Hesbon, e Eleal, [3] e
Schebam, e Nebo, [4] e Behon;

4 A terra que [5] o Senhor feriu diante da congregação de Israel, _é_
terra de gado: e os teus servos teem gado.

5 Disseram mais: Se achámos graça aos teus olhos, dê-se esta terra aos
teus servos em possessão; _e_ não nos faças passar o Jordão.

6 Porém Moysés disse aos filhos de Gad e aos filhos de Ruben: Irão vossos
irmãos á peleja, e ficareis vós aqui?

7 Porque pois descorajaes o coração dos filhos d’Israel, para que não
passem á terra que o Senhor lhes tem dado?

8 Assim fizeram vossos paes, quando os mandei de Cades-barnea, [6] a ver
esta terra.

9 Chegando elles até ao valle d’Escol, [7] e vendo esta terra,
descorajaram o coração dos filhos de Israel, para que não viessem á terra
que o Senhor lhes tinha dado.

10 Então a ira do Senhor se accendeu n’aquelle mesmo dia, e [8] jurou,
dizendo:

11 Que os varões, que subiram do Egypto, [9] de vinte annos e para cima
não verão a terra que jurei a Abrahão, a Isaac, e a Jacob porquanto não
[10] perseveraram em seguir-me;

12 Excepto Caleb, filho de Jefoné o kenezeo, e Josué filho de Nun, [11]
porquanto perseveraram em seguir ao Senhor.

13 Assim se accendeu a ira do Senhor contra Israel, e fêl-os andar [12]
errantes até que se consumiu toda aquella geração, que fizera mal aos
olhos do Senhor.

14 E eis-que vós, uma multidão de homens peccadores, vos levantastes em
logar de vossos paes, para ainda mais accrescentar o furor [13] da ira do
Senhor contra Israel.

15 Se vós vos virardes de [14] seguil-o, tambem elle os deixará de novo
no deserto, e destruireis a todo este povo.

16 Então chegaram-se a elle, e disseram: Edificaremos curraes aqui para o
nosso gado, e cidades para as nossas crianças;

17 Porém [15] nós nos armaremos, apressando-nos diante dos d’Israel, até
que os levemos ao seu logar: e ficarão as nossas crianças nas cidades
fortes por causa dos moradores da terra.

18 Não voltaremos [16] para nossas casas, até que os filhos d’Israel
estejam de posse cada um da sua herança.

19 Porque não herdaremos com elles d’além do Jordão, nem mais adiante;
porquanto nós já teremos [17] a nossa herança d’áquem do Jordão ao
oriente.

20 Então Moysés lhes disse: [18] Se isto fizerdes assim, se vos armardes
á guerra perante o Senhor;

21 E cada um de vós, armado, passar o Jordão perante o Senhor, até que
haja lançado fóra os seus inimigos de diante d’elle;

22 E a terra esteja [19] subjugada perante o Senhor; então voltareis
depois, e ficareis desculpados perante o Senhor e perante Israel: e esta
terra vos será por possessão perante o Senhor:

23 E se não fizerdes assim, eis que peccastes contra o Senhor: [HC] porém
sentireis [20] o vosso peccado, quando vos achar.

24 Edificae vós cidades [21] para as vossas crianças, e curraes para as
vossas ovelhas; e fazei o que saiu da vossa bocca.

25 Então fallaram os filhos de Gad, e os filhos de Ruben a Moysés,
dizendo: Como ordena meu senhor, assim farão teus servos.

26 As nossas crianças, [22] as nossas mulheres, a nossa fazenda, e todos
os nossos animaes estarão ahi nas cidades de Gilead.

27 Mas os teus servos [23] passarão, cada um armado para pelejar para a
guerra, perante o Senhor, como tem dito meu senhor.

28 Então Moysés deu [24] ordem ácêrca d’elles a Eleazar, o sacerdote, e
a Josué filho de Nun, e aos Cabeças das casas dos paes das tribus dos
filhos d’Israel;

29 E disse-lhes Moysés: Se os filhos de Gad, e os filhos de Ruben
passarem comvosco o Jordão, armado cada um para a guerra perante o
Senhor; e a terra estiver subjugada diante de vós, em possessão lhes
dareis a terra de Gilead;

30 Porém se não passarem, armados, comvosco, então se porão por
possuidores no meio de vós na terra de Canaan.

31 E responderam os filhos de Gad e os filhos de Ruben, dizendo: O que o
Senhor fallou a teus servos, isso faremos.

32 Nós passaremos, armados, perante o Senhor á terra de Canaan, e teremos
a possessão de nossa herança d’áquem do Jordão.

33 Assim deu-lhes Moysés, [25] aos filhos de Gad, e aos filhos de Ruben,
e á meia tribu de Manasseh, filho de José, o reino de Sehon, rei dos
amorrheos, e o reino d’Og, rei de Basan: a terra com as suas cidades nos
_seus_ termos, as cidades do seu contorno.

34 E os filhos de Gad edificaram a Dibon, e [26] Ataroth, e Aroer;

35 E Atroth-sophan, e Jaezer, e Jogbeha;

36 E Beth-nimra, [27] e Bethharan, cidades fortes; e curraes d’ovelhas.

37 E os filhos de Ruben edificaram a Hesbon, e Eleal, [28] as e
Quiriathaim;

38 E Nebo, e Baal-meon, [29] mudando-lhes o nome, e Sibma: e os nomes das
cidades que edificaram chamaram por _outros_ nomes.

39 E os filhos de Machir, [30] filho de Manasseh, foram-se para Gilead,
e a tomaram: e d’aquella possessão lançaram os amorrheos, que _estavam_
n’ella.

40 Assim Moysés deu [31] Gilead a Machir, filho de Manasseh, o qual
habitou n’ella.

41 E foi-se Jair, filho [32] de Manasseh, e tomou as suas aldeias; e
chamou-as Havot-jair.

42 E foi-se Nobah, e tomou a Quenath com as suas aldeias; e chamou-a
Nobah, segundo o seu nome.

[1] cap. 21.32. Jos. 13.25. II Sam. 24.5.

[2] ver. 36.

[3] ver. 38.

[4] ver. 38.

[5] cap. 21.24, 34.

[6] cap. 13.3, 26. Deu. 1.22.

[7] cap. 13.24, 31. Deu. 1.24, 28.

[8] cap. 14.11, 21. Deu. 1.34.

[9] cap. 14.28, 29. Deu. 1.35.

[10] cap. 14.24, 30.

[11] cap. 14.24. Deu. 1.36. Jos. 14.8, 9.

[12] cap. 14.33, 34, 35 e 26.64, 65.

[13] Deu. 1.34.

[14] Deu. 30.17. Jos. 22.16, 18. II Chr. 7.19 e 15.2.

[15] Jos. 4.12.

[16] Jos. 22.4.

[17] ver. 33. Jos. 12.1 e 13.8.

[18] Deu. 3.18. Jos. 1.14 e 4.12, 13.

[19] Deu. 3.20. Jos. 11.23 e 18.1 e 22.4. Deu. 3.12 e 15.16, 18. Jos.
1.15 e 13.8, 32 e 22.4, 9.

[20] Gen. 4.7 e 44.16. Isa. 59.12.

[21] ver. 16, 34, etc.

[22] Jos. 1.14.

[23] Jos. 4.12.

[24] Jos. 1.13.

[25] Deu. 3.14, 17 e 29.8. Jos. 12.6 e 13.8 e 22.4. cap. 21.24, 33, 35.

[26] cap. 33.45, 46. Deu. 2.36. ver. 1, 3.

[27] ver. 3, 24.

[28] cap. 21.27.

[29] Isa. 46.1. cap. 22.41. ver. 3. Exo. 23.13. Jos. 23.7.

[30] Gen. 50.23.

[31] Deu. 3.12, 13, 15. Jos. 13.31 e 17.1.

[32] Deu. 3.10. Jos. 13.30. I Chr. 2.21, 22, 23. Jui. 10.4. I Reis 4.13.



_As jornadas desde o Egypto até Moab._

33 Estas _são_ as jornadas dos filhos d’Israel, que sairam da terra do
Egypto, segundo os seus exercitos, pela mão de Moysés e Aarão.

2 E escreveu Moysés as suas saidas, segundo as suas partidas, conforme ao
mandado do Senhor: e estas _são_ as suas jornadas segundo as suas saidas.

3 Partiram pois de [1] Rahmeses no mez primeiro, no dia quinze do
primeiro mez; o seguinte dia da paschoa sairam os filhos de Israel por
[2] alta mão aos olhos de todos os egypcios,

4 Enterrando [3] os egypcios os que o Senhor tinha ferido entre elles,
a todo o primogenito, e havendo o Senhor executado _os seus_ juizos nos
seus deuses.

5 Partidos [4] pois os filhos de Israel de Rahmeses, acamparam-se em
Succoth.

6 E partiram de Succoth, e acamparam-se [5] em Etham, que _está_ no fim
do deserto.

7 E partiram [6] d’Etham, e viraram-se a Pi-hahiroth, que _está_ defronte
de Baal-zephon, e acamparam-se diante de Migdol.

8 E partiram de Hahiroth, [7] e passaram pelo meio do mar ao deserto, e
andaram caminho de tres dias no deserto de Etham, e acamparam-se em Marah.

9 E partiram de Marah, e vieram [8] a Elim, e em Elim _havia_ doze fontes
de aguas, e setenta palmeiras, e acamparam-se ali.

10 E partiram d’Elim, e acamparam-se junto ao Mar Vermelho.

11 E partiram do Mar Vermelho, e acamparam-se [9] no deserto de Sin.

12 E partiram do deserto de Sin, e acamparam-se em Dophka.

13 E partiram de Dophka, e acamparam-se em Alus.

14 E partiram d’Alus, e acamparam-se em Raphidim; [10] porém não havia
ali agua, para que o povo bebesse.

15 Partiram pois de Raphidim, [11] e acamparam-se no deserto de Sinai.

16 E partiram [12] do deserto de Sinai, e acamparam-se em Quibroth-taava.

17 E partiram de Quibroth-taava, e acamparam-se em Hazeroth.

18 E partiram de Hazeroth, [13] e acamparam-se em Rithma.

19 E partiram de [14] Rithma, e acamparam-se em Rimmon-parez.

20 E partiram de Rimmon-perez, e acamparam-se em Libna.

21 E partiram de Libna, e acamparam-se em Rissa.

22 E partiram de Rissa, e acamparam-se em Kehelatha.

23 E partiram de Kehelatha, e acamparam-se no monte de Sapher.

24 E partiram do monte de Sapher, e acamparam-se em Harada.

25 E partiram de Harada, e acamparam-se em Magheloth.

26 E partiram de Magheloth, e acamparam-se em Tachath.

27 E partiram de Tachath, e acamparam-se em Tarah.

28 E partiram de Tarah, e acamparam-se em Mithka.

29 E partiram de Mithka, e acamparam-se em Hasmona.

30 E partiram de Hasmona, [15] e acamparam-se em Moseroth.

31 E partiram de Moseroth, e acamparam-se em Bene-jaakan.

32 E partiram de Bene-jaakan, e [16] acamparam-se em Hor-hagidgad.

33 E partiram de Hor-hagidgad, e acamparam-se em Jothbatha.

34 E partiram de Jothbatha, e acamparam-se em Abrona.

35 E partiram d’Abrona, [17] e acamparam-se em Ezion-geber.

36 E partiram [18] d’Ezion-geber, e acamparam-se no deserto de Zin, que
_é_ Cades.

37 E partiram de Cades, [19] e acamparam-se no monte de Hor, no fim da
terra d’Edom.

38 Então Aarão [20], o sacerdote, subiu ao monte de Hor, conforme ao
mandado do Senhor; e morreu ali no quinto mez do anno quadragesimo da
saida dos filhos de Israel da terra do Egypto, no primeiro _dia_ do mez.

39 E _era_ Aarão d’edade de cento e vinte e tres annos, quando morreu no
monte de Hor.

40 E ouviu o cananeo, rei de Harad, [21] que habitava o sul na terra de
Canaan, que chegavam os filhos d’Israel.

41 E partiram do monte de Hor, e [22] acamparam-se em Zalmona.

42 E partiram de Zalmona, e acamparam-se em Phunon.

43 E partiram de Phunon, [23] e acamparam-se em Oboth.

44 E partiram d’Oboth, [24] e acamparam-se nos outeirinhos de Abarim, no
termo de Moab.

45 E partiram dos outeirinhos _d’Abarim_, [25] e acamparam-se em
Dibon-gad.

46 E partiram [26] de Dibon-gad, e acamparam-se em Almon-diblathaim.

47 E partiram d’Almon-diblathaim, e acamparam-se nos montes, [27]
d’Abarim, defronte de Nebo.

48 E partiram dos montes de Abarim, e acamparam-se nas campinas [28] dos
moabitas, junto ao Jordão _de_ Jericó.

49 E acamparam-se junto ao Jordão, desde Beth-jesimoth até Abel-sittim,
nas campinas [29] dos moabitas.


_Deus manda lançar fóra os moradores de Canaan._

50 E fallou o Senhor a Moysés, nas campinas dos moabitas, junto ao Jordão
_de_ Jericó, dizendo:

51 Falla aos filhos d’Israel, e dize-lhes: Quando houverdes passado [30];
o Jordão para a terra de Canaan,

52 Lançareis [31] fóra todos os moradores da terra diante de vós, e
destruireis todas as suas pinturas: tambem destruireis todas as suas
imagens de fundição, e desfareis todos os seus altos;

53 E tomareis a terra em possessão, e n’ella habitareis: porquanto vos
tenho dado esta terra, para possuil-a.

54 E por sortes herdareis [32] a terra segundo as vossas familias; aos
muitos a herança multiplicareis, e aos poucos a herança diminuireis;
onde a sorte sair a alguem, ali a terá: segundo as tribus de vossos paes
tomareis as heranças.

55 Mas se não lançardes fóra os moradores da terra de diante de vós,
então os que deixardes ficar d’elles vos _serão_ [33] por espinhos nos
vossos olhos, e por aguilhões nas vossas ilhargas, e apertar-vos-hão na
terra em que habitardes.

56 E será _que_ farei a vós como pensei fazer-lhes a elles.

[1] Exo. 12.37.

[2] Exo. 14.

[3] Exo. 12.29 e 12.12 e 18.11. Isa. 19.1. Apo. 12.8.

[4] Exo. 12.37.

[5] Exo. 13.20.

[6] Exo. 14.2, 9.

[7] Exo. 14.22 e 15.22, 23.

[8] Exo. 15.27.

[9] Exo. 16.1.

[10] Exo. 17.1 e 19.2.

[11] Exo. 19.1, 2.

[12] cap. 11.34.

[13] cap. 11.35.

[14] cap. 12.16.

[15] Deu. 10.6.

[16] Gen. 36.27. Deu. 10.6. I Chr. 1.42.

[17] Deu. 2.8. I Reis 9.26 e 22.48.

[18] cap. 20.1 e 27.14.

[19] cap. 20.22, 23 e 21.4.

[20] cap. 20.25, 28. Deu. 32.50.

[21] cap. 21.1, etc.

[22] cap. 21.4.

[23] cap. 21.10.

[24] cap. 21.11.

[25] cap. 32.34.

[26] Jer. 48.22. Eze. 6.14.

[27] cap. 21.20. Deu. 32.49.

[28] cap. 22.1.

[29] cap. 25.1. Jos. 2.1.

[30] Deu. 7.1 e 9.1. Jos. 3.17.

[31] Exo. 23.24, 33 e 34.13. Deu. 7.2, 5, 12, 13. Jos. 11.12. Jui. 2.2.

[32] cap. 26.53, 54, 55.

[33] Jos. 23.13. Jui. 2.2. Psa. 106.34, 36. Exo. 23.33. Eze. 28.24.



_Os confins da terra._

34 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Dá ordem aos filhos d’Israel, e dize-lhes: Quando entrardes na [1]
terra de Canaan, esta _ha de ser_ a terra que vos cairá em herança: a
terra de Canaan, segundo os seus termos.

3 A banda do sul [2] vos será desde o deserto de Zin até aos termos de
Edom; e o termo do sul vos será desde a extremidade do mar [3] salgado
para a banda do oriente,

4 E este termo vos irá rodeando do sul para a subida [4] de Acrabbim,
e passará até Zin; e as suas saidas serão do sul a Cades-barnea; [5] e
sairá a Hazar-addar, e passará a Azmon:

5 Rodeará mais este termo de Azmon até ao rio [6] do Egypto: e as suas
saidas serão para a banda do mar.

6 _Ácerca_ do termo do occidente, o mar grande vos será por termo: este
vos será o termo do occidente.

7 E este vos será o termo do norte: desde o mar grande marcareis [7] até
ao monte de Hor.

8 Desde o monte de Hor marcareis até á entrada de Hamath: [8] e as saidas
d’este termo serão até Zedad.

9 E este termo sairá até Ziphron, e as suas saidas serão [9] em
Hazar-enan: este vos será o termo do norte.

10 E por termo da banda do oriente vos marcareis de Hazar-enan até Sepham.

11 E este termo descerá desde Sepham até Ribla, [10] para a banda do
oriente de Ain: depois descerá este termo, e irá ao longo da borda [11]
do mar de Cinnereth para a banda do oriente.

12 Descerá tambem este termo ao longo do Jordão, e as suas saidas serão
[12] no mar salgado: esta vos será a terra, segundo os seus termos em
roda.

13 E Moysés deu ordem aos filhos de Israel, dizendo: [13] Esta _é_ a
terra que tomareis em sorte por herança, a qual o Senhor mandou dar ás
nove tribus e á meia tribu.

14 Porque a tribu dos filhos [14] dos rubenitas, segundo a casa de seus
paes, e a tribu dos filhos dos gaditas, segundo a casa de seus paes, já
receberam; tambem a meia tribu de Manasseh recebeu a sua herança.

15 Já duas tribus e meia tribu receberam a sua herança d’aquem do Jordão
_de_ Jericó, da banda do oriente ao nascente.


_Os homens que devem dividir a terra._

16 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

17 Estes _são_ os nomes dos homens que vos repartirão a terra por
herança: Eleazar, o sacerdote, e Josué, [15] o filho de Nun.

18 Tomareis mais de [16] cada tribu um principe, para repartir a terra em
herança.

19 E estes _são_ os nomes dos homens: Da tribu de Judah, Caleb, filho de
Jefoné;

20 E, da tribu dos filhos de Simeão, Samuel, filho de Ammihud;

21 Da tribu de Benjamin, Elidad, filho de Chislon;

22 E, da tribu dos filhos de Dan, o principe Buci, filho de Jogli;

23 Dos filhos de José, da tribu dos filhos de Manasseh, o principe
Hanniel, filho de Ephod;

24 E, da tribu dos filhos de Ephraim, o principe Quemuel, filho de
Siphtan;

25 E, da tribu dos filhos de Zebulon, o principe Elizaphan, filho de
Parnah;

26 E, da tribu dos filhos de Issacar, o principe Paltiel, filho de Assan;

27 E, da tribu dos filhos de Aser, o principe Ahihud, filho de Selomi;

28 E, da tribu dos filhos de Naphtali, o principe Pedael, filho de
Ammihud.

29 Estes _são aquelles_ a quem o Senhor ordenou, que repartissem as
heranças aos filhos de Israel na terra de Canaan.

[1] Gen. 17.8. Deu. 1.7. Psa. 78.54, 55.

[2] Jos. 15.1. Eze. 47.13, etc.

[3] Gen. 14.3. Jos. 15.2.

[4] Jos. 15.3.

[5] cap. 13.26 e 32.8. Jos. 15.3, 4.

[6] Gen. 15.18. Jos. 15.4, 47. I Reis 8.65. Isa. 27.12.

[7] cap. 33.37.

[8] cap. 13.21. II Reis 14.25. Eze. 47.15.

[9] Eze. 47.17.

[10] II Reis 23.33. Jer. 39.5.

[11] Deu. 3.17. Jos. 11.12 e 19.35. Mat. 14.34. Luc. 5.1.

[12] ver. 3.

[13] ver. 1. Jos. 14.1, 2.

[14] cap. 32.33. Jos. 14.2, 3.

[15] Jos. 14.1 e 19.51.

[16] cap. 1.4, 16.



_As cidades dos levitas._

35 E fallou o Senhor a Moysés nas campinas dos moabitas, junto ao Jordão
_de_ Jericó, dizendo:

2 Dá ordem [1] aos filhos de Israel que, da herança da sua possessão,
dêem cidades aos levitas, em que habitem: e _tambem_ aos levitas dareis
arrabaldes ao redor d’ellas.

3 E terão estas cidades para habitalas: porém os seus arrabaldes _serão_
para as suas bestas, e para a sua fazenda, e para todos os seus animaes.

4 E os arrabaldes das cidades que dareis aos levitas, desde o muro da
cidade e para fóra, _serão_ de mil covados em redor.

5 E de fóra da cidade, da banda do oriente, medireis dois mil covados,
e da banda do sul dois mil covados, e da banda do occidente dois mil
covados, e da banda do norte dois mil covados, e a cidade no meio: isto
terão por arrabaldes das cidades.

6 Das cidades pois que dareis aos levitas _haverá_ [2] seis cidades de
refugio, as quaes dareis para que o homicida ali se acolha: e, além
d’estas, _lhes_ dareis quarenta e duas cidades.

7 Todas as cidades que dareis aos levitas _serão_ [3] quarenta e oito
cidades, juntamente com os seus arrabaldes.

8 E as cidades [4] que derdes da herança dos filhos de Israel, do que
_tiver_ muito tomareis muito, e do que _tiver_ pouco tomareis pouco:
cada um dará das suas cidades aos levitas, segundo a sua herança que
herdar.

9 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:


_Seis cidades de refugio._

10 Falla aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando passardes [5] o Jordão
á terra de Canaan,

11 Fazei [6] com _que_ vos estejam á mão cidades _que_ vos sirvam de
cidades de refugio, para que ali se acolha o homicida que ferir a alguma
alma por erro.

12 E estas cidades vos serão por refugio [7] do vingador _do sangue_:
para que o homicida não morra, até que esteja perante a congregação no
juizo.

13 E das cidades [8] que derdes haverá seis cidades de refugio para vós.

14 Tres d’estas [9] cidades dareis d’áquem do Jordão, e tres d’estas
cidades dareis na terra de Canaan: cidades de refugio serão.

15 Serão por refugio estas seis cidades para [10] os filhos de Israel, e
para o estrangeiro, e para o que se hospedar no meio d’elles, para que
ali se acolha aquelle que ferir a alguma alma por erro.

16 Porém, se a ferir [11] com instrumento de ferro, e morrer, homicida
_é_: certamente o homicida morrerá.

17 Ou, se lhe atirar uma pedrada, de que possa morrer, e _ella_ morrer,
homicida _é_: certamente o homicida morrerá.

18 Ou, se a ferir com instrumento de pau _que tiver_ na mão, de que possa
morrer, e _ella_ morrer, homicida _é_: certamente morrerá o homicida.

19 O vingador [12] do sangue matará o homicida: encontrando-o, matal-o-ha.

20 Se tambem a empurrar com odio, [13] ou com intento lançar contra ella
_alguma coisa_, e morrer;

21 Ou por inimizade a ferir com a sua mão, e morrer, certamente morrerá
o feridor; homicida _é_: o vingador do sangue, encontrando o homicida, o
matará.

22 Porém, se a empurrar de improviso, [14] sem inimizade, ou contra ella
lançar algum instrumento sem designio;

23 Ou, sobre ella fizer cair alguma pedra sem o ver, de que possa morrer,
e ella morrer, e elle não _era_ seu inimigo nem procurava o seu mal;

24 Então a congregação julgará entre o feridor e [15] entre o vingador do
sangue, segundo estas leis.

25 E a congregação livrará o homicida da mão do vingador do sangue, e a
congregação o fará voltar á cidade do seu refugio, [16] onde se tinha
acolhido: e ali ficará até á morte do summo sacerdote, a quem ungiram com
o sancto oleo.

26 Porém, se de alguma maneira o homicida sair dos termos da cidade do
seu refugio, onde se tinha acolhido,

27 E o vingador do sangue o achar fóra dos termos da cidade do seu
refugio, se o vingador do sangue matar o homicida, não _será culpado_ do
sangue.

28 Pois deve ficar na cidade do seu refugio, até á morte do summo
sacerdote: mas, depois da morte do summo sacerdote, o homicida voltará á
terra da sua possessão.

29 E estas _coisas_ vos serão por estatuto [17] de direito a vossas
gerações, em todas as vossas habitações.

30 Todo aquelle que ferir a alguma pessoa, conforme ao dito das
testemunhas, [18] matarão o homicida: mas uma _só_ testemunha não
testemunhará contra algum, para que morra.

31 E não tomareis expiação pela [HD] vida o homicida, que culpado _está_
de morte: antes certamente morrerá.

32 Tambem não tomareis expiação por aquelle que se acolher á cidade do
seu refugio, para tornar a habitar na terra, até a morte do _summo_
sacerdote.

33 Assim não profanareis [19] a terra em que _estaes_; porque o sangue
faz profanar a terra: e nenhuma expiação se fará pela terra por causa do
sangue que se derramar n’ella, senão com o sangue d’aquelle [20] que o
derramou.

34 Não contaminareis pois [21] a terra na qual vós habitareis, no meio da
qual eu habitarei: pois eu, o Senhor, habito no meio dos filhos d’Israel.

[1] Jos. 21.2. Eze. 45.1, etc. e 48.8, etc.

[2] ver. 13. Deu. 4.41. Jos. 20.2, 7, 8 e 21.3, 13, 21, 27, 32, 36, 38.

[3] Jos. 21.41.

[4] Jos. 21.3. cap. 26.54.

[5] Deu. 19.2. Jos. 20.2.

[6] Exo. 21.13.

[7] Deu. 19.6. Jos. 20.3, 5, 6.

[8] ver. 6.

[9] Deu. 4.41. Jos. 20.8.

[10] cap. 15.16.

[11] Exo. 21.12, 14. Lev. 24.17. Deu. 19.11.

[12] ver. 21, 24, 27. Deu. 19.6, 12. Jos. 20.3, 5.

[13] Gen. 4.8. II Sam. 3.27 e 20.10. I Reis 2.31, 32. Exo. 21.14. Deu.
19.11.

[14] Exo. 21.13.

[15] ver. 12. Jos. 20.6.

[16] Exo. 29.7. Lev. 4.3 e 21.10.

[17] cap. 27.11.

[18] Deu. 17.6 e 19.15. Mat. 18.16. II Cor. 13.1. Heb. 10.28.

[19] Psa. 106.38. Miq. 4.11.

[20] Gen. 9.6.

[21] Lev. 18.25. Deu. 21.23. Exo. 29.45.



_Os casamentos das herdeiras._

36 E chegaram [1] os cabeças dos paes da geração dos filhos de Gilead,
filho de Machir, filho de Manasseh, das familias dos filhos de José, e
fallaram diante de Moysés, e diante dos maioraes, cabeças dos paes dos
filhos d’Israel,

2 E disseram: O Senhor [2] mandou dar esta terra a meu senhor por sorte,
por herança aos filhos d’Israel: e a meu senhor foi ordenado pelo Senhor,
que a herança do nosso irmão Selofad se désse a suas filhas.

3 E, casando-se ellas com algum dos filhos das _outras_ tribus dos filhos
d’Israel, então a sua herança seria diminuida da herança de nossos paes,
e accrescentada á herança da tribu de quem forem: assim se tiraria da
sorte da nossa herança.

4 Vindo tambem o _anno do_ [3] jubileo dos filhos d’Israel, a sua herança
se accrescentaria á herança da tribu d’aquelles com que se casarem: assim
a sua herança será tirada da herança da tribu de nossos paes.

5 Então Moysés deu ordem aos filhos d’Israel, segundo o mandado do
Senhor, dizendo: A tribu dos [4] filhos de José falla bem.

6 Esta _é_ a palavra que o Senhor mandou ácerca das filhas de Selofad,
dizendo: Sejam por mulheres a quem bem parecer aos seus olhos, [5]
comtanto que se casem na familia da tribu de seu pae.

7 Assim a herança dos filhos d’Israel não passará de tribu em [6] tribu:
pois os filhos d’Israel se chegarão cada um á herança da tribu de seus
paes.

8 E qualquer filha [7] que herdar _alguma_ herança das tribus dos filhos
d’Israel se casará com alguem da geração da tribu de seu pae: para que os
filhos de Israel possuam cada, um a herança de seus paes.

9 Assim a herança não passará d’uma tribu a outra: pois as tribus dos
filhos d’Israel se chegarão cada uma á sua herança.

10 Como o Senhor ordenara a Moysés, assim fizeram as filhas de Selofad.

11 Pois Machla, [8] Thirsa, e Hogla, e Milca, e Noha, filhas de Selofad,
se casaram com _os_ filhos de seus tios.

12 Das familias dos de Manasseh, filho de José, ellas foram mulheres:
assim a sua herança ficou á tribu da familia de seu pae.

13 Estes _são_ os mandamentos e os juizos que mandou o Senhor pela mão
de Moysés aos filhos de Israel [9] nas campinas dos moabitas, junto ao
Jordão _de_ Jericó.

[1] cap. 26.29.

[2] cap. 26.55 e 33.54. Jos. 17.3. cap. 27.1, 7. Jos. 17.3, 4.

[3] Lev. 25.10.

[4] cap. 27.7.

[5] ver. 12.

[6] I Sam. 21.3.

[7] I Chr. 23.22.

[8] cap. 27.1.

[9] cap. 26.3 e 33.50.



O QUINTO LIVRO DE MOYSÉS CHAMADO DEUTERONOMIO.



_O discurso de Moysés na planicie do Jordão._

[Antes de Christo 1451]

1 Estas _são_ as palavras que Moysés fallou a todo o Israel [1] d’áquem
do Jordão, no deserto, na planicie defronte _do Mar_ de Suph, entre Paran
e Tophel, e Laban, e Hazeroth, e Dizahab.

2 Onze jornadas _ha_, desde Horeb, caminho da montanha de Seir, [2] até
Cades-barnea.

3 E succedeu _que_, no anno quadragesimo, [3] no mez undecimo, no
primeiro _dia_ do mez, Moysés fallou aos filhos de Israel, conforme a
tudo o que o Senhor lhe mandara ácerca d’elles,

4 Depois que feriu [4] a Sehon, rei dos amorrheos, que habitava em
Hesbon, e a Og, rei de Basan, que habitava em Astaroth, [5] em Edrei.

5 D’áquem do Jordão, na terra de Moab, começou Moysés a declarar esta
lei, dizendo:

6 O Senhor nosso Deus nos fallou em Horeb, [6] dizendo: Assás haveis
estado n’este monte.

7 Virae-vos, e parti-vos, e ide á montanha dos amorrheos, e a todos
os seus visinhos, á planicie, e á montanha, e ao valle, e ao sul, e á
ribeira do mar; á terra dos cananeos, e ao Libano, até ao grande rio, o
rio Euphrates.

8 Vêdes aqui esta terra _vol-a_ dei diante de vós: entrae e possui a
terra que o Senhor jurou a vossos paes, Abrahão, [7] Isaac, e Jacob, que
_a_ daria a elles e á sua semente depois d’elles.

9 E no mesmo tempo [8] eu vos fallei, dizendo: _Eu_ não poderei levar-vos
só.

10 O Senhor vosso Deus já vos tem multiplicado: e eis-que já hoje em
multidão _sois_ [9] como as estrellas dos céus.

11 O Senhor Deus [10] de vossos paes vos augmente, como _sois_, _ainda_
mil vezes mais: e vos abençoe, como [11] vos tem fallado.

12 Como supportaria [12] eu só as vossas molestias, e as vossas cargas, e
as vossas differenças?

13 Tomae-vos homens [13] sabios e entendidos, experimentados entre as
vossas tribus, para que os ponha por vossas cabeças.

14 Então vós me respondestes, e dissestes: Bom _é_ de fazer a palavra que
tens fallado.

15 Tomei pois os cabeças de vossas tribus, homens sabios e
experimentados, [14] e os tenho posto por cabeças sobre vós, por capitães
de milhares, e por capitães de cem, e por capitães de cincoenta, e por
capitães de dez, e por governadores das vossas tribus.

16 E no mesmo tempo mandei a vossos juizes, dizendo: Ouvi _a causa_ entre
vossos irmãos, e julgae [15] justamente entre o homem e seu irmão, e
entre o estrangeiro _que está_ com elle.

17 Não attentareis [16] _para pessoa alguma_ em juizo, ouvireis assim o
pequeno como o grande: não temereis a face de ninguem, porque o juizo é
de Deus; [17] porém a causa que vos fôr difficil fareis vir a mim, e eu a
ouvirei.

18 Assim n’aquelle tempo vos ordenei todas as coisas que havieis de fazer.

19 Então partimos de Horeb, [18] e caminhámos por todo aquelle grande e
tremendo deserto que vistes, pelo caminho das montanhas dos amorrheos,
como o Senhor nosso Deus nos ordenara: e chegámos a Cades-barnea.

20 Então eu vos disse: Chegados sois ás montanhas dos amorrheos, que o
Senhor nosso Deus nos dará.

21 Eis aqui o Senhor teu Deus _te_ deu esta terra diante de ti: sobe,
possue-a, como te fallou o Senhor Deus de teus paes: [19] não temas, e
não te assustes.

22 Então todos vós vos chegastes a mim, e dissestes: Mandemos homens
adiante de nós, para que nos espiem a terra, e nos dêem resposta, por que
caminho devemos subir a ella, e a que cidades devemos ir.

23 Pareceu-me pois bem este negocio: de sorte que de vós tomei [20] doze
homens, de cada tribu um homem.

24 E foram-se, e subiram á montanha, e [21] vieram até ao valle de Escol,
e o espiaram.

25 E tomaram do fructo da terra nas suas mãos, e nol-o trouxeram, e nos
tornaram a _dar_ resposta, e disseram: Boa [22] _é_ a terra que nos dá o
Senhor nosso Deus.

26 Porém vós não quizestes [23] subir: mas fostes rebeldes ao mandado do
Senhor nosso Deus.

27 E murmurastes nas vossas tendas, e dissestes: Porquanto o Senhor nos
aborrece, [24] nos tirou da terra do Egypto para nos entregar nas mãos
dos amorrheos, para destruir-nos.

28 Para onde subiremos? nossos irmãos fizeram com que se derretesse o
nosso coração, dizendo: Maior e mais alto _é_ este povo [25] do que nós,
as cidades _são_ grandes e fortificadas até aos céus; e tambem vimos ali
filhos [26] dos gigantes.

29 Então eu vos disse: Não vos espanteis, nem os temaes.

30 O Senhor vosso Deus [27] que vae adiante de vós, elle por vós
pelejará, conforme a tudo o que fez comvosco, diante de vossos olhos, no
Egypto;

31 Como tambem no deserto, onde viste que [28] o Senhor teu Deus n’elle
te levou, como um homem leva seu filho, por todo o caminho que andastes,
até chegardes a este logar.

32 Mas nem por isso [29] crestes ao Senhor vosso Deus,

33 Que foi [30] adiante de vós por todo o caminho, para vos achar o logar
onde vós deverieis acampar: de noite no fogo, para vos mostrar o caminho
por onde havieis de andar, e de dia na nuvem.

34 Ouvindo pois o Senhor a voz das vossas palavras, indignou-se, e jurou,
[31] dizendo:

35 Nenhum dos homens d’esta maligna geração verá [32] esta boa terra que
jurei de dar a vossos paes,

36 Salvo Caleb, [33] filho de Jefoné; elle a verá, e a terra que pisou
darei a elle e a seus filhos: porquanto perseverou em [34] seguir ao
Senhor.

37 Tambem o Senhor [35] se indignou contra mim por causa de vós, dizendo:
Tambem tu lá não entrarás.

38 [36] Josué, filho de Nun, que está _em pé_ diante de ti, elle ali
entrará: esforça-o, [37] porque elle a fará herdar a Israel.

39 E vossos meninos, [38] de que dissestes: Por presa serão: e vossos
filhos, que hoje nem bem nem mal sabem, elles ali entrarão, e a elles, a
darei, e elles a possuirão.

40 Porém vós [39] virae-vos, e parti para o deserto, pelo caminho do Mar
Vermelho.

41 Então respondestes, [40] e me dissestes: Peccámos contra o Senhor: nós
subiremos e pelejaremos, conforme a tudo o que nos ordenou o Senhor nosso
Deus: e armastes-vos pois vós, cada um dos seus instrumentos de guerra, e
estivestes prestes para subir á montanha.

42 E disse-me o Senhor: Dize-lhes: Não subaes [41] nem pelejeis, pois
não _estou_ no meio de vós; para que não sejaes feridos diante de vossos
inimigos.

43 Porém, fallando-vos eu, não ouvistes: antes fostes rebeldes ao mandado
do Senhor, e vos [42] ensoberbecestes, e subistes á montanha.

44 E os amorrheos, que habitavam n’aquella montanha, vos sairam ao
encontro; e perseguiram-vos como fazem as [43] abelhas, e vos derrotaram
desde Seir até Horma.

45 Tornando pois vós, e chorando perante o Senhor, o Senhor não ouviu a
vossa voz, nem vos escutou.

46 Assim em [44] Cades estivestes muitos dias, segundo os dias que _ali_
estivestes.

[1] Jos. 9.1, 10 e 22.4, 7.

[2] Num. 13.26. cap. 9.23.

[3] Num. 33.38.

[4] Num. 21.24.

[5] Num. 21.23. Jos. 13.12.

[6] Exo. 3.1 e 19.1. Num. 10.11.

[7] Gen. 12.7 e 15.18 e 17.7, 8 e 26.4 e 28.13.

[8] Exo. 18.18. Num. 11.14.

[9] Gen. 15.5. cap. 10.22 e 28.62.

[10] II Sam. 24.3.

[11] Gen. 15.5 e 22.17 e 26.4. Exo. 32.13.

[12] I Reis 3.8.

[13] Exo. 18.21. Num. 11.16, 17.

[14] Exo. 18.25.

[15] cap. 16.18. João 7.24. Lev. 24.22.

[16] Lev. 19.15. cap. 16.19. I Sam. 16.7. Pro. 24.23. Thi. 2.1.

[17] II Chr. 19.6. Exo. 18.22, 26.

[18] Num. 10.12. cap. 8.15. Jer. 2.6.

[19] Jos. 1.9.

[20] Num. 13.3.

[21] Num. 13.22, 23, 24.

[22] Num. 13.27.

[23] Num. 14.1, 2, 3, 4. Psa. 106.24, 25.

[24] cap. 9.28.

[25] Num. 13.31, 32, 33.

[26] Num. 13.28.

[27] Exo. 14.14, 25. Neh. 4.20.

[28] Exo. 19.4. cap. 32.11, 12. Isa. 46.3, 4 e 63.9. Ose. 11.3. Act.
13.18.

[29] Psa. 106.24. Jud. 5.

[30] Exo. 13.21. Psa. 78.14. Num. 10.33. Eze. 20.6.

[31] cap. 2.14, 15.

[32] Num. 14.22, 23. Psa. 25.11.

[33] Num. 14.24, 30. Jos. 14.9.

[34] Num. 14.24.

[35] Num. 20.12 e 27.14. cap. 3.26 e 4.21 e 34.4. Psa. 106.32.

[36] Num. 14.30. Exo. 24.13 e 33.11. I Sam. 16.22.

[37] Num. 27.18. cap. 31.7, 23.

[38] Num. 14.13, 31. Isa. 7.15, 16. Rom. 9.11.

[39] Num. 14.25.

[40] Num. 14.40.

[41] Num. 14.42.

[42] Num. 14.44, 45.

[43] Psa. 118.12.

[44] Num. 20.1, 22. Jui. 11.17.



_Moysés falla ácerca dos edomitas, moabitas, e ammonitas._

[Antes de Christo 1490]

2 Depois virámo-nos, e caminhámos ao deserto, caminho do Mar Vermelho,
como o [1] Senhor me tinha dito, e muitos dias rodeámos a montanha de
Seir.

2 Então o Senhor me fallou, dizendo:

3 Assás tendes [2] rodeado esta montanha: virae-vos para o norte.

4 E dá ordem ao povo, dizendo: Passareis [3] pelos termos de vossos
irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir: e elles terão medo de
vós; porém guardae-vos bem,

5 Não vos entremettaes com elles, porque vos não darei da sua terra nem
ainda a pisada da planta de um pé: porquanto a Esaú tenho dado a montanha
[4] de Seir _por_ herança.

6 Comprareis d’elles, por dinheiro, comida para comerdes: e tambem agua
para beber d’elles comprareis por dinheiro.

7 Pois o Senhor teu Deus te abençoou em toda a obra das tuas mãos; elle
sabe que andas por este grande deserto: [5] estes quarenta annos o Senhor
teu Deus _esteve_ comtigo, coisa nenhuma te faltou.

8 Passando [6] pois de nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitavam
em Seir, desde o caminho da planicie [7] de Elath e de Ezeon-geber, nos
virámos e passámos o caminho do deserto de Moab.

9 Então o Senhor me disse: Não molestes a Moab, e não contendas com elles
em peleja, porque te não darei herança da sua terra; porquanto tenho dado
a [8] Ar aos filhos de Lot _por_ herança.

10 (Os emeos [9] d’antes habitaram n’ella: um povo grande e numeroso, e
alto como os gigantes;

11 Tambem estes foram contados por gigantes como os enaquins: e os
moabitas os chamavam emeos.

12 D’antes os horeos tambem habitaram em Seir: [10] porém os filhos de
Esaú os lançaram fóra, e os destruiram de diante de si, e habitaram no
seu logar, _assim_ como Israel fez á terra da sua herança, que o Senhor
lhes tinha dado.)

13 Levantae-vos agora, e passae o ribeiro [11] de Zered: assim passámos o
ribeiro de Zered.

14 E os dias que caminhámos, desde Cades-barnea [12] até que passámos o
ribeiro de Zered, _foram_ trinta e oito annos, [13] até que toda aquella
geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o
Senhor lhes jurara.

15 Assim [14] tambem foi contra elles a mão do Senhor, para os destruir
do meio do arraial até os haver consumido.

16 E succedeu que, sendo já consumidos todos os homens de guerra, pela
morte, do meio do arraial.

17 O Senhor me fallou, dizendo:

18 Hoje passarás a Ar, pelos termos de Moab;

19 E te chegarás até defronte dos filhos de Ammon: não os molestes, e com
elles não contendas: porque da terra dos filhos de Ammon te não darei
herança, porquanto [15] aos filhos de Lot a tenho dado _por_ herança.

20 (Tambem esta foi contada por terra de gigantes; d’antes n’ella
habitavam gigantes, e os ammonitas os chamavam [16] zamzummeos:

21 Um povo [17] grande, e numeroso, e alto, como os gigantes: e o Senhor
os destruiu de diante de si, e elles os lançaram fóra, e habitaram no seu
logar;

22 Assim como fez com os filhos d’Esaú, que habitavam [18] em Seir,
de diante dos quaes destruiu os horeos, e elles os lançaram fóra, e
habitaram no seu logar até este dia;

23 Tambem os caftoreos, que sairam de Caftor, destruiram os [19] aveos,
que habitavam em Kazerim até Gaza, e habitaram no seu logar).

24 Levantae-vos, parti e passae [20] o ribeiro d’Arnon; eis-aqui na tua
mão tenho dado a Sehon, amorrheo, rei de Hesbon, e a sua terra; começa a
possuil-a, e contende com elles em peleja.

25 N’este dia [21] começarei a pôr um terror e um temor de ti diante
dos povos _que estão_ debaixo de todo o céu: os que ouvirem a tua fama
tremerão diante de ti e se angustiarão.

26 Então mandei mensageiros desde o deserto de Quedemoth a Sehon, rei de
Hesbon, com palavras de [22] paz, dizendo:

27 Deixa-me passar pela [23] tua terra: sómente pela estrada irei; não me
desviarei para a direita nem para a esquerda.

28 A comida que eu coma vender-m’a-has por dinheiro, e dar-me-has por
dinheiro a agua que beba: tão sómente deixa-me [24] passar a pé;

29 Como fizeram comigo os [25] filhos d’Esaú, que habitam em Seir, e os
moabitas que habitam em Ar: até que eu passe o Jordão, a terra que o
Senhor nosso Deus nos ha de dar.

30 Mas Sehon, [26] rei de Hesbon, não nos quiz deixar passar por si,
porquanto o Senhor teu Deus endurecera o seu espirito, [27] e fizera
obstinado o seu coração, por t’o dar na tua mão, como n’este dia _se vê_.

31 E o Senhor me disse: Eis-aqui, tenho começado a dar-te Sehon, [28] e
a sua terra diante de ti: começa _pois_ a possuil-_a_, para que herdes a
sua terra.

32 E Sehon saiu-nos ao encontro, elle e todo o seu povo, á peleja, a
Jahaz:

33 E o Senhor nosso Deus nol-o deu diante [29] de nós, e o ferimos a
elle, e a seus filhos, e a todo o seu povo.

34 E n’aquelle tempo tomámos todas as suas cidades, e destruimos todas as
cidades, homens, e mulheres e creanças: [30] não deixámos a ninguem.

35 Sómente tomámos em presa o gado para nós, e o despojo das cidades que
tinhamos tomado.

36 Desde Aroer, [31] que _está_ á borda do ribeiro d’Arnon, e a cidade
que _está_ junto ao ribeiro, até Gilead, nenhuma cidade houve que de nós
escapasse: tudo isto [32] o Senhor nosso Deus _nos_ entregou diante de
nós.

37 Sómente á terra dos filhos de Ammon não chegaste: nem a toda a borda
do ribeiro de Jabbok, [33] nem ás cidades da montanha, nem a coisa alguma
que nos prohibira o Senhor nosso Deus.

[1] Num. 14.25. cap. 1.40.

[2] ver. 7, 14.

[3] Num. 20.14.

[4] Gen. 36.8. Jos. 24.4.

[5] cap. 8.2, 3, 4.

[6] Jui. 11.18.

[7] I Reis 9.26.

[8] Num. 21.28. Gen. 19.36, 37.

[9] Gen. 14.5. Num. 13.22, 33. cap. 9.2.

[10] ver. 22. Gen. 14.6 e 36.20.

[11] Num. 21.12.

[12] Num. 13.26.

[13] Num. 14.33 e 26.64. cap. 1.34, 35. Eze. 20.15.

[14] Psa. 78.33 e 106.26.

[15] Gen. 19.38.

[16] Gen. 14.5.

[17] ver. 10.

[18] Gen. 36.8 e 14.6 e 36.20-30. ver. 12.

[19] Jos. 13.3. Jer. 25.20. Amós 9.7.

[20] Num. 21.13. Jui. 11.17, 21.

[21] Exo. 15.14. cap. 11.25. Jos. 2.9, 10.

[22] cap. 20.10.

[23] Num. 21.21.

[24] Num. 20.19.

[25] Num. 20.18. cap. 23.3, 4. Jui. 11.16, 18.

[26] Num. 21.23.

[27] Jos. 11.20. Exo. 4.21.

[28] cap. 1.8.

[29] cap. 7.2 e 20.16. Num. 21.24. cap. 29.7.

[30] Lev. 27.28. cap. 7.2, 26.

[31] cap. 3.12 e 4.48. Jos. 13.9.

[32] Psa. 44.5.

[33] Gen. 32.22. cap. 3.16. ver. 5, 9, 19.



_Moysés falla ácerca de Og, rei de Basan._

3 Depois _nós_ virámos e subimos o caminho de Basan: e Og [1] rei de
Basan, nos saiu ao encontro, elle e todo o seu povo, á peleja em [2]
Edrei.

2 Então o Senhor me disse: Não temas, porque a elle e a todo o seu povo,
e a sua terra, tenho dado na tua mão: e far-lhe-has como fizeste a Sehon,
[3] rei dos amorrheos, que habitava em Hesbon.

3 E tambem o Senhor nosso Deus _nos_ deu na nossa mão a Og, rei de Basan,
e a todo o seu povo: de maneira que o ferimos, até que [4] ninguem lhe
ficou de restante.

4 E n’aquelle tempo tomámos todas as suas cidades: nenhuma cidade houve
que lhes não tomassemos: sessenta cidades, toda a borda da terra d’Argob,
o reino d’Og [5] em Basan.

5 Todas estas cidades _eram_ fortificadas com altos muros, portas e
ferrolhos: de mais d’outras muitas cidades sem muros.

6 E destruimol-as como fizemos a Sehon, [6] rei de Hesbon, destruindo
todas as cidades, homens, mulheres e creanças.

7 Porém todo o gado, e o despojo das cidades, tomámos para nós por presa.

8 Assim n’aquelle tempo tomámos a terra da mão d’aquelles dois reis dos
amorrheos, que _estavam_ d’áquem do Jordão: desde o rio d’Arnon, até ao
monte de Hermon;

9 (Os Sidonios [7] a Hermon chamam Sirion; porém os amorrheos o chamam
Senir);

10 Todas as cidades [8] da terra plana, e todo o Gilead, e todo o Basan,
até Salcha e Edrei, cidades do reino d’Og em Basan.

11 Porque só Og, o rei de Basan, ficou do resto dos gigantes; eis que
o seu leito, um leito de ferro, não _está porventura_ [9] em Rabba dos
filhos d’Ammon? de nove covados o seu comprimento, e de quatro covados a
sua largura, pelo covado d’um homem.

12 Tomámos pois esta terra em possessão n’aquelle tempo: desde Aroer,
[10] que _está_ junto ao ribeiro d’Arnon, e a metade da montanha de
Gilead, com as suas cidades, tenho dado aos rubenitas e gaditas.

13 E o resto de Gilead, como tambem [11] todo o Basan, o reino d’Og, dei
á meia tribu de Manasseh; toda aquella borda da terra d’Argob, por todo o
Basan, se chamava a terra dos gigantes.

14 Jair, filho de Manasseh, alcançou toda a borda da terra de Argob,
até ao termo dos gesuritas, [12] e maachatitas, e a chamou de seu nome,
Basan-havot-jair até este dia.

15 E a Machir dei [13] Gilead.

16 Mas aos rubenitas [14] e gaditas dei desde Gilead até ao ribeiro
d’Arnon, o meio do ribeiro, e o termo: e até ao ribeiro de Jabbok, o [15]
termo dos filhos d’Ammon.

17 Como tambem a campina, e o Jordão com o termo: desde Cinnereth até
[16] ao mar da campina, o Mar Salgado, abaixo d’Asdoth-pisga para o
oriente.

18 E vos dei ordem mais no mesmo tempo, dizendo: O Senhor vosso Deus vos
deu esta terra, para possuil-a: [17] passae pois armados vós, todos os
homens valentes, diante de vossos irmãos, os filhos d’Israel.

19 Tão sómente vossas mulheres, e vossas creanças, e vosso gado (_porque_
eu sei que tendes muito gado) ficarão nas vossas cidades, que já vos
tenho dado,

20 Até que o Senhor dê descanço a vossos irmãos como a vós: para que
elles herdem tambem a terra que o Senhor vosso Deus lhes ha de dar d’além
do Jordão: [18] então voltareis cada qual á sua herança que já vos tenho
dado.

21 Tambem dei ordem a [19] Josué no mesmo tempo, dizendo: Os teus olhos
vêem tudo o que o Senhor vosso Deus tem feito a estes dois reis; assim
fará o Senhor a todos os reinos, a que tu passarás.

22 Não os temaes: porque o Senhor vosso Deus é o [20] que peleja por vós.

23 Tambem _eu_ pedi graça [21] ao Senhor no mesmo tempo, dizendo:


_A oração de Moysés para entrar em Canaan._

24 Senhor JEHOVAH! já começaste a mostrar ao teu servo a tua grandeza
e [22] a tua forte mão: porque, que Deus _ha_ nos céus e na terra, que
possa obrar segundo as tuas obras, e segundo a tua fortaleza?

25 Rogo-te que me deixes passar, para que veja [23] _esta_ boa terra que
está d’além do Jordão; esta boa montanha, e o Libano.

26 Porém o Senhor [24] indignou-se muito contra mim por causa de vós, e
não me ouviu; antes me disse: Baste-te; não me falles mais n’este negocio:

27 Sobe [25] ao cume de Pisga, e levanta os teus olhos ao occidente, e
ao norte, e ao sul, e ao oriente, e vê com os teus olhos: porque não
passarás este Jordão.

28 Manda pois a Josué, [26] e esforça-o, e conforta-o; porque elle
passará diante d’este povo, e o fará possuir a terra que vires.

29 Assim ficámos n’este valle, [27] defronte de Beth-peor.

[1] Num. 21.33, etc. cap. 29.7.

[2] cap. 1.4.

[3] Num. 21.34.

[4] Num. 21.35.

[5] I Reis 4.13.

[6] cap. 2.24. Psa. 135.10, 11, 12 e 136.19, 20, 21.

[7] cap. 4.48. Psa. 29.6. I Chr. 5.23.

[8] cap. 4.49. Jos. 12.5 e 13.11.

[9] Amós 2.9. Gen. 14.5. II Sam. 12.26. Jer. 49.2. Eze. 21.20.

[10] cap. 2.36. Jos. 12.2. Num. 32.33. Jos. 12.6 e 13.8, etc.

[11] Jos. 13.29.

[12] I Chr. 2.22. Jos. 13.13. II Sam. 3.3 e 10.6. Num. 32.41.

[13] Num. 32.39.

[14] II Sam. 24.6.

[15] Num. 21.24. Jos. 12.2.

[16] Num. 34.11. cap. 4.49. Jos. 12.3. Gen. 14.3.

[17] Num. 32.20, etc.

[18] Jos. 22.4.

[19] Num. 27.18.

[20] Exo. 14.14. cap. 1.30 e 20.4.

[21] II Cor. 12.8, 9.

[22] cap. 11.2. Exo. 15.11. II Sam. 7.22. Psa. 71.19.

[23] Exo. 3.8. cap. 4.22.

[24] Num. 20.12 e 27.14. cap. 1.37 e 31.2 e 32.51, 52. Psa. 106.32.

[25] Num. 27.12.

[26] Num. 27.18, 23. cap. 1.38 e 31.3, 7.

[27] cap. 4.46 e 34.6.



_Moysés exhorta o povo á obediencia._

4 Agora, pois, ó Israel, ouve [1] _os_ estatutos e os juizos que eu vos
ensino, para os fazerdes: para que vivaes, e entreis, e possuaes a terra
que o Senhor Deus de vossos paes vos dá.

2 Não accrescentareis [2] á palavra que vos mando, nem diminuireis
d’ella, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos
mando.

3 Os vossos olhos teem visto o que Deus fez por Baal-peor; [3] pois a
todo o homem que seguiu a Baal-peor o Senhor teu Deus consumiu do meio de
ti.

4 Porém vós, que vos chegastes ao Senhor vosso Deus, hoje todos _estaes_
vivos.

5 Vêdes aqui vos tenho ensinado estatutos e juizos, como me mandou o
Senhor meu Deus: para que assim façaes no meio da terra a qual ides a
herdar.

6 Guardae-os pois, e fazei-os, porque esta _será_ a vossa sabedoria [4] e
o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes
estatutos, e dirão: Este grande povo só _é_ gente sabia e entendida.

7 Porque, que [5] gente _ha_ tão grande, que tenha deuses _tão_ chegados
como o Senhor nosso Deus, todas as _vezes_ que o chamamos?

8 E que gente _ha tão_ grande, que tenha estatutos e juizos _tão_ justos
como toda esta lei que hoje dou perante vós?

9 Tão sómente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem [6] a tua alma, que te
não esqueças d’aquellas coisas que os teus olhos teem visto, e se não
apartem do teu coração todos os dias da tua vida: e as farás saber [7] a
teus filhos, e aos filhos de teus filhos:

10 O [8] dia em que estiveste perante o Senhor teu Deus em Horeb, quando
o Senhor me disse: Ajunta-me este povo, e os farei ouvir as minhas
palavras, e aprendel-as-hão, para me temerem todos os dias que na terra
viverem, e _as_ ensinarão a seus filhos;

11 E vós vos chegastes, e vos pozestes ao pé do monte: e o monte ardia
[9] em fogo até ao meio dos céus, e _havia_ trevas, e nuvens e escuridão;

12 Então o Senhor vos fallou do meio do fogo: [10] a voz das palavras
ouvistes; porém, além da voz, não vistes similhança nenhuma.

13 Então vos annunciou elle o seu concerto, [11] que vos ordenou fazer,
[HE] os dez mandamentos, e os escreveu em duas taboas de pedra.

14 Tambem [12] o Senhor me ordenou ao mesmo tempo que vos ensinasse
estatutos e juizos, para que os fizesseis na terra a qual passaes a
possuir.

15 Guardae pois com diligencia as vossas almas, [13] pois similhança
nenhuma vistes no dia em que o Senhor vosso Deus em Horeb fallou comvosco
do meio do fogo;

16 Para que não [14] _vos_ corrompaes, e vos façaes alguma esculptura,
similhança de imagem, figura de macho ou de femea;

17 Figura d’algum animal que _haja_ na terra; figura d’alguma ave aligera
que vôa pelos céus;

18 Figura d’algum _animal_ que anda de rastos sobre a terra; figura
d’algum peixe que _esteja_ nas aguas debaixo da terra;

19 Que não levantes [15] os teus olhos aos céus e vejas [16] o sol, e a
lua, e as estrellas, todo o exercito dos céus; e sejas impellido a que te
inclines perante elles, e sirvas áquelles que o Senhor teu Deus repartiu
a todos os povos debaixo de todos os céus.

20 Mas o Senhor vos tomou, e vos tirou do forno de ferro do Egypto, para
que lhe sejaes por [17] povo hereditario, como n’este dia _se vê_.

21 Tambem o [18] Senhor se indignou contra mim _por_ causa das vossas
palavras, e jurou que eu não passaria o Jordão, e que não entraria na boa
terra que o Senhor teu Deus te dará por herança.

22 Porque eu n’esta [19] terra morrerei, não passarei o Jordão: porém vós
_o_ passareis, e possuireis aquella boa terra.

23 Guardae-vos de que vos esqueçaes [20] do concerto do Senhor vosso
Deus, que tem feito comvosco, e vos façaes esculptura alguma, [21] imagem
d’alguma _coisa_ que o Senhor vosso Deus vos prohibiu.

24 Porque o Senhor teu [22] Deus _é_ um fogo que consome, um Deus zeloso.

25 Quando pois gerardes filhos, e filhos de filhos, e vos envelhecerdes
na terra, e _vos_ corromperdes, e fizerdes _alguma_ esculptura, [23]
similhança d’alguma coisa, e fizerdes mal aos olhos do Senhor, para o
provocar á ira:

26 Hoje tomo por testemunhas contra vós o céu e a terra, [24] que
certamente perecereis depressa da terra, a qual passaes o Jordão a
possuir: não prolongareis _os vossos_ dias n’ella, antes sereis de todo
destruidos.

27 E o Senhor vos espalhará entre os povos, [25] e ficareis poucos em
numero entre as gentes ás quaes o Senhor vos conduzirá.

28 E ali servireis a deuses [26] que são obra de mãos de homens, madeira
e pedra, que não vêem nem ouvem, nem comem nem cheiram.

29 Então d’ali buscarás ao Senhor teu Deus, [27] e _o_ acharás, quando o
buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.

30 Quando _estiveres_ em angustia, e todas estas coisas [28] te
alcançarem, então no fim de dias te virarás ao Senhor teu Deus, e ouvirás
a sua voz.

31 Porquanto o Senhor teu [29] Deus _é_ Deus misericordioso; e não te
desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá do concerto que jurou a
teus paes.

32 Porque, [30] pergunta agora aos tempos passados, que te precederam
desde o dia em que Deus creou o homem sobre a terra, desde uma [31]
extremidade do céu até á outra, se succedeu jámais coisa tão grande como
esta, ou se se ouviu _coisa_ como esta?

33 Ou se _algum_ povo ouviu [32] a voz de Deus fallando do meio do fogo,
como tu a ouviste, e ficou vivo?

34 Ou se um Deus intentou ir tomar para si um povo do meio _de outro_
povo [33] com provas, com signaes, e com milagres, e com peleja, e com
mão forte, e com braço estendido, e com grandes espantos, conforme a tudo
quanto o Senhor vosso Deus vos fez no Egypto aos vossos olhos?

35 A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus: [34]
nenhum outro _ha_ senão elle.

36 Desde os céus te fez [35] ouvir a sua voz, para te ensinar, e sobre a
terra te mostrou o seu grande fogo, e ouviste as suas palavras do meio do
fogo.

37 E, porquanto amava teus [36] paes, e escolhera a sua semente depois
d’elles, te tirou do Egypto diante de si, com a sua grande força:

38 Para lançar [37] fóra de diante de ti gentes maiores e mais poderosas
do que tu, para te introduzir _n’ella_, e te dar a sua terra _por_
herança, como n’este dia _se vê_.

39 Pelo que hoje saberás, e reflectirás no teu coração, que só o Senhor
[38] é Deus em cima no céu, e em baixo na terra; nenhum outro _ha_.

40 E guardarás _os_ teus estatutos [39] e os seus mandamentos, que te
ordeno hoje, para que bem te vá a ti, e a teus filhos depois de ti, e
para que prolongues os dias na terra que o Senhor teu Deus te dá para
todo o sempre.


_Moysés designa tres das cidades de refugio._

41 Então Moysés separou tres [40] cidades d’áquem do Jordão, da banda do
nascimento do sol;

42 Para que ali se acolhesse o homicida [41] que de improviso matasse o
seu proximo a quem d’antes não tivesse odio algum: e se acolhesse a uma
d’estas cidades, e vivesse;

43 A Bezer, [42] no deserto, na terra plana, para os rubenitas; e
a Ramoth, em Gilead, para os gaditas; e a Golan, em Basan, para os
manassitas.

44 Esta _é_ pois a lei que Moysés propoz aos filhos de Israel.

45 Estes _são_ os testemunhos, e os estatutos, e os juizos, que Moysés
fallou aos filhos de Israel, havendo saido do Egypto;

46 D’aquem do Jordão, [43] no valle defronte de Beth-peor, na terra de
Sehon, rei dos amorrheos, que habitava em Hesbon: a quem feriu Moysés e
[44] os filhos de Israel, havendo elles saido do Egypto.

47 E tomaram a sua terra em possessão, como tambem a terra [45] de Og,
rei de Basan, dois reis dos amorrheos, que _estavam_ d’áquem do Jordão,
da banda do nascimento do sol.

48 Desde Aroer, [46] que _está_ á borda do ribeiro de Arnon, até ao monte
de Sion, que _é_ Hermon,

49 E toda a campina d’áquem do Jordão, da banda do oriente, [47] até ao
mar da campina, abaixo de Asdoth-pisga.

[1] Lev. 19.37 e 20.8 e 22.31. cap. 5.1 e 8.1. Eze. 20.11. Rom. 10.5.

[2] cap. 12.32. Jos. 1.7. Pro. 30.6. Ecc. 12.13. Apo. 22.18, 19.

[3] Num. 25.4, etc. Jos. 22.17. Psa. 106.28.

[4] Job 28.28. Psa. 19.8 e 110.10. Pro. 1.7.

[5] II Sam. 7.23. Psa. 46.2 e 145.18. Isa. 55.6.

[6] Pro. 4.23.

[7] Gen. 18.19. cap. 6.7 e 11.19. Psa. 78.5, 6. Eph. 6.4.

[8] Exo. 19.9, 16. Heb. 12.18.

[9] Exo. 19.18. cap. 5.23.

[10] cap. 5.4, 22. ver. 33, 36. Exo. 20.22. I Reis 19.12.

[11] cap. 9.9, 11. Exo. 34.28 e 24.12.

[12] Exo. 21.1, 23.

[13] Jos. 23.11. Isa. 40.18.

[14] Exo. 32.7. ver. 23. Exo. 20.4, 5. cap. 5.8. Rom. 1.23.

[15] cap. 17.3. Job 31.26, 27. Rom. 1.25.

[16] cap. 17.3. Job 31.26, 27.

[17] I Reis 8.51. Jer. 11.4. Exo. 19.5. cap. 9.29 e 32.9.

[18] Num. 20.12. cap. 1.37.

[19] II Ped. 1.13, 14, 15. cap. 3.25, 27.

[20] ver. 9.

[21] ver. 16. Exo. 20.4, 5.

[22] Exo. 24.17. cap. 9.3. Isa. 33.14. Heb. 12.29. cap. 6.15. Isa. 42.8.

[23] ver. 16. II Reis 17.17, etc.

[24] cap. 30.18. Isa. 1.2. Miq. 6.2.

[25] Lev. 26.33. cap. 28.62, 64. Neh. 1.8.

[26] cap. 28.64. I Sam. 26.19. Jer. 16.13. Psa. 115.4 e 135.15. Isa. 44.9
e 46.7.

[27] Lev. 26.39, 40. cap. 30.1. II Chr. 15.4. Neh. 1.9. Isa. 55.6, 7.
Jer. 29.12.

[28] Gen. 49.1. cap. 31.29. Jer. 23.20. Ose. 3.5. Joel 2.12.

[29] II Chr. 30.9. Neh. 9.31. Psa. 116.5. Jon. 4.2.

[30] Job 8.8.

[31] Mat. 24.31.

[32] Exo. 24.11 e 33.20. cap. 5.24.

[33] cap. 7.19 e 29.3. Exo. 7.3 e 13.3 e 6.6. cap. 26.8 e 34.12.

[34] cap. 32.39. I Sam. 2.2. Isa. 45.5, 18, 22. Mar. 12.29, 32.

[35] Exo. 19.9, 19 e 20.18, 22 e 24.15.

[36] cap. 10.15. Exo. 13.3, 9, 14.

[37] cap. 7.1 e 9.1, 4, 5.

[38] ver. 35. Jos. 2.11.

[39] Lev. 22.31. cap. 5.16 e 6.3, 18 e 12.25, 28 e 22.7. Eph. 6.3.

[40] Num. 35.6, 14.

[41] cap. 19.4.

[42] Jos. 20.8.

[43] cap. 3.29.

[44] Num. 21.24. cap. 1.4.

[45] Num. 21.35. cap. 3.3, 4.

[46] cap. 2.36 e 3.12.

[47] cap. 3.17.



_A repetição dos dez mandamentos._

5 E chamou Moysés a todo o Israel, e disse-lhes: Ouve, ó Israel, os
estatutos e juizos que hoje vos fallo aos ouvidos: e aprendel-os-heis, e
guardal-os-heis, para os fazer.

2 O Senhor nosso Deus [1] fez comnosco concerto em Horeb.

3 Não com nossos paes [2] fez o Senhor este concerto, senão comnosco,
todos os que hoje aqui _estamos_ vivos.

4 Cara a cara o Senhor fallou [3] comnosco no monte, do meio do fogo

5 (N’aquelle tempo eu estava _em pé_ [4] entre o Senhor e vós, para vos
notificar a palavra do Senhor: porque temestes o fogo, e não subistes ao
monte), dizendo:

6 Eu _sou_ o Senhor [5] teu Deus, que te tirei da terra do Egypto, da
casa da servidão:

7 Não terás [6] outros deuses diante de mim;

8 Não farás para ti imagem [7] de esculptura, _nem_ similhança alguma
_do_ que _ha_ em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas aguas
debaixo da terra:

9 Não te encurvarás a ellas, nem as servirás: porque Eu, o Senhor teu
Deus, _sou_ Deus zeloso, que visito a maldade [8] dos paes sobre os
filhos, até á terceira e quarta _geração_ d’aquelles que me aborrecem,

10 E faço misericordia [9] em milhares aos que me amam, e guardam os meus
mandamentos.

11 Não tomarás [10] o nome do Senhor teu Deus em vão: porque o Senhor não
terá por innocente ao que tomar o seu nome em vão;

12 Guarda o dia de sabbado, [11] para o sanctificar, como te ordenou o
Senhor teu Deus.

13 Seis dias [12] trabalharás, e farás toda a tua obra,

14 Mas o setimo dia _é_ o sabbado do [13] Senhor teu Deus: não farás
nenhuma obra _n’elle_, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu
servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal
algum teu, nem o estrangeiro que _está_ dentro de tuas portas: para que o
teu servo e a tua serva descancem como tu:

15 Porque te lembrarás [14] que foste servo na terra do Egypto, e que o
Senhor teu Deus te tirou d’ali com mão forte e braço estendido: pelo que
o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sabbado.

16 Honra a teu pae e a tua [15] mãe, como o Senhor teu Deus te ordenou,
para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que te
dá o Senhor teu Deus.

17 [16] Não matarás.

18 [17] E não adulterarás.

19 [18] E não furtarás.

20 E não dirás falso testemunho contra [19] o teu proximo;

21 E não cobiçarás a [20] mulher do teu proximo: e não desejarás a casa
do teu proximo, _nem_ o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva,
_nem_ o seu boi, nem o seu jumento, nem _coisa_ alguma do teu proximo.


_O povo pede a Moysés para receber a lei do Senhor._

22 Estas palavras fallou o Senhor a toda a vossa congregação no monte
do meio do fogo, da nuvem e da escuridade, com grande voz, [21] e nada
accrescentou: e as escreveu em duas taboas de pedra, e a mim m’as deu.

23 E succedeu que, [22] ouvindo a voz do meio das trevas, e _vendo_ o
monte ardendo em fogo, vos achegastes a mim, todos os Cabeças das vossas
tribus, e vossos anciãos;

24 E dissestes: Eis aqui o Senhor vosso Deus nos fez ver a sua gloria e
a sua grandeza, e ouvimos a sua voz do [23] meio do fogo: hoje vimos que
Deus falla com o homem, e que _o homem_ [24] fica vivo.

25 Agora pois, porque morreriamos? [25] pois este grande fogo nos
consumiria: se ainda mais ouvissemos a voz do Senhor nosso Deus,
morreriamos.

26 Porque, quem _ha_ de toda a [26] carne, que ouviu a voz do Deus
vivente fallando do meio do fogo, como nós, e ficou vivo?

27 Chega-te tu, e ouve tudo o que disser o Senhor nosso Deus: e tu nos
dirás tudo o que te disser o Senhor nosso Deus, [27] e _o_ ouviremos, e
_o_ faremos.

28 Ouvindo pois o Senhor a voz das vossas palavras, quando me fallaveis
a mim, o Senhor me disse: Eu ouvi a voz das palavras d’este povo, que te
disseram: em tudo [28] fallaram elles bem.

29 Quem dera que elles tivessem tal coração que me temessem, [29] e
guardassem todos os meus mandamentos todos os dias! para que bem lhes
fosse a elles e a seus filhos para sempre.

30 Vae, dize-lhes: Tornae-vos ás vossas tendas.

31 Porém tu está aqui [30] commigo, para que eu a ti te diga todos os
mandamentos, e estatutos, e juizos, que tu lhes has de ensinar que façam
na terra que eu lhes darei para possuil-a.

32 Olhae pois que façaes como vos mandou o Senhor vosso Deus: [31] não
declinareis, nem para a direita nem para a esquerda.

33 Andareis em todo o [32] caminho que vos manda o Senhor vosso Deus,
para que vivaes e bem [33] vos succeda, e prolongueis os dias na terra
que haveis de possuir.

[1] Exo. 19.5. cap. 4.23.

[2] Mat. 13.17. Heb. 8.9.

[3] Exo. 19.9, 19 e 20.22. cap. 4.33, 36 e 34.10.

[4] Gal. 3.19. Exo. 19.16 e 20.18 e 24.2.

[5] Exo. 20.2, etc. Lev. 26.1. cap. 6.4. Psa. 81.11.

[6] Exo. 20.3.

[7] Exo. 20.4.

[8] Exo. 34.7.

[9] Jer. 32.18. Dan. 9.4.

[10] Exo. 20.7. Lev. 19.12. Mat. 5.53.

[11] Exo. 20.8.

[12] Exo. 23.12 e 35.2. Eze. 20.12.

[13] Gen. 2.2. Exo. 16.29, 30. Heb. 4.4.

[14] cap. 15.15 e 16.12 e 24.18, 22 e 4.34, 37.

[15] Exo. 20.12. Lev. 19.3. cap. 27.16. Eph. 6.2. Col. 3.20. cap. 4.40.

[16] Exo. 20.13. Mat. 5.21.

[17] Exo. 20.14. Luc. 18.20. Thi. 2.11.

[18] Exo. 20.15. Rom. 13.9.

[19] Exo. 20.16.

[20] Exo. 20.17. Miq. 2.2. Hab. 2.9. Luc. 12.15. Rom. 7.7 e 13.9.

[21] Exo. 24.12 e 31.18.

[22] Exo. 20.18.

[23] Exo. 19.19.

[24] cap. 4.2. Jui. 11.12.

[25] cap. 18.16.

[26] cap. 4.33.

[27] Exo. 20.19.

[28] cap. 18.18.

[29] cap. 32.29. Psa. 81.14. Isa. 48.18. Mat. 23.37. Luc. 19.42. cap.
11.1 e 4.40.

[30] Gal. 3.19.

[31] cap. 17.20 e 28.14. Jos. 1.7 e 23.6. Pro. 4.27.

[32] cap. 10.12. Psa. 119.6. Jer. 7.23. Luc. 1.6.

[33] cap. 4.40.



_O fim da lei é obediencia._

6 Estes, pois, _são_ os mandamentos, [1] os estatutos e os juizos que
mandou o Senhor vosso Deus para se vos ensinar, para que _os_ fizesseis
na terra a que passaes a possuir;

2 Para que temas [2] ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus
estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho
de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam [3]
prolongados.

3 Ouve pois, ó Israel, e attenta que _os_ guardes, para que bem te
succeda, e muito te multipliques, como te disse o Senhor Deus de teus
paes, na [4] terra que mana leite e mel.

4 Ouve, Israel, [5] o Senhor nosso Deus _é_ o unico Senhor.

5 Amarás [6] pois o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a
tua alma, e de todo o teu poder.

6 E estas palavras, [7] que hoje te ordeno, estarão no teu coração;

7 E as intimarás [8] a teus filhos, e d’ellas fallarás assentado em tua
casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.

8 Tambem as atarás [9] por signal na tua mão, e _te_ serão por testeiras
entre os teus olhos.

9 E as escreverás [10] nos umbraes de tua casa, e nas tuas portas.

10 Havendo-te pois o Senhor teu Deus introduzido na terra que jurou a
teus paes, Abrahão, Isaac e Jacob, te daria: grandes e boas cidades, que
tu [11] não edificaste,

11 E casas cheias de todo o bem, que tu não encheste, e poços cavados,
que tu não cavaste, vinhas e olivaes, que tu não plantaste, [12] e
comeres, e te fartares,

12 Guarda-te, e que te não esqueças do Senhor, que te tirou da terra do
Egypto, da casa da servidão.

13 O Senhor teu Deus [13] temerás, e a elle servirás, e pelo seu nome
jurarás.

14 Não seguireis outros [14] deuses, os deuses dos povos que _houver_ á
roda de vós;

15 Porque o Senhor vosso Deus _é_ um Deus zeloso no meio de ti, [15] para
que a ira do Senhor teu Deus se não accenda contra ti, e te destrua de
sobre a face da terra.

16 Não tentareis [16] o Senhor vosso Deus, como _o_ tentaste em Massah.

17 Diligentemente guardareis [17] os mandamentos do Senhor vosso Deus;
como tambem os seus testemunhos, e seus estatutos, que te tem mandado.

18 E farás o recto [18] e o bom aos olhos do Senhor: para que bem te
succeda, e entres, e possuas a boa terra, _sobre_ a qual o Senhor jurou a
teus paes.

19 Para que lance fóra a todos os teus inimigos [19] de diante de ti,
como o Senhor tem dito.

20 Quando teu filho [20] te perguntar pelo tempo adiante, dizendo: Quaes
_são_ os testemunhos, e estatutos e juizos que o Senhor nosso Deus vos
ordenou?

21 Então dirás a teu filho: Eramos servos de Pharaó no Egypto; [21] porém
o Senhor nos tirou com mão forte do Egypto;

22 E o Senhor deu signaes grandes, e nocivas [22] maravilhas no Egypto,
a Pharaó e a toda a sua casa, aos nossos olhos;

23 E d’ali nos tirou, para nos levar, e nos dar a terra que jurára a
nossos paes.

24 E o Senhor nos ordenou que fizessemos todos estes estatutos, para [23]
temer ao Senhor nosso Deus, para o nosso perpetuo bem, para nos guardar
em vida, como _no dia d’_hoje.

25 E será para nós [24] justiça, quando tivermos cuidado de fazer todos
estes mandamentos perante o Senhor nosso Deus, como nos tem ordenado.

[1] cap. 4.5 e 1.31.

[2] Exo. 20.20. cap. 10.12. Psa. 111.10. Ecc. 12.13.

[3] cap. 4.40. Pro. 3.11.

[4] Gen. 15.5 e 22.17. Exo. 3.8.

[5] Isa. 42.8. Mar. 12.29, 32. João 17.3. I Cor. 8.4, 6.

[6] cap. 10.12. Mat. 22.37. Mar. 12.30. Luc. 10.27. II Reis 23.25.

[7] cap. 11.18 e 32.46. Psa. 37.31 e 119.11, 98. Pro. 3.3. Isa. 51.7.

[8] cap. 4.9 e 11.19. Psa. 78.4. Eph. 6.4.

[9] Exo. 13.9, 16. cap. 11.18. Pro. 6.21 e 7.3.

[10] cap. 11.20. Isa. 57.8.

[11] Jos. 24.13. Psa. 105.44.

[12] cap. 8.10, etc.

[13] cap. 10.12, 20 e 13.4. Mat. 4.10. Luc. 4.8. Psa. 63.12. Isa. 45.22.
Jer. 4.2 e 5.7 e 12.16.

[14] cap. 8.19 e 11.28. Jer. 25.6. cap. 13.7.

[15] Exo. 20.5. cap. 4.21 e 7.4 e 11.17.

[16] Mat. 4.7. Luc. 4.12. Exo. 17.2, 7. Num. 29.3.

[17] cap. 11.13, 22.

[18] Exo. 15.26. cap. 12.28 e 13.18.

[19] Num. 33.52, 53.

[20] Exo. 13.14.

[21] Exo. 3.19 e 13.3.

[22] Exo. 7 e 8, 9, 10, 11 e 12. Psa. 135.9.

[23] ver. 2. cap. 10.13. Job 35.7, 8. Jer. 32.39. cap. 4.1 e 8.1. Psa.
41.3. Luc. 10.28.

[24] Lev. 18.5. cap. 24.13. Rom. 10.3, 5.



_Ordena-se a destruição dos cananeos e seus idolos._

7 Quando o Senhor teu Deus [1] te tiver introduzido na terra, a qual
vaes a possuir, e tiver lançado fóra muitas gentes de diante de ti,
os hetheos, [2] e os girgaseos, e os amorrheos, e os cananeos, e os
phereseos, e os heveos, e os jebuseos, sete gentes mais numerosas e mais
poderosas do que [3] tu;

2 E o Senhor teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir,
totalmente as destruirás; [4] não farás com ellas concerto, nem terás
piedade d’ellas;

3 Nem te aparentarás com ellas: não [5] darás tuas filhas a seus filhos,
e não tomarás suas filhas para teus filhos;

4 Pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros
deuses; e a ira [6] do Senhor se accenderia contra vós, e depressa vos
consumiria.

5 Porém assim lhes fareis: Derrubareis os seus altares, quebrantareis [7]
[HF] as suas estatuas; e cortareis os seus bosques, e queimareis a fogo
as suas imagens d’esculptura.

6 Porque povo sancto _és_ ao Senhor teu Deus: [8] o Senhor teu Deus te
escolheu, para que lhe fosses o seu povo proprio, de todos os povos que
sobre a terra _ha_.

7 O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa
multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós _ereis_
menos em numero [9] do que todos os povos:

8 Mas porque o Senhor vos amava, e para guardar o juramento que jurára a
vossos paes, o [10] Senhor vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa
da servidão, da mão de Pharaó, rei do Egypto.

9 Saberás pois que o Senhor teu Deus _é_ Deus, o Deus fiel, [11] que
guarda o concerto e a misericordia até mil gerações aos que o amam e
guardam os seus mandamentos;

10 E dá o pago em sua cara a qualquer dos que o aborrecem, [12] fazendo-o
perecer: não dilatará ao que o aborrece; em sua cara lh’_o_ pagará.

11 Guarda pois os mandamentos, e os estatutos e os juizos que hoje te
mando fazer.

12 Será [13] pois que, se, ouvindo estes juizos, os guardardes e
fizerdes, o Senhor teu Deus te guardará o concerto [14] e a beneficencia
que jurou a teus paes,

13 E amar-te-ha, [15] e abençoar-te-ha, e te fará multiplicar, e
abençoará o fructo do teu ventre, e o fructo da tua terra, o teu grão, e
o teu mosto, e o teu azeite, e a criação das tuas vaccas, e o rebanho do
teu gado miudo, na terra que jurou a teus paes dar-te.

14 Bemdito serás mais do que todos os povos: nem macho nem femea entre ti
haverá esteril, [16] nem entre os teus animaes.

15 E o Senhor de ti desviará toda a enfermidade: sobre ti não porá
nenhuma das más [17] doenças dos egypcios, que bem sabes, antes as porá
sobre todos os que te aborrecem.

16 Pois consumirás [18] a todos os povos que te der o Senhor teu Deus: o
teu olho não os poupará: e [19] não servirás a seus deuses, pois isto te
seria por laço.

17 Se disseres no teu coração: Estas gentes são mais numerosas do que eu;
como as poderei [20] lançar fóra?

18 D’ellas não tenhas [21] temor: não deixes de te lembrar do que o
Senhor teu Deus fez a Pharaó e a todos os egypcios,

19 Das grandes provas [22] a que viram os teus olhos, e dos signaes, e
maravilhas, e mão forte, e braço estendido, com que o Senhor teu Deus te
tirou: assim fará o Senhor teu Deus com todos os povos, diante dos quaes
tu temes.

20 E mais o Senhor teu Deus entre elles mandará [23] vespões, até que
pereçam os que ficarem, e se escondam de diante de ti.

21 Não te espantes diante d’elles: porque o Senhor teu Deus _está_ no
meio de ti, [24] Deus grande e terrivel.

22 E o Senhor teu Deus lançará fóra [25] estas gentes pouco a pouco de
diante de ti: não poderás destruil-as _todas_ de prompto, para que as
feras do campo se não multipliquem contra ti.

23 E o Senhor t’as dará diante de ti, e as fará pasmar com grande pasmo,
até que sejam destruidas.

24 Tambem os seus reis [26] te entregará na mão, para que desfaças os
seus nomes de debaixo dos céus: nenhum homem parará diante de ti, até que
os destruas.

25 As imagens d’esculptura de seus deuses queimarás a fogo; [27] a prata
e o oiro _que estão_ sobre ellas não cobiçarás, nem os tomarás para ti,
para que te não enlaces n’elles; pois [28] abominação é ao Senhor teu
Deus.

26 Não metterás pois abominação em tua casa, para que não sejas anathema,
_assim_ como ella: de todo a detestarás, e de todo a abominarás, porque
[29] anathema é.

[1] cap. 31.3. Psa. 44.2, 3.

[2] Gen. 15.19, etc. Exo. 33.2.

[3] cap. 4.38 e 9.1.

[4] cap. 23.14. Lev. 27.28. Num. 33.52. Jos. 6.17 e 8.24 e 9.25 e 10.28,
40 e 11.11. Exo. 23.32. Jui. 2.2. Jos. 2.14. Jui. 1.24.

[5] Jos. 23.12. I Reis 11.2. Esd. 9.2.

[6] cap. 6.15.

[7] Exo. 23.24 e 34.13. cap. 12.2.

[8] Exo. 19.6. cap. 14.2 e 26.19. Jer. 2.3. Exo. 19.5. Amós 3.2. II Ped.
2.9.

[9] cap. 10.22.

[10] cap. 10.15. Exo. 32.13. Psa. 105.8. Luc. 1.55, 72, 73. Exo. 13.3, 14.

[11] Isa. 49.7. I Cor. 1.9 e 10.13. II Cor. 1.18. I The. 5.24. II The.
3.3. II Tim. 2.13. Heb. 11.11. I João 1.9. Exo. 20.6. cap. 5.10. Neh.
1.5. Dan. 9.4.

[12] Isa. 59.18. Nah. 1.2. cap. 32.35.

[13] Lev. 26.3. cap. 28.1.

[14] Psa. 105.8. Luc. 1.55, 72, 73.

[15] João 14.21. cap. 28.4.

[16] Exo. 23.26, etc.

[17] Exo. 9.14 e 15.26. cap. 28.27, 60.

[18] ver. 2.

[19] cap. 13.8 e 19.13, 21 e 25.12. Exo. 23.33. cap. 12.30. Jui. 8.27.

[20] Num. 33.53.

[21] cap. 31.6. Psa. 105.5.

[22] cap. 4.34 e 29.3.

[23] Exo. 23.28. Jos. 24.12.

[24] Num. 11.20 e 14.9, 14, 42 e 16.3. Jos. 3.10. cap. 10.17. Neh. 1.5 e
4.14 e 9.32.

[25] Exo. 23.29.

[26] Jos. 10.24, 42 e 12.1, etc. Exo. 17.14. cap. 11.25. Jos. 1.5 e 23.9.

[27] ver. 5. Exo. 32.20. cap. 12.3. I Chr. 14.12. Jos. 7.1, 21.

[28] Jui. 8.27. Sof. 1.3. cap. 17.1.

[29] Lev. 27.28. cap. 13.17. Jos. 6.17, 18 e 7.1.



_Exhortação a ter em memoria os benificios do Senhor._

8 Todos os mandamentos [1] que hoje vos ordeno guardareis para _os_
fazer: para que vivaes, e vos multipliqueis, e entreis, e possuaes a
terra que o Senhor jurou a vossos paes.

2 E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou
no deserto estes quarenta annos, [2] para te humilhar, e te tentar, para
saber o que _estava_ no teu coração, se guardarias os seus mandamentos,
ou não.

3 E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou [3] com o manná,
que tu não conheceste, nem teus paes o conheceram: para te dar a entender
que o homem não [4] viverá só de pão, mas que de tudo o que sae da bocca
do Senhor viverá o homem.

4 Nunca se envelheceu o teu vestido [5] sobre ti, nem se inchou o teu pé
estes quarenta annos.

5 Confessa pois [6] no teu coração que, como um homem castiga a seu
filho, _assim_ te castiga o Senhor teu Deus.

6 E guarda os mandamentos do Senhor teu Deus, [7] para o temer, e andar
nos seus caminhos.

7 Porque o Senhor teu Deus te mette n’uma boa terra, terra de ribeiros
[8] d’aguas, de fontes, e d’abysmos, que saem dos valles e das montanhas;

8 Terra de trigo e cevada, e de vides, e figueiras, e romeiras; terra de
oliveiras, abundante de azeite e mel;

9 Terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará n’ella:
terra cujas pedras _são_ ferro, [9] e de cujos montes tu cavarás o cobre.

10 Quando pois tiveres [10] comido, e fores farto, louvarás ao Senhor teu
Deus pela boa terra que te deu.

11 Guarda-te que te esqueças do Senhor teu Deus, não guardando os seus
mandamentos, e os seus juizos, e os seus estatutos que hoje te ordeno:

12 Para que, porventura, havendo tu comido [11] e fores farto, e
_havendo_ edificado boas casas, e habitando-as,

13 E se tiverem augmentado as tuas vaccas e as tuas ovelhas, e se
accrescentar a prata e o oiro, e se multiplicar tudo quanto tens,

14 Se não eleve o teu coração e [12] te esqueças do Senhor teu Deus, que
te tirou da terra do Egypto, da casa da servidão;

15 Que te guiou por aquelle grande e terrivel deserto [13] de serpentes
ardentes, e d’escorpiões, e de secura, em que não _havia_ agua; [14] e
tirou agua para ti da rocha [HG] do seixal;

16 Que no deserto te sustentou com manná, [15] que teus paes não
conheceram; para te humilhar, e para te provar, para no teu fim te [16]
fazer bem;

17 E digas no teu coração: [17] A minha força, e a fortaleza de meu
braço, me adquiriu este poder.

18 Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, que elle _é_ o que te dá [18]
força para adquirires poder; para confirmar o seu concerto, que jurou a
teus paes; como _se vê_ n’este dia.

19 Será porém _que_, se de qualquer sorte te esqueceres do Senhor teu
Deus, e se ouvires outros deuses, e os servires, e te inclinares perante
elles, hoje eu protesto contra vós que certamente [19] perecereis.

20 Como as gentes que o Senhor destruiu diante de vós, assim [20] vós
perecereis: porquanto não querieis obedecer á voz do Senhor vosso Deus.

[1] cap. 4.1 e 5.32, 33 e 6.1, 2, 3.

[2] cap. 1.3 e 2.7 e 29.5. Amós 2.10. Exo. 16.4. cap. 13.3. II Chr.
32.31. João 2.25.

[3] Exo. 16.2, 3, 12, 14, 35.

[4] Psa. 104.29. Mat. 4.4. Luc. 4.4.

[5] cap. 29.5. Neh. 9.21.

[6] II Sam. 7.14. Psa. 89.32. Pro. 3.12. Heb. 12.5. Apo. 3.19.

[7] cap. 5.33.

[8] cap. 11.10, 11, 12.

[9] cap. 33.25.

[10] cap. 6.11.

[11] cap. 28.47 e 32.15. Pro. 30.9. Ose. 13.6.

[12] I Cor. 4.7. Psa. 106.21.

[13] Isa. 63.12, 13, 14. Jer. 2.6. Num. 21.6. Ose. 13.5.

[14] Num. 20.11. Psa. 78.15.

[15] ver. 3. Exo. 16.15.

[16] Jer. 24.5, 6. Heb. 12.11.

[17] cap. 9.4. I Cor. 4.7.

[18] Pro. 10.22. Ose. 2.8. cap. 7.8, 12.

[19] cap. 4.26 e 30.18.

[20] Dan. 9.11.



_Moysés lembra aos israelitas as suas murmurações e suas infidelidades._

9 Ouve, ó Israel, hoje passarás [1] o Jordão, para entrar a possuir
nações maiores [2] e mais fortes do que tu; cidades grandes, e muradas
até aos céus;

2 Um povo grande e alto, filhos de gigantes, [3] que tu conheces, e _de
que_ já ouvistes: Quem pararia diante dos filhos dos gigantes?

3 Sabe pois hoje que o Senhor teu Deus, que passa diante de [4] ti, é um
fogo que consome, que os destruirá, e os derrubará de diante de ti: e tu
os lançarás fóra, [5] e cedo os desfarás, como o Senhor te tem dito.

4 Quando pois o Senhor teu Deus os lançar fóra de diante de ti, [6] não
falles no teu coração, dizendo: Por _causa da_ minha justiça _é que_
o Senhor me trouxe a esta terra para a possuir: porque pela impiedade
d’estas nações _é que_ o Senhor as lança [7] fóra, diante de ti.

5 Não _é_ por _causa da_ tua [8] justiça, nem pela rectidão do teu
coração que entras a possuir a sua terra, mas pela impiedade d’estas
nações o Senhor teu Deus as lança fóra, de diante de ti; e para confirmar
a palavra que o Senhor teu Deus [9] jurou a teus paes, Abrahão, Isaac e
Jacob.

6 Sabe pois que não é por _causa da_ tua justiça que o Senhor teu Deus te
dá esta boa terra para possuil-a, pois tu _és_ [10] povo obstinado.

7 Lembra-te, e não te esqueças, de que muito provocaste a ira ao Senhor
teu Deus no deserto; desde [11] o dia em que saistes do Egypto, até que
chegastes a esse logar, rebeldes fostes contra o Senhor;

8 Pois em Horeb [12] tanto provocastes á ira o Senhor, que se accendeu
contra vós para vos destruir.

9 Subindo [13] eu ao monte a receber as taboas de pedra, as taboas
do concerto que o Senhor fizera comvosco, então fiquei no [14] monte
quarenta dias e quarenta noites; pão não comi, e agua não bebi;

10 E o Senhor me deu [15] as duas taboas de pedra, escriptas com o dedo
de Deus; e n’ellas _tinha escripto_ conforme a todas aquellas palavras
que o Senhor tinha fallado comvosco no monte, do meio do fogo, no [16]
dia da congregação.

11 Succedeu pois que ao fim dos quarenta dias e quarenta noites, o Senhor
me deu as duas taboas de pedra, as taboas do concerto.

12 E o Senhor me disse: [17] Levanta-te, desce depressa d’aqui, porque
o teu povo, que tiraste do Egypto, _já se_ tem corrompido: cedo se
desviaram do caminho que _eu_ lhes tinha ordenado: imagem de fundição
para si fizeram.

13 Fallou-me mais o Senhor, [18] dizendo: Attentei para este povo, e
eis-que elle _é_ povo obstinado:

14 Deixa-me [19] que os destrua, e apague o seu nome de debaixo dos céus:
e te faça a ti nação mais poderosa e mais numerosa do que esta.

15 Então virei-me, e desci [20] do monte; e o monte ardia em fogo e as
duas taboas do concerto _estavam_ em ambas as minhas mãos.

16 E olhei, [21] e eis-que havieis peccado contra o Senhor vosso Deus;
vós tinheis feito um bezerro de fundição: cedo vos desviastes do caminho
que o Senhor vos ordenara.

17 Então peguei das duas taboas, e as arrojei d’ambas as minhas mãos, e
as quebrei aos vossos olhos.

18 E me lancei perante o [22] Senhor; como d’antes, quarenta dias e
quarenta noites não comi pão e não bebi agua, por causa de todo o vosso
peccado que havieis peccado, fazendo mal aos olhos do Senhor, para o
provocar á ira.

19 Porque temi [23] por causa da ira e do furor, com que o Senhor tanto
estava irado contra vós, para [24] vos destruir: porém ainda _por_ esta
vez o Senhor me ouviu.

20 Tambem o Senhor se irou muito contra Aarão para o destruir; mas tambem
orei por Aarão ao mesmo tempo.

21 Porém eu tomei o [25] vosso peccado, o bezerro que tinheis feito, e o
queimei a fogo, e o pisei, moendo-o bem, até que se desfez em pó: e o seu
pó lancei no ribeiro que descia do monte.

22 Tambem em Taberah, e em Massah, e em Quibroth-hattaava provocastes
[26] muito a ira do Senhor.

23 Quando tambem [27] o Senhor vos enviou desde Cades-barnea, dizendo:
Subi, e possui a terra, que vos tenho dado: rebeldes fostes ao mandado do
Senhor vosso Deus, e não o crestes, [28] e não obedecestes á sua voz.

24 Rebeldes fostes [29] contra o Senhor desde o dia em que vos conheci.

25 E prostrei-me [30] perante o Senhor aquelles quarenta dias e quarenta
noites em que estava prostrado; porquanto o Senhor dissera que vos queria
destruir.

26 E eu orei ao Senhor, [31] dizendo: Senhor Deus, não destruas o teu
povo e a tua herança, que resgataste com a tua grandeza, que tiraste do
Egypto com mão forte.

27 Lembra-te dos teus servos, Abrahão, Isaac, e Jacob: não attentes para
a dureza d’este povo, nem para a sua impiedade, nem para o seu peccado:

28 Para que _o povo da_ terra d’onde nos tiraste não diga: [32] Porquanto
o Senhor os não pode introduzir na terra de que lhes tinha fallado, e
porque os aborrecia, os tirou para os matar no deserto:

29 Todavia _são_ elles o [33] teu povo e a tua herança, que tu tiraste
com a tua grande força e com o teu braço estendido.

[1] cap. 11.31. Jos. 3.16 e 4.19.

[2] cap. 4.38 e 7.1 e 11.23 e 1.28.

[3] Num. 13.22, 28, 32.

[4] cap. 31.3. Jos. 3.11. cap. 4.24. Heb. 12.29. cap. 7.23.

[5] Exo. 23.31. cap. 7.24.

[6] cap. 8.17. Rom. 11.6, 20. I Cor. 4.4, 7.

[7] Gen. 15.16. Lev. 18.24. cap. 18.12.

[8] Tito 3.5.

[9] Gen. 12.7 e 13.15 e 15.7 e 17.8 e 26.4 e 28.13.

[10] ver. 13. Exo. 32.9 e 33.3 e 34.9.

[11] Exo. 14.11 e 16.2 e 17.2. Num. 11.4 e 20.2 e 25.2. cap. 31.27.

[12] Exo. 32.4. Psa. 106.19.

[13] Exo. 24.12, 15.

[14] Exo. 24.18 e 34.28.

[15] Exo. 31.18.

[16] Exo. 19.17 e 20.1. cap. 4.10 e 10.4 e 18.16.

[17] Exo. 32.7. cap. 31.29. Jui. 2.17.

[18] Exo. 32.9. cap. 10.16 e 31.27. II Reis 17.14.

[19] Exo. 32.10. cap. 29.20. Psa. 9.6 e 109.13. Num. 14.12.

[20] Exo. 32.15. cap. 4.11 e 5.23.

[21] Exo. 32.19.

[22] Exo. 34.28. Psa. 106.23.

[23] Exo. 32.10.

[24] Exo. 32.14 e 33.17. cap. 10.10. Psa. 106.23.

[25] Exo. 32.20. Isa. 31.7.

[26] Num. 11.1, 3, 5. Exo. 17.7. Num. 11.4, 34.

[27] Num. 13.3 e 14.1.

[28] Psa. 106.24.

[29] cap. 31.27.

[30] ver. 18.

[31] Exo. 32.11, etc.

[32] Gen. 41.57. I Sam. 14.25. Exo. 32.12. Num. 14.16.

[33] cap. 4.20. I Reis 8.51. Neh. 1.10. Psa. 95.7.



_Moysés falla das segundas taboas da lei._

10 N’aquelle mesmo tempo me disse o Senhor: Alisa [1] duas taboas de
pedra, como as primeiras, e sobe a mim a este monte, e faze-te [2] uma
arca de madeira:

2 E n’aquellas taboas escreverei as palavras que estavam nas primeiras
taboas que quebraste, [3] e as porás na arca.

3 Assim, fiz uma arca de madeira _de_ [4] sittim, e alisei duas taboas de
pedra, como as primeiras: e subi ao monte com as duas taboas na minha mão.

4 Então escreveu [5] nas taboas, conforme á primeira escriptura, os dez
mandamentos, que o Senhor vos fallara no dia da congregação, no monte, do
meio do fogo: e o Senhor m’as deu a mim.

5 E virei-me, e desci do [6] monte, e puz as taboas na arca que fizera: e
ali estão, como o Senhor [7] me ordenou.

6 E partiram os filhos de Israel de Beeroth-Bene-jaakan a Mosera: [8] ali
falleceu Aarão, e ali foi sepultado, e Eleazar, seu filho, administrou o
sacerdocio em seu logar.

7 D’ali partiram [9] a Gudgod, e de Gudgod a Jotbath, terra de ribeiros
de aguas.


_Da vocação da tribu de Levi._

8 No mesmo tempo o Senhor separou [10] a tribu de Levi, para levar a arca
do concerto do Senhor, [11] para estar diante do Senhor, para o servir, e
para abençoar em seu nome até _ao dia de_ hoje.

9 Pelo que Levi [12] com seus irmãos não tem parte na herança: o Senhor é
a sua herança, como o Senhor teu Deus lhe tem dito.

10 E eu estive no monte, [13] como nos dias primeiros, quarenta dias e
quarenta noites: e o Senhor me ouviu ainda _por_ esta vez: não quiz o
Senhor destruir-te.

11 Porém o Senhor me disse: [14] Levanta-te, põe-te a caminho diante do
povo, para que entrem, e possuam a terra que jurei a seus paes dar-lhes.


_Exhortação á obediencia._

12 Agora, pois, ó Israel, que _é o que_ o Senhor teu Deus pede de ti,
senão [15] que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus
caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e
com toda a tua alma,

13 Para guardar os mandamentos do Senhor, e os seus estatutos, que hoje
te ordeno, [16] para o teu bem?

14 Eis que [17] os céus e os céus dos céus _são_ do Senhor teu Deus, [18]
a terra e tudo o que n’ella _ha_.

15 Tão sómente o Senhor tomou prazer em teus paes para os amar: [19] e a
vós, semente d’elles, escolheu depois d’elles, de todos os povos, como
n’este dia _se vê_.

16 Circumcidae pois o prepucio [20] do vosso coração, e não mais
endureçaes a vossa cerviz.

17 Pois o Senhor vosso Deus [21] _é_ o Deus dos deuses, e o Senhor dos
senhores, o Deus grande, poderoso e terrivel, que não faz accepção de
[22] pessoas, nem acceita recompensas:

18 Que faz justiça [23] ao orphão e á viuva, e ama o estrangeiro,
dando-lhe pão e vestido.

19 Pelo que amareis [24] o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra
do Egypto.

20 Ao Senhor teu Deus [25] temerás, a elle servirás, e a elle te
chegarás, e pelo seu nome jurarás.

21 Elle _é_ o teu louvor [26] e o teu Deus, que te fez estas grandes e
terriveis coisas que os teus olhos teem visto.

22 Com setenta almas [27] teus paes desceram ao Egypto; e agora o Senhor
teu Deus [28] te poz como as estrellas dos céus em multidão.

[1] Exo. 34.1.

[2] Exo. 25.10.

[3] Exo. 25.16, 21.

[4] Exo. 25.5, 10 e 37.1 e 34.4.

[5] Exo. 34.28 e 20.1 e 19.17. cap. 9.10 e 18.16.

[6] Exo. 34.29 e 40.20.

[7] I Reis 8.9.

[8] Num. 33.30 e 34.38.

[9] Num. 33.32, 33.

[10] Num. 3.6 e 4.4 e 8.14 e 16.9 e 4.15.

[11] cap. 18.15. Lev. 9.22. Num. 6.23. cap. 21.5.

[12] Num. 18.20, 24. cap. 18.1, 2. Eze. 44.28.

[13] Exo. 34.28. cap. 9.18, 25. Exo. 32.14, 33, 34 e 33.17. cap. 9.19.

[14] Exo. 32.34 e 33.1.

[15] Miq. 6.8. cap. 6.13 e 5.33 e 6.5 e 11.13 e 30.16, 20. Mat. 22.37.

[16] cap. 6.24.

[17] I Reis 8.27. Psa. 149.4.

[18] Gen. 14.19. Exo. 19.5. Psa. 24.1.

[19] cap. 4.37.

[20] Lev. 26.41. cap. 30.6. Jer. 4.4. Rom. 2.28. Col. 2.11. cap. 9.6.

[21] Jos. 22.22. Dan. 2.47 e 11.36. Apo. 17.14 e 19.16. cap. 7.21.

[22] II Chr. 19.7. Job 34.19. Act. 10.34. Rom. 2.11. Gal. 2.6. Eph. 6.9.
Col. 3.25. I Ped. 1.17.

[23] Psa. 146.9.

[24] Lev. 19.33.

[25] cap. 6.13. Mat. 4.10. Luc. 4.8. cap. 11.22 e 13.4.

[26] Exo. 15.2. Jer. 17.14. I Sam. 12.24. II Sam. 7.23. Psa. 106.21.

[27] Gen. 46.27. Exo. 1.5. Act. 7.14.

[28] cap. 1.10 e 28.62. Gen. 15.5.



11 Amarás pois [1] ao Senhor teu Deus, e guardarás a sua observancia, e
os seus estatutos, e os seus juizos, e os seus mandamentos, todos os dias.

2 E hoje sabereis que _fallo_, não com vossos filhos, que o não sabem, e
não viram a instrucção [2] do Senhor vosso Deus, a sua grandeza, a sua
mão forte, e o seu braço estendido;

3 Nem tão pouco os seus signaes, nem os seus feitos, [3] que fez no meio
do Egypto a Pharaó, rei do Egypto, e a toda a sua terra;

4 Nem o que fez ao exercito dos egypcios, aos seus cavallos e aos seus
carros, fazendo passar sobre elles as aguas [4] do Mar Vermelho quando
vos perseguiam: e o Senhor os destruiu até _ao dia de_ hoje;

5 Nem o que vos fez no deserto, até que chegastes a este logar;

6 E o que fez a Dathan [5] e a Abiram, filhos de Eliab, filho de Ruben:
como a terra abriu a sua bocca e os tragou com as suas casas e com as
suas tendas, como tambem tudo o que subsistia, e lhes pertencia, no meio
de todo o Israel:

7 Porquanto os [6] vossos olhos _são_ os que viram toda a grande obra que
fez o Senhor.

8 Guardae pois todos os mandamentos que eu vos ordeno [7] hoje, para que
vos esforceis, e entreis, e possuaes a terra que passaes a possuir;

9 E para que prolongueis os dias na terra [8] que o Senhor jurou a vossos
paes dal-a a elles e á sua semente, terra que mana leite e mel.

10 Porque a terra que entras a possuir não _é_ como a terra do Egypto,
d’onde saistes, [9] em que semeavas a tua semente, e a regavas com o teu
pé, como a uma horta.

11 Mas [10] a terra que passaes a possuir _é_ terra de montes e de
valles: da chuva dos céus beberá as aguas:

12 Terra de que o Senhor teu Deus tem cuidado: [11] os olhos do Senhor
teu Deus _estão_ sobre ella continuamente, desde o principio até ao fim
do anno.


_Os beneficios da obediencia._

13 E será que, se [12] diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que
hoje te ordeno, de amar ao Senhor teu Deus, e de o servir de todo o teu
coração e de toda a tua alma,

14 Então darei a chuva da vossa terra [13] a seu tempo, a temporã e a
serodia, para que recolhas o teu grão, e o teu mosto e o teu azeite.

15 E darei herva no teu campo [14] ás tuas bestas, e comerás, e
fartar-te-has.

16 Guardae-vos, que o vosso coração não se [15] engane, e vos desvieis, e
sirvaes a outros deuses, e vos inclineis perante elles:

17 E a ira [16] do Senhor se accenda contra vós, e feche elle os céus, e
não haja agua, e a terra não dê a sua novidade, e cedo pereçaes [17] da
boa terra que o Senhor vos dá.

18 Ponde [18] pois estas minhas palavras no vosso coração e na vossa
alma, e atae-as por signal na vossa mão, para que estejam por testeiras
entre os vossos olhos,

19 E ensinae-as [19] a vossos filhos, fallando d’ellas assentado em tua
casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te;

20 E escreve-as [20] nos umbraes de tua casa, e nas tuas portas:

21 Para que se multipliquem os vossos dias [21] e os dias de vossos
filhos na terra que o Senhor jurou a vossos paes dar-lhes, como os dias
[22] dos céus sobre a terra.

22 Porque, se diligentemente guardardes todos estes mandamentos [23] que
vos ordeno para os guardardes, amando ao Senhor vosso Deus, andando em
todos os seus caminhos, [24] e a elle vos achegardes,

23 Tambem o Senhor de diante de vós lançará [25] fóra todas estas nações,
e possuireis nações maiores e mais poderosas do que vós.

24 Todo o logar [26] que pisar a planta do vosso pé será vosso: desde o
deserto, e [27] _desde o_ Libano, desde o rio, o rio Euphrates, até ao
mar occidental, será o vosso termo.

25 Ninguem parará diante de vós: o [28] Senhor vosso Deus porá sobre toda
a terra que pisardes o vosso terror e o vosso temor, como já vos tem dito.


_A benção e a maldição._

26 Eis que [29] hoje eu ponho diante de vós a benção e a maldição:

27 A benção, [30] quando ouvirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus,
que hoje vos mando;

28 Porém a maldição, [31] se não ouvirdes os mandamentos do Senhor vosso
Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes
outros deuses que não conhecestes.

29 E será que, havendo-te o Senhor teu Deus introduzido na terra, a que
vaes para possuil-a, então pronunciarás a benção [32] sobre o monte de
Gerizim, e a maldição sobre o monte d’Ebal.

30 _Porventura_ não _estão_ elles d’aquem do Jordão, junto ao caminho do
pôr do sol, na terra dos cananeos, que habitam na campina defronte do
Gilgal, [33] junto aos carvalhaes de Moreh?

31 Porque passareis [34] o Jordão para entrardes a possuir a terra, que
vos dá o Senhor vosso Deus: e a possuireis, e n’ella habitareis.

32 Tende pois cuidado em [35] fazer todos os estatutos e os juizos, que
eu hoje vos proponho.

[1] cap. 10.12 e 30.16, 20. Zac. 3.7.

[2] cap. 8.5 e 5.24 e 7.19.

[3] Psa. 73.12.

[4] Exo. 14.27, 28 e 15.9. Psa. 106.11.

[5] Num. 16.1, 31 e 27.3. Psa. 106.17.

[6] cap. 5.3 e 7.19.

[7] Jos. 1.6, 7.

[8] cap. 4.40 e 5.16. Pro. 10.27. cap. 9.5. Exo. 3.8.

[9] Zac. 14.18.

[10] cap. 8.7.

[11] I Reis 9.3.

[12] ver. 22. cap. 6.17 e 10.12.

[13] Lev. 26.4. cap. 28.12. Joel 2.23. Thi. 5.7.

[14] Psa. 104.14. cap. 6.11. Joel 2.19.

[15] cap. 29.18. Job 31.27. cap. 8.19 e 30.17.

[16] cap. 6.15. I Reis 8.35. II Chr. 6.26 e 7.13.

[17] cap. 4.26 e 8.19, 20 e 30.18. Jos. 23.13, 15, 16.

[18] cap. 6.6 e 32.46.

[19] cap. 4.9, 10 e 6.7.

[20] cap. 6.9.

[21] cap. 4.40. Pro. 3.2 e 4.10.

[22] Psa. 72.5 e 89.30.

[23] ver. 13. cap. 6.17.

[24] cap. 10.20 e 30.20.

[25] cap. 4.38 e 9.1, 5.

[26] Jos. 1.3 e 14.9.

[27] Gen. 15.18. Exo. 23.31. Num. 34.3, etc.

[28] cap. 7.24 e 2.25. Exo. 23.27.

[29] cap. 30.1, 15, 19.

[30] cap. 28.2.

[31] cap. 28.15.

[32] cap. 27.12. Jos. 8.33.

[33] Gen. 12.6. Jui. 7.11.

[34] cap. 9.1.

[35] cap. 5.32 e 12.32.



_O unico logar de culto é o escolhido pelo Senhor._

12 Estes _são_ os estatutos [1] e os juizos que tereis cuidado em fazer
na terra que vos deu o Senhor Deus de vossos paes, para a possuir todos
[2] os dias que viverdes sobre a terra.

2 Totalmente destruireis todos os logares, [3] onde as nações que
possuireis serviram os seus deuses, [4] sobre as altas montanhas, e sobre
os outeiros, e debaixo de toda a arvore verde;

3 E derribareis os seus altares, e [5] quebrareis as [HH] suas estatuas,
e os seus bosques queimareis a fogo, e talhareis as imagens esculpidas
dos seus deuses, e apagareis o seu nome d’aquelle logar.

4 Assim não fareis [6] ao Senhor vosso Deus;

5 Mas o logar que o Senhor vosso Deus escolher [7] de todas as vossas
tribus, para ali pôr o seu nome, buscareis para sua habitação, e ali
vireis.

6 E ali trareis os vossos holocaustos, e os [8] vossos sacrificios, e os
vossos dizimos, e a offerta alçada da vossa mão, e os vossos votos, e as
vossas offertas voluntarias, e os primogenitos das vossas vaccas e das
vossas ovelhas.

7 E ali comereis [9] perante o Senhor vosso Deus, e vos alegrareis em
tudo em que poreis a vossa mão, vós e as vossas casas, no que te abençoar
o Senhor teu Deus.

8 Não fareis conforme a tudo o que hoje fazemos aqui, [10] cada qual tudo
o que bem _parece_ aos seus olhos.

9 Porque até agora não entrastes no descanço e na herança que vos dá o
Senhor vosso Deus.

10 Mas passareis o Jordão, [11] e habitareis na terra que vos fará
herdar o Senhor vosso Deus: e vos dará repouso de todos os vossos
inimigos em redor, e morareis seguros.

11 Então haverá um logar [12] que escolherá o Senhor vosso Deus para ali
fazer habitar o seu nome; ali trareis tudo o que vos ordeno; os vossos
holocaustos, e os vossos sacrificios, e os vossos dizimos, e a offerta
alçada da vossa mão, e toda a escolha dos vossos votos que votardes ao
Senhor.

12 E vos alegrareis [13] perante o Senhor vosso Deus, vós, e vossos
filhos, e vossas filhas, e os vossos servos, e as vossas servas, e o
levita que _está_ dentro das vossas portas; pois comvosco não tem parte
nem [14] herança.

13 Guarda-te, que não offereças [15] os teus holocaustos em todo o logar
que vires;

14 Mas no logar [16] que o Senhor escolher n’uma das tuas tribus ali
offerecerás os teus holocaustos, e ali farás tudo o que te ordeno.

15 Porém, conforme a todo o desejo da tua alma, degolarás [17] e comerás
carne segundo a benção do Senhor teu Deus, que te dá em todas as tuas
portas: o immundo [18] e o limpo d’ella comerá; como do corço e do veado:

16 Tão sómente [19] o sangue não comereis: sobre a terra o derramareis
como agua.

17 Nas tuas portas não poderás comer o dizimo do teu grão, nem do teu
mosto, nem do teu azeite, nem as primogenituras das tuas vaccas, nem das
tuas ovelhas; nem nenhum dos teus votos, que houveres votado, nem as tuas
offertas voluntarias, nem a offerta alçada da tua mão;

18 Mas o comerás [20] perante o Senhor teu Deus, no logar que escolher o
Senhor teu Deus, tu, e teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua
serva, e o levita que _está_ dentro das tuas portas: e perante o Senhor
teu Deus te alegrarás em tudo em que pozeres a tua mão.

19 Guarda-te, [21] que não desampares ao levita todos os teus dias na
terra.

20 Quando o Senhor teu Deus dilatar os teus termos como te disse, e
disseres: [22] Comerei carne; porquanto a tua alma tem desejo de comer
carne; conforme a todo o desejo da tua alma, comerás carne.

21 Se estiver longe de ti o logar que o Senhor teu Deus escolher para ali
pôr o seu nome, então degolarás das tuas vaccas e tuas ovelhas, que o
Senhor te tiver dado, como te tenho ordenado; e comerás dentro das tuas
portas, conforme a todo o desejo da tua alma.

22 Porém, como se come o corço e o veado, [23] assim comerás: o immundo e
o limpo juntamente comerão d’elles.

23 Sómente esforça-te para que não comas o sangue: [24] pois o sangue _é_
a vida: pelo que não comerás a vida com a carne:

24 Não o comerás: na terra o derramarás como agua.

25 Não o comerás; [25] para que bem te succeda a ti, e a teus filhos,
depois de ti, quando fizeres o _que fôr_ recto aos olhos do Senhor.

26 Porém as tuas coisas [26] sanctas que tiveres, e os teus votos
tomarás, e virás ao logar que o Senhor escolher.

27 E offerecerás [27] os teus holocaustos, a carne e o sangue sobre o
altar do Senhor teu Deus; e o sangue dos teus sacrificios se derramará
sobre o altar do Senhor teu Deus; porém a carne comerás.

28 Guarda e ouve todas estas palavras que te ordeno, para que bem te
succeda a ti [28] e a teus filhos depois de ti para sempre, quando
fizeres o _que fôr_ bom e recto aos olhos do Senhor teu Deus.

29 Quando o Senhor teu Deus desarraigar [29] de diante de ti as nações,
aonde vaes a possuil-as e as possuires e habitares na sua terra,

30 Guarda-te, [30] que te não enlaces após ellas, depois que forem
destruidas diante de ti; e que não perguntes ácêrca dos seus deuses,
dizendo: _Assim_ como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo
tambem farei eu.

31 Assim não farás [31] ao Senhor teu Deus: porque tudo o que é
abominavel ao Senhor, o que aborrece, [32] fizeram elles a seus deuses:
pois até seus filhos e suas filhas queimaram com fogo aos seus deuses.

32 Tudo o que eu vos ordeno, observareis para fazer; [33] nada lhe
diminuirás.

[1] cap. 6.1.

[2] cap. 4.10. I Reis 8.40.

[3] Exo. 34.13. cap. 7.5.

[4] II Reis 16.4 e 17.10. Jer. 3.6.

[5] Num. 33.52. Jui. 2.2.

[6] ver. 31.

[7] ver. 11. cap. 26.2. Jos. 9.27. I Reis 8.29. II Chr. 7.12. Psa. 78.68.

[8] Lev. 17.3. ver. 17. cap. 14.22, 23 e 15.19.

[9] cap. 14.26. ver. 12, 18. Lev. 23.30. cap. 16.11, 14, 15 e 26.11 e
27.7.

[10] Jui. 17.6 e 21.25.

[11] cap. 11.31.

[12] ver. 5, 14, 18, 21, 26. cap. 14.23 e 15.20 e 16.2 e 17.8 e 18.6 e
23.16 e 31.11. Jos. 18.1. I Reis 8.29. Psa. 78.68.

[13] ver. 7.

[14] cap. 10.9 e 14.29.

[15] Lev. 17.4.

[16] ver. 11.

[17] ver. 21.

[18] ver. 22. cap. 14.5 e 15.22.

[19] Gen. 9.4. Lev. 7.26 e 17.1. cap. 5.23. ver. 1, 24.

[20] ver. 11, 22. cap. 14.23.

[21] cap. 14.27.

[22] Gen. 15.18 e 28.14. Exo. 34.24. cap. 11.24 e 19.8.

[23] ver. 15.

[24] ver. 16. Gen. 9.4. Lev. 17.11, 14.

[25] cap. 4.40. Isa. 3.10. Exo. 15.26. cap. 13.18. I Reis 11.38.

[26] Num. 5.9, 10 e 18.19. I Sam. 1.21, 22, 24.

[27] Lev. 1.5, 9, 13 e 17.11.

[28] ver. 25.

[29] Exo. 23.23. cap. 19.1. Jos. 23.4.

[30] cap. 7.16.

[31] ver. 4. Lev. 18.3, 26, 30. II Reis 17.15.

[32] Lev. 18.21 e 20.2. cap. 18.10. Jer. 33.33. Eze. 23.37.

[33] cap. 4.2 e 13.18. Jos. 1.7. Pro. 30.6. Apo. 22.18.



_O castigo dos falsos prophetas e dos idolatras._

13 Quando propheta ou sonhador de sonhos se levantar [1] no meio de ti, e
te dér um signal ou prodigio,

2 E succeder o tal [2] signal ou prodigio, de que te houver fallado,
dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamol-os;

3 Não ouvirás as palavras d’aquelle propheta ou sonhador de sonhos:
porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, [3] para saber se amaes o Senhor
vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma.

4 Após o Senhor vosso Deus [4] andareis, e a elle temereis, e os seus
mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a elle servireis, e a
elle vos achegareis.

5 E aquelle propheta [5] ou sonhador de sonhos morrerá, pois fallou
rebeldia contra o Senhor vosso Deus, que vos tirou da terra do Egypto,
e vos resgatou da casa da servidão, para te empuxar do caminho que te
ordenou o Senhor teu Deus, para andares n’elle: assim [6] tirarás o mal
do meio de ti.

6 Quando te incitar teu irmão, filho da tua mãe, ou teu filho, ou tua
filha, ou a mulher do teu seio, [7] ou teu amigo, que te _é_ como a tua
alma, dizendo-te em segredo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não
conheceste, nem tu nem teus paes;

7 D’entre os deuses dos povos que _estão_ em redor de vós, perto ou longe
de ti, desde uma extremidade da terra até á outra extremidade;

8 Não consentirás com elle, nem o ouvirás; [8] nem o teu olho o poupará,
nem terás piedade _d’elle_, nem o esconderás;

9 Mas certamente o matarás; [9] a tua mão será a primeira contra elle,
para o matar; e depois a mão de todo o povo.

10 E com pedras o apedrejarás, até que morra, pois te procurou empuxar do
Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egypto, da casa da servidão;

11 Para que todo o Israel o ouça e o tema, [10] e não torne a fazer
segundo esta coisa má no meio de ti.

12 Quando ouvires dizer de alguma [11] das tuas cidades que o Senhor teu
Deus te dá, para ali habitar;

13 Uns homens, filhos de Belial, sairam [12] do meio de ti, que incitaram
os moradores da sua cidade, dizendo: Vamos, [13] e sirvamos a outros
deuses que não conhecestes;

14 Então inquirirás e informar-te-has, e com diligencia perguntarás;
e eis que, sendo este negocio verdade, e certo _que_ se fez uma tal
abominação no meio de ti;

15 _Então_ certamente ferirás ao fio da espada os moradores d’aquella
[14] cidade, destruindo ao fio da espada a ella e a tudo o que n’ella
_houver_, até aos animaes.

16 E ajuntarás todo o seu despojo no meio da sua praça; [15] e a cidade
e todo o seu despojo queimarás totalmente para o Senhor teu Deus, e será
montão perpetuo, nunca mais se edificará.

17 Tambem nada se pegará [16] á tua mão do anathema, para que o Senhor se
aparte do ardor da sua ira, e te faça misericordia, [17] e tenha piedade
de ti, e te multiplique, como jurou a teus paes;

18 Quando ouvires a voz do Senhor teu Deus, para guardar [18] todos os
seus mandamentos, que hoje te ordeno; para fazer o _que fôr_ recto aos
olhos do Senhor teu Deus.

[1] Zac. 10.2. Mat. 24.24. II The. 2.9.

[2] cap. 18.22. Jer. 28.9. Mat. 7.22.

[3] cap. 8.2. Mat. 24.24. I Cor. 11. Apo. 13.14.

[4] II Reis 23.3. II Cor. 34.31. cap. 10.20 e 30.20.

[5] cap. 18.20. Jer. 14.15. Zac. 13.3.

[6] cap. 17.7 e 22.21, 22, 24. I Cor. 5.13.

[7] cap. 17.2. Gen. 16.5. cap. 28.54. Pro. 5.20. Miq. 7.5. I Sam. 18.1, 3
e 20.17.

[8] Pro. 1.10.

[9] cap. 17.5, 7. Act. 7.58.

[10] cap. 17.13 e 19.20.

[11] Jos. 22.11, etc. Jui. 20.1, 2.

[12] I João 2.19. Jud. 19. II Reis 17.21.

[13] ver. 2, 6.

[14] Exo. 22.20. Lev. 27.28. Jos. 6.17, 21.

[15] Jos. 6.24 e 8.28. Isa. 17.1 e 25.2. Jer. 49.2.

[16] cap. 7.26. Jos. 6.18.

[17] Jos. 6.26. Gen. 22.17 e 26.4, 24 e 28.14.

[18] cap. 12.25, 28, 32.



_Animaes limpos e immundos._

14 Filhos _sois_ do Senhor vosso Deus: [1] não vos dareis golpes, nem
poreis calva entre vossos olhos por _causa_ de algum morto.

2 Porque _és_ povo [2] sancto ao Senhor teu Deus: e o Senhor te escolheu,
de todos os povos que _ha_ sobre a face da terra, para lhe seres o seu
povo proprio.

3 Nenhuma abominação [3] comereis.

4 Estes _são_ os animaes [4] que comereis: o boi, o gado miudo das
ovelhas, e o gado miudo das cabras,

5 O veado, e [HI] a corça, e o bufalo, e a cabra montez, e o teixugo, e o
boi silvestre, e o gamo.

6 Todo o animal que tem unhas fendidas, que tem a unha dividida em duas,
que remoe, entre os animaes, aquillo comereis.

7 Porém estes não comereis, dos que _sómente_ remoem, ou que teem a unha
fendida: o camelo, e a lebre, e o coelho, porque remoem mas não teem a
unha fendida: immundos vos _serão_.

8 Nem o porco, porque tem unha fendida, mas não remoe; immundo vos
_será_: não comereis da carne d’estes, [5] e não tocareis no seu cadaver.

9 Isto comereis de tudo o que _ha_ nas aguas: tudo o que tem barbatanas e
escamas comereis.

10 Mas tudo o que não tiver barbatanas nem escamas não _o_ comereis:
immundo vos _será_.

11 Toda a ave limpa comereis.

12 Porém estas _são_ as de que não comereis: [6] a aguia, e o
quebrantosso, e o xofrango,

13 E o abutre, e a pêga, e o milhano, segundo a sua especie,

14 E todo o corvo, segundo a sua especie,

15 E o abestruz, e o mocho, e o cuco, e o gavião, segundo a sua especie,

16 E o bufo, e a coruja, e a gralha.

17 E o cysne, e o pelicano, e o corvo marinho,

18 E a cegonha, e a garça, segundo a sua especie, e a poupa, e o morcego.

19 Tambem todo o reptil que [7] vôa, vos _será_ immundo: não se comerá.

20 Toda a ave limpa comereis.

21 Não comereis [8] nenhum animal morto; ao estrangeiro, que _está_
dentro das tuas portas, o darás a comer, ou o venderás ao estranho,
porquanto _és_ povo sancto [9] ao Senhor teu Deus. Não cozerás [10] o
cabrito com o leite da sua mãe.


_Os dizimos para o serviço do Senhor._

22 Certamente [11] darás os dizimos de toda a novidade da tua semente,
que cada anno se recolher do campo.

23 E, perante o Senhor teu Deus, no logar que escolher para ali fazer
habitar o seu nome, [12] comereis os dizimos do teu grão, do teu mosto e
do teu azeite, e os primogenitos [13] das tuas vaccas e das tuas ovelhas:
para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias.

24 E quando o caminho [14] te fôr tão comprido que os não possas levar,
por estar longe de ti o logar que escolher o Senhor teu Deus para ali pôr
o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado;

25 Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vae ao logar que
escolher o Senhor teu Deus;

26 E aquelle dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vaccas,
e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir
a tua alma: [15] come-o ali perante o Senhor teu Deus, e alegra-te, tu e
a tua casa;

27 Porém não desampararás o [16] levita que _está_ dentro dos tuas
portas; pois não tem parte nem herança comtigo.

28 Ao fim de tres annos [17] tirarás todos os dizimos da tua novidade no
mesmo anno, e os recolherás nas tuas portas:

29 Então virá o levita [18] (pois nem parte nem herança tem comtigo), e o
estrangeiro, e o orphão, e a viuva, que _estão_ dentro das tuas portas, e
comerão, e fartar-se-hão: para que o Senhor teu Deus te abençoe [19] em
toda a obra das tuas mãos, que fizeres.

[1] Rom. 8.16 e 9.8, 26. Gal. 3.26. Lev. 19.28 e 21.5. Jer. 16.6 e 41.5 e
47.5. I The. 4.13.

[2] Lev. 20.26. cap. 7.6 e 26.18, 19.

[3] Eze. 4.14. Act. 10.13.

[4] Lev. 11.2, etc.

[5] Lev. 11.26, 27 e 11.9.

[6] Lev. 11.13.

[7] Lev. 11.20, 21.

[8] Lev. 17.15 e 22.8. Eze. 4.14.

[9] ver. 2.

[10] Exo. 23.19 e 34.26.

[11] Lev. 27.30. cap. 12.6, 17. Neh. 10.37.

[12] cap. 12.5, 6, 7, 17, 18.

[13] cap. 15.19.

[14] cap. 12.21.

[15] cap. 12.7, 18 e 26.11.

[16] cap. 12.12, 18, 19. Num. 18.20. cap. 18.1, 2.

[17] cap. 26.12. Amós 4.4.

[18] cap. 26.12. ver. 27. cap. 12.12.

[19] cap. 15.10. Pro. 3.9. Mal. 3.10.



_O anno da remissão._

15 Ao fim dos sete [1] annos farás remissão.

2 Este pois _é_ o modo da remissão: _que_ todo o credor, que emprestou ao
seu proximo _uma_ coisa, permittirá: não _a_ exigirá do seu proximo ou do
seu irmão, pois a remissão do Senhor é apregoada.

3 Do estranho [2] _a_ exigirás; mas _o_ que tiveres em poder de teu irmão
a tua mão o permittirá:

4 Sómente para que entre ti não haja pobre: [3] pois o Senhor
abundantemente te abençoará na terra que o Senhor teu Deus te dará por
herança, para possuil-a.

5 Se sómente [4] ouvires diligentemente a voz do Senhor teu Deus para
cuidares em fazer todos estes mandamentos que hoje te ordeno:

6 Porque o Senhor teu Deus te abençoará, como te tem dito: assim,
emprestarás a muitas nações, mas não tomarás emprestimos: [5] e dominarás
sobre muitas nações, mas ellas não dominarão sobre ti.

7 Quando entre ti houver algum pobre de teus irmãos, em alguma das tuas
portas, na tua terra [6] que o Senhor teu Deus te dá, não endurecerás o
teu coração, nem fecharás a tua mão a teu irmão que _fôr_ pobre;

8 Antes lhe abrirás [7] de todo a tua mão, e livremente lhe emprestarás o
que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade.

9 Guarda-te, que não haja [HJ] palavra de Belial no teu coração, dizendo:
Vae-se approximando o setimo anno, o anno da remissão: e que o teu olho
seja maligno para com teu [8] irmão pobre, e não lhe dês nada; e que
_elle_ clame contra ti ao Senhor, e que haja em ti peccado.

10 Livremente lhe darás e _que_ o teu coração não seja maligno, [9]
quando lhe déres: pois por esta causa te abençoará [10] o Senhor teu Deus
em toda a tua obra, e em tudo no que pozeres a tua mão.

11 Pois nunca cessará o [11] pobre do meio da terra: pelo que te ordeno,
dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu
necessitado, e para o teu pobre na tua terra.

12 Quando teu irmão [12] hebreo ou _irmã_ hebrea se vender a ti, seis
annos te servirá, mas no setimo anno o despedirás forro de ti.

13 E, quando o despedires de ti forro, não o despedirás vazio.

14 Liberalmente o fornecerás do teu rebanho, e da tua eira, e do teu
lagar: d’aquillo com que o Senhor teu Deus te tiver [13] abençoado lhe
darás.

15 E lembrar-te-has [14] de que foste servo na terra do Egypto, e de que
o Senhor teu Deus te resgatou: pelo que te ordeno hoje esta coisa.

16 Porém será que, dizendo-te elle: [15] Não sairei de ti; porquanto te
ama a ti e a tua casa, por estar bem comtigo;

17 Então tomarás uma sovela, e lhe furarás a orelha, á porta, e teu servo
será para sempre: e tambem assim farás á tua serva.

18 Não seja aos teus olhos coisa dura, quando o despedires forro de ti;
pois seis annos [16] te serviu em dobro do salario do jornaleiro: assim o
Senhor teu Deus te abençoará em tudo o que fizeres.

19 Todo o primogenito que nascer entre as tuas vaccas e entre as tuas
ovelhas, o macho [17] sanctificarás ao Senhor teu Deus: com primogenito
do teu boi não trabalharás, nem tosquiarás o primogenito das tuas ovelhas.

20 Perante o Senhor teu Deus os comerás [18] de anno em anno, no logar
que o Senhor escolher, tu e a tua casa.

21 Porém, havendo [19] n’elle _algum_ defeito, _se fôr_ coxo, ou cego,
_ou tiver_ qualquer defeito, não o sacrificarás ao Senhor teu Deus.

22 Nas tuas portas o comerás: o [20] immundo e o limpo _o comerão_
juntamente, como da corça ou do veado.

23 Sómente o seu sangue não comerás: [21] sobre a terra o derramarás como
agua.

[1] Exo. 21.2 e 23.10, 11. Lev. 25.2, 4. cap. 31.10. Jer. 34.14.

[2] cap. 23.20.

[3] cap. 28.8.

[4] cap. 28.1.

[5] cap. 28.12, 13, 44. Pro. 22.7.

[6] I João 3.17.

[7] Lev. 25.35. Mat. 5.42. Luc. 6.34, 35.

[8] cap. 28.54, 56. Pro. 23.6 e 28.22. Mat. 20.15. cap. 24.15. Mat. 25.41.

[9] II Cor. 9.5, 7.

[10] cap. 14.29 e 24.19. Psa. 41.2. Pro. 22.9.

[11] Mat. 26.1. Mar. 14.7. João 12.8.

[12] Exo. 21.2. Lev. 25.39. Jer. 34.14.

[13] Pro. 10.22.

[14] cap. 5.15 e 16.12.

[15] Exo. 21.5.

[16] Isa. 16.14 e 21.16.

[17] Exo. 13.2 e 34.19. Lev. 27.26. Num. 3.13.

[18] cap. 12.5, 6, 7, 17 e 14.23 e 16.11, 14.

[19] Lev. 22.20. cap. 17.1.

[20] cap. 12.15, 22.

[21] cap. 12.16, 23.



_As tres festas da paschoa, de pentecostes e dos tabernaculos._

16 Guarda o mez d’Abib, e celebra a paschoa [1] ao Senhor teu Deus:
porque no mez d’Abib o Senhor teu Deus te tirou do Egypto, de noite.

2 Então sacrificarás a paschoa ao Senhor teu Deus, ovelhas [2] e vaccas,
no logar que o Senhor escolher para ali fazer habitar o seu nome.

3 N’ella não comerás [3] levedado: sete dias n’ella comerás _pães_ asmos,
pão d’afflicção (porquanto apressadamente saiste da terra do Egypto),
para que te lembres do dia da tua saida da terra do Egypto, todos os dias
da tua vida.

4 Levedado não apparecerá comtigo por sete dias em todos os teus [4]
termos: tambem da carne que matares á tarde, no primeiro dia, nada ficará
até á manhã.

5 Não poderás sacrificar a paschoa em nenhuma das tuas portas que te dá o
Senhor teu Deus;

6 Senão no logar que escolher o Senhor teu Deus, para fazer habitar o seu
nome, ali sacrificarás a paschoa á tarde, [5] ao pôr do sol, ao tempo
determinado da tua saida do Egypto.

7 Então _a_ cozerás, [6] e comerás no logar que escolher o Senhor teu
Deus; depois virás pela manhã, e irás ás tuas tendas.

8 Seis dias comerás _pães_ asmos [7] e no setimo dia _é_ solemnidade ao
Senhor teu Deus: nenhuma obra farás.

9 Sete semanas [8] contarás; desde que a foice começar na seara começarás
a contar as sete semanas.

10 Depois celebrarás a festa das semanas ao Senhor teu Deus; o que déres
_será_ tributo voluntario da tua mão, [9] segundo o Senhor teu Deus te
tiver abençoado.

11 E te alegrarás [10] perante o Senhor teu Deus, tu, e teu filho, e tua
filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que _está_ dentro das
tuas portas, e o estrangeiro, e o orphão, e a viuva, que _estão_ no meio
de ti, no logar que escolher o Senhor teu Deus para ali fazer habitar o
seu nome.

12 E lembrar-te-has de [11] que foste servo no Egypto: e guardarás estes
estatutos, e os farás.

13 A festa [12] dos tabernaculos guardarás sete dias, quando colheres da
tua eira e do teu lagar.

14 E na tua festa [13] te alegrarás, tu, e teu filho, e tua filha, e o
teu servo, e a tua serva, e o levita, e o estrangeiro, e o orphão, e a
viuva, que _estão_ das tuas portas para dentro.

15 Sete dias celebrarás [14] a festa ao Senhor teu Deus, no logar que
o Senhor escolher: porque o Senhor teu Deus te ha de abençoar em toda
a tua colheita, e em toda a obra das tuas mãos; pelo que te alegrarás
certamente.

16 Tres vezes [15] no anno todo o macho entre ti apparecerá perante o
Senhor teu Deus, no logar que escolher, na festa dos _pães_ asmos, e na
festa das semanas, e na festa dos tabernaculos; porém não apparecerá [16]
vazio perante o Senhor:

17 Cada qual, conforme ao dom da sua mão, conforme [17] á benção do
Senhor teu Deus, que te tiver dado.


_Deveres dos juizes._

18 Juizes e officiaes [18] porás em todas as tuas portas que o Senhor teu
Deus te der entre as tuas tribus, para que julguem o povo com juizo de
justiça.

19 Não torcerás o juizo, [19] não farás accepção de pessoas, nem tomarás
peitas; porquanto a peita cega os olhos dos sabios, e perverte as
palavras dos justos.

20 A justiça, a justiça seguirás; para que vivas, [20] e possuas a terra
que te dará o Senhor teu Deus.

21 Não plantarás [21] nenhum bosque d’arvores junto ao altar do Senhor
teu Deus, que fizeres para ti,

22 Nem [22] levantarás [HK] estatua, a qual aborrece o Senhor teu Deus.

[1] Exo. 12.2, etc. e 13.4 e 34.18 e 12.29, 42.

[2] Num. 28.19. cap. 12.5, 26.

[3] Exo. 12.15, 19, 39 e 13.3, 6, 7 e 34.18.

[4] Exo. 13.7 e 12.10 e 34.25.

[5] Exo. 12.6.

[6] Exo. 12.8, 9. II Chr. 35.13. II Reis 23.23. João 2.13, 23 e 11.55.

[7] Exo. 12.16 e 13.6. Lev. 23.8.

[8] Exo. 23.16 e 34.22. Lev. 23.15. Num. 28.26. Act. 2.1.

[9] ver. 17. I Cor. 16.2.

[10] ver. 14. cap. 12.7, 12, 18.

[11] cap. 15.15.

[12] Exo. 23.16. Lev. 23.84. Num. 29.12.

[13] Neh. 8.9, etc.

[14] Lev. 23.39, 40.

[15] Exo. 23.14, 17 e 34.23.

[16] Exo. 23.15 e 34.20.

[17] ver. 10.

[18] cap. 1.16. I Chr. 23.4 e 26.29. II Chr. 13.5, 8.

[19] Exo. 23.2, 6. Lev. 19.15. cap. 1.17. Pro. 24.23. Exo. 23.8. Pro.
17.23. Ecc. 7.7.

[20] Eze. 18.5, 9.

[21] Exo. 34.13. I Reis 14.15 e 16.33. II Reis 17.16 e 21.3. II Chr. 33.3.

[22] Lev. 26.1.



_O castigo da idolatria._

17 Não sacrificarás [1] ao Senhor teu Deus, boi ou gado miudo em que haja
defeito ou alguma coisa má; pois abominação é ao Senhor teu Deus.

2 Quando no meio de ti, em alguma das tuas portas que te dá o Senhor
teu Deus, se [2] achar algum homem ou mulher que fizer mal aos olhos do
Senhor teu Deus, [3] traspassando o seu concerto,

3 Que se fôr, e servir a outros deuses, e se encurvar a elles, ou ao sol,
ou á lua, [4] ou a todo o exercito do céu; o que eu não ordenei;

4 E te fôr [5] denunciado, e _o_ ouvires; então bem _o_ inquirirás: e eis
que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação em Israel.

5 Então tirarás o homem ou a mulher que fez este maleficio, [6] ás tuas
portas, sim, o tal homem ou mulher: e os apedrejarás com pedras, até que
morram.

6 Por bocca de duas [7] testemunhas, ou tres testemunhas, será morto o
que houver de morrer: por bocca d’uma só testemunha não morrerá.

7 A mão das testemunhas [8] será primeiro contra elle, para matal-o; e
depois a mão de todo o povo: assim tirarás o mal do meio de ti.


_Consulta dos sacerdotes._

8 Quando alguma coisa te fôr difficultosa [9] em juizo, entre sangue e
sangue, entre demanda e demanda, entre ferida e ferida, _em_ negocios de
pendencias nas tuas portas, então te levantarás, e [10] subirás ao logar
que escolher o Senhor teu Deus;

9 E virás aos [11] sacerdotes levitas, e ao juiz que houver n’aquelles
dias, e inquirirás, e te annunciarão a palavra _que fôr_ do juizo.

10 E farás conforme ao mandado da palavra que te annunciarão do logar que
escolher o Senhor; e terás cuidado de fazer conforme a tudo o que te
ensinarem.

11 Conforme ao mandado da lei que te ensinarem, e conforme ao juizo que
te disserem, farás: da palavra que te annunciarem te não desviarás, nem
para a direita nem para a esquerda.

12 O homem pois que se houver soberbamente, [12] não dando ouvidos ao
sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o
tal homem morrerá: e tirarás [13] o mal de Israel:

13 Para que todo o povo o [14] ouça, e tema, e nunca mais se ensoberbeça.


_A eleição e os deveres d’um rei._

14 Quando entrares na terra, que te dá o Senhor teu Deus, e a possuires,
e n’ella habitares, e disseres: Porei sobre mim [15] um rei, _assim_ como
_teem_ todas as gentes que estão em redor de mim:

15 Porás certamente sobre ti como rei aquelle [16] que escolher o Senhor
teu Deus: d’entre teus irmãos porás rei sobre ti: não poderás pôr homem
estranho sobre ti, que não _seja_ de teus irmãos.

16 Porém não multiplicará para si cavallos, [17] nem fará voltar o povo
ao Egypto, para multiplicar cavallos; pois o Senhor vos tem dito: [18]
Nunca mais voltareis por este caminho.

17 Tão pouco para si multiplicará mulheres, [19] para que o seu coração
se não desvie: nem prata nem oiro multiplicará muito para si.

18 Será tambem [20] _que_, quando se assentar sobre o throno do seu
reino, então escreverá para si _um_ traslado d’esta lei n’um livro, [21]
do _que está_ diante dos sacerdotes levitas.

19 E o terá comsigo, [22] e n’elle lerá todos os dias da sua vida; para
que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, para guardar todas as palavras
d’esta lei, e estes estatutos, para fazel-os;

20 Para que o seu coração não se levante sobre os seus irmãos, [23] e não
se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda: para que
prolongue os dias no seu reino, elle e seus filhos no meio de Israel.

[1] cap. 15.21. Mal. 1.8, 13, 14.

[2] cap. 13.6.

[3] Jos. 7.11, 15 e 23.16. Jui. 2.20. II Reis 18.12. Ose. 8.1.

[4] cap. 4.19. Job 31.26. Jer. 7.22, 23, 31 e 19.5 e 32.35.

[5] cap. 13.12, 14.

[6] Lev. 24.14, 16. cap. 13.10. Jos. 7.25.

[7] Num. 35.30. cap. 19.15. Mat. 18.16. João 8.17. II Cor. 13.1. II Tim.
5.19. Heb. 10.28.

[8] cap. 13.9. Act. 7.58. cap. 13.5 e 19.19.

[9] II Chr. 19.10. Agg. 2.11. Mal. 2.7. Exo. 21.13, 20, 22, 28 e 22.2.
Num. 35.11, 16, 19. cap. 19.4, 10, 11.

[10] cap. 12.5 e 19.17. Psa. 122.5.

[11] Jer. 18.18. cap. 19.17. Eze. 44.24.

[12] Num. 15.30. Esd. 10.8. Ose. 4.4. cap. 18.5, 7.

[13] cap. 13.5.

[14] cap. 13.11 e 19.20.

[15] I Sam. 8.5, 19, 20.

[16] I Sam. 9.15 e 10.24 e 16.12. I Chr. 22.10. Jer. 30.21.

[17] I Reis 4.26 e 10.26, 28. Psa. 20.8. Isa. 31.1. Eze. 17.15.

[18] Num. 14.3. cap. 28.68. Jer. 42.15. Ose. 11.15.

[19] I Reis 11.3, 4.

[20] II Reis 11.12.

[21] cap. 31.9, 26. II Reis 22.8.

[22] Jos. 1.8. Psa. 119.97.

[23] cap. 5.22. I Reis 15.5.



_A herança e os direitos dos sacerdotes e dos levitas._

18 Os sacerdotes levitas, toda a [1] tribu de Levi, não terão parte nem
herança em Israel: das offertas queimadas do Senhor e da sua herança
comerão.

2 Pelo que não terá herança no meio de seus irmãos: o Senhor _é_ a sua
herança, como lhe tem dito.

3 Este pois será o direito dos sacerdotes, _a receber_ do povo, dos
que sacrificarem sacrificio, seja boi ou gado miudo: [2] que dará ao
sacerdote a espadoa, e as queixadas, e o bucho.

4 Dar-lhe-has as primicias do teu grão, [3] do teu mosto e do teu azeite,
e as primicias da tosquia das tuas ovelhas.

5 Porque o Senhor teu Deus o escolheu [4] de todas as tuas tribus, para
que assista a servir no nome do Senhor, elle e seus filhos, todos os dias.

6 E, quando vier um levita de alguma das tuas portas, de todo o Israel,
onde habitar, [5] e vier com todo o desejo da sua alma ao logar que o
Senhor escolheu,

7 E servir no nome do Senhor seu Deus, como tambem todos [6] os seus
irmãos, os levitas, que assistem ali perante o Senhor;

8 Egual porção comerão, [7] além das suas vendas paternas.


_As abominações das nações são prohibidas._

9 Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dér, não aprenderás a
fazer conforme as [8] abominações d’aquellas nações.

10 Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo a seu filho [9] ou
a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem
feiticeiro;

11 Nem encantador [10] de encantamentos, nem quem pergunte a um espirito
adivinhante, nem magico, nem quem pergunte aos mortos:

12 Pois todo aquelle que faz tal coisa é abominação ao Senhor; [11] e por
estas abominações o Senhor teu Deus as lança fóra de diante d’elle.

13 Perfeito serás, como o Senhor teu Deus.

14 Porque estas nações, que has de possuir, ouvem os prognosticadores e
os adivinhadores: porém a ti o Senhor teu Deus não permittiu tal coisa.


_A promessa d’um grande propheta._

15 O Senhor teu Deus [12] te despertará um propheta do meio de ti, de
teus irmãos, como eu; a elle ouvireis;

16 Conforme a tudo o que pediste ao Senhor teu Deus em Horeb, no dia da
congregação, dizendo: [13] Não ouvirei mais a voz do Senhor meu Deus, nem
mais verei este grande fogo, para que não morra.

17 Então o Senhor me disse: [14] Bem fallaram _n’aquillo_ que disseram.

18 _Eis_ lhes suscitarei um propheta do meio de seus irmãos, como tu,
[15] e porei as minhas palavras na sua bocca, e elle lhes fallará tudo o
que eu lhe ordenar.

19 E _será que_ qualquer que não ouvir as minhas palavras, [16] que elle
fallar em meu nome, eu _o_ requererei d’elle.

20 Porém [17] o propheta que presumir soberbamente de fallar alguma
palavra em meu nome, que eu lhe não tenho mandado fallar, ou o que fallar
em nome [18] de outros deuses, o tal propheta morrerá.

21 E, se disseres no teu coração: Como conheceremos a palavra que o
Senhor não fallou?

22 Quando o _tal_ propheta fallar [19] em nome do Senhor, e _tal_ palavra
se não cumprir, nem succeder _assim_; esta _é_ palavra que o Senhor não
fallou: com soberba a fallou o _tal_ propheta: [20] não tenhas temor
d’elle.

[1] Num. 18.20 e 8.9.

[2] Lev. 7.30, 34.

[3] Exo. 22.29. Num. 18.12, 24.

[4] Exo. 28.1. Num. 3.10. cap. 10.8 e 17.12.

[5] Num. 35.2, 3. cap. 12.5.

[6] II Chr. 31.2.

[7] II Chr. 31.4. Neh. 12.44, 47.

[8] Lev. 18.26, 27, 30. cap. 12.29, 30, 31.

[9] Lev. 18.21. cap. 12.31. Lev. 19.26, 31 e 20.27. Isa. 8.19.

[10] Lev. 20.27. I Sam. 28.7.

[11] Lev. 18.24. cap. 9.4.

[12] ver. 18. João 1.45. Act. 3.22 e 7.37.

[13] cap. 9.10. Exo. 20.19. Heb. 12.19.

[14] cap. 5.28.

[15] ver. 15. João 1.45. Act. 3.22 e 7.37. Isa. 51.16. João 17.8 e 4.25 e
12.49.

[16] Act. 3.23.

[17] cap. 13.5. Jer. 14.14. Zac. 13.3.

[18] cap. 13.1. Jer. 2.8.

[19] Jer. 28.9. cap. 13.2.

[20] ver. 20.



_A quem pertence os privilegios das cidades de refugio._

19 Quando o Senhor teu Deus [1] desarraigar as nações cuja terra te dará
o Senhor teu Deus, e tu as possuires, e morares nas suas cidades e nas
suas casas;

2 Tres cidades separarás no [2] meio da tua terra que te dará o Senhor
teu Deus para a possuir.

3 Preparar-te-has o caminho; e os termos da tua terra, que te fará
possuir o Senhor teu Deus, partirás em tres: e isto será para que todo o
homicida se acolha ali.

4 E este _é_ o caso _tocante_ ao homicida, [3] que se acolher ali, para
que viva: aquelle que por erro ferir o seu proximo, a quem não aborrecia
d’antes:

5 Como aquelle que entrar com o seu proximo no bosque, para cortar lenha,
e, pondo força na sua mão com o machado para cortar a arvore, o ferro
saltar do cabo e ferir o seu proximo, e morrer, o tal se acolherá a uma
d’estas cidades, e viverá:

6 Para que o vingador do sangue não vá [4] após o homicida, quando se
esquentar o seu coração, e o alcançar, por ser comprido o caminho, e lhe
tire a vida; porque não é culpado de morte, pois o não aborrecia d’antes.

7 Portanto te dou ordem, dizendo: Tres cidades separarás.

8 E, se o Senhor teu Deus [5] dilatar os teus termos, como jurou a teus
paes, e te dér toda a terra que disse daria a teus paes

9 (Quando guardares todos estes mandamentos, que hoje te ordeno, para
fazel-os, amando ao Senhor teu Deus e andando nos seus caminhos todos os
dias), então [6] accrescentarás _outras_ tres cidades além d’estas tres.

10 Para que o sangue innocente se não derrame no meio da tua terra, que o
Senhor teu Deus te dá por herança, e haja sangue sobre ti.

11 Mas, havendo alguem [7] que aborrece a seu proximo, e lhe arma
ciladas, e se levanta contra elle, e o fere na vida, que morra, e se
acolhe a alguma d’estas cidades,

12 Então os anciãos da sua cidade mandarão, e d’ali o tirarão, e o
entregarão na mão do vingador do sangue, para que morra.

13 O teu olho o não poupará; antes tirarás [8] o sangue innocente de
Israel, para que bem te succeda.


_Ácerca dos limites e das testemunhas._

14 Não mudes [9] o limite do teu proximo, que limitaram os antigos na
tua herança, que possuires na terra, que te dá o Senhor teu Deus para a
possuires.

15 [10] Uma só testemunha contra ninguem se levantará por qualquer
iniquidade, ou por qualquer peccado, seja qual fôr o peccado que
peccasse: pela bocca de duas testemunhas, ou pela bocca de tres
testemunhas, se estabelecerá o negocio.

16 Quando se levantar testemunha falsa contra alguem, [11] para
testificar contra elle _ácerca_ de desvio,

17 Então aquelles dois homens, que tiverem a demanda, se apresentarão
perante o Senhor, [12] diante dos sacerdotes e dos juizes que houver
n’aquelles dias;

18 E os juizes bem inquirirão; e eis que, _sendo_ a testemunha falsa
testemunha, que testificou falsidade contra seu irmão,

19 Far-lhe-heis como [13] cuidou fazer a seu irmão: e _assim_ tirarás o
mal do meio de ti.

20 Para que os que ficarem o ouçam [14] e temam, e nunca mais tornem a
fazer tal mal no meio de ti.

21 O teu olho não poupará: [15] vida por vida, olho por olho, dente por
dente, mão por mão, pé por pé.

[1] cap. 12.29.

[2] Exo. 21.13. Num. 35.10, 14. Jos. 20.2.

[3] Num. 35.15. cap. 4.42.

[4] Num. 35.12.

[5] Gen. 15.18. cap. 12.20.

[6] Jos. 20.7, 8.

[7] Exo. 21.12, etc. Num. 35.16, 24. cap. 27.24. Pro. 28.17.

[8] cap. 13.8 e 25.12. Num. 35.33, 34. cap. 21.9. I Reis 2.31.

[9] cap. 27.17. Job 24.2. Pro. 22.28. Ose. 5.10.

[10] Num. 35.30. cap. 17.6. Mat. 18.16. João 8.17. II Cor. 13.1. I Tim.
5.19. Heb. 10.28.

[11] Psa. 27.12 e 35.11.

[12] cap. 17.9 e 21.5.

[13] Pro. 19.5, 9. Dan. 6.24. cap. 13.5 e 17.7 e 21.21 e 22.21, 24 e 24.7.

[14] cap. 17.13 e 21.21.

[15] ver. 13. Exo. 21.23, 24. Lev. 24.20. Mat. 5.38.



_As leis da guerra._

20 Quando saires á peleja contra teus inimigos, e vires cavallos, [1] e
carros, e povo maior em numero do que tu, d’elles não terás temor; pois o
[2] Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egypto, _está_ comtigo.

2 E será _que_, quando vos achegardes á peleja, o sacerdote se adiantará,
e fallará ao povo,

3 E dir-lhe-ha: Ouve, ó Israel, hoje vos achegaes á peleja contra os
vossos inimigos: que se não amolleça o vosso coração; não temaes nem
tremaes, nem vos aterroriseis diante d’elles,

4 Pois o Senhor vosso Deus _é_ o que vae comvosco, [3] a pelejar contra
os vossos inimigos, para salvar-vos.

5 Então os officiaes fallarão ao povo, dizendo: Qual _é_ o homem que
edificou casa nova e ainda a não consagrou? [4] vá, e torne-se á sua
casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro a consagre.

6 E qual _é_ o homem que plantou uma vinha e ainda não logrou fructo
d’ella? vá, e torne-se á sua casa, para que porventura não morra na
peleja e algum outro o logre.

7 E qual _é_ o homem que está desposado com alguma [5] mulher e ainda a
não recebeu? vá, e torne-se á sua casa, para que porventura não morra na
peleja e algum outro _homem_ a receba.

8 E continuarão os officiaes a fallar ao povo, dizendo: Qual é o homem
medroso [6] e de coração timido? vá, e torne-se á sua casa, para que o
coração de seus irmãos se não derreta como o seu coração.

9 E será _que_, quando os officiaes acabarem de fallar ao povo, então
ordenarão os maioraes dos exercitos na dianteira do povo.

10 Quando te achegares a alguma cidade a combatel-a, [7] apregoar-lhe-has
a paz.

11 E será _que_, se te responder _em_ paz, e te abrir, todo o povo que se
achar n’ella te será tributario e te servirá.

12 Porém, se ella não fizer paz comtigo, _mas_ antes te fizer guerra,
então a sitiarás.

13 E o Senhor teu Deus a dará na tua mão; e todo o macho que houver
n’ella passarás [8] ao fio da espada,

14 Salvo sómente as mulheres, e as creanças, e os animaes; [9] e tudo o
que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o
despojo dos teus inimigos, que te deu o Senhor teu Deus.

15 Assim farás a todas as cidades _que estiverem_ mui longe de ti, que
não _forem_ das cidades d’estas nações.

16 Porém, das cidades [10] d’estas nações, que o Senhor teu Deus te dá em
herança, nenhuma coisa que tem folego deixarás com vida;

17 Antes destruil-as-has totalmente: aos hetheos, e aos amorrheos, e aos
cananeos, e aos pherezeos, e aos heveos, e aos jebuseos, como te ordenou
o Senhor teu Deus.

18 Para que vos não [11] ensinem a fazer conforme a todas as suas
abominações, que fizeram a seus deuses, e pequeis [12] contra o Senhor
vosso Deus.

19 Quando sitiares uma cidade por muitos dias, pelejando contra ella para
a tomar, não destruirás o seu arvoredo, mettendo n’elle o machado, porque
d’elle comerás: pelo que o não cortarás (pois o arvoredo do campo _é o
mantimento do_ homem), para que sirva de tranqueira diante de ti.

20 Mas as arvores que souberes que não são arvores de comer,
destruil-as-has e cortal-as-has: e contra a cidade que guerrear contra ti
edificarás tranqueiras, até que esta seja derribada.

[1] Psa. 20.8. Isa. 31.1.

[2] Num. 23.21. cap. 31.6, 8. II Chr. 13.12 e 32.7.

[3] cap. 1.30 e 3.22. Jos. 23.10.

[4] Neh. 12.27.

[5] cap. 24.5.

[6] Jui. 7.3.

[7] II Sam. 20.18, 20.

[8] Num. 31.7.

[9] Jos. 8.2 e 22.8.

[10] Num. 21.2, 3, 35 e 33.52. cap. 7.1, 2. Jos. 11.14.

[11] cap. 7.4 e 12.30, 31 e 18.9.

[12] Exo. 23.33.



_Expiação por uma morte cujo auctor é desconhecido._

21 Quando na terra que te dér o Senhor teu Deus para possuil-a se achar
_algum_ morto, caido no campo, sem que se saiba quem o matou,

2 Então sairão os teus anciãos e os teus juizes, e medirão o _espaço_ até
ás cidades que _estiverem_ em redor do morto;

3 E, na cidade mais chegada ao morto, os anciãos da mesma cidade tomarão
uma bezerra da manada, que não tenha trabalhado nem tenha puxado com o
jugo;

4 E os anciãos d’aquella cidade trarão a bezerra a um valle aspero,
que nunca foi lavrado nem semeado: e ali, n’aquelle valle, degolarão a
bezerra;

5 Então se achegarão os sacerdotes, filhos de Levi (pois o Senhor teu
Deus [1] os escolheu para o servirem, e para abençoarem em nome do
Senhor; e pelo seu dito se determinará [2] toda a demanda e toda a
ferida);

6 E todos os anciãos da mesma cidade, mais chegados ao morto, lavarão [3]
as suas mãos sobre a bezerra degolada no valle;

7 E protestarão, e dirão: As nossas mãos não derramaram este sangue, e os
nossos olhos o não viram.

8 Sê propicio ao teu povo Israel, que tu, ó Senhor, resgataste, e não
ponhas o sangue innocente [4] no meio do teu povo Israel. E aquelle
sangue lhes será expiado.

9 Assim tirarás [5] o sangue innocente do meio de ti: pois farás o que
_é_ recto aos olhos do Senhor.


_Ácerca da mulher prisioneira._

10 Quando saires á peleja contra os teus inimigos, e o Senhor teu Deus os
entregar nas tuas mãos, e tu d’elles levares prisioneiros,

11 E tu entre os presos vires _uma_ mulher formosa á vista, e a
cobiçares, e a tomares por mulher,

12 Então a trarás para a tua casa: e ella se rapará a cabeça e cortará as
suas unhas,

13 E despirá o vestido do seu captiveiro, [6] e se assentará na tua casa,
e chorará a seu pae e a sua mãe um mez inteiro: e depois entrarás a ella,
e tu serás seu marido e ella tua mulher.

14 E será _que_, se te não contentares d’ella, a deixarás ir á sua
vontade; mas de sorte nenhuma a venderás por dinheiro, nem com ella
mercadejarás, pois a tens [7] humilhado.


_O direito do primogenito._

15 Quando um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a [8]
quem aborrece, e a amada e a aborrecida lhe parirem filhos, e o filho
primogenito fôr da aborrecida,

16 Será _que_, [9] no dia em que fizer herdar a seus filhos o que tiver,
não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, adiante do filho da
aborrecida, _que é_ o primogenito.

17 Mas o filho da aborrecida reconhecerá por primogenito, dando-lhe
dobrada [10] porção de tudo quanto tiver: porquanto aquelle _é_ o
principio da sua força, o direito [11] da primogenitura seu _é_.


_Ácerca dos filhos desobedientes._

18 Quando alguem tiver _um_ filho contumaz e rebelde, que não obedecer á
voz de seu pae e á voz de sua mãe, e, castigando-o elles, lhes não dér
ouvidos,

19 Então seu pae e sua mãe pegarão n’elle, e o levarão aos anciãos da sua
cidade, e á porta do seu logar;

20 E dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho _é_ rebelde e
contumaz, não dá ouvidos á nossa voz: _é um_ comilão e beberrão.

21 Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão com pedras, até que
morra; e tirarás [12] o mal do meio de ti, para que todo o Israel o [13]
ouça, e tema.


_Os cadaveres serão tirados do patibulo._

22 Quando tambem em alguem houver peccado, _digno_ [14] do juizo de
morte, e haja de morrer, e o pendurares n’_um_ madeiro,

23 O seu cadaver [15] não permanecerá no madeiro, mas certamente o
enterrarás no mesmo dia: [16] porquanto o pendurado _é_ maldito de Deus:
assim não contaminarás [17] a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em
herança.

[1] cap. 10.8. I Chr. 23.13.

[2] cap. 17.8.

[3] Psa. 19.13 e 26.6. Mat. 27.24.

[4] Jon. 1.14.

[5] cap. 19.13.

[6] Psa. 45.11.

[7] Gen. 34.2. cap. 22.29. Jui. 19.24.

[8] Gen. 29.33.

[9] I Chr. 5.2 e 26.10. II Chr. 11.19, 22.

[10] I Chr. 5.1.

[11] Gen. 49.3 e 25.31, 33.

[12] cap. 13.5 e 19.19, 20 e 22.21, 24.

[13] cap. 13.11.

[14] cap. 19.6. Act. 23.29 e 25.11, 25 e 26.31.

[15] Jos. 8.29 e 10.26, 27. João 19.31.

[16] Gal. 3.13. Num. 25.4. II Sam. 21.6, 9.

[17] Lev. 18.25. Num. 35.34.



_Caridade com o proximo._

22 Vendo extraviado [1] o boi ou ovelha de teu irmão, não te esconderás
d’elles: restituil-os-has sem falta a teu irmão.

2 E se teu irmão não _estiver_ perto de ti, ou tu o não conheceres,
recolhel-os-has na tua casa, para que fiquem comtigo, até que teu irmão
os busque, e tu lh’os tornarás _a dar_.

3 Assim tambem farás com o seu jumento, e assim farás com os seus
vestidos; assim farás tambem com toda a coisa perdida, que se perder de
teu irmão, e tu a achares; não te poderás esconder.

4 O jumento de teu irmão, ou o seu boi, não verás [2] caidos no caminho,
e d’elles te esconderás: com elle os levantarás sem falta.


_Ácerca dos vestidos do homem e dos da mulher._

5 Não haverá trajo de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de
mulher: porque, qualquer que faz isto, abominação _é_ ao Senhor teu Deus.

6 Quando encontrares _algum_ ninho d’ave no caminho em alguma arvore, ou
no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe posta sobre os passarinhos, ou
sobre os ovos, não tomarás [3] a mãe com os filhos;

7 Deixarás ir livremente a mãe, e os filhos tomarás para ti; para que bem
te vá, [4] e _para que te_ prolongue _os_ dias.

8 Quando edificares _uma_ casa nova, farás no teu telhado um parapeito,
para que não ponhas culpa de sangue na tua casa, se alguem d’alguma
maneira cair d’ella.

9 Não [5] semearás a tua vinha de differentes especies de semente, para
que se não profane o fructo da semente que semeares, e a novidade da
vinha.

10 Com boi e com jumento juntamente não [6] lavrarás.

11 Não te vestirás [7] de diversos estofos de lã e linho juntamente.

12 Franjas porás [8] nas quatro bordas da tua manta, com que te cobrires.


_As penas de diversos peccados commetidos para com mulheres._

13 Quando um homem tomar mulher [9] e, entrando a ella, a aborrecer,

14 E lhe imputar coisas escandalosas, e contra ella divulgar má fama,
dizendo: Tomei esta mulher, e me cheguei a ella, porém não a achei virgem;

15 Então o pae da moça e sua mãe tomarão _os signaes da_ virgindade da
moça, e leval-_os_-hão para fóra aos anciãos da cidade á porta;

16 E o pae da moça dirá aos anciãos; Eu dei minha filha por mulher a este
homem, porém elle a aborreceu;

17 E eis que lhe imputou coisas escandalosas, dizendo: Não achei virgem
tua filha: porém eis aqui _os signaes da_ virgindade de minha filha. E
estenderão o lençol diante dos anciãos da cidade.

18 Então os anciãos da mesma cidade tomarão aquelle homem, e o castigarão,

19 E o condemnarão em cem _siclos_ de prata, e os darão ao pae da moça;
porquanto divulgou má fama sobre uma virgem de Israel. E lhe será por
mulher, em todos os seus dias não a poderá despedir.

20 Porém se este negocio fôr verdade, que a virgindade se não achou na
moça,

21 Então tirarão a moça á porta da casa de seu pae, e os homens da sua
cidade a apedrejarão com pedras, até que morra; pois [10] fez loucura em
Israel, fornicando na casa de seu pae: assim tirarás [11] o mal do meio
de ti.

22 Quando [12] um homem fôr achado deitado com mulher casada com marido,
então ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher, e a mulher:
assim tirarás o mal d’Israel.

23 Quando houver moça virgem, desposada [13] com algum homem, e um homem
a achar na cidade, e se deitar com ella,

24 Então tirareis ambos á porta d’aquella cidade, e os apedrejareis com
pedras, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o
homem, porquanto humilhou [14] a mulher do seu proximo: assim tirarás o
mal do meio de ti.

25 E se algum homem no campo achar uma moça desposada, e o homem a
forçar, e se deitar com ella, então morrera só o homem que se deitou com
ella;

26 Porém á moça não farás nada: a moça não tem culpa de morte; porque,
como o homem que se levanta contra o seu proximo, e lhe tira a vida,
assim _é_ este negocio.

27 Pois a achou no campo: a moça desposada gritou, e não houve quem a
livrasse.

28 Quando um homem [15] achar uma moça virgem, que não fôr desposada, e
pegar n’ella, e se deitar com ella, e forem apanhados,

29 Então o homem que se deitou com ella dará ao pae da moça cincoenta
_siclos_ de prata: e porquanto a humilhou, [16] lhe será por mulher; não
a poderá despedir em todos os seus dias.

30 Nenhum [17] homem tomará a mulher de seu pae, nem descobrirá [18] a
ourela de seu pae.

[1] Exo. 23.4.

[2] Exo. 23.5.

[3] Lev. 22.28.

[4] cap. 4.40.

[5] Lev. 19.19.

[6] II Cor. 6.14, 15, 16.

[7] Lev. 19.19.

[8] Num. 15.38. Mat. 23.5.

[9] Gen. 29.21. Jui. 15.1.

[10] Gen. 34.7. Jui. 20.6, 10. II Sam. 13.12, 13.

[11] cap. 13.5.

[12] Lev. 20.10. João 8.5.

[13] Mat. 1.18.

[14] cap. 21.14. ver. 21, 22.

[15] Exo. 22.16.

[16] ver. 24.

[17] Lev. 18.8 e 20.11. cap. 27.20. I Cor. 5.1.

[18] Ruth 3.9. Eze. 16.8.



_Pessoas que são excluidas das assembléas sanctas._

23 O quebrado de quebradura, e o castrado, não entrará na congregação do
Senhor.

2 Nenhum bastardo entrará na congregação do Senhor: nem ainda a sua
decima geração entrará na congregação do Senhor.

3 Nenhum [1] ammonita nem moabita entrará na congregação do Senhor: nem
ainda a sua decima geração entrará na congregação do Senhor eternamente.

4 Porquanto [2] não sairam com pão e agua, a receber-vos no caminho,
quando saíeis do Egypto; e porquanto alugou [3] contra ti a Balaão, filho
de Beor, de Pethor, de Mesopotamia, para te amaldiçoar.

5 Porém o Senhor teu Deus não quiz ouvir Balaão: antes o Senhor teu Deus
trocou em benção a maldição; porquanto o Senhor teu Deus te amava.

6 Não lhes procurarás [4] nem paz nem bem em todos os teus dias para
sempre.

7 Não abominarás o [5] edumeo, pois _é_ teu irmão: nem abominarás o
egypcio; pois estrangeiro foste [6] na sua terra.

8 Os filhos que lhes nascerem na terceira geração, cada um d’elles
entrará na congregação do Senhor.

9 Quando o exercito sair contra os teus inimigos, então te guardarás de
toda a coisa má.

10 Quando entre ti [7] houver algum que por algum accidente de noite não
estiver limpo, sairá fóra do exercito; não entrará no meio do exercito.

11 Porém será _que_, declinando a tarde, se lavará [8] em agua; e, em se
pondo o sol, entrará [9] no meio do arraial.

12 Tambem terás um logar fóra do arraial; e ali sairás fóra.

13 E entre as tuas armas terás uma pá; e será _que_, quando estiveres
assentado fóra, então com ella cavarás, e, virando-te, cobrirás aquillo
que saiu de ti.

14 Porquanto o Senhor teu Deus anda no meio do teu arraial, para te
livrar, e entregar os teus inimigos diante de ti: pelo que o teu arraial
será sancto: para que _elle_ não veja coisa feia em ti, e se torne atraz
de ti.


_Ácerca de fugitivos, prostitutas, usura e votos._

15 Não entregarás [10] a seu senhor o servo que se acolher a ti de seu
senhor;

16 Comtigo ficará no meio de ti, no logar que escolher em alguma das tuas
portas, onde lhe estiver bem: não o [11] opprimirás.

17 Não haverá [12] rameira d’entre as filhas d’Israel; nem haverá
sodomita d’entre os filhos d’Israel.

18 Não trarás salario de rameira nem preço de cão á casa do Senhor teu
Deus por qualquer voto: porque estes ambos _são_ egualmente abominação ao
Senhor teu Deus.

19 A teu irmão não emprestarás á [13] usura, nem á usura de dinheiro, nem
á usura de comida, nem á usura de qualquer coisa que se empreste á usura.

20 Ao estranho [14] emprestarás á usura, porém a teu irmão não
emprestarás á usura: para que o Senhor teu Deus te abençoe [15] em tudo
no que pozeres a tua mão, na terra a qual vaes a possuir.

21 Quando votares algum voto [16] ao Senhor teu Deus, não tardarás em
pagal-o; porque o Senhor teu Deus certamente o requererá de ti, _e em_ ti
haverá peccado.

22 Porém, abstendo-te de votar, não haverá peccado em ti.

23 O que saiu da tua bocca guardarás, [17] e _o_ farás; _trazendo_ a
offerta voluntaria, _assim_ como votaste ao Senhor teu Deus, o que
declaraste pela tua bocca.

24 Quando entrares na vinha do teu proximo, comerás uvas conforme ao teu
desejo até te fartares, porém não _as_ porás no teu vaso.

25 Quando entrares na seara do teu proximo, com a tua mão arrancarás [18]
as espigas; porém não metterás a foice na seara do teu proximo.

[1] Neh. 13.1, 2.

[2] cap. 2.29.

[3] Num. 22.5.

[4] Esd. 9.12.

[5] Gen. 25.24, 25, 26. Abd. 10, 12.

[6] Exo. 22.21 e 23.9. Lev. 19.34. cap. 10.19.

[7] Lev. 15.16.

[8] Lev. 15.5.

[9] Lev. 26.12.

[10] I Sam. 30.15.

[11] Exo. 22.21.

[12] Lev. 19.29. Pro. 2.16. Gen. 19.5. II Reis 23.7.

[13] Exo. 22.25. Lev. 25.36, 37. Neh. 5.2, 7. Psa. 15.5. Luc. 6.34, 35.

[14] Lev. 19.34. cap. 15.3.

[15] cap. 15.10.

[16] Num. 30.2. Ecc. 5.4.

[17] Num. 30.2. Psa. 66.14.

[18] Mat. 12.1. Mar. 2.23. Luc. 6.1.



_Ácerca do divorcio, dos penhores, dos roubadores e da lepra._

24 Quando um [1] homem tomar uma mulher, e se casar com ella, então será
que, se não achar graça em seus olhos, por n’ella achar coisa feia, elle
lhe fará escripto de repudio, e lh’o dará na sua mão, e a despedirá da
sua casa.

2 Se, pois, saindo da sua casa, fôr, e se casar com _outro_ homem,

3 E este ultimo homem a aborrecer, e lhe fizer escripto de repudio, e
lh’o dér na sua mão, e a despedir da sua casa, ou se este ultimo homem,
que a tomou para si por mulher, vier a morrer,

4 Então seu primeiro [2] marido, que a despediu, não poderá tornar a
tomal-a, para que seja sua mulher, depois que foi contaminada: pois _é_
abominação perante o Senhor; assim não farás peccar a terra que o Senhor
teu Deus te dá por herança.

5 Quando algum [3] homem tomar uma mulher nova não sairá á guerra, nem se
lhe imporá carga alguma; por um anno inteiro ficará livre na sua casa, e
alegrará a sua mulher, [4] que tomou.

6 Não se tomarão em penhor as mós ambas, nem a mó de cima nem a de baixo;
pois se penhoraria _assim_ a vida.

7 Quando se achar [5] alguem que furtar um d’entre os seus irmãos, dos
filhos d’Israel, e com elle ganhar, e o vender, o tal ladrão morrerá, e
tirarás o [6] mal do meio de ti.

8 Guarda-te da praga [7] da lepra, que tenhas grande cuidado de fazer
conforme a tudo o que te ensinarem os sacerdotes levitas; como lhes tenho
ordenado, terás cuidado de _o_ fazer.

9 Lembra-te [8] do que o Senhor teu Deus fez a Miriam no caminho, quando
saiste do Egypto.


_Ácerca de emprestimos._

10 Quando emprestares alguma coisa ao teu proximo, não entrarás em sua
casa, para lhe tirar o penhor.

11 Fóra estarás; e o homem, a quem emprestaste, te trará fóra o penhor.

12 Porém, se fôr homem pobre, te não deitarás com o seu penhor.

13 Em se pondo o sol, certamente lhe [9] restituirás o penhor; para que
durma na sua roupa, e te abençoe: e _isto_ te será justiça diante [10] do
Senhor teu Deus.


_Caridade para com os pobres, os estrangeiros e os orphãos._

14 Não opprimirás [11] o jornaleiro pobre e necessitado de teus irmãos,
ou de teus estrangeiros, que _estão_ na tua terra e nas tuas portas.

15 No seu dia [12] _lhe_ darás o seu jornal, e o sol se não porá sobre
isso: porquanto pobre é, e sua alma se atém a isso: para que não [13]
clame contra ti ao Senhor, e haja em ti peccado.

16 Os paes não morrerão pelos filhos, nem [14] os filhos pelos paes: cada
qual morrerá pelo seu peccado.

17 Não perverterás [15] o direito do estrangeiro _e_ do orphão; nem
tomarás em penhor a roupa [16] da viuva.

18 Mas lembrar-te-has [17] de que foste servo no Egypto, e de que o
Senhor te livrou d’ali: pelo que te ordeno que faças isto.

19 Quando no teu campo segares a tua sega, e esqueceres uma [HL] gavela
no campo, não tornarás a tomal-a; para o estrangeiro, para o orphão, e
para a viuva será; para que o Senhor teu Deus te abençoe [18] em toda a
obra das tuas mãos.

20 Quando sacudires a tua oliveira, não tornarás atraz de ti a sacudir os
ramos: para o estrangeiro, para o orphão, e para a viuva será.

21 Quando vindimares a tua vinha, não tornarás atraz de ti a rabiscal-a:
para o estrangeiro, para o orphão, e para a viuva será.

22 E lembrar-te-has de que foste servo na terra do Egypto: pelo que te
ordeno que faças isto.

[1] Mat. 5.31 e 19.7. Mar. 10.4.

[2] Jer. 3.1.

[3] cap. 20.7.

[4] Pro. 5.18.

[5] Exo. 21.16.

[6] cap. 19.19.

[7] Lev. 13.2 e 14.2.

[8] Luc. 17.32. I Cor. 10.6. Num. 12.10.

[9] Exo. 22.26.

[10] Job 29.11, 13 e 31.20. II Cor. 9.13. II Tim. 1.18. cap. 6.25. Psa.
106.31 e 112.9. Dan. 4.27.

[11] Mal. 3.5.

[12] Lev. 19.13. Jer. 22.13. Thi. 5.4.

[13] Thi. 5.4.

[14] II Reis 14.6. II Chr. 25.4. Jer. 31.29. Eze. 18.20.

[15] Exo. 22.21. Pro. 22.22. Isa. 1.23. Jer. 5.28 e 22.3. Eze. 22.89.
Zac. 7.10. Mal. 3.5.

[16] Exo. 22.26.

[17] ver. 22. cap. 16.12.

[18] cap. 15.10. Psa. 41.2. Pro. 19.17.



_A pena de açoites._

25 Quando houver [1] contenda entre alguns, e vierem ao juizo, para que
os julguem, [2] ao justo justificarão, e ao injusto condemnarão.

2 E será _que_, se o injusto merecer açoites, [3] o juiz o fará deitar,
e o fará açoitar diante de si, quanto bastar pela sua injustiça, por
_certa_ conta.

3 Quarenta [4] _açoites_ lhe fará dar, não mais; para que, porventura,
se lhe fizer dar mais açoites do que estes, teu irmão não fique [5]
envilecido aos teus olhos.

4 Não atarás [6] a bocca ao boi, quando trilhar.


_A obrigação de um homem casar com a viuva do seu irmão._

5 Quando _alguns_ irmãos [7] morarem juntos, e algum d’elles morrer,
e não tiver filho, então a mulher do defunto não se casará com homem
estranho de fóra; seu cunhado entrará a ella, e a tomará por mulher, e
fará a obrigação de cunhado para com ella.

6 E será _que_ o primogenito que _ella_ parir estará [8] em nome de seu
irmão defunto; para que o seu [9] nome se não apague em Israel.

7 Porém, se o tal homem não quizer tomar sua cunhada, subirá então sua
cunhada á [10] porta dos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a
seu irmão nome em Israel; não quer fazer para comigo o dever de cunhado.

8 Então os anciãos da sua cidade o chamarão, e com elle fallarão: e, _se_
elle ficar _n’isto_, e disser; Não [11] quero tomal-a;

9 Então sua cunhada se chegará a elle aos olhos dos anciãos; e lhe
descalçará [12] o sapato do pé, e lhe cuspirá no rosto, e protestará, e
dirá: Assim se fará ao homem que não edificar [13] a casa de seu irmão:

10 E o seu nome se chamará em Israel: A casa do descalçado.

11 Quando pelejarem _dois_ homens, um contra o outro, e a mulher d’um
chegar para livrar a seu marido da mão do que o fere, e ella estender a
sua mão, e lhe pegar pelas suas vergonhas,

12 Então cortar-lhe-has a mão: [14] não _a_ poupará o teu olho.


_Pesos e medidas justas._

13 Na tua bolsa não terás [15] diversos pesos, um grande e um pequeno.

14 Na tua casa não terás duas sortes d’epha, uma grande e uma pequena.

15 Peso inteiro e justo terás; epha inteira e justa terás; para que se
prolonguem os teus dias [16] na terra que te dará o Senhor teu Deus.

16 Porque abominação _é_ ao Senhor teu Deus todo aquelle que faz isto,
[17] todo aquelle que fizer injustiça.


_Amalek será destruido._

17 Lembra-te [18] do que te fez Amalek no caminho, quando saieis do
Egypto;

18 Como te saiu ao encontro no caminho, e te derribou na rectaguarda
todos os fracos que _iam_ após ti, estando tu cançado e afadigado; e não
temeu [19] a Deus.

19 Será pois _que_, quando [20] o Senhor teu Deus te tiver dado repouso
de todos os teus inimigos em redor, na terra que o Senhor teu Deus te
dará por herança, para possuil-a, _então_ apagarás [21] a memoria de
Amalek de debaixo do céu: não te esqueças.

[1] cap. 19.17. Eze. 44.24.

[2] Pro. 17.15.

[3] Luc. 12.48. Mat. 10.17.

[4] II Cor. 11.24.

[5] Job 18.3.

[6] Pro. 12.10. I Cor. 9.9. I Tim. 5.18.

[7] Mat. 22.24. Mar. 12.19. Luc. 20.28.

[8] Gen. 38.9.

[9] Ruth 4.10.

[10] Ruth 4.1, 2.

[11] Ruth 4.6.

[12] Ruth 4.7.

[13] Ruth 4.11.

[14] cap. 19.13.

[15] Lev. 19.35, 36. Pro. 11.1. Eze. 45.10. Miq. 6.11.

[16] Exo. 20.12.

[17] Pro. 11.1. I The. 4.6.

[18] Exo. 17.8.

[19] Psa. 36.2. Pro. 16.6. Rom. 3.18.

[20] I Sam. 15.3.

[21] Exo. 17.14.



_As primicias da terra._

26 E será _que_, quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dér
por herança, e a possuires, e n’ella habitares,

2 Então tomarás [1] das primicias de todos os fructos da terra, que
trouxeres da tua terra, que te dá o Senhor teu Deus, e _as_ porás n’um
cesto, e irás ao logar [2] que escolher o Senhor teu Deus, para ali fazer
habitar o seu nome.

3 E virás ao sacerdote, que n’aquelles dias fôr, e dir-lhe-has: Hoje
declaro perante o Senhor teu Deus que entrei na terra que o Senhor jurou
a nossos paes dar-nos.

4 E o sacerdote tomará o cesto da tua mão, e o porá diante do altar do
Senhor teu Deus.

5 Então protestarás perante o Senhor teu Deus, e dirás: Syro [3]
miseravel _foi_ meu pae, e desceu [4] ao Egypto, e ali peregrinou com
pouca gente: porém ali cresceu _até vir a ser_ nação grande, poderosa e
numerosa.

6 Mas os egypcios [5] nos maltrataram e nos affligiram, e sobre nós
pozeram uma dura servidão.

7 Então clamámos [6] ao Senhor Deus de nossos paes; e o Senhor ouviu a
nossa voz, e attentou para a nossa miseria, e para o nosso trabalho, e
para a nossa oppressão.

8 E o Senhor nos tirou [7] do Egypto com mão forte, e com braço
estendido, e com grande espanto, [8] e com signaes, e com milagres;

9 E nos trouxe a este logar, e nos deu esta terra, [9] terra que mana
leite e mel.

10 E eis que agora eu trouxe as primicias dos fructos da terra que tu,
ó Senhor, me déste. Então as porás perante o Senhor teu Deus, e te
inclinarás perante o Senhor teu Deus.

11 E te alegrarás [10] por todo o bem que o Senhor teu Deus te tem dado a
ti e á tua casa, tu e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti.


_Oração d’aquelle que deu os dizimos._

12 Quando acabares de dizimar todos os dizimos [11] da tua novidade no
anno terceiro, que é o anno dos dizimos, então a darás ao levita, ao
estrangeiro, ao orphão e á viuva, para que comam dentro das tuas portas,
e se fartem:

13 E dirás perante o Senhor teu Deus: Tirei [HM] o que é consagrado de
_minha_ casa, e dei tambem ao levita, e ao estrangeiro, e ao orphão e á
viuva, conforme a todos os teus mandamentos que me tens ordenado: nada
traspassei dos teus mandamentos, nem [12] _d’elles_ me esqueci.

14 D’elle não comi [13] na minha tristeza, nem d’elle nada tirei para
immundicia, nem d’elle dei para _algum_ morto: obedeci á voz do Senhor
meu Deus; conforme a tudo o que me ordenaste, tenho feito.

15 Olha [14] desde a tua sancta habitação, desde o céu, e abençoa o teu
povo, a Israel, e a terra que nos déste, como juraste a nossos paes,
terra que mana leite e mel.

16 N’este dia o Senhor teu Deus te manda fazer estes estatutos e juizos:
guarda-os pois, e faze-os com todo o teu coração e com toda a tua alma.

17 Hoje [15] fizeste dizer ao Senhor que te será por Deus, e que andarás
nos seus caminhos, e guardarás os seus estatutos, e os seus mandamentos,
e os seus juizos, e darás ouvidos á sua voz.

18 E o Senhor [16] hoje te fez dizer que lhe serás por povo seu proprio,
como te tem dito, e que guardarás todos os seus mandamentos.

19 Para assim te exaltar sobre todas as nações [17] que fez, para louvor,
e para fama, e para gloria, e para que sejas um povo sancto ao [18]
Senhor teu Deus, como tem dito.

[1] Exo. 23.19 e 34.26. Num. 17.13. cap. 16.10. Pro. 3.9.

[2] cap. 12.5.

[3] Ose. 12.12. Gen. 43.1, 2 e 45.7, 11.

[4] Gen. 46.1. Act. 7.15. Gen. 46.27. cap. 10.22.

[5] Exo. 1.11, 14.

[6] Exo. 2.23, 24, 25 e 3.9 e 4.31.

[7] Exo. 12.37, 51 e 13.3, 14, 16. cap. 5.15.

[8] cap. 4.34.

[9] Exo. 3.8.

[10] cap. 12.7, 12, 18 e 16.11.

[11] Lev. 27.30. Num. 18.24. cap. 14.28, 29.

[12] Psa. 119.141, 153, 176.

[13] Lev. 7.20 e 21.1, 11. Ose. 9.4.

[14] Isa. 63.15. Zac. 2.13.

[15] Exo. 20.19.

[16] Exo. 6.7 e 19.5. cap. 7.6 e 14.2 e 28.9.

[17] cap. 4.7, 8 e 28.1. Psa. 149.14.

[18] Exo. 19.6. cap. 7.6 e 28.9. I Ped. 2.9.



_A ordem de levantar um padrão e gravar n’elle a lei._

27 E deram ordem, Moysés e os anciãos, ao povo de Israel, dizendo:
Guardae todos estes mandamentos que hoje vos ordeno:

2 Será pois _que_, no dia em que passares [1] o Jordão á terra que te
dér o Senhor teu Deus, levantar-te-has [2] _umas_ pedras grandes, e as
caiarás com cal.

3 E, havendo-o passado, escreverás n’ellas todas as palavras d’esta lei,
para entrares na terra que te dér o Senhor teu Deus, terra que mana leite
e mel, como te disse o Senhor Deus de teus paes.

4 Será pois _que_, quando houveres passado o Jordão, levantareis estas
pedras, que hoje vos ordeno, no monte [3] Ebal, e as caiarás com cal.

5 E ali edificarás um altar ao Senhor teu Deus, [4] um altar de pedras;
_não_ alçarás ferro sobre ellas.

6 De pedras inteiras edificarás o altar do Senhor teu Deus: e sobre elle
offerecerás holocaustos ao Senhor teu Deus.

7 Tambem sacrificarás offertas pacificas, e ali comerás perante o Senhor
teu Deus, e te alegrarás.

8 E n’estas pedras escreverás todas as palavras d’esta lei, exprimindo-as
bem.

9 Fallou mais Moysés, juntamente com os sacerdotes levitas, a todo o
Israel, dizendo: Escuta e ouve, ó Israel! [5] n’este dia vieste a ser por
povo ao Senhor teu Deus.

10 Portanto obedecerás á voz do Senhor teu Deus, e farás os seus
mandamentos e os seus estatutos que hoje te ordeno.


_As maldições que serão lançadas do monte Ebal._

11 E Moysés deu ordem n’aquelle dia ao povo, dizendo:

12 Quando houverdes passado o Jordão, estes estarão sobre o monte
Gerizim, [6] para abençoarem o povo: Simeão, e Levi, e Judah, e Issacar,
e José, e Benjamin;

13 E estes estarão [7] para amaldiçoar sobre o monte Ebal: Ruben, Gad, e
Aser, e Zebulon, Dan e Naphtali.

14 E os levitas [8] protestarão a todo o povo de Israel em alta voz, e
dirão:

15 Maldito [9] o homem que fizer imagem de esculptura, ou de fundição,
abominação ao Senhor, obra da mão do artifice, e _a_ pozer em _um logar_
escondido. [10] E todo o povo responderá, e dirá: Amen.

16 Maldito [11] aquelle que desprezar a seu pae ou a sua mãe. E todo o
povo dirá: Amen.

17 Maldito [12] aquelle que arrancar o termo do seu proximo. E todo o
povo dirá: Amen.

18 Maldito [13] aquelle que fizer que o cego erre do caminho. E todo o
povo dirá: Amen.

19 Maldito [14] aquelle que perverter o direito do estrangeiro, do
orphão e da viuva. E todo o povo dirá: Amen.

20 Maldito [15] aquelle que se deitar com a mulher de seu pae, porquanto
descobriu a ourela de seu pae. E todo o povo dirá: Amen.

21 Maldito [16] aquelle que se deitar com _algum_ animal. E todo o povo
dirá: Amen.

22 Maldito [17] aquelle que se deitar com sua irmã, filha de seu pae, ou
filha de sua mãe. E todo o povo dirá: Amen.

23 Maldito [18] aquelle que se deitar com sua sogra. E todo o povo dirá:
Amen.

24 Maldito [19] aquelle que ferir ao seu proximo em occulto. E todo o
povo dirá: Amen.

25 Maldito [20] aquelle que tomar peita para ferir a alguma _pessoa_, o
sangue do innocente. E todo o povo dirá: Amen.

26 Maldito [21] aquelle que não confirmar as palavras d’esta lei, não as
fazendo. E todo o povo dirá: Amen.

[1] Jos. 4.1.

[2] Jos. 8.32.

[3] cap. 11.29. Jos. 8.30.

[4] Exo. 20.25. Jos. 8.31.

[5] cap. 26.18.

[6] cap. 11.19. Jos. 8.33. Jui. 9.7.

[7] cap. 12.19. Jos. 8.33.

[8] cap. 33.10. Dan. 9.11.

[9] Exo. 20.4, 23 e 34.17. Lev. 19.4 e 26.1. cap. 4.16, 23 e 5.8. Isa.
44.9. Ose. 13.2.

[10] Num. 5.22. Jer. 11.5. I Cor. 14.16.

[11] Exo. 20.12 e 21.17. Lev. 19.3. cap. 21.18.

[12] cap. 19.14. Pro. 22.28.

[13] Lev. 19.14.

[14] Exo. 22.21. cap. 10.18 e 24.17. Mat. 3.5.

[15] Lev. 18.8 e 20.11. cap. 22.30.

[16] Lev. 18.23 e 20.15.

[17] Lev. 18.9 e 20.15.

[18] Lev. 18.17 e 20.14.

[19] Exo. 20.13 e 21.12, 14. Lev. 24.17. Num. 35.31. cap. 19.11.

[20] Exo. 23.7. cap. 10.17 e 16.19. Eze. 22.15.

[21] cap. 28.15. Psa. 119.21. Jer. 11.3. Gal. 3.10.



_As bençãos que serão lançadas do monte Gerizim._

28 E será que, [1] se ouvires a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de
guardar todos os seus mandamentos que eu te ordeno hoje, o Senhor teu
Deus te exaltará [2] sobre todas as nações da terra.

2 E todas estas bençãos virão sobre ti [3] e te alcançarão, quando
ouvires a voz do Senhor teu Deus:

3 Bemdito [4] _serás_ tu na cidade, e bemdito _serás_ no campo.

4 Bemdito [5] o fructo do teu ventre, e o fructo da tua terra, e o fructo
dos teus animaes; e a criação das tuas vaccas, e [HN] os rebanhos das
tuas ovelhas.

5 Bemdito o teu cesto e a tua amassadeira;

6 Bemdito _serás_ [6] ao entrares, e bemdito _serás_ ao saires.

7 O Senhor entregará [7] os teus inimigos, que se levantarem contra ti,
feridos diante de ti: por um caminho sairão contra ti, mas por sete
caminhos fugirão diante de ti.

8 O Senhor mandará [8] a benção, _que esteja_ comtigo nos teus celeiros,
e em tudo o que puzeres a tua mão: e te abençoará na terra que te der o
Senhor teu Deus.

9 O Senhor [9] te confirmará para si por povo sancto, como te tem jurado,
quando guardares os mandamentos do Senhor teu Deus, e andares nos seus
caminhos.

10 E todos os povos da terra verão que é chamado [10] sobre ti o nome do
Senhor, [11] e terão temor de ti.

11 E o Senhor [12] te fará abundar de bem no fructo do teu ventre, e no
fructo dos teus animaes, e no fructo da tua terra, sobre a terra que o
Senhor jurou a teus paes te dar.

12 O Senhor te abrirá o seu bom thesouro, o céu, [13] para dar chuva á
tua terra no seu tempo, e para [14] abençoar toda a obra das tuas mãos; e
emprestarás [15] a muitas gentes, porém tu não tomarás emprestado.

13 E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; [16] e só estarás em
cima, e não debaixo, quando obedeceres aos mandamentos do Senhor teu
Deus, que hoje te ordeno, para _os_ guardar e fazer.

14 E não te desviarás [17] de todas as palavras que hoje te ordeno, nem
para a direita nem para a esquerda, para andares após outros deuses, para
os servires.


_Castigos por desobediencia._

15 Será porém _que_, se não deres ouvidos [18] á voz do Senhor teu Deus,
para não cuidares em fazer todos os seus mandamentos e os seus estatutos,
que hoje te ordeno, então sobre ti virão todas estas maldições, e te [19]
alcançarão:

16 Maldito [20] _serás_ tu na cidade, e maldito _serás_ no campo.

17 Maldito o teu cesto e a tua amassadeira;

18 Maldito o fructo do teu ventre, e o fructo da tua terra, e a criação
das tuas vaccas, e os rebanhos das tuas ovelhas.

19 Maldito _serás_ ao entrares, e maldito _serás_ ao saires.

20 O Senhor mandará sobre ti a maldição; [21] a turbação e a perdição em
tudo em que puzeres a tua mão para fazer; até que sejas destruido, e até
que repentinamente pereças, por causa da maldade das tuas obras, com que
me deixaste.

21 O Senhor te fará pegar a pestilencia, [22] até que te consuma da terra
a que passas a possuir.

22 O Senhor te ferirá [23] com a tisica e com a febre, e com a quentura,
e com o ardor, [24] e com a seccura, e com corrupção de sementeiras e com
ferrugem; e te perseguirão até que pereças.

23 E os teus céus [25] que _estão_ sobre a cabeça, serão de bronze; e a
terra que _está_ debaixo de ti, _será_ de ferro.

24 O Senhor _por_ chuva da tua terra te dará pó e poeira; dos céus
descerá sobre ti, até que pereças.

25 O Senhor [26] te fará cair diante dos teus inimigos; por um caminho
sairás contra elles, e por sete caminhos fugirás diante d’elles, e serás
espalhado [27] por todos os reinos da terra.

26 E o teu cadaver [28] será por comida a todas as aves dos céus, e aos
animaes da terra: e ninguem _os_ espantará.

27 O Senhor te ferirá com as ulceras do Egypto, [29] com hemorrhoidas, e
com sarna, e com coceira, de que não possas curar-te;

28 O Senhor te ferirá com loucura, [30] e com cegueira, e com pasmo do
coração:

29 E apalparás [31] ao meio dia, como o cego apalpa na escuridade, e não
prosperarás nos teus caminhos: porém sómente serás opprimido e roubado
todos os dias, e não _haverá_ quem _te_ salve.

30 Desposar-te-has [32] com _uma_ mulher, porém outro homem dormirá com
ella; edificarás [33] _uma_ casa, porém não morarás n’ella; plantarás
[34] _uma_ vinha, porém não lograrás o seu fructo.

31 O teu boi _será_ morto aos teus olhos, porém d’elle não comerás: o teu
jumento _será_ roubado diante de ti, e não voltará a ti: as tuas ovelhas
_serão_ dadas aos teus inimigos, e não _haverá_ quem te salve.

32 Teus filhos e tuas filhas _serão_ dados a outro povo, os teus olhos
_o_ verão, [35] e após d’elles desfallecerão todo o dia; porém não
_haverá_ poder na tua mão.

33 O fructo [36] da tua terra e todo o teu trabalho comerá um povo que
nunca conheceste: e tu serás opprimido e quebrantado todos os dias.

34 E serás louco [37] pelo que verás com os teus olhos.

35 O Senhor te ferirá [38] com ulceras malignas nos joelhos e nas pernas,
de que não possas sarar, desde a planta do teu pé até ao alto da cabeça.

36 O Senhor te levará a ti [39] e a teu rei, que tiveres posto sobre ti,
a _uma_ gente que não conheceste, nem tu nem teus paes; e ali servirás a
[40] outros deuses, ao pau e á pedra.

37 E serás por pasmo, por ditado, [41] e por fabula entre todos os povos
a que o Senhor te levará.

38 Lançarás [42] muita semente ao campo; porém colherás pouco, porque o
[43] gafanhoto a consumirá.

39 Plantarás vinhas, e cultivarás; porém não beberás vinho, nem colherás
_as uvas_; porque o bicho as colherá.

40 Em todos os termos terás oliveiras; porém não te ungirás com azeite;
porque _a azeitona_ cairá _da_ tua oliveira.

41 Filhos e filhas gerarás; porém não serão para ti; porque irão em [44]
captiveiro.

42 Todo o teu arvoredo e o fructo da tua terra consumirá a lagarta.

43 O estrangeiro, que _está_ no meio de ti, se elevará muito sobre ti, e
tu mui baixo descerás;

44 Elle [45] te emprestará a ti, porém tu não lhe emprestarás a _elle_:
elle será por [46] cabeça, e tu serás por cauda.

45 E todas [47] estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te
alcançarão, até que sejas destruido: porquanto não haverás dado ouvidos
á voz do Senhor teu Deus, para guardar os seus mandamentos, e o seus
estatutos, que te tem ordenado:

46 E serão entre ti por signal e por maravilha, [48] como tambem entre a
tua semente para sempre.

47 Porquanto [49] não haverás servido ao Senhor teu Deus com alegria e
bondade de coração, [50] pela abundancia de tudo.

48 Assim servirás aos teus inimigos, que o Senhor enviará contra ti, com
fome, e com sede, e com nudez, e com falta de tudo: e sobre o teu pescoço
porá um jugo [51] de ferro, até que te tenha destruido.

49 O Senhor [52] levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade
da terra, que vôa como a aguia, [53] nação cuja lingua não entenderás;

50 Nação feroz de rosto, que [54] não attentará para o rosto do velho,
nem se apiedará do moço;

51 E comerá [55] o fructo dos teus animaes, e o fructo da tua terra, até
que sejas destruido; e não te deixará grão mosto, nem azeite, creação das
tuas vaccas, nem rebanhos das tuas ovelhas, até que te tenha consumido;

52 E te angustiará [56] em todas as tuas portas, até que venham a cair
os teus altos e fortes muros, em que confiavas em toda a tua terra; e te
angustiará até em todas as tuas portas, em toda a tua terra que te tem
dado o Senhor teu Deus:

53 E comerás [57] o fructo do teu ventre, a carne de teus filhos e de
tuas filhas, que te der o Senhor teu Deus, no cerco e no aperto com que
os teus inimigos te apertarão.

54 _Quanto ao_ homem _mais_ mimoso e mui delicado entre ti, o seu olho
será maligno [58] contra o seu irmão, e contra a mulher de seu regaço, e
contra os demais de seus filhos que _ainda_ lhe ficarem;

55 De sorte que não dará a nenhum d’elles da carne de seus filhos, que
elle comer; porquanto nada lhe ficou de resto no cerco e no aperto com
que o teu inimigo te apertará em todas as tuas portas.

56 E _quanto_ á _mulher mais_ mimosa e delicada entre ti, que de mimo
e delicadeza nunca tentou pôr a planta de seu pé sobre a terra, será
maligno o seu olho [59] contra o homem de seu regaço, e contra seu filho,
e contra sua filha;

57 E _isto_ por _causa de_ suas páreas, que sairem [60] d’entre os
seus pés, e por _causa de_ seus filhos que parir; porque os comerá ás
escondidas pela falta de tudo, no cerco e no aperto com que o teu inimigo
te apertará nas tuas portas.

58 Se não tiveres cuidado de guardar todas as palavras d’esta lei, que
estão escriptas n’este livro, para temeres este nome glorioso [61] e
terrivel, o Senhor teu Deus,

59 Então o Senhor fará maravilhosas as tuas pragas, [62] e as pragas de
tua semente, grandes e certas pragas, e enfermidades más e certas;

60 E fará tornar sobre ti todos os males do [63] Egypto, de que tu
tiveste temor, e se apegarão a ti.

61 Tambem o Senhor fará vir sobre ti toda a enfermidade e toda a praga,
que não _está_ escripta no livro d’esta lei, até que sejas destruido.

62 E ficareis [64] poucos homens, em logar de haverem sido como as
estrellas dos céus em multidão: porquanto não déstes ouvidos á voz do
Senhor teu Deus.

63 E será que, assim como [65] o Senhor se deleitava em vós, em fazer-vos
bem e multiplicar-vos, assim o Senhor se deleitara em vós, em [66]
destruir-vos e consumir-vos; e desarreigados sereis da terra a qual tu
passas a possuir.

64 E o Senhor vos espalhará [67] entre todos os povos, desde uma
extremidade da terra até á outra extremidade da terra: e ali servirás
[68] a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus paes: ao pau e á
pedra.

65 E nem ainda [69] entre as mesmas gentes descançarás, nem a planta
de teu pé terá repouso: porquanto [70] o Senhor ali te dará coração
tremente, e desfallecimento dos olhos, e desmaio da alma.

66 E a tua vida como em suspenso estará diante de ti; e estremecerás de
noite e de dia, e não crerás na tua _propria_ vida.

67 Pela manhã dirás: [71] Ah! quem _me_ déra _ver_ a noite! E á tarde
dirás: Ah! quem _me_ déra _ver_ a manhã! pelo pasmo de teu coração, com
que pasmarás, e pelo que verás com os teus olhos.

68 E o Senhor te fará voltar ao Egypto em navios, pelo caminho [72] de
que te tenho dito: Nunca jámais o verás: e ali sereis vendidos por servos
e por servas aos vossos inimigos; mas não haverá quem _vos_ compre.

[1] Exo. 15.26. Lev. 26.3. Isa. 55.2.

[2] cap. 26.19.

[3] ver. 15. Zac. 1.6.

[4] Psa. 128.1, 4. Gen. 39.5. Gen. 22.17.

[5] Gen. 49.25. cap. 7.13. Psa. 107.38 e 127.3. Pro. 10.22. I Tim. 4.8.

[6] Psa. 121.8.

[7] ver. 25. Lev. 26.7, 8. II Sam. 22.38, 39, 41. Psa. 89.24.

[8] Lev. 25.21. cap. 15.10.

[9] Exo. 19.6. cap. 7.6 e 26.18, 19 e 29.13.

[10] Num. 6.27. II Sam. 7.14. Isa. 63.19. Dan. 9.18.

[11] cap. 11.25.

[12] ver. 4. cap. 30.9. Pro. 10.22.

[13] Lev. 26.4. cap. 11.14.

[14] cap. 14.29.

[15] cap. 15.6.

[16] Isa. 9.14, 15.

[17] cap. 5.32 e 11.16.

[18] Lev. 26.14. Lam. 2.17. Dan. 9.11, 13. Mal. 2.2.

[19] ver. 2.

[20] ver. 3, etc.

[21] Mal. 2.2. I Sam. 14.20. Zac. 14.13. Psa. 80.17. Isa. 30.17 e 51.20 e
66.15.

[22] Lev. 26.25. Jer. 24.10.

[23] Lev. 26.16.

[24] Amós 4.9.

[25] Lev. 26.19.

[26] Lev. 26.17, 37. cap. 32.30. Isa. 30.17.

[27] Jer. 15.4 e 24.9. Eze. 23.46.

[28] I Sam. 17.44, 46. Psa. 79.2. Jer. 7.38 e 16.4 e 34.20.

[29] ver. 35. Exo. 9.9 e 15.26. I Sam. 5.6. Psa. 78.66.

[30] Jer. 4.9.

[31] Job 5.14. Isa. 59.10.

[32] Job 31.10. Jer. 8.10.

[33] Jer. 12.13. Amós 5.11. Miq. 6.15. Sof. 1.13.

[34] cap. 20.6.

[35] Psa. 119.82.

[36] ver. 51. Lev. 26.16. Jer. 5.17.

[37] ver. 67.

[38] ver. 27.

[39] II Reis 17.4, 6 e 24.12, 14 e 25.7, 11. II Chr. 33.11 e 36.6, 20.

[40] ver. 46. cap. 4.28. Jer. 16.13.

[41] Jer. 24.9 e 25.9. Zac. 8.13. Psa. 44.14.

[42] Miq. 6.15. Agg. 1.6.

[43] Joel 1.4.

[44] Lam. 1.5.

[45] ver. 12.

[46] ver. 13.

[47] ver. 15.

[48] Isa. 8.18. Eze. 14.8.

[49] Neh. 9.35, 36, 37.

[50] cap. 32.15.

[51] Jer. 28.14.

[52] Jer. 5.15 e 6.22, 23. Luc. 19.43.

[53] Jer. 48.40 e 49.22. Lam. 4.19. Eze. 17.3, 12. Ose. 8.1.

[54] II Chr. 36.17. Isa. 47.6.

[55] ver. 33. Isa. 1.7 e 62.8.

[56] II Sam. 25.1, 2, 4.

[57] Lev. 26.29. II Reis 6.28, 29. Jer. 19.19. Lam. 2.20 e 4.10.

[58] cap. 15.9 e 13.6.

[59] ver. 54.

[60] Gen. 49.10.

[61] Exo. 6.3.

[62] Dan. 9.12.

[63] cap. 7.15.

[64] cap. 4.27 e 10.22. Neh. 9.23.

[65] cap. 30.9. Jer. 32.41.

[66] Pro. 1.26. Isa. 1.24.

[67] Lev. 26.33. cap. 4.27. Neh. 1.8. Jer. 16.13.

[68] ver. 36.

[69] Amós 9.4.

[70] Lev. 26.16, 36.

[71] Job 7.4. ver. 34.

[72] Jer. 43.7. Ose. 8.13 e 9.3. cap. 17.16.



_Deus faz um novo pacto com o povo._

29 Estas _são_ as palavras do concerto que o Senhor ordenou a Moysés na
terra de Moab, que fizesse com os filhos de Israel, além do concerto [1]
que fizera com elles em Horeb.

2 E chamou Moysés a todo o Israel, e disse-lhes: Tendes visto [2] tudo
quanto o Senhor fez na terra do Egypto, perante vossos olhos, a Pharaó, e
a todos os seus servos, e a toda a sua terra:

3 As grandes provas [3] que os teus olhos teem visto, aquelles signaes e
grandes maravilhas:

4 Porém não vos tem dado [4] o Senhor um coração para entender, nem olhos
para ver, nem ouvidos para ouvir, até ao dia de hoje.

5 E quarenta annos vos fiz [5] andar pelo deserto: não se envelheceram
sobre vós os vossos vestidos, e nem se envelheceu no teu pé o teu sapato.

6 Pão não comestes, [6] e vinho e bebida forte não bebestes: para que
soubesseis que eu _sou_ o Senhor vosso Deus.

7 Vindo vós pois a este logar, Sehon, [7] rei de Hesbon, e Og, rei de
Basan, nos sairam ao encontro, á peleja, e nós os ferimos:

8 E tomámos a sua terra, e a démos [8] por herança aos rubenitas, e aos
gaditas, e á meia tribu dos manassitas.

9 Guardae [9] pois as palavras d’este concerto, e fazei-as, para que [HO]
prospereis [10] em tudo quanto fizerdes.

10 Vós todos estaes hoje perante o Senhor vosso Deus: os Cabeças de
vossas tribus, vossos anciãos, e os vossos officiaes, todo o homem de
Israel;

11 Os vossos meninos, as vossas mulheres, e o estrangeiro que _está_ no
meio do teu arraial; desde o rachador da tua lenha [11] até ao tirador da
tua agua;

12 Para que entres no concerto do Senhor teu Deus, e no seu [12]
juramento que o Senhor teu Deus hoje faz comtigo;

13 Para que hoje [13] te confirme a si por povo, e elle te seja a ti por
Deus, como te tem dito, e como jurou a teus paes, Abrahão, Isaac e Jacob.

14 E não sómente comvosco [14] faço este concerto e este juramento,

15 Mas com aquelle que hoje está aqui em pé comnosco perante o Senhor
nosso Deus, e com [15] aquelle que hoje não está aqui comnosco.

16 Porque vós sabeis como habitámos na terra do Egypto, e como passámos
pelo meio das nações pelas quaes passastes;

17 E vistes as suas abominações, e os seus idolos, o pau e a pedra, a
prata e o oiro que _havia_ entre elles.

18 Para que entre vós não haja homem, nem mulher, nem familia, nem tribu,
cujo coração [16] hoje se desvie do Senhor nosso Deus, para que vá servir
aos deuses d’estas nações; para que entre [17] vós não haja raiz que dê
fel e absintho;

19 E aconteça _que_, ouvindo as palavras d’esta maldição, se abençôe no
seu coração, dizendo: Terei paz, ainda que ande conforme ao bom parecer
[18] do meu coração; para accrescentar á sêde a bebedice.

20 O Senhor não lhe quererá perdoar; mas então fumegará [19] a ira do
Senhor e o seu zelo sobre o tal homem, e toda a maldição escripta n’este
livro jazerá sobre elle; e o Senhor apagará [20] o seu nome de debaixo do
céu.

21 E o Senhor o separará para mal [21] de todas as tribus de Israel,
conforme a todas as maldições do concerto escripto no livro d’esta lei.

22 Então dirá a geração vindoura, os vossos filhos, que se levantarem
depois de vós, e o estranho que virá de terras remotas, vendo as pragas
d’esta terra, e as suas doenças, com que o Senhor a terá affligido;

23 E toda a sua terra abrazada com enxofre e sal, [22] _de sorte_ que
não será semeada, e nada produzirá, nem n’ella crescerá herva alguma:
_assim_ como _foi_ a [23] destruição de Sodoma e de Gomorrha, de Adama e
de Zeboim, que o Senhor destruiu na sua ira e no seu furor.

24 E todas as nações dirão: Porque fez [24] o Senhor assim com esta
terra? qual _foi a causa_ do furor d’esta tão grande ira?

25 Então se dirá: Porquanto deixaram o concerto do Senhor, o Deus de seus
paes, que com elles tinha feito, quando os tirou do Egypto.

26 E elles foram-se, e serviram a outros deuses, e se inclinaram diante
d’elles; deuses que os não conheceram, e nenhum dos quaes elle lhes tinha
dado.

27 Pelo que a ira do Senhor se accendeu contra esta terra, para trazer
[25] sobre ella toda a maldição que está escripta n’este livro.

28 E o Senhor os tirou da sua terra com ira, e com indignação, e com
grande furor, e os lançou em [26] outra terra, como n’este dia _se vê_.

29 As _coisas_ encobertas _são para_ o Senhor nosso Deus; porém as
reveladas _são para_ nós e _para_ nossos filhos para sempre, _para_ fazer
todas as palavras d’esta lei.

[1] cap. 5.2, 3.

[2] Exo. 19.4.

[3] cap. 4.34 e 7.19.

[4] Isa. 6.9, 10 e 63.17. João 8.43. Act. 28.26, 27. Eph. 4.18. II The.
2.11, 12.

[5] cap. 1.3 e 8.2, 4.

[6] Exo. 16.12. cap. 8.3. Psa. 78.24.

[7] Num. 21.23, 24, 33. cap. 2.32 e 3.1.

[8] Num. 32.33. cap. 3.12.

[9] cap. 4.6. Jos. 1.7. I Reis 2.3.

[10] Jos. 1.7.

[11] Jos. 9.21, 23, 27.

[12] Neh. 10.29.

[13] cap. 28.9. Exo. 6.7. Gen. 17.7.

[14] Jer. 31.31, 32, 33. Heb. 8.7, 8.

[15] Act. 2.39. I Cor. 7.14.

[16] cap. 11.16.

[17] Act. 8.23. Heb. 12.15.

[18] Num. 15.39. Ecc. 11.9. Isa. 30.1.

[19] Eze. 14.7, 8. Psa. 74.1 e 79.5. Eze. 23.25.

[20] cap. 9.14.

[21] Mat. 24.51.

[22] Psa. 107.34. Jer. 17.6. Sof. 2.9.

[23] Gen. 19.24. Jer. 20.16.

[24] I Reis 9.8. Jer. 22.8, 9.

[25] Dan. 9.11, 13, 14.

[26] I Reis 14.15. II Chr. 7.20. Psa. 52.7. Pro. 2.22.



_A misericordia de Deus para com os que se arrependem._

30 E será _que_, sobrevindo-te todas estas coisas, [1] a benção ou a
maldição, que tenho posto diante de ti, e te recordares [2] _d’ellas_
entre todas as nações, para onde te lançar o Senhor teu Deus;

2 E te converteres [3] ao Senhor teu Deus, e deres ouvidos á sua voz,
conforme a tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, com todo o teu
coração, e com toda a tua alma;

3 Então o Senhor [4] teu Deus te fará voltar do teu captiveiro, e se
apiedará de ti; e tornará a ajuntar-te [5] d’entre todas as nações entre
as quaes te espalhou o Senhor teu Deus.

4 Ainda [6] que os teus desterrados estejam para a extremidade do céu,
desde ali te ajuntará o Senhor teu Deus, e te tomará d’ali;

5 E o Senhor teu Deus te trará á terra que teus paes possuiram, e a
possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus paes.

6 E o Senhor [7] teu Deus circumcidará o teu coração, e o coração de tua
semente; para amares ao Senhor teu Deus com todo o coração, e com toda a
tua alma, para que vivas.

7 E o Senhor teu Deus porá todas estas maldições sobre os teus inimigos,
e sobre os teus aborrecedores, que te perseguiram.

8 Converter-te-has pois, e darás ouvidos á voz do Senhor; farás todos os
seus mandamentos que hoje te ordeno.

9 E [8] o Senhor teu Deus te fará abundar em toda a obra das tuas mãos,
no fructo do teu ventre, e no fructo dos teus animaes, e no fructo da tua
terra para bem; porquanto o Senhor tornará a alegrar-se em ti para bem,
[9] como se alegrou em teus paes;

10 Quando deres ouvidos á voz do Senhor teu Deus, guardando os seus
mandamentos e os seus estatutos, escriptos n’este livro da lei, quando te
converteres ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, e com toda a tua
alma.


_A lei do Senhor é bem patente._

11 Porque este mandamento, que hoje te ordeno, te não _é_ encoberto, e
tão pouco _está_ [10] longe _de ti_.

12 Não _está_ nos céus, [11] para dizeres: Quem subirá por nós aos céus,
que nol-o traga, e nol-o faça ouvir, para que o façamos?

13 Nem tão pouco _está_ d’além do mar, para dizeres: Quem passará por
nós d’além do mar, para que nol-o traga, e nol-o faça ouvir, para que o
façamos?

14 Porque esta palavra _está_ mui perto de ti, na tua bocca, e no teu
coração, para a fazeres.

15 Vês aqui, [12] hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o
mal;

16 Porquanto te ordeno hoje que ames ao Senhor teu Deus, que andes nos
seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e
os seus juizos, para que vivas, e te multipliques, e o Senhor teu Deus te
abençoe na terra a qual entras a possuir.

17 Porém se o teu coração se desviar, e não quizeres dar ouvidos, e fores
seduzido para te inclinar a outros deuses, e os servires,

18 Então eu vos [13] denuncio hoje que, certamente, perecereis: não
prolongareis os dias na terra a que vaes, passando o Jordão, para que,
entrando n’ella, a possuas;

19 Os céus e a terra [14] tomo hoje por testemunhas contra vós, _que_ te
tenho proposto a vida e a morte, a benção e a maldição: escolhe pois a
vida, para que vivas, tu e a tua semente,

20 Amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos á sua voz, e te achegando a
elle: pois elle é a tua vida, [15] e a longura dos teus dias; para que
fiques na terra que o Senhor jurou a teus paes, a Abrahão, a Isaac, e a
Jacob, que lhes havia de dar.

[1] Lev. 26.40. cap. 28.

[2] cap. 4.29, 30. I Reis 8.47.

[3] Neh. 1.9. Isa. 55.7. Lam. 3.40. Joel 2.12, 13.

[4] Psa. 106.45. Jer. 29.14. Lam. 3.22, 32.

[5] Jer. 32.37. Eze. 34.13 e 36.24.

[6] cap. 28.64. Neh. 1.9.

[7] cap. 10.16. Jer. 32.39. Eze. 11.19 e 36.26.

[8] cap. 28.11.

[9] cap. 28.63. Jer. 32.41.

[10] Isa. 45.19.

[11] Rom. 10.6, etc.

[12] ver. 1, 19. cap. 11.26.

[13] cap. 4.26 e 8.19.

[14] cap. 4.26 e 31.28. ver. 15.

[15] Psa. 27.1. João 11.25.



_Moysés nomeia Josué seu successor._

31 Depois foi Moysés, e fallou estas palavras a todo o Israel;

2 E disse-lhes: Da edade [1] de cento e vinte annos _sou_ eu hoje: já não
poderei mais sair e entrar: além d’isto, o Senhor me disse: Não passarás
o Jordão.

3 O Senhor teu Deus passará diante de ti; elle destruirá estas nações
diante de ti, para que as possuas: Josué passará diante de ti, como [2] o
Senhor tem dito.

4 E o Senhor lhes fará [3] como fez a Sehon e a Og, reis dos amorrheos, e
á sua terra, os quaes destruiu.

5 Quando [4] pois o Senhor vol-os der diante de vós, então com elles
fareis conforme a todo o mandamento que vos tenho ordenado.

6 Esforçae-vos, e animae-vos; não [5] temaes, nem vos espanteis diante
d’elles: porque [6] o Senhor teu Deus é o que vae comtigo: não te deixará
nem te desamparará.

7 E chamou Moysés a Josué, e lhe disse aos olhos de todo o Israel:
Esforça-te e anima-te; [7] porque com este povo entrarás na terra que o
Senhor jurou a teus paes lhes dar; e tu os farás herdal-a.

8 O Senhor pois _é_ aquelle que vae diante de ti; elle será [8] comtigo,
não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes.


_A lei deve ser lida ao povo de sete em sete annos._

9 E Moysés escreveu esta lei, e a deu [9] aos sacerdotes, [10] filhos
de Levi, que levavam a arca do concerto do Senhor, e a todos os anciãos
d’Israel.

10 E deu-lhes ordem Moysés, dizendo: Ao fim de _cada_ sete annos, no
tempo _determinado_ do anno da [11] remissão, na festa dos tabernaculos,

11 Quando todo o Israel vier a comparecer perante [12] o Senhor teu Deus,
no logar que elle escolher, lerás [13] esta lei diante de todo o Israel
aos seus ouvidos.

12 Ajunta o povo, [14] homens, e mulheres, e meninos, e os teus
estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam, e aprendam
e temam ao Senhor vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras
d’esta lei;

13 E _que_ seus filhos, [15] que a não souberem, ouçam, e aprendam a
temer ao Senhor vosso Deus, todos os dias que viverdes sobre a terra a
qual ides, passando o Jordão, a possuir.


_Deus dá a Josué o encargo do povo._

14 E disse o Senhor a Moysés: Eis-que [16] os teus dias são chegados,
para que morras; chama a Josué, e ponde-vos na tenda da congregação, para
que eu [17] lhe dê ordem. Assim foi Moysés e Josué, e se puzeram na tenda
da congregação.

15 Então o Senhor [18] appareceu na tenda, na columna de nuvem; e a
columna de nuvem estava sobre a porta da tenda.

16 E disse o Senhor a Moysés: Eis que dormirás com teus paes: e este povo
se levantará, e [19] fornicará em seguimento dos deuses dos estranhos da
terra, para o meio dos quaes vae, e me deixará, [20] e annullará o meu
concerto que tenho feito com elle.

17 Assim se accenderá a minha ira n’aquelle dia contra elle, [21] e
desamparal-o-hei, e esconderei o meu rosto d’elles, para que sejam
devorados: e tantos males e angustias o alcançarão, que dirá n’aquelle
dia: Não me alcançaram estes males, porquanto o meu Deus não está no [22]
meio de mim?

18 Esconderei [23] pois totalmente o meu rosto n’aquelle dia, por todo o
mal que tiver feito, por se haver tornado a outros deuses.


_Deus põe um cantico na bocca de Josué._

19 Agora pois escrevei-vos este cantico, e ensinae-o aos filhos d’Israel:
ponde-o na sua bocca, para que este cantico me seja por testemunha contra
[24] os filhos d’Israel.

20 Porque o metterei na terra que jurei a seus paes, que mana leite e
mel; e comerá, e se fartará, e se engordará: [25] então se tornará a
outros deuses, e os servirá, e me irritarão, e annullarão o meu concerto.

21 E será _que_, [26] quando o alcançarem muitos males e angustias,
então este cantico responderá contra elle por testemunha, pois não
será esquecido da bocca de sua semente; porquanto conheço a sua boa
imaginação, o que elle faz hoje, [27] antes que o metta na terra que
tenho jurado.

22 Assim Moysés escreveu este cantico n’aquelle dia, e o ensinou aos
filhos d’Israel.

23 E ordenou [28] a Josué, filho de Nun, e disse: Esforça-te e anima-te;
[29] porque tu metterás os filhos d’Israel na terra que lhes jurei; e eu
serei comtigo.

24 E aconteceu _que_, acabando [30] Moysés de escrever as palavras d’esta
lei n’um livro, até de todo as acabar,

25 Deu ordem Moysés aos levitas que levavam a arca do concerto do Senhor,
dizendo:

26 Tomae este livro da lei, e ponde-o [31] ao lado da arca do concerto do
Senhor vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti.

27 Porque conheço a tua rebellião e a tua [32] dura cerviz: eis que,
vivendo eu ainda hoje comvosco, rebeldes fostes contra o Senhor; e quanto
mais depois da minha morte.

28 Ajuntae perante mim todos os anciãos das vossas tribus, e vossos
officiaes, e aos vossos ouvidos fallarei estas palavras, e contra elles
por testemunhas tomarei [33] os céus e a terra.

29 Porque eu sei que depois da minha morte certamente vos corrompereis,
[34] e vos desviareis do caminho que vos ordenei: então este mal vos
alcançará [35] nos ultimos dias, quando fizerdes mal aos olhos do Senhor,
para o provocar á ira com a obra das vossas mãos.

30 Então Moysés fallou as palavras d’este cantico aos ouvidos de toda a
congregação de Israel, até se acabarem.

[1] Exo. 7.7. cap. 34.7. Num. 27.17. I Reis 3.7. Num. 20.12 e 27.13. cap.
3.27 e 9.3.

[2] Num. 27.21. cap. 3.28.

[3] cap. 3.21. Num. 21.24, 33.

[4] cap. 7.2.

[5] Jos. 10.25. I Chr. 22.13. cap. 1.29 e 7.18.

[6] cap. 20.4. Jos. 1.5. Heb. 13.5.

[7] ver. 23. cap. 1.38 e 3.28. Jos. 1.6.

[8] Exo. 13.21, 22 e 33.14. cap. 9.3. Jos. 1.6, 9. I Chr. 28.20.

[9] ver. 25. cap. 17.18.

[10] Num. 4.15. Jos. 3.3. I Chr. 15.12, 15.

[11] cap. 15.1. Lev. 23.24.

[12] cap. 16.16.

[13] Jos. 8.34. II Reis 23.2. Neh. 8.1, 2, 3, etc.

[14] cap. 4.10.

[15] cap. 11.2. Psa. 78.6, 7.

[16] Num. 27.13. cap. 34.5.

[17] ver. 23. Num. 27.19.

[18] Exo. 33.9.

[19] Exo. 32.6 e 34.15. Jui. 2.17.

[20] cap. 32.15. Jui. 2.12, 20 e 19.6, 13.

[21] II Chr. 15.2. cap. 32.20. Psa. 104.29. Isa. 8.17 e 64.7. Eze. 23.39.

[22] Jui. 6.13, 42. Num. 14.

[23] ver. 17.

[24] ver. 26.

[25] cap. 32.15. Neh. 9.25, 26. Ose. 13.6. ver. 16.

[26] ver. 17.

[27] Ose. 5.3 e 13.5, 6. Amós 5.25.

[28] ver. 14.

[29] ver. 7. Jos. 1.6.

[30] ver. 9.

[31] II Reis 22.8. ver. 19.

[32] cap. 9.24 e 32.20. Exo. 32.9. cap. 9.6.

[33] cap. 30.19 e 32.1.

[34] cap. 32.5. Jui. 2.19. Ose. 9.9.

[35] cap. 28.15. Gen. 49.1. cap. 4.30.



_Ultimo cantico de Moysés._

32 Inclinae os ouvidos, [1] ó céus, e fallarei: e ouça a terra as
palavras da minha bocca.

2 Goteje a minha doutrina [2] como a chuva, distille o meu dito como o
orvalho, como [3] chuvisco sobre a herva e como gotas d’agua sobre a
relva.

3 Porque apregoarei o nome do Senhor: dae grandeza [4] a nosso Deus.

4 _Elle é_ a Rocha, cuja obra _é_ perfeita, [5] porque todos os seus
caminhos juizo _são_: Deus _é_ a verdade, e [6] não ha n’elle injustiça;
justo e recto é.

5 Corromperam-se [7] contra elle, seus filhos _elles_ não _são_, a sua
mancha é d’elles: geração perversa e torcida _é_.

6 Recompensaes assim [8] ao Senhor, povo louco e ignorante? não _é_ elle
teu Pae, que te adquiriu, te fez e te estabeleceu?

7 Lembra-te dos dias da antiguidade, attentae para os annos de muitas
gerações: pergunta [9] a teu pae, e elle te informará, aos teus anciãos,
e elles t’o dirão.

8 Quando o Altissimo distribuia as [10] heranças ás nações, quando
dividia os filhos de Adão uns dos outros, os termos dos povos tem posto,
conforme ao numero dos filhos d’Israel.

9 Porque a porção [11] do Senhor _é_ o seu povo; Jacob _é_ a corda da sua
herança.

10 Achou-o na terra do [12] deserto, e n’um ermo solitario cheio de
uivos; _trouxe-o_ ao redor, instruiu-o, [13] guardou-o como a menina do
seu olho.

11 Como [14] a aguia desperta o seu ninho, se move sobre os seus filhos,
estende as suas azas, toma-os, e os leva sobre as suas azas,

12 _Assim_ só o Senhor o guiou: e não havia com elle deus estranho.

13 Elle o fez cavalgar [15] sobre as alturas da terra, e comeu as
novidades do campo, e o fez chupar [16] mel da rocha e azeite da dura
pederneira,

14 Manteiga de vaccas, e leite do rebanho, com a gordura [17] dos
cordeiros e dos carneiros que pastam em Basan, e dos bodes, com gordura
dos rins do trigo; e bebeste o [18] sangue das uvas, o vinho puro.

15 E, engordando-se [19] Jeshurun, deu coices; engordaste-te,
engrossaste-te, _e de gordura_ te cobriste: e deixou [20] a Deus, que o
fez, e desprezou a Rocha da sua salvação.

16 Com [21] _deuses_ estranhos o provocaram a zelos; com abominações o
irritaram.

17 Sacrificios [22] offereceram aos diabos, não a Deus; aos deuses que
não conheceram, novos _deuses_ que vieram ha pouco, dos quaes não se
estremeceram vossos paes.

18 Esqueceste-te [23] da Rocha que te gerou; e em esquecimento puzeste o
Deus que te formou.

19 O que vendo [24] o Senhor, _os_ desprezou, provocado á ira contra seus
filhos e suas filhas;

20 E disse: [25] Esconderei o meu rosto d’elles, verei qual _será_ o seu
fim; porque _são_ geração de perversidade, filhos em quem não ha lealdade.

21 A zelos me provocaram [26] com _aquillo que_ não _é_ Deus; com as suas
vaidades me provocaram á ira; portanto eu os provocarei [27] a zelos com
_os que_ não _são_ povo; com nação louca os despertarei á ira.

22 Porque um fogo [28] se accendeu na minha ira, e arderá até ao mais
profundo do inferno, e consummirá a terra com a sua novidade, e abrazará
os fundamentos dos montes.

23 Males amontoarei [29] sobre elles; as minhas settas esgotarei contra
elles.

24 Exhaustos _serão_ de fome, comidos de carbunculo e de peste amarga:
e entre elles enviarei dentes [30] de feras, com ardente peçonha de
serpentes do pó.

25 Por fóra devastará a espada, [31] e por dentro o pavor: ao mancebo,
juntamente com a virgem, assim á creança de mama, como ao homem de cãs.

26 _Eu_ dizia: [32] Em todos os cantos os espalharia; faria cessar a sua
memoria d’entre os homens,

27 Se eu não receiara a ira do inimigo, [33] para que os seus adversarios
o não estranhassem, _e_ para que não digam: A nossa mão está alta; o
Senhor não fez tudo isto.

28 Porque _são_ gente falta de conselhos, e n’elles não _ha_ entendimento.

29 Oxalá elles fossem sabios! [34] _que_ isto entendessem, _e_
attentassem para o seu fim!

30 Como _pode ser que_ um [35] só perseguisse mil, e dois fizessem fugir
dez mil, se a sua Rocha os não vendera, [36] e o Senhor os não entregara?

31 Porque [37] a sua rocha não _é_ como a nossa Rocha; _sendo_ até os
nossos inimigos juizes _d’isto_.

32 Porque a sua vinha [38] _é_ a vinha de Sodoma e dos campos de
Gomorrha: as suas uvas _são_ uvas de fel, [39] cachos amargosos _teem_.

33 O seu vinho _é_ ardente veneno de dragões, e peçonha cruel de viboras.

34 Não está isto [40] encerrado comigo? sellado nos meus thesouros?

35 Minha _é_ a vingança [41] e a recompensa, ao tempo que resvalar o seu
pé: porque o dia da sua ruina _está_ proximo, e as coisas que lhes hão de
succeder, se apressam _a chegar_.

36 Porque o Senhor fará justiça [42] ao seu povo, e se arrependerá pelos
seus servos: porquanto o poder _d’elle_ foi-se, e não ha fechado [43] nem
desamparado.

37 Então dirá: Onde _estão_ [44] os seus deuses? a rocha em quem
confiavam,

38 De cujos sacrificios comiam a gordura, _e_ de cujas libações bebiam o
vinho? levantem-se, e vos ajudem, para que haja para vós escondedouro.

39 Vêde agora que Eu, [45] Eu O _sou_, e mais nenhum Deus comigo: Eu
mato, e Eu faço viver: [46] Eu firo, e Eu saro: e ninguem _ha_ que escape
da minha mão.

40 Porque levantarei [47] a minha mão aos céus, e direi: Eu vivo para
sempre.

41 Se eu afiar a minha espada [48] reluzente, e _se_ travar do juizo
a minha mão, farei tornar a vingança sobre os meus adversarios, e
recompensarei aos meus aborrecedores.

42 Embriagarei as minhas settas de sangue, [49] e a minha espada comerá
carne: do sangue dos mortos e dos prisioneiros, [50] desde a cabeça,
haverá vinganças do inimigo.

43 Jubilae, [51] ó nações, _com_ o seu povo, porque vingará o sangue dos
seus servos, e sobre os seus adversarios fará tornar a vingança, e terá
misericordia da sua terra _e_ do seu povo.

44 E veiu Moysés, e fallou todas palavras d’este cantico aos ouvidos do
povo, elle e [HP] Hosea, filho de Nun.

45 E, acabando Moysés de fallar todas estas palavras a todo o Israel,

46 Disse-lhes: [52] Applicae o vosso coração a todas as palavras que hoje
testifico entre vós, para que as recommendeis a vossos filhos, para que
tenham cuidado de fazerem todas as palavras d’esta lei.

47 Porque esta palavra não vos _é_ vã, antes _é_ [53] a vossa vida; e por
esta mesma palavra prolongareis os dias na terra a que passaes o Jordão a
possuil-a.

48 Depois fallou [54] o Senhor a Moysés, n’aquelle mesmo dia, dizendo:

49 Sobe ao monte d’Abarim, [55] ao monte Nebo, que _está_ na terra de
Moab, defronte de Jericó, e vê a terra de Canaan, que darei aos filhos de
Israel por possessão.

50 E morre no monte, ao qual subirás; e recolhe-te aos teus povos, como
[56] Aarão teu irmão morreu no monte de Hor, e se recolheu aos seus povos.

51 Porquanto traspassastes contra mim no meio dos filhos [57] de
Israel, ás aguas da contenção em Cades, no deserto de Zin: pois me não
sanctificastes no meio doe filhos de Israel.

52 Pelo que verás a terra diante _de_ ti, [58] porém não entrarás n’ella,
na terra que darei aos filhos de Israel.

[1] cap. 4.26 e 30.19 e 31.28. Psa. 50.4. Isa. 1.2. Jer. 2.12 e 6.19.

[2] Isa. 55.10. I Cor. 3.6.

[3] Psa. 72.6. Miq. 5.7.

[4] I Chr. 29.11.

[5] II Sam. 22.31. Dan. 4.37. Apo. 18.3.

[6] Jer. 10.10. Job 34.10. Psa. 92.16.

[7] cap. 31.26. Mat. 17.17. Luc. 9.41. Phi. 2.15.

[8] Psa. 116.12. Isa. 63.16. ver. 15. Isa. 27.11 e 44.2.

[9] Exo. 13.14. Psa. 44.2.

[10] Zac. 9.2. Act. 17.26. Gen. 11.8.

[11] Exo. 15.16 e 19.5. I Sam. 10.1.

[12] cap. 8.15. Jer. 2.6. Ose. 13.5.

[13] cap. 4.36. Psa. 17.8. Pro. 7.2. Zac. 2.8.

[14] Exo. 19.4. cap. 1.31. Isa. 31.5 e 46.4 e 63.9. Ose. 11.3.

[15] cap. 33.29. Isa. 58.14. Eze. 36.2.

[16] Job 29.6. Psa. 81.17.

[17] Psa. 81.17.

[18] Gen. 49.11.

[19] cap. 35.5, 26. Isa. 44.2. I Sam. 2.29. cap. 31.20. Neh. 9.25. Psa.
17.10. Jer. 2.7 e 5.7, 28. Ose. 13.6.

[20] cap. 31.16. Isa. 1.4. Isa. 51.13. II Sam. 22.47. Psa. 89.27.

[21] I Sam. 14.22. I Cor. 14.22.

[22] Lev. 17.7. Psa. 106.37.

[23] Isa. 17.10. Jer. 2.32.

[24] Jui. 2.14. Isa. 1.2.

[25] cap. 31.17. Isa. 30.9. Mat. 17.16.

[26] ver. 16. Psa. 78.58. I Sam. 12.21. I Reis 16.13, 25. Psa. 31.7. Jer.
8.19 e 10.8 e 14.22. Jon. 2.8. Act. 14.15.

[27] Ose. 1.10. Rom. 10.19.

[28] Jer. 15.14 e 17.4. Lam. 4.11.

[29] Isa. 26.15. Psa. 7.12. Eze. 5.16.

[30] Lev. 26.22.

[31] Lam. 1.20. Eze. 7.15. II Cor. 7.5.

[32] Eze. 20.13, 14, 23.

[33] Jer. 19.3. Psa. 139.9.

[34] Isa. 27.11. Jer. 4.22. cap. 5.29. Luc. 19.42. Isa. 47.7. Lam. 1.9.

[35] Lev. 26.8. Jos. 23.10. II Chr. 24.24. Isa. 30.17.

[36] Psa. 44.13. Isa. 50.1 e 52.3.

[37] I Sam. 2.2 e 4.8. Jer. 40.3.

[38] Isa. 1.10.

[39] Psa. 57.5. Rom. 3.13.

[40] Job 14.17. Jer. 2.22. Ose. 13.12. Rom. 2.5.

[41] Psa. 95.1. Rom. 12.19. Heb. 10.30. II Ped. 2.3.

[42] Psa. 135.14. Jui. 2.18. Psa. 106.45. Jer. 31.20. Joel 2.14.

[43] I Reis 14.10 e 21.21. II Reis 9.8 e 14.26.

[44] Jui. 10. Jer. 2.28.

[45] Psa. 102.28. Isa. 41.4 e 45.5, 18, 22.

[46] I Sam. 2.6. II Reis 5.7. Job 5.18. Ose. 6.1.

[47] Gen. 14.22. Exo. 6.8. Num. 14.30.

[48] Isa. 27.1. Eze. 21.9, 10, 14, 20. Isa. 1.24. Nah. 1.2.

[49] Jer. 46.10.

[50] Job 13.24. Jer. 30.14. Lam. 1.5.

[51] Rom. 15.10. Apo. 6.10. Psa. 85.2.

[52] cap. 6.6 e 11.18. Eze. 40.4.

[53] cap. 30.19. Lev. 18.5. Pro. 3.2, 22 e 4.22. Rom. 10.5.

[54] Num. 27.12, 13.

[55] Num. 33.47, 48. cap. 34.1.

[56] Num. 20.25, 28 e 33.38.

[57] Num. 20.11, 12, 13 e 27.14. Lev. 10.3.

[58] Num. 27.12. cap. 34.4.



_A magestade de Deus._

33 Esta, porém, _é_ a benção com [1] que Moysés, homem de Deus, abençoou
os filhos de Israel antes da sua morte.

2 Disse pois: O Senhor veiu de Sinai, [2] e lhes subiu de Seir;
resplandeceu desde o monte Paran, e veiu com dez milhares de sanctos: á
sua direita _havia_ para elles o fogo da lei.

3 Na verdade ama os povos; [3] todos os seus sanctos _estão_ na tua mão;
[4] postos serão no meio, entre os teus pés, _cada um_ receberá das tuas
palavras.

4 Moysés nos deu a lei [5] _por_ herança da congregação de Jacob.

5 E foi rei em Jeshurun, [6] quando se congregaram em um os Cabeças do
povo com as tribus de Israel.


_As bençãos das tribus._

6 Viva Ruben, e não morra, e _que_ os seus homens sejam numerosos.

7 E isto _é o que disse_ de Judah; e disse: Ouve, ó Senhor, a voz de
Judah, e introduze-o no seu povo: as suas mãos [7] lhe bastem, e tu _lhe_
sejas em ajuda contra os seus inimigos.

8 E de Levi disse: Teu Thummim [8] e teu Urim _são_ para o teu amado, que
tu provaste em Massah, com quem contendeste ás aguas de Meribah.

9 Aquelle que disse a seu pae e a sua mãe: Nunca o vi; e não [9] conheceu
a seus irmãos, e não estimou a seus filhos: pois guardaram [10] a tua
palavra e observaram o teu concerto.

10 Ensinaram os teus juizos a [11] Jacob, e a tua lei a Israel; metteram
incenso no teu nariz, e o holocausto sobre o teu altar.

11 Abençoa o seu poder, ó Senhor, e a obra das suas mãos te aguarde: fere
[12] os lombos dos que se levantam contra elle e o aborrecem, que nunca
mais se levantem.

12 _E_ de Benjamin disse: O amado do Senhor habitará seguro com elle;
todo o dia o cobrirá, e morará entre os seus hombros.

13 E de José disse: Bemdita [13] do Senhor _seja_ a sua terra, com o mais
excellente dos céus, como orvalho, e com o abysmo que jaz abaixo.

14 E com as mais excellentes novidades do sol, e com as mais excellentes
producções da lua,

15 E com o mais excellente [14] dos montes antigos, e com o mais
excellente dos outeiros eternos,

16 E com o mais excellente da terra, e com a sua plenidão, [15] e com a
benevolencia d’aquelle que habitava na sarça, _a benção_ venha sobre a
cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do _que foi_ separado de seus
irmãos.

17 Elle tem a gloria do primogenito do seu boi, [16] e [HQ] as suas
pontas são pontas de unicornio; com elles escorneará os povos juntamente
até ás extremidades da terra: estes pois _são_ os dez milhares de
Ephraim, [17] e estes _são_ os milhares de Manasseh.

18 E de Zebulon disse: [18] Zebulon, alegra-te nas tuas saidas; e _tu_,
Issacar, nas tuas tendas.

19 _Elles_ chamarão [19] os povos ao monte: ali offerecerão offertas de
justiça, porque chuparão a abundancia dos mares e os thesouros escondidos
da areia.

20 E de Gad [20] disse: Bemdito aquelle que faz dilatar a Gad, habita
como a leoa, e despedaça o braço e alto da cabeça.

21 E se [21] proveu do primeiro, porquanto ali _estava_ escondida a
porção do legislador: pelo que veiu com os chefes do povo, executou a
justiça do Senhor e os seus juizos para com Israel.

22 E de Dan disse: Dan _é_ leãozinho; saltará de [22] Basan.

23 E de Naphtali disse: Farta-te, ó Naphtali, da benevolencia, e [23]
enchete da benção do Senhor; possue o occidente e o meio dia.

24 E de Aser disse: Bemdito _seja_ Aser com _seus_ filhos, [24] agrade a
seus irmãos, e banhe em azeite o seu pé.

25 O ferro e o metal [25] _será_ o teu calçado; e a tua força _será_ como
os teus dias.

26 Não _ha outro_, ó Jeshurun, similhante a Deus! [26] _que_ cavalga
sobre os céus para a tua ajuda, e com a sua alteza sobre as mais altas
nuvens.

27 O Deus eterno _te seja_ [27] por habitação, e por baixo _sejam_
os braços eternos: e elle lance o inimigo de diante de ti, e diga:
Destroe-_o_.

28 Israel pois habitará [28] só seguro, _na terra_ da fonte de Jacob, na
terra de grão e de mosto: e os seus céus gotejarão orvalho.

29 Bemaventurado tu, ó [29] Israel! quem _é_ como tu? um povo salvo pelo
Senhor, [30] o escudo do teu soccorro, e a espada da tua alteza: [31]
pelo que os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás sobre as suas
alturas.

[1] Gen. 49.28. Psa. 90.1.

[2] Exo. 19.18. Jui. 5.4, 5. Hab. 3.3. Dan. 7.10. Act. 7.53. Gal. 3.19.
Heb. 2.2. Apo. 5.11.

[3] Exo. 19.5. Ose. 11.1. Mal. 1.2.

[4] cap. 7.6. I Sam. 2.9. Luc. 10.39. Act. 22.3. Pro. 2.1.

[5] João 1.17. Psa. 119.111.

[6] Gen. 30.31. Jui. 9.2 e 17.6. cap. 32.15.

[7] Gen. 49.8. Psa. 146.5.

[8] Exo. 28.30 e 17.7. Num. 20.13. cap. 8.2, 3. Psa. 8.8.

[9] Gen. 29.32. I Chr. 17.17. Job 37.24. Exo. 32.26.

[10] Jer. 18.18. Mal. 2.5, 6.

[11] Lev. 10.11. cap. 17.9. Eze. 44.23. Mal. 2.7. Exo. 30.7, 8. Num.
16.40. I Sam. 2.28. Lev. 1.9. Eze. 43.27.

[12] II Sam. 24.23. Eze. 20.40.

[13] Gen. 49.25 e 27.28.

[14] Gen. 49.26. Hab. 3.6.

[15] Exo. 3.2, 4. Act. 7.30, 35. Gen. 49.26.

[16] I Chr. 5.7. Num. 23.22. I Reis 22.11.

[17] Gen. 48.19.

[18] Gen. 49.13, 14, 15.

[19] Isa. 2.3. Psa. 4.6.

[20] Jos. 13.10, etc. I Chr. 12.8, etc. Jos. 4.12.

[21] Num. 32.16, 17, etc. Jos. 4.12.

[22] Jos. 19.47. Jui. 18.27.

[23] Gen. 49.21. Jos. 19.32, etc.

[24] Gen. 49.20. Job 29.6.

[25] cap. 8.9.

[26] Exo. 15.11. Jer. 10.6. cap. 32.15. Psa. 68.5. Hab. 3.8.

[27] Psa. 88.1. cap. 9.3, 4, 5.

[28] Num. 23.9. Jer. 23.6 e 33.16. cap. 8.7, 8. Gen. 27.28. cap. 11.11.

[29] Psa. 144.15. II Sam. 7.23.

[30] Psa. 115.9, 10, 11.

[31] II Sam. 22.45. Psa. 18.44. cap. 32.13.



_Moysés sobe ao monte Nebo, vê a terra promettida e morre._

34 Então subiu Moysés das campinas de Moab ao monte Nebo, ao [1] cume
de Pisga, que _está_ defronte de Jericó; e o Senhor mostrou-lhes toda a
terra desde Gilead até Dan;

2 E todo Naphtali, e a terra d’Ephraim, e Manasseh; e toda a terra de
Judah, até [2] ao mar [3] ultimo;

3 E o sul, e a campina do valle de Jericó, a cidade das palmeiras até
Zoar.

4 E disse-lhe o Senhor: Esta _é_ [4] a terra de que jurei a Abrahão,
Isaac, e Jacob, dizendo: Á tua semente a darei: mostro-t’a para a veres
com os teus olhos; porém lá não passarás.

5 Assim morreu ali [5] Moysés, servo do Senhor, na terra de Moab,
conforme ao dito do Senhor.

6 E o sepultou n’um valle, na terra de Moab, defronte de Beth-peor; [6] e
ninguem tem sabido até hoje a sua sepultura.

7 _Era_ Moysés [7] da edade de cento e vinte annos quando morreu: os seus
olhos nunca se escureceram, nem perdeu o seu vigor.

8 E os filhos d’Israel prantearam a Moysés trinta dias nas campinas de
Moab: [8] e os dias do pranto do luto de Moysés se cumpriram.

9 E Josué, filho de Nun, [9] foi cheio do espirito de sabedoria,
porquanto Moysés tinha posto sobre elle as suas mãos: assim os filhos
d’Israel lhe deram ouvidos, e fizeram como o Senhor ordenara a Moysés.

10 E nunca mais se [10] levantou em Israel propheta _algum_ como Moysés,
a quem o Senhor conhecera cara a cara;

11 _Nem similhante_ em todos os signaes [11] e maravilhas, a que o Senhor
o enviou para fazer na terra do Egypto, a Pharaó, e a todos os seus
servos, e a toda a sua terra;

12 E em toda a mão forte, e em todo o espanto grande, que obrou Moysés
aos olhos de todo o Israel.

[1] Num. 27.12 e 33.47. cap. 32.49 e 3.27. Gen. 14.14.

[2] cap. 11.24.

[3] Jui. 1.16 e 3.13. II Chr. 28.15.

[4] Gen. 12.7 e 13.15 e 15.18 e 26.3 e 28.13. cap. 3.27 e 32.52.

[5] cap. 32.50. Jos. 1.1, 2.

[6] Jud. 9.

[7] cap. 31.2. Gen. 27.1 e 48.10. Jos. 14.10, 11.

[8] Gen. 50.3, 10. Num. 20.29.

[9] Isa. 11.2. Dan. 6.3. Num. 27.18, 23.

[10] cap. 18.15, 18. Exo. 33.11. Num. 12.6, 8. cap. 5.4.

[11] cap. 4.34 e 7.19.



O LIVRO DE JOSUÉ.



_Deus falla a Josué e anima-o._

[Antes de Christo 1451]

1 E succedeu depois da morte de Moysés, servo do Senhor, que o Senhor
fallou a Josué, filho de [1] Nun, servo de Moysés, dizendo:

2 Moysés, meu [2] servo, é morto: levanta-te pois agora, passa este
Jordão, tu e todo este povo, a terra que eu dou aos filhos d’Israel.

3 Todo o logar [3] que pisar a planta do vosso pé vol-o tenho dado, como
eu disse a Moysés.

4 Desde o deserto [4] e _desde este_ Libano, até ao grande rio, o rio
Euphrates, toda a terra dos hetheos, e até o grande mar para o poente do
sol, será o vosso termo.

5 Nenhum [5] se susterá diante de ti, todos os dias da tua vida: como
fui com Moysés, [6] _assim_ serei comtigo: não te deixarei nem te
desampararei.

6 Esforça-te, e tem bom animo: porque [7] tu farás a este povo herdar a
terra que jurei a seus paes lhes daria.

7 Tão sómente esforça-te e tem mui bom animo, para teres o cuidado
de fazer conforme a toda a lei [8] que meu servo Moysés te ordenou;
d’ella não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que
prudentemente te conduzas por onde quer que andares.

8 Não se aparte da tua bocca o livro d’esta lei; [9] antes medita n’elle
dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto
n’elle está escripto; porque então farás prosperar o teu caminho, e então
prudentemente te conduzirás.

9 Não t’o mandei eu? [10] esforça-te, e tem bom animo; não pasmes, nem te
espantes: porque o Senhor teu Deus _é_ comtigo, por onde quer que andares.


_Josué prepara o povo para passar o Jordão._

10 Então deu ordem Josué aos principes do povo, dizendo:

11 Passae pelo meio do arraial, e ordenae ao povo, dizendo: Provei-vos de
comida, porque dentro de [11] tres dias passareis este Jordão, para que
entreis a possuir a terra que vos dá o Senhor vosso Deus, que possuaes.

12 E fallou Josué aos rubenitas, e aos gaditas, e á meia tribu de
Manasseh, dizendo:

13 Lembrae-vos da palavra que vos mandou Moysés, [12] o servo do Senhor,
dizendo: O Senhor vosso Deus vos dá descanço, e vos dá esta terra.

14 Vossas mulheres, vossos meninos e vosso gado fiquem na terra que
Moysés vos deu d’esta banda do Jordão; porém vós passareis armados na
frente de vossos irmãos, todos os valentes e valorosos, e ajudal-os-heis;

15 Até que o Senhor dê descanço a vossos irmãos, como a vós, e elles
tambem possuam a terra que o Senhor vosso Deus lhes dá; [13] então
tornareis á terra da vossa herança, e possuireis a que vos deu Moysés, o
servo do Senhor, d’esta banda do Jordão, para o nascente do sol.

16 Então responderam a Josué, dizendo: Tudo quanto nos ordenaste faremos,
e onde quer que nos enviares iremos.

17 Como em tudo ouvimos a Moysés, assim te ouviremos a ti: tão sómente
_que_ o Senhor teu Deus seja comtigo, [14] como foi com Moysés.

18 Todo o homem, que fôr rebelde á tua bocca, e não ouvir as tuas
palavras em tudo quanto lhe mandares, morrerá: tão sómente esforça-te, e
tem bom animo.

[1] Exo. 24.13. Deu. 1.38.

[2] Deu. 34.5.

[3] Deu. 11.24. cap. 14.9.

[4] Gen. 15.18. Exo. 23.31. Num. 44.3-12.

[5] Deu. 7.24.

[6] Exo. 3.12. ver. 9, 17. Deu. 31.8, 23. cap. 3.7 e 6.27. Isa. 43.2, 5.
Deu. 31.6, 8. Heb. 13.5.

[7] Deu. 31.23.

[8] Num. 27.23. Deu. 31.7. cap. 11.15. Deu. 5.32 e 28.14.

[9] Deu. 17.18. Psa. 1.2.

[10] Deu. 31.7, 8, 23. Psa. 27.1. Jer. 1.8.

[11] Deu. 9.1 e 11.31. cap. 3.2.

[12] Num. 32.20, 28. cap. 22.2, 3, 4.

[13] cap. 22.4, etc.

[14] ver. 5. I Sam. 20.13. I Reis 1.37.



_Josué envia dois espias a Jericó._

2 E enviou Josué, filho de Nun, dois homens desde [1] Sittim a espiar
secretamente, dizendo: Andae, considerae a terra, e a Jericó. Foram pois,
e entraram na casa d’uma mulher prostituta, cujo [2] nome era Rahab, e
dormiram ali.

2 Então deu-se noticia ao [3] rei de Jericó, dizendo: Eis-que esta noite
vieram aqui _uns_ homens dos filhos d’Israel, para espiar a terra.

3 Pelo que enviou o rei de Jericó a Rahab, dizendo: Tira fóra os homens
que vieram a ti, e entraram na tua casa, porque vieram espiar toda a
terra.

4 Porém aquella mulher [4] tomou a ambos aquelles homens, e os escondeu,
e disse: _É_ verdade que vieram homens a mim, porém eu não sabia d’onde
eram.

5 E aconteceu _que_, _havendo-se_ de fechar a porta, sendo já escuro,
aquelles homens sairam; não sei para onde aquelles homens se foram: ide
após d’elles depressa, porque vós os alcançareis.

6 Porém [5] ella os tinha feito subir ao telhado, e os tinha escondido
entre as canas do linho, que puzera em ordem sobre o telhado.

7 E foram-se aquelles homens após d’elles pelo caminho do Jordão, até aos
váos: e fechou-se a porta, havendo saido os que iam após d’elles.

8 E, antes que elles dormissem, ella subiu a elles sobre o telhado;

9 E disse aos homens: Bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o
pavor [6] de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão
desmaiados diante de vós.

10 Porque temos ouvido [7] que o Senhor seccou as aguas do Mar Vermelho
diante de vós, quando saíeis do Egypto, e o que fizestes aos dois reis
dos amorrheos, a Sehon e a Og, que _estavam_ d’além do Jordão, os quaes
destruistes.

11 O que ouvindo, [8] desmaiou o nosso coração, e em ninguem mais ha
animo algum, por causa da vossa presença: porque o Senhor vosso Deus [9]
é Deus em cima nos céus e em baixo na terra.

12 Agora pois, [10] jurae-me, vos peço, pelo Senhor, pois que vos fiz
beneficencia, que vós tambem fareis beneficencia á casa de meu pae, e
dae-me um certo signal.

13 De que dareis a vida a meu pae e a minha mãe, como tambem a meus
irmãos e a minhas irmãs, com tudo o que teem, e de que livrareis as
nossas vidas da morte.

14 Então aquelles homens responderam-lhe: A nossa vida _responderá_ pela
vossa até _ao ponto de_ morrer, se não denunciardes este nosso negocio, e
será _pois_ que, dando-nos o Senhor esta terra, usaremos [11] comtigo de
beneficencia e de fidelidade.

15 Ella então os fez descer [12] por uma corda pela janella, porquanto a
sua casa _estava_ sobre o muro da cidade, e ella morava sobre o muro.

16 E disse-lhes: Ide-vos ao monte, para que, porventura, vos não
encontrem os perseguidores, e escondei-vos lá tres dias, até que voltem
os perseguidores, e depois ide _pelo_ vosso caminho.

17 E disseram-lhe aquelles homens: Desobrigados [13] _seremos_ d’este teu
juramento que nos fizeste jurar.

18 Eis que, vindo nós á [14] terra, atarás este cordão de fio d’escarlata
á janella por onde nos fizeste descer; e recolherás em casa comtigo a teu
[15] pae, e a tua mãe, e a teus irmãos e a toda a familia de teu pae.

19 Será pois _que_ qualquer que sair fóra da porta da tua casa o seu
sangue _será_ [16] sobre a sua cabeça, e nós _seremos_ sem culpa; mas
qualquer que estiver comtigo em casa o seu sangue _seja_ sobre a nossa
cabeça, se n’elle se puzer mão.

20 Porém, se tu denunciares este nosso negocio, seremos desobrigados do
teu juramento, que nos fizeste jurar.

21 E ella disse: Conforme ás vossas palavras, assim _seja_. Então os
despediu; e elles se foram; e ella atou o cordão d’escarlata á janella.

22 Foram-se pois, e chegaram ao monte, e ficaram ali tres dias, até que
voltaram os perseguidores, porque _os_ perseguidores os buscaram por todo
o caminho, porém não _os_ acharam.

23 Assim aquelles dois homens voltaram, e desceram do monte, e passaram,
e vieram a Josué, filho de Nun, e contaram-lhe tudo quanto lhes
acontecera;

24 E disseram a Josué: [17] Certamente o Senhor tem dado toda esta terra
nas nossas mãos, pois até todos os moradores estão desmaiados diante de
nós.

[1] Num. 25.1.

[2] Heb. 11.31. Thi. 2.25. Mat. 1.5.

[3] Psa. 127.1. Pro. 21.30.

[4] II Sam. 17.19, 20.

[5] Exo. 1.17.

[6] Gen. 35.5. Exo. 23.27. Deu. 2.25 e 11.25.

[7] Exo. 14.21. cap. 4.23. Num. 21.21, 34, 35.

[8] Exo. 15.14. cap. 5.1 e 7.5. Isa. 13.7.

[9] Deu. 4.39.

[10] I Sam. 20.14, 15, 17. I Tim. 5.8. ver. 18.

[11] Jui. 1.24. Mat. 5.7.

[12] Act. 9.25.

[13] Exo. 20.7.

[14] ver. 12.

[15] cap. 6.23.

[16] Mat. 27.25.

[17] Exo. 23.31. cap. 6.2 e 21.44.



_A passagem do Jordão._

3 Levantou-se pois Josué de madrugada, e partiram de Sittim, [1] e vieram
até ao Jordão, elle e todos os filhos d’Israel: e pousaram ali, antes que
passassem.

2 E succedeu, ao fim de tres dias, que os principes passaram pelo meio do
arraial;

3 E ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes [2] a arca do concerto do
Senhor vosso Deus, e que os sacerdotes levitas a levam, parti vós tambem
do vosso logar, e segui-a.

4 Haja comtudo distancia entre vós e ella, como da [3] medida de dois mil
covados: e não vos chegueis a ella, para que saibaes o caminho pelo qual
haveis d’ir; porquanto por este caminho nunca passastes antes.

5 Disse Josué [4] tambem ao povo: Sanctificae-vos, porque ámanhã fará o
Senhor maravilhas no meio de vós.

6 E fallou Josué aos sacerdotes, dizendo: Levantae [5] a arca do
concerto, e passae adiante d’este povo. Levantaram pois a arca do
concerto, e foram andando adiante do povo.

7 E o Senhor disse a Josué: Este dia começarei a engrandecer-te [6]
perante os olhos de todo o Israel, para que saibam, que _assim_ como fui
com Moysés _assim_ serei comtigo.

8 Tu pois ordenarás aos sacerdotes que [7] levam a arca do concerto,
dizendo: Quando vierdes até á borda das aguas do Jordão, parareis no [8]
Jordão.

9 Então disse Josué aos filhos d’Israel: Chegae-vos para cá, e ouvi as
palavras do Senhor vosso Deus.

10 Disse mais Josué: N’isto conhecereis [9] que o Deus vivo _está_ no
meio de vós: e que de todo lançará de diante de vós aos cananeos, e aos
hetheos, e aos heveos, e aos phereseos, e aos girgaseos, e aos amorrheos,
e aos jebuseos.

11 Eis que a arca do concerto do Senhor de toda a [10] terra passa o
Jordão diante de vós.

12 Tomae-vos pois agora doze homens [11] das tribus d’Israel, de cada
tribu um homem;

13 Porque ha de acontecer _que_, assim que as plantas dos pés dos
sacerdotes que [12] levam a arca do Senhor, o Senhor de toda a terra,
repousem nas aguas do Jordão, se separarão as aguas do Jordão, e as [13]
aguas que de cima descem pararão n’um montão.

14 E aconteceu que, partindo o povo das suas tendas, para passar o
Jordão, levavam [14] os sacerdotes a arca do concerto diante do povo.

15 E os que levavam a arca, quando chegaram até ao Jordão, e os pés
[15] dos sacerdotes que levavam a arca, se molharam na borda das aguas,
(porque o Jordão trasbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os
dias da sega),

16 Pararam-se as aguas, que vinham de cima; levantaram-se n’um montão,
mui longe da cidade d’Adam, que _está_ da banda de Santan; [16] e as que
desciam ao mar [HR] das campinas, que é o mar salgado, faltavam de todo e
separaram-se: então passou o povo defronte de Jericó.

17 Porém os sacerdotes, que levavam a arca do concerto do Senhor, pararam
firmes em secco no meio do Jordão: [17] e todo o Israel passou em secco,
até que todo o povo acabou de passar o Jordão.

[1] cap. 2.1.

[2] Num. 10.33. Deu. 31.9, 25.

[3] Exo. 19.12.

[4] Exo. 19.10, 14, 15. Lev. 20.7. Num. 11.18. cap. 7.13. I Sam. 16.5.
Joel 2.16.

[5] Num. 4.15.

[6] cap. 4.14. I Chr. 29.25. II Chr. 1.1. cap. 1.5.

[7] ver. 3.

[8] ver. 17.

[9] Deu. 5.26. I Sam. 17.26. II Reis 19.4. Ose. 1.10. Mat. 16.16. I The.
1.9. Exo. 33.2. Deu. 7.1.

[10] ver. 13. Miq. 4.13. Zac. 4.14 e 6.5.

[11] cap. 4.2.

[12] ver. 11, 15, 16.

[13] Psa. 78.13 e 114.3.

[14] Act. 7.45.

[15] ver. 13. I Chr. 12.15. Jer. 12.5 e 49.19. cap. 4.18 e 5.10, 12.

[16] I Reis 4.12 e 7.46. Deu. 3.17. Gen. 14.3. Num. 34.3.

[17] Exo. 14.29.



_As doze pedras tiradas do meio do Jordão._

4 Succedeu pois _que_, acabando todo o povo de passar o Jordão, [1]
fallou o Senhor a Josué, dizendo:

2 Tomae-vos do povo doze [2] homens, de cada tribu um homem;

3 E mandae-lhes, dizendo: Tomae-vos d’aqui, do meio do Jordão, [3] do
logar do assento dos pés dos sacerdotes, doze pedras; e levae-as comvosco
_á outra banda_ e depositae-as no alojamento em que haveis de passar esta
noite.

4 Chamou pois Josué os doze homens, que escolhera dos filhos d’Israel: de
cada tribu um homem;

5 E disse-lhes Josué: Passae diante da arca do Senhor vosso Deus, ao meio
do Jordão; e levantae vós cada um uma pedra sobre o seu hombro, segundo o
numero das tribus dos filhos de Israel;

6 Para que isto seja por signal entre vós; _e_ quando vossos filhos [4]
no futuro perguntarem, dizendo: Que vos _significam_ estas pedras?

7 Então lhes direis [5] que as aguas do Jordão se separaram diante da
arca do concerto do Senhor; passando ella pelo Jordão, separaram-se as
aguas do Jordão: assim _que_ estas pedras serão para sempre por memorial
aos filhos de [6] Israel.

8 Fizeram pois os filhos d’Israel assim como Josué tinha ordenado, e
levantaram doze pedras do meio do Jordão, como o Senhor dissera a Josué,
segundo o numero das tribus dos filhos de Israel: e levaram-n’as comsigo
ao alojamento, e as depositaram ali.

9 Levantou Josué tambem doze pedras no meio do Jordão, do logar do
assento dos pés dos sacerdotes, que levavam a arca do concerto: e ali
estão até _ao dia d’_hoje.

10 Pararam pois os sacerdotes, que levavam a arca, no meio do Jordão, em
pé, até que se cumpriu quanto o Senhor a Josué mandara dizer ao povo,
conforme a tudo quanto Moysés tinha ordenado a Josué; e apressou-se o
povo, e passou.

11 E succedeu _que_, assim que todo o povo acabou de passar, então passou
a arca do Senhor, e os sacerdotes á vista do povo.

12 E passaram os filhos [7] de Ruben, e os filhos de Gad, e a meia tribu
de Manasseh, armados na frente dos filhos d’Israel, como Moysés lhes
tinha dito;

13 Uns quarenta mil homens de guerra armados passaram diante do Senhor
para batalha, ás campinas de Jericó.

14 N’aquelle dia o Senhor engrandeceu [8] a Josué diante dos olhos de
todo o Israel: e temeram-n’o, como haviam temido a Moysés, todos os dias
da sua vida.

15 Fallou pois o Senhor a Josué, dizendo:

16 Dá ordem aos sacerdotes, que levam [9] a arca do testemunho, que subam
do Jordão.

17 E deu Josué ordem aos sacerdotes, dizendo: Subi do Jordão.

18 E aconteceu _que_, como os sacerdotes, que levavam a arca do concerto
do Senhor, subiram do meio do Jordão, e as plantas dos pés dos sacerdotes
se pozeram em secco, as aguas do Jordão se tornaram ao seu logar, e
corriam, [10] como antes, sobre todas as suas ribanceiras.

19 Subiu pois o povo do Jordão no _dia_ dez do mez primeiro: e
alojaram-se em Gilgal, [11] da banda oriental de Jericó.

20 E as doze pedras, [12] que tinham tomado do Jordão, levantou Josué em
Gilgal.

21 E fallou aos filhos d’Israel, [13] dizendo: Quando no futuro vossos
filhos perguntarem a seus paes, dizendo: Que _significam_ estas pedras?

22 Fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou [14] em secco
este Jordão.

23 Porque o Senhor vosso Deus fez seccar [15] as aguas do Jordão diante
de vós, até que passasseis; como o Senhor vosso Deus fez ao Mar Vermelho,
que fez seccar perante nós, até que passámos.

24 Para que [16] todos os povos da terra conheçam a mão do Senhor, que
_é_ forte: para que temaes ao [17] Senhor vosso Deus todos os dias.

[1] Deu. 27.2. cap. 3.17.

[2] cap. 3.12.

[3] cap. 3.13. ver. 19, 20.

[4] ver. 21. Exo. 12.26 e 13.14. Deu. 6.20. Psa. 44.2.

[5] cap. 3.13, 16.

[6] Exo. 12.14. Num. 16.40.

[7] Num. 32.20, 27, 28.

[8] cap. 3.7.

[9] Exo. 25.16, 22.

[10] cap. 3.15.

[11] cap. 5.9.

[12] ver. 3.

[13] ver. 6.

[14] cap. 3.17.

[15] Exo. 14.21.

[16] I Reis 8.42, 43. II Reis 19.19. Psa. 106.8. Exo. 15.16. I Chr. 29.12.

[17] Exo. 14.31. Deu. 6.2. Jer. 10.7.



_A circumcisão dos filhos de Israel._

5 E succedeu _que_, ouvindo todos os reis dos amorrheos, que _habitavam_
d’esta banda do Jordão, ao occidente, e todos os reis dos cananeos,
[1] que _estavam_ ao pé do mar, que o Senhor tinha seccado as aguas
do Jordão, de diante dos filhos d’Israel, até que passámos, [2]
derreteu-se-lhes o coração, e não houve mais animo n’elles, por causa dos
filhos d’Israel.

2 N’aquelle tempo disse o Senhor a Josué: Faze facas de [HS] pedra, e
torna a circumcidar segunda vez aos filhos d’Israel.

3 Então Josué fez para si facas de [3] pedra, e circumcidou aos filhos
d’Israel no monte dos prepucios.

4 E _foi_ esta a causa por que Josué os circumcidou: todo [4] o povo que
tinha saido do Egypto, os machos, todos os homens de guerra, eram já
mortos no deserto, pelo caminho, depois que sairam do Egypto.

5 Porque todo o povo que saira estava circumcidado, mas a nenhum do povo
que nascera no deserto, pelo caminho, depois de terem saido do Egypto,
haviam circumcidado.

6 Porque quarenta annos [5] andaram os filhos d’Israel pelo deserto, até
se acabar toda a nação, os homens de guerra, que sairam do Egypto, e não
obedeceram á voz do Senhor: aos quaes o Senhor [6] tinha jurado que lhes
não havia de deixar ver a terra que o Senhor jurara a seus paes dar-nos;
terra que mana leite e mel.

7 Porém em seu [7] logar poz a seus filhos; a estes Josué circumcidou:
porquanto estavam incircumcisos, porque os não circumcidaram no caminho.

8 E aconteceu _que_, acabando de circumcidar a toda a nação, ficaram no
seu logar no arraial, [8] até que sararam.

9 Disse mais o Senhor a [9] Josué: Hoje revolvi de sobre vós o opprobrio
do Egypto; pelo que o nome d’aquelle logar se chamou [HT] Gilgal, até
_ao dia d’_hoje.


_Celebra-se a paschoa._

10 Estando pois os filhos d’Israel alojados em Gilgal, celebraram a
paschoa no dia quatorze do [10] mez, á tarde, nas campinas de Jericó.

11 E comeram do trigo da terra do anno antecedente, ao outro dia depois
da paschoa, pães asmos e _espigas_ tostadas, no mesmo dia.

12 E cessou o manná [11] no dia seguinte, depois que comeram do trigo da
terra do anno antecedente; e os filhos d’Israel não tiveram mais manná;
porém no mesmo anno comeram das novidades da terra de Canaan.


_Um anjo apparece a Josué._

13 E succedeu _que_, estando Josué ao pé de Jericó, levantou os seus
olhos, e olhou; e eis-que se poz em pé diante d’elle um homem [12] que
tinha na mão uma espada nua: e chegou-se Josué a elle, e disse-lhe: _És_
tu dos nossos, ou dos nossos inimigos?

14 E disse elle: Não, mas venho agora _como_ [HU] principe do exercito
do Senhor. Então Josué se prostrou sobre [13] o seu rosto na terra, e o
adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo?

15 Então disse o principe do exercito do Senhor a Josué: [14] Descalça os
sapatos de teus pés, porque o logar em que estás _é_ sancto. E fez Josué
assim.

[1] Num. 13.29. Exo. 15.14, 15. cap. 2.9, 10, 11. Psa. 48.7. Eze. 21.7.

[2] I Reis 10.5.

[3] Exo. 4.25.

[4] Num. 14.29 e 23.64, 65. Deu. 2.16.

[5] Num. 14.33. Deu. 1.3. Psa. 95.10, 11.

[6] Num. 14.23. Heb. 3.11. Exo. 3.8.

[7] Num. 14.31. Deu. 1.39.

[8] Gen. 34.25.

[9] Gen. 34.14. I Sam. 14.6. Lev. 18.3. cap. 24.14. Eze. 20.10. cap. 4.19.

[10] Exo. 12.6. Num. 9.5.

[11] Exo. 16.35.

[12] Gen. 18.2 e 32.24. Exo. 23.23. Zac. 1.8. Act. 1.10. Num. 22.23.

[13] Gen. 17.3.

[14] Exo. 3.5. Act. 7.33.



_Jericó é destruida, Rahab é salva._

6 Ora Jericó cerrou-se, e estava cerrada por causa dos filhos d’Israel:
nenhum sahia nem entrava.

2 Então disse o Senhor a Josué: Olha, [1] tenho dado na tua mão a Jericó
e ao seu rei, os seus valentes e valorosos.

3 Vós pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando a
cidade uma vez: assim fareis _por_ seis dias.

4 E sete sacerdotes levarão sete buzinas [2] de carneiros diante da
arca, e no setimo dia rodeareis a cidade sete vezes: e os sacerdotes [3]
tocarão as buzinas.

5 E será que, tocando-se longamente a buzina de carneiro, ouvindo vós
o sonido da buzina, todo o povo gritará com grande grita: e o muro da
cidade cairá abaixo de si, e o povo subirá n’elle, cada qual em frente de
si.

6 Então chamou Josué, filho de Nun, aos sacerdotes, e disse-lhes: Levae
a arca do concerto; e sete sacerdotes levem sete buzinas de carneiros,
diante da arca do Senhor.

7 E disse ao povo: Passae e rodeae a cidade; e quem estiver armado, passe
diante da arca do Senhor.

8 E assim foi, como Josué dissera ao povo, que os sete sacerdotes,
levando as sete buzinas de carneiros diante do Senhor, passaram, e
tocaram as buzinas: e a arca do concerto do Senhor os seguia.

9 E os armados iam adiante dos sacerdotes, que tocavam as buzinas: e a
rectaguarda seguia após [4] da arca, andando e tocando as buzinas.

10 Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem
fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa bocca, até ao
dia que eu vos diga: Gritae. Então gritareis.

11 E fez a arca do Senhor rodeiar a cidade, rodeiando-_a_ uma vez: e
vieram ao arraial, e passaram a noite no arraial.

12 Depois Josué se levantou de madrugada, e os sacerdotes levaram [5] a
arca do Senhor.

13 E os sete sacerdotes, que levavam as sete buzinas de carneiros diante
da arca do Senhor, iam andando, e tocavam as buzinas, e os armados iam
adiante d’elles, e a rectaguarda seguia atraz da arca do Senhor; _os
sacerdotes iam_ andando e tocando as buzinas.

14 Assim rodeiaram outra vez a cidade no segundo dia e tornaram para o
arraial: e assim fizeram seis dias.

15 E succedeu _que_ ao setimo dia madrugaram ao subir da alva, e da mesma
maneira rodeiaram a cidade sete vezes: n’aquelle dia sómente rodeiaram a
cidade sete vezes.

16 E succedeu _que_, tocando os sacerdotes a setima vez as buzinas, disse
Josué ao povo: Gritae; porque o Senhor vos tem dado a cidade.

17 Porém a cidade será [HV] anathema ao Senhor, ella e tudo quanto houver
n’ella: sómente a prostituta Rahab viverá, ella e todos os que com ella
estiverem em casa; porquanto escondeu [6] os mensageiros que enviámos.

18 Tão sómente guardae-vos do anathema, [7] para que não vos mettaes em
anathema tomando d’ella, e assim façaes [HW] maldito o arraial de Israel,
e [8] o turbeis.

19 Porém toda a prata, e o oiro, e os vasos de metal, e de ferro, são
consagrados ao Senhor: irão ao thesouro do Senhor.

20 Gritou pois o povo, tocando os sacerdotes as buzinas: e succedeu
_que_, ouvindo o povo o sonido da buzina, gritou o povo com grande grita;
e [9] o muro caiu abaixo, e o povo subiu á cidade, cada qual em frente de
si, e tomaram a cidade.

21 E, tudo quanto [10] na cidade _havia_, [HX] destruiram totalmente ao
fio da espada, desde o homem até á mulher, desde o menino até ao velho, e
até ao boi e gado miudo, e ao jumento.

22 Josué, porém, disse aos dois homens que tinham espiado a terra: Entrae
na casa da mulher prostituta, e tirae de lá a mulher com tudo quanto
tiver, como lhe tendes [11] jurado.

23 Então entraram os mancebos espias, e tiraram a Rahab, e a seu [12]
pae, e a sua mãe, e a seus irmãos, e a tudo quanto tinha; tiraram tambem
a todas as suas familias, e pozeram-n’os fóra do arraial d’Israel.

24 Porém a cidade e tudo quanto _havia_ n’ella queimaram-n’o a fogo: tão
sómente a prata, e o [13] oiro, e os vasos de metal e de ferro, deram
para o thesouro da casa do Senhor.

25 Assim deu Josué vida á prostituta Rahab, e á familia de seu pae, e a
tudo quanto tinha; e habitou no meio de Israel [14] até _ao dia de_ hoje:
porquanto escondera os mensageiros que Josué tinha enviado a espiar a
Jericó.

26 E n’aquelle tempo Josué os esconjurou, dizendo: Maldito [15] diante do
Senhor _seja_ o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó:
no seu primogenito a fundará, e no seu _filho_ mais novo lhe porá as
portas.

27 Assim era o Senhor com [16] Josué: e corria a sua fama por toda a
terra.

[1] cap. 2.9, 24 e 8.1. Deu. 7.24.

[2] Jui. 7.16, 22.

[3] Num. 10.8.

[4] Num. 10.25.

[5] Deu. 31.25.

[6] cap. 2.4.

[7] Deu. 7.26 e 20.17. cap. 7.1, 11, 12.

[8] cap. 7.25. I Reis 18.17, 18. Jon. 1.12.

[9] ver. 5. Heb. 11.30.

[10] Deu. 7.2.

[11] cap. 2.14. Heb. 11.31.

[12] cap. 2.13.

[13] ver. 19.

[14] Mat. 1.5.

[15] I Reis 16.34.

[16] cap. 1.5 e 9.1, 3.



_Os israelitas são derrotados por causa do peccado de Acan._

7 E trespassaram os filhos de Israel no [HY] anathema: porque Acan, [1]
filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Sera, da tribu de Judah, tomou
do anathema, e a ira do Senhor se accendeu contra os filhos d’Israel.

2 Enviando pois Josué de Jericó, _alguns_ homens a Hai, que _está_ junto
a Bethaven, da banda do oriente de Beth-el, fallou-lhes, dizendo: Subi, e
espiae a terra. Subiram pois aquelles homens, e espiaram a Hai.

3 E voltaram a Josué, e disseram-lhe: Não suba todo o povo; subam alguns
dois mil, ou tres mil homens, a ferir a Hai: não fatigues ali a todo o
povo, porque poucos _são_.

4 Assim, subiram lá do povo alguns tres mil homens, os quaes fugiram [2]
diante dos homens de Hai.

5 E os homens de Hai feriram d’elles alguns trinta e seis, e
seguiram-n’os desde a porta até [HZ] Shebarim, e feriram-n’os na descida;
e o coração [3] do povo se derreteu e se tornou como agua.

6 Então Josué rasgou [4] os seus vestidos, e se prostrou em terra sobre
o seu rosto perante a arca do Senhor até á tarde, elle e os anciãos de
Israel: e deitaram pó sobre [5] as suas cabeças.

7 E disse Josué: Ah Senhor Jehovah! porque, [6] com effeito, fizeste
passar a este povo o Jordão, para nos dares nas mãos dos amorrheos, para
nos fazerem perecer? oxalá nos contentaramos com ficarmos d’além do
Jordão.

8 Ah Senhor! que direi? pois Israel virou as costas diante dos seus
inimigos!

9 Ouvindo _isto_, os cananeos, e todos os moradores da terra, nos
cercarão e desarreigarão [7] o nosso nome da terra: e _então_ que farás
ao teu grande nome?

10 Então disse o Senhor a Josué: Levanta-te: porque estás prostrado assim
sobre o teu rosto?

11 Israel peccou, [8] e até transgrediram o meu concerto que lhes tinha
ordenado, e até tomaram [9] do [IA] anathema, e tambem furtaram, e tambem
mentiram, e até debaixo da sua bagagem o pozeram.

12 Pelo que os filhos de Israel não poderam [10] subsistir perante os
seus inimigos: viraram as costas diante dos seus inimigos; porquanto [11]
estão amaldiçoados: não serei mais comvosco, se não desarreigardes o
anathema do meio de vós.

13 Levanta-te, sanctifica [12] o povo, e dize: Sanctificae-vos para
ámanhã, porque assim diz o Senhor, o Deus d’Israel: Anathema _ha_ no meio
de ti, Israel: diante dos teus inimigos não poderás suster-te, até que
não tires o anathema do meio de vós.

14 Ámanhã pois vos chegareis, segundo as vossas tribus: e será [13] _que_
a tribu que o Senhor tomar se chegará, segundo as familias; e a familia
que o Senhor tomar se chegará por casas; e a casa que o Senhor tomar se
chegará homem por homem.

15 E será _que_ aquelle [14] que fôr tomado com o anathema será queimado
a fogo, elle e tudo quanto tiver: porquanto transgrediu o concerto [15]
do Senhor, e fez _uma_ loucura em Israel.

16 Então Josué se levantou de madrugada, e fez chegar a Israel, segundo
as suas tribus: e a tribu de Judah foi tomada:

17 E, fazendo chegar a tribu de Judah, tomou a familia de Zarchi: e,
fazendo chegar a familia de Zarchi, homem por homem, foi tomado Zabdi:

18 E, fazendo chegar a sua casa, homem por homem, foi tomado Acan, filho
de Carmi, filho de Zabdi, filho de Serah, da tribu [16] de Judah.

19 Então disse Josué a Acan: Filho meu, dá, peço-te, gloria [17] ao
Senhor Deus de Israel, e faze confissão perante elle; e declara-me [18]
agora o que fizeste, não m’o occultes.

20 E respondeu Acan a Josué, e disse: Verdadeiramente pequei contra o
Senhor Deus de Israel, e fiz assim e assim.

21 Quando vi entre os despojos uma boa capa babylonica, e duzentos siclos
de prata, e uma [IB] cunha d’oiro do peso de cincoenta siclos, cobicei-os
e tomei-os: e eis que _estão_ escondidos na terra, no meio da minha
tenda, e a prata debaixo d’ella.

22 Então Josué enviou mensageiros, que foram correndo á tenda: e eis que
_estava_ escondido na sua tenda, e a prata debaixo d’ella.

23 Tomaram pois aquellas coisas do meio da tenda, e as trouxeram a Josué
e a todos os filhos de Israel: e as deitaram perante o Senhor.

24 Então Josué e todo o Israel com elle tomaram a Acan, filho de Serah, e
a prata, e a capa, e a cunha de oiro, e a seus filhos, e a suas filhas, e
a seus bois, e a seus jumentos, e a suas ovelhas, e a sua tenda, e a tudo
quanto tinha: e levaram-n’os ao valle [19] de Acor.

25 E disse Josué: Como nos turbaste? [20] o Senhor te turbará a ti este
dia. E todo o [21] Israel o apedrejou com pedras, e os queimaram a fogo,
e os apedrejaram com pedras.

26 E levantaram [22] sobre elle um grande montão de pedras, até _o dia
de_ hoje; assim o Senhor se tornou do ardor da sua ira: [23] pelo que se
chamou o nome d’aquelle logar o valle d’Acor, até _ao dia de_ hoje.

[1] cap. 22.20.

[2] Lev. 26.17. Deu. 28.25.

[3] cap. 2.9, 11. Lev. 26.36. Psa. 22.15.

[4] Gen. 37.29, 34.

[5] I Sam. 4.12. II Sam. 1.2 e 13.19. Neh. 9.1. Job 2.12.

[6] Exo. 5.22. II Reis 3.10.

[7] Psa. 83.5. Exo. 32.12. Num. 14.13.

[8] ver. 1.

[9] cap. 6.17, 18. Act. 5.1, 2.

[10] Num. 14.45. Jui. 2.14.

[11] Deu. 7.26. cap. 6.18.

[12] Exo. 19.10. cap. 3.5.

[13] Pro. 16.33.

[14] I Sam. 14.38, 39.

[15] ver. 11. Gen. 34.7. Jui. 20.6.

[16] I Sam. 14.42.

[17] I Sam. 6.5. Jer. 13.16. João 9.24. Num. 5.6. II Chr. 30.22. Psa.
51.5. Dan. 9.4.

[18] I Sam. 14.43.

[19] ver. 26. cap. 15.7.

[20] cap. 6.18. I Chr. 2.7. Gal. 5.12.

[21] Deu. 17.5.

[22] cap. 8.29. II Sam. 18.17. Lam. 3.53. Deu. 13.17. II Sam. 21.14.

[23] ver. 24. Isa. 65.10. Ose. 2.15.



_Hai é tomada e destruida._

8 Então disse o Senhor a Josué: Não temas, [1] e não te espantes; toma
comtigo toda a gente de guerra, e levanta-te, sobe a Hai: olha _que_ te
tenho dado na tua mão o rei d’Hai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua
terra.

2 Farás pois a Hai, e a seu rei, como fizeste a Jericó, [2] e a seu rei:
salvo que para vós saqueareis os seus despojos, e o seu gado: põe-te
emboscadas á cidade, por detraz d’ella.

3 Então Josué levantou-se, e toda a gente de guerra, para subir contra
Hai: e escolheu Josué trinta mil homens valentes e valorosos, e enviou-os
de noite.

4 E deu-lhes ordem, dizendo: Olhae, poreis emboscadas [3] á cidade, por
detraz da cidade; não vos alongueis muito da cidade: e todos vós estareis
apercebidos.

5 Porém eu e todo o povo que _está_ comigo nos achegaremos á cidade: e
será _que_, quando nos sairem ao encontro, como d’antes, [4] fugiremos
diante d’elles.

6 Deixae-os pois sair atraz de nós, até que os tiremos da cidade; porque
dirão: Fogem diante de nós como d’antes. Assim fugiremos diante d’elles.

7 Então saireis vós da emboscada, e tomareis a cidade: porque o Senhor
vosso Deus vol-a dará na vossa mão.

8 E será _que_, tomando vós a cidade, poreis a cidade a fogo; conforme a
palavra do Senhor fareis; olhae [5] _que_ vol-o tenho mandado.

9 Assim Josué os enviou, e _elles_ se foram á emboscada; e ficaram entre
Bethel e Hai, ao occidente d’Hai: porém Josué passou aquella noite no
meio do povo.

10 E levantou-se Josué de madrugada, e contou o povo: e subiram elle e
os anciãos de Israel diante do povo contra Hai.

11 Subiu tambem toda [6] a gente de guerra, que _estava_ com elle, e
chegaram-se, e vieram fronteiros á cidade: e alojaram-se da banda do
norte d’Hai; e _havia_ um valle entre elle e Hai.

12 Tomou tambem alguns cinco mil homens, e pôl-os entre Bethel e Hai em
emboscada, ao occidente da cidade.

13 E pozeram o povo, todo o arraial que _estava_ ao norte da cidade, e a
sua emboscada ao occidente da cidade: e foi Josué aquella noite ao meio
do valle.

14 E succedeu _que_, vendo-_o_ o rei d’Hai, se apressaram, e se
levantaram de madrugada, e os homens da cidade sairam ao encontro
d’Israel ao combate, elle e todo o seu povo, ao tempo assignalado,
perante as campinas: porque elle não sabia, [7] que se lhe houvesse posto
emboscada detraz da cidade.

15 Josué pois e todo o Israel _se_ houveram _como_ feridos diante
d’elles, e fugiram [8] pelo caminho do deserto.

16 Pelo que todo o povo, que _estava_ na cidade, foi convocado para os
seguir: e seguiram a Josué e foram attrahidos da cidade.

17 E nem um só homem ficou em Hai, nem em Bethel, que não saisse após
Israel: e deixaram a cidade aberta, e seguiram a Israel.

18 Então o Senhor disse a Josué: Estende a lança que _tens_ na tua mão,
para Hai; porque a darei na tua mão. E Josué estendeu a lança, que
_estava_ na sua mão, para a cidade.

19 Então a emboscada se levantou do seu logar apressadamente, e
correram, estendendo elle a sua mão, e vieram á cidade, e a tomaram: e
apressaram-se, e pozeram a cidade a fogo.

20 E virando-se os homens de Hai para traz, olharam, e eis-que o fumo da
cidade subia ao céu, e não tiveram logar para fugirem para uma parte nem
outra: porque o povo, que fugia para o deserto, se tornou contra os que
_os_ seguiam.

21 E vendo Josué e todo o Israel que a emboscada tomara a cidade, e que o
fumo da cidade subia, tornaram, e feriram os homens d’Hai.

22 Tambem aquelles da cidade lhes sairam ao encontro, _e_ assim cairam no
meio dos israelitas, uns de uma, e outros de outra parte: e feriram-n’os,
até que nenhum d’elles ficou, [9] o que escapasse.

23 Porém ao rei d’Hai tomaram vivo, e o trouxeram a Josué.

24 E succedeu _que_, acabando os israelitas de matar todos os moradores
d’Hai no campo, no deserto onde os tinham seguido, e havendo todos caido
ao fio da espada, até todos serem consumidos, todo o Israel se tornou a
Hai, e a pozeram a fio de espada.

25 E todos os que cairam aquelle dia, assim homens como mulheres, _foram_
doze mil: todos moradores d’Hai.

26 Porque Josué não retirou a sua mão, que estendera com a lança, até
destruir totalmente a todos os moradores d’Hai.

27 Tão [10] sómente os israelitas saquearam para si o gado e os despojos
da cidade, conforme á palavra do Senhor, que tinha ordenado a Josué.

28 Queimou pois Josué a Hai: e a tornou n’um montão [11] perpetuo, em
assolamento, até _ao dia d’_hoje.

29 E ao rei d’Hai enforcou n’um madeiro, até á tarde: e [12] ao pôr do
sol ordenou Josué, que o seu corpo se tirasse do madeiro; e o lançaram á
porta da cidade, e levantaram sobre elle um grande montão [13] de pedras,
até _ao dia d’_hoje.


_Josué edifica um altar, escreve a lei em pedras e lê-a._

30 Então Josué edificou um altar ao Senhor Deus d’Israel, [14] no monte
d’Ebal,

31 Como Moysés, servo do Senhor, ordenou aos filhos d’Israel, conforme ao
que _está_ escripto no [15] livro da lei de Moysés, _a saber_: um altar
de pedras inteiras, sobre o qual se não movera ferro: e offereceram [16]
sobre elle holocaustos ao Senhor, e sacrificaram sacrificios pacificos.

32 Tambem escreveu [17] ali em pedras uma copia da lei de Moysés, que já
tinha escripto diante dos filhos d’Israel.

33 E todo o Israel, com os seus anciãos, e os seus principes, e os seus
juizes, estavam d’uma e outra banda da arca, perante os sacerdotes
levitas, que levavam a [18] arca do concerto do Senhor, assim
estrangeiros como naturaes; metade d’elles em frente do monte Gerizim,
e a outra metade em frente do monte Ebal; como [19] Moysés, servo do
Senhor, ordenara, para abençoar primeiramente o povo de Israel.

34 E depois leu [20] em alta voz todas as palavras da lei, a benção e a
maldição, conforme a tudo o que _está_ escripto no livro da lei.

35 Palavra nenhuma houve, de tudo o que Moysés ordenara, que Josué não
lesse perante toda a congregação d’Israel, e das mulheres, e [21] dos
meninos, e dos estrangeiros, que andavam no meio d’elles.

[1] Deu. 1.21 e 7.18 e 31.8. cap. 1.9 e 6.2.

[2] cap. 6.21. Deu. 20.14.

[3] Jui. 20.29.

[4] Jui. 20.32.

[5] II Sam. 13.28.

[6] ver. 5.

[7] Jui. 20.34. Ecc. 9.12.

[8] Jui. 20.36, etc.

[9] Deu. 7.2.

[10] Num. 31.22, 26. ver. 2.

[11] Deu. 13.16.

[12] cap. 10.26. Psa. 107.40. Deu. 21.23. cap. 10.27.

[13] cap. 7.26 e 10.27.

[14] Deu. 27.4, 5.

[15] Exo. 20.25. Deu. 27.5, 6.

[16] Exo. 20.24.

[17] Deu. 27.2, 8.

[18] Deu. 31.9, 25 e 31.12.

[19] Deu. 11.29 e 27.12.

[20] Deu. 31.11. Neh. 8.3. Deu. 28.2, 15, 45 e 29.20, 21 e 30.19.

[21] Deu. 31.12. ver. 33.



_Os gibeonitas enganam Josué, que faz com elles uma alliança._

9 E succedeu _que_, ouvindo _isto_ todos os reis, que _estavam_ d’áquem
do Jordão, nas montanhas, e nas campinas, em toda a costa do grande [1]
mar, em frente do Libano, os hetheos, e os amorrheos, os cananeos, os
pherezeos, os heveos, e os jebuseos,

2 Se ajuntaram [2] elles de commum accordo, para pelejar contra Josué e
contra Israel.

3 E [3] os moradores de Gibeon ouvindo o que Josué fizera com Jericó e
com Hai,

4 Usaram tambem d’astucia, e foram e se fingiram embaixadores: e tomaram
saccos velhos sobre os seus jumentos, e odres de vinho velhos, e rotos, e
remendados;

5 E nos seus pés sapatos velhos e manchados, e vestidos velhos sobre si:
e todo o pão que traziam para o caminho era secco e bolorento.

6 E vieram a [4] Josué, ao arraial, a Gilgal, e lhe disseram, _a elle_
e aos homens d’Israel: Vimos d’uma terra distante; fazei pois agora
concerto [5] comnosco.

7 E os homens d’Israel responderam aos heveos: Porventura habitaes no
meio de nós; como pois faremos concerto comvosco?

8 Então disseram a Josué: Nós _somos_ [6] teus servos. E disse-lhes
Josué: Quem _sois_ vós, e d’onde vindes?

9 E lhe responderam: Teus servos vieram d’uma terra mui distante, por
causa do [7] nome do Senhor teu Deus: porquanto ouvimos a sua fama, e
tudo quanto fez no Egypto;

10 E tudo quanto [8] fez aos dois reis dos amorrheos, que _estavam_
d’além do Jordão, a Sehon rei de Hesbon, e a Og, rei de Basan, que estava
em Astaroth.

11 Pelo que nossos anciãos e todos os moradores da nossa terra nos
fallaram, dizendo: Tomae comvosco em vossas mãos provisão para o caminho,
e ide-lhes ao encontro: e dizei-lhes: Nós _somos_ vossos servos; fazei
pois agora concerto comnosco.

12 Este nosso pão tomámos quente das nossas casas para nossa provisão, no
dia em que saimos para vir a vós: e eil-o aqui agora já secco e bolorento:

13 E estes odres, que enchemos de vinho, _eram_ novos, e eil-os aqui já
rotos: e estes nossos vestidos e nossos sapatos já se teem envelhecido,
por causa do mui longo caminho.

14 Então aquelles homens tomaram da sua provisão: e não [9] pediram
conselho á bocca do Senhor.

15 E Josué fez paz com elles, e [10] fez _um_ concerto com elles, que
lhes daria a vida: e os principes da congregação lhes prestaram juramento.

16 E succedeu _que_, ao fim de tres dias, depois de fazerem concerto com
elles, ouviram que _eram_ seus visinhos, e que moravam no meio d’elles.

17 Porque, partindo os filhos de Israel, chegaram ás suas cidades ao
terceiro dia: e suas cidades _eram_ [11] Gibeon, e Cefira, e Beeroth, e
Kiriath-jearim.

18 E os filhos de Israel os não feriram; porquanto [12] os principes da
congregação lhes juraram pelo Senhor Deus de Israel: pelo que toda a
congregação murmurava contra os principes.

19 Então todos os principes disseram a toda a congregação: Nós
jurámos-lhes pelo Senhor Deus de Israel: pelo que não podemos tocal-os.

20 Isto, _porém_, lhes faremos: dar-lhes-hemos a vida; para que não haja
_grande_ ira [13] sobre nós, por causa do juramento que _já lhes_ temos
jurado.

21 Disseram-lhes pois os principes: Vivam, e sejam rachadores de lenha
[14] e tiradores de agua para toda a congregação, como os principes lhes
teem dito.

22 E Josué os chamou, e fallou-lhes dizendo: Porque nos enganastes,
dizendo: Mui longe [15] de vós habitamos, morando vós no meio de nós?

23 Agora pois _sereis_ malditos: [16] e d’entre vós não deixará de haver
servos, nem rachadores de lenha, nem tiradores de agua, para a casa do
meu Deus.

24 Então responderam a Josué, e disserem: Porquanto com certeza foi
annunciado aos teus servos que o Senhor teu Deus ordenou a [17] Moysés,
seu servo, que a vós daria toda esta terra, e destruiria todos os
moradores da terra diante de vós, tememos muito por [18] nossas vidas por
causa de vós; por isso fizemos assim.

25 E eis que agora estamos [19] na tua mão: faze aquillo que te pareça
bom e recto que se nos faça.

26 Assim pois lhes fez: e livrou-os das mãos dos filhos de Israel, e não
os mataram.

27 E, n’aquelle dia, Josué os deu como rachadores de lenha [20] e
tiradores de agua para a congregação e para o altar do Senhor, [21] até
_ao dia de_ hoje, no logar que escolhesse.

[1] Num. 34.6. Exo. 3.17 e 23.23.

[2] Psa. 83.4, 6.

[3] cap. 10.2. II Sam. 21.1. cap. 6.27.

[4] cap. 5.10.

[5] cap. 11.19. Exo. 23.32. Deu. 7.2 e 20.16. Jui. 2.2.

[6] Deu. 20.11. II Reis 10.5.

[7] Deu. 20.15. Exo. 15.14. Jos. 2.10.

[8] Num. 21.24, 33.

[9] Num. 27.21. Isa. 30.1, 2. Jui. 1.1. I Sam. 22.10 e 23.10, 11 e 30.8.
II Sam. 2.1 e 5.19.

[10] cap. 11.19. II Sam. 21.2.

[11] cap. 18.25, 26, 28. Esd. 2.25.

[12] Psa. 15.4. Ecc. 5.2.

[13] II Sam. 21.1, 2, 6. Eze. 17.13, 15, 18, 19. Zac. 5.3, 4. Mal. 3.5.

[14] Deu. 29.21. ver. 15.

[15] ver. 6, 9, 16.

[16] Gen. 9.25. ver. 11, 27.

[17] Exo. 23.32. Deu. 7.1, 2.

[18] Exo. 15.14.

[19] Gen. 16.6.

[20] ver. 21, 23.

[21] Deu. 12.5.



_Gibeon é sitiada por cinco reis._

10 E succedeu _que_, ouvindo Adonizedek, rei de Jerusalem, que Josué
tomara a Hai, e a tinha destruido totalmente, _e_ fizera a Hai e ao seu
rei como tinha feito [1] a Jericó e ao seu rei, e que os moradores de
Gibeon fizeram paz com os israelitas, e estavam no meio d’elles,

2 Temeram [2] muito: porque Gibeon _era_ uma cidade grande como uma das
cidades reaes, e ainda maior do que Hai, e todos os seus homens valentes.

3 Pelo que Adonizedek, rei de Jerusalem, enviou a Hoham, rei de Hebron,
e a Piram, rei de Jarmuth, e a Jafia, rei de Lachis, e a Debir, rei de
Eglon, dizendo:

4 Subi a mim, e ajudae-me, e firamos a Gibeon: porquanto [3] fez paz com
Josué e com os filhos de Israel.

5 Então se ajuntaram, e subiram cinco reis dos amorrheos, o rei de
Jerusalem, o rei de Hebron, o rei de Jarmuth, o rei de Lachis, o rei
de Eglon, elles e todos os seus exercitos: e sitiaram [4] a Gibeon e
pelejaram contra ella.


_Josué soccorre a Gibeon._

6 Enviaram pois os homens de Gibeon a Josué [5] ao arraial de Gilgal,
dizendo: Não retires as tuas mãos de teus servos; sobe apressadamente a
nós, e livra-nos, e ajuda-nos, porquanto todos os reis dos amorrheos, que
habitam na montanha, se ajuntaram contra nós.

7 Então subiu Josué de Gilgal, elle e toda a gente [6] de guerra com
elle, e todos os valentes e valorosos.

8 E o Senhor disse a Josué: Não os temas, [7] porque os tenho dado na tua
mão: nenhum d’elles parará diante de ti.

9 E Josué lhes sobreveiu de repente, porque toda a noite veiu subindo
desde Gilgal.

10 E o Senhor os conturbou [8] diante de Israel, e os feriu de grande
ferida em Gibeon; e seguiu-os pelo caminho que sobe a Bethoron, e os
feriu até Azeka e a Makeda.

11 E succedeu _que_, fugindo elles diante de Israel, á descida de
Bethoron, o Senhor lançou [9] sobre elles, do céu, grandes pedras até
Azeka, e morreram: _e foram_ muitos mais _os que_ morreram das pedras da
saraiva do que os que os filhos d’Israel mataram á espada.


_O sol e a lua são detidos._

12 Então Josué fallou ao Senhor, no dia em que o Senhor deu os amorrheos
na mão dos filhos de Israel, e disse aos olhos dos israelitas: Sol,
detem-te em Gibeon, e _tu_, [10] lua, no valle de Ajalon.

13 E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus
inimigos. Isto não _está_ [11] escripto no livro do [IC] Recto? O sol
pois se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quasi um dia
inteiro.

14 E não houve dia [12] similhante a este, _nem_ antes nem depois d’elle,
ouvindo o Senhor assim a voz d’um homem: porque o Senhor pelejava por
Israel.

15 E tornou-se [13] Josué, e todo o Israel com elle, ao arraial a Gilgal.


_Josué prende os cinco reis e mata-os._

16 Aquelles cinco reis, porém, fugiram, e se esconderam n’uma cova em
Makeda.

17 E foi annunciado a Josué, dizendo: Acharam-se os cinco reis escondidos
n’uma cova em Makeda.

18 Disse pois Josué: Arrojae grandes pedras á bocca da cova, e ponde
sobre ella homens que os guardem:

19 Porém vos não vos detenhaes; segui os vossos inimigos, e feri os que
ficaram atraz: não os deixeis entrar nas suas cidades, porque o Senhor
vosso Deus já vol-os deu na vossa mão.

20 E succedeu que, acabando Josué e os filhos de Israel de os ferir
a grande ferida, até consumil-os, e _que_ os que ficaram d’elles se
retiraram ás cidades fortes,

21 Todo o povo se tornou em paz a Josué, ao arraial em Makeda: não
havendo ninguem que movesse a sua lingua [14] contra os filhos de Israel.

22 Depois disse Josué: Abri a bocca da cova, e trazei-me aquelles cinco
reis para fóra da cova.

23 Fizeram pois assim, e trouxeram-lhe aquelles cinco reis para fóra da
cova: o rei de Jerusalem, o rei de Hebron, o rei de Jarmuth, o rei de
Lachis, _e_ o rei de Eglon.

24 E succedeu _que_, trazendo aquelles reis a Josué, Josué chamou todos
os homens de Israel, e disse aos capitães da gente de guerra, que com
elle foram: Chegae, ponde os vossos [15] pés sobre os pescoços d’estes
reis. E chegaram, e pozeram os seus pés sobre os seus pescoços.

25 Então Josué lhes disse: Não temaes, nem vos espanteis: [16]
esforçae-vos e animae-vos; porque assim o fará o Senhor a todos os vossos
inimigos, contra os quaes pelejardes.

26 E, depois d’isto, Josué os feriu e os matou, e os enforcou em cinco
madeiros: e ficaram enforcados [17] nos madeiros até á tarde.

27 E succedeu _que_, ao tempo do pôr do sol, deu Josué ordem que os
tirassem [18] dos madeiros: e lançaram-n’os na cova onde se esconderam:
e pozeram grandes pedras á bocca da cova, _que ainda ali estão_ até _ao_
mesmo _dia de hoje_.


_Josué vence mais sete reis._

28 E n’aquelle mesmo dia tomou Josué a Makeda, e feriu-a a fio de espada,
e destruiu o seu rei, a elles, e a toda a alma que n’ella _havia_; nada
deixou de resto: e fez ao rei de Makeda como [19] fizera ao rei de Jericó.

29 Então Josué e todo o Israel com elle passou de Makeda a Libna, e
pelejou contra Libna;

30 E tambem o Senhor a deu na mão d’Israel, a ella e a seu rei, e a feriu
a fio de espada, a ella e a toda a alma que n’ella _havia_; nada deixou
de resto: e fez ao seu rei como fizera ao rei de Jericó.

31 Então Josué, e todo o Israel com elle, passou de Libna a Lachis: e a
sitiou, e pelejou contra ella;

32 E o Senhor deu a Lachis na mão d’Israel, e tomou-a no dia seguinte,
e a feriu a fio de espada, a ella, e a toda a alma que n’ella _havia_,
conforme a tudo o que fizera a Libna.

33 Então Horan, rei de Gezer, subiu a ajudar a Lachis: porém Josué o
feriu, a elle e ao seu povo, até que nenhum lhe deixou de resto.

34 E Josué, e todo o Israel com elle, passou de Lachis a Eglon: e a
sitiaram, e pelejaram contra ella:

35 E no mesmo dia a tomaram, e a feriram a fio de espada; e a toda a
alma, que n’ella _havia_, destruiu totalmente no mesmo dia: conforme a
tudo o que fizera a Lachis.

36 Depois Josué, e todo o Israel com elle, subiu d’Eglon a [20] Hebron, e
pelejaram contra ella;

37 E a tomaram, e a feriram ao fio de espada, assim ao seu rei como a
todas as suas cidades; e a toda a alma, que n’ellas _havia_, a ninguem
deixou com vida, conforme a tudo o que fizera a Eglon: e a destruiu
totalmente, a ella e a toda a alma que n’ella _havia_.

38 Então Josué, e todo o Israel com elle, tornou a Debir, [21] e pelejou
contra ella;

39 E tomou-a com o seu rei, e a todas as suas cidades, e as feriram a fio
de espada, e a toda a alma que n’ellas _havia_ destruiram totalmente,
nada deixou de resto: como fizera a Hebron, assim fez a Debir e ao seu
rei, e como fizera a Libna e ao seu rei.

40 Assim feriu Josué toda aquella terra, as montanhas, o sul, e as
campinas, e as descidas das aguas, e a todos os seus reis; nada deixou de
resto: mas tudo o que tinha folego destruiu, como ordenara o [22] Senhor
Deus d’Israel.

41 E Josué os feriu desde Cades-barnea, e até Gaza: [23] como tambem toda
a terra de Gosen, e até Gibeon.

42 E d’uma vez tomou Josué todos estes reis, e as suas terras: porquanto
o [24] Senhor Deus d’Israel pelejava por Israel.

43 Então Josué, e todo o Israel com elle, se tornou ao arraial em Gilgal.

[1] cap. 6.21 e 8.22, 26, 28 e 9.15.

[2] Exo. 15.14, 15, 16. Deu. 11.25.

[3] ver. 1. cap. 9.15.

[4] cap. 9.2.

[5] cap. 5.10 e 9.6.

[6] cap. 8.1.

[7] cap. 11.6. Jui. 4.14. cap. 1.5.

[8] Jui. 4.15. I Sam. 7.10, 12. Psa. 18.15. Isa. 28.21. cap. 16.3, 6 e
15.35.

[9] Psa. 18.14, 16 e 77.17. Isa. 30.30. Apo. 16.21.

[10] Isa. 28.21. Hab. 3.11. Jui. 12.12.

[11] II Sam. 1.18.

[12] Isa. 38.8. Deu. 1.30. ver. 42. cap. 23.3.

[13] ver. 43.

[14] Exo. 11.7.

[15] Psa. 107.40 e 110.5 e 149.8. Isa. 26.5, 6. Mal. 4.3.

[16] Deu. 31.6, 8. cap. 1.9. Deu. 3.21 e 7.19.

[17] cap. 8.29.

[18] Deu. 21.23. cap. 8.29.

[19] cap. 6.21.

[20] cap. 14.13 e 15.13. Jui. 1.10.

[21] cap. 15.15. Jui. 1.11.

[22] Deu. 20.16, 17.

[23] Gen. 10.19. cap. 11.16.

[24] ver. 14.



_As victorias de Josué sobre diversos reis._

[Antes de Christo 1450]

11 Succedeu depois d’isto _que_, ouvindo-_o_ Jabin, rei d’Hazor, enviou a
Jobab, rei de Madon, e [1] ao rei de Simron, e ao rei d’Acsaph;

2 E os reis, que _estavam_ ao norte, nas montanhas, e na campina para o
sul [2] de Cinneroth, e nas planicies, e em Naphoth-dor, da banda do mar;

3 Ao cananeo _do_ oriente e _do_ occidente; e ao amorrheo, e ao hetheo, e
ao pherezeo, e ao jebuseo nas montanhas: e [3] ao heveo ao pé d’Hermon,
na terra de Mispah.

4 Sairam pois estes, e todos os seus exercitos com elles, muito povo,
como a areia [4] que _está_ na praia do mar em multidão: e muitissimos
cavallos e carros.

5 Todos estes reis se ajuntaram, e vieram e se acamparam junto ás aguas
de Merom, para pelejarem contra Israel.

6 E disse o Senhor a Josué: Não temas [5] diante d’elles; porque ámanhã a
esta mesma hora eu os darei todos feridos diante dos filhos d’Israel; [6]
os seus cavallos jarretarás, e os seus carros queimarás a fogo.

7 E Josué, e toda a gente de guerra com elle, veiu apressadamente sobre
elles ás aguas de Merom: e deram n’elles de repente.

8 E o Senhor os deu na mão d’Israel, e os feriram, e os seguiram até á
grande Sidon, e até Misrephoth-main, [7] e até ao valle de Mispah ao
oriente; feriram-os até não lhes deixarem nenhum.

9 E fez-lhes Josué como [8] o Senhor lhe dissera: os seus cavallos
jarretou, e os seus carros queimou a fogo,

10 E n’aquelle mesmo tempo tornou Josué, e tomou a Hazor, e feriu á
espada ao seu rei: porquanto Hazor d’antes era a cabeça de todos estes
reinos.

11 E a toda a alma, que n’ella _havia_, feriram ao fio da espada, e
totalmente os destruiram; nada restou do que tinha folego, e a Hazor
queimou com fogo.

12 E Josué tomou todas as cidades d’estes reis, e todos os seus reis, e
os feriu ao fio da espada, destruindo-os totalmente: como ordenara a [9]
Moysés servo do Senhor.

13 Tão sómente não queimaram os israelitas as cidades que _estavam_ sobre
os seus outeiros: salvo sómente Hazor, _a qual_ Josué queimou.

14 E todos os despojos d’estas cidades, e o gado, os filhos d’Israel
saquearam para si: tão sómente a todos os homens feriram ao fio da
espada, até que os destruiram: nada do que folego tinha deixaram com vida.

15 Como ordenara o [10] Senhor a Moysés seu servo, assim Moysés ordenou
a Josué: e assim Josué o fez; nem uma só palavra tirou de tudo o que o
Senhor ordenara a Moysés.

16 Assim Josué tomou toda aquella terra, as montanhas, [11] e todo o sul,
e toda a terra de Gosen, e as planicies, e as campinas, e as montanhas
d’Israel; e as suas planicies;

17 Desde o monte calvo, [12] que sobe a Seir, até Baal-gad, no valle do
Libano, ás raizes do monte de Hermon: tambem tomou todos os seus reis, e
os feriu [13] e os matou.

18 Por muitos dias Josué fez guerra contra todos estes reis.

19 Não houve cidade que fizesse paz com os filhos d’Israel, senão os
heveos, [14] moradores de Gibeon: por guerra as tomaram todas.

20 Porquanto do [15] Senhor vinha, que os seus corações endurecessem,
para sairem ao encontro a Israel na guerra, para os destruir totalmente,
para se não ter piedade d’elles; mas para os destruir a todos, como o
[16] Senhor tinha ordenado a Moysés.

21 N’aquelle tempo veiu Josué, e extirpou os enaquins [17] das montanhas
d’Hebron, de Debir, d’Anab, e de todas as montanhas de Judah, e de todas
as montanhas d’Israel: Josué os destruiu totalmente com as suas cidades.

22 Nenhum dos enaquins ficou de resto na terra dos filhos d’Israel:
sómente ficaram de resto em Gaza, em Gath, [18] e em Asdod.

23 Assim Josué tomou toda esta terra, conforme [19] a tudo o que o Senhor
tinha dito a Moysés; e Josué a deu em herança [20] aos filhos d’Israel,
conforme ás suas divisões, conforme ás suas tribus: e a terra repousou da
guerra.

[1] cap. 10.3 e 19.15.

[2] Num. 34.11. cap. 17.11. Jui. 1.27. I Reis 4.11.

[3] Jui. 3.3. cap. 13.11. Gen. 31.49.

[4] Gen. 22.17 e 32.12. Jui. 7.12. I Sam. 13.5.

[5] cap. 10.8.

[6] II Sam. 3.4.

[7] cap. 13.6.

[8] ver. 6.

[9] Num. 33.52.

[10] Exo. 34.11. Deu. 7.2. cap. 1.7.

[11] cap. 12.8 e 10.41.

[12] cap. 12.7.

[13] Deu. 7.24. cap. 12.7.

[14] cap. 9.3, 7.

[15] Deu. 3.30. Jui. 14.4. I Sam. 2.25. I Reis 12.15. Rom. 9.19.

[16] Deu. 20.16.

[17] Num. 13.22, 23. Deu. 1.28. cap. 15.13.

[18] I Sam. 17.4. cap. 15.46.

[19] Num. 34.2, etc.

[20] Num. 26.53. cap. 14 e 15 e 16 e 17 e 18 e 19 e 14.15 e 21.44 e 22.4
e 23.1.



_As terras que Moysés deu ás duas e meia tribus._

[Antes de Christo 1445]

12 Estes pois _são_ os reis da terra, aos quaes os filhos de Israel
feriram e possuiram a sua terra d’além do Jordão ao nascente do sol:
desde o [1] [ID] ribeiro d’Arnon, até ao monte d’Hermon, e toda a
planicie do oriente.

2 Sehon, [2] rei dos amorrheos, que habitava em Hesbon e que senhoreava
desde Aroer, que _está_ á borda do ribeiro d’Arnon, e _desde_ o meio do
ribeiro, e _desde_ a metade de Gilead, e até ao ribeiro de Jabbok, o
termo dos filhos de Ammon;

3 E _desde_ a campina [3] até ao mar de Cinneroth para o oriente, e
até ao mar da campina, o mar salgado para o oriente, pelo caminho de
Beth-jesimoth: e desde o sul abaixo d’Asdoth-pisga.

4 Como tambem o termo [4] de Og, rei de Basan, _que era_ do resto dos
gigantes, _e_ que habitava em Astaroth e [5] em Edrei;

5 E senhoreava no monte Hermon, e em Salcha, e em toda a Basan, até ao
termo dos gesureos e dos maacateos, e metade de Gilead, termo de Sehon,
rei de Hesbon.

6 A estes Moysés, servo do [6] Senhor, e os filhos de Israel feriram: e
Moysés, servo do Senhor, deu esta _terra_ aos rubenitas, e aos gaditas, e
á meia tribu de Manasseh em possessão.


_Os trinta e um reis que Josué feriu._

7 E estes _são_ os reis da terra aos quaes feriu Josué [7] e os filhos de
Israel d’áquem do Jordão para o occidente, desde Baal-gad, no valle do
Libano, até ao monte calvo, que sobe a Seir: [8] e Josué a deu ás tribus
de Israel em possessão, segundo as suas divisões;

8 _O que havia_ nas montanhas, [9] e nas planicies, e nas campinas, e nas
descidas das aguas, e no deserto, e para o sul: o heteo, o amorrheo, e o
cananeo, o pherezeo, o heveo, e o jebuseo.

9 O rei de Jericó, [10] um; o rei d’Ai, que _está_ ao lado de Bethel,
outro;

10 O rei de Jerusalem, [11] outro; o rei d’Hebron, outro;

11 O rei de Jarmuth, outro; o rei de Lachis, outro;

12 O rei d’Eglon, [12] outro; o rei de Geser, outro;

13 O rei de Debir, [13] outro; o rei de Geder, outro;

14 O rei d’Horma, outro; o rei d’Harad, outro;

15 O rei de Libna, [14] outro; o rei d’Adullam, outro;

16 O rei de Makeda, [15] outro; o rei de Bethel, outro;

17 O rei de Tappuah, outro; o rei d’Hepher, [16] outro;

18 O rei d’Aphek, outro; o rei de Lassaron, outro;

19 O rei de Madon, outro; o rei d’Hazor, [17] outro;

20 O rei de Simron-meron, [18] outro; o rei d’Achsaph, outro;

21 O rei de Taanach, outro; o rei de Megiddo, outro;

22 O rei de Kedes, [19] outro; o rei de Jokneam do Carmel, outro;

23 O rei de Dor [20] em Nafath-dor, outro; o rei das nações em Gilgal,
outro;

24 O rei de Tirza, outro: trinta e um reis por todos.

[1] Num. 21.24. Deu. 3.8.

[2] Num. 21.24. Deu. 2.33, 36 e 3.6, 16.

[3] Deu. 3.17. cap. 13.20.

[4] Num. 21.35. Deu. 3.4, 10, 11. Deu. 1.4.

[5] Deu. 3.8. cap. 13.11. Deu. 3.14.

[6] Num. 21.24, 33 e 32.29, 33. Deu. 3.11. cap. 13.8.

[7] cap. 11.17.

[8] Gen. 14.6 e 32.3. Deu. 2.1, 4. cap. 11.23.

[9] cap. 10.40 e 11.16. Exo. 3.8 e 23.23. cap. 9.1.

[10] cap. 6.2. cap. 8.29.

[11] cap. 10.23.

[12] cap. 10.33.

[13] cap. 10.38.

[14] cap. 10.29.

[15] cap. 10.28. cap. 8.17. Jui. 1.22.

[16] I Reis 4.10.

[17] cap. 11.10.

[18] cap. 11.1 e 19.15.

[19] cap. 19.37.

[20] cap. 11.2. Gen. 14.1. Isa. 9.1.



_Josué reparte a terra que tinha conquistado._

13 Era, porém, Josué já velho, [1] entrado em dias; e disse-lhe o Senhor:
Já estás velho, entrado em dias; e ainda muitissima terra ficou para
possuir.

2 A terra que fica de resto [2] _é_ esta: todos os termos dos philisteos,
e toda a Gesuri;

3 Desde Sihor, [3] que _está_ defronte do Egypto, até ao termo de Ekron
para o norte, _que_ se conta ser dos cananeos: cinco principes [4]
dos philisteos, o gazeo, e o asdodeo, o ascalonita, o [5] getheo, e o
ekroneo, e os aveos;

4 Desde o sul, toda a terra dos cananeos, e Meara, que _é_ dos sidoneos;
até Aphek: [6] até ao termo do